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Fiocruz aponta mosquito comum como potencial transmissor de zika

 (Foto: Wikimedia Commons)
(Foto: Wikimedia Commons)

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentaram nesta quinta-feira (21), no Rio de Janeiro, um estudo inédito que mostra que o mosquito “Culex quinquefasciatus”, conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico, é um potencial transmissor do vírus da zika. Até então, só havia a certeza da transmissão pelo mosquito Aedes aegypti.

A pesquisa foi conduzida pela FiocruzPernambuco na Região Metropolitana doRecife, onde a população do Culex é cerca de 20 vezes maior do que a população de Aedes.

Os resultados preliminares identificaram a presença de Culex quinquefasciatus infectados naturalmente pelo vírus zika em três dos 80 grupos de mosquitos analisados. Em duas amostras, os mosquitos não estavam alimentados, demonstrando que o vírus estava disseminado no organismo do inseto e não em uma alimentação recente num hospedeiro infectado.

Apesar do anúncio, a Fiocruz reforçou que o risco de contágio no Rio durante a Olimpíada é baixo, de acordo com entrevista dada à BBC. A pesquisa não encontrou mosquitos Culex no Rio infectados.

Mais estudos
Segundo informações da Fiocruz, a partir dos dados obtidos serão necessários estudos adicionais para avaliar o potencial da participação do Culex na disseminação do vírus da zika e seu real papel na epidemia.

“Até os resultados de novas evidências, a política de controle da epidemia de zika continuará pautada pelas mesmas diretrizes, tendo seu foco central no controle do Aedes aegypti”, diz a nota publicada no site da fundação.

G1

 

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Areia e Bananeiras são destaque na mídia nacional pelo seu potencial turístico e econômico

Areia_BananeirasAs potencialidades turísticas e econômicas do Brejo paraibano, assim como as belezas naturais, foram destaque, nesse domingo (25), no Programa Fernando Gabeira, da Globo News. Para representar o Brejo, foram escolhidas as cidades de Areia e Bananeiras. Durante cerca de meia hora, o apresentador mostrou as histórias de desenvolvimento econômico e de pessoas que encontraram no Brejo do estado atividades econômicas que trouxeram dignidade e autoestima. O artesanato e a produção de cachaça foram outros pontos realçados na reportagem.

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Logo no início do programa, as características da cidade de Areia. Os traços da arquitetura, em tons de amarelo, foram evidenciados. Fernando Gabeira ainda mostrou histórias de empreendedorismo que deram certo. Uma dessas histórias veio da Comunidade Chã de Jardim, localizada na divisa de Areia com Remígio. No local, vivem cerca de duzentas famílias que aprenderam a olhar na natureza e desenvolver meios de subsistência. São vários empreendimentos montados tendo como base o turismo de experiência, típico da região.

Durante a entrevista, o apresentador colheu depoimentos emocionantes, como o da coordenadora do Projeto Chã de Jardim, Luciana Balbino, que disse amar a terra onde vive e que não pretende sair dela, por encontrar recursos que dão a ela e aos demais moradores meios de viver com dignidade.

Fernando Gabeira definiu o Brejo paraibano como uma região de muita potencialidade. “Pouca gente conhece o Brejo paraibano. Eu mesmo nunca tinha vindo aqui. Mas confesso que é uma região de muita prosperidade”, afirmou.

 Prosperidade que está em talentos como Rejane Ribeiro, que faz parte do Projeto Chã de Jardim desde os 14 anos. A garota, que canta para turistas que visitam a comunidade, mostrou por que o Brejo paraibano tem riquezas que vão muito além do aspecto econômico ou turístico.

Para finalizar, o programa mostrou as características da cidade de Bananeiras. Em todas as cidades, aspectos comuns foram evidenciados, como a riqueza histórica, o artesanato e a produção de um produto que tem se tornado o símbolo de identidade e prosperidade das oito cidades que compõem o Brejo: a cachaça.

Secom-PB

Cepal reitera o potencial da agricultura familiar para América Latina

agriculturafamiliar“Sem dúvidas, a agricultura familiar é a atividade econômica com o maior potencial não só para aumentar a oferta de alimentos na América Latina e Caribe (ALC), mas também para reduzir o desemprego, a pobreza e da desnutrição das populações mais vulneráveis das zonas rurais”. A afirmação é feita na edição 2014 do informe ‘Perspectivas da agricultura e do desenvolvimento rural nas Américas: uma perspectiva sobre América Latina e Caribe’, que será apresentado hoje, em Santiago, Chile.

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De acordo com a última atualização do informe desenvolvido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o escritório regional da ACL da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), os países da região estão adotando políticas públicas para beneficiar o setor, “fundamental para a segurança alimentar e bem estar rural da região”.

Estima-se que as terras arrendadas, que pertencem ao setor da agricultura familiar na ALC, totalizem cerca de 17 milhões de unidades, agrupando uma população que pode chegar a 60 milhões de pessoas. Ainda que não haja números exatos, segundo o informe, “acredita-se que a agricultura familiar represente cerca de 75% do total de unidades produtivas, e que, em alguns países, esse número pode chegar a mais de 90%”.

Apesar desses números, a situação da agricultura familiar não é igual em todos os países da ALC. Enquanto o número de unidades cresce em alguns países, em outros, como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, observa-se a tendência da concentração de terras, onde o objetivo primordial é a obtenção de lucros. Segundo dados mostrados no informe, na Argentina, o número de unidades de agricultura familiar caiu 20% entre 1988 e 2002, no Brasil esse número caiu em 10,7% entre 1985 e 2006, no Chile, houve uma redução em 6,4% nos últimos 10 anos. No Uruguai, a pesquisa ainda não está disponível, mas alguns estudos mostram que em 1961 existiam 86.928 unidades, em 2000 esse número era de 57.131. “No atual contexto de concentração de terras nesses países, a tendência é que o número de unidades de agricultura familiar caia ainda mais”. Destacou o informe.

Limitações

A agricultura familiar conta com menos incentivos, na ALC, que a agricultura comercial. “Além de ter um maior índice de analfabetismo, idade e pobreza, os agricultores familiares tem menos acesso a bens públicos, tecnologia e serviços para a produção, em comparação com os agricultores comerciais”. Além de receber menos incentivos, a agricultura familiar fica localizada em terras de baixas qualidades e mais expostas às mudanças climáticas.

“Essas limitações sociais e produtivas, vem criando uma brecha significativa entre os rendimentos da agricultura familiar e da agricultura comercial”. Na América Central, por exemplo, os rendimentos com produtos como o café, podem ser duas ou até três vezes maior para a agricultura comercial, em comparação com a agricultura familiar.

Potenciais

Apesar das limitações, a agricultura familiar é uma das atividades que mais combina seus recursos produtivos, de forma igualitária, reduzindo a pobreza entre os agricultores. Além disso, também utilizam técnicas sustentáveis, que ajudam na preservação do meio ambiente.

Outro potencial da agricultura familiar é o da geração de empregos, pois se utiliza menos o maquinário, preservando o trabalho humano. Além do mais, é responsável por cerca de 50% da produção de alimentos na América Central e 20% na América do Sul, ou seja, mesmo com as limitações, possui um grande potencial na geração de alimentos.

Alguns países que apostam na agricultura familiar

·A Bolívia declarou a Agricultura Familiar como atividade de interesse nacional

·A Argentina direcionou cerca de 1,7 milhões de dólares para incentivar a inscrição de agricultores familiares no Registro Nacional da Agricultura Familiar e disponibilizou cerca de 37,5 milhões de dólares para apoiar a produção familiar

·Costa Rica adotou o Plano Setorial de Agricultura Familiar 2011-2014

·O Chile incrementou em 8,2% o orçamento de 2013 para apoiar a pequena agricultura

·México implementou o programa de inclusão social ‘Cruzada Nacional Contra a Fome’

·O Mercosul regulamentou o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar

 

Adital

Aécio tem potencial de voto igual ao de Serra, diz Ibope

Se todos os possíveis candidatos à Presidência tivessem o mesmo grau de conhecimento pelo eleitor, a presidente Dilma Rousseff continuaria franca favorita, mas, no PSDB, o senador Aécio Neves (MG) alcançaria um potencial de voto equivalente ao do ex-governador José Serra . O mineiro chegaria a 41% de eleitores que poderiam votar nele, ante 42% do paulista. É o que mostra pesquisa nacional sobre a sucessão de 2014 feita pelo Ibope a pedido do Estado.

 

AE

Aécio Neves e José Serra se abraçam em evento do PSDB em 2010

 

“Apesar de os dois estarem tecnicamente empatados quando excluímos quem diz desconhecer os candidatos, Aécio teria mais espaço para conquistar novos eleitores”, diz Marcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência. O teto de Serra é mais baixo porque ele é conhecido por 86% do eleitorado e tem 50% de rejeição. Para Aécio, essas taxas são de 61% e 36%, respectivamente.

A rejeição a Serra aumentou muito desde abril de 2010, quando ele disputava a eleição presidencial pela segunda vez. Foi a última vez que o Ibope mediu o potencial de voto do tucano usando a mesma técnica empregada desta vez. Na época, só 32% dos eleitores diziam que não votariam nele de jeito nenhum.

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Quando se recalcula o potencial de voto excluindo-se quem não conhece os candidatos, todos os candidatos ficam em uma mesma base comparável, como se fossem igualmente reconhecidos pelo eleitor, explica Marcia. Nesse cenário, Dilma chega a um potencial de 79%. Marina Silva fica em segundo lugar, com 50%. As taxas somadas superam 100% porque há eleitores que admitem poder votar em mais de um candidato.

 

Não por acaso, as duas candidatas têm a maior sobreposição de eleitores entre todos os nomes testados pelo Ibope . Nada menos que 41% dos eleitores que dizem que votariam em Dilma falam o mesmo sobre Marina. Isso indica que a ex-senadora tem o maior potencial de crescimento caso a presidente perca popularidade.

Isso implicaria, entretanto, uma reversão da tendência do eleitorado. Dilma tem uma rejeição menor hoje do que tinha em abril de 2010, quando disputou a Presidência pela primeira vez. Na época, 34% diziam que não votariam nela de jeito nenhum. Na atual pesquisa, essa taxa está em 20%.

Para a CEO do Ibope, só há duas hipóteses para a rejeição a Dilma aumentar: um descontrole da economia que possa ser sentido no bolso pelo eleitor, ou a eventual necessidade de racionamento de energia elétrica – como ocorreu em 2001, o que afetou a avaliação do então presidente Fernando Henrique Cardoso . As informações são do jornal O Estado de S. Pauloo.

iG