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PMs são encurralados e fogem durante ataque a banco e Correios

Portas dos Correios foram arrombadas em Salgado de São Félix (Foto: Reprodução)

Uma equipe de policiais militares foi encurralada por bandidos e teve que fugir para a Zona Rural durante ataque de bandidos às agências do Banco do Brasil e Correios e Telégrafos de Salgado de São Félix, no Agreste paraibano, a 81 km de João Pessoa. O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira (20). As informações são da PM em Itabaiana.

 

O o soldado Janilson contou que a ação criminosa começou por volta da 1h10. “Uma viatura fazia rondas e se deparou com dois dos quatro carros usados pelos criminosos. Os bandidos atiraram várias vezes contra os policiais, que não tiveram como reagir e fugiram para a zona rural, pois esse era o único jeito de preservar suas vidas”, informou.

Ainda conforme o policial, no Banco do Brasil foram explodidos caixas eletrônicos e o cofre principal foi violado. Na agência dos Correios, portas foram arrombadas, mas a PM não tinha informações sobre explosões em equipamentos que armazenam dinheiro.

“Segundo relato de moradores da cidade, cerca de 20 criminosos teriam participado dessa ação. Algumas pessoas também falaram que viram drones sobrevoando a cidade durante os ataques. Provavelmente uma forma que a quadrilha encontrou de monitorar a localização de policiais. Isso é algo novo”, completou o soldado Janilson.

Os bandidos teriam fugido em quatro veículos. Durante o percurso, eles jogaram grampos na pista. Viaturas de outras cidades que dariam apoio aos policiais de Salgado de São Félix tiveram pneus furados. Nenhum suspeito havia sido preso até a publicação desta matéria.

Portal Correio

PMs que não são do BPTran também podem emitir multas a motoristas na PB

Policiais militares que não fazem parte do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) e das Companhias de Trânsito da PM estão utilizando um equipamento que permite a aplicação de multas de trânsito ‘em tempo real’.

De acordo com o tenente Bertuni, do 5º Batalhão da Polícia Militar, o equipamento funciona interligado com o sistema do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB).

“O policial militar também pode fazer a multa, que quem faz naturalmente é o BPTran. Quando o policial faz uma ocorrência ele pode usar esse equipamento, que é um recurso online, onde fazemos a notificação.Ele vai vincular a multa ao sistema do Detran e emitir a multa em tempo real”, disse o tenente.

Portal Correio

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PE ainda vive clima de tensão após fim de greve de PMs

greve-da-pmApesar da presença ostensiva de soldados da Força Nacional na Região Metropolitana do Recife, a madrugada desta sexta-feira, 16, foi marcada por saques e tentativas de arrombamento em diversos pontos da cidade. Na zona sul, nos bairros de Boa Viagem e Pina, dois supermercados foram saqueados depois que vândalos quebraram as portas e grades. Televisores, eletrônicos de pequeno porte, roupas e alimentos foram levados. Pelo menos um suspeito foi preso por integrantes da Força Nacional quando tentava esconder uma TV de 32 polegadas no vão de um viaduto próximo ao local. Outro estabelecimento do mesmo tipo foi saqueado no final da noite de quinta no bairro do Arruda, na zona norte do Recife.

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Nos bairros do Cordeiro e Cidade Universitária, na zona leste da cidade, houve registro de arrastões e assaltos a coletivos, de acordo com o plantão da Coordenadoria de Polícia Civil. Em pelo menos duas ocorrências houve feridos. Um deles foi o aposentado Hildo França, que levou um tiro de raspão no braço após reagir a uma tentativa de assalto na porta de casa.

No município de São Lourenço da Mata, onde está localizada a Arena Pernambuco, que vai sediar os jogos da Copa do Mundo, uma loja de eletrodomésticos foi saqueada. Cerca de 50 pessoas invadiram o local e levaram TVs, celulares, eletrodomésticos e dezenas de outros produtos. Quatro suspeitos foram presos e encaminhados para a Delegacia de Camaragibe, cidade vizinha.

Nos municípios de Abreu e Lima e Paulista, localizado ao norte da região metropolitana, a madrugada foi de tensão. Depois de mais de 150 lojas terem sido saqueadas nas duas cidades durante o período mais crítico da paralisação (noite e madrugada da última quarta para quinta-feira) os comerciantes locais apelaram para a contratação de seguranças privados em larga escala. Não houve registro de novos saques nas últimas 12 horas na região.

Na manhã desta sexta-feira pelo menos quatro ocorrências de tentativas e assaltos foram registradas na zona norte da cidade. No bairro dos Aflitos, assaltantes tentaram roubar uma van escolar e foram impedidos por populares. Minutos depois policiais miliares chegaram ao local e prenderam um dos suspeitos. No bairro de Casa Forte uma padaria e uma farmácia foram roubadas logo que abriram as portas, por volta das 8h. Os assaltantes renderam os funcionários que abriram os estabelecimentos, roubando produtos das lojas e pertences dos mesmos. Um posto de gasolina no bairro de Campo Grande também foi assaltado por dois homens em uma moto. O Instituto de Medicina Legal (IML) recolheu 13 corpos na região metropolitana desde a noite da quinta-feira até às 7h da manhã desta sexta.

Acordo

Após três dias de pânico, bombeiros e policiais militares de Pernambuco decidiram encerrar a greve na noite desta quinta-feira, 15. Em assembleia, a categoria aceitou a proposta do governo de incorporar a gratificação por risco de vida ao salário. A remuneração passa de R$ 1,9 mil para R$ 2,8 mil por mês – os militares pediam até 50% de aumento. A Força Nacional de Segurança teve de agir no Grande Recife em meio à onda de saques, arrastões, assaltos e homicídios, e fica nesta cidade ainda nesta sexta.

Estadão

 

Visando a Copa, PMs aumentam estoque de armas não letais

Gás com alta concentração de lacrimogêneo usado com lançadores para conter protesto em Campinas (SP) (Foto: Reprodução/ EPTV)
Gás com alta concentração de lacrimogêneo usado
com lançadores para conter protesto em Campinas
(SP) (Foto: Reprodução/ EPTV)

A um mês da Copa do Mundo, levantamento exclusivo realizado pelo Exército a pedido doG1 mostra que, desde a Copa das Confederações, quando protestos violentos tomaram as ruas do país, as polícias militares reforçaram o estoque de armas não letais.

Entre junho de 2013 e abril deste ano, os órgãos de segurança pública compraram mais de 270 mil granadas e projéteis de gás lacrimogêneo e de pimenta e 263.088 cartuchos de balas de borracha de diversos tipos e modelos.

A munição química não letal adquirida seria suficiente para fazer mais de 819 lançamentos de granadas de gás e fazer 797 disparos de balas de borracha por dia no período.

O levantamento mostra um incremento nas aquisições pelos órgãos de segurança em 2014, principalmente devido ao temor de uma nova onda de manifestações durante a Copa do Mundo. Nos últimos 11 meses, foram comprados pelas PMs 113.655 granadas lacrimogêneo e 21.962 granadas de pimenta – 59% e 73%, respectivamente, adquiridos nos primeiros quatro meses deste ano.

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Também foram comprados 134.731 cartuchos de gás de diversos calibres, que são jogados sobre multidões com lançadores de calibre 12, 38 e 40 para evitar que os policiais cheguem muito perto das pessoas. Os dardos podem cair no meio de massas a uma distância que pode variar entre cinco metros e 120 metros do atirador, em média.

Estratégia diferente
Amazonas e Amapá foram os únicos estados que não pediram ao Exército autorização para a compra de armas não letais desde a Copa da Confederações. As secretarias de Segurança dos dois estados foram procurados pela reportagem do G1 para comentar o assunto, mas não se manifestaram.

Cápsulas de gás lacrimogêneo são encontradas em frente à Prefeitura de Campinas (Foto: Reprodução/ EPTV)

Gás com alta concentração de lacrimogêneo usado
com lançadores para conter protesto em Campinas
(SP) (Foto: Reprodução/ EPTV)

Em 2013, uma série de atos levou milhares de pessoas às ruas do país, fazendo as polícias atuarem na contenção de casos de violências, vandalismo e depredações. Em alguns casos, houve denúncias de excesso ou mau uso de armas químicas, com pessoas passando mal, gás atingindo residências, confrontos e feridos por balas de borracha e de pimenta.

“No meio da multidão, o indivíduo se sente mais forte, se sente o super-homem, ele perde a noção da individualidade. O objetivo das armas não letais é tirar o indivíduo da coletividade, fazer ele ter medo”, explica o coronel Carlos Alberto de Camargo, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo.

O que se compra
Os dados do Exército mostram que Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Bahia foram os estados que mais compraram armas não letais desde junho do ano passado.

Segundo o coronel Camargo, o material comprado pelos estados mostra como tropas de Choque devem atuar na “contenção de distúrbios civis, como as polícias chamam o controle de multidões.”

Desde a Copa das Confederações, a PM de São Paulo fez três compras de armas não letais e a da Bahia, outras três. Minas Gerais foi o estado com maior volume de aquisições. Em uma delas, feita em fevereiro deste ano, 95 mil granadas de diversos tipos e com cargas elevadas de lacrimogêneo e de pimenta foram encomendadas.

A corporação do Distrito Federal adquiriu, também em fevereiro, mais de 50 mil unidades de sprays lacrimogêneos (CS) pequenos (85 gramas) e grandes (450 gramas).

Policial ataca mulher com spray de pimenta na Praça XV, no Rio de Janeiro (Foto: Victor R. Caivano/AP)
PM do Rio usa spray de pimenta contra mulher em
protesto em 2013 (Foto: Victor R. Caivano/AP)

As polícias dos demais estados, principalmente a do Rio, preferem os sprays de pimenta, que não é comprado por São Paulo. Em abril deste ano, a PM do Rio pediu autorização para compra de 4.800 deles, a maioria de novos modelos que passaram a ser produzidos a partir dos distúrbios da Copa das Confederações.

As novas armas pretendem facilitar o uso manual pelos policiais, com versões em gel, spray, aerossol e espuma e com altas concentrações de pimenta para espirrar a médias e curtas distâncias.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, fez três pedidos totalizando 12.700 sprays de pimenta, tanto em gel quanto em espuma. A Senasp não informou se vai doar os equipamentos para as corporações estaduais.

Granadas de alta concentração
Os dados do Exército obtidos pelo G1 mostram que as polícias continuam comprando cartuchos de borracha de diversos modelos. Alguns deles têm apenas uma bala, que pode ser amarela ou preta, chamada de “precision”. Outros cartuchos têm múltiplos projéteis esféricos de elastômero dentro, que podem atingir maior velocidade e ferir várias pessoas ao mesmo tempo.

A Senasp comprou 96 mil do modelo de cartucho. A PM do Piauí comprou 14 mil, a do Distrito Federal adquiriu 28 mil e a de Minas Gerais pediu 35 mil. São as três corporações que mais compraram o tipo de munição.

Em relação aos gases, Bahia, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Ceará fizeram compras de mais de mil cartuchos para serem usados em lançadores. A PM paulista usa as granadas com alta concentração de lacrimogêneo, que carregam três pastilhas de gás e que se distribuem sobre o solo. A munição gera um intenso volume de fumaça e dificulta a devolução contra a tropa.

Entre junho e dezembro de 2013, a PM de São Paulo comprou 14.875 granadas dos dois modelos com carga tríplice de lacrimogêneo. Elas foram adquiridas para uso nos últimos 11 meses por unidades de segurança da Bahia, de Mato Grosso, do Rio Grande do Sul, do Ceará, de Goiás, do Rio Grande do Norte, do Pará e de Minas Gerais – só a PM do estado comprou 10 mil unidades delas em abril  – além da Polícia Rodoviária Federal, no DF.

Algumas polícias também adquiriram recentemente a munição multi-impacto, que, além de gás lacrimogêneo ou pimenta, leva internamente múltiplas esferas de borracha, que se dispersam quando é atirada. As polícias de MG (mil unidades), Rio Grande do Norte (50), SP (120), Ceará (120), Pará (260), Rio de Janeiro (500) compraram o modelo dunidades desde as Confederações.

PM contém protesto com bomba e bala de borracha em Salvador (Foto: Arquivo Pessoal)
Jovem mostra ferimento de bala de borracha em
protesto na Bahia (Foto: Arquivo Pessoal)

Munição de tinta
As PMs do Rio de Janeiro, Distrito Federal e Maranhão pediram autorização para comprar munição de tinta não lavável (normalmente vermelha). A reportagem do G1 procurou as corporações para comentarem o uso de armas de tinta, multi-impacto e com múltiplas cargas de lacrimogêneo, mas não recebeu retorno.

Segundo o ex-comandante da PM paulista, a escolha de qual tipo de munição não letal usar depende das características, do treinamento de cada tropa e da situação.

“A grande variedade de intensidade nas cargas, dimensões e tipos ocorre porque cada um tem uma função específica, dependendo da ocasião. Vários condicionantes, como o vento, chuva, se o local é aberto ou fechado, a quantidade das pessoas e a disposição, a distância delas dos policiais, interferem na escolha de um ou de outro”, explica o coronel Camargo.

Tahiane Stochero

Major e 24 PMs do caso Amarildo começam a ser julgados nesta quinta

major-edsonsantos-amarildoA audiência de instrução e julgamento do major Edson Santos e de outros 24 policiais militares, todos acusados de participar da tortura e do sumiço do pedreiro Amarildo de Souza na Rocinha, começam nesta quinta-feira (20) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), no Centro. Eles respondem pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha. A audiência está marcada para as 14h.

Na primeira sessão, será feita a colheita oral de provas em juízo. Ao todo, são 19 testemunhas de acusação, segundo a promotora Carmem Elisa Bastos, e 200 de defesa, de acordo com o advogado Saulo Salles, que defende o major Edson. A previsão é de que outras audiências sejam marcadas para haver tempo de ouvir a todos.

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Relembre o caso
Amarildo sumiu após ser levado por policiais militares para ser interrogado na sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) durante a “Operação Paz Armada”, de combate ao tráfico na comunidade, entre os dias 13 e 14 de julho de 2013.

Na UPP, teria passado por uma averiguação. Após esse processo, segundo a versão dos PMs que estavam com Amarildo, eles ainda passaram por vários pontos da cidade do Rio antes de voltar à sede da Unidade de Polícia Pacificadora, onde as câmeras de segurança mostram as últimas imagens de Amarildo, que, segundo os policiais, teria deixado o local sozinho — fato não registrado pelas câmeras.

Após depoimentos, foram identificados quatro policiais militares que participaram ativamente da sessão de tortura a que Amarildo teria sido submetido ao lado do contêiner da UPP da Rocinha. Segundo informou o Ministério Público, testemunhas contaram à policia sobre a participação desses PMs no crime. Após seis meses de buscas pelo corpo do pedreiro, a Justiça decretou a morte presumida de Amarildo.

A morte presumida substitui o atestado de óbito, que só pode ser emitido quando há o corpo — o cadáver de Amarildo nunca foi encontrado —, e permite à família receber pensão ou indenização, entre outras funções. Na primeira instância, a ação declaratória havia sido julgada improcedente.

Tortura
De acordo com a promotora Carmem Elisa Bastos, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), o tenente Luiz Medeiros, o sargento Reinaldo Gonçalves e os soldados Anderson Maia e Douglas Roberto Vital torturaram Amarildo depois que ele foi levado para uma “averiguação” na base da UPP. Ainda segundo eles, outros PMs são suspeitos de participar ativamente da ação.

Enquanto, segundo a promotora, o ajudante de pedreiro era torturado por quatro policiais, outros 12 ficaram do lado de fora, de vigia. Oito PMs que estavam dentro dos contêineres que servem de base à UPP foram considerados omissos porque não fizeram nada para impedir a violência.

Outros cinco policiais que decidiram colaborar com as investigações disseram que o major Edson, então comandante da UPP, estava num dos contêineres, que não têm isolamento acústico, e podia ouvir tudo.

Segundo o MP-RJ, mais 15 policiais militares, entre eles três mulheres, foram denunciados pelo órgão, totalizando 25 acusados pelo crime.

PMs presos
O major Edson Raimundo dos Santos, ex-comandante da UPP Rocinha, e o tenente Luiz Felipe de Medeiros, subcomandante da unidade, tiveram a prisão decretada em outubro, após denúncia do Ministério Público que constatou a participação dos dois no desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza.

Os policiais foram levados inicialmente para a Unidade Prisional da PM, em Benfica, na Zona Norte, juntamente com outros oito denunciados, mas, a pedido do Ministério Público, os oficiais foram transferidos para Bangu 8.

Os dois tiveram o pedido o pedido de habeas corpus negado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (23). Os dois vão permanecer na penitenciária Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Outros 13 policiais envolvidos no caso também foram presos.

 

 

G1

Em nove meses, número de PMs mortos em São Paulo é 40% maior que em 2011

O número de policiais militares assassinados no estado de São Paulo até hoje é praticamente 40% maior do que a quantidade de casos registrados em todo o ano passado. Ao longo de 2011 foram mortos 48 policiais, enquanto nos primeiros nove meses de 2012 foram 67 ocorrências. A mais recente foi a execução de um policial militar que voltava de uma igreja na zona sul da capital paulista na noite do último domingo (9).

Para o especialista em segurança pública e pesquisador da Fundação Getulio Vargas, Guaracy Mingardi, o aumento das mortes está ligado a um ciclo de vinganças entre o crime organizado e os policiais. Na opinião de Mingardi, que foi subsecretário nacional de Segurança Pública, faltou uma ação adequada para dar resposta aos primeiros casos de execução de policiais, o que está levando aos confrontos.

“Se você não resolver [os casos de mortes de policiais], não prender ninguém, a polícia fica inquieta e começa a matar mais. A polícia mata mais, os criminosos matam mais e as coisas vão indo assim: represália para lá, represália para cá”, disse. “Isso é uma quebra do regime democrático, de direito, que você não pode deixar acontecer”, completou.

O problema tem origem, de acordo com Mingardi, em 2006, quando uma organização criminosa que atua nos presídios de São Paulo começou a atacar policiais e a população. Naquela ocasião foi feito, segundo ele, um acordo implícito entre o crime e o governo para cessar a violência. Esse acordo, que Mingardi classifica como um erro, teria sido quebrado de alguma forma este ano, aumentando a violência, tanto do crime, como da polícia.

O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Roberval Ferreira França, considera, no entanto, que o aumento do número de mortes de policias é causado por uma disposição do crime em resistir a ações dos agentes do Estado. “Neste ano o número de policias mortos é muito maior, isso demonstra de fato que os criminosos estão confrontando a polícia, que eles estão com disposição de fugir à ação legal da polícia e a polícia se fazendo presente e realizando o enfrentamento”, disse em ao falar sobre a operação que resultou na morte de nove suspeitos.

No final da tarde de hoje (11) 40 homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) entraram em confronto, em Várzea Paulista, na Grande São Paulo, onde um grupo de criminosos julgava um homem acusado por eles de estupro. Segundo a polícia, ao menos oito bandidos morreram durante o tiroteio. Foram aprendidas duas espingardas, sete pistolas, uma metralhadora, explosivos e 20 quilos de maconha.

Segundo o coronel Ferreira França, a operação foi motivada por uma denúncia anônima. Ele negou que o episódio seja uma reação aos casos de execução de policiais. De acordo com comandante, os membros da corporação estão sempre preparados para retaliações do crime organizado. “Os nossos policiais têm orientação sobre conduta de segurança durante o serviço e fora do serviço” ressaltou.

Apesar de no primeiro semestre de 2012 o número de mortos em confronto com a PM na capital tenha subido 9% em comparação ao mesmo período de 2011, totalizando 140 casos, França disse que a taxa de letalidade da corporação caiu 30% nos últimos 8 meses. Segundo o coronel, em 2012 foram 451 suspeitos presos para cada morte.

Agência Brasil

Deputada bate-boca com PMs e representante do PMDB de Araruna acaba preso

Um bate-boca envolvendo a deputada estadual Olenka Maranhão e o representante da coligação de Wilma Maranhão, Cláudio José de Moura Câmara, em Araruna, com Policiais Militares acabou em prisão. Cláudio acabou sendo levado para delegacia de Solânea, onde foi autuado em flagrante por desacato a autoridade.

A deputada teria discutido com homens da Polícia Militar que estavam fazendo operações de fiscalização entre os limites de Cacimba de Areia e Araruna, onde o PMDB realiza atividade eleitoral em favor da candidatura da prefeita Wilma Maranhão, mãe da deputada, nesse domingo (2).

O PMDB considerou a operação como um obstáculo e uma tentativa de intimidação à mobilidade das pessoas que iriam participar do evento. Em Cacimba de Areia, esquema policial aguardava chegada do governador Ricardo Coutinho, que foi à cidade para assinar ordem de serviço para construção do hospital regional.

Fonte: PolíticaPB com Blog do Luís Tôrres
Focando a Notícia

Pelo menos oito PMs envolvidos em morte de jovem na PB são afastados

Pelo menos oito policiais militares envolvidos no caso do suposto espancamento de um jovem em Campina Grande foram afastados dos cargos nesta quarta-feira (8). Eles são investigados por participação no crime, que levou à morte de Tiago Moreira. Segundo o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Souza Neto, eles continuam trabalhando no setor administrativo da polícia, mas foram afastados do trabalho nas ruas.

Também nesta quarta, a Delegacia de Homicídios de Campina Grande recebeu o laudo preliminar da morte do jovem. De acordo com a delegada Cassandra Duarte, o laudo feito pelo Núcleo de Medicina Legal (Numol) confirma que o corpo tinha marcas de agressão e escoriações graves, mas elas não são apontadas como a causa da morte. A delegada de Homicídios já ouviu familiares de Tiago e pessoas do hospital onde ele foi deixado. Os PMs podem começar a ser ouvidos nesta quinta-feira (9).

O afastamento dos policiais foi um pedido da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campina Grande. “Quando um fato dessa natureza acontece, o mínimo a ser feito é afastar os policiais de suas atividades profissionais diárias, até em proteção a eles, pois o próprio PM não fica em condições de trabalho e além disso eles são suspeitos de cometer um crime grave. A morte de um cidadão”, afirmou o presidente da Comissão, Moisés Morais.

Segundo a delegada, o laudo preliminar apresenta alguns exames feitos logo após a morte do técnico em monitoramento eletrônico e ainda é impreciso, já que não define a causa da morte. “Vamos esperar pelo laudo final, que deve chegar na semana que vem”, disse. O laudo final, segundo ela, terá fotos do corpo e o resultado da autópsia. Ele será utilizado no inquérito policial, que deve ser concluído em 30 dias.

Os detalhes da investigação, ela não adiantou e não comentou sobre a possibilidade de indiciamento dos policiais militares. O delegado regional de Campina Grande, Marcos Paulo, disse que a Polícia Civil vai realizar uma simulação do espancamento no local onde tudo teria acontecido para ajudar nas investigações. A simulação acontecerá às 14h desta quarta-feira (8).

A direção do hospital já havia informado que o médico que atendeu o rapaz afirmou que ele já chegou morto à unidade. Segundo um funcionário, que pediu para não ser identificado, o médico foi obrigado pelos policiais a registrar no relatório médico que Tiago Moreira havia chegado vivo ao hospital. Conforme o secretário de Segurança Cláudio Lima, o médico que disse ter sido coagido a mentir no relatório do Hospital Doutor Edgley também já prestou depoimento.

 O crime
A esposa da vítima, Alessandra Alves, disse que Tiago Moreira teve uma crise de abstinência de  drogas e acabou invadindo a casa de um policial para pedir ajudar. A casa do PM fica a menos de 30 metros da casa da vítima. Lá, segundo Alessandra, ele teria sido espancado e assassinado. A família denuncia que doze policiais agrediram a vítima, mas o comandante negou a acusação. De acordo com o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Souza Neto, o policial e a esposa dele foram agredidos por Tiago e chamaram reforço policial para conter o rapaz.

G1 PB

Homem espancado por PMs chegou morto ao hospital na PB, diz direção

A direção do Hospital Doutor Edgley informou que o médico que atendeu o rapaz de 27 anos espancado por policiais na noite do domingo (5) em Campina Grande afirmou que ele já chegou morto à unidade. Segundo funcionário que pediu para não ser identificado, o médico foi obrigado pelo policiais a afirmar que Tiago Moreira havia chegado vivo ao hospital e incluir isso no relatório médico.

Em entrevista à TV Paraíba (confira o depoimento no vídeo ao lado) o funcionário do hospital afirmou ainda que Tiago Moreira apresentava marcas de tortura. “Os funcionários que acompanharam o atendimento do rapaz espancado informaram à direção que ele apresentava marcas de tortura”, comentou. O rapaz foi deixado na porta da unidade hospitalar amarrado e com algemas.

A esposa da vítima, Alessandra Alves, afirmou que Tiago Moreira teve uma crise de abstinência de drogas e acabou invadindo a casa de um policial, segundo ela, para pedir ajudar. Lá ele teria sido espancado e assassinado. “Eu quero justiça. Eu quero que a justiça seja feita. Porque independente de tudo, ele era um pai de família. Isso não é certo. O ser humano deve ser tratado como ser humano”, disse a dona de casa.

De acordo com Alessandra, Tiago havia largado as drogas há alguns meses. Eles estavam juntos há 12 anos e tinham dois filhos. O casal se preparava para oficializar a união na próxima semana. O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar de Campina Grande, o tenente-coronel Souza Neto, disse que vai abrir uma sindicância para apurar a denúncia ainda nesta segunda-feira (6).

G1 PB

PM’s do 1º BPM prendem acusados de tráfico na zona norte de João Pessoa


 

Na tarde da sexta-feira (dia 11), por volta das 16h30min, no Bairro dos Novais, PM’s do 1º BPM foram acionados pelo CIOP após Leandro Salustinos dos Santos, 26 anos, ser surpreendido pela Polícia Civil com uma quantidade expressiva de drogas dentro de seu veículo usado como transporte alternativo.

Houve troca de tiros e o mesmo ao ser capturado informou que a droga seria entregue ao menor KBS, 17 anos, que foi apreendido por PM’s do 1º BPM juntamente com Vagner Silva dos Santos, 20 anos quando acionados pelo CIOP dando informações de onde encontrá-los.

Os mesmos foram encontrados dentro de sua residência portando uma arma de fogo, Cal. 38, inoxidável, várias munições, uma balança de precisão e ainda uma pequena quantidade de drogas.

Todos foram encaminhados para a Central de Polícia, para serem tomadas as devidas providências.

Participaram da ocorrência as guarnições da UPS 3, comandada pelo CB Josemar; a guarnição do NIP, comandada pelo CB J. Santos e a Tático 2.


Orlando Lima para o Focando a Notícia