Arquivo da tag: planeta

Mulher é detida após gritar ofensas racistas em agência bancária de João Pessoa: ”sou a maior racista do Planeta Terra. Odeio a raça negra”

Uma mulher foi detida após gritar ofensas racistas em uma agência bancária de João Pessoa nesta quarta-feira (14). ”Eu sou a maior racista do Planeta Terra. Eu odeio a raça negra”, disse ela. O momento foi registrado em um vídeo que está circulando nas redes sociais e foi obtido pelo ClickPB.

O caso ocorreu na agência do Banco do Brasil de Manaíra, na Avenida Rui Carneiro. A mulher estava acompanhada de um homem, que tentou acalmá-la, mas não conseguiu.

Nem mesmo quando a Polícia Militar chega, a mulher para de gritar ofensas. Ela foi conduzida à delegacia junto com o homem que a acompanhava.

clickpb

 

 

Dia do Meio Ambiente: Vamos repensar a nossa relação com o planeta?

O Dia Mundial do Meio Ambiente teve como objetivo primordial chamar a atenção de toda a população mundial, independente da sua esfera social, para os problemas ambientais e a importância da preservação dos recursos naturais. A data foi escolhida na Conferência das Nações Unidas, em 1972, sobre Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, justamente para relembrar a realização do evento.
Muitos questionam sobre a tutela ou proteção jurídica do Meio Ambiente como trava para o crescimento econômico, mas ao nos depararmos com situações que mudem nosso dia-a-dia, acabamos repensando algumas atitudes. Um bom exemplo foi a crise hídrica de 2014, no Estado de São Paulo, com a iminência da falta do bem mais precioso para a humanidade. Na ocasião, a população aderiu e foi a responsável para que esse bem esgotável não chegasse ao fim. Com os reservatórios à mingua, cabia somente a população mudar seus hábitos para que o fornecimento fosse mantido.

Estamos vivendo um novo momento de mudanças em nossas vidas com a Covid-19, doença causada por um vírus capaz de se multiplicar e comprometer as vias respiratórias, levando rapidamente ao óbito. Em 2013, Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apontava que 70% das novas doenças em humanos tiveram origem animal. Historicamente, uma sequência de fatos já fazia o alerta: em 2002 foi a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), de origem zoonótica; em 2005 veio a gripe aviária, causada pelo vírus influenza hospedado em aves; em 2009, a gripe suína originária de uma cepa de vírus H1N1 que teve início em porcos. Podemos, ainda, colocar nessa conta o Aedes aegypti e as transmissões da dengue, zica e chikungunya, além da leptospirose, transmitida pela unira de animais infectados nos grandes centros urbanos.

Muitas dessas novas doenças se deram pelo desmatamento e pelo avanço dos centros urbanos, acelerando a aproximação entre animais selvagens e humanos e a invasão de habitats naturais. Podemos concluir que o crescimento da população e avanço das economias em busca do desenvolvimento fazem com que as nações busquem mais espaços para acomodar o crescimento populacional. E, por vezes, as populações que não acompanham esse desenvolvimento econômico ficam às margens das cidades, fazendo com que as periferias avancem para as áreas de florestas e matas que deveriam ser protegidas. Tal contato contribuiu para o surgimento de zoonoses, disseminando contaminações por patologias entre animais e seres humanos.

Por isso, a reflexão que fazemos neste 5 de junho deve ser ainda maior: que mundo estamos buscando para as presentes e futuras gerações? A Covid-19 tem refeito nosso padrão de vida. Damos mais valor ao contato humano, lembramos com nostalgia dos encontros nas casas de nossos parentes hoje isolados, em bares com nossos amigos, em casas noturnas dançando, viajando.

A população está pensando mais no futuro e o consumismo foi substituído, mesmo que indiretamente, pelo consumo consciente, criando uma cultura de poupar para nos prepararmos para um futuro incerto. Deixamos de sair com os nossos carros, as ruas estão mais vazias e as emissões de CO2 foram reduzidas. O ar está mais limpo em todos os grandes centros urbanos. Em São Paulo, por exemplo, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) observou uma diminuição de cerca de 50% nos poluentes primários como o monóxido de carbono e os óxidos de nitrogênio, além diminuição em cerca de 30% o material particulado inalável proveniente da frota de veículos.

O ponto de equilíbrio que devemos buscar é o ponto de intersecção dos pilares econômico, social e ambiental, denominado como o tripé da sustentabilidade, conhecido como triple button line.

Fica o convite para repensarmos nossa relação com o planeta, como meio ambiente que proporcionou e proporciona nossa existência. Preservar não é sinal de retroceder e, sim, de avançar para um futuro certo, com qualidade de vida a toda a população.

Alessandro Azzoni é advogado, economista e especialista em Direito Ambiental.

Assessoria

 

Relatório OMS: 748 milhões de pessoas não têm acesso a água potável no planeta

Getty Images
Getty Images

Um total de 748 milhões de pessoas não tem acesso a água potável de forma sustentada em todo o mundo e calcula-se que outros 1,8 bilhão usem uma fonte que está contaminada com fezes, segundo relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo mostra que 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento adequado e que 1 bilhão defecam ao ar livre, nove em cada dez, em áreas rurais.

Os dados constituem as principais conclusões do relatório Glass 2014, estudo feito a cada dois anos pela OMS cujo título, este ano, é Investir em água e saneamento, aumentar o acesso e reduzir as desigualdades.

O texto informa que o acesso a água potável e ao saneamento adequado tem implicações num amplo leque de aspectos, desde a redução da mortalidade infantil, passando pela saúde materna, o combate às doenças infecciosas, a redução de custos sanitários e no meio ambiente.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O estudo mostra que, nas duas últimas décadas, 2,3 bilhões de pessoas conseguiram ter acesso às fontes de águas melhoradas.

No mesmo período, o número de mortes de crianças devido às doenças diarreicas – relacionadas com o saneamento precário – caiu de 1,5 milhão em 1990 para 600 mil em 2012.

“Claro que podemos dizer que se melhorou muito, mas 600 mil crianças continuam a ser um número muito elevado”, disse, em entrevista, Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.

Segundo dados da OMS, se o acesso a água potável fosse melhorado e se fossem implementados serviços de saneamento adequado, as mortes por diarreia poderiam ser reduzidas em cerca de 70%.

O estudo calcula que a cada dólar investido em serviços de água e saneamento pode-se obter um retorno de 4,3 dólares, com a redução dos custos de saúde, o aumento da produtividade no trabalho e a criação de novos empregos em indústrias relacionadas com a gestão de resíduos.

“A água e o saneamento são temas básicos de direitos humanos e têm um componente de gênero essencial. No mundo são, majoritariamente as meninas que vão buscar água, o que as impedem muitas vezes de frequentarem à escola”, disse Maria Neira.

Agência Brasil

“Projeto Muda” conscientiza alunos para cuidados com o planeta

projetoAconteceu durante a manhã dessa terça-feira (23) na quadra de esportes da Escola Municipal Humberto Lucena, em Pirpirituba, mais uma brilhante iniciativa de conscientização sobre a preservação do meio ambiente.  O “Projeto Muda”, que tem como lema “Mude de vida, plante uma árvore”, busca fazer com que as crianças sejam defensoras e conscientes dos cuidados com o planeta.
CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Fizeram-se presentes no evento o Coordenador do Projeto, Luis Carlos, bem como Julia Blaese, que é doadora dos recursos para produção de mudas; e a voluntária Sabrina Phillipp, essas fazem parte da Instituição Kinder Missionswek (Infância Missionária) da Alemanha, e incentivam o Projeto.

Alunos e professores da rede municipal e estadual de ensino expuseram brinquedos, arranjos e roupas confeccionados com material reciclado, e ainda foram apresentadas pelos alunos produções artísticas, a exemplo, de paródias também mostrando a necessidade de cuidar bem do meio ambiente.

A Diretora da Escola, Lúcia Monteiro, avaliou como bastante proveitoso o evento e disse se sentir feliz pela participação e atuação dos alunos.

Desde 2012 que o “Projeto Muda” realiza atividades em Pirpirituba conscientizando crianças e adolescentes a partir da plantação e cultivo de mudas de árvores de diversos tipos e no reaproveitamento de material reciclável.

 

 

 

 

 

Da redação / PirpiritubaéNoticia.com

João Pessoa e mais 91 cidades participam da ‘Hora do Planeta’, neste sábado à noite

hora do planetaAtenta às mobilizações em todo o mundo pela preservação do planeta, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), foi a primeira capital do Nordeste a aderir formalmente à Hora do Planeta. O movimento global acontece neste sábado (23), das 20h30 às 21h30, nos principais prédios das repartições públicas, que apagarão suas luzes.

Pelo quinto ano consecutivo, o WWF-Brasil promove a Hora do Planeta, um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante 60 minutos. Neste sábado,  92 cidades, sendo 22 capitais, estarão mobilizadas com diversas atividades pela Hora do Planeta.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A Hora do Planeta é um movimento global, promovido pelo quinto ano consecutivo pela Rede WWF Brasil (World Wildlife Fund), com o objetivo de sensibilizar os cidadãos sobre os problemas ambientais enfrentados mundialmente.  Em 2012, monumentos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Estaiada, em São Paulo e a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, tiveram as luzes desligadas durante uma hora. Mais de 150 países e territórios também se envolveram na manifestação.

Clima

As mudanças no clima são consideradas pelos cientistas uma das maiores ameaças ambientais do século XXI, afetando cidadãos comuns, empresas, governos e toda a natureza. Ondas de calor e períodos de grandes secas têm provocado perdas agrícolas e são uma ameaça para a economia mundial. A Hora do Planeta propõe uma hora de reflexão para os cidadãos, para que repensemos nossas ações sobre o meio ambiente.
Na cidade-âncora Brasília serão apagadas as luzes da Esplanada dos Ministérios, do Congresso Nacional, da Catedral e de outros monumentos históricos. O público contará com a participação da banda regional Patubatê e do grupo DJs Criolina, no Museu Nacional da República, local do evento.

São Paulo também apagará as luzes de símbolos como a Ponte Estaiada, o Obelisco, o Mercado Municipal, o estádio do Pacaembu, o Monumento das Bandeiras, o Theatro Municipal, o Arco do Anhangabaú e a Biblioteca Mário de Andrade. Além disso, o grupo Vá de Bike reunirá ciclistas numa pedalada no centro da capital paulista. O circuito passará por três desses locais e monumentos paulistanos que ficarão às escuras durante a Hora do Planeta.

No Rio de Janeiro ficarão às escuras o Cristo Redentor, os Arcos da Lapa, a Orla de Copacabana e de Ipanema, o Arpoador, o Parque Garota de Ipanema, a Igreja da Penha e a Catedral Metropolitana.

Celebridades como o músico Tom Zé, a atriz Paolla Oliveira, o chef Alex Atala, entre muitos outros famosos vestiram a camisa em apoio à ação. A cantora Gaby Amarantos topou o desafio “Eu vou se você for” do WWF e prometeu ficar um dia inteiro longe da internet se 1000 pessoas curtissem a foto dela no Instagram. O cineasta Flávio Tambellini também embarcou no desafio e se propôs a usar bicicleta por um mês e plantar uma árvore por semana no Rio de Janeiro se 1000 pessoas fizessem o mesmo. Essas iniciativas, que já reuniram mais de quatro milhões de interações no YouTube, consistem na produção de um vídeo em que qualquer pessoa assume um compromisso e desafia outra com o objetivo de mudar o planeta.

Cerca de 50 empresas como Banco do Brasil, Lojas Renner, McDonald’s, Meliá Hotels também apoiaram a ação. O HSBC-Brasil realizará uma mobilização pela água do planeta em nove capitais brasileiras – São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Recife, Goiânia, Campo Grande e Brasília. Colaboradores do banco realizarão atividades como plantio de mudas, recuperação de nascentes e medição da qualidade das águas dos rios. Além disso, dez prédios administrativos do HSBC ficarão às escuras.

Sobre a Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 5 mil cidades de 152 países.  Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante sessenta minutos.

Sobre o WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Sobre a Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo.  Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países.  A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.
 

 

portalcorreio

China passa os EUA e é a maior potência comercial do planeta

chinaOs EUA totalizaram US$ 3,82 trilhões de exportações e importações. Já a China totalizou US$ 3,87 trilhões, segundo as últimas estatísticas divulgadas pelos dois países.

A China já era o maior exportador do mundo desde 2009. Agora surge como maior nação comerciante, mas ainda não é o maior importador global. Os EUA importaram US$ 2,2 trilhões de mercadorias, enquanto a nação asiática importou US$ 1,8 trilhão.

Na cena comercial em Genebra, em todo caso, mais importante é que os últimos dados das três maiores economias mostram uma retomada do crescimento.

A China e os EUA tiveram forte alta nas exportações. E a Alemanha teve seu segundo maior recorde de vendas externas em 60 anos, obtendo um saldo comercial de US$ 188 bilhões no ano passado.

Fonte: Valor Econômico

Twitter, Facebook e a salvação do planeta

Pretendo, apenas, lembrar o bastante conhecido segundo princípio da Termodinâmica, que não pode ser revogado por se tratar de uma lei da natureza e que prevê o esgotamento das fontes de energia, que, dia-a-dia, torna-se mais rápido, movido pelo uso de recursos tecnológicos que proporcionam vida mais confortável.

Procurar e aprimorar as fontes de energia é trabalho científico e tecnológico, que requer investimento em estudo e em pesquisa, a ser realizado de maneira eficiente, porém restrito a especialistas. Cabe a nós, cidadãos conscientes, a tarefa de usar os recursos energéticos disponíveis da melhor maneira possível.

Isso parece simples, mas requer reflexão e conhecimento. De nada adianta, do ponto de vista do planeta, que alguém se locomova de bicicleta, economizando petróleo e evitando emissões de gases de efeito estufa se, ao chegar em casa, tomar um banho de meia hora, usando um chuveiro elétrico. O desperdício de água e energia, certamente supera os benefícios da ação anterior.

Uma preocupação atual da engenharia é a mudança de perfil do consumo de energia em todo o mundo. Uma das origens dessa mudança é o uso intenso dos eletrodomésticos, cada vez mais sofisticados e indispensáveis para a vida moderna. Apesar de todos os esforços dos fabricantes e órgãos reguladores em torná-los menos deletérios ao sistema de distribuição de energia, a multiplicação dos gastos pelo aumento da utilização é inevitável.

Na área industrial, então, nem se fala. A automação dos processos trouxe limpeza, eficiência e precisão, à custa do aumento considerável da implantação das ferramentas computacionais. O que houve, entretanto, foi uma simples troca de fontes de energia. É esse o ponto que quero discutir aqui.
Vivemos a era da informação e não nos damos conta de quanto isso custa para as fontes de energia do planeta. Informação não é algo que deve ser encarado, apenas, subjetivamente. Informação é, também, um ente físico e que pode ser quantificado. Ou alguém acha que a informação contida em um livro não requereu energia para o processamento das ideias no interior do cérebro do autor ?
Além disso, requereu energia de seus processos metabólicos para escrever ou digitar. Sem contar todas as outras formas de energia ligadas à impressão física, transporte e distribuição do volume disponível para a leitura.

Alguém irá dizer: mas agora os livros podem ser eletrônicos, sem gastos de impressão, transporte e distribuição. É verdade e, finalmente, depois de longa digressão, cheguei ao fato científico que, acredito, esteja faltando em grande parte das discussões sobre a energia no mundo moderno.
Em 1871, James Clerk Maxwell conjecturou sobre o conceito de informação, associado ao segundo princípio da Termodinâmica, apresentando um possível paradoxo que pode ser resumido na ideia: “Informação implica conservação de energia”. Esse paradoxo ficou conhecido como o “Demônio de Maxwell”, tendo sido objeto de vários trabalhos científicos na primeira metade do século XX.

O “Demônio de Maxwell” foi elucidado em 1949, por Claude V. Shannon e John von Neumann que enunciaram e demonstraram o seguinte fato: “qualquer ação computacional, natural ou artificial, dissipa uma energia “k T log2” por bit de informação gerado”. A expressão da mínima energia gasta (k T log2) interessa pouco nesta discussão, mas, a título de curiosidade, k é a chamada constante de Boltzmann e T a temperatura absoluta.

Basta saber, entretanto, que o resultado é um número positivo que, embora pequeno individualmente, somado bilhões de milhões de vezes, torna-se considerável. Se a soma não for controlada, então, chegamos ao infinito dos matemáticos, isto é, um número maior do que o maior número que imaginarmos, representando um custo energético impossível de ser pago.

Onde quero chegar? No uso das ferramentas computacionais, hoje praticamente acessíveis a todos. Twittar, googlar e facebookar gasta energia, e muita. Democratizar e disseminar informação são ações decisivas para aprimorar a sociedade moderna, mas o gasto de energia é alto. É por isso que, cada vez mais, os físicos, biólogos, químicos e engenheiros andam atrás de soluções.

Para quem trabalha com isso todo dia, pensando e repensando soluções, chega a ser revoltante saber que alguém chega de um passeio de bicicleta, posta as fotos no Facebook e avisa pelo Twitter: vou tomar uma ducha longa e quente, depois eu volto para twittarmos contra a construção de Belo Monte e pela salvação do planeta.

*José Roberto Castilho Piqueira é Vice-Diretor da Poli-USP e Diretor Presidente da Sociedade Brasileira de Automática

Fonte: Jornal da USP