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Pesquisadores da UFPB ensinam passo a passo para construir ecofossa

Pesquisadores do Departamento de Sistemática e Ecologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) divulgaram um manual para a elaboração de ecofossas como forma de diminuir impactos ambientais aos recursos hídricos e lençóis freáticos das cidades. Acesse o manual.

A equipe responsável pelo projeto é composta pelos pesquisadores Cristina Crispim, Gabrielle Moraes, Gheizon Raunny e José Kaio Freitas. De acordo com eles, as ecofossas são importantes para diminuir a contaminação dos rios e dos poços artesianos que ocorre com a estrutura tradicional de esgoto doméstico.

“Desenvolvemos o projeto há cerca de quatro anos. O objetivo é melhorar a qualidade da água dos rios urbanos poluídos. Para isso, é necessário cessar a entrada de nutrientes e materiais dos esgotos. Então, a proposta das fossas ecológicas é muito interessante por elas serem melhores e mais baratas que as tradicionais”, destaca Cristina Crispim.

Para a professora da UFPB, a ação principal é orientar a população sobre a necessidade de não jogar resíduos nos rios e parar de lançar águas sujas e com dejetos nas vias. “Muitas vezes, são jogadas a céu aberto e chegam aos rios. Com as fossas ecológicas, inviabiliza esse tipo de ação poluidora”, diz a pesquisadora.

“Com as estruturas em círculos de bananeiras, elas seguram as águas sujas que vêm de chuveiros e torneiras, fazendo um tratamento simples que quase não tem custo. Só precisam de um cano, porque serão cavadas no chão e ocupam pouco espaço. As tradicionais dependem do tamanho da residência e da quantidade de pessoas que moram nelas”, afirma Crispim.

Os pesquisadores denominam de “Círculo de Bananeiras” uma estrutura simples com escavação tubular que é preenchida, basicamente, por madeiras e lenhas e coberta de folhagens. Esse círculo deve ser cavaco com 1m de diâmetro e 1m de profundidade, ter um tubo de 50mm conectado para saída dele e arrodeado por bananeiras que irão absorver a água.

“Para um bom funcionamento, deve-se evitar usar em excesso ou utilizar sem diluir alguns produtos químicos. A água sanitária pode ser usada se diluída. Esse tipo de biossistema não suporta produtos mais fortes, como ácido muriático. É necessário dimensionar as fossas em lugares onde há maior incidência de luz solar”, recomendam os pesquisadores.

Além da estrutura com as bananeiras, o manual do “Projeto Ecofossas” da UFPB traz o sistema do “Tanque de Evapotranspiração”, que consiste em um ambiente fechado para receber dejetos, como fezes e urinas, das residências e evitar vazamentos de fossas. Mais detalhes sobre a iniciativa de saneamento ecológico da UFPB podem ser conferidos no perfil do projeto no Instagram.

 

portalcorreio

 

 

Pesquisadores da UFPB dizem não haver evidências de nova onda de Covid-19 na Paraíba

Não há evidências de uma nova onda de Covid-19 na Paraíba, porque a taxa de variação do número de casos confirmados e do número de óbitos vem caindo a cada mês, de acordo com pesquisadores do Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (Labimec) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Segundo o monitoramento do laboratório da UFPB, em 14 de maio, houve o registro de 3.361 casos confirmados na Paraíba. Em 11 de junho, 25.370. A taxa de variação, de um mês para o outro, foi de 654,83%. Em 9 de julho, 57.614 novos casos tinham sido confirmados. A taxa de variação, de julho para junho, foi de 127,09%.

Ao comparar a taxa de variação do número de novos casos de Covid-19 na Paraíba entre maio e junho e entre junho e julho, os pesquisadores concluem que a taxa de variação caiu quase um quarto.

Nos meses seguintes, a taxa de variação referente a novos casos de Covid-19 confirmados no estado continuou caindo. Conforme os dados do laboratório da UFPB, em 13 de agosto, tinham sido confirmados 93.794 novos casos. Em comparação a julho, a taxa de variação foi de 62,80%, ou seja, a metade da taxa de variação entre junho e julho.

Em setembro, a queda da taxa de variação do número de novos casos confirmados de Covid-19 na Paraíba voltou a cair quase um quarto. Foi de, exatamente, 18,87%, com 11.495 novos casos confirmados em 10 de setembro.

“O número de novos casos cresce, mas as taxas de variação são decrescentes. Isso também vale para o caso dos óbitos. Nós atualizamos os dados conforme os meses vão passando e verificamos a taxa de variação de um mês com relação ao anterior”, explica o professor Cássio Nóbrega, coordenador do laboratório da UFPB.

Em outras palavras, para os pesquisadores, é evidente que os números de novos casos e de óbitos por Covid-19 estão crescendo a cada mês, na Paraíba, mas estão crescendo em uma proporção menor. É justamente por isso que não há evidências de uma nova onda da doença no estado.

Segundo o levantamento dos pesquisadores da UFPB, o número de óbitos registrados em 14 de maio, 11 de junho, 9 de julho, 13 de agosto e 10 de setembro foram, respectivamente, 160, 570, 1.196, 2.092 e 2.590.

Já as taxas de variação de um mês para o outro foram 256,25%, 109.82%, 74,92% e 23,80%. Como é possível perceber, a taxa de variação do número de óbitos por Covid-19 na Paraíba também vem caindo com o passar dos meses.

“O momento atual não apresenta evidências suficientes para afirmar que temos uma segunda onda. Em algum momento, houve indícios de que isso poderia acontecer, mas os dados derrubam essa tese”, finaliza o professor Cássio Nóbrega.

G1

Em Bananeiras: pesquisadores da UFPB buscam evidências de remédio natural para Covid-19

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) buscam evidências de remédio natural para Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). O estudo é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da estudante de Ciências Agrárias aluna Roberta de Lima, no campus III, em Bananeiras, no Brejo paraibano.

De acordo com Marcos Barros, orientador do estudo, o trabalho tem o intuito de compreender se o uso concomitante e/ou preventivo de plantas medicinais e aromáticas podem interferir na transmissão e no quadro clínico antes, durante e após a infecção pelo novo coronavírus.

A ideia é encontrar evidências para criar um remédio natural que amenize os sintomas, melhorando o quadro sintomatológico ou diminuindo os efeitos maléficos do vírus, estimulando a imunidade do paciente  e  eficácia no combate à doença.

“Queremos procurar informações e conhecimentos relacionados ao emprego de ervas medicinais  e aromáticas, a partir da criação de uma  bases  de  dados correlacionada ao contexto da Covidd-19”, afirma Marcos Barros.

Se forem encontrados indícios, eles serão apresentados à comunidade científica, aos governos e à sociedade, a fim de formular estratégias para o emprego de plantas medicinais e aromáticas no enfrentamento da enfermidade. “Essas estratégias poderão resultar em alguma medida comunitária concreta que sirva para mitigar os efeitos maléficos da doença, evitar mais transmissões, reduzir os impactos do surto e apoiar medidas de controle”.

Roberta de Lima defende que a pesquisa é importante, uma vez que poderá contribuir com a ciência. “Visamos outras alternativas para o tratamento da Covid-19, como o uso de fitoterápicos. Ou seja, queremos saber qual o tipo de planta e formulação foram usados e se houve alguma melhora depois do uso”, conta a pesquisadora.

Os resultados da pesquisa poderão ser centrais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Poderemos conceber tratamentos por meio do Programa Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que trabalha com técnicas que envolvem a fitoterapia, acupuntura, aromaterapia, homeopatia, entre outras etnociências que são importantes para o desenvolvimento de remédios e de cura de muitos males humanos”, argumenta o professor Marcos Barros.

As contribuições de qualquer adulto brasileiro podem ocorrer por meio do preenchimento e envio de questionário on-line, que reúne perguntas sobre a história de vida, saúde, hábitos e o uso ou não de plantas medicinais.  O objetivo é agrupar pelo menos mil respostas.

Conforme os pesquisadores, quanto maior o número de voluntários por estado, maior será a segurança e fidelidade das informações coletadas com a realidade, permitindo, assim, um nível de garantia estatística e menor margem de erro.

A pesquisa será efetuada durante este mês de julho. Antes de empreender alguma análise detalhada, serão verificadas a consistência e a integridade das respostas. Serão comparados o grupo de portadores e não portadores do novo coronavírus.

“Esperamos que nossa pesquisa resulte em informações significativas e que motive a realização de trabalhos científicos de base, no âmbito da iniciação científica e da pós-graduação”, diz Marcos Barros.

O estudo está sendo realizado no Laboratório Clínica Fitossanitária e Etnomedicina, que desenvolve pesquisas para o desenvolvimento de produtos defensivos naturais para plantas e animais e preparados homeopáticos como fitoterápicos para o uso humano em comunidades rurais.

Também participam do estudo os pesquisadores Natanaelma Silva, Maria Veronica Lins, Elisandra Ribeiro, Viviane de La Rocca e Renata da Silva.

Bananeiras Online com Assessoria

 

 

Pandemia agrava fome nas favelas pessoenses, alertam pesquisadores

“A primeira necessidade é resolver o problema da fome”. Ao ouvirem a declaração sobre a expansão da pandemia de Covid-19 nas favelas de João Pessoa, pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) alertam sobre o aumento da precariedade nos bairros periféricos da cidade.

Dados do boletim do projeto “Direito à cidade e as lutas pelo espaço urbano: necessidades radicais e utopia” revelam que, com as chuvas e enchentes desta época do ano, as periferias da Região Metropolitana de João Pessoa necessitam mais do que equipamentos de proteção sanitária e de limpeza para o combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“A pandemia agrava uma questão que já é um problema histórico do país e que vem piorando nos últimos anos, com a falta de políticas públicas. Nesse momento, o enfrentamento da expansão da pandemia de Covid-19 em lugares já muito precarizados da cidade continua sendo a urgência”, destaca Rafael de Padua, coordenador do projeto.

Para a estudante de Geografia da UFPB e morada da comunidade Santa Clara (no bairro Castelo Branco I, em João Pessoa), Tatiana Pinho, em momentos como o atual (de quarentena e isolamento social), as soluções quando chegam são baseadas na abordagem da favela como “um espaço que precisa de ajuda” e que “essa ajuda é sempre a de provimento”.

De acordo com a estudante, o desamparo de políticas públicas para as comunidades é evidente, mas a apatia da população para reivindicar direitos é ainda maior.

“Na maioria dos casos, a resolução é o envio e a distribuição de cestas básicas e produtos de higiene. Obviamente, essas ações ajudam muito. Mas há certa obscuridade no campo do entendimento sobre a particularidade de cada localidade e suas maiores necessidades”, acentua Tatiana.

Conforme a estudante da UFPB, para resolver o problema imediato da fome, as necessidades básicas nem sempre são alimentos e é preciso o entendimento de que há condições necessárias para transformar mantimento em comida, como fogão, panelas, gás de cozinha e água potável – “o que implica em impedimento para algumas famílias que estão muito precarizadas”.

Outra questão apontada pela pesquisadora da UFPB é em relação às quantidades de mantimentos que são distribuídas e nem sempre dão para todas as famílias.

“No momento da distribuição, todos os moradores querem. Há uma brutalidade e um egoísmo gritantes diante do receio de não consumir. Mesmo em momentos críticos, quando a solidariedade deveria existir, a estrutura de consumo se potencializa e muitos que realmente precisam acabam ficando sem. Há uma disputa para ganhar a ajuda emergencial”, lamenta Tatiana.

O professor Rafael de Padua afirma que as enchentes e os riscos em ocupações, favelas e bairros que estão em fundos de vale ou em encostas têm somado para o avanço da pandemia e da pobreza em João Pessoa.

“Essa é uma questão que revela também o modo que a cidade é produzida e nos leva a refletir sobre os fundamentos sociais (e não naturais) desses processos. A luta neste momento é pelo básico e pela vida, já que ela está em risco. Mas necessariamente é mais ampla. Envolve consciência (pensamento autônomo) e emancipação social”, aponta Rafael.

Análises dos pesquisadores da UFPB sobre a pandemia de Covid-19 revelam que, entre os dias 15 de maio e 3 de junho, a maior porcentagem dos casos se deu em bairros centrais empobrecidos e nas comunidades periféricas da Região Metropolitana de João Pessoa.

“Em 20 dias, chamou a nossa atenção os acréscimos de casos confirmados em bairros centrais como Jaguaribe (468% de aumento) e Centro (419% a mais no período). Entre os periféricos, houve aceleração de casos no Bairro das Indústrias (384%) e Oitizeiro (330%)”, enfatiza o professor da UFPB.

PB Agora com Ascom

 

 

Pesquisadores da UFPB desenvolvem teste de Covid-19 mais rápido e barato

Projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento de testes point of care eletroquímicos para diagnóstico de Covid-19”, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), testará pacientes com suspeita de Covid-19 por meio de sensores eletroquímicos, que permitem diagnósticos rapidamente e com custo cerca de cinco vezes mais baixo do que os testes de referência utilizados atualmente.

De acordo com o coordenador do projeto, professor Sherlan Lemos, as atividades ainda estão em planejamento e a proposta surgiu a partir de métodos utilizados para diagnosticar câncer de tireoide.

“A metodologia que empregamos é baseada em procedimentos que já vêm sendo testados para diagnósticos rápidos em outros países. É bastante flexível, pois pode ser adaptada ao diagnóstico de outras doenças como a Covid-19”, explica o pesquisador.

Segundo Lemos, a diferença da proposta da UFPB é o emprego de uma “instrumentação muito mais barata e portátil – um sensor eletroquímico”. Para o professor, “uma vez validada, a proposta permitirá o diagnóstico a um preço muito mais baixo e com resultado em poucos minutos”.

O objetivo, com a validação do projeto, é realizar o diagnóstico de Covid-19 rapidamente. “Inclusive em lugares com recursos financeiros e de pessoal mais escassos. Testes point of care específicos irão detectar o vírus SARS-CoV-2 em amostras de soro sanguíneo e saliva baseadas em sensores eletroquímicos e instrumentação eletroquímica portátil”, afirma Lemos.

O professor da UFPB argumenta que serão desenvolvidos dois testes. O primeiro, baseado no diagnóstico da doença pela classificação da resposta do sensor eletroquímico e uma operação de inteligência artificial que exibirá o resultado “positivo ou negativo”. O segundo, pela determinação direta e inequívoca do vírus na amostra, com a ação de um imunossensor construído a partir da relação antígeno e anticorpo do vírus SARS-CoV-2.

“Uma vez produzidos e válidos, os testes são viáveis para produção em maior escala. A execução deles contribuirá diretamente para o monitoramento da pandemia no Estado da Paraíba e no país, pois são mais rápidos e de menor custo que o método referência”, almeja Sherlan Lemos.

Conforme dados do pesquisador, o preço de custo (não obrigatoriamente o que pode ser cobrado) de um teste de referência é cerca de R$250 e o valor do teste com o sensor pode ficar em torno de R$50. “Esse preço é porque adaptaremos na primeira fase do projeto um sensor comercial que já está disponível para o desenvolvimento do teste mais rapidamente. Mas é possível produzirmos esse sensor no futuro por um preço mais baixo”, estima o professor.

PB Agora com Ascom

 

 

Pesquisadores da UEPB desenvolvem ventilador pulmonar e equipamento segue para testes

O enfrentamento à pandemia do coronavírus tem mobilizado pesquisadores em todo o país para desenvolver equipamentos que auxiliem no combate ao covid-19. Na Paraíba não é diferente. Desta vez, os pesquisadores do Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes) da Universidade Estadual da Paraíba(UEPB) finalizaram o projeto de um ventilador pulmonar mecânico, essencial para a manutenção da vida em casos de deficiência em atividades cardiorrespiratórias, como a insuficiência respiratória, comum nos pacientes graves do novo coronavírus.

Depois do protótipo finalizado, o equipamento agora segue para testes clínicos e regulatórios. após ser aprovado nestes testes, poderá seguir para produção em escala industrial.

O equipamento é fundamental para manter a vida do paciente durante o tempo em que ele não consegue fazer sozinho o movimento respiratório. O modelo de equipamento envolve uma interface do usuário que possibilita a manipulação de diferentes variáveis utilizadas no tratamento por parte do profissional na UTI.

A iniciativa surgiu diante da necessidade do uso do equipamento em hospitais que tratam de pacientes da Covid-19 e da dificuldade de aquisição por parte dos órgãos de saúde em virtude da pandemia, do alto valor de aquisição, bem como da demanda necessária. O primeiro desafio foi encontrar uma solução que apresentasse baixo custo e fosse capaz de ser multiplicada com facilidade. Outra questão que precisou ser superada foi encontrar materiais necessários com o comércio local fechado devido a quarentena.

“Partimos da ideia de que precisávamos produzir um equipamento que não dependesse de compras externas e componentes difíceis de encontrar. Não só por este momento, mas visando também o futuro, pois sabemos que é necessário internalizar a produção desse equipamento e neutralizar os riscos”, comentou Widson Gomes de Melo, pesquisador do Nutes e um dos idealizadores do projeto.

O tempo de finalização do projeto foi menos de um mês. Duas semanas foram dedicadas ao desenvolvimento do projeto e testes de componentes. E mais uma semana para finalização do protótipo, que agora vai iniciar os testes clínicos, regulatórios e depois seguir para produção em escala industrial. O tempo recorde se deu devido à necessidade de um equipamento produzido nessas condições para atender à saúde pública.

“Temos trabalhado intensamente para apresentar essa solução com rapidez. Estamos numa guerra contra o vírus e temos que ser rápidos no desenvolvimento de produtos que possam contribuir com os órgãos de saúde”, destacou o outro idealizador do projeto, professor Misael Morais, doutor na área de Processamento da Informação e coordenador geral do Nutes.

O ventilador mecânico é mais uma iniciativa do Nutes no enfrentamento à pandemia da Covid-19. Antes, os pesquisadores já haviam desenvolvido um protetor facial, cujas doações já ultrapassaram 15 mil unidades em todas as regiões do Estado. Também foram desenvolvidas duas plataformas: a Ecovid, que permite monitorar os casos do novo coronavírus nos hospitais, em tempo real, e a Unicontrol, em parceria com a empresa 3Wings, que permite o gerenciamento de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais preparados para tratar dos casos de Covid-19.

 

clickpb

 

 

Pesquisadores da UFPB criam respirador mais barato do país e empresas podem solicitar produção

A Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal da Paraíba (INOVA-UFPB), finalizou o desenvolvimento do protótipo de ventilador pulmonar que é o mais econômico já produzido até o momento no Brasil. De acordo com os inventores, o custo estimado do aparelho será de R$ 400,00, mais barato do que o da USP que custará R$ 1 mil reais e 37,5 vezes mais barato do que um ventilador no mercado que custa R$ 15 mil.

A equipe de pesquisadores e servidores da UFPB foi responsável pelo pedido de patente, mas não pela fabricação, que deverá ser feita por empresa com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o aparelho ainda precisa passar por testes pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Nesses últimos caso, acredita-se que em face da urgência as tramitações burocráticas e testes sejam aceleradas.

O projeto tem licença aberta para os interessados em produzir o ventilador pulmonar. Os interessados deverão entrar em contato com a INOVA-UFPB por meio do e-mail: inova@reitoria.ufpb.br.

O equipamento também é de rápida montagem e programação, sendo possível concluir a montagem e deixá-lo plenamente operável em 60 segundos. Outro detalhe é que ele não é um respirador de emergência, podendo ser usado indefinidamente; ou seja, um substituto aos convencionais comercializados atualmente.

Os inventores tiveram como missão garantir uma alternativa nacional viável que pudesse ser disponibilizado com um baixíssimo custo para hospitais.

O produto faz uso da tecnologia touch-screen, é equipado com sistema multibiométrico e tem conectividade wireless. Inclusive é possível acessá-lo, monitorá-lo e operá-lo em tempo real remotamente por meio de aplicativo em dispositivos móveis (smartphones).

No dia 30 de março de 2020 as imagens do protótipo já estavam disponíveis nas redes sociais. No dia 31, foi realizada nova força tarefa com os inventores, a equipe da Diretoria de Propriedade Intelectual da INOVA-UFPB e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (CGDI/EDIR-PE/SEDIR-PB/INPI) para preparar a redação do pedido de patente. No dia 01 de abril o pedido de patente foi finalizado e no dia 02 foi protocolado no INPI.

A iniciativa tem a coordenação do diretor Presidente Prof. Dr. Petrônio Filgueiras de Athayde Filho, que fez a demanda do projeto no dia 28 de março de 2020 para que fosse desenvolvido um ventilador pulmonar por pesquisadores do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). A equipe composta por Railson Ramos, Mario Ugulino, Válber Almeida, Tiago Maritan e Marcos Alves concluíram em 48 horas a missão.

 

clickpb

 

 

Pesquisadores conseguem combater sintomas do Alzheimer com canabinoide

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu combater os sintomas do Alzheimer usando um composto canabinoide. Os testes apresentaram bons resultados em ratos em que houve a simulação dos estágios iniciais da doença. Os resultados forma publicados na revista científica Neurotoxicity Research.

Para os experimentos foi usado o composto sintético ACEA (Araquidonil-2′-cloroetilamida) em animais em que receberam no cérebro a droga estreptozotocina (STZ), que provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios. Em seguida, foram aplicados teste da memória nos ratos, com o reconhecimento de objetos.

São colocados objetos novos no ambiente onde estavam os animais. Os ratos que não estavam sob o efeito da droga exploraram mais os locais com as novidades, enquanto aqueles com Alzheimer mantiveram o mesmo interesse por todo o ambiente. Os testes foram repetidos com o intervalo de uma hora e de um dia, para avaliar memória de curto e longo prazo.

Resultados

A partir daí, os ratos passaram a ser tratados com o ACEA, uma forma sintética de um dos compostos extraídos da maconha. Ele se liga ao receptor CB1, presente especialmente no hipocampo, parte do cérebro relacionada à memória e que é afetada pelo Alzheimer.

Segundo a coordenadora do estudo, professora Andréa Torrão, os resultados da administração do canabinoide foram “bem positivos”. De acordo com a pesquisadora, foi verificada uma “reversão do déficit cognitivo”. Segundo ela, isso significa que o composto foi capaz de impedir a progressão da doença que foi simulada em uma fase inicial.

Andréa disse que o ACEA tem sido usado por diversos grupos de pesquisa no mundo, porém, ainda existem aspectos não investigados, que a equipe do Instituto de Ciências Biomédicas tentou avaliar. “Ele foi bem descrito bem mais recentemente. Mas tinha muitas outras perguntas, lacunas, que a gente queria entender”, enfatizou.

Apesar dos bons resultados, as pesquisas com o canabinoide no instituto foram paralisadas. “Os complexos canabinoides estão muito caros para a gente importar com os cortes de verbas que tem sido feito nos últimos anos”, ressaltou a pesquisadora. Por isso, o grupo tem usado outras substâncias que agem em outros aspectos do Alzheimer.

Agência Brasil

 

 

Pesquisadores de SP e Texas estudam causas do estresse crônico em crianças

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com colegas da Texas Tech University (TTU), dos Estados Unidos, desenvolve um estudo que pretende identificar, nos dois países, causas comuns do estresse crônico, principalmente em crianças.

Abuso infantil
Abuso infantil é uma das principais causas do estresse em criançasMarcello Jr/Arquivo da Agência Brasil

O estresse crônico normalmente está relacionado à pobreza, abusos, conflitos familiares e uso de drogas. “Já detectamos que é comum, nas duas regiões, a alta prevalência de abuso infantil”, destacou a pesquisadora Andrea Parolin Jackowski, professora da Unifesp e coordenadora do projeto do lado brasileiro.

Informações preliminares do estudo indicam que, apesar das diferenças culturais, há semelhanças significantes nas reações das crianças dos dois países ao estresse tóxico: crianças que vivem em extrema pobreza em East Lubbock, no Texas, ou no centro-sul de Los Angeles, por exemplo, apresentam efeitos cognitivos e comportamentais semelhantes aos das que moram em favelas no Brasil.

“O que a gente percebe é que, independentemente do país que você resida, seja em um país como os Estados Unidos, que é um país desenvolvido, ou um país como o Brasil, que é um país em desenvolvimento, o estresse afeta da mesma forma o desenvolvimento da criança. Claro que existem diferenças culturais, que têm um papel importante, mas é uma forma de a gente poder fazer uma comparação entre as populações”, disse Parolin.

Em outubro, os pesquisadores do Texas vieram a São Paulo para conhecer os lugares pesquisados – como a região da cracolândia, no centro da capital paulista – e verificar in loco a realidade em que vivem as crianças que estão sendo estudadas pela coordenadora do projeto brasileiro. Em 2017, será a vez de os pesquisadores brasileiros irem aos EUA.

“A gente quer entender qual é o papel da cultura, das questões culturais no próprio desenvolvimento da criança, se são fatores protetores, aquilo que pode deixar o ambiente mais saudável e impedir que essa criança tenha uma doença no futuro. E entender também um pouco mais quais são os fatores de risco, porque existem questões que são muito peculiares de cada cultura”, ressaltou.

A pesquisa brasileira está sendo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O intercâmbio entre os pesquisadores recebe apoio do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (Sprint – em português, Pesquisadores de São Paulo em Colaboração Internacional).

Agência Brasil

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Pesquisadores alertam que água do açude Boqueirão pode envenenar população

Reprodução/TV Correio
Reprodução/TV Correio

Segundo declarações de pesquisadores durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba, a água do açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) não é propícia para consumo. Dentre os profissionais ouvidos, a médica e pesquisadora Adriana Melo, pioneira nas pesquisas sobre microcefalia, alertou que “a população pode estar sendo envenenada. Não se deve retirar água do Boqueirão”.

A audiência, que ocorreu na tarde desta terça-feira (29), foi de propositura da deputada estadual Daniella Ribeiro (PP), presidente da comissão especial para acompanhar a crise hídrica em Campina Grande e região, área que é abastecida pelo reservatório, que também está próximo de entrar em colapso devido à escassez de água.

A também pesquisadora Mônica Lopes, do Instituto Butantan, mostrou através de gráficos que estudos feitos nas águas do Boqueirão causaram anomalias e mortes em peixes cujos genes se assemelham aos de serem humanos. “A água não deve ser utilizada, pois matou os animais ou deixou anomalias. Não é uma água própria para consumo”, explicou. O estudo contemplou a água de outros açudes e também do Hospital Pedro I, em Campina Grande.

O professor Fabiano Thompson, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que não teria coragem de dar água de Boqueirão para um filho dele, demonstrando preocupação com a qualidade do açude. Segundo ele, foram feitas duas coletas no reservatório e ficou comprovada uma alta carga bacteriana. “Dentre os problemas que podem ser causados por essa água, diarreia seria o menor deles”, alertou Thompson, destacando ainda que Boqueirão possui uma grande concentração de metais pesados, como zinco e cobre.

Já o professor de Geografia da Universidade Estadual da Paraíba, Ozéas Jordão, disse que a situação de Boqueirão é crítica e merece ser discutida com seriedade, buscando minimizar os efeitos da falta de água na região.

A audiência pública contou ainda com a participação de representantes da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Ministério Público, Secretaria de Saúde de Campina Grande e Defesa Civil das localidades abastecidas pelo açude.

portalcorreio

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