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Ações que pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19 devem tomar para minimizar crise

Consultor empresarial aponta quais atitudes os negócios devem ter para lidar com o momento caótico na economia 
A pandemia do novo coronavírus tem levado o mundo a inúmeras transformações, sendo a econômica, umas das mais importantes e relevantes no momento. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE ou clube dos países ricos), a economia global pode levar anos para se recuperar do impacto desse problema de saúde pública mundial.

No Brasil, algumas medidas têm sido tomadas para tentar evitar a crise, principalmente nas micro e pequenas empresas. Foi anunciado no dia 19 de março que empresas com faturamento bruto anual de até R$10 milhões passam a contar com linha de crédito de recursos de 1 bilhão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Destinada ao financiamento de capital de giro, o intuito dessa liberação é a tentativa de minimizar os impactos da pandemia sobre os micro e pequenos negócios.

Dia 27 de março, nesta mesma linha de socorro às micro e pequenas empresas, o governo lançou uma linha para pagar os salários (limitado a dois salários mínimos) onde o empresário teria 6 meses de carência e 2 anos para quitar este empréstimo. O dinheiro irá diretamente para a conta do trabalhador.

Com a minha experiência de mais de 35 anos na vida corporativa e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje apresento ações que devem ser tomadas pelas pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19, para que possam minimizar ao máximo os efeitos dessa crise e continuar em atividade no mercado.

Pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19 – ações para lidar com a crise econômica

O que tem sobressaído no mundo nos últimos dias é o pânico das pessoas. Quanto aos colaboradores, o medo de perderem os seus empregos, quanto às empresas, as muitas incertezas sobre a continuidade no mercado após o tempo de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus.

Decidi trazer algumas orientações sobre as atitudes que devem ser tomadas pelas pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19, para que possam minimizar ao máximo os efeitos dessa crise mundial. Vamos a elas:

Corte de custos

Essa é obviamente a primeira ação emergencial que as empresas precisam tomar. A minha orientação é cortar tudo o que for possível, tanto de custos fixos, quanto de variáveis.

Mas é preciso minuciosa análise quanto a quais cortes podem ser realizados, de maneira que não afete a empresa. Essa pandemia tem, por exemplo, mostrado a muitos negócios sobre a eficiência do home office e o quanto pode economizar para as empresas manter esse modelo de trabalho nos próximos meses.

Muitos negócios podem encontrar a necessidade de procurar orientação para esse momento de rever os seus custos e quais poderiam ser cortados. O auxílio de um especialista pode ser muito bem-vindo nesse momento.

Diminua o volume de atividades

Muitas indústrias adotaram o funcionamento parcial, mantendo 50% de suas atividades. Essa diminuição de volume também impacta sobre os custos fixos e variáveis, por isso, é uma ação importante em um momento emergencial.

Comunicação clara com clientes

Nesse período de crise, as empresas devem direcionar as suas energias também ao esclarecimento, à comunicação com clientes. Muitas empresas, principalmente no setor da alimentação, tem adotado, por decreto governamental, o serviço delivery como alternativa para prosseguir em funcionamento, essa mudança requer o cuidado da comunicação com os consumidores.

Qualquer tipo de mudança precisa ser comunicada claramente e, para isso, o marketing digital é fundamental.

Negociação de pagamento com fornecedores/parceiros

Nesse momento caótico que estamos vivenciando em nossa economia, acredito que a habilidade da negociação será a ação mais importante para as empresas. Tentar uma negociação de prazos de pagamento com fornecedores/parceiros é essencial, levando em conta a diminuição do volume de atividades, provavelmente haverá diminuição também da demanda com essas empresas parceiras.

Investimento em técnicas de venda mais eficientes e humanizadas

Algumas coisas por conta da pandemia já mudaram, como já mencionei, algumas empresas passaram a investir mais no modelo e-commerce e daqui para frente enfatizo que será cada vez mais importante o investimento em técnicas de vendas eficientes em que a humanização do atendimento seja uma das principais prioridades.

Transformações nas pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19

Diante desse problema tão grave para a economia brasileira e mundial, friso a importância de que as empresas não esperem o problema acontecer e se antecipem. Essas ações demonstram confiabilidade por parte do negócio.

As lideranças nesse cenário precisam estar prontas para lidar com dias difíceis. Negociação será a principal ferramenta das empresas em tempos de pandemia.

O planejamento estratégico nesse cenário é fundamental, aliás, vale lembrar sobre a importância de constantemente atualizar o planejamento, para que em momentos complexos como esse atual no Brasil e no mundo, as empresas saibam quais ações precisam ser tomadas em curto e longo prazo.

Atitudes impulsivas só podem prejudicar as empresas nesse momento, qualquer decisão como corte de gastos, demissão de pessoas, mudanças em processos operacionais, entre outras, devem ser realizada sob análise, por isso saliento a importância de que nesse momento, as empresas recorram à ajuda especializada para lidar com esse cenário por conta da pandemia de Covid-19.

Carlos Moreira – Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing).É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial.

 

Meningite assusta pais de crianças pequenas e pode ser confundida com gripe

mae-e-filhaSão muitos os quadros de meningite, já que essa é uma doença que pode ser causada por diferentes agentes –dentre os quais, vírus e bactérias–, que apresentam variados sintomas e níveis de gravidade. Buscar informações sobre o mal é importante para não negligenciar um quadro bacteriano nem se desesperar diante de uma meningite viral, que geralmente é a sua forma mais branda.

O Brasil é um dos países que considera meningite uma doença endêmica –casos são esperados durante todo o ano–, porém quadros virais são mais comuns no verão e bacterianos, no inverno, podendo ocorrer surtos.

Confira nove perguntas e respostas sobre a doença.

1 – O que é meningite?

É um termo amplo usado para fazer referência à inflamação das meninges (as três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, no cérebro, e a medula espinhal) e outras partes do sistema nervoso central. Essa inflamação pode surgir a partir de uma ampla variedade de doenças infecciosas ou não. Quando tem origem infecciosa, a inflamação acomete o corpo quando um microrganismo –como uma bactéria ou um vírus– ataca as meninges.

2 – Quais os tipos da doença?

A meningite pode ser viral, mais comum em crianças. Ela pode ser causada por alguns vírus principais: enterovírus, arbovírus, vírus do sarampo e da caxumba, adenovírus e vírus herpes simples. Também existem as meningites bacterianas, cujos agentes mais comuns são as bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo.

Há também casos mais raros de meningites provocadas por fungos ou pelo bacilo de Koch, o mesmo que causa a tuberculose.

3 – Que exame é feito para confirmar o diagnóstico de meningite?

É necessário fazer a coleta de líquido cefaloraquidiano (líquor), retirado preferencialmente por meio de punção na região lombar da coluna, e de sangue, para identificar com precisão o que está causando os problemas apresentados pelo doente.

4 – É preciso isolar o doente do convívio com as demais pessoas da casa?

Sim, pois o contágio pode ocorrer quando o doente tosse, espirra, beija ou toca com as mãos sujas outras pessoas e usa objetos que serão manipulados por quem está ao redor. Por isso, as crianças não devem ir à escola, e a direção precisa ser notificada imediatamente após o diagnóstico médico ser confirmado, para que notifique os órgãos de saúde públicos competentes sobre o caso. Isso serve para as autoridades avaliarem se é necessária a realização da quimioprofilaxia (espécie de dedetização com substâncias para evitar a propagação da doença) no colégio. A notificação é obrigatória para todo e qualquer caso de meningite.

5 – Existem maneiras de prevenção?

Sim. Caprichar na higiene pessoal e manter a carteira de vacinação em dia são dois dos cuidados mais importantes. Outros: não secar as mãos em toalhas úmidas –dando preferência sempre que possível às descartáveis–, higienizar muito bem legumes, frutas e verduras antes do consumo e manter utensílios de uso individual para cada pessoa da casa (como toalhas de rosto e de banho), principalmente no caso de crianças.

6 – Todos os tipos de meningite são gravíssimos?

Não. As pessoas normalmente se recuperam de uma meningite viral dentro de uma a duas semanas, sem problemas a longo prazo. Claro que isso depende muito da saúde do paciente (pessoas com sistema imunológico comprometido inspiram mais cuidados). A exceção são bebês com menos de três meses, especialmente nos casos causados pelos vírus herpes simples –esse cenário é grave.

Já a meningite causada por bactérias é agressiva e considerada emergência médica, pede ação rápida, pois pode levar o doente à morte em horas.

7 – Como são tratados os quadros de meningite? Todos necessitam de internação?

No caso da meningite viral, uma vez que os médicos tenham certeza do diagnóstico, em geral, a internação acontece por cautela, para acompanhamento médico mais próximo, hidratação e maior conforto do doente. É comum serem prescritos antitérmicos e analgésicos, que aliviam os sintomas, tal como é praxe no tratamento de outros males provocados por vírus. Para quadros bacterianos, a internação é fundamental, dado à gravidade do caso e porque é necessário ministrar antibióticos diretamente na veia do paciente.

8 – Quais os sintomas típicos da doença?

Nas meningites causadas por vírus, pode parecer que a pessoa está com gripe, em função dos sintomas mais leves. O doente apresenta febre, dor de cabeça, rigidez da nuca, falta de apetite e irritação.

Já quando a meningite é causada por bactérias, o caso é mais grave e o quadro do doente, mais delicado. Rapidamente, ele apresenta febre alta, mal-estar, vomita, tem dores fortes de cabeça e no pescoço e sente dificuldade para encostar o queixo no peito. Manchas roxas podem aparecer espalhadas pelo corpo, e a pessoa ter o nível de consciência alterado, um sinal de que a infecção está se espalhando pelo sangue. Em bebês, um sinal da doença é a elevação da moleira.

9 – Existe vacina para a meningite?

Sim, mas apenas para a forma bacteriana da doença. São elas:

Vacina Meningocócica C Conjugada

Disponível no sistema público de saúde, onde é aplicada em crianças de dois meses a menores de cinco anos.

São três doses: uma aos três meses, uma aos cinco e uma aos 12 meses (podendo ser aplicada até os quatro anos).

Além dessas doses, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomenda um reforço entre cinco e seis anos e outro aos 11 anos. Quem segue a recomendação tem de fazê-la em clínicas particulares, arcando com os custos.

A partir de 2017, crianças e adolescentes de nove a 13 anos também vão receber uma dose da vacina meningocócica C na rede pública de saúde.

Vacina Meningocócica Conjugada Quadrivalente (ACWY)

Disponível somente na rede privada de saúde. A dose custa R$ 367 (o preço pode variar dependendo da clínica escolhida).

A primeira dose deve ser dada aos três meses de idade, com mais duas doses no primeiro ano de vida. A criança deve receber uma dose de reforço com um ano, uma com cinco anos e a última com 11.

Para adolescentes que nunca foram imunizados, são recomendadas duas doses, com intervalo de cinco anos entre elas.

Vacina Meningocócica B

Disponível somente na rede privada de saúde. A dose custa R$ 680 (o preço pode variar dependendo da clínica escolhida).

A SBP recomenda o uso rotineiro de quatro doses dessa vacina, uma aos três meses, uma aos cinco, uma aos sete e a última dose entre 12 e 15 meses.

No caso de crianças maiores e adolescentes não vacinados na infância, o ideal é que a vacina seja dada em duas doses, com intervalo de um ou dois meses entre elas.

Vacina Haemophilus Influenzae Tipo B

Disponível na rede pública de saúde, integra a vacina pentavalente.

Em clínicas particulares, faz parte das vacinas pentavalente e hexavalente e também pode ser encontrada em sua forma isolada.

É recomendada em três doses, aos dois, quatro e seis meses de idade. A SBP recomenda uma quarta dose entre 12 e 18 meses.

Crianças com mais de cinco anos e adolescentes não vacinados devem tomar duas doses, com intervalo de dois meses entre elas.

Consultoria: Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento Científico de Infectologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), Glaucia Varkulja, infectologista do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, e Victor Nudelman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, também na capital paulista.

Uol

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PB extingue prisão administrativa de policiais militares por pequenas faltas

(Foto: Walla Santos)
(Foto: Walla Santos)

O governador da Paraíba Ricardo Coutinho assinou um decreto proibindo a prisão administrativa de policiais militares por pequenas faltas cometidas administrativamente. O decreto assinado foi publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba desta quinta-feira (22).

As punições disciplinares de detenção e prisão serão adotadas, a partir de agora, somente para efeitos de anotação na ficha do PM e classificação de comportamento, não existindo mais o fato de prender o policial que chegou atrasado ao serviço, por exemplo.

O fim da prisão disciplinar não elimina a aplicação dos códigos penais militar e comum. A punição que o governador Ricardo Coutinho extinguiu era uma conveniência política criada no passado e abria espaço para a arbitrariedade contra os policiais, o que possibilitava que um PM fosse preso apenas por prestar continência fora dos padrões.

Com a assinatura, que foi proposta pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, o governador da Paraíba deu um salto em relação a várias polícias militares do Brasil, que atualmente reivindicam no Congresso Nacional a extinção da prisão disciplinar, como é chamada a prisão administrativa. Em âmbito nacional, o projeto saiu agora da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal e aguarda para ir ao plenário da casa.

clickpb

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Micro e pequenas empresas têm até o fim do mês para aderir ao Simples Nacional

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

As micro e pequenas empresas em atividade que desejam alterar o regime atual de tributação e aderir ao Simples Nacional têm até sexta-feira (30) para fazer a opção. Caso o pedido de alteração seja aceito, a mudança retroagirá ao dia 1º de janeiro, mas se perder o prazo, a migração só será permitida no início de 2016. O Simples Nacional é um regime simplificado e compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às microempresas e empresas de pequeno porte.

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“As empresas interessadas devem fazer uma avaliação tributária com auxílio de especialistas para identificar qual regime tributário é o mais adequado para a empresa durante o ano de 2015. É importante que não seja deixado para a última hora pois no momento da opção pode ser que surja alguma pendência, algum débito tributário, que precise ser pago ou parcelado”, aconselha o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), Silas Santiago.

A solicitação de opção, informou, deve ser feita no Portal do Simples Nacional na internet, clicando em Simples Nacional – Serviços; Solicitação de Opção pelo Simples Nacional. O contribuinte pode acompanhar o andamento e o resultado final da solicitação em Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional.

A análise da solicitação é feita pela União, por estados e municípios em conjunto. Portanto, a empresa não pode possuir pendências com nenhum ente federativo. O prazo de opção atende também as novas atividades autorizadas pela Lei Complementar 147, de agosto de 2014, como medicina, veterinária, odontologia, engenharia, entre outras, que podem fazer parte do novo regime.

Nas contas dos especialistas, explica Silas Santiago, para um dentista, por exemplo, a opção pelo Simples Nacional é vantajosa dependendo se a empresa tem empregados ou não. Ou seja, depende de quantos funcionários são empregados na atividade.

“Se essa empresa paga 5% de Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (ISS) fora do Simples Nacional, é vantajoso ele trocar se forem destinados 13% em salário ou pro labore (remuneração dos sócios) na conta. Ou seja, para cada R$ 100 de faturamento, ser forem destinados R$ 13, no caso. A partir daí, o Simples se torna mais vantajoso quanto maior for a mão de obra empregada”, destaca.

Para fins de opção e permanência no Simples Nacional, poderão ser auferidas em cada ano-calendário receitas no mercado interno até o limite de R$ 3,6 milhões e, adicionalmente, receitas decorrentes da exportação de mercadorias e serviços para o exterior, desde que as receitas de exportação também não excedam o mesmo valor. O Simples abrange a participação da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Agência Brasil

Caixa libera R$ 1 bilhão para o 13º de micro e pequenas empresas

CaixaEm 20 dias, mais de R$ 1 bilhão em crédito foi concedido às micro e pequenas empresas pela Caixa Econômica Federal (CEF), informou a instituição financeira pública nesta segunda-feira (20).

O montante foi disponibilizado por meio da linha de financiamento do pagamento do 13º salário dos empregados.

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A modalidade de crédito, que está disponível desde 22 de setembro, destinou, inicialmente, R$ 5 bilhões para concessões até fevereiro de 2015. De acordo com a Caixa, os recursos poderão ser aumentados caso necessário.

A linha de crédito oferece prazo de até 36 meses para financiamento, além de carência para pagamento da primeira prestação somente em janeiro de 2015.

Além de financiar o pagamento do 13º salário, as linhas de capital de giro podem ser utilizadas também para o pagamento das férias dos empregados e para equilibrar o fluxo de caixa da empresa.

Fonte: Agência Caixa de Notícias

Copa gera mais de R$ 500 milhões para 44 mil pequenas empresas

Um conjunto de 43.910 micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais que procuraram o Sebrae para se preparar para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 deve faturar até o fim da competição mais de R$ 500 milhões adicionais, anunciou nesta segunda-feira (7) o diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barretto. Esse grupo de empresas participou do projeto Sebrae 2014, iniciado em 2011.

 

Leonardo Lourenço | Portal da Copa

Cheff de restauante-escola em Santos aposta na criatividade para apresentar pratos inspirados no México e na Costa RicaCheff de restauante-escola em Santos aposta na criatividade para apresentar pratos inspirados no México e na Costa Rica

“A gente tinha uma expectativa de que seria meio bilhão de reais. Passamos isso nesta semana e vamos divulgar um balanço após a Copa. É um sucesso”, afirmou Barretto, para quem o Sebrae ‘’já marcou vários gols’’ no torneio e continuará marcando após o evento. “Essa batalha está ganha para os pequenos negócios.”

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O Sebrae trabalhou com empresas que queriam aproveitar as oportunidades oferecidas pela Copa do Mundo no Brasil para crescer e permanecer no mercado depois. Ele citou exemplos como o de um fornecedor carioca de material de construção que o Sebrae ajudou a melhorar seu negócio e conseguir certificações para o fornecimento de rampas para o Maracanã. Depois disso, o empresário também ganhou contatos de diversas grandes construtoras.

Do grupo de empresas que participaram do Projeto para a Copa, cerca de 10 mil permanecem com o Sebrae, seguindo o conceito de educação continuada.  O projeto foi promovido, especialmente, nas 12 cidades-sede da Copa e contou com investimentos de R$ 90 milhões do Sebrae em 3 anos.

Copa do Mundo deve ter impacto econômico de R$ 30 bilhões

“Trabalhamos a ideia de ter legados, de preparar a empresa, não só para faturar mais nesses dias de Copa, mas para ter mais competitividade, mais qualidade e para que essas empresas sobrevivam no mercado, que é cada vez mais concorrencial”, afirmou Barretto. “Temos confiança de que essas empresas que passaram por nós serão mais competitivas e sobreviverão no mercado”, completou.

As pequenas empresas dão uma contribuição importante para o impacto total da Copa do Mundo na economia brasileira, que deve ser de R$ 30 bilhões, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) encomendada pelo Ministério do Turismo. A projeção da FIPE foi feita a partir de um estudo sobre o impacto econômico da Copa das Confederações, que adicionou R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro. A expectativa é de que a Copa do Mundo gere cerca de três vezes este valor.

Para calcular a geração de receita a mais do grupo de empresas do Projeto 2014, o Sebrae mapeou, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), quase 930 oportunidades de negócios nas capitais dos jogos do Mundial e levantou os requisitos que as empresas precisariam cumprir para comercializar seus produtos.

Os setores que mais se desenvolveram no projeto foram construção civil, turismo e serviços. Também participaram empresas de outros setores como economia criativa, artesanato, madeira e móveis, produção de alimentos, tecnologia da informação e comunicação, moda (têxtil e confecções, couro e calçados, gemas e joias) e comércio varejista.

Entre os exemplos citados por Barretto, está o de uma empresa produtora de bonés de Apucarana, no Paraná, que se adaptou, aproveitando o tema, para fazer bonés do mascote da Copa; um caso em Manaus de venda de mais de uma tonelada de peixes tambaqui; e o de uma barraca na Praia do Futuro, em Fortaleza, no Ceará, que entrou e está saindo da Copa mais capacitada.

Além da capacitação e treinamento, o Sebrae promoveu durante a Copa showrooms de artesanato brasileiro nas cidades-sede e montou lojas do Mosaico Brasil, um projeto para apresentar ao turista nacional e estrangeiro produtos, acessórios e artigos com a “cara do País”.

De acordo com o Sebrae, para ter sucesso na comercialização, os pequenos empresários aprenderam que não basta ter o produto a oferecer, mas o canal de distribuição precisa ser adequado. A logística de distribuição foi um dos cinco legados que a Copa de 2014 deixa para os pequenos negócios no Brasil. Os outros quatro são: Gestão, Sustentabilidade, Conhecimento do Cliente e Novos Mercados.

Fonte: Portal da Copa

Pequenas empresas faturam r$ 500 mi com a copa

copaAs empresas que participaram do programa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), voltado para as oportunidades que a Copa do Mundo podia trazer aos negócios de pequeno porte, no desenvolvimento de produtos e serviços, geraram, desde 2011, quando ele foi criado, até o dia 30 de junho último, faturamento de R$ 500 milhões.

A informação foi divulgada hoje (7) pelo presidente do Sebrae, Luiz Barreto, durante coletiva no Centro Aberto de Mídia (CAM), no Forte de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. “Nós ainda temos a expectativa de crescimento [do valor de faturamento] nesta reta final de Copa do Mundo”, disse.

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Para Barreto, o resultado foi surpreendente. “É um programa super positivo. Achávamos até que o balanço não seria desta magnitude”, avaliou acrescentando que os investimentos do Sebrae, nesses três anos, com capacitações, rodadas de negócios, treinamentos dos integrantes das empresas e em consultorias, ficaram em torno de R$ 90 milhões.

Desde o início do programa foram atendidas 43.910 empresas em cursos ou em participações em rodas de negócio. Do total, 10 mil continuam sendo acompanhadas pela entidade. “Isso foi muito importante, porque a gente fidelizou ao longo do período um conjunto grande de empresas”, analisou. As atividades com maior destaque no programa do Sebrae, segundo ele, foram a construção civil – antes da Copa -, turismo, artesanato e serviços.

Barreto disse que foram abertas 19 lojas nas 12 cidades-sede do Mundial, para a venda de artesanato, gastronomia e produtos típicos de cada região. “Minas Gerais, por exemplo tem trabalhado o queijo e a cachaça; a tapioca é no Nordeste”, contou. As lojas são bancadas pelo Sebrae, e possibilitam não só a venda de produtos, mas também os contatos dos empresários e deixa um legado pós-Copa.

“Nós não trabalhamos com empresas que abriram para trabalhar apenas nesses 30 dias [duração do Mundial]. A nossa ideia, desde o início, era aproveitar empresas que podiam se desenvolver com mais oportunidades. O legado é de empresas mais competitivas e com mais condições de enfrentar o mercado”, completou.

O presidente do Sebrae mostrou alguns casos de empresários que passaram pelo programa e se deram bem. Mário Valle vendeu mais de uma tonelada de tambaqui, em dias de jogos na Arena Amazônia e na Fan Fest de Manaus. Aproveitando a ida de ingleses à cidade para acompanhar os jogos da Copa, ele criou o Tambaqui de Pé, com inspiração no tradicional prato britânico, Fish and Chips (peixe com batatas fritas). O tambaqui, peixe característico da região, foi vendido empanado, em pedaços, acompanhado de batata frita e servido em embalagens no formato de cones. Para o empresário, isso facilitou a vida do consumidor, que pode se alimentar e seguir nos deslocamentos pela cidade.

 

Agência Brasil

Pequenas empresas devem faturar R$ 500 milhões com a Copa

dinheiro

A Copa do Mundo já rendeu cerca de R$ 280 milhões em negócios para micro e pequenas empresas e até o final do evento a expectativa é que o faturamento chegue a R$ 500 milhões, segundo levantamento realizado pelo Sebrae com base nas rodadas de negociações promovidas nas 12 cidades-sede da Copa.

 
“Quem mais vai faturar com a Copa são as empresas que se prepararam antes e que estão pensando no pós-evento, no legado que ele vai deixar para a competitividade dos pequenos negócios”, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

É o caso de setores como o da construção civil, que vêm aproveitando as oportunidades geradas em obras nas arenas, ou de madeira e móveis que, além de atender às demandas dos hotéis, têm expandido suas atuações também no exterior.

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“Nosso trabalho é mobilizar os empresários para aproveitar as oportunidades, não apenas identificando potenciais mercados, mas também dando todo o suporte para a adequação às exigências desses mercados”, completa Barretto.

A Fantastic Brindes de São Paulo é uma das empresas que têm apostado nessas oportunidades. A empresa aplicou 80% de seus investimentos no Kit Torcedor. Nele, itens como corneta, caneca, apitos, copo, vuvuzela, zumbina e mochila já estão levando aos fãs de futebol um diferencial na hora de torcer pelo Brasil.

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Só no início deste ano, a Fantastic Brindes já fechou orçamentos de aproximadamente 100 mil kits para grandes empresas, o que equivale à venda de mais de 400 mil produtos. O faturamento que era de R$ 150 mil em junho de 2013 saltou para R$ 380 mil no final do ano passado. O empresário estima triplicar as vendas com a demanda gerada pela Copa.

“Os pequenos negócios que se prepararam e planejaram para aproveitar as oportunidades geradas pela Copa irão aumentar não só o faturamento como poderão se consolidar tanto no mercado interno quanto externo, uma vez que passarão a atender dentro dos padrões internacionais exigidos a todos que atuarem durante o mundial”, ressalta o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Um exemplo é o escritório de arquitetura de interiores Saad Larcipretti, de São Paulo, que tem como meta atender o público potencial que visitará a capital paulista para assistir aos jogos da Copa do Mundo. O trabalho da Saad já pode ser encontrado nos móveis, pisos, quartos de hotéis que atenderão aos turistas brasileiros e estrangeiros durante o campeonato de futebol. Alguns móveis, contidos nas suítes dos hotéis, localizados em São Paulo e na Ilha de Comandatuba (BA), foram remodelados por meio dos projetos da empresa.

Para a diretora da rede Rosângela Larcipretti, o evento esportivo é uma oportunidade de divulgação das atividades realizadas pelos profissionais das empresas, inclusive para os estrangeiros. Prova disso é que os trabalhos da Saad Larcipretti já alcançaram visibilidade internacional: duas redes hoteleiras estrangeiras já estão em negociação com o escritório.

Fonte: Blog do Planalto

PB é 2ª colocada em sobrevivência de pequenas empresas; só perde para MG no ranking do Sebrae

dinheiro-economia-empresas-sebrae-300x193O paraibano José Miguel da Silva Sobrinho, de 39 anos, deixou sua terra natal aos 16 para trabalhar na cozinha de renomados restaurantes do Rio de Janeiro e de Brasília. De origem humilde, Silva Sobrinho trocou de estado para melhorar de vida e reforçar as economias. Na época, conta, o Nordeste estava carente de oportunidades.

Há cinco anos, contudo, ele viu em João Pessoa uma cidade em ascensão para investir o dinheiro economizado e a experiência adquirida durante o período em que trabalhou fora do estado. Decidiu abrir a pizzaria ‘Arte da Pizza’. “Quis levar meu conhecimento para a minha terra natal. A raiz fez todo diferencial para o negócio”, considera ele.

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O início não foi fácil. O projeto era de uma pizzaria a la carte, como os restaurantes tradicionais de São Paulo. Os paraibanos, no entanto, estavam acostumados a comer em rodízios. “Os primeiros seis meses foram muito difíceis. Fizemos muito marketing na rua com degustação para atrairmos e fidelizarmos nossos clientes”, recorda o empreendedor.

A pizzaria – que inicialmente comportava 60 lugares – hoje tem espaço para 134 pessoas e, a partir do ano que vem, vai atender a cerca de 180 clientes. A expansão, segundo o empresário, se deve, em grande parte, ao potencial empreendedor da Paraíba, especialmente da zona sul de João Pessoa.

“Os restaurantes estão muito concentrados ao redor da praia. Quis explorar outros locais para atender uma demanda carente de gastronomia”, afirma Silva, que prevê expansão do negócio com a Copa do Mundo de 2014. Segundo o Ministério do Turismo, a Paraíba é o 14º destino mais procurado em viagens domésticas.

O caso de sucesso da Arte da Pizza não é isolado. Segundo censo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Paraíba é o segundo estado com maior índice de sobrevivência do país, com 80,5% das micro e pequenas empresas ultrapassando os dois primeiros anos de vida, atrás de Minas Gerias, com 81,5%.

A diferença é que, enquanto o Sudeste tem média de sobrevivência de 78,1% de – acima da média nacional de 75,2% –, o Nordeste tem média de 71,5%. Ou seja, a Paraíba é a segunda melhor colocada no ranking, dentro da segunda pior região do levantamento (atrás do Norte, com 68,9%). Essa contradição tem explicação, segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional: “A Paraíba se destaca no conjunto da região, em parte, porque nos últimos anos o setor da construção civil apresentou uma evolução relativa mais positiva. As empresas paraibanas da construção têm uma taxa de sobrevivência de 77%, o que foi determinante para a melhora da taxa de sobrevivência média das empresas daquele Estado”.

Além disso, explica Barretto, o Nordeste foi caracterizado durante muito tempo pelo empreendedorismo por necessidade. E com a melhora da economia, esses empreendedores fecharam suas empresas e decidiram trabalhar como profissionais assalariados, contribuindo para o índice de mortalidade da região. Para Geraldo Lopes, economista do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme), também contribui para o resultado a descentralização econômica. “Muitas indústrias estão abrindo unidades fabris na região e adicionando valor ao estado. Há desde fábricas de cimento, até de eletrodomésticos”, afirma, sem citar nomes.

Não obstante, o Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba vem crescendo acima da média nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011 o estado cresceu 5,6% em relação ao ano anterior. Já o Brasil, teve expansão de 2,7% no mesmo período.

Blog do Gordinho com iG São Paulo

Paraíba é 2ª colocada em sobrevivência de pequenas empresas, aponta Sebrae nacional

softcomO paraibano José Miguel da Silva Sobrinho, de 39 anos, deixou sua terra natal aos 16 para trabalhar na cozinha de renomados restaurantes do Rio de Janeiro e de Brasília. De origem humilde, Silva Sobrinho trocou de Estado para melhorar de vida e reforçar as economias. Na época, conta, o Nordeste estava carente de oportunidades.

 

Há cinco anos, contudo, ele viu em João Pessoa (PB) uma cidade em ascensão para investir o dinheiro economizado e a experiência adquirida durante o período em que trabalhou fora do Estado. Decidiu abrir a pizzaria Arte da Pizza. “Quis levar meu conhecimento para minha terra natal. A raiz fez todo diferencial para o negócio”, considera ele.

 

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O início não foi fácil. O projeto era de uma pizzaria a la carte, como os restaurantes tradicionais de São Paulo. Os paraibanos, no entanto, estavam acostumados a comer em rodízios. “Os primeiros seis meses foram muito difíceis. Fizemos muito marketing na rua com degustação para atrairmos e fidelizarmos nossos clientes”, recorda o empreendedor.

 

Divulgação

José Miguel da Silva Sobrinho: “A raiz fez todo diferencial para o negócio.”

 

A pizzaria — que inicialmente comportava 60 lugares — hoje tem espaço para 134 pessoas e, a partir do ano que vem, vai atender cerca de 180 clientes. A expansão, segundo o empresário, se deve, em grande parte, ao potencial empreendedor da Paraíba, especialmente da zona sul de João Pessoa.

 

“Os restaurantes estão muito concentrados ao redor da praia. Quis explorar outros locais para atender uma demanda carente de gastronomia”, afirma Silva, que prevê expansão do negócio com a Copa do Mundo de 2014. Segundo o Ministério do Turismo, a Paraíba é o 14º destino mais procurado em viagens domésticas.

 

O caso de sucesso da Arte da Pizza não é isolado. Segundo censo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Paraíba é o segundo Estado com maior índice de sobrevivência do País, com 80,5% das micro e pequenas empresas ultrapassando os dois primeiros anos de vida, atrás de Minas Gerias, com 81,5%.

 

A diferença é que, enquanto o Sudeste tem média de sobrevivência de 78,1% — acima da média nacional de 75,2% —, a Nordeste tem média de 71,5%. Ou seja, a Paraíba é a segunda melhor colocada no ranking, dentro da segunda pior região do levantamento (atrás do Norte, com 68,9%).

 

Essa contradição tem explicação, segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional: “A Paraíba se destaca no conjunto da região, em parte, porque nos últimos anos o setor da construção civil apresentou uma evolução relativa mais positiva. As empresas paraibanas da construção têm uma taxa de sobrevivência de 77%, o que foi determinante para a melhora da taxa de sobrevivência média das empresas daquele Estado.”

 

Além disso, explica Barretto, o Nordeste foi caracterizado durante muito tempo pelo empreendedorismo por necessidade. E com a melhora da economia, esses empreendedores fecharam suas empresas e decidiram trabalhar como profissionais assalariados, contribuindo para o índice de mortalidade da região.

 

Para Geraldo Lopes, economista do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme), também contribui para o resultado a descentralização econômica. “Muitas indústrias estão abrindo unidades fabris na região e adicionando valor ao Estado. Há desde fábricas de cimento, até de eletrodomésticos”, afirma, sem citar nomes.

 

PIB da Paraíba

Não obstante, o Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba vem crescendo acima da média nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011 o Estado cresceu 5,6% em relação ao ano anterior. Já o Brasil, teve expansão de 2,7% no mesmo período.

“Há uma tendência nacional de desconcentração econômica. O Sudeste já cresceu muito e tende a se estabilizar. Já a Nordeste tem uma base pequena e muito potencial para expandir e gerar negócios”, compara o economista.

 

Juliana Queiroga, coordenadora da Endeavor Nordeste, Organização Não Governamental (ONG) que fomenta o empreendedorismo, acrescenta que o próprio paraibano é responsável pelos dados otimistas.

 

“Sempre que falamos sobre a taxa de sobrevivência das empresas, verificamos que a atitude do empreendedor é o grande diferencial. É necessário planejamento para abrir um negócio de sucesso, além de se capacitar para gerir este negócio e estudar o mercado onde irá atuar. O grande destaque da Paraíba são, certamente, os paraibanos”, defende ela.

 

O administrador de empresas e analista de sistemas Renato Silva Rodrigues, de 37 anos, é exemplo de que é possível empreender fora do eixo Rio, São Paulo e Minas Gerais. Paulistano, Rodrigues deixou a capital ainda na infância para resolver um problema de saúde. Já adulto, não quis deixar a Paraíba e decidiu aproveitar o crescimento do Estado para empreender. Abriu a Softcom, empresa de tecnologia da informação (TI).

 

“Comecei informalmente trabalhando por conta e sozinho no ano 2000. Seis anos depois, a empresa já estava crescendo e tive de buscar ajuda do Sebrae para padronizar processos e melhorar a gestão”, recorda o empresário.

 

Hoje, a companhia conta com 105 funcionários e tem três unidades: duas na Paraíba, em João Pessoa e Campina Grande (leia mais sobre a cidade abaixo), e uma em Recife. O faturamento, não revelado pelo empresário, já ultrapassa R$ 3,6 milhões.

 

“A Paraíba está crescendo muito, mas não basta trazer a empresa para cá e achar que vai dar certo. É preciso desenvolver soluções que sejam compatíveis com a identidade local”, alerta Rodrigues.

 

Desenvolvimento tecnológico

Entre as cidades da Paraíba, Campina Grande é o principal destaque quando o assunto é desenvolvimento tecnológico, segundo Ludmilla Veloso, diretora da regional Nordeste da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

 

“Apesar de ser interior, a Universidade Federal de Campina Grande tem o terceiro melhor curso de tecnologia do País, aquecendo o mercado de startups da região”, destaca Veloso.

 

A proximidade com Pernambuco, que detém um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, o Porto Digital (no Recife), também fomenta o empreendedorismo na Paraíba, acrescenta ela, que é pernambucana. “O Nordeste está entrando no radar de muita gente. Estamos chamando a atenção do mercado.”

 

 

IG