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10 pegadinhas (sem graça) que prejudicam o investidor e como escapar delas

economiaVocê fez o orçamento, cortou despesas, diminuiu dívidas e, finalmente, conseguiu economizar um pouco. A próxima fase tem um novo desafio: ser um bom investidor.

Um dos principais erros é não pesquisar quais os melhores destinos para seu dinheiro, segundo Paulo Figueiredo, diretor de Operações da assessoria de investimentos FN Capital. Antes de comprar um carro ou casa as pessoas costumam se informar e fazer comparações, diz ele. “Mas, na hora de investir, normalmente deixam tudo na mão do gerente do banco.”

O problema é que o gerente nem sempre é a pessoa mais indicada, já que ele é um funcionário do banco que precisa bater metas, e não necessariamente vai indicar o melhor produto para o cliente, diz Figueiredo. Ele listou os dez erros que mais atrapalham na hora de investir. Confira.

1) Não saber qual será o destino do dinheiro

Getty Images/iStockphoto

Antes de investir, é preciso saber para que aquele dinheiro será usado no futuro: será para aposentadoria, para reserva de emergência, para comprar um carro, para a escola das crianças? Essa resposta é necessária para saber em que tipo de aplicação o dinheiro deve ser colocado. O dinheiro de uma reserva de emergência, por exemplo, não pode ficar em um investimento que proíba o saque por um período de tempo, pois precisa estar disponível imediatamente.

2) Não pesquisar

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O investidor deve se informar sobre os vários investimentos possíveis para seu dinheiro e também pesquisar as condições oferecidas por mais de um banco ou corretora. É preciso comparar as taxas de remuneração e taxas de administração em diversas instituições.

3) Só procurar os grandes bancos

Divulgação/JamesEdition

Muitos investidores procuram apenas os grandes bancos para aplicar seu dinheiro, seja por achar que as instituições menores não têm garantia, ou por acreditar que terão retorno melhor nas grandes instituições.

Segundo Figueiredo, corretoras, assessorias de investimento e gestoras normalmente conseguem negociar taxas de retorno maiores. “É comum um banco de menor porte oferecer taxas de retorno de até 140% do CDI, enquanto os grandes bancos dificilmente chegam a 100% do CDI”, diz. Isso acontece porque as instituições menores têm menos facilidade de obter dinheiro para se financiar, então remuneram melhor quem empresta para elas.

Mas é seguro investir nelas? Produtos com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como a poupança, o CDB e a LCI, têm a mesma garantia tanto para a instituição financeira grande quanto para a pequena. Em caso de quebra da instituição, o FGC reembolsa os prejuízos até um limite de R$ 250 mil, por CPF, por instituição financeira.

4) Achar que título de capitalização é investimento

Pedro Mrmestre/AFP

“O investidor precisa saber que o título de capitalização funciona como uma loteria, na qual a pessoa participa de um sorteio que pode lhe dar um bom dinheiro”, diz Figueiredo. Se não for sorteado, o rendimento do título é bem inferior ao da poupança –que tem rendido menos que a inflação.

5) Acreditar que só a poupança é segura

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A poupança tem a garantia de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa garantia é a mesma de diversos tipos de investimentos, tais comoCDB, LCI e LCA, que são alternativas mais rentáveis que a poupança. “Em termos de segurança, o Tesouro Direto é ainda mais seguro, pois quem garante é o próprio governo federal. Se o governo tiver problemas para honrar seus títulos, provavelmente os bancos estarão numa situação pior ainda”, diz.

6) Não diversificar seus investimentos

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Os investimentos devem ser direcionados de acordo com o perfil do investidor e também de acordo com o objetivo da aplicação. Quem tem pouco dinheiro precisa juntar uma quantia suficiente para poder diversificar seus investimentos, mas Figueiredo diz que a partir de R$ 40 mil já é possível fazer isso. “É possível escolher entre CDBLCITesouro Direto, dependendo do perfil colocar uma parte em um fundo variável, tudo para melhorar a rentabilidade”, diz.

7) Não saber quais os custos da aplicação

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Não saber qual é a taxa de administração do fundo, não saber se o plano de previdência tem taxa de carregamento, não saber se vai pagar Imposto de Renda ou se é isento. Muitas vezes o investidor está apenas interessado na rentabilidade bruta da aplicação, mas esquece (ou não é informado) que esses custos podem comprometer seu ganho no fim das contas.

8) Achar que desempenho passado é garantia

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Não é porque uma aplicação teve um bom desempenho no passado que irá repetir isso no futuro. A rentabilidade da aplicação vai depender de fatores como a condição da economia e os custos do investimento. “Além de se informar sobre o passado, o investidor precisa perguntar qual é a rentabilidade média projetada para o futuro”, diz.

9) Investir em previdência privada sem conhecer bem

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A previdência privada pode ser um bom investimento para o futuro, mas é preciso ficar atento. Há a modalidade que beneficia quem declara Imposto de Renda pelo modelo completo (PGBL), há a que serve para quem declara pelo simplificado. A previdência também tem dois modelos de tributação e pode ter várias taxas. É um investimento de longo prazo, mas às vezes é oferecida para pessoas que vão precisar do dinheiro em pouco tempo. Fique atento.

10) Concentrar todo o dinheiro em um único lugar

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A garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira. Se um investidor tiver R$ 500 mil numa instituição que tiver um problema, por exemplo, só será indenizado em R$ 250 mil e perderá o restante. Nesse caso, o melhor seria ele ter dividido os recursos, deixando R$ 250 mil numa instituição e o restante, em outra. Portanto, vale diversificar não só os investimentos, mas a própria instituição.

Uol

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Dez pegadinhas que fazem o contribuinte a cair na malha fina

Imposto-de-RendaCair na malha fina da Receita Federal e, consequentemente, ter protelada para o fim da fila a restituição do Imposto de Renda é uma das principais preocupações de quem está fazendo a declaração (que neste ano vai até o dia 30 de abril). Segundo balanço da Receita Federal do IR 2014, a omissão de rendimento é responsável por 52% dos contribuinte que caem em malha fina, seguida pela declaração de recibos médicos (20% das retenções).

Para Sebastião Gonçalves, conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP), a principal recomendação é preencher correta e atentamente o documento e conferir com cuidado todos os dados informados antes antes de enviar. O especialista explica que é preciso prestar atenção em dados como o nome do plano médico, números de CPFs de dependentes e as idades.

Confira a lista dos itens campeões de malha fina, feita com dica de Gonçalves e Reginaldo Coutinho, gerente de Tributos da Mongeral Aegon.

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Declarar dependentes com rendimentos sem informar esses ganhos

É muito comum incluir dependentes que tenham remuneração, mas não informar a renda desse dependente. Quando se declara um dependente, mas ele tem algum rendimento, como estágio, por exemplo, tem de incluir o rendimento tributado. A declaração de IR de dependente com rendimentos entra em conflito e, de maneira geral, fazem cair em malha.No entanto, do ponto de vista do planejamento financeiro, não é vantagem incluir um dependente que tenha rendimentos porque isso eleva a carga tributária de quem está declarando (pois soma o salário de quem declara e rendimento do tributado de dependente). A recomendação é que cada um deve fazer sua declaração separada.

Despesas médicas

Neste item o que pega é o critério fiscal, quando uma pessoa coloca valores de recibos maiores do que as despesas efetivas. É muito comum cair em malha após declarar valores conflitantes de recebidos de médicos, fisioterapeutas e psicólogos. Por esse motivo, é preciso apresentar os recibos e guardá-los (por seis anos) porque se cair em malha fina será preciso apresentar. Tem inclusive de comprovar que pagou essas despesas, com DOC, cheque. A receita tem aumentado a fiscalização de informações de serviços prestados entre pessoas físicas (que deve ser informado mensalmente via carnê-leão).

Caso caia na malha fina por esse motivo, Gonçalves indica que o contribuinte entre no site da Receita Federal, em e-cac, faça um agendamento. “Isso gera uma data agendada para ir até um posto da Receita para entregar, quando será possível entregar os recibos e comprovantes de pagamentos dos valores declarados”, ensina.

Omissão de rendimentos

Às vezes uma pessoa trabalha, tem rendimento em empresa como CLT (com registro na carteira de trabalho) e tem outro rendimento (uma casa alugada, tem uma aposentadoria e volta ao trabalho). Esse contribuinte tem de declarar todos os rendimentos, senão a Receita vê omissão de rendimentos e de renda.

Casal que tem rendimentos de aluguel e declara a renda 50% para cada um, sem elaborar o contrato de locação correto nas imobiliárias

Caso a imobiliária não seja avisada que cada componente do casal vai declarar 50% dos rendimentos em sua declaração e coloque o valor total recebido em apenas um CPF na DIMOB, gera conflito de informações e a Receita deixa em malha fina. Nesse caso, a imobiliária tem de informar os dois CPFs e 50% de recebimento de aluguel de cada um. Se o locatário não tiver imobiliária intermediando o aluguel, precisa recolher carnê-leão mensalmente, cada um informando 50% do rendimento.

Contribuintes que apresentam rendimentos recebidos de pessoas físicas ou pensão alimentícia acima do valor de isenção do IR (R$ 1.787,77 por mês) e não faz o recolhimento mensal, conhecido como carnê-leão.

Para quem paga a pensão (homologada na Justiça) essa é um despesa dedutível e é paga em dinheiro. Quem recebe a pensão, precisa recolher o carnê-leão mensalmente, informando que recebeu de pessoa física aquele valor. Se o valor estiver acima do limite de isenção da tabela mensal (R$ 1.787,77), a pessoa que recebe a pensão estará sujeita ao recolhimento do IR via carnê-leão e deve apresentar essa informações na declaração, com o código 01-90. Só valores recebidos em dinheiro devem ser declarados no carnê-leão por quem recebe.

Quando o declarante não informa o valor correto de seus pagamentos de planos de Previdência Privada PGBL e VGBL

A Receita cruza as informações prestadas pelo contribuinte com as informações sobre os pagamentos feitos no ano, que as Seguradoras e Empresas de Previdência Privada informam na DIRF à Receita Federal. Coutinho indica que, caso isso aconteça, o declarante deverá solicitar à seguradora ou empresa de previdência privada o extrato anual com os valores de suas contribuições para os planos de Previdência e retificar a sua declaração, informando o valor correto.

A falta de declaração dos rendimentos a título de alugueis recebidos

A Receita cruza as informações prestadas pelo beneficiário, com as informações que as fontes pagadoras informam em suas declarações de imposto de renda. Caso o declarante não tenha informado os rendimentos recebidos dos títulos de aluguéis, deverá retificar a declaração incluindo os rendimentos recebido.

Quando o Cliente de Planos de Previdência não informa de forma separada os valores pagos ao seu próprio plano e os de seus dependentes

Segundo Coutinho, o Fisco possui informações dos titulares de planos de previdência e de seus pagamento durante o ano calendário, estas informações devem bater com os pagamentos feitos a título de Previdência privada do próprio e de seus dependentes. Para esse problema, o declarante deverá retificar a sua declaração informando separadamente os valores pagos a título de Previdência complementar próprio e de seus dependentes individualmente.

Quando o cliente de planos de VGBL não declara o seus pagamentos na linha de “Bens e Direitos”  indicando o investimento efetuado durante o ano

A Receita Federal possui as informações dos pagamentos pelo contribuinte a título de VGBL e cruza estas informações com a declaração do contribuinte.

Neste caso, explica Coutinho, o declarante deverá retificar a sua declaração informando na Ficha “Bens e Direitos” os valores pagos a título de VGBL.

 

 

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