Arquivo da tag: Parkinson

Pilates auxilia no tratamento do Parkinson

pilatesSe você deseja obter força, flexibilidade, equilíbrio, fortalecimento dos músculos e articulações e ainda definição corporal de forma rápida e segura, o Pilates é o segredo. O método de alongamento e exercícios físicos que usa o próprio peso do praticante para oferecer condicionamento físico ainda auxilia no tratamento de doenças, como osteoporose, artrite, diabetes, Parkinson, hérnia de disco, lombalgias, entre outras.

Os benefícios do Pilates independem da idade e do gênero. Além de melhorar o tônus muscular de forma equilibrada, o método também melhora a respiração, a postura, a coordenação motora, o equilíbrio, a flexibilidade, a resistência e ajuda a estimular a mente, diminuir o estresse e a melhorar a memória e o humor.

“Pessoas de todas as idades têm melhorado intensamente sua qualidade de vida com a prática do método. Além disso, o Pilates ajuda a melhorar a qualidade de vida, o humor e a autoestima”, explica Rossana Vasconcelos, fisioterapeuta da clínica Equilibra.

Além de manter o condicionamento físico, desenvolvendo músculos definidos e de fortalecer o corpo, contribui para bons hábitos posturais, previne as dores, melhora o equilíbrio e a elasticidade.

De acordo com a especialista, a prática do Pilates trabalha a força de centro do corpo, o core, e fortalece a musculatura profunda e superficial do abdômen, que além de manter a boa postura e promover o adequado posicionamento e funcionamento dos órgãos internos, afina a silhueta e aumenta a autoestima.

Na idade adulta, previne e contribui para tratar doenças como a osteoporose e artrose. Também previne a incontinência urinária, já que fortalece e ativa a região do períneo.

Na menopausa e pós-menopausa, ajuda a mulher a combater o estresse e a amenizar os sintomas da variação hormonal como: a TPM, as enxaquecas e retenção de líquidos.

Até no período gestacional, o Pilates pode ser praticado de maneira modificada para aliviar as dores e sobrecargas causadas pelo aumento de peso, preparando a mãe para um parto mais tranquilo e ajudando também na rápida recuperação no pós-parto.

Para os esportistas, o Pilates ajuda a equilibrar esforços exagerados e repetitivos em determinadas musculaturas mais solicitadas durante a prática esportiva, preservando suas estruturas e recuperando-as mais rapidamente desses esforços, fortalecendo-as e prevenindo lesões. O trabalho da respiração completa durante a execução dos exercícios do método, aumenta a oxigenação sanguínea, fator relevante para a performance atlética.

Pode ser praticado inclusive na ocorrência de lesões, pois sua grande adaptabilidade e variedade de aparelhos permitem isolar a parte lesionada e continuar exercitando todo o corpo até a recuperação total.

Não é difícil entender porque cada vez mais pessoas aderiram ao método do Pilates e continuam fieis à sua prática na atualidade: exercitar-se de maneira segura, eficiente e prazerosa – e ainda melhorar a qualidade de vida.

Evita e auxilia quem sofre de osteoporose

O Pilates é uma ótima opção de atividade física para quem quer prevenir ou estabilizar a osteoporose. “A técnica favorece e estimula a remodelagem óssea, através dos exercícios de tração e tensão. Ao mesmo tempo, há melhora no tônus muscular, no equilíbrio, na flexibilidade, na postura e na consciência corporal. Isso reduz as chances de queda e os riscos de fratura”, afirma a fisioterapeuta Marluce Maia, da clínica Equilibra.

Porém, o paciente deve procurar uma clínica de Pilates com profissionais qualificados e passar por uma avaliação fisioterapêutica minuciosa, pois pessoas com osteoporose têm como contraindicação prioritária, os movimentos de flexão de coluna (curvar para frente). “Sabendo que o Pilates tradicional tem 80% dos seus exercícios ocorrendo ou passando por esta postura de flexão de coluna, vemos como é perigoso aplicar este método para esta população sem um treino adequado para modificar os movimentos”, afirma a fisioterapeuta da Equilibra.

“Esta atenção individualizada é um dos diferencias do Pilates. É preciso que o instrutor esteja sempre atento, supervisionando os movimentos e adaptando os exercícios às necessidades de cada aluno. A avaliação permitirá ao profissional de fisioterapia traçar o plano de aula adequado para cada paciente, identificando presença de dor, limitações e nível de aptidão física, a fim de direcionar as aulas de acordo com as necessidades de cada indivíduo, levando em conta as habilidades que devem ser desenvolvidas e os exercícios adequados para assegurar os bons resultados do método “, destaca a fisioterapeuta Fernanda Teófilo, da clínica Equilibra.

Para todas as idades

aula-de-pilates-fernanda-teofilo-e-juliana-elias

Qualquer pessoa que busca um cuidado com o corpo, mesmo com patologias, salvo condições raras e específicas, pode praticar Pilates. Através da prática de um programa de exercícios inteligente e eficaz, o instrutor de Pilates deve ser capaz de facilitar movimento construtivo, com as devidas modificações e adaptações para cada paciente, quando necessário. Pela versatilidade e capacidade de adaptação, o Pilates é indicado para todas as idades, desde crianças pequeninas, quando ela já é capaz de compreender comandos do instrutor, até idosos com idade bastante avançada.

Também para emagrecer 

Embora muita gente pense que Pilates é exercício leve e indicado apenas para quem tem problemas de coluna ou articulações, a atividade é indicada também para quem está acima do peso.

“Como todas as atividades físicas, o Pilates gera gasto calórico, o que leva a diminuição de gordura corporal. Porém, é uma atividade com benefícios muito maiores. Está voltado à melhor circulação do sangue, oxigenação e fortalecimento muscular de forma equilibrada”, afirma Juliana Elias, fisioterapeuta da Equilibra. Dependendo do metabolismo e de outros cuidados, como uma dieta alimentar e prática frequente, a atividade proporcionará troca da massa gorda pela magra. E quando associada a uma atividade aeróbica paralelamente, o gasto calórico torna-se ainda maior.

De acordo com a especialista, aliar Pilates à corrida, por exemplo, ajuda a preparar a pessoa para uma demanda grande de impacto nas articulações, diminuindo as chances de lesões e facilitando a perda de peso.

Benefícios

 

    • Alonga, tonifica e define a musculatura;

 

    • Trabalha a percepção do corpo e mente;

 

    • Deixa o corpo menos vulnerável a lesões;

 

    • Reduz o estresse, alivia as tensões;

 

    • Restaura o alinhamento postural;

 

    • Deixa a coluna mais forte e flexível;

 

    • Auxilia na recuperação de lesões;

 

    • Melhora os movimentos das articulações;

 

    • Melhora a circulação sanguínea;

 

    • Aumento da coordenação neuromuscular;

 

    • Oferece alívio das dores nas costas e estresse das articulações;

 

  • Melhora da mobilidade, agilidade e vigor

 

 

Lílian Morais /Correio da Paraiba

 

 

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Tai chi chuan melhora equilíbrio de pacientes com parkinson

taiO tai chi chuan é uma verdadeira fonte de juventude. Ele ativa os hormônios e as células imunes, fortalece o coração, melhora os reflexos e equilíbrio e diminui os sinais da idade, de acordo com pesquisas realizadas – como o estudo feito no Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – o poder de rejuvenescimento do tai chi chuan, tanto físico como mental, tem sido comprovado, pois a atividade abaixa a pressão sanguínea, irriga as juntas, estimula a circulação, fortalece os músculos e o sistema imunológico, promovendo a calma mental.

Outra boa notícia é que o tai chi chuan ajuda os pacientes com Parkinson a melhorarem seu equilíbrio e aumentarem a força muscular, segundo estudos dos pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Oregon, liderados pelo médico Fuzhong Li.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O acupunturista Ansélio D’Castilho, mestre em tai chi chuan, explica que o tai chi chuan é e uma meditação em movimento. Ao mesmo tempo em que nos concentramos (meditando), exercitamos os músculos e, alongamos os tendões. E, a cada movimento executado, expiramos ou inspiramos o ar dos pulmões. Esse conjunto de ações equilibra as energias Yin e Yang observando os mesmos princípios da acupuntura (Medicina Tradicional Chinesa).

De acordo com o mestre Ansélio D’Castilho o exercício é feito por meio de movimentos simples, suaves e fáceis de serem aprendidos. “Não exige habilidades especiais e pode ser executado em qualquer lugar, interior ou exterior, sozinho ou em grupo. Qualquer pessoa pode desenvolver a arte a níveis bastante elevados. Basta uma prática consistente, concentração e um bom professor”, explica.

O sistema respiratório é beneficiado pela prática de respiração constante, trabalhando-a de forma correta.

O sistema cardiovascular é beneficiado, pois há um aumento da elasticidade das artérias, que encolhe com o avanço da idade, e está ligado a doenças cardiovasculares como a hipertensão, por exemplo. É uma atividade ótima para a redução do peso corporal. o tai chi busca o equilíbrio do sistema nervoso e das emoções. Um coração calmo é a base do caminho para o rejuvenescimento.

Benefícios

*Equilibra a pressão sanguínea

* Reduz o estresse, diminuem a frequência cardíaca e aumentam

*Aumenta a capacidade de concentração:

* Alonga os músculos e deixa as juntas flexíveis

*Melhora o equilíbrio e reduz o risco de quedas e acidentes:

* Melhora a circulação

* Melhora o humor

 

 

correiodaparaiba

Cirurgia melhora qualidade de vida de pessoas com Parkinson

Brain ElectrostimulationQuando recebeu o diagnóstico de mal de Parkinson, há seis anos, a advogada Juliana Torres, 59 anos, disse que achou que a sua vida tivesse perdido o sentido. “Sabia que era uma doença degenerativa. Com o passar do tempo, os sintomas só foram piorando. Meu corpo ficou rígido, mal mexia o pescoço. A gente também sofre de solidão, porque perde o convívio social”, relatou. Em fevereiro deste ano, no entanto, uma cirurgia de alta tecnologia mudou a perspectiva de vida dela. O implante de um eletrodo no cérebro, feito pela equipe de neurocirurgia funcional da Santa Casa de São Paulo, fez com que ela recuperasse os movimentos e, com eles, a qualidade de vida.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O procedimento, custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consiste em estimular, por meio de um dispositivo, as regiões do cérebro responsáveis pela manifestação dos principais sintomas da doença, como tremor e rigidez. “A ideia de tratar cirurgicamente essa doença vem há mais de 50 anos, mas antes cauterizavam-se pedaços que estavam doentes”, explicou o neurocirurgião Nilton Lara, que coordena a equipe. O método com o eletrodo é considerado pouco invasivo, tendo em vista que o dispositivo é instalado por um pequeno furo e o risco de sangramento diminui de 2% para 0,05%.

Logo depois de passar pela cirurgia, Juliana retomou atividades simples que há anos não fazia. “Conseguir escrever foi muito impactante para mim. Antes, eu só conseguia digitar e, ainda assim, com muita dor”, descreveu. Aos poucos, a advogada está conquistando outros movimentos. “Voltei a viver. Senti um bem-estar como nunca”, relatou. Estima-se que 200 mil brasileiros, assim como ela, sofram com a doença, especialmente pessoas a partir dos 50 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. A perspectiva é que esse número aumente nos próximos 30 a 50 anos com o envelhecimento da população.

Essa cirurgia que pode custar até R$ 150 mil na rede particular é feita gratuitamente na Santa Casa desde janeiro deste ano e quatro pacientes já receberam o implante. “Esperamos atender até quatro pacientes por mês”, disse o neurocirurgião. De acordo com o médico, a entidade é a única da rede pública a fazer a cirurgia. “As informações que temos é que o Hospital das Clínicas fez alguns implantes com o viés de estudos. Fora isso, somente hospitais privados [fizeram] e, ainda assim, em poucas capitais, como o Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Recife e Belo Horizonte”, informou.

Nilton Lara explicou que o perfil dos pacientes selecionados para receber o eletrodo são os que já não apresentam melhoras com o uso do medicamento ou que desenvolveram efeitos colaterais. “No começo, a dopamina [substância utilizada no tratamento] funciona muito bem, mas depois começa a apresentar efeitos colaterais, que são movimentos involuntários. Algumas vezes, eles são mais incapacitantes do que os próprios sintomas da doença de Parkinson. Fica uma coisa sem saída.” A perda de funcionalidade do remédio ocorre depois de cinco a dez anos de uso.

Era assim que Juliana se sentia antes de fazer o procedimento. “Estava no fundo do poço. A cirurgia para mim foi uma luz no fim do túnel. Tomava a medicação de duas em duas horas e, para evitar que perdesse o efeito, não podia me alimentar. Estava para definhar de fome”, relatou. O neurocirurgião destacou que estão sendo feitos estudos para avaliar o uso precoce do eletrodo, já quando aparecem os primeiros sintomas. Mas ele concorda que, por enquanto, seja mantido o perfil de paciente que já não apresentam resposta ao medicamento. “Se você toma a medicação e se sente bem, porque se submeter a um procedimento cirúrgico? A cirurgia não altera a evolução da doença, o remédio também não”, disse.

Apesar de não significar a cura do mal de Parkinson, o implante possibilita que, até que apareçam sintomas de comprometimento cognitivo e comportamental, o paciente tenha uma vida normal, por meio do controle dos sintomas motores. “No estágio avançado, começam a aparecer complicações cognitivas. Aí não há mais nada a fazer, mas eles podem demorar de 20 a 30 anos para aparecer”, destacou.

Depois de instalado, o eletrodo não precisa mais ser substituído. Somente a bateria, colocada no mesmo local do marcapasso da cirurgia cardíaca, é que precisa ser trocada quando apresentar desgaste. “Após a alta, que ocorre cerca de quatro dias após o procedimento, o paciente retorna semanalmente ao hospital para que a gente faça regulagem da estimulação por meio de telemetria”, explicou o médico. Depois a regulação fica mais espaçada, até que não sejam mais necessárias idas mensais ao hospital. “A gente passa a alterar a estimulação caso o paciente relate alguma piora”, disse.

 

 

Agência Brasil

Glândula salivar poderá indicar se pessoa tem Parkinson

Pesquisadores dos EUA (Mayo Clinic e Bunner Sun Health Research Institute) prometem uma verdadeira revolução no diagnóstico do mal de Parkinson nos próximos anos: um estudo publicado hoje e que será apresentado no próximo encontro anual da Academia Americana de Neurologia, em março, descreve como a doença poderia ser detectada em um simples teste feito em glândulas salivares.

Não há atualmente um único exame para detectar a doença. O diagnóstico é realizado basicamente por exclusão depois que sintomas – como os conhecidos tremores nas mãos – começam a se manifestar de forma mais dramática. Entretanto, autópsias revelaram que proteínas associadas à presença da doença são comumente encontradas em glândulas salivares, sugerindo que elas podem ser usadas para indicar a doença com precisão e de forma pouco invasiva.

Estadão