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Saúde mental de professores durante pandemia gera preocupação

Pesquisas apontam aumento de ansiedade e outros transtornos entre educadores; especialistas sugerem soluções para amenizar o problema

Um levantamento feito pelo Instituto Ipsos em 16 países e divulgado em junho, aponta que os brasileiros são os que mais sofrem com a ansiedade provocada pela pandemia de Covid-19. Nada menos que 40% da população apresentam algum quadro de ansiedade. E, para os professores, que precisam lidar com suas próprias questões emocionais e também com as dos alunos, essa realidade pode ser ainda mais dura.

Uma outra pesquisa, conduzida pela Nova Escola e divulgada em agosto, revela que, durante a pandemia, 72% dos professores sentiram sua saúde mental ser afetada em algum grau.  Dos professores ouvidos em estudo da International School, com o apoio do Educational Development Centre, 91,7% dizem ter procurado auxílio psicológico para conseguir lidar melhor com a nova rotina. Como, então, ajudar esses profissionais a atravessarem um momento tão incerto?

De acordo com Vanessa Zanoncini, supervisora pedagógica do Sistema de Ensino Aprende Brasil, a resposta está no apoio e no acolhimento dos educadores. “É importante que as escolas e secretarias de Educação trabalhem com a ansiedade, estejam próximos dos educadores e das famílias. Eles precisam saber que não estão sozinhos neste trabalho árduo de tentar levar a Educação aos estudantes de formas nunca antes experimentadas. É necessário um movimento de toda a comunidade para aproximar, valorizar, respeitar e acalmar esses profissionais”, enfatiza. Proporcionar espaços – ainda que não sejam físicos – de troca de experiências tem sido uma estratégia do Sistema de Ensino Aprende Brasil, que está presente em mais de 200 municípios de todo o país, contribuindo para o desenvolvimento da Educação Básica na rede pública municipal de ensino.

A pediatra e professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Ana Escobar, aponta uma série de alterações nos padrões de interação social que ajudam a agravar os quadros de estresse, ansiedade e depressão. “Somos seres sociais, aprendemos a ler no olho do outro um sentimento. Então é completamente diferente ter uma interação presencial, em que a olhamos o outro e vemos detalhes do rosto, do cabelo, das expressões corporais. Essa é uma situação de realidade palpável”, destaca.

Para ela, neste momento em que o contato humano precisa se limitar às interações por meio de telas, as relações tornam-se muito menos acolhedoras do que tradicionalmente seriam. “Não ter as interações presenciais deixa nossas relações muito mais duras. Com os laços presenciais, aprendemos a experimentar os sentimentos de compaixão, compreensão, solidariedade, afeto e carinho. A presença real é essencial para nossa existência. Quando interagimos com uma tela, as outras pessoas deixam de nos conferir existência”, diz Ana. Ela explica que o excesso de telas impede o desenvolvimento de vínculos autênticos, o que, por sua vez, contribui para uma sensação constante de solidão.

A pediatra revela que o ser humano pode atuar em quatro frentes para reduzir os impactos da ansiedade na vida cotidiana: a primeira delas é física e diz respeito a questões como visitas regulares ao médico, alimentação correta, exercícios físicos e respeito às horas de sono diárias. A segunda é emocional. “Viva melhor seu tempo presente. Escolha uma atividade que te dê prazer, arrume um momento para você mesmo, valorize os pequenos prazeres do dia”, aconselha a médica. A terceira tem a ver com a organização do tempo. Planejar as atividades que é possível realizar ao longo do dia, não acumular tarefas e realizar essas atividades com calma. Por fim, o ser humano é um ser social, de modo que é fundamental exercitar a sociabilidade, mesmo em tempos de pandemia. “É essencial fortalecer os laços sociais com os amigos e a família seja por vídeo, seja criando microbolhas em que as pessoas possam se encontrar”, recomenda.

 

Sobre o Aprende Brasil

O Sistema de Ensino Aprende Brasil disponibiliza às redes municipais de Educação, uma série de recursos, dentre eles: avaliações, sistema de monitoramento, ambiente virtual de aprendizagem, assessoria pedagógica e formação continuada aos professores, além de material didático integrado e diferenciado, que contribuem para o melhor aprendizado dos alunos da Educação Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental. Atualmente, o Aprende Brasil atende 266 mil alunos em mais de 200 municípios brasileiros. Saiba mais em http://sistemaaprendebrasil.com.br/.

 

 

Presidente do TRE-PB marca reunião com juízes eleitorais e campanha deve sofrer novas restrições devido à pandemia

O Presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, (TRE-PB), desembargador José Ricardo Porto, agendou para esta terça-feira (20), uma reunião com todos os Juízes Eleitorais da Paraíba, para rever as liberações e restrições da campanha eleitoral em tempos de pandemia. O desembargador se manifestou preocupado com o aumento do índice de mortes causados pelo Covid-19 na Paraíba.

A reunião na sede do TRE/PB, contará com a presença do Corregedor Eleitoral desembargador Joás de Brito Pereira Filho. Ele adiantou que o tema será debatido de forma objetiva, “pois a forma insensata como parcela expressiva da população está procedendo, com o vírus.
Ele teme que após as eleições e ausente descoberta de vacina, o aumento do número de infectados pelo vírus cause danos irremediáveis para toda a comunidade paraibana,. O desembargador, exemplificou que o hospital das clínicas de Campina Grande, encontra-se com 88% dos seus leitos ocupados, atendendo infectados, em sua maioria do interior do Estado, conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde.

Em virtude das exigências sanitárias, a Justiça Eleitoral já restringiu uma série de atividades de campanha na Paraíba, tendo proibido carreatas e passeatas em municípios como Campina Grande e João Pessoa.

O desembargador declarou que recebeu com exacerbada preocupação as informações divulgadas pelo Secretário Geraldo Medeiros, da pasta da saúde estadual, dando conta que a Paraíba, em razão do recrudescimento da COVID 19, retornou para a bandeira vermelha, uma vez que, mesmo diante dos insistentes alertas, as pessoas estão desobedecendo, de forma ostensiva e expressiva, as recomendações sanitárias.

A Justiça Eleitoral, segundo ele, continua atenta à preocupação mundial com uma possível segunda onda da Covid 19, e segue mantendo a proibição de eventos de campanha que impliquem em aglomerações sem controle, a exemplo de carreatas, passeatas e comícios, “buscando conter o avanço e propagação do vírus responsável por uma pandemia sem precedentes.

José Ricardo Porto explicou que a Corte Eleitoral, com respaldo em notas técnicas oriundas da Secretaria de Saúde Estadual, vem deliberando, em consonância com as prescrições das autoridades sanitárias, pela suspensão de atos de campanha que transbordem em aglomerações, buscando a preservação da saúde da população,

Severino Lopes
PB Agora

 

Uso das redes sociais cresce 40% na pandemia e psicóloga defende equilíbrio na utilização das ferramentas

A pandemia mudou a realidade das pessoas. Com mais tempo dentro de casa, em meio ao distanciamento social, houve o aumento da utilização das redes sociais. Segundo uma pesquisa da Kantar, marca especializada em pesquisa de mercado, as redes socais, como o Facebook, WhatsApp e Instagram, tiveram um crescimento de uso de 40% na pandemia.

A psicóloga do Hapvida em João Pessoa Michelle Costa explica que as redes sociais, bem como a conexão de um modo geral, que deveriam ser algo benéfico, nesse período de pandemia acaba se voltando contra os indivíduos. “As redes sociais servem para diminuir a distância entre as pessoas, facilitando a comunicação e socialização, porém podem tomar muito tempo do cotidiano das pessoas, minando as relações com outros sujeitos que estejam ao nosso redor, fisicamente, com parentes, cônjuges, filhos e amigos”, explica.

A especialista ressalta a necessidade de buscar desenvolver outras atividades como uma forma de reduzir o vício e aproveitar melhor o tempo. “É preciso procurar atividades em que possam ser feitas com amigos ou familiares, como passeios e práticas esportivas, bons filmes também. Mas essas atividades também podem ser feitas sozinho, aproveitando o momento para reflexão pessoal e desfrutar da sua própria companhia”, orienta Michelle.

A psicóloga ressalta a necessidade de se saber encontrar um ponto de equilíbrio para o uso destas. “O equilíbrio se dá através de rotina e autodisciplina. Estipular horários para usar as redes sociais é a melhor alternativa”, declara.

Além disso, destaca que é de extremo valor saber distinguir o real do virtual. “A principal importância é de valorizar e estimular a convivência e socialização com as pessoas. Como dito anteriormente, de aproveitar também a sua própria companhia. Faz bem o contato com as pessoas e consigo mesmo. No mundo virtual, muitas vezes projetamos o que não somos, no mundo real, aprendemos a lidar com quem somos e com os outros”, reforça.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Padre sobre políticos que ignoram pandemia: “bando de irresponsáveis, vão pagar no inferno”

Durante celebração de missa na noite do último sábado (24), o padre Adauto Tavares, da paróquia da Santíssima Trindade, diocese de Guarabira-PB, fez duras críticas aos políticos que têm ignorado a pandemia da Covid-19, realizam eventos políticos e saem apertando as mãos dos eleitores.

“O que me entristece é que parece que passou a pandemia, que não existe mais pandemia nesse mundo e os candidatos estão andando de rua em rua pegando nas mãos das do povo e quando eles adoecem vão para o hospital particular e os pobres morrem mendigando na porta da UPA e não tem dinheiro pra comprar remédio. Bando de irresponsáveis, vão pagar no inferno”, disse o religioso.

A missa, transmitida pelas redes sociais, ganhou grande repercussão e internautas se dividem a respeito do assunto. Muitos apoiam a posição de combate adotada por padre Adauto e outros entendem que o religioso não deveria tratar na missa sobre a polêmica questão que evolve políticos.

O assunto foi repercutido no programa Manhã de Notícias, pela jornalista Michele Marques, da TV Mídia na web.

Histórico

Padre Adauto já criou uma polêmica no passado envolvendo a o judiciário. Durante homilia, o religioso disse que os juízes só trabalhavam terça, quarta e quinta-feira. O tema foi debatido em emissoras de rádio e redes sociais.

 

portal25horas

 

 

Metade dos empreendedores da PB recorreram a empréstimos bancários na pandemia

Metade dos empreendedores paraibanos recorreram a empréstimos bancários para gerenciamento de crise durante a pandemia do novo coronavírus, segundo uma pesquisa feita pelo Sebrae Paraíba divulgada nesta quarta-feira (21). O estudo foi feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ouviu 57 donos de pequenos negócios entre 29 de setembro e 1 de outubro, na Paraíba.

De acordo com a oitava edição do levantamento “O Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios” 57% dos empresários paraibanos decidiram buscar ajuda financeira nas agências bancárias. Desses, 50% buscaram empréstimo na Caixa Econômica Federal, 41% recorreram ao Banco do Nordeste e outros 27% escolheram o Banco do Brasil.

Ainda conforme os resultados da pesquisa, dos que deram entrada no pedido de empréstimo na CEF, 31% conseguiram o crédito. Já os que tentaram no Banco do Nordeste, apenas 16% conseguiram. Dos que deram entrada no pedido de crédito no BB, 29% tiveram o empréstimo concedido.

Os empresários também foram perguntados a respeito do empréstimo que foi disponibilizado recentemente pelo governo, feito via maquininha de cartão. Dos ouvidos, apenas 3% afirmaram ter solicitado o crédito.

Ao G1, o especialista em finanças Andreson Ruan explicou os critérios que mais contam no momento da liberação de um empréstimo para pessoa jurídica. “Quando falamos em aprovação de crédito, observamos aspectos como perfil do sócio, faturamento, além do histórico de crédito. Infelizmente, tais empresas sentem dificuldade em receber créditos mais expressivos, por não possuírem tais requisitos, principalmente nos dois primeiros anos da constituição”.

Andreson também acrescenta que além dos aspectos citados, “a alta inadimplência e o alto índice de falência das micro e pequenas empresas fortalecem a rigidez nas liberações de crédito, sendo facilitados nas operações onde garantias reais são incluídas, como créditos com garantia de recebíveis, veículos ou mesmo imóveis”.

A pesquisa também mostra que, mesmo com empréstimos ou outros meios de tentar contornar a crise na pandemia, 44% dos ouvidos afirmaram que ainda têm muitas dificuldades para manter o negócio.

G1

 

Pandemia reduz exames de mama no SUS em 62%, diz pesquisa

Há sete anos, a dona de casa Maria Aparecida de Sousa, moradora de Valparaíso de Goiás, descobriu o câncer de mama após um autoexame. Anos depois da retirada e reconstrução da mama, Maria Aparecida segue com o acompanhamento médico e exames de rotina no Sistema Único de Saúde (SUS). Em uma das visitas à unidade hospitalar durante a pandemia, foi infectada pelo coronavírus e teve todos os compromissos no sistema público de saúde cancelados.

“Fui para a consulta e duas semanas depois comecei a sentir os sintomas. Fiz o exame e deu positivo. Fiquei em isolamento. Depois fiz outro teste e deu negativo. Meus exames foram todos cancelados depois que tive a Covid-19. Foi a época que tinham mais cuidados com os pacientes, cancelaram consultas e exames. Psicólogo e psiquiatra só por vídeo chamada e buscar receita é com o maior cuidado”, conta a dona de casa.

O caso da dona Maria Aparecida ilustra o resultado da pesquisa do Ibope Inteligência, a pedido da farmacêutica Pfizer, que revela que 62% das mulheres não foram realizar exames de detecção de câncer de mama este ano devido à pandemia. As mulheres com mais de 60 anos foram as mais afetadas de acordo com o estudo, 73% disseram não ir ao médico ginecologista ou mastologista por medo da Covid-19. “Agora em outubro, tinha consulta com mastologista e não fui. Tinha psiquiatra, não fui porque fiquei com medo de sair de casa. Meus filhos têm medo que eu pegue a Covid-19 novamente”, diz Maria Aparecida.

Entre as mulheres de 30 a 39 anos, 59% disseram estar aguardando a pandemia passar para ir ao médico, a menor taxa entre as entrevistadas. Dados da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Amama (FEMAMA) revelam que a principal reclamação das pacientes atendidas desde o início da pandemia foi o cancelamento de consultas.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil tem mais de 66 mil novos casos de câncer de mama todos os anos, com taxa estimada em 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Cirurgias

Em números gerais as cirurgias de câncer no Brasil reduziram em 70% os procedimentos entre março e maio, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) – redução de 116 mil cirurgias.

Os dados se estendem a outras áreas da medicina atendidas pelo SUS. As doenças cardíacas tiveram 70% das cirurgias canceladas em abril, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista (SBCI). Em relação a doenças renais, que provocam 35 mil mortes por ano, as cirurgias caíram 70% e os exames tiveram redução entre 50% e 80%, dependendo da região do país, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Para Maira Caleffi, mastologista e presidente voluntária da FEMAMA, os efeitos da pandemia no cancelamento de procedimentos no SUS serão sentidos a médio e longo prazo. “Os efeitos serão devastadores. Já tínhamos problemas de agilidade no acesso a diagnósticos e biópsias de lesões suspeitas antes da pandemia.

Piorou muito a espera. Isso certamente vai impactar, a médio e longo prazo, na sobrevida, na chance de cura dos pacientes com câncer. No caso de pacientes com câncer de mama isso é dramático. Talvez tudo que conseguimos com alerta da população em identificar o diagnóstico precoce, perdemos”, diz.

Na avaliação de Caleffi, um dos caminhos para o poder público conseguir minimizar os impactos da pandemia no sistema de saúde é através das parcerias público-privadas. “O setor privado está aparelhado e sob protocolos mais rígidos. Quem vai ter menos chance de cura são aquelas pessoas que só contam com o sistema público”, relata.

Mesmo com a pandemia e os efeitos no pós-crise, o Governo Federal planeja cortes no orçamento da saúde para o ano que vem. A intenção do Executivo é destinar ao Ministério da Saúde R$ 127,7 bilhões de reais, R$ 7 bilhões a menos do que em 2020. Com o acréscimo de gastos por conta da pandemia, o orçamento da saúde deste ano é de aproximadamente R$ 175 bilhões.

Fonte: Brasil 61

 

 

Como melhorar a imunidade infantil em tempos de pandemia

O sistema imunológico da criança se desenvolve ao longo da infância. Neste momento de pandemia, onde estamos mais em casa, o número de crianças doentes diminuiu, mas é nesta época em geral que as gripes e resfriados mais acontecem.

“Uma criança saudável, na faixa dos 2 anos, pode ter até oito resfriados no ano, aumentando para 14 se ela frequenta a escola. Isso diminui consideravelmente ao longo do tempo, mas algumas ações contribuem sim no reforço da imunidade,” informa a Dra. Cecília Gama Tartari, da Clínica Mantelli. ⠀

De acordo com a   Dra. Cecília Gamao sistema imunológico da criança começa a se desenvolver ainda na gestação, através da formação do seu microbioma. “É pela placenta que o bebê recebe seus primeiros microrganismos, pela transmissão materno-fetal, complementado pela passagem pelo canal do parto e o contato pele a pele com a mãe logo após o nascimento. Por isso a importância de uma dieta adequada, rica em nutrientes, e hábitos de vida saudáveis durante a gestação, e um parto humanizado seja ele por via vaginal ou cesáreo,” afirma a pediatra. ⠀

Após o nascimento, é pela amamentação que a criança irá receber inúmeros anticorpos. O próprio colostro, que é o leite produzido pela mãe logo após o parto, é considerado a primeira vacina. ⠀

O que a criança consome também é imprescindível, influenciando o bom funcionamento do aparelho digestivo e do intestino, ambos importantíssimos para saúde e imunidade.  Criançada estressada tem menos imunidade. Evite exagero de atividades extracurriculares e não cobre tanto em relação às aulas online, por exemplo. Por mais que esteja difícil, estimule as brincadeiras que ajudam a relaxar. ⠀

“Brincar na terra, ter animal de estimação e fazer atividade física também fazem a diferença! Sei que muitas famílias estão confinadas, mas estimular a criança a criar uma horta na varanda, se sujar, conviver com um pet e praticar uma atividade, também favorece a imunidade,” finaliza a médica . ⠀

 

Dra. Cecília Gama Tartari – CRM 133.613/ RQE 27974

Pediatria e Neonatologia da Clínica Mantelli

 

Clínica Mantelli – Atendimento especializado e exclusivo à Saúde da Mulher, gestantes ou não, que buscam bem-estar, prevenção de doenças, esclarecimentos, diagnósticos e tratamentos, para uma vida mais saudável. Além de nossas Especialidades em Ginecologia e Obstetrícia, nossa clínica possui uma equipe multidisciplinar para atender a todas as necessidades das pacientes: Ginecologia, Obstetrícia, Mastologia, Nutrição, Reprodução Humana,  Pediatria, Plástica,  Endocrinologia e Metabologia, Cardiologia, Vacinas, Boa Forma

Site: https://clinicamantelli.com.br/

 

Mariana Durante

 

 

Quais são os riscos do alto nível de estresse para sua rotina nesta pandemia

• Por Conceiyção Montserrat

Ao longo de nossa vida criamos rotina e delegamos funções que nos auxiliaram no controle de nosso nível de estresse em nosso cotidiano. Com a chegada da pandemia tudo ficou de cabeça para baixo, a rotina deixou de existir! Todas as responsabilidades pessoais e as que delegávamos se acumularam e o tempo utilizado é o mesmo para executar tudo.  Junto a isto, as carências aumentaram muito e estas emoções, são uma carga muito grande, somada às outras responsabilidades para tentar resolver.

Como gestores, vemos com muita preocupação esta situação e estamos sempre organizando estruturas e apoio para profissionais e pessoas que necessitam de ajuda nesta fase.

Como fazer para compatibilizar todas as cobranças profissionais, familiares, pessoais e os imprevistos?

É importante saber que não somos uma máquina!

Somos seres humanos e sofremos, temos dúvidas, incertezas e precisamos de ajuda profissional para que possamos entender nossos limites e também fazer o que é possível, redistribuindo o acúmulo de funções e obrigações que esta nova rotina nos impõe.

Ter uma ajuda profissional ou dividir estas questões com alguém mais experiente, ajuda muito neste momento difícil. O importante é não carregar o “fardo” sozinho e ter a consciência que sentir-se estressado e/ou impotente é absolutamente NORMAL.

Preste atenção em seu lado emocional, veja se você sente-se exausto, sem energia física, irritadiço, com alguma alteração física como dores e desconfortos, alteração de apetite, dificuldade de concentração, sentimento de fracasso ou insegurança, tristeza sem justificativa, sono excessivo, estes e outros sintomas em seu dia-a-dia, é um indício que você está com alguns problemas, e um profissional poderá lhe ajudar, seja ele clínico ou especialista na área.

Normalmente estes sintomas surgem de forma leve e com os passar do tempo eles persistem e aumentam de intensidade. Essa ajuda pode ser desde uma orientação e reorganização de estrutura física ou uma consultoria no campo profissional, orientando a retomar sua função ou sua empresa, chegando até mesmo a algo que necessite de acompanhamento clínico médico como a Síndrome de Burnout.

O estresse pode ser algo tão prejudicial que se não observado com cuidado causarão problemas de saúde, que poderá lhe acompanhar pelo resto de sua vida.

Converse sobre suas queixas e não tenha receio de expor suas necessidades, pois esta situação durante o processo da pandemia, é algo que nossa mente não estava preparada para enfrentar, e saber como compor nossas responsabilidades neste longo processo de adaptação, fará com que você possa otimizar suas tarefas e responsabilidades.

Entenda que todos nós estamos passando por este momento de excesso de cobranças e incertezas, sendo exigido de todas as formas e tendo que se aprimorar a cada dia.

Mas não existe “mal que sempre dure”, o que devemos é transformar esta fase em algo construtivo em qualquer uma das áreas de nossa vida. Pois, a partir da mínima evolução você terá ânimo para mudar outros setores e conseguirá se organizar para qualquer outra situação que possa vir a acontecer.

Outra certeza que teremos é que sairemos profissionais melhores, pais mais atentos as necessidades de nossos filhos, pessoas com um poder de conhecimento interno e externo daquilo que queremos ou não para nossas vidas, mas o importante é buscar ajuda e apoio para que juntos possamos enfrentar todas as dúvidas e superar as adversidades que este momento nos impõe.

Não fique só!

Existem vários profissionais altamente capacitados para lhes ajudar em todas as suas necessidades. Fique atento aos sinais do estresse e busque ajuda, seja com um orientador profissional ou um especialista na área clínica. O importante é não correr o risco de ter um problema maior ocasionado pelo estresse.

Fique atento!

*Conceiyção Montserrat – Atenta as transformações do mercado brasileiro, Conceiyção Montserrat reuniu ao longo da sua carreira em mais de 25 anos (atuando no mercado nacional e internacional à frente de gestão e fomentação de negócios), grandes experiências, pois teve a oportunidade de desenvolver trabalhos nas áreas de gestão de projetos, comunicação, criação e design gráfico, produção audiovisual, marcas e patentes, eventos corporativos, acompanhando as questões jurídicas e gerenciamento de crise nos projetos, vivenciando a oportunidade de trabalhar com profissionais altamente capacitados e atuando junto a empresas com parceiros de larga experiência nas áreas de assessoria de imprensa, planejamento estratégico e conteúdos educacionais .

Sempre desenvolve projetos que valorizam os produtos e serviços acompanhando todos os processos até sua conclusão e resultado planejado. Em sua trajetória profissional, em grandes projetos, sempre aplica um olhar muito atento aos acontecimentos e novidades em geral.

É CEO da Montserrat Consultoria, empresa especializada em gestão e desenvolvimento de negócios.

 

Dia Nacional do Rádio: adequação ao meio digital e superação na pandemia, acompanhe as principais vitórias do rádio brasileiro

Considerado o veículo da emoção, por levar informação, utilidade pública e diversão aos lares de toda família, o rádio brasileiro comemora seu dia neste 25 de setembro. A data é festejada pelo jornalista Daniel Starck, CEO do portal Tudo Rádio, como de extrema importância, pois se trata do meio de comunicação de maior alcance do planeta, no qual, 90% da população ouve rádio semanalmente.

“Desde o início da popularização da internet, o rádio vem com essa tecnologia, sempre disponível com streaming de áudio e agora possibilitando outras integrações em formatos diferentes na entrega de conteúdo. Seja por meio de uma rede social, onde as pessoas estão, o rádio está. Também há outras plataformas de entregas de áudio, como os podcasts e até transmissões em vídeo de algumas de suas atrações, portais de internet e aplicativos”, destacou.

Ainda segundo Stark, além de ter conseguido se fortalecer com a chegada do meio digital e online, o rádio também mostrou sua capacidade e eficiência, mesmo diante dos problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. Apesar de considerar que houve redução no faturamento, o veículo apresentou aumento em relação à audiência.

“Não só no Brasil, mas lá fora, o tempo médio em que os ouvintes ficam dedicados a uma emissora de rádio, aumentou. Já o alcance, ou foi mantido, ou aumentou em alguns locais, mesmo com uma menor circulação das pessoas no início da pandemia. Esse crescimento de audiência tem muito a ver com o papel que o rádio desempenha para a população. Ele é um grande companheiro, prestador de serviço e tem credibilidade”, avaliou Starck.

O radialista, Nilson Bittar, da Rede Mais FM comemora a data lembrando que, aos 7 anos de idade, quando morava na zona rural do estado de Goiás, ouvia grandes locutores e falava que queria ser do rádio. Ele conta que até dormia com o aparelho na cama. O problema eram as surras do pai por quebrar o rádio enquanto estava desacordado.

“Eu pegava o rádio do meu pai escondido, levava para a cama, colocava perto do travesseiro e ouvia as rádios de São Paulo. Acreditem, eu dormia, rolava e o rádio caia e quebrava. Eu tomei três surras, porque era um negócio louco quebrar um rádio dentro daquelas condições. Mas realmente era um sonho que eu tinha”, lembrou Bittar.

Rádios comunitárias

Neste dia Nacional do Rádio, a educadora da rede Mocoronga de Comunicação Popular, Elis Lucien, dá um destaque especial para as emissoras comunitárias. Ela acredita que, pela proximidade que essas rádios têm com a população, o apelo da sociedade é atendido com maior celeridade.

“Se não fossem as rádios comunitárias, várias questões sociais de dentro da própria comunidade não iam à tona para outras emissoras. O Brasil dá a notícia que ele gostaria de dar, mas a rádio comunitária dá a notícia que o próprio receptor nos envia para falar. Esse é o elo dessa grande transformação, da relevância da comunicação comunitária”, considerou Elis.

Dados do rádio no Brasil

Dados do Inside Rádio 2019 revelam que, de 13 regiões metropolitanas pesquisadas, 83% da população ouve rádio. Além disso, 3 a cada 5 pessoas sintonizam em alguma emissora diariamente. Cada ouvinte passa em média 4h30min por dia ouvindo rádio.

Quando a análise é feita em quatro regiões no país, a plataforma mostra ainda mais o seu potencial. No Nordeste brasileiro, por exemplo, 83% das pessoas são ouvintes de rádio. A média é a mesma percebida no Sudeste do país. Esse volume aumenta um pouco quando passamos para o Sul, onde 85% da população tem costume de ouvir rádio. Já no Centro-Oeste, o índice é de 81%.

Fonte: Brasil 61

 

 

Congresso Nacional estabelece R$15 bilhões extras para combate à pandemia

Mais R$15 bilhões de reais serão injetados na conta de estados, municípios e Distrito Federal para ajudar no combate à pandemia da Covid-19. É o que estabelecem as leis Nº 14.055 e Nº 14.056 aprovadas neste mês pelo Congresso Nacional. Esse crédito extra será a favor do Ministério da Saúde, que vai repassar os valores para os demais entes da federação.

Esses recursos já haviam sido liberados anteriormente pelo Congresso, na forma de Medidas Provisórias (MPV), mas devido o Governo Federal não ter empenhado todo recurso dentro do prazo de 120, que era a validade das medidas, a Câmara e o Senado realizaram uma votação transformando a MPV 967/2020 e MPV 969/2020 em lei para que essa verba possa ser utilizada por completo. Esse investimento na área da saúde será destinado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), que é o gestor financeiro dos recursos prometidos ao Sistema Único de Saúde (SUS), por parte da União.

Desta forma, o FNS vai repassar essa verba para os fundos de saúde dos estados, Distrito Federal e municípios. Segundo a proposta do governo, entre as ações que serão beneficiadas estão a vigilância em saúde, área responsável por ações de prevenção e controle de doenças transmissíveis; e também para melhorar o funcionamento da rede de postos e hospitais que recebem as pessoas com a Covid-19.

Seguindo o rito sumário estabelecido pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal, todas as medidas provisórias que tratem de crédito extraordinário serão examinadas diretamente no Plenário de cada Casa, sem passar antes por uma comissão mista.

Desta forma, o deputado federal Hiran Gonçalves (PP/RR), foi definido como um dos relatores das medidas durante votação do Congresso Nacional. De acordo com o parlamentar, “esse aporte foi fundamental no Sistema Único de Saúde, tanto no governo federal, governos estaduais e municipais, porque o SUS não é só municipal, ele é tripartite, tripactuado. De forma que todos foram contemplados com aporte significativo de recursos extras para combater a pandemia”, disse.

Na opinião do médico sanitarista, Gonzalo Vecina Neto, que é professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), esses recursos tem um papel fundamental não só durante esse momento de combate à pandemia ou apenas para as pessoas que estão diretamente afetadas pela doença. De acordo com o professor, um primeiro ponto importante é reforçar o estoque de material de proteção individual que teve aumento na demanda e ainda precisa ser fortalecido.

“Segunda coisa é a expansão das condições de financiamento da Atenção Primária e em particular da Estratégia de Saúde da Família, que pode ajudar muito nessa fase em que nós deixamos de atender pacientes hipertensos e diabéticos, porque não tem como salvar essa população se nós não dedicarmos atenção adequada à eles. E o terceiro ponto importante é o pagamento da conta do número de leitos de UTI que foi expandido e nós temos que fazer o financiamento deles”, destacou o Gonzalo.

Além disso, o período pós-pandemia também preocupa o especialista, principalmente por conta da forma como foram realizados os investimentos neste ano de 2020. “Dos gastos realizados durante o atual exercício, uma parte importante dos recursos são para pagar os leitos de UTI que nós estamos contratando e criando no País. O SUS tinha uma defasagem muito grande em termos de leitos de UTI e não cobrimos essa defasagem, só diminuímos. É importante que após a pandemia possamos manter parte desses novos leitos para viabilizar o funcionamento mais adequado do SUS”, ressaltou o professor.

Fonte: Brasil 61