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Paiva Netto: Jesus, o Eterno Educador 

Quinze de outubro é o Dia do Professor. Para saudá-los, dedico-lhes trecho de meu livro É urgente reeducar”:

Tudo tem o seu tempo. Jesus, o Cristo Ecumênico e Divino Estadista — inspirador modelo de dedicação ao próximo com o qual inúmeros heróis do ensino se identificam —, permanece!

Ele afiançou: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho, segundo Lucas, 21:33).

Alguém pode exclamar: “Mas e minha mãe, e meu pai, e os companheiros que partiram?!…”

E quem disse que eles se foram?! Apenas ocorre o que descreveu o talentoso escritor e poeta português Fernando Pessoa (1888-1935): “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”. 

Ora, na verdade, os mortos não morrem!

É preciso esclarecer, então, que nessa minha assertiva procuro exaltar o sentido do que realmente é perene neste mundo: o Amor Fraterno, exemplificado pelo Divino Mestre em sacrifício por todos nós. O verdadeiro Amor nunca se extingue, ipso facto, persiste, mesmo durante as piores tormentas.

Da Antologia da Boa Vontade (1955), fui buscar esta página memorável:

Pequeno apólogo chinês 

Li-Chi-Kin, o sábio dos sábios, mandou vir todos os livros das regiões de Hou-Hou e dos países de Yuê. Meditara longamente as máximas de Tao-Te-Ching e desejava escrever o Tratado de Toda a Sabedoria. Li-Chi-Kin, o sapientíssimo, mandou encadernar um grande infólio de mil e uma páginas, em branco, para escrever a súmula de toda a Sabedoria. E leu todos os livros.

“Ao fim do seu labor paciente, que durara muitos anos e fatigara os seus olhos serenos, numa tarde de inverno, vendo correr as escuras águas do Shâ, o sábio resolveu escrever: tomou do seu pincel, embebeu-o em nanquim, acendeu a lâmpada e ficou em silêncio.

“Todos supunham que Li-Chi-Kin levaria outros muitos anos desenhando as mil páginas do Tratado de Toda a Sabedoria. Entretanto, nessa mesma tarde de inverno, deu por terminada sua obra.

“Convocou todos os sábios de Hou-Hou e de Yuê, abriu o grande livro e lhes mostrou o fruto do seu labor. O livro das mil páginas só tinha uma escrita e, nela, uma única palavra: AMOR.

“Li-Chi-Kin, o sábio dos sábios, cofiando a barbicha real, que lhe escorria do queixo pontudo, pôs os olhos além do horizonte enevoado do Shâ e, com a sua voz mansa, disse:

“— Sim, esta palavra é tudo. Resume toda a sabedoria: o Amor é a causa de tudo o que existe. Por ele chegaremos a todas as perfeições. Pelo Amor é que conseguimos ver um pouco de luz nas trevas que nos envolvem, conhecendo assim um pouco do desconhecido. O Amor rege os astros e as plantas, os seres e as coisas, o sol, o mar, o mais humilde dos vermes e o destino humano. E só pelo Amor se revela aos homens um pouco do mistério da existência: e isso é tudo o que devemos saber, porque tudo mais é inútil e vão”.

“Deus é Amor”, definiu João, Evangelista e Profeta, em sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no Amor que Deus tem por nós. Deus é Amor, e aquele que permanece no Amor permanece em Deus, e Deus, nele”.

E essa é a grande lição que o Discípulo Amado aprendeu com o Divino Mestre Jesus. E, “na verdade, nada existe fora desse Amor”, concluía o saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. 

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

 

Paiva Netto: A Taça Transbordante 

No livro Lendas do Céu e da Terra, de autoria de Malba Tahan, pseudônimo do famoso escritor e matemático brasileiro Júlio César de Mello e Souza (1895-1974), fui buscar este precioso ensinamento:

Contam que um califa de Bagdá tinha um filho, já moço, muito acanhado e tímido. O rapaz não saía à rua para que o não vissem e dessem atenção ao seu modo de andar e o apontassem como sucessor do rei.  

O pai [o califa de Bagdá], a quem muito mortificava a timidez do filho, um dia chamou-o à parte e disse-lhe: 

— Toma esta taça de cristal. Hás de levá-la com água a transbordar, desde este palácio até a mesquita, sem contudo entornares uma gota sequer. É essa a minha ordem. E muito triste ficarei se me desobedeceres! 

[Então,] pelas longas e tortuosas ruas de Bagdá sai o moço a caminhar com imensa cautela, completamente alheio ao rebuliço da massa popular, e indiferente aos olhares dos curiosos espectadores. Sim, porque era preciso obedecer a seu pai. E ele fez exatamente como lhe fora ordenado. Tornando à casa, perguntou-lhe o rei se havia notado a curiosidade dos transeuntes. 

O rapaz, surpreso, lhe perguntou:

— Como me seria possível fazê-lo, respondeu, tendo na mão a taça a transbordar? 

E o autor conclui:

Assim também, se tu, meu amigo, se tu, minha amiga, andasses pela vida preocupado com uma taça a transbordar, afastarias de ti o despeito humano e caminharias pela estrada do dever com tranquila confiança. Ora, essa taça mais frágil que o vidro, mas que deve absorver os teus sentidos, é a tua alma cristã. E se possuis essa preciosa e delicada taça e desejas transportá-la, por que emprestar tanta importância aos olhares e críticas dos transeuntes que querem perturbar a tua jornada gloriosa pela vida? 

Eis aí! Que instrutiva lição foi aprendida pelo jovem príncipe. Todo aquele que procura vivenciar os exemplos fraternos do Cristo, seja essa pessoa cristã propriamente dita ou não, e cumpre o Seu Novo Mandamento — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) — permanece focada ou focado na Agenda Espiritual que veio desempenhar neste orbe, como nos pede o ilustríssimo dr. Bezerra de Menezes (Espírito):

— Juntar Prece e Trabalho, resplandecer com as forças da Oração e da Vigilância. Assim devemos suplicar aos Anjos Guardiães, os quais velam pelo equilíbrio de nossa mente e, portanto, por nossa Alma. Rezemos para que nos deem a oportuna inspiração e nos orientem no governo de nossa vida particular e coletiva, gerando o bem maior, que é o cumprimento da Agenda Espiritual, prevista para nossa jornada na Terra. Antes do retorno ao Mundo da Verdade, essa é a mais importante consideração que deve constantemente florescer em nosso Espírito.

Aquele que não possui um ideal no Bem corre o risco de não dispor de convicção em coisa alguma e está mais suscetível a se perturbar com a crítica alheia. Deve, portanto, ouvir em primeiro lugar a sua própria consciência. Quem acredita no Divino Amigo e segue as Suas Lições Benditas de Amor, Verdade e Justiça nada teme nem faz mal a quem quer que seja. Pelo contrário, mantém a Esperança no futuro com operosas mãos a realizar, no presente, o Bem pelo semelhante. Seja esse o nosso vitorioso aprendizado no caminho do Cristo. Porém, a fim de obtermos tal êxito, teremos que ser sempre perseverantes, obstinados, pertinazes, decididos, ousados, resolutos, arrojados, de maneira a alcançarmos a salvação. Jamais percamos de vista esta máxima do Pastor Celeste:

— Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que Eu faço, e as fará maiores do que estas; porque Eu vou para meu Pai [e vós permanecereis na Terra]

Jesus (João, 14:12)

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. 

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Paiva Netto: A Caridade não é um sentimento de tolos 

Por ocasião do Dia Nacional do Voluntário, celebrado em 28/8, dedico-lhes trecho que inseri na nova edição de Jesus e a Cidadania do Espírito (2019), quanto ao significado do termo Caridade. São conceitos que tenho desenvolvido desde a década de 1960, convidando o(a) leitor(a) a refletir sobre essa ferramenta imprescindível, em minha opinião, para ajustar os mecanismos de uma sociedade ainda hoje regida pelo individualismo, seja no âmbito particular ou coletivo. Aliás, esse individualismo tem contribuído para levar muita gente à indiferença, à secura de Alma, isto é, à ausência da Solidariedade, da Fraternidade, da Generosidade nos relacionamentos humanos e sociais.

Aqui, algumas reflexões sobre o tema. Espero que apreciem:A Caridade não é um sentimento de tolos. É a misericordiosa estratégia de Deus que, aliada à Justiça Divina (que não é a violência que homens inescrupulosos têm como tal), estabelece nos corações a condição perfeita para que se governe, administre, empresarie, trabalhe, pregue, exerça a Ciência, elabore a Filosofia e se viva, com espírito de generosidade, a Religião.
Quando há Amor Fraterno, incontrastável empenho e consagrada competência, que se desenvolve com labor e zelo — desde a fixação de um simples prego na madeira (creia no seu valor próprio!) —, não existem limites para o alicerce de um mundo melhor.

Realizar o Bem voluntariamente é uma das mais belas páginas de Amor que o ser humano, ou seja, o Cidadão do Espírito, pode escrever. (…) A Caridade, aliada à Justiça e à Verdade Divinas, é o combustível das transformações profundas. Sua ação é sutil, mas eficaz. A Caridade é Deus, quando inequivocamente entendido como Amor, e não como vingança.
José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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Paiva Netto: Não desistir daqueles que amamos

Considero este um dos mais comoventes versículos do Santo Evangelho de Jesus acerca da Caridade de Deus para conosco:

A Missão do Filho de Deus

(Boa Nova do Cristo, segundo João, 3:16)“De tal maneira amou Deus ao mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna.”E o Bom Pastor jamais prescinde de nos acolher e zelosamente guiar para o soerguimento pessoal. Essa é uma das profundas lições evangélicas — portanto, da Cidadania Espiritual — que guardei em todas essas décadas nas lides das Instituições da Boa Vontade. Em Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade — O Poder do Cristo em nós (2014), anotei:Não se deve desistir das pessoas que se ama; mesmo as que, por um motivo ou outro, se deixe de amar ou que nunca se amou. Na verdade, não se pode em hipótese alguma desamparar a criatura humana, porque no fundo formamos a Imensa Família de Deus. Aprendamos com Jesus: Ele é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. O Pastor Zeloso vai buscar a ovelha perdida onde quer que se encontre.A Parábola da Ovelha Perdida
(Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 15:4 a 7)
4 Qual, dentre vós, é o homem que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa [em segurança] no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?
5 Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo.
6 E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.

7 Digo-vos Eu que, assim, haverá maior júbilo no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.É fundamental, em nosso dia a dia, refletirmos sobre esses ensinamentos salvíficos. Jesus jamais desampara quem quer que seja!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

Paiva Netto: Apenas cascas de batata

Durante décadas, Alziro Zarur (1914-1979), saudoso proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, encheu de ânimo e Esperança a Alma de seus ouvintes por intermédio da “Mensagem da Ave, Maria!”, que a Comunicação 100% Jesus (acesse www.boavontade.com) mantém no ar todos os dias, às 18 horas. Na Hora do Ângelus, ele fazia pregações de grande conforto e esclarecimento e também magistralmente interpretava páginas espirituais elevadíssimas, de autores os mais variados, a exemplo desta crônica ditada pelo Espírito Valérium:

O último dos mortais

Um homem triste morava em pequenina água-furtada, na parte superior de uma velha casa em ruínas.

Era um pardieiro sem dono. Paredões sem ninguém.

Era tão pobre que podia comer somente algumas batatas por dia.

Sentia-se abandonado, desgraçado, desditoso.

Dizia mesmo: “Eu sou o último dos mortais”.

Entretanto, era firme na fé e orava, quase com orgulho, todas as noites.

— Deus de Bondade, dos aflitos deste mundo acho que sou o maior.

— Deus de Bondade, graças Te dou por ainda me alimentar com algumas batatas por dia.

Dois anos passaram, quando, ao se sentir mais aflito e mais infeliz, resolveu partir no rumo de outras terras.

E ele, que sempre saía na direção do quintal à procura das raízes que o sustentavam, desta vez saiu do lado oposto, no propósito de partir.

Ao descer o último aclive, escutou umas vozes.

— Ué! Alguém gemia? Então se voltou para ver.

Só então ele pôde verificar que um aleijado, um pobre homem já em chagas, morava embaixo, sobre um leito de palha e lama, vivendo quase que somente das cascas de batata que ele jogava fora…

Eis aí: em vez de maldizer a sua vida, o seu infortúnio, meu Irmão, minha Irmã, utilize o tempo em benefício próprio, como alavanca de seu destino, ao socorrer os que padecem ainda mais. Isso vai atraindo para seu Espírito benesses incontáveis, e as soluções surgirão no caminho. Diz um antigo aforismo que deve ser levado em alta consideração: “O pensamento é o alfaiate do destino”.

Portanto, somos aquilo que pensamos. Por isso, dentro das 21 Chaves Iniciáticas da Religião do Terceiro Milênio, temos as 7 Campanhas, sendo a primeira a do Bom Pensamento, seguida pela Campanha da Boa Palavra; Campanha da Boa Ação; Campanha da Boa Notícia; Campanha da Boa Diversão; Campanha da Boa Vizinhança; e Campanha da Boa Vontade Mundial.

Suprema vocação de servir

Se assimilarmos a suprema vocação de servir, termo que nos concede o status de indivíduos úteis à comunidade, perceberemos novos e mais acertados horizontes, nos quais se encontra a nossa inigualável felicidade.

Paulo Apóstolo, em sua Carta aos Filipenses, 4:7, nos incentiva: “A Paz de Deus, que excede toda a compreensão, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus”.

Na década de 1980, escrevi em Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade:

Não há obstáculos intransponíveis em nosso horizonte, porque nosso horizonte é Jesus!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto: A Caridade ilumina o Espírito

Há uma oração que desde o nome invoca um sentido de que todos necessitamos: Charitas, palavra latina que significa Caridade. Esse divino sentimento aprimora o convívio dos que buscam ver no semelhante algo além de um saco de carne ou fonte inesgotável de exploração.

A Caridade não é cativa da restritíssima acepção a que alguns a querem condenar. Defendo, há décadas, que se trata da mais elevada Política, porquanto constitui ferramenta imprescindível para ajustar os mecanismos de uma sociedade ainda hoje regida pelo individualismo oportunista. Ilumina o Espírito do cidadão. Ela inflama a coragem da gente. Por que perder a Esperança? A primeira vítima do desespero é o desesperado.

Vamos, então, elevar o pensamento a Deus. De autoria do Espírito Cáritas, a súplica foi psicografada na noite de Natal de 1873, por madame W. Krell, em Bordeaux, França, e publicada em Rayonnements de la Vie Spirituelle [Irradiações da Vida Espiritual].

Prece de Cáritas

Deus, nosso Pai,/ que sois todo Poder e Bondade,/ dai força àqueles que passam pela provação,/ dai luz àqueles que procuram a Verdade,/ ponde no coração do homem a Compaixão e a Caridade./ Deus!/ Dai ao viajor a estrela-guia,/ ao aflito, a consolação, ao doente, o repouso./ Induzi o culpado ao arrependimento./ Dai ao Espírito a Verdade,/ à criança, o guia,/ ao órfão, o pai./ Senhor! Que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes./ Piedade, Senhor,/ para aqueles que não Vos conhecem,/ esperança para aqueles que sofrem./ Que a Vossa Bondade permita/ aos Espíritos consoladores/ derramarem por toda a parte a Paz,/ a Esperança, a Fé!/ Ó Deus!/ Um raio, uma centelha do Vosso Amor/ pode iluminar a Terra,/ deixai-nos beber nas fontes/ dessa Bondade fecunda e infinita./ E todas as lágrimas secarão,/ todas as dores se acalmarão./ Um só coração, um só pensamento/ subirá até Vós,/ como um grito de reconhecimento e de Amor./ Como Moisés sobre a montanha,/ nós Vos esperamos com os braços abertos,/ Ó Bondade,/ Ó Beleza,/ Ó Perfeição. Nós queremos, de alguma sorte,/ merecer a Vossa misericórdia./ Deus!/ Dai-nos força,/ ajudai o nosso progresso/ a fim de subirmos até Vós;/ dai-nos a Caridade pura e a humildade;/ dai-nos a fé e a razão;/ dai-nos a simplicidade,/ Pai,/ que fará de nossas Almas/ o espelho onde se refletirá/ a Vossa Divina Imagem.

Costumo dizer que orar é viver a Lei de Deus a todo momento, porque fala ao coração, e este é a porta de Deus em nós.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto: Estrela Cintilante do Espírito Materno

“E disse o Anjo a Maria Santíssima: Eu te saúdo, ó cheia de graça! O Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres. Bendito é o fruto do teu ventre [Jesus]!”

(Evangelho, segundo Lucas, 1:28 e 42)

A maternidade é um sol que não se apaga. Por isso, rogo a Maria Santíssima, a Divina Mãe de Jesus, Estrela Cintilante do Espírito Materno, que leve aos corações humanos o sublime conforto de sua Alma caridosa. É o acolhimento universal que faz brilhar o elevado conceito de família que nos deve reger.

Ao seu Amantíssimo Coração, Mãe de todas as mães infortunadas, transcrevo este cântico em forma de poesia, da lavra do inesquecível vate português Antero de Quental (1842-1891), na psicografia de Chico Xavier (1910-2002). Quantas vezes o Irmão Alziro Zarur (1914-1979), na Prece da Ave, Maria!, o declamou com eloquente emoção! E mantemos esta joia no ar, pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet), ao longo de todas essas décadas, para o refrigério das Almas:

RAINHA DO CÉU

Excelsa e sereníssima Senhora,

Que sois toda Bondade e Complacência,

Que espalhais os eflúvios da Clemência,

Em caminhos liriais feitos de aurora!…

Amparai o que anseia, luta e chora,

No labirinto amargo da existência.

Sede a nossa divina providência

E a nossa proteção de cada hora.

Oh! Anjo Tutelar da Humanidade.

Que espargis alegria e claridade

Sobre o mundo de trevas e gemidos;

Vosso amor, que enche os céus ilimitados,

É a luz dos tristes e dos desterrados,

Esperança dos pobres desvalidos!…

Ampare, ó Mãe Adorada, os povos da Terra, guiando-os na direção da Paz de Deus.

José de Paiva Netto – Jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto: Reagir ao desânimo gera boa disposição

 Costumo afirmar aos meus estimados leitores e às minhas queridas leitoras que reagir ao desânimo gera boa disposição! Do contrário, o que nos resta? Deitar e morrer?! Jamais!

A Alma carece de constante estímulo à prática das Boas Obras. Por que dizer aos jovens que não alimentem a Esperança? Se o nobre idealismo não sobreviver, o que lhes sobrará? Um campo aberto para o esmorecimento. Todos percebem que, num mundo globalizado, o mal que acontece lá (onde quer que seja esse lá) poderá atingir-nos bem aqui. Vejam o caso da economia mundial com o baque sofrido em 2008, de que poucos suspeitavam e cujos reflexos se estendem até hoje. Inacreditável, não é? Por isso, necessário se faz surgir algo além do presente estágio do conhecimento terrestre: ligarmo-nos ao Governo Ideal, que começa no Céu. Foi o próprio Cristo Quem assegurou tal realidade nestes Versículos de Jesus Infalíveis:

18 Em verdade, em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na Terra será ligado no Céu; e tudo quanto desligardes na Terra será desligado no Céu.

19 Ainda vos digo mais: Se dois de vós concordarem na Terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos Céus.

20 Porque, onde se acham dois ou mais reunidos em meu nome, aí estou Eu no meio deles (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 18:18 a 20).

É imprescindível aplicarmos, em todas as circunstâncias, a Espiritualidade Ecumênica antes de tudo. Trata-se de tema que, um dia, a cautelosa Ciência abordará sem preconceitos. A intuição, já escrevi, é a inteligência de Deus em nós.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto: Vencendo as dificuldades

Nem só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que provém de Deus. 

Jesus (Mateus, 4:4)

O Cristo, em Sua Oração Ecumênica, o Pai-Nosso, nos fala a respeito do pão de cada dia, isto é, sobretudo, o pão transubstancial, a comida que não perece, o alimento para o Espírito. Quanto ao sustento para o corpo, uma vez abastecida a Alma, havemos de buscá-lo com o nosso esforço próprio, jamais nos esquecendo, porém, de auxiliar o próximo, de encaminhar, por rumos mais luminosos, a quem precisa. Viver a Caridade de Deus representa uma das razões da existência das comunidades na Terra. Conforme escrevi em Jesus, o Profeta Divino (2011), por pior que seja a conjuntura do mundo, não podemos perder a Esperança. Com ela no coração, temos de nos preparar para vencer toda e qualquer dificuldade.

Alimentar a força da Esperança e da Fé Realizante

Diante das mais variadas situações, em que a dor, a angústia e o desespero chegam, muitas vezes sem avisar, é imprescindível o gesto solidário das criaturas em prestar socorro espiritual e material ao seu próximo. E, ao lado desse apoio imediato, é preciso alimentar a força da Esperança e da Fé Realizante, que movem o ser humano a se manter sob a proteção do Pai Celestial e o estimulam a arregaçar as mangas e concretizar suas mais justas súplicas.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto: Jesus vence as procelas do mundo

Por pior que seja a tormenta, Jesus sempre conduzirá e fortalecerá os que, amando-O e perseverando além do fim, encontrarão as soluções para as dores dos povos, pois Ele calará os ventos, acalmará os mares e estabelecerá uma duradoura bonança. Vamos à extraordinária passagem bíblica que motiva essas nossas reflexões:

Jesus aplaca a tempestade

(Evangelho, consoante Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25)

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos. E eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: Salva-nos, Senhor, porque nós vamos morrer! E Jesus lhes respondeu: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: Afinal, quem é este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?

Jamais desistir do Bem

A Esperança não morre nunca! Essa inspiração me veio à mente, no início da década de 1980, ao assistir, na televisão, a um moço dizer ter perdido a fé no futuro. Não me considero poeta. Mas tomei da caneta e ousei estes simples e despretensiosos versos, depois musicados pelo maestro legionário Vanderlei Pereira:

A Esperança não morre nunca!

A Esperança

não morre nunca!

Nunca!

Não morre, não!

Pois, como a Vida,

que é eterna,

mãe tão fraterna,

pode morrer?!

Não, não morre

nunca!

Não morre, não,

a Esperança no coração!

A Esperança é Jesus!

Combater a apatia

Pelas veredas da existência espiritual-humana, quantas vezes nos deparamos com dificuldades, das quais — pensávamos todos — não haveríamos de restar? “Ah, meu Deus, que situação! Se eu vou nessa direção, crio problemas aqui; se vou em frente, crio problemas na direção oposta; se viro pra cá, aborreço esse ou aquele”.

Aí você vai dormir, toma um bom banho quente ou frio (conforme o gosto) e, no outro dia, descobre uma solução ou aparecem outras demandas para resolver e, então, se surpreende: “Ih, até havia esquecido: aquilo que me parecia uma enormidade já passou! Aquela outra situação teve um bom desfecho! Já sei como superar tal percalço!”

Não se trata de um passe de mágica, tampouco incentivo a quem quer que seja a desviar a cara dos desafios reais que se apresentam. Todavia, quando estamos decididamente empenhados em defrontar os embates diários, os Amigos Espirituais — conhecidos ainda por Almas Benditas, Espíritos Guias, Numes Tutelares… — também operam os seus feitos e se aproximam de nós com elevadas sugestões, intuindo-nos a enxergar caminhos antes despercebidos. Basta acreditar nesse apoio invisível e estabelecer uma sintonia sublime com nossos Anjos Guardiães para, de fato, contar com eles.

No entanto, ainda há alguns — e respeitamos os seus motivos — que acidamente retrucam: “Eu não creio nessa coisa de Esperança”.

Porém, qual o contraponto em suas propostas? Com frequência, recorre-se a um vazio existencial. Contudo, não podemos aceitar o desalento, o derrotismo, a apatia, o desprezo da criatura por si própria e por seus pares como saídas para quaisquer crises. Sempre tem de haver Esperança! E, acima de tudo, a firme vontade de sobrepujar as intempéries da vida. A questão é querer fazer o Bem, fazer, mas fazer certo!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com