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Qual é a melhor maneira de vender joias de ouro?

Leia esse artigo e fique por dentro do assunto

Os preços do ouro atingiram um recorde histórico. Muitos lugares querem comprar sucata de ouro ou joias de ouro. Alguns deles pagam bem. Outros são intermediários que pagam apenas uma fração do valor de suas joias. Eles lucram com a revenda. Saiba o valor aproximado do seu ouro antes de tentar vendê-lo. Este artigo o ajudará a obter o melhor preço ao vender ouro e joias de ouro. Descubra o preço à vista atual do ouro por onça e por grama. Muitos sites fornecem dados em tempo real sobre o preço de mercado do ouro.

O preço fornecido é quase sempre em dólares por onça Troy. Existem 12 onças Troy em uma libra. As joias geralmente são pesadas em gramas. Existem 31,103 gramas em uma onça troy.

Para saber quantos gramas sua peça pesa, use uma balança que pesa pequenas quantidades com precisão. Descubra a pureza de suas joias de ouro. A maioria das joias de ouro é marcada como 24K, 18K, 14K ou 10K. 24K é ouro puro de 24 quilates. 18K seria 75 por cento de ouro. 14K é ouro de 14/24. O restante é algum outro metal adicionado para aumentar a resistência e formar uma liga mais forte. O ouro puro é macio e se desgasta facilmente. A liga confere durabilidade à peça.

Também dilui a quantidade de ouro por grama de joia. Uma peça de uma onça de ouro 18K vale apenas 75% da quantidade de ouro puro, menos o custo de refino. O refinador que compra sucatas de joias geralmente as derrete para formar moedas e barras de ouro puro de 0,999%. Estes são vendidos a investidores.

Eles pagam pelo único peso de ouro em suas joias. Eles têm um custo para refinar a liga de ouro para remover outros metais e acabar com ouro puro para fundição. Descubra quantos gramas seu item pesa. Divida o preço da onça do ouro por 31,103 para descobrir o preço do grama.

Agora você deve pegar o peso e dividir pela pureza. O ouro 18K vale 75 por cento do preço do ouro 24K. Pegue o peso em grama dividido pela porcentagem de pureza. Vezes esse número de gramas de ouro pelo preço do ouro por grama. Se isso parece complicado, a maioria dos bons joalheiros fará isso por você se comprar ouro. O peso do ouro puro em um objeto, menos o custo de refino e o lucro do negociante, será a quantia pela qual você pode vender suas joias de ouro como sucata de ouro. Determine se sua joia tem mais valor como joia acabada do que como sucata de ouro. A maioria das joias de ouro vale mais como sucata.

No entanto, uma peça de design ou uma joia antiga podem ter mais valor como joia do que apenas o peso do ouro. Um bom negociante de antiguidades que negocie em ouro deve olhar suas joias e dizer se elas têm mais valor como uma peça acabada do que apenas um valor de sucata de ouro. Uma moeda americana antecipada de uma onça pode valer muitas vezes seu valor em peso de ouro para um colecionador de moedas raras. Há um bom mercado para joias de grife de qualidade acima e além do valor ouro. Compre os compradores de ouro locais para aquele que vai pagar mais.

Não hesite em obter uma segunda opinião de valor se não se sentir confortável com uma oferta. Um bom comprador não ficará ofendido se você levar um dia para pensar sobre sua oferta. Os compradores típicos são lojas de penhores, joalherias, antiquários e lojas de moedas raras. Todas as empresas que compram ouro devem fornecer uma cotação confiável para comprar suas joias no local. Os compradores locais geralmente pagam mais pelo ouro do que os grandes compradores que gastam milhares de dólares em publicidade na TV e no rádio.

As refinarias de ouro são o comprador final que derrete a sucata de ouro em moedas e barras de ouro para os investidores. As refinarias pagam o preço mais alto, mas geralmente lidam apenas com intermediários que podem vender ouro em grandes quantidades. Avisos O preço do ouro no mercado mundial flutua diariamente. A cotação para comprar seu item mudará em uma semana ou mês, conforme os preços do ouro sobem ou caem no mercado aberto. O que não mudará é o peso e a pureza da joia.

 

Ovos naturais de ouro não existem

UMA IDEIA CONSIDERADA GENIAL PODE REVELAR-SE,  A CURTO PRAZO,  EM ALGO INÉDITO E INVIÁVEL, SE NÃO DER LUCRO!

A existência dos tais ovos de ouro é uma lenda que garante se tornar realidade, caso haja galinhas de raças muito especiais que pudessem ser tratadas pelos mais especializados profissionais na lendária cultura avícola, de mundos transcendentais.

Fazendo concessões aos caprichos da cultura literária em tons de fantasia, é possível imaginar que uma pessoa tenha uma certa Mimosa Galinácea que, numa luminosa manhã, cantou muito alegremente depois de ter posto um brilhante e valioso ovo de ouro.

Deixando de lado a surpresa diante do fantástico acontecimento, causado pela postura da Mimosa Galinácea, estaremos novamente no mundo real que requer parcimônia, equilíbrio emocional e bom senso crítico voltado para algo muito valioso e cobiçado.

Se a pessoa que é a legítima dona da galinha dos ovos de ouro não puder ou souber entender um pouquinho de economia, poderá tomar certas decisões erradas ou ficar indecisa diante das diversas decisões disponíveis quanto à venda, ou não, dos prováveis e futuros ovos de ouro que a Mimosa poderá pô-los ou simplesmente pôr apenas ovos comuns, com casca, clara e gema.

Voltando à decisão que a dona da Mimosa deve tomar, é aconselhável que ela seja assessorada por um profissional ligado à produção de ovos e ainda a uma outra pessoa especialista em avaliações dos custos para a produção e comercialização de ovos fantasticamente inéditos e valiosos.

Pairando no ar, insinuam-se as duas claras perguntas que não querem calar-se:

1ª) se os outros ovos não forem de ouro?

2ª) e se for provado que só a casca é de ouro?

Para respondê-las deve existir um estudo que pode ser liderado pelos dois profissionais já recomendados no início deste artigo.

Este hipotético caso tem como meta demonstrar que algo aparentemente tendo lucro certo, poderá provocar prejuízos.

UMA IDEIA CONSIDERADA GENIAL PODE REVELAR-SE, A CURTO PRAZO, EM ALGO INÉDITO E INVIÁVEL, SE NÃO DER LUCRO!

 

 

Disfarçado de policiais federais, grupo rouba cerca de 720 quilos de ouro

Um grupo de criminosos disfarçados de policiais federais, inclusive com uso de viaturas clonadas, roubou cerca 720 quilos de ouro -algo superior a R$ 120 milhões– de uma empresa de transporte valores no interior no aeroporto do Guarulhos, na tarde desta quinta (25).

Segundo informações preliminares da Polícia Civil e Militar, os criminosos fizeram refém a família de um funcionário da empresa o que, em tese, facilitou a ações dos criminosos. Mesmo armados de fuzil e pistolas, não precisaram realizar um único disparo.

Viaturas clonadas da Polícia Federal usadas em roubo de carro forte no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), nesta quinta-feira (25).

As duas caminhonetes utilizadas no roubo foram localizadas no final da tarde em um terreno na zona leste da capital. O refém, segundo a polícia, foi libertado.

A polícia tenta localizar os veículos que os bandidos estão ainda em fuga.

 

Foto: Fepesil/Futura Press/Folhapress

FOLHAPRESS

 

 

Brasil bate recorde paraolímpico e conquista ouro no revezamento 4 x 100m

imagem: REUTERS/Ricardo Moraes
imagem: REUTERS/Ricardo Moraes

Com direito a recorde paraolímpico, o Brasil conquistou o ouro no revezamento 4×100 m da classe T11-T13 (para deficientes visuais) ao dominar a final desta terça-feira nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, no Engenhão.

Os atletas Diogo Jerônimo da Silva, Gustavo Araújo, Daniel Silva (com o guia Heitor Oliveira Sales) e Felipe Gomes (com o guia Jonas Silva) completaram a prova em 42s37 superando a China, que se atrapalhou na passagem do bastão e ficou com a prata com 43s05. O Uzbequistão acabou com o bronze (43s47).

O recorde paraolímpico anterior pertencia à equipe russa em Londres-2012 (42s66), que não está no Rio de Janeiro por conta do banimento do país do evento por causa do escândalo de doping. Os russos também ostentam o recorde mundial, conquistado em 2015: 42s11.

Em entrevista ao “Sportv”, Gustavo Araújo destacou o trabalho em equipe. “É o coração, cada um segurando o coração do outro. Um confiando no outro de corpo e alma”, disse o atlea que compete na classe T13, com menos grau de lesão.

Já Diogo Jerônimo da Silva, que abriu o revezamento, disse que teve a certeza da vitória ao ouvir a torcida incentivando. “Quando eu ouvi o barulho da torcida, pensei: ninguém tira da gente”, disse o atleta da T12, que também não precisa do auxílio de guias.

Felipe Gomes, da classe T11 (com maior comprometimento da visão), foi o responsável por encerrar o revezamento após receber o bastão de outro atleta da T11, Daniel Silva, já em considerável vantagem para os chineses.

Uol

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Brasil se vinga da Coreia do Sul e conquista o ouro na bocha

imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino
imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino

O conjunto brasileiro formado por Antonio Leme e Evelyn de Oliveira conquistou a medalha de ouro na bocha classe BC3. Nesta segunda-feira (12), o grupo brasileiro venceu o time da Coreia do Sul por 5 a 2.

A vitória vem como uma espécie de revanche para o time brasileiro. Na fase de grupos, eles foram derrotados pela Coreia do Sul por 4 a 1. Esse foi o único revés dos donos da casa na competição.

Essa foi a primeira medalha de ouro do Brasil na bocha na atual edição dos Jogos Paraolímpicos. Mais cedo, Dirceu Pinto, Eliseu Santos e Marcelo Santos ficaram com a prata na classe BC4, ao serem derrotados pela Eslováquia por 4 a 2.

Na edição de 2012 dos Jogos Paraolímpicos, o conjunto sul-coreano terminou na quarta colocação, ao perder a disputa do bronze para a Bélgica.

Na classe BC3, os atletas competem em cadeira de rodas e podem ser ajudados por outra pessoa durante a competição.

Uol

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Pote de ouro! Claudiney garante mais uma conquista no Estádio Olímpico

Estádio Olímpico do Rio de Janeiro, ou pode chamar de pote de ouro do Brasil. Mais uma vez o atletismo levou o país ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Paralímpicos de 2016, a terceira entre quatro até o momento. O herói do sábado foi Claudiney Santos, campeão no lançamento do disco F56, para competidores com lesão nos membros inferiores, com direito a recorde paralímpico e festa por antecipação. Os 45.33m alcançados ainda na primeira rodada foram suficientes para conquista.

Claudiney ouro lançamento do disco (Foto: Divulgação / CPB)Descrição da imagem: Claudiney comemora medalha de ouro mostrando os bíceps (Foto: Divulgação / CPB)

Halterofilista, Claudiney teve que se reinventar para continuar no esporte após acidente de moto em 2005. Uma lesão na perna esquerda parecia ser a maior das sequelas, mas o agravamento da lesão já no hospital obrigou a amputação. Não demorou muito para conhecer o atletismo, meses depois, e canalizar a força de outra maneira: nos lançamentos de dardo e disco, e no arremesso do peso.

Claudiney ouro lançamento do disco (Foto: Divulgação / CPB)Descrição da imagem: Claudiney lança o disco em prova paralímpica (Foto: Divulgação / CPB)

A medalha dourada em uma grande competição, entretanto, demorou para aparecer. Prata no lançamento do dardo em Londres 2012, Claudiney repetiu o resultado no Mundial de Lyon 2013 e ficou com o bronze no disco. Dois anos depois, o pódio se inverteu: prata no disco em Doha e bronze no dardo. Em casa, era hora que colocar um ponto final na final do quase.

– Essa medalha veio para coroar não só o meu trabalho como o de todo mundo que está comigo. O sentimento é de gratidão, realização de um sonho. Sempre procurei por essa medalha e não veio em Londres, bateu na trave. Em casa, o sabor é melhor ainda. Tive amadurecimento físico, mental, patrocinadores apoiaram. Tudo isso serviu para evolução – disse o campeão.

Último a lançar entre os dez participantes, Claudiney precisou de somente duas tentativas para assumir a liderança e atingir os 45.33m do recorde paralímpico. Na segunda rodada, o número de candidatos caiu para oito, mas o foco estava no cubano Leonardo Diaz, dono da melhor marca do ano até então, e de Alireza Nasseri, do Irã. Nenhum dos dois chegou nem perto. Aí, o ouro era questão de tempo.

Sereno, Claudiney viu os outros três adversários errarem um a um, bem longe de sua marca, e garantiu o título paralímpico quando o egípcio Ibrahim Ibrahim queimou suas três tentativas. O telão exibiu o resultado e a torcida fez a festa. O brasileiro ainda seguiu para os últimos três lançamentos, mas ao errar no primeiro abriu mão da prova para comemorar. É ouro! Mais um no Engenhão.

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Com recorde mundial, Daniel Martins ganha 3º ouro do Brasil na Paraolimpíada

imagem: REUTERS/Sergio Moraes
imagem: REUTERS/Sergio Moraes

O brasileiro Daniel Martins conquistou nesta sexta-feira a terceira medalha de ouro do Brasil na Paraolimpíada do Rio. Ele ficou com o título dos 400 m do atletismo na categoria T20, para deficientes intelectuais.

O título no Engenhão veio com direito à quebra do recorde mundial. O atleta de 20 anos completou a distância em 47s22.

A segunda colocação da prova ficou com Luis Paiva (VEN) com a marca de 47s83. O bronze foi de Gracelino Barbosa, de Cabo Verde, com 48s55.

O ouro de Daniel é o segundo do Brasil no atletismo. Na quinta-feira, Ricardo de Oliveira havia conquistado o título do salto em distância na categoria T11, para deficientes visuais.

Na prova desta sexta, Martins tomou a liderança já nos metros iniciais e não a perdeu mais. Ele não deu chance de reação aos adversários para estabelecer a nova melhor marca do planeta.

“Não consigo explicar meu sentimento agora. É uma felicidade muito grande. Depois que cruzei a linha de chegada eu vi minha família com o pessoal da minha equipe muito emocionado”, afirmou ao SporTV.

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Daniel Dias é ouro e leva 16ª medalha: “Nunca senti uma emoção dessa”

A 16ª medalha paralímpica de Daniel Dias e a primeira da natação brasileira nos Jogos Rio 2016 veio de um jeito especial. Depois de somar 15 pódios em Londres 2012 e Pequim 2008, o nadador de Campinas teve a chance de conquistar seu 11º ouro competindo em casa. O maior nome da natação paralímpica do país venceu com sobras – uma diferença de pouco mais de 11s – a final dos 200m livre (categoria S5), nesta quinta-feira, conquistando o tricampeonato. O astro de 28 anos, que levantou a torcida no Estádio Aquático, ainda disputa outras oito provas ao longo da competição, com chance de chegar a incrível marca de 24 medalhas.

– Nunca senti uma emoção dessa. Meu coração explodiu, achei que fosse sair pela minha garganta, pular para fora. Foi fantástico, foi incrível, foi um momento único – comemorou Daniel.

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias levanta o braço direito e comemora, dentro d´água a vitória (Foto: André Durão)

O altíssimo barulho da torcida antes da largada não tirou a concentração de Daniel Dias. Os gritos, na verdade, serviram de combustível para o brasileiro acelerar desde os primeiros metros. Sem dar chances a qualquer adversário, o multicampeão dominou a prova do início ao fim e bateu em primeiro com tranquilidade, em 2m27s88. Campeão em Pequim 2008 e Londres 2012, o atual recordista mundial conquistou o tricampeonato da prova com a vitória na estreia no Rio.

– Foi como eu sonhava, como esperava, e até maior, com todo esse apoio, com todo essa torcida, tendo a minha família… Eu sempre disse que era um sonho ter um filho me acompanhando, e Deus me agraciou com dois. Ter esse apoio a mais é espetacular. Saio satisfeito. Claro que a gente estava atrás desse recorde mundial, mas cheguei exausto e sei que dei o meu melhor para hoje. E estou ainda mais satisfeito com essa apoio da torcida, com esse incentivo. Não tem preço. É um momento único que a gente está vivendo. Temos que desfrutar de tudo isso com muita alegra, nos divertir quando a gente cair na piscina.

Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)

Maior medalhista em Paralimpíadas da história do Brasil, Daniel Dias disputará, além dos 200m livre S5, outras cinco provas individuais na Rio 2016 e é candidato a subir ao pódio em todas elas: 50m livre, 100m livre, 50m borboleta e 50m costas da classe S5, além dos 100m peito SB4. O brasileiro, que nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, ainda disputa os revezamentos 4x50m livre misto 20 pontos, 4x100m livre masculino 34 pontos e 4x100m medley masculino 34 pontos.

Caso conquiste medalhas em todas as nove provas, o fenômeno de 28 anos alcançará a incrível marca de 24 medalhas paralímpicas, ultrapassando o atual recordista da natação masculina, o australiano Matthew Cowdrey, que tem 23 e não disputa os Jogos do Rio.

Confira os tempos dos medalhistas:

1) Daniel Dias – ouro – 2m27s88
2) Roy Perkins – prata – 2m38s56
3) Andrew Mullen – bronze – 2m40s65

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias nada na prova de 200m livre na Rio 2016(Foto: André Durão)
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No salto, Ricardo de Oliveira conquista primeiro ouro da Paraolimpíada

imagem: Ricardo Moraes/Reuters
imagem: Ricardo Moraes/Reuters

Ricardo de Oliveira conquistou o primeiro ouro do Brasil na Paraolimpíada. Ele foi campeão no salto em distância na categoria T11 (cego total).

Para ficar com a medalha dourada, o atleta saltou para 6,52 m contra 6,44 m do americano Lex Gillette. A marca do brasileiro o deixou a 15 centímetros do recorde olímpico.

Ao falar sobre a conquista, Ricardo revelou que ficou noites sem dormir para melhorar sua performance.

“Estava treinando muito, de manhã e de tarde, cheguei a ficar noite em claro, meditando. Hoje, estou comemorando resultado que tenho sofrido muito para conquistar”, falou.

A disputa do brasileiro foi até o último salto. Quando correu para o derradeiro, ele estava com uma marca de um centímetro a menos que Lex Gillette, recordista mundial dos Estados Unidos.

O brasileiro, vale lembrar, não começou bem na disputa. Em seu primeiro salto, ele queimou. Mas, logo na sequência, se recuperou e mostrou para que veio.

“Eu senti que o ouro estava perto quando finalizei o salto. Ali eu senti que tinha pego o ouro se eu não tivesse queimado. No momento que eu saí da caixa de areia, estava muito preocupado mesmo em ter queimado”, revelou.

O brasileiro terminou a disputa com quatro dos cinco melhores saltos da prova. Ele também disputará os 100m e avisou:

“Vou dar trabalho!”.

Irmão de campeã

Ricardo de Oliveira é irmão da campeã mundial de salto Silvânia Costa de Oliveira. Ela concorre na mesma categoria que ele e foi eleita ano passado a melhor atleta paraolímpica brasileira de 2015.

Confiante numa dobradinha da família Oliveira, Ricardo destacou a união entre eles:

“Em casa sou eu e duas irmãs. Eu sempre quis ter um irmão. A Silvânia, por ser caçula, estava sempre do meu lado e preenchia esse espaço. Eu e minha irmã somos muito unidos mesmo. Até no material de esporte a gente divide. Eu comecei primeiro, fui incentivando, ela foi melhorando e ela foi me incentivando também. Foi sempre assim. Um ajudando o outro através de superação”.

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Enfim, ouro! Brasil supera dois traumas de uma vez e é campeão no Maracanã

imagem: REUTERS/Murad Sezer
imagem: REUTERS/Murad Sezer

Usain Bolt viu. Marta viu. Tite, Dunga e os mais de 60 mil presentes ao Maracanã também viram. Pela primeira vez na história, a seleção brasileira de futebol é medalha de ouro na Olimpíada. Após este sábado (20), com a vitória nos pênaltis por 5 a 4 sobre a Alemanha após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, o título que faltava ao pentacampeão mundial Brasil não falta mais.

Neymar abriu o marcador no primeiro tempo, mas não seria tão simples quanto alguns poderiam pensar. A Alemanha levou drama e mostrou, com outros jogadores, por que é a atual campeã do mundo, e Max Meyer empatou no segundo tempo. A conquista só veio com drama, nos pênaltis, com Neymar, que anotou o gol decisivo após Weverton defender a cobrança de Petersen.

O melhor: Neymar decide e chora após a vitória

Depois de Romário, em 1988, e Hulk, em 2012, Neymar passou para a galeria de jogadores brasileiros com gols em finais olímpicas. E foi um golaço, de falta, para deixar a seleção em vantagem no primeiro tempo. Com iniciativa e disposição, acabou como o melhor do time no Maracanã, também por achar bons passes em profundidade. Após converter a última cobrança de pênalti e dar o título para o Brasil, não segurou as lágrimas. Foi, provavelmente, a maior emoção da vida de Neymar.

Weverton pega o último pênalti e faz valer aposta brasileira

Entre as virtudes de Weverton estava a capacidade de pegar pênaltis, o que ele justificou na quinta e última cobrança alemã, de Nils Petersen. A defesa, quando a disputa estava 4 a 4, permitiu a Neymar decretar o ouro em um roteiro cinematográfico para o camisa 10 e o próprio goleiro. Na festa, o atleta do Atlético-PR guardou a bola do título e se enrolou na bandeira do Acre, seu estado natal.

Os piores: Gabriel Jesus e Gabriel

Os dois mais jovens titulares brasileiros não tiveram grande atuação. Gabriel não participou bem da partida coletivamente, errou muitos lances e foi substituído aos 23 minutos do segundo tempo. Já Gabriel Jesus pareceu nervoso e ansioso. Apesar de se dedicar muito, tomou muitas decisões erradas na frente e passou a maior parte do tempo reclamando da arbitragem. Saiu na prorrogação.

Alemães não encontram Luan, o mais inteligente do Brasil

O atacante do Grêmio fez um jogo à altura dos anteriores e dividiu o protagonismo com Neymar. Com ótima leitura tática, apareceu bem nos espaços vazios e explorou brechas entre as linhas de defesa e meio da Alemanha, que pareceu não entender a dinâmica de Luan e as combinações entre ele Neymar. Mostrou cansaço e hesitação no tempo extra, mas converteu seu pênalti.

Micale aposta tudo em Neymar e se emociona demais

Um longo abraço (mais um) com Neymar ao fim da disputa por pênaltis simbolizou Rogério Micale. O treinador deu carinho e respaldo, além da braçadeira de capitão, ao atacante que decidiu a final no Maracanã. Com um modelo de jogo que deu certo na Olimpíada, o Brasil mediu forças com uma equipe inferior individualmente, mas com um senso coletivo até mais forte. Ainda assim, o time da casa mereceu mais o ouro e premiou o treinador que foi das divisões de base do Atlético-MG para a CBF.

Hrubesch arruma o time no intervalo e equilibra a final

Após um primeiro tempo de domínio territorial do Brasil, o técnico alemão Horst Hrubesch fez uma modificação que equilibrou as ações após o intervalo. O meia Max Meyer passou a recuar e marcar Walace em vez de avançar para dar combate aos zagueiros do Brasil, tirando a superioridade numérica que a seleção tinha no meio. O resultado foi que Luan e Neymar começaram a encontrar mais dificuldades para aparecerem livres nas costas dos volantes alemães.

Renato Augusto se multiplica em campo e rege a torcida

Ora na saída de bola entre os zagueiros, ora do centro para a ponta direita, e até do outro lado em alguns momentos. Renato Augusto, o carioca da seleção, jogou em casa e mais uma vez justificou sua presença no grupo. Com forte empatia com os torcedores, chamou as arquibancadas em muitos momentos. De quebra, deu dois dribles entre as pernas dos alemães, sua marca registrada.

Alemanha mostra senso de equipe e vaza Brasil pela primeira vez

No primeiro tempo, foram três bolas na trave e mais finalizações que o Brasil. Mesmo irregulares dentro da partida, os alemães fizeram por merecer o gol de Meyer, aos 14 minutos do segundo tempo. Identificados com uma fórmula de jogo claramente parecida com a da seleção principal, os jovens visitantes foram os rivais mais duros do time de Rogério Micale, vazado pela primeira vez na decisão.

Cansaço pesa na prorrogação, mas Micale faz só duas trocas

A falta de opções de ataque nos bancos de reservas se evidenciou na prorrogação. Mesmo com quatro modificações para fazer, já que o regulamento olímpico permite uma nova mudança quando o jogo vai a 120 minutos, Rogério Micale e Horst Hrubesch “morreram” com duas substituições na mão. Felipe Anderson, que havia entrado no segundo tempo, e Rafinha, no início do tempo extra, foram os brasileiros acionados. Os dois times deram grandes sinais de cansaço e proporcionaram poucas emoções.

FICHA TÉCNICA

Brasil 1 (5) x (4) 1 Alemanha

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 20/08/2016
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)

Gols: Neymar, aos 27 minutos do 1º tempo, e Meyer, aos 14 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Zeca e Gabriel (Brasil); Selke, Prömel, Sven Bender e Suele (Alemanha)

Disputa de pênaltis
Brasil: Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha, Luan e Neymar (todos gols)
Alemanha: Ginter, Gnabry, Brandt, Süle (todos gols) e Petersen (errou)

Brasil: Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Gabigol (Felipe Anderson), Luan e Gabriel Jesus (Rafinha); Neymar. Técnico:Rogério Micale

Alemanha: Horn; Toljan, Ginter, Süle e Klostermann; Lars Bender (Prömel) e Sven Bender; Brandt, Meyer e Gnabry; Selke (Petersen). Técnico: Horst Hrubesch

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