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Nem advogados nem juízes lamentam a aposentadoria de Joaquim Barbosa

Os representantes da advocacia brasileira estavam reunidos quando o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, anunciou que se aposentará em junho. Na reunião dos presidentes das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, que acontece em Recife, a notícia foi mais do que bem recebida. Houve até quem propusesse, no microfone, que a festa programada para esta noite fosse em homenagem à aposentadoria do ministro. Rendeu risos e aplausos.

Entre juízes, a saída do ministro do STF e do Conselho Nacional de Justiça também é vista com bons olhos. “A magistratura não sentirá saudades de Joaquim Barbosa”, diz Nino Toldo, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

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Até mesmo no Plenário do Supremo, quando Barbosa contou a seus colegas que deixaria a corte em junho, as homenagens de costume foram trocadas por um discurso sem quaisquer adjetivos feito pelo ministro Marco Aurélio. Ministro mais antigo presente na sessão, Marco Aurélio fez uma fala de improviso e com muitos recados. “A cadeira do Supremo Tribunal Federal tem envergadura maior”, declarou, “mas devemos reconhecer que a saída espontânea é direito de cada qual”.

A tradição é que o discurso de despedida tenha tom elogioso, como na ocasião em que o ministro aposentado Cezar Peluso deixou a corte. Na última sessão de Peluso, o ministro Celso de Mello disse ser “lamentável que, não só o Poder Judiciário, mas esse país venha ficar privado de figuras eminentes como o ilustre juiz e ministro da Suprema Corte, Cezar Peluso”. O decano da corte também teceu elogios na despedida de Ayres Britto, “cujos julgamentos luminosos tiveram impacto decisivo na vida dos cidadãos desta República e das instituições democráticas do país”, segundo Celso de Mello. Na vez de Joaquim Barbosa, não foi assim.

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, não estava no Supremo duranta a sessão e nenhum advogado presente quis falar em nome da classe para as homenagens de praxe. O presidente da OAB também não deu declarações públicas sobre a carreira de Joaquim Barbosa. Procurado pela ConJur, disse que o ministro “prestou serviços ao pais, merecendo o respeito e a consideração de todos”.

Já o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz(foto), faz questão de deixar claro que, em relação aos advogados, Barbosa não deixará saudade. “Ele sempre agiu de forma a diminuir o papel da advocacia. Fez isso quando falou que advogados acordavam tarde; quando não recebia advogados em seu gabinete; e quando fez críticas à representação da advocacia na magistratura, por exemplo”, listou Santa Cruz.

A opinião é compartilhada pelo advogado Marcelo Knopfelmacher, presidente do Movimento de Defesa da Advocacia. “Se para a população em geral [o ministro] passou a imagem de grande paladino da Justiça e de defensor da Constituição, em muitos momentos, para a comunidade jurídica, público mais especializado, transmitiu a sensação de intolerância quanto ao exercício da advocacia e em relação ao direito de defesa.”

Ator de diversos embates jurídicos no Supremo, o advogadoAntonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, também critica a postura de Barbosa à frente do STF. “Infelizmente o ministro Joaquim vai deixar como marca o destempero e a arrogância no trato com as pessoas, sejam seus colegas de Casa, sejam juízes, sejam jornalistas ou advogados.” Ele faz votos para que Barbosa tenha mais afinidade com seus próximos passos na carreira. “Espero que seja feliz e que tenha a paz que parecia não ter com a toga nos ombros. A toga era muito maior do que ele.”

Frequentador assíduo da tribuna do Supremo, o criminalistaAlberto Zacharias Toron também é categórico: “O ministro Joaquim Barbosa não deixará saudades entre os que foram vítimas de ofensas e atos arbitrários, leia-se advogados, juízes e muitos de seus próprios colegas no STF”. O advogado diz também que não consegue lembrar de nada significativo que Barbosa tenha feito no âmbito do CNJ. “Por fim, resta dizer: Bem vindo, ministro Ricardo Lewandowski!”, finaliza Toron.

José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, reclama da falta de explicações de Barbosa sobre sua saída. “A antecipação da aposentadoria, inclusive antes do término do exercício da presidência, abdicando de decidir questões de interesse da vida do cidadão brasileiro, por constituir um fato incomum, merece ser fundamentada, especialmente pelo compromisso público assumido e pela dimensão social atingida pela figura do ministro Joaquim Barbosa”.

Já o presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Sérgio Rosenthal, diz que o ministro teve um papel fundamental em um momento muito importante do STF e do país, mas não deixa de apontar que “sua personalidade forte e forma dura, e por vezes até mesmo ríspida, de agir e se expressar angariaram a antipatia de muitos”.

Esperança de diálogo
Não partiram só de advogados as críticas. Aliás, das três carreiras jurídicas, apenas o Ministério Público não aparenta um certo alívio com a saída de Barbosa. A predileção do ministro pelo MP é alvo do presidente da Ajufe, Nino Toldo (foto). “Recordo de Barbosa dizer que a magistratura era uma instituição arcaica, voltada à impunidade, enquanto o MP é que era moderno”, lembra, antes de pontuar: “a magistratura não se pode confundir com órgão acusador, jamais”.

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, João Ricardo dos Santos, diz que, com a saída de Barbosa, a magistratura renova suas esperanças de ter um diálogo com o chefe do Poder Judiciário. “O presidente do Supremo que não dialoga com a magistratura tem dificuldade de administrar o Poder que comanda”, afirma. Para ele, Barbosa deu boa visibilidade para o Supremo, mas, muitas vezes, em aspectos negativos.

Também representante da classe, Paulo Luiz Schmidt, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, diz que a passagem de Barbosa pelo Supremo e pelo Conselho Nacional de Justiça, “não contribuiu para o aprimoramento do necessário  diálogo com as instituições republicanas e com as entidades de classe, legítimas representantes da magistratura, marcando, assim , um período de  déficit democrático”.

O comentário mais bem humorado sobre a saída de Barbosa partiu de seu colega de corte, ministro Luís Roberto Barroso: “Quem se beneficia com a aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa sou eu. Ser o primeiro a votar é um abacaxi!”, brincou.

Os ministros do Superior Tribunal de Justiça e do STF procurados para comentar a carreira ou a despedida de Joaquim Barbosa preferiram não fazer comentários.

conjur

Zagallo é internado com infecção na coluna e pode nem assistir à Copa

zagaloNo dia em que a seleção brasileira se apresentou na concentração da Granja Comary, um dos principais personagens de sua história, Zagallo, foi internado no Hospital Barra D’Or. Com uma bactéria na coluna vertebral, o ex-treinador, de 82 anos, está tomando antibióticos fortes desde segunda-feira. Convidado de honra da Fifa para todos os jogos do Brasil na Copa (com direito a acompanhante e jatinho), o Velho Lobo já não tem sua presença nos estádios confirmada. Um de seus filhos, Mário Zagallo, confirmou ao blog que o caso inspira cuidados.

– Ele não sairá do hospital antes do dia 2. Ele iria a todos os jogos do Brasil, mas agora eu já não sei o que vai acontecer – informou.

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Segundo o filho, Zagallo a princípio não corre risco.

– Ele tem que ficar internado porque está tomando antibiótico na veia. A princípio, não corre risco, mas a gente se preocupa – disse.

Zagallo estava sentindo fortes dores na coluna. Um minucioso exame na última segunda-feira detectou a infecção na coluna vertebral. A notícia não chegou ao conhecimento da seleção, na Granja Comary. Nem mesmo o coordenador Carlos Alberto Parreira, seu fiel escudeiro, foi informado.

Por: Marluci Martins

DÚVIDAS: irmão confidencia que nem Cássio Cunha Lima sabe se será candidato ao Governo nestas eleições

ronaldo cunha lima filhoO futuro político do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), ainda é uma incógnita. Muitos tucanos acreditam que o senador irá romper com o governador Ricardo Coutinho, e disputar o governo do Estado este ano. Por outro, lado, existem tucanos que defendem a manutenção da aliança celebrada em 2010 entre o PSDB e o PSB, e o apoio à reeleição de RC. Independente de querer ou não, Cássio ainda não sabe se está elegível para o pleito deste ano. Prova disso é que o PSDB estadual liderado pelo deputado Ruy Carneiro já formalizou um pedido de esclarecimentos ao TSE para saber se Cássio pode ou não ser candidato.

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Advogados ligados ao PSDB nacional garantem que do ponto de vista jurídico não há nenhum impedimento para que o senador Cássio Cunha Lima viesse a pleitear a disputa de um cargo majoritário, embora esta decisão dependa exclusivamente dele.

Em meio a todo esse “mar de incertezas”, o vice-prefeito de Campina Grande Ronaldo Filho, disse que nem mesmo Cássio sabe se será candidato. Mostrando um desconforto quando questionado sobre o assunto, ele desconversou. “E eu sei? Nem ele sabe!” Isso dependerá das conversas partidárias, das questões nacionais e dos entendimentos dos líderes partidários”, emendou. Ronaldinho ressaltou ainda que a aliança com o PSB pode continuar ou não.

Recentemente Ronaldinho disse que não acreditava no rompimento entre o senador Cássio Cunha Lima e o governador Ricardo Coutinho. “Acredito na manutenção dessa aliança e só 2014 será o cenário para tratar desse assunto. Não vejo como rompimento. Acho que em política e na vida temos o direito de divergir”,  ressaltou o vice-prefeito de Campina Grande.

PBgora

Em noite de Nem e Samuel, Flu bate o Santos e é o novo líder do Brasileiro

Após desperdiçar a chance de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro na rodada passada, quando permitiu que o Figueirense empatasse um jogo em que vencia por 2 a 0, o Fluminense desta vez não deu chances ao azar. Com dois gols de Wellington Nem, no primeiro tempo, e um golaço de Samuel, na etapa final, o Tricolor derrotou o Santos, por 3 a 1, nesta quinta-feira, no Engenhão, e ultrapassou o Atlético-MG na classificação, agora com 47 pontos, dois a mais que o Galo.

A renda somou R$ 238.450, com um público pagante de 13.007 pessoas (15.874 presentes). Na próxima rodada, o Tricolor vai a Porto Alegre para enfrentar o Inter, no domingo, às 16h (de Brasília). O Peixe enfrenta o São Paulo, na Vila Belmiro, no mesmo dia e horário.

Os dois times mostraram logo de cara quais posturas iriam adotar: o Fluminense tomando a iniciativa de atacar, quase sempre pelo lado esquerdo, com a marcação mais adiantada, tentando dificultar a saída de bola do adversário, e o Santos fechado, saindo com muita velocidade nos contra-ataques. E foi desta forma que o time paulista apareceu primeiro com perigo na frente, tendo uma chance claríssima desperdiçada por Bill, aos 11.

Samuel Rosa, Fluminense e Santos (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Samuel comemora, observado por Wagner, o terceiro do Flu (Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

As defesas apresentavam muitos espaços e diversas chances de gol foram criadas pelas duas equipes. O Tricolor teve a sua primeira em chute forte de Jean, da meia-lua, que Rafael defendeu bem, aos 15, e a segunda com Nem se esticando todo na pequena área para tentar empurrar a bola para a rede após cruzamento de Carlinhos, mas jogando a bola fora, um minuto depois. Sempre no contra-golpe, o Peixe ainda criou uma grande chance muito mal concluída por Gerson Magrão, aos 18.

No entanto, dois minutos depois o time carioca abriu o marcador com jogada parecida com o lance ocorrido aos 16: Jean, que fez grande partida, cruzou da esquerda na medida para Nem se jogar na bola na pequena área e mandá-la por baixo de Rafael para marcar. O Tricolor se empolgou e quase fez o segundo, com Thiago Neves. Mas, o Santos passou a marcar mais à frente e numa falha de Digão, que não conseguiu cortar um cruzamento de Gerson Magrão, André deu um carrinho para completar de perna direita, na pequena área, e empatar o jogo, aos 28.

Foi só empatar que o Peixe voltou a jogar como antes. E nos contra-ataques a equipe paulista era muito veloz e perigosa, tanto que quase fez o segundo gol desta forma num lance individual de Bruno Peres deslocado pela meia esquerda, arrancando de seu campo e concluindo na área adversária, para boa defesa de Cavalieri, aos 40. Só que o lateral-direito do Santos levava sufoco lá atrás: novamente pelo lado esquerdo, Wagner e Carlinhos tabelaram, e o meia cruzou na medida para o baixinho Nem fazer de cabeça o segundo, no canto direito de Rafael, aos 43.

Samuel faz golaço e impede reação do Santos

A desvantagem fez o time de Muricy Ramalho voltar para o segundo tempo mais à frente. O risco era passar a dar chance ao Flu, que não recuou, ameaçar também em contra-golpes, mas não havia muita alternativa. Para tentar melhorar a produção de seu ataque, o técnico santista pôs logo aos 10 minutos Patricio Rodríguez no lugar de Bill. Com os dois times atuando ofensivamente o jogo ficou aberto, mas por erros de passes em alguns momentos, e a insistência de alguns jogadores em carregar demais a bola, em outros, não houve tantas chances de gol claras como na primeira etapa.

A partida passou a ficar muito presa às duas intermediárias, e Muricy resolveu mexer no meio de campo do Santos, com a entrada de Bernardo, ex-Cruzeiro e Vasco, no lugar de Éwerton Páscoa, aos 26. Logo depois, Wellington Nem sentiu dores na pantiurrilha esquerda e foi substituído por Rafael Sobis. Quando o time paulista parecia que exerceria uma pressão sobre o a equipe da casa, num contra-ataque, Samuel fez um golaço que decidiu o jogo. O jovem centroavante recebeu no bico da grande área, pela esquerda, ajeitou para o meio e colocou a bola no ângulo esquerdo de Rafael, que nada pôde fazer: Flu 3 a 1.

Em festa, a torcida tricolor aproveitou para provocar e xingar o treinador santista, que era o técnico do time carioca na útima vez em que havia sido líder do Brasileirão: quando conquistou o título de 2010, com a vitória 1 a 0 sobre o Guarani, na última rodada da competição daquele ano. Magoada com a saída do treinador no meio da Libertadores de 2011, justamente para o Santos, os tricolores cantaram “Oh Muricy, vai se f…, o Fluminense não precisa de você” e depois gritaram o nome de Abel. A partir do terceiro gol, o Tricolor passou a administrar a vantagem, sem dar muitos espaços para o adversário e ainda criando oportunidades para transformar a vitória em goleada. Mas nem foi preciso.

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