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Brasil está entre os países com mais gastos com funcionalismo público no mundo

Os gastos do Brasil com o funcionalismo público da União, dos estados e dos municípios equivaleram a 13,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre mais de 70 nações, o País é um dos que têm as despesas mais elevadas com servidores públicos ativos e inativos, proporcionalmente ao PIB, segundo a nota econômica “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com outros países”, elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

De acordo com a nota, o Brasil é o sétimo no ranking de gastos com o funcionalismo, ficando atrás, apenas, da Arábia Saudita, Dinamarca, Jordânia, África do Sul, Noruega e Islândia. O país também tem mais despesas com o funcionalismo do que os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja média de gastos representou 9,9% do PIB.

Carlos Ari Sundfeld, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, destaca que boa parte dos gastos elevados com o funcionalismo se deve aos privilégios elevados de carreiras de elite, como “juízes e promotores”. Ele destaca a necessidade de uma reforma administrativa que traga mais igualdade entre os diversos setores do serviço público e dê fôlego aos cofres públicos.

“O número de pessoas não é excessivo no Brasil, mas os gastos são. Os recursos de poder público não são infinitos, eles vêm da sociedade e nós temos que mantê-los num nível que podemos pagar.  Temos que controlar o crescimento explosivo das despesas com servidores públicos, sobretudo, nas carreiras de elite”, afirma.

Arte: Brasil 61

Desequilíbrio

De acordo com a nota, a principal explicação para o maior comprometimento do orçamento brasileiro com o funcionalismo é a disparidade salarial dos servidores na comparação com o que recebem os trabalhadores da iniciativa privada. A remuneração dos funcionários públicos federais é 67% maior, o índice mais alto de um estudo do Banco Mundial, que incluiu 53 países. Em média, a vantagem salarial do funcionalismo entre os países pesquisador é de 16%.

Segundo o deputado federal Tiago Mitraud, do partido Novo de Minas Gerais, além das distorções em relação aos salários na iniciativa privada, outro motivo para os altos gastos com o funcionalismo, na comparação com os outros países, são as despesas com os servidores que já se retiraram.

“Você vai ter duas questões. Uma delas é dos inativos. A gente até hoje não tem uma Previdência adequada no Brasil. Fizemos uma reforma ano passado, mas que ainda não é suficiente para que ela se sustente. E, depois, você vai ter um inchaço e distorções muito grandes relacionadas à folha de pagamento do funcionalismo”, alega.

O gasto total com servidores federais somou R$ 319,5 milhões em 2019, dos quais 56,5% com trabalhadores ativos e 43,5% com inativos.

Situação mineira

Segundo o Tesouro Nacional, nove estados do país superaram o limite de 60% de gastos com folha de pessoal no último ano, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Minas Gerais é um deles. Em 2019, 69% da receita que o estado obteve foi gasta para pagamento de ativos e inativos. Ao todo, R$ 44,2 bilhões foram despendidos em salários.

O deputado Tiago Mitraud destacou que há quatro anos o estado paga, com atraso, os salários dos servidores locais. Segundo ele, parte disso se deve ao lobby de determinadas classes do funcionalismo por salários e condições “irreais”, o que acaba prejudicando os próprios trabalhadores públicos. “A gente vê que as pressões corporativistas que são feitas acabam prejudicando o próprio funcionário público, porque para de ter dinheiro para pagar”, reforça.

Apesar dos problemas, ele acredita que a atual administração tem caminhado na direção correta para solucionar o déficit. “Minas, de fato, é um dos estados que está nessa situação, que vem sendo regularizada pelo atual governo, mas que devido ao tamanho do rombo, ainda vai levar um bom tempo para sanear as contas públicas”, acredita.

Reforma Administrativa

Encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional no início de setembro, a proposta de reforma administrativa visa alterar as regras para os futuros servidores públicos dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), estados e municípios.

A PEC acaba com a estabilidade do serviço público, que ficaria restrita às carreiras de Estado, flexibiliza o regime de contratação, facilita a possibilidade de demissões, cria um período de experiência, regulamenta a avaliação de desempenho e põe fim aos penduricalhos, como licença-prêmio e adicional por tempo de serviço, entre outras mudanças.

O texto não muda o regime para os servidores atuais, nem para os magistrados, militares, parlamentares e membros do Ministério Público. Segundo Matheus Rosa, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas), os valores gastos com o funcionalismo devem cair com a reforma e só não serão maiores devido à não inclusão de integrantes de outros poderes e dos servidores que estão na ativa.

“Para respeitar os contratos que estão em vigência, o governo decidiu que a reforma só vai abarcar as novas contratações no serviço público. Mas a gente pode dizer que deve gerar economia no longo prazo, devido ao fim de alguns privilégios e a maior flexibilidade de contratação de pessoal.  Em uma situação de emergência fiscal seria possível controlar as despesas com pessoal através do corte na folha salarial”, avalia.

Para Sundfeld, muitos estados, como o Rio Grande do Sul e o Paraná, já se anteciparam e realizaram reformas para controlar os gastos, diminuir a desigualdade entre as carreiras e estimular o desempenho, algo que na visão dele deve ser adotado na reforma administrativa mais ampla, proposta pelo Executivo.

“Temos que aumentar a produtividade do setor público brasileiro, a qualidade da atuação dos agentes públicos e, para isso, temos que dar estímulo para quem trabalha melhor e para que as pessoas possam trabalhar melhor. Temos que valorizar o conjunto de pessoas que trabalham na administração pública”, defende.

Fonte: Brasil 61

 

 

Dia de Finados: de onde surgiu a tradição que se espalhou pelo mundo

Para vários brasileiros o Dia de Finados, 2 de novembro, é marcado pelo luto e introspecção em sinal de respeito aos amigos e familiares mortos. A data é feriado nacional e muitos aproveitam para visitar os entes queridos em cemitérios.

O professor de ciência da religião na Universidade Federal de Juiz de Fora, Volney Berkenbrock, conta que esta é uma tradição vinda do Cristianismo. “Na Igreja Católica o dia 1º de novembro é comemorado o Dia de Todos os Santos, quando se reza por aqueles que morreram em estado de graça, com os pecados perdoados. O dia seguinte foi considerado o mais apropriado para fazer orações por todos os demais falecidos, que precisam de ajuda para serem aceitos no céu. É por isso que no dia 2 de novembro se celebra o dia de Finados.”

Há países, como no Brasil, que o dia 2 de novembro é mais importante do que 1º de novembro, Dia de Todos os Santos. Mas há outros países onde a festa de 1º de novembro é mais importante e mais festejada do que 2 de novembro, todos os mortos.

Os primeiros registros de orações pelos cristãos falecidos datam do século I, quando era costume visitar túmulos de mártires. No ano 732, o papa Gregório III autorizou os padres a realizarem missas em memória dos falecidos. No século 10, a abadia de Cluny, em Paris, estabeleceu uma data fixa para essa cerimônia. Não demorou para o 2 de novembro ser adotado em toda a Europa. A partir do século 15, o feriado se espalhou pelo mundo. Em alguns lugares, o costume foi fundido à cultura local.

No México, por exemplo, todo ano é realizado o festival do Dia dos Mortos, que une a celebração católica a antigos rituais astecas e indígenas. O ritual é marcado por festividades em cemitérios e procissão pelas cidades, as pessoas costumam vestir roupas coloridas e decorar túmulos com flores, velas, tequilas e imagens de santos. A tradição se espalhou por comunidades latinas.

Nos Estados Unidos a celebração de dia dos mortos ocorre no dia 31 de outubro no Halloween, também conhecido como Dia das Bruxas. Assim como no méxico a data também é marcada por festividades, abóboras decoradas, fantasias, esqueletos e fantasmas. O termo foi originado de All Hallows’ Eve, que em português quer dizer “véspera do dia de Todos os Santos”. Segundo o professor de ciência da religião, isso demonstra a relação indireta com a celebração brasileira.

Berkenbrock avaliou a impressão de que no Brasil a data é mais celebrada nas cidades do interior do que nas capitais. Segundo ele, isto tem a ver com a proximidade da morte, uma tendência que mudou na virada do século XIX para o século XX com a urbanização e um movimento higienista.

“Em muitas cidades no interior até hoje os velórios ainda são feitos nas casas e é uma tarefa da família cuidar de todo o sepultamento. Nas cidades maiores há um distanciamento muito grande, quem cuida são as funerárias e a família não tem mais uma relação com a morte e com os mortos”, destacou.

Os costumes também são diferentes em determinados municípios do País. Em Salinópolis, no Pará, por exemplo, ao contrário de grande parte das cidades brasileiras em que a homenagem à memória dos mortos ocorre no período diurno, lá ocorrem durante a noite, mais precisamente entre às 18h e 00h. O ritual de Iluminação dos Mortos consiste em uma prática de acendimento de velas e proferimento de preces, em favor de queridos entes falecidos em momento de confraternização.

Este ano, devido a pandemia da Covid-19, a tradicional visitação aos cemitérios e os cultos devem ser diferentes, respeitando os protocolos de combate ao vírus com o uso obrigatório de máscaras e o distanciamento social. Em alguns municípios a visitação chegou a ser suspensa via Decreto Municipal, em cumprimento às medidas de segurança e prevenção.

Diante da impossibilidade de se reunir fisicamente e no tempo também em que através das queimadas o meio ambiente vem se mostrando cada vez mais agredido, o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Joel Portella, apresentou uma alternativa aos fiéis para homenagear as vidas perdidas junto a oração, sem perder a tradição.

“Uma muda de árvore, árvore nativa, árvore da sua região, se possível uma árvore alimentícia. Plante uma árvore. Esse é um convite feito a todos nós no tempo em que a aglomeração, o estar fisicamente juntos, compartilhando o abraço, compartilhando a saudade, nada disso é possível ainda”, disse. Foram planejadas também celebrações religiosas com transmissão online para evitar a aglomeração dos fiéis.

Fonte: Brasil 61

 

 

Vysshaya Liga: a competição de futebol que ganhou fama com a paralisação dos campeonatos por todo o mundo

Se você não mora na Bielorrúsia certamente você também nunca tinha ouvido falar de nenhum time de futebol de lá. Muito menos conhecia a história da seleção ou de algum de seus jogadores, ou mesmo sobre o campeonato nacional.

Mas de repente, em dois meses, tudo mudou. O mundo parou e o futebol junto com ele. E nesse contexto apareceu Vysshaya Liga, conhecida no resto do mundo como Premier League da Bielorrússia, passando  em 10 países diferentes. Entre ele, a gigante Rússia e a Índia, com mais de 1 bilhão de habitantes.

A Vysshaya Liga (Liga Especial Bielorrussa) é a primeira divisão do Campeonato Bielorrusso de futebol. É o mais importante torneio de clubes de futebol na Bielorrússia. Durante a pandemia de COVID-19, junto da Nicarágua, era a única divisão nacional a ter continuidade.

Para os fãs do futebol, encontrar um lugar onde o esporte não parou foi a deixa perfeita para se especializar nos jogos do Dinamo Brest, do FK Gorodeya, do Belshina Brobruisk e conhecer com detalhes como funciona a competição da ex-república constituinte da União Soviética.

A liga tem 16 clubes e foi formada em 1992 e tem como seu maior campeão, com 15 títulos, o Bate Borisov que também já conseguiu chegar na fase de grupos da Champions League. Apesar da quantidade de títulos, nos sites de apostas o campeão atual é o Dinamo Minsk, que já levou 7 taças e é o campeão atualmente.

Para aqueles que ainda não conheceram a competição de lá é bem simples e funciona da seguinte maneira: dois turnos com pontos corridos. Quem consegue o primeiro lugar se classifica para a pré-Champions, o mata-mata que define quais serão os últimos times a entrar na fase de grupos. Segundo e terceiro vão para a Liga Europa.

Ao final da temporada, duas equipes são rebaixadas para a Segunda Divisão Bielorrussa, e são substituídas pelas primeiras colocadas da mesma.

E, claro, tinha que ter brasileiro se destacando nesse mundo que não parou. Gabriel Ramos fez três gols e três assistências em sete rodadas. O atacante já passou pelas categorias de base do Bahia e do Flamengo. E ele não está sozinho nesse mundo agora conhecido. Em entrevista ao site de futebol bets da Betway Esportes, Lipe Veloso, de 24 anos, está no elenco do Torpeno Zhodina, clube que nunca conquistou a Vysshaya Liga, mas nessa temporada está forte na briga pelo primeiro título.

Lipe gravou um vídeo falando sobre a estrutura que ele encontrou na Bieolorrússia e sobre a qualidade do Centro de Treinamento.

Betway

Diante de todo esse histórico resta saber se depois que o mundo do futebol começar a girar novamente a Vysshaya Liga vai continuar fazendo sucesso ou vai voltar ao anonimato.

 

Redação FN

 

 

Estresse por COVID-19 está afetando o sono de todo o mundo

Um outro dano do coronavírus ao mundo: o sono
Estas últimas semanas, foram caracterizadas por deixar de lado nossa rotina e onde a superexposição a informações e notícias causou estresse, ansiedade e depressão. Esta não é a única coisa que pandemia parece ter afetado, já que pessoas em todo o mundo relataram sofrer de falta de apetite e dificuldade para dormir.
Para o Dr. Alejandro Jiménez Genchi, presidente da Academia Mexicana de Medicina do Sono, existem razões pelas quais não conseguimos dormir, que, embora associados ao distanciamento social, também estão causando mudanças.
O médico comentou isso porque nossa rotina sofreu alterações e nossa atividade é menor “Não saímos, não exercitamos, não nos movemos e andamos pouco, o que produz menos impulso de cansaço na hora de dormir”. Analisa o Dr. Jiménez.
Além disso, a dificuldade de  é gerada de acordo com a teoria do hiperelaxamento: “A ameaça representada pelo vírus faz com que tendamos a estar alertas e mais despertos, isso produz uma ativação cognitiva desenvolvida no pensamento e emoções, gerando ansiedade e medo ”.
O médico explica que, ao não ser forçado a acordar cedo para ir trabalhar ou estudar, passamos pelo período de sono. Adolescentes e adultos jovens são o setor que sofre dessa variante conhecida como “síndrome da fase atrasada”.
Se essas condições durarem mais de três meses, elas já podem ser consideradas um distúrbio de insônia crônica. Em menor grau, está presente na população em geral como um distúrbio transitório ou agudo.
“Sabemos que 1 em cada 4 pessoas que têm insônia aguda se tornará uma condição crônica”, diz o médico.
Para recuperar o sono, o médico recomenda horários específicos, tão próximos do que tínhamos antes da quarentena, sempre tentando cobrir 7 a 8 horas de descanso, evite dormir durante o dia, se for necessário tirar uma soneca que seja inferior a 20 minutos.
“Evite mergulhar no estilo de vida sedentário para promover um bom humor e facilidade de sono”, conclui.
Certamente você conhece alguém que não consegue dormir bem, compartilhe esta nota para que todos saibam que não estão sozinhos em sua insônia.
curiosidadesdaterra

 

Casos de coronavírus no mundo superam os 2 milhões

Pouco mais de quatro meses depois das primeiras notificações da doença respiratória que, mais tarde, seria chamada de Covid-19, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou nesta segunda-feira a dois milhões em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde tem 23.430 casos confirmados e 1.328 mortes, mas pesquisadores de um projeto que reúne várias universidades do país dizem que o número real pode superar os 225 mil.

Segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins , mais de um quarto das notificações vem dos EUA, 682 mil , sendo que a maior parte dos estados de Nova York (195 mil) e Nova Jersey (68 mil), locais onde há sinais de que as medidas de distanciamento social estão funcionando , apesar do grande número de novos casos e, tragicamente, de mortos.

Os números da Johns Hopkins mostram 119 mil óbitos relacionados à Covid-19 em todo o mundo, com destaque para os EUA (23 mil), Itália (20 mil), Espanha (17 mil), França (14 mil) e Reino Unido (11 mil) . Vale destacar que os países europeus se encontram, pelo menos em tese, mais próximos do chamado “pico de infecções”, com alguns deles registrando quedas no número de novos casos, internações e mortes, o que não significa que a vida esteja perto de voltar ao normal. Nesta segunda-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, estendeu a quarentena até o dia 11 de maio , reconhecendo que houve erros no enfrentamento da crise.

— O momento, sejamos honestos, revelou falhas. Mas desde o momento em que estes problemas foram identificados, nos mobilizamos. Uma produção de guerra foi estabelecida — disse em pronunciamento.

Longe da normalidade

Por outro lado, a Espanha, que foi criticada pela demora em adotar ações de distanciamento social e tem hoje o segundo maior número de infectados do mundo, começou a aliviar algumas das restrições. Retornam ao trabalho aqueles que não podem fazê-lo remotamente: o setor industrial, de construção, escritórios como os de advocacia, trabalhadores domésticos, entre outros, mas seguindo recomendações sanitárias.

Em locais onde o número de casos ainda está em ascensão, como na América Latina, sistemas de saúde já precários são colocados em situações extremas, como no Equador,  onde os mortos são abandonados nas ruas e o Exército precisou buscar quase 700 corpos de pessoas que faleceram em casa . Na Argentina , onde o governo adotou uma postura incisiva, cidades como Buenos Aires impuseram, além das medidas de quarentena, a obrigatoriedade do uso de máscaras: na capital, quem descumprir a regra pode receber multa equivalente a R$ 6,2 mil.

Além da dificuldade de manter o distanciamento social, uma medida que mostra resultados mas que enfrenta questionamentos de alguns setores econômicos e, em casos isolados, políticos, a China é um exemplo de como deixar o confinamento e retomar a vida normal não é exatamente uma tarefa das mais simples . As autoridades seguem controlando as viagens internas e, especialmente, externas. O temor, no caso, é de uma segunda onda de infecções. Nesta segunda-feira, o país registrou o maior número de casos em quase seis semanas , 108, quase todos “importados” de outros países, especialmente a Rússia.

 

O Globo

 

 

EUA têm maior número de mortes por covid-19 no mundo: mais de 20 mil

Os Estados Unidos superaram a Itália como o país com o maior número de mortes por coronavírus, registrando mais de 20 mil óbitos desde o início do surto, segundo contagem da agência de notícias Reuters.

O marco sombrio foi alcançado em meio às ponderações do presidente Donald Trump sobre quando o país, que anotou mais de meio milhão de infecções, pode começar a ver um retorno à normalidade.

Os Estados Unidos registraram o maior número de mortos até o momento na epidemia, com cerca de 2 mil mortes diárias nos últimos quatro dias seguidos, com grande parte delas ocorrendo na cidade de Nova York e seus arredores.

Mesmo este número é visto como possivelmente menor que a realidade, já que Nova York ainda está descobrindo a melhor maneira de incluir um aumento ocorrido nas mortes em casa em suas estatísticas oficiais.

Especialistas em saúde pública alertaram que o número de mortos nos EUA poderá subir para 200 mil durante o verão se os pedidos sem precedentes para ficar em casa, que fecharam negócios e mantiveram a maioria dos norte-americanos em isolamento, forem suspensos depois de 30 dias.

A maioria das restrições atuais à vida pública, no entanto, incluindo fechamento de escolas e ordens de emergência que mantêm trabalhadores não essenciais confinados em suas casas, decorre de ordens de governadores e não do presidente.

Custo econômico

No entanto, Trump disse que deseja que a vida volte ao normal o mais rapidamente possível e que as medidas destinadas a conter a propagação do coronavírus têm seu próprio custo econômico e de saúde pública. As atuais diretrizes federais vão até 30 de abril.

Trump, que busca a reeleição em novembro, terá que decidir se deve estendê-las ou começar a incentivar as pessoas a voltar ao trabalho e a um estilo de vida mais normal.

O presidente disse que iria divulgar um novo conselho consultivo, possivelmente na terça-feira (14), que incluirá alguns governadores estaduais e se concentrará no processo de reabertura da economia dos EUA.

O número de americanos que buscam benefícios de desemprego nas últimas três semanas ultrapassou 16 milhões, com novos pedidos semanais superando 6 milhões pela segunda vez consecutiva na semana passada.

O governo disse que a economia eliminou 701 mil empregos em março. Essa foi a maior perda de empregos desde a grande recessão e encerrou o maior boom de empregos na história dos EUA, iniciado no final de 2010.

Agência Brasil

 

 

Paiva Netto: Jesus vence as procelas do mundo

Por pior que seja a tormenta, Jesus sempre conduzirá e fortalecerá os que, amando-O e perseverando além do fim, encontrarão as soluções para as dores dos povos, pois Ele calará os ventos, acalmará os mares e estabelecerá uma duradoura bonança. Vamos à extraordinária passagem bíblica que motiva essas nossas reflexões:

Jesus aplaca a tempestade

(Evangelho, consoante Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25)

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos. E eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: Salva-nos, Senhor, porque nós vamos morrer! E Jesus lhes respondeu: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: Afinal, quem é este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?

Jamais desistir do Bem

A Esperança não morre nunca! Essa inspiração me veio à mente, no início da década de 1980, ao assistir, na televisão, a um moço dizer ter perdido a fé no futuro. Não me considero poeta. Mas tomei da caneta e ousei estes simples e despretensiosos versos, depois musicados pelo maestro legionário Vanderlei Pereira:

A Esperança não morre nunca!

A Esperança

não morre nunca!

Nunca!

Não morre, não!

Pois, como a Vida,

que é eterna,

mãe tão fraterna,

pode morrer?!

Não, não morre

nunca!

Não morre, não,

a Esperança no coração!

A Esperança é Jesus!

Combater a apatia

Pelas veredas da existência espiritual-humana, quantas vezes nos deparamos com dificuldades, das quais — pensávamos todos — não haveríamos de restar? “Ah, meu Deus, que situação! Se eu vou nessa direção, crio problemas aqui; se vou em frente, crio problemas na direção oposta; se viro pra cá, aborreço esse ou aquele”.

Aí você vai dormir, toma um bom banho quente ou frio (conforme o gosto) e, no outro dia, descobre uma solução ou aparecem outras demandas para resolver e, então, se surpreende: “Ih, até havia esquecido: aquilo que me parecia uma enormidade já passou! Aquela outra situação teve um bom desfecho! Já sei como superar tal percalço!”

Não se trata de um passe de mágica, tampouco incentivo a quem quer que seja a desviar a cara dos desafios reais que se apresentam. Todavia, quando estamos decididamente empenhados em defrontar os embates diários, os Amigos Espirituais — conhecidos ainda por Almas Benditas, Espíritos Guias, Numes Tutelares… — também operam os seus feitos e se aproximam de nós com elevadas sugestões, intuindo-nos a enxergar caminhos antes despercebidos. Basta acreditar nesse apoio invisível e estabelecer uma sintonia sublime com nossos Anjos Guardiães para, de fato, contar com eles.

No entanto, ainda há alguns — e respeitamos os seus motivos — que acidamente retrucam: “Eu não creio nessa coisa de Esperança”.

Porém, qual o contraponto em suas propostas? Com frequência, recorre-se a um vazio existencial. Contudo, não podemos aceitar o desalento, o derrotismo, a apatia, o desprezo da criatura por si própria e por seus pares como saídas para quaisquer crises. Sempre tem de haver Esperança! E, acima de tudo, a firme vontade de sobrepujar as intempéries da vida. A questão é querer fazer o Bem, fazer, mas fazer certo!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

‘Se a gente sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar pro rico, pro pobre’, diz ministro da Saúde

O ministro da saúde, Henrique Mandetta, mudou neste sábado (28) o tom novamente de suas declarações sobre isolamento social. Na terça-feira (24), ele tinha ajustado o seu discurso ao do presidente Jair Bolsonaro, contrário a um isolamento mais geral e favorável ao isolamento apenas de idosos e pessoas de 60 anos e mais.

Neste sábado, Mandetta foi mais enfático na defesa de que as pessoas que podem devem ficar em casa. Ele justificou sua defesa de que as pessoas devem permanecer em casa para que o sistema de saúde não se sobrecarregue, aumentando a letalidade da Covid 19 por falta de leitos e de UTI.

Ele disse que o fato de as pessoas estarem em casa já fez o número de internados por acidentes de trânsito diminuir, o que libera espaço para os que precisam se tratar da Covid:

” Mais uma razão pra gente diminuir bastante a atividade de circulação de pessoas no intuito de diminuir o trauma, que é um efeito também secundário, benefico, além do efeito de diminuir a transmissão”, ele disse.

O ministro afirmou: “Mais uma razão pra gente ficar em casa, parado, até que a gente consiga colocar os equipamentos na mão dos profissionais que precisam. Porque se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar pro rico, pro pobre, pro dono da empresa, pro dono do botequim, pro dono de todo mundo”.

Critérios técnicos

Mandetta disse que vai se pautar por critérios técnicos e pela ciência:

“Nós precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso neste momento. Nós vamos nos mover, como eu disse desde o princípio, vamos nos mover pela ciência e pela parte técnica, com planejamento. Pensando em todos os cenários quando a gente fala de colapso, de sobrecarga, ou de sobreuso no sistema, a gente tá falando disso. Não só de sobrecarga na saúde mas por exemplo na logística.”

Desafio inédito

O ministro da saúde enfatizou que o desafio do novo coronavírus é inédito no mundo. E que a doença ataca a saúde, a economia e a sociedade como um todo. E que por esse motivo exige toda a cautela:

“E aí eu volto a repetir: muitas vezes… Hoje está cheio de professor de epidemiologia, cheio de fazedores de conta, de cálculos. Preste atenção: essa epidemia é totalmente diferente da H1N1.”

“Não há receita de bolo. Quem raciocinar pensando: nesta aqui foi assim, vai errar feio. Essa não é assim. Essa causou não uma letalidade pro indivíduo, não é esse o nosso problema. Nem daqueles que falam assim: ah essa doença vai matar só 5 mil, só 10 mil. Não é essa a conta”, ele disse.

“A conta é: esse vírus ele ataca o sistema de saúde e ataca o sistema da sociedade como um todo. Ele ataca logística, ele ataca educação, ele ataca economia, ele ataca uma série de estruturas, no mundo.”

Setores essenciais

O ministro da saúde descartou nesse momento a discussão sobre quarentena vertical – só de idosos – ou horizontal, que pega todas as idades.

Ele disse que o que não pode haver é uma parada de todos, em todo o Brasil. Um discurso compatível com o que vem sendo praticado: fica em casa quem pode para que os trabalhadores de setores essenciais possam trabalhar, entre eles aquele que abastecem as cidades de alimentos e outros insumos:

“Não existe quarentena vertical, horizontal. Existe a necessidade de arbitrar em determinado tempo qual o grau de retenção que uma sociedadade deve fazer”, disse o ministro.

“O lockdown – parada absoluta ou total -, pode vir a ser necessário, em algum momento, em alguma cidade. O que não existe é um lockdown ao mesmo tempo, desarticulado. Isso é um desastre que vai causar muito problema pra nós da saúde”, ele afirmou.

Articulação

O ministro disse que, enquanto um acordo nacional não sai, os governadores devem seguir os parâmetros que adotaram até aqui:

“Agora não é hora de sobrecarregar o sistema de saúde seja em nome do que for. Agora é hora de aguardar, vamos ver como essa semana vai se comportar, e nós vamos ter nessa semana a discussão dentro da Saúde para achar os parâmetros, aqueles que tomaram medidas de acordo com a sua localidade sem o parâmetro, usou o parâmetro próprio, utiliza o seu parâmetro que nós vamos construir um consenso para nós podermos andar.”

A entrevista foi precedida por uma reunião na manhã de hoje entre o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros. Isso gerou novamente boatos de que o ministro seria demitido por discordar do presidente na questão do isolamento na atual fase da pandemia. Mandetta comentou os rumores:

“Eu sei que hoje, essa semana, todo mundo ficou ‘mas e o ministro? ele sai? ministro não sai?’. Eu volto a repetir: vou ficar aqui junto com vocês, enquanto o presidente permitir, enquanto eu tiver saúde e não puder sair. E digo mais, aqui no fundo do Ministério da Saúde tem um lugarzinho pra uma creche, tem um quarto, se toda a equipe aqui estiver com gripe e tiver tudo bem, inclusive eu, nós vamos ficar no quartinho ali, pra gente ficar perto pra pelo menos a gente ficar conversando”

“Ou na hora que não for mais necessário nós estarmos aqui, na hora que falarmos ‘olha, cumprimos o nosso dever’, e tá encerrada a nossa participação no Ministério da Saúde. E vamos trabalhar com essa equipe e vamos terminar com essa equipe.”

O ministro criticou aqueles que querem convocar protestos pelo fim do isolamento:

“Fazer movimento assimétrico, de efeito manada, agora nós vamos daqui duas semanas, três semanas, os mesmos que falam ‘vamos fazer uma carreata de apoio’ os mesmos que fizerem vão ser os mesmos que vão estar em casa. Não é hora agora. “

Jovens em casa e comércio

Mandetta explicou por que o comércio não pode reabrir e também por que os jovens têm de ficar em casa, apesar de terem apenas sintomas leves em sua maioria:

“Por que se suspendem aulas? Se todas as crianças e jovens, como vocês viram, se têm a doença e são assintomáticos e são sintomas leves, por que a gente os tira da aula? Muitas vezes é o que fala: ‘Deixa as crianças e adolescentes’. É porque eles são assintomáticos e não sabem, só transmitem. Como voltam para casa e casa tem comodo, temos déficit habitacional enorme, pode contaminar cinco, seis pessoas. Quando a gente diminui a mobilidade, cada um positivo contamina dois. Quando deixa todo mundo andando, cada um contamina seis, e isso faz progressão geométrica, faz essa curva super rápida.”

“Se eu deixar a movimentação social contínua eu não estou preparado para hora da periferia sobrecarregar em bloco o sistema de saúde. Todo comércio diz: eu quero abrir, eu quero abrir. Calma porque vamos ter que fazer isso. Uma regrinha para saberem. Vou abrir assim: faço teste com funcionário, menos mesa, não pode ter fila de espera, buffet, fila um atras do outro. Algumas coisas que vamos colocar para serem pontos de referência. Para não falar que está tratando assim ou assado.”

E, pouco antes do fim da entrevistas, o ministro elogiou a preocupação do presidente Bolsonaro:

“Espero que tenhamos tranquilizado todos vocês, Vamos trabalhar, essa semana a gente encerra, começa amanhã domingo com trabalho no Ministério da Saúde e vamos ver se conseguimos fazer um plano mínimo que compatibilize saúde e economia. Esse é nosso trabalho de fim de semana junto com a equipe econômica. Como ir, como voltar, o que funciona, o que é essencial, o que pode rodar a economia. O presidente está certíssimo quando fala que a crise econômica vai matar as pessoas. As pessoas não aguentarão a fome. Está certíssimo. E estamos 100% engajados em achar a solução junto com a equipe da economia, mostrar a fórmula para o Ministério da Economia. Vamos aumentar, vamos melhorar. Precisa de um grande pacto para que possamos sair do outro lado”, disse Mandetta.

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

 

G1

 

 

Papa Francisco abençoa Lula em audiência e os dois dialogam sobre a busca por um “mundo menos desigual”

Depois de 580 dias como preso político no Brasil, o ex-presidente Lula reuniu-se no Vaticano com o Papa Francisco, que o recebeu para discutir soluções contra a crescente desigualdade no mundo.

O encontro, na tarde desta quinta-feira (13), prolongou-se por mais de uma hora. O tema da desigualdade foi o principal assunto da reunião.

Lula entregou ao Papa um exemplar do livro “Lula e a Espiritualidade: oração, meditação e miitância”, das editoras 247 e Kotter Editorial.

O ex-presidente chegou a Roma nesta quarta-feira (12), acompanhado do ex-chanceler Celso Amorim e de um grupo pequeno de assessores. Ele aproveitou a viagem para se encontrar com lideranças políticas do país e falar sobre a conjuntura da política no Brasil.

Ele se reuniu com atual secretário-geral do Partido Democrático (um dos dois partidos que governa a Itália), Nicola Zingaretti, e o ex-primeiro-ministro italiano Massimo D’Alema, que havia visitado Lula no cárcere em Curitiba em setembro de 2018.

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(Foto: Ricardo Stuckert)

Por Brasil 247

 

 

Brasil é o país mais ansioso do mundo, aponta estudo da OMS

O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O tabu em relação ao uso de medicamentos, entretanto, ainda permanece.

Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, confirma. “As duas frases que eu mais ouço na clínica são ‘eu não queria tomar remédio’, na primeira consulta, e ‘eu não queria parar de tomar os remédios’, na consulta seguinte. A gente tem muita resistência porque existem muitos mitos: ficar viciado, bobo, impotente, engordar”.

Barros explica que todo remédio pode ter efeitos colaterais e eles serão receitados quando existir uma relação de custo-benefício a favor do paciente. “Tudo é assim na medicina e na vida”, diz. Neury Botega, psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que há 30 anos os médicos dispunham de recursos inadequados para tratar a ansiedade.

“Ou usávamos drogas bem pesadas, como barbitúricos, ou as que existem até hoje, como as faixas pretas, os benzodiazepínicos. Por isso, nós vimos várias tias, avós, viciadas em remédios e essa é uma das imagens gravadas quando pensamos em tratamentos psiquiátricos”.

A partir de 1990, a fluoxetina, mais conhecida comercialmente como Prozac, torna-se popular. Para Botega, isso muda totalmente o paradigma do tratamento da ansiedade. “Hoje, para tratá-la, na maioria das vezes usamos medicamentos que aumentam a atividade de um neurotransmissor chamado serotonina. É o nosso Bombril: mil e uma utilidades”.

Em relação ao tempo de duração do tratamento, não há protocolos claros para a ansiedade, como existem para a depressão. “Ele pode durar um tempo ou ser necessário pela vida inteira. Ansiedade é como pressão alta: quando descontrola, às vezes é para sempre. Você pode controlar com atividade física, meditação, terapia, mas ela vai estar sempre ali te ameaçando”, diz Martins de Barros.

De acordo com ele, os casos variam bastante: há desde indivíduos que terão alta e nunca mais precisarão de remédios até outros que dependerão de medicamentos para o resto da vida.

Medicalização

Leandro Karnal, historiador e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, aponta outro lado da questão e vê uma “medicalização” do comportamento humano. “Se o aluno não consegue acompanhar as aulas, dão remédio para ele. Nem todo mundo que não presta atenção tem deficit de atenção. A aula pode ser chata mesmo”, argumenta.

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, chama a atenção para o que ela intitula de “epidemia de diagnósticos”, que envolve leigos e profissionais de saúde. Para ela, cada um de nós hoje usa a lógica médica para olhar para o outro e dizer: “Essa pessoa é chata; essa pessoa tem TOC; fulano surtou”. “Nós vivemos à base de diagnósticos e, quando fazemos isso, apagamos a pessoa que está por trás dele”.

 

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