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Torcedor do São Paulo morre ao tentar mudar de setor de arquibancada no Morumbi

 (Foto: Marco Galvão/FotoArena/Estadão Conteúdo)
(Foto: Marco Galvão/FotoArena/Estadão Conteúdo)

Neste domingo (25), durante o clássico entre São Paulo e Corinthians, pelo Campeonato Paulista, um torcedor são-paulino caiu do alto da arquibancada do Morumbi para fora do estádio, pouco antes do início da partida. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

De acordo com outros torcedores que estavam presentes no momento do acidente, ele tentou trocar de setor no estádio pulando a grade que faz a separação das arquibancadas amarelas para as verdes. Essa prática, apesar de muito arriscada e ilegal, é bastante comum nos jogos da equipe tricolor.

No entanto, ao tentar fazer a manobra, o torcedor subiu no anel superior, na parte mais alta do estádio, se desequilibrou e caiu para o lado de fora do estádio Cícero Pompeu de Toledo, próximo ao portão 17.

Segundo informações da Polícia Militar, com a queda, o torcedor, identificado como Bruno Pereira da Silva, caiu sobre um carro da imprensa e teve ferimentos graves na cabeça.

A assessoria de imprensa do São Paulo afirmou que ele recebeu massagem cardíaca ainda no estádio e foi levado para o Pronto Socorro do Campo Limpo, onde recebe atendimento, mas faleceu.

Antes de ser confirmada a morte do torcedor, clube emitiu uma nota lamentando o acidente.

Clássico

São Paulo e Corinthians se enfrentaram pela 11ª rodada do Paulistão. O jogo teve torcida única, como tem acontecido em todos os clássicos disputados no Estado, por determinação da Justiça. Mais 45 mil ingressos foram adquiridos pelos são-paulinos neste dia para acompanhar o confronto. A partida terminou em 1×1, com gols de Maicon e Jô.

Veja a nota do São Paulo na íntegra:

“O São Paulo Futebol Clube lamenta o acidente envolvendo um torcedor antes da partida contra o Corinthians neste domingo (26), no Morumbi. O clube informa que prestou o atendimento imediato logo após a queda do torcedor que tentava acessar outra parte do estádio pulando sobre uma das divisões de setor da arquibancada. O torcedor acidentado foi atendido pela equipe médica contratada pelo clube e levado pela ambulância imediatamente para o Hospital Municipal do Campo Limpo. O clube segue acompanhando o caso.”

 

iG

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Em jogo tenso, São Paulo e Corinthians empatam no Morumbi

Até os 18 minutos do segundo tempo, o São Paulo fazia crer que a melhor defesa é o ataque. Afinal, vencia o clássico deste domingo contra o Corinthians por 1 a 0 dentro de sua casa, embalado por sua torcida (mais de 51 mil pessoas), com um gol do zagueiro e capitão Maicon.

São Paulo x Corinthians
São Paulo x Corinthians

Foto: Mauricio Rummens / Fotoarena / LANCE!

Mas bastou Guilherme Arana encontrar Jô sozinho entre a vendida defesa tricolor para o pesadelo dos gols sofridos colocar em xeque novamente a força ofensiva do time de Rogério Ceni. O gol do centroavante corintiano decretou o empate por 1 a 1 no Majestoso e um duelo marcado por obviedades.

O São Paulo sairia mais para o jogo? Saiu. Criou mais chances? Criou. No primeiro tempo, principalmente pelo lado esquerdo, com a dobradinha Júnior Tavares-Luiz Araújo para cima de Léo Príncipe. Mas também é verdade que, de novo, foi pouco efetivo, sentindo a falta de Cueva e Pratto, seus principais jogadores.

O Corinthians iria defender bem? Defendeu. O organizado sistema defensivo do time de Fábio Carille se fez presente. Mas, óbvio, faltou bala na agulha para golpear o adversário nos contra-ataques. O jovem Pedrinho, de 18 anos, tentou com habilidade. Mas foi pouco. Renan Ribeiro passou quase ileso no primeiro tempo, exceto por um chute de fora da área de Rodriguinho.

As emoções, que não foram poucas, estavam guardadas para a segunda etapa. O São Paulo voltou voando, como fez em vários jogos nesta temporada. E logo Maicon, aproveitando jogada ensaiada no escanteio, abriu o placar. Na comemoração, o zagueiro imitou uma galinha, debochando do rival. Era de se esperar: Maicon estava engasgado com o Corinthians desde a Flórida Cup, quando saiu de campo jurando adversários. Lembram?

Depois do gol, pairou a dúvida: o São Paulo, superior, mataria o jogo sem completar o 13º jogo consecutivo sem sofrer gols? Não foi desta vez. A obviedade veio com uma falha da defesa. Aos 18 minutos, Guilherme Arana encontrou Jô sozinho entre os zagueiros Maicon e Rodrigo Caio. O centroavante cabeceou para fazer seu terceiro gol em três clássicos este ano. Marcou contra todos os rivais. Nada mais cantado…

Quem também não surpreendeu foi a arbitragem. Vinicius Furlan foi mais um a complicar um jogo com decisões equivocadas. A falta de critério foi nítida, principalmente quando aplicou apenas cartão amarelo a Wellington Nem, depois deste acertar uma tesoura em Léo Jabá. O mesmo amarelo foi dado para a comemoração provocativa de Maicon, para faltas que pararam contra-ataques, reclamação e para um lance que ficou inexplicável no próprio Nem, que estava com a bola, e enfim foi expulso aos 48 minutos do segundo tempo. Não dá!

Com duas estratégias completamente diferente de jogos, erros e acertos de cada lado, o resultado foi justo. Tanto o time de Rogério Ceni quanto o de Carille precisam evoluir muito, ganhar a cara de campeão. Afinal, o campeonato está acabando e vem aí as decisões.

A se lamentar o acidente que vitimou um torcedor do São Paulo antes do jogo. Episódio triste. Não foi um clássico de felicidade. Para ninguém. As duas equipes somam cinco jogos sem vitória.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 1 CORINTHIANS

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Hora : 26/03, às 16h
Árbitro: Vinicius Furlan
Assistentes: Anderson Jose de Moraes Coelho e Eduardo Vequi Marciano
Cartões amarelos: Cícero, Maicon, Wellington Nem, Wellington (SPO); Gabriel, Rodriguinho, Pablo, Jô, Maycon (COR)
Cartões vermelhos: Wellington Nem (SPO)
Público/Renda: 51.869/ R$ 1.356.420
Gols: Maicon, aos 4’/2T (1-0); Jô, aos 18’/2T (1-1)

SÃO PAULO : Renan Ribeiro; Araruna, Maicon, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Thiago Mendes e Cícero; Wellington Nem, Luiz Araújo (Neilton, aos 35’/2T) e Gilberto (Chavez, aos 27’/2T). Técnico: Rogério Ceni.

CORINTHIANS: Cássio, Léo Príncipe, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana (Moisés, aos 38’/2T); Gabriel, Jadson, Maycon, Rodriguinho (Camacho, aos 37’/2T) e Pedrinho (Léo Jabá, aos 17’/2T); Jô. Técnico: Fábio Carille.

Terra

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São Paulo faz 5 na Ponte Preta em estreia de Ceni como técnico no Morumbi

Marcello Zambrana/AGIF
Marcello Zambrana/AGIF

Uma exibição de gala para coroar a estreia de Rogério Ceni como técnico no Morumbi. Foi desta forma que o São Paulo respondeu à estreia frustrada no Campeonato Paulista. Em casa, diante de mais de 50 mil pessoas, o clube tricolor sobrou e goleou a Ponte Preta pelo placar de 5 a 2, com três gols do centroavante Gilberto.

Desde o princípio, o São Paulo sobrou diante do rival de Campinas. Nem o gol da Ponte Preta anotado por Matheus Jesus, no início da partida, abalou a atuação são-paulina. Pressão na saída de bola, intensidade e muita movimentação resultaram em uma virada tranquila, a qual terminou em goleada e aplausos dos torcedores.

O São Paulo, desta forma, conquista a primeira vitória no Campeonato Paulista de 2017 e já assume a liderança do Grupo B do Estadual; na estreia, o time de Rogério Ceni perdeu por 4 a 2 para o Audax. A Ponte Preta fica na lanterna do Grupo D, também com três pontos.

Depois do show, o primeiro grande teste competitivo. O São Paulo retorna a campo na próxima quarta-feira, quando, a partir das 21h45 (de Brasília), terá pela frente o rival Santos, na Vila Belmiro. A Ponte Preta recebe o Botafogo-SP na mesma data, mas às 19h30.

Quem foi bem: Gilberto

Uma chance. Três gols. O corte de Chávez por desgaste muscular abriu espaço para Gilberto protagonizar primeira tarde de futebol neste ano no Morumbi. O camisa 17 são-paulino balançou as redes três vezes e comandou a goleada da equipe de Rogério Ceni. Cueva, mais uma vez, também somou mais uma ótima atuação para o currículo.

Quem foi mal: Fábio Ferreira e Kadu

A goleada são-paulina deu-se muito por conta da vitória nos duelos individuais sobre a dupla de zaga ponte-pretana. Kadu perdeu duas vezes de Gilberto, e o camisa 17 são-paulino não perdoou. Fábio Ferreira tomou um belo drible de Luiz Araújo. No quinto gol, a defesa observou a bola cruzar a área antes de novamente Gilberto balançar as redes.

Prazer, Pratto e Jucilei!

Antes de a bola rolar, o gramado do Morumbi recebeu duas caras novas. O atacante Lucas Pratto e o meio-campista Jucilei se apresentaram ao público presente no estádio são-paulino, que recebeu um bom público na tarde deste domingo. O centroavante argentino será oficialmente apresentado nesta segunda-feira, enquanto o meio-campista vestirá pela primeira vez o uniforme na terça-feira.

Daniel Vorley/AGIF

Pressão na saída de bola é recompensada

O São Paulo de Rogério Ceni apresenta uma característica chamativa neste início de trabalho: a pressão na marcação. Eram raros os momentos em que algum jogador da Ponte Preta possuía espaço para pensar e jogar. Dois dos quatro gols nasceram a partir de bolas recuperadas, ambos anotados pelo centroavante Gilberto.

Vaias pela decisão

A decisão de João Schmidt não renovar contrato com o São Paulo repercutiu mal entre a torcida. O nome do meio-campista, que irá para o Atalanta-ITA no meio do ano, foi vaiado por parte dos torcedores durante o anúncio das escalações. Ficou a mágoa.

Ah, Sidão

O São Paulo teve um trabalho extra para correr atrás da Ponte Preta. Apesar de controlar o ritmo de jogo, saiu atrás do marcador. Matheus Jesus, aos 22min, arriscou de canhota de fora da área e contou com a colaboração de Sidão. O goleiro são-paulino não conseguiu espalmar o chute do ponte-pretano.

Categoria de Rodrigo Caio

A maturidade de Rodrigo Caio impressiona a cada temporada. Nesta tarde de futebol no Morumbi, um lance exemplifica a evolução do zagueiro. Sidão saiu jogando com o camisa 3, que rapidamente recebeu a pressão de um atacante ponte-pretano. A solução do campeão olímpico? Um toque de letra para clarear o jogo para Júnior Tavares.

Chávez é cortado…

Autor de dois dos três gols da equipe tricolor em 2017 – o outro foi marcado por Gilberto, titular nesta tarde – o argentino Chavez acabou cortado da relação, em virtude de um desconforto muscular, e desfalcou o time diante da Ponte Preta.

…substituto embala

Substituto de Chávez, Gilberto usou o domingo para se exibir de maneira inspiradora diante do torcedor são-paulino. Três gols na goleada são-paulina diante da Ponte Preta. Um recado para Lucas Pratto?

Pottker ignora negociação frustrada

A negociação frustrada entre a Ponte e o Corinthians manteve Willian Pottker definitivamente em Campinas. No primeiro compromisso depois de toda a ‘novela’ da última semana, o camisa 9 ignorou qualquer abatimento e deu muito trabalho para a defesa são-paulina, especialmente ao lateral-esquerdo Júnior Tavares.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 5 X 2 PONTE PRETA

Data e hora: 12 de fevereiro de 2017, domingo, às 17h (de Brasília)
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Alex Ang Ribeiro
Público e renda: 50.952 pessoas; R$ 1.312.376,00
Cartões amarelos: Cícero (São Paulo); Jeferson, Kadu, Nino Paraíba (Ponte Preta)
Gols: Cueva, aos 32 minutos, Gilberto, aos 44 do primeiro tempo, aos 13 e aos 24 do segundo, e Thiago Mendes, aos 11 do segundo tempo (São Paulo); Matheus Jesus, aos 22 do primeiro tempo, e Lucca, aos 38 do segundo (Ponte Preta)

SÃO PAULO: Sidão; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Jr Tavares; Thiago Mendes (Araruna), João Schmidt, Cícero (Lugano) e Cueva (Shaylon); Luiz Araújo e Gilberto
Técnico: Rogério Ceni

PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Kadu, Fábio Ferreira e Jeferson (Artur); Jádson, Naldo e Matheus Jesus (Yago); Lucca, Clayson (Lins) e William Pottker
Técnico: Felipe Moreira

Uol

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Sob vaias, SP perde para Juventude no Morumbi e se complica na C. do Brasil

jogoEm sua estreia na Copa do Brasil depois da participação na Libertadores, o São Paulo saiu do Morumbi com uma derrota por 2 a 1 para o Juventude. Nesta quarta-feira (24), a equipe de Ricardo Gomes sofreu para criar chances e deixou o campo sob protestos da pouca torcida presente – apenas 6.643 pessoas estiveram no estádio.

Roberson foi responsável pelos dois gols do Juventude na partida – Chávez descontou para o São Paulo. A partida contou ainda com a expulsão do zagueiro Ruan, aos 35 minutos do segundo tempo. Apesar de ter um a mais por 10 minutos, o time do Morumbi pouco conseguiu criar para buscar o empate.

Com o resultado, o São Paulo precisará vencer por dois gols de diferença no Rio Grande do Sul para conseguir a classificação para as quartas de final do torneio. O duelo está marcado para o dia 21 de setembro, no estádio Alfredo Jaconi.

Juventude aposta no contra-ataque e Roberson aproveita as chances

A partida começou com o São Paulo pressionando. Mas à espera do contra-ataque, foi o Juventude quem abriu o placar. Aos 9 minutos do primeiro tempo, Roberson invadiu a área pela esquerda e bateu rasteiro. A bola passou por baixo do goleiro Denis e morreu no fundo do gol.

No segundo tempo, um roteiro parecido: o São Paulo ficava com a bola e tentava sem sucesso criar jogadas de ataque, enquanto o Juventude esperava por uma chance. E ela veio quando Lucas invadiu a área e foi derrubado por Thiago Mendes. Na cobrança, mais uma vez Roberson balançou as redes do São Paulo.

Mais um estrangeiro marca para o São Paulo

Com dificuldade na criação durante todo o primeiro tempo, o São Paulo conseguiu o empate após um cruzamento para a área. Aos 39 minutos, Carlinho foi ao fundo e lançou na cabeça de Chávez. O argentino se antecipou à marcação e mandou para as redes de Elias.

O gol conta com uma curiosidade. Os últimos nove tentos são-paulinos foram marcados por estrangeiros: Jonathan Calleri (2), Cueva (2) e Chávez (5).

Torcida pouco comparece, mas protesta

Em sua estreia na Copa do Brasil, o São Paulo contou com um público baixo no Morumbi. Apenas 6.643 estiveram no estádio para acompanhar o empate contra o Juventude. E logo no começo, a torcida se mostrou impaciente com a equipe, reclamando a cada erro cometido.

Mais tarde, com 1 a 1 no placar, a torcida passou a pedir raça e reclamar da atuação do São Paulo. “Não é mole, não. Eu estou cansado de time amarelão”, foi um dos cantos ouvidos no Morumbi. Quando o Juventude fez o segundo, o alvo passou a ser Gustavo Vieira de Oliveira, gerente de futebol do time são-paulino.

Alterações no time titular não surtem efeito

Depois da fraca atuação contra o Internacional, o técnico Ricardo Gomes decidiu mexer na equipe titular para melhorar a movimentação em campo. Para o duelo, duas alterações: Thiago Mendes no lugar de Michel Bastos e Carlinhos na posição antes ocupada por Mena.

As mudanças, porém, fizeram pouco efeito dentro de campo. Durante todo o primeiro tempo, o São Paulo quase não conseguia criar jogadas com a bola no chão. Apesar disso, foi de Carlinhos a assistência para o único gol são-paulino. O jogador, inclusive, acabou vaiado pela torcida ao pedir apoio depois do tento.

Desfalque olímpico

Para o duelo, o São Paulo não pôde contar com o zagueiro Rodrigo Caio. Campeão olímpico com a seleção brasileira, o defensor foi liberado para viajar à Itália e obter a cidadania italiana. Antes da partida, o presidente Leco admitiu que a saída do jogador para a Europa é uma possibilidade. “Ele tem interesse, já revelou para mim em mais de uma oportunidade”, afirmou.

Uol

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São Paulo empata no fim com a Chapecoense no Morumbi e aumenta jejum

O São Paulo aumentou seu jejum de vitórias desde a eliminação na semifinal da Libertadores para o Atlético Nacional. Neste domingo (31), no Morumbi, o time tricolor buscou no final um empate por 2 a 2 com a Chapecoense, somando o terceiro jogo seguido pelo Campeonato Brasileiro sem ganhar – também empatou por 1 a 1 com o Corinthians e perdeu por 1 a 0 do Grêmio.

Kempes e Thiego, de cabeça, fizeram os gols do time catarinense logo no início da partida. O São Paulo pressionou o jogo todo e diminuiu com Cueva no segundo tempo. Já nos últimos minutos, Cueva voltou a marcar, de pênalti, e garantiu o empate.

O resultado deixou o São Paulo com 23 pontos, na 10ª colocação, enquanto a Chapecoense, com os mesmos 23 pontos, está no 11º lugar.

DEFESA DO SÃO PAULO VACILA DUAS VEZES

Felipe Rau/Estadão Conteúdo

Os dois gols sofridos logo no início atrapalharam muito o São Paulo, que não fez um mau jogo. E ambos os lances saíram em vacilos da defesa tricolor. Aos 5 minutos, Kempes subiu sozinho entre Maicon e Carlinhos para cabecear; já aos 13, Thiego ganhou pelo alto após levantamento de bola parada e escorou para as redes. “Falha nossa na parte defensiva. Infelizmente eles foram duas vezes e fizeram dois gols”, lamentou o capitão Maicon.

CHAPECOENSE SE DEFENDE

Em vantagem desde os 5 minutos, a Chapecoense pôde se concentrar em se defender. E fez isso muito bem, com linhas próximas que dificultaram a articulação do São Paulo. Em vários momentos, com o meia Gil acompanhando o lateral Carlinhos até o fim, o time catarinense ficava com uma linha de cinco jogadores na defesa. A saída para o São Paulo foi tentar de fora da área, mas faltou pontaria em chutes de Centurión, Thiago Mendes e Luiz Araújo. Só Cueva acertou o pé.

CENTURIÓN LEVA PERIGO, MAS FINALIZA MAL

Envolvido em negociação com o Boca Juniors, Centurión pode ter feito seu último jogo com a camisa do São Paulo. Improvisado como centroavante no primeiro tempo, o argentino foi bem, com movimentação e dribles. Mesmo com a entrada de Chávez no segundo tempo, Centurión seguiu centralizado no ataque e voltou a levar perigo para a defesa da Chape em lances individuais, dando a assistência para o gol de Cueva. Mas novamente faltou capricho nas finalizações.

BAUZA LANÇA O TIME À FRENTE

Perdendo por 2 a 0, o técnico Edgardo Bauza fez substituições agressivas. No intervalo, o volante Thiago Mendes deu lugar ao estreante Chávez, que jogou centralizado na frente ao lado de Centurión. Mais tarde, Carlinhos saiu para a entrada de mais um atacante, Luiz Araújo, movendo Michel Bastos para a lateral esquerda. O São Paulo pressionou e a Chapecoense se segurou como pôde, até a mão na bola de Josimar que resultou em pênalti no fim.

CUEVA E DENIS SALVAM O SÃO PAULO

Bruno Ulivieri/Raw Image/Estadão Conteúdo

A derrota no Morumbi só não aconteceu por causa dos pés de Cueva e das mãos de Denis. O meia peruano foi decisivo com dois gols – o primeiro, após ótima jogada de Centurión, e o segundo de pênalti, depois que Josimar desviou com a mão um cruzamento na área. Já o goleiro tricolor fez duas grandes defesas nos últimos minutos, em batidas cara a cara de Bruno Rangel e Hyoran.

RECORDE DE PÚBLICO DO BRASILEIRÃO

A partida também registrou o recorde de público desta edição do Campeonato Brasileiro. Com 54.996 torcedores, o jogo superou por pouco os 54.665 que assistiram a Flamengo 1 x 2 Palmeiras, em 5 de junho, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

FICHA TÉCNICA

São Paulo 2 x 2 Chapecoense

Local: Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: 31/07/2016
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Gols: Kempes, aos 5 minutos, e Thiego, aos 13 minutos do primeiro tempo; Cueva, aos 16 e aos 41 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bruno, Cueva, Chávez e Hudson (São Paulo); Filipe Machado (Chapecoense)

São Paulo: Denis; Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos (Luiz Araújo); Hudson e Thiago Mendes (Chávez); Kelvin (Pedro Bortoluzo), Cueva e Michel Bastos; Centurión. Técnico: Edgardo Bauza

Chapecoense: Danilo; Gimenez (Matheus Biteco), Thiego, Filipe Machado e Dener; Josimar e Cleber Santana; Gil, Hyoran e Martinuccio (Tiaguinho); Kempes (Bruno Rangel). Técnico: Caio Júnior

Uol

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São Paulo é punido e deve pegar o Galo fora do Morumbi na Libertadores

São Paulo perdeu direito de usar seu estádio em um jogo da fase de grupos (Foto: Ag. Estado)
São Paulo perdeu direito de usar seu estádio em
um jogo da fase de grupos (Foto: Ag. Estado)

O São Paulo foi punido na tarde desta sexta-feira pela Conmebol, e não deverá enfrentar o Atlético Mineiro, no dia 17 de abril, no Morumbi. O clube perdeu o direito de mandar um jogo da fase de grupos da Libertadores em seu estádio, em razão da briga entre seus seguranças, policiais e integrantes da comissão técnica do Tigre na final da Copa Sul-Americana, no dia 12 de dezembro. Como as partidas contra The Strongest, na próxima quinta-feira, e Arsenal, no dia 7 de março, estão próximas, a tendência é que a punição seja cumprida na última rodada, diante do Galo.

O São Paulo tem sete dias para recorrer da sentença, e provavelmente o fará na semana que vem, embora ainda não haja uma definição da diretoria. A Conmebol “sugeriu” o cumprimento da pena no confronto nacional por causa da data do jogo, mas o clube poderá tentar passar a punição para a partida diante do Arsenal. Caso tudo seja mantido, a tendência é que o Pacaembu seja o palco do duelo entre os brasileiros.

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Além do veto ao Morumbi em um dos jogos, o Tricolor foi multado em cem mil dólares (cerca de 200 mil reais), mesmo valor que o Tigre terá de pagar em razão da confusão. Na ocasião, seguranças brasileiros e membros do clube argentino ficaram machucados, e o vestiário dos visitantes do São Paulo foi bastante danificado.

A Conmebol abriu investigação sobre o caso e os clubes se defenderam. Cada um responsabilizou o adversário por ter iniciado o conflito. No fim do primeiro tempo, o São Paulo vencia por 2 a 0 e os jogadores do Tigre cercaram os brasileiros na descida para o vestiário, numa discussão que tinha o atacante Lucas como pivô. Poucos minutos após seguirem para seu vestiário, alguns argentinos voltaram correndo para o campo, reclamando agressão. Eles chamaram a imprensa, mas só permitiram que compatriotas descessem as escadas.

A polícia chegou ao local e a briga ficou generalizada. A versão do Tigre era de que os seguranças do São Paulo agrediram a delegação nos corredores. Já o Tricolor afirma que os argentinos tentaram invadir uma área à qual não tinham acesso, e foram contidos pelos funcionários, que pediram reforço policial.

O Tigre decidiu não voltar para o segundo tempo, e o árbitro encerrou a partida, dando o título ao São Paulo, que comemorou, deu a volta olímpica e levantou a taça. A Conmebol, nesta sexta-feira, voltou a confirmar a conquista da equipe, que em razão dela, vai enfrentar o Corinthians, atual campeão da Libertadores, pelo título da Recopa deste ano.

Vestiário do Tigre após a partida contra o São Paulo (Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)Vestiário do Tigre danificado após a partida contra o São Paulo (Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)
Globoesporte.com

Zagueiros falham, e Flu arranca empate do São Paulo no Morumbi

Foto: Edson Lopes Jr./Terra

Gum e Rafael Tolói não esquecerão a tarde deste domingo no Estádio do Morumbi. Não por uma brilhante atuação, mas sim por conta de falhas clamorosas que definiram um resultado importante na tabela do Campeonato Brasileiro. Contando com erros crassos dos dois defensores, São Paulo e Fluminense empataram por 1 a 1, em confronto válido pela 34ª rodada da competição nacional. Melhor para Luís Fabiano e Fred, que aproveitaram os lances para balançarem as redes.

O resultado no Estádio do Morumbi pouco altera a situação dos dois clubes na tabela de classificação. O Fluminense segue incontestável na liderança da competição, muito próximo do título, agora com 73 pontos somados. Já o São Paulo está muito próximo de confirmar a classificação à próxima edição da Copa Libertadores da América. A equipe comandada por Ney Franco, quarta colocada, alcançou os 59 pontos.

Depois do compromisso deste final de semana contra o líder da competição, o São Paulo volta a campo já na próxima quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), quando terá pela frente a Universidad de Chile, no Morumbi, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana – na primeira partida, o clube paulista venceu por 2 a 0, em Santiago. Já o Fluminense segue apenas concentrado no Brasileiro: encara o desesperado Palmeiras, no domingo, às 17h, no Estádio Prudentão, em Presidente Prudente.

Recebendo o maior público da temporada no Campeonato Brasileiro, o Estádio do Morumbi exibiu um cenário de decisão, digno para um confronto envolvendo um dos melhores times do segundo turno e o atual líder da competição. Contando com o apoio do público, o São Paulo, muito perto de assegurar uma vaga na próxima edição da Libertadores, começou a partida melhor, impondo seu ritmo veloz e acuando o Fluminense no campo defensivo.

Apesar da maior posse de bola e ação ofensiva, o São Paulo ficou longe de levar grande perigo à meta defendida por Diego Cavalieri. Pelo contrário, a grande chance da primeira etapa surgiu justamente do outro lado do gramado. Aos 35min, depois de cruzamento para a área e desvio de Fred, Rogério Ceni se atrapalhou com a defesa e viu a bola caprichosamente sair ao lado da trave direita são-paulina.

O susto sofrido na parte final do primeiro tempo serviu para o São Paulo acelerar o ritmo no retorno do intervalo. Logo nos minutos iniciais, o clube do Morumbi adiantou a marcação, e a atitude resultou na abertura do marcador. Luís Fabiano apenas se aproximou de Gum e testemunhou uma falha clamorosa do zagueiro, que tentou recuar para Cavalieri. Com categoria, o centroavante driblou o goleiro e tocou para as redes.

O tento anotado pelo São Paulo a partir do erro crasso de Gum, contudo, não abateu o Fluminense. Maduro e bem postado em campo, o clube carioca conseguiu rapidamente equilibrar a partida e aos poucos assustar Rogério Ceni. Entretanto, o empate só veio a partir de outro erro individual. Aos 22min, Rafael Tolói tentou proteger a bola, mas perdeu a disputa para Samuel. O jovem atacante apenas rolou para o artilheiro Fred anotar seu 17º gol no Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 x 1 FLUMINENSE

Gols:

SÃO PAULO: Luís Fabiano, aos 5min do 2º tempo

FLUMINENSE: Fred, aos 22min do 2º tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Tolói, Rhodolfo e Cortez; Wellington e Denílson; Lucas, Jadson (Willian José) e Osvaldo (Ademílson); Luís Fabiano.
Técnico: Ney Franco.

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho e Jean; Wellington Nem (Diguinho), Thiago Neves (Higor) e Rafael Sóbis (Samuel); Fred.
Técnico: Abel Braga.

Cartões Amarelos
SÃO PAULO: Wellington e Luís Fabiano
FLUMINENSE: Gum

Árbitro
Héber Roberto Lopes (Fifa/PR)

Local
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Terra

Pressionados, Palmeiras e São Paulo fazem clássico nervoso no Morumbi

Luis Fabiano e Barcos são as armas das duas equipes (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

São Paulo x Palmeiras é um duelo de muita rivalidade e, como tal, envolve tensão e nervosismo. São 76 anos de história e 286 confrontos realizados. Decisões de campeonatos, triunfos históricos de lado a lado e heróis que se sucederam. Além de toda essa carga, o Choque-Rei deste sábado, às 16h (de Brasília), no estádio do Morumbi, tem ainda mais ingredientes para torná-lo tenso. Os dois times estão em situações diferentes na classificação do Campeonato Brasileiro, mas igualmente pressionados.

De um lado, o Tricolor, comandado por Ney Franco, necessita da vitória para manter sua caça ao G-4 do Campeonato Brasileiro – com 43 pontos, o time está quatro atrás do Vasco. Obcecado por uma vaga na Taça Libertadores de 2013, a equipe do Morumbi ataca em duas frentes. Além do nacional, se mantém na Copa Sul-Americana – atualmente disputa as oitavas de final e está a um empate sem gols com o LDU de Loja, do Equador, no Morumbi, para avançar.

A situação do Verdão é a mesma. Vivo na Copa Sul-Americana (também nas oitavas, podendo até perder por um gol para o Millonarios, da Colômbia, fora), mas em situação delicada no Brasileiro, o time precisa do triunfo para diminuir sua desvantagem para o Coritiba, primeiro clube que está fora da zona do rebaixamento. O Coxa, 16º, tem 32, e o Verdão, 18º, tem 26 . O time que capengava nas mãos de Luiz Felipe Scolari ganhou nova vida com Gilson Kleina. Venceu seus últimos três jogos, marcou nove gols e deu esperança ao torcedor.

Os dirigentes palmeirenses resolveram apimentar o confronto ao tentarem vetar a escalação do árbitro Paulo César de Oliveira. O clube alega que é prejudicado desde 1997 e encaminhou à CBF um dossiê contendo 28 supostos erros do árbitro contra o clube. A iniciativa não surtiu efeito e ainda provocou críticas do técnico são-paulino Ney Franco, que acusou os dirigentes de quererem influenciar a arbitragem.

Objetivos traçados, pressão na arbitragem, expectativa de grande público. Por tudo isso, a expectativa é de um duelo aberto e ao mesmo tempo nervoso. A partida será transmitida para todo o país pelo canal Premiere, através do sistema pay-per-view. O GLOBOESPORTE.COM também acompanhará o duelo em Tempo Real, com vídeos exclusivos, a partir das 15h30m.

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São Paulo: o técnico Ney Franco não fez mistério. No treino da última sexta-feira, comandou um coletivo no CT da Barra Funda e confirmou o time no esquema 4-2-3-1, mesmo com a presença de três atacantes em campo (Jadson e Osvaldo formarão com Lucas uma linha no meio). Luis Fabiano, recuperado de lesão, volta ao comando do ataque, assim como os volantes Wellington e Denilson, livres de suspensão. O desfalque será Rhodolfo, suspenso. O time entrará em campo com: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Cortez; Denilson e Wellington; Lucas, Jadson e Osvaldo; Luis Fabiano.

Palmeiras: sem Thiago Heleno, Luan e Maikon Leite, Kleina avisa que deve manter o esquema que vem dando certo no início de seu trabalho. Mesmo assim, pode promover o retorno do volante Henrique à zaga, sua posição de origem. Se isso ocorrer, Román será sacado e Correa entrará no meio-campo. No ataque, Mazinho e Obina disputam vaga, com vantagem para o primeiro. O time: Bruno, Artur, Maurício Ramos, Román (Correa) e Juninho; Henrique, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia; Mazinho e Barcos.
quem esta fora (Foto: arte esporte)

São Paulo: o zagueiro Rhodolfo terá de cumprir suspensão automática. Cañete, recuperado de lesão no joelho direito, ainda aprimora a forma física. Fabrício, que operou o joelho esquerdo, só retorna em 2013. Já Paulo Henrique Ganso, que ainda se recupera de um estiramento na coxa esquerda, não tem previsão de estreia.

Palmeiras: Thiago Heleno, com dores no pé direito, e Maikon Leite e Luan, suspensos, são os principais desfalques. Além da suspensão, Maikon se recupera de uma pancada no tornozelo direito. Ainda estão fora o volante Wesley, que já está curado de uma lesão no joelho direito, mas ainda está fora de forma; o volante João Vitor, com lesão no dedo mínimo do pé direito; e o lateral-esquerdo Fernandinho, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e só volta a jogar em 2013. .

header pendurados (Foto: ArteEsporte)


São Paulo:
Ademilson, Douglas, Ganso, Jadson, João Filipe, Maicon, Osvaldo, Paulo Assunção, Rodrigo Caio e Rogério Ceni.

Palmeiras: Daniel Carvalho, Hernan Barcos, Juninho, Luan, Márcio Araújo, Mauricio Ramos, Valdivia e Wellington.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Paulo Cesar Oliveira (Fifa/SP) apita a partida, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP). Paulo César Oliveira arbitrou dez jogos no Brasileirão, marcou 341 faltas (média de 34,1 por jogo), aplicou 39 amarelos (média de 3,9 por jogo), dois vermelhos (média de 0,2 por jogo) e quatro pênaltis (média de 0,4 por jogo). O campeonato tem média de 5,03 amarelos, 0,29 vermelho, 36,7 faltas e 0,21 pênalti. O árbitro apitou um jogo do Tricolor na Série A deste ano: São Paulo 3 x 1 Portuguesa, pela 25ª rodada.
header fique de olho 2

São Paulo: Luis Fabiano. De volta à equipe, o atacante é uma das principais apostas de Ney Franco. O desempenho do camisa 9 é muito bom no ano. Em 31 partidas disputadas, ele marcou 24 gols.

Palmeiras: Barcos. Com 23 gols na temporada, o atacante é a principal esperança para vazar a defesa são-paulina. Faltam apenas quatro para o Pirata atingir sua meta de 27, estipulada em sua chegada ao clube, no início do ano. Com o argentino em dia inspirado, o Verdão tem meio caminho andado para uma boa atuação no Morumbi.
header o que eles disseram

Ney Franco, técnico do São Paulo: “O Palmeiras perdeu um jogador importante, o Maikon Leite, que dá velocidade pelas laterais. Pelo que observamos, existe uma dúvida entre manter esse jeito de jogar, com a entrada do Mazinho, ou então atuar com duas referências na área, com o Obina, jogador que tenho ótimas recordações da época em que trabalhamos no Flamengo. O Palmeiras cresceu muito de produção nos últimos jogos e merece todo o nosso respeito.”

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras: “O adversário está buscando uma Libertadores, e nós temos o nosso campeonato, que é se aproximar do 16º colocado. Sabemos o que representa um clássico como esse. O Palmeiras está  crescendo e espero continuar nesse ritmo”.

header números e curiosidades

* Faz dez anos que o Palmeiras não bate o São Paulo jogando no Morumbi. A última vitória do Verdão na casa do Tricolor foi no dia 20 de março de 2002, quando venceu por 4 a 2 pelo Torneio Rio-São Paulo, gols de Magrão, Claudecir, Alex e Arce. França e Kaká descontaram para o Tricolor.

* Nas últimas 18 vezes que o São Paulo enfrentou o Palmeiras no Morumbi, o Tricolor venceu 11 vezes e houve sete empates.

* Empate é o resultado mais comum no retrospecto recente deste clássico. Nas últimas dez partidas entre as duas equipes, cada equipe venceu duas vezes e houve seis igualdades.

* Nas últimas 20 vezes que São Paulo e Palmeiras se enfrentaram houve apenas uma vitória por mais de dois gols de diferença. No Paulistão 2008, o Palmeiras goleou por 4 a 1 em Ribeirão Preto. A última vitória são-paulina por mais de dois gols de diferença foi no Brasileirão 2006, quando fez 4 a 1.

* Ano passado, as duas equipes se enfrentaram três vezes, com uma vitória palmeirense e dois empates. No Paulistão-2011, as duas equipes empataram em 1 a 1 no Morumbi, gols de Fernandinho e Adriano. No Brasileirão, novo empate (1 a 1) no Morumbi, e vitória do Verdão por 1 a 0 no Pacaembu.

* Foi pelo Brasileirão de 2010 que o São Paulo conseguiu suas últimas vitórias sobre o Palmeiras: 1 a 0 no Morumbi (26 de maio de 2010) e 2 a 0 no Pacaembu (19 de setembro de 2010).

* São Paulo e Palmeiras fazem um dos clássicos de retrospecto mais desequilibrado da história do Campeonato Brasileiro. Em 51 jogos, o São Paulo conseguiu apenas nove vitórias (18%) e chegou a amargar um tabu de 27 anos (ou 25 jogos) sem derrotar o Palmeiras em Brasileiros. A equipe do Morumbi ficou sem vencer o rival de 1973 a 2000.

header último confronto v2

Palmeiras e São Paulo se enfrentaram pela última vez no dia 15 de julho deste ano, em jogo válido pela 9ª rodada do Brasileirão. A partida foi disputada em Barueri e terminou com o empate em 1 a 1. Luis Fabiano abriu o marcador no primeiro tempo, e Mazinho definiu o resultado na segunda etapa. Valdivia ainda perdeu um pênalti, que foi defendido por Denis. O Verdão, que havia acabado de conquistar a Copa do Brasil, entrou em campo com Bruno, Artur, Maurício Ramos (Maikon Leite), Leandro Amaro e Juninho; Henrique, Márcio Araújo, João Vítor e Valdivia; Mazinho (Fernandinho) e Betinho (Cicinho). Já o Tricolor de Ney Franco atuou com Denis, Douglas (Willian José), Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortês; Denilson (Maicon), Casemiro (Rodrigo Caio), Cícero e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano.

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Com coro por Ganso e Lucas genial, São Paulo bate a Lusa no Morumbi

A torcida do São Paulo gritou o nome de quatro jogadores no Morumbi: o ídolo Rogério Ceni, o craque Lucas, o artilheiro Luis Fabiano e o santista Ganso. Sim, ele ainda nem chegou, deve assinar contrato na segunda-feira, mas já foi bem-vindo. “Uh, terror, o Ganso é tricolor!”, festejaram os torcedores, esperançosos de que seu talento possa consertar parte dos problemas da equipe.

Problemas que voltaram a aparecer, mas não impediram a vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, no Morumbi. Novamente, o talento individual se sobrepôs a uma atuação por muitas vezes atrapalhada e apressada, com exceção de mágicos 15 minutos. Talento principalmente de Lucas, que não fez o seu, mas infernizou os zagueiros e deu gols para Cortez e Luis Fabiano decidirem o jogo.

A Portuguesa mostrou bem menos do que vinha fazendo no Campeonato Brasileiro. Com um time recuado, sem criatividade, só marcou após um erro de Rafael Toloi. Sorte e mérito do incrível Bruno Mineiro, que aproveitou a chance e fez seu nono gol em 11 jogos. Geninho terá trabalho para consertar sua defesa. Foi muito fácil para o São Paulo se aproximar de sua área. Os três gols poderiam ter sido quatro, cinco, seis… Mesmo sem uma atuação inspirada.

Inspiração que poderá vir com Ganso. Para aquele jogador maduro e genial do início da carreira, há lugar ao lado de Jadson, Lucas e Luis Fabiano. Ney Franco terá de se virar para fazer o time marcar. Mas para o Ganso dos últimos tempos, será complicado se juntar ao trio.

Os dois times voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro no próximo fim de semana. No sábado, às 21h, a Portuguesa encara outro grande paulista, o Santos, no Pacaembu. Já o São Paulo volta a jogar no Morumbi: recebe o Cruzeiro, adversário direto por uma vaga na Libertadores, no domingo, às 16h.

Lucas, São Paulo e Portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)Lucas, do São Paulo, parte pra cima da Portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)

Tricolor começa a mil, mas falha na zaga

Quinze minutos de sonho e 30 de marasmo para o São Paulo. Resumo simples do primeiro tempo. As trocas de passes entre Maicon, Jadson, Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano assustaram a Portuguesa e espantaram o torcedor no Morumbi. Nos dez primeiros minutos, a equipe criou três grandes chances de abrir o placar. O craque Lucas deitou e rolou, o artilheiro Luis Fabiano perdeu e Osvaldo, “patinho feio” num quarteto em que os outros três estão convocados para a seleção brasileira, colocou o São Paulo na frente, aos 5 minutos.

A Lusa parecia assustada e recuada demais, principalmente com os dribles de Lucas. Pra lá, pra cá, tão rápido que quase chegou ao ponto de driblar a ele mesmo. Mas tudo passa. O susto passou, e aos poucos Bruno Mineiro ganhou companhia no ataque, inclusive na marcação da saída de bola do São Paulo, que teve dificuldade em sair de trás.

Osvaldo, São Paulo e Portuguesa (Foto: Idário Café / VIPCOMM)Com Dida no chão, Osvaldo abre o placar para
o São Paulo (Foto: Idário Café / VIPCOMM)

Antes de se perder totalmente em campo, o Tricolor ainda criou mais uma chance. O cruzamento do improvisado lateral-direito Wellington encontrou a cabeça de Fabuloso, que desperdiçou sua terceira oportunidade.

Daí pra frente, o sonho inicial se transformou em terror. Mas não o “terror” que a torcida já cantava na arquibancada e vem da Baixada Santista. Um terror proporcionado por um time apressado e que errou demais. A Lusa nem precisou se esforçar muito. Conseguiu trocar mais passes no campo de ataque e aproveitou erro de Rafael Toloi.

O zagueiro, que já havia ficado no chão no gol de cabeça sofrido contra o Atlético-MG, errou o tempo da subida e desviou para trás, nos pés de Bruno Mineiro, que marcou seu nono gol em 11 jogos no Campeonato Brasileiro, e fez a festa da Fabulosa no Morumbi. Calma… Da Leões da Fabulosa! A torcida rubro-verde, presente em número minúsculo.

Foi assim, com a Fabulosa em festa e o Fabuloso em baixa, que terminou a etapa inicial.

Vitória tricolor vem no segundo tempo

O São Paulo tem Jadson, o maior garçom do Brasileirão com oito passes para gols, e está prestes a ter Ganso. E em determinado momento do segundo tempo, Toloi e Rhodolfo estavam armando, ou tentando armar as jogadas de ataque. Claro que não deu certo, e claro sinal de que a equipe continuou um bom tempo sem atuar bem.

Ao menos a marcação se encaixou melhor e parou de dar liberdade para que Léo Silva, Boquita e Mosiés trocassem passes no meio de campo. A marcação só não foi capaz de impedir o lindo giro de Ananias, que quase acertou o ângulo de Rogério Ceni. Seria um golaço!

Mas com o jogo tão equilibrado e nem tão bem disputado, golaço seria luxo. O importante era balançar as redes. O São Paulo deixou isso claro. Seria um golaço se o chute de Lucas entrasse direto no gol de Dida, mas havia um Cortez no meio do caminho. O lateral-esquerdo, posicionado como centroavante, desviou e não deu chance a Dida.

A vantagem e a chance perdida por Bruno Mineiro foram suficientes para Ney Franco desmontar seu esquema super ofensivo e trocar Osvaldo por Casemiro. Os donos da casa cresceram. Geninho respondeu com Rodriguinho no lugar de Ananias. O problema é que a Lusa já não tinha a mesma organização para sair da defesa para o ataque.

Como se esse fosse o maior problema… O problema mesmo, com letras garrafais, se chamava Lucas. Endiabrado, ele entrou na área como se estivesse chegando em casa, com as portas abertas, e esticou o tapete vermelho para Luis Fabiano fazer seu 12º gol no Brasileirão, isolando-se na artilharia do torneio. Aplausos para a dupla e o Morumbi, novamente, com o Fabuloso calando a Fabulosa.

Lucas e Luis Fabiano, São Paulo e Portuguesa (Foto: Idário Café / VIPCOMM)Luis Fabiano marca e faz graça, ao lado de Casemiro e Lucas (Foto: Idário Café / VIPCOMM)

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