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Moro: ´Quero apenas uma superintendência da PF, a do Rio”, teria pedido Bolsonaro

Em depoimento à Polícia Federal, no último sábado (2), o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pediu no começo de março deste ano a troca do chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

“Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”, disse Bolsonaro a Moro, por mensagem de WhatsApp, segundo transcrição do depoimento à PF.
A íntegra do depoimento foi divulgada pela CNN Brasil.

Os investigadores perguntaram a Moro se ele identificava nos fatos apresentados em sua entrevista coletiva alguma prática de crime por parte de Bolsonaro.

O ex-ministro disse que os fatos narrados por ele são verdadeiros, mas não afirmou se o presidente teria cometido algum crime.

“Quem falou em crime foi a Procuradoria-Geral da República na requisição de abertura de inquérito e agora entende que essa avaliação, quanto à prática de crime, cabe às Instituições competentes”, disse Moro.

Segundo Moro, o então diretor da PF, Maurício Valeixo, “declarou que estava cansado da pressão para a sua substituição e para a troca do SR/RJ”.

“Que por esse motivo e também para evitar conflito entre o presidente e o ministro o diretor Valeixo disse que concordaria em sair”, afirmou o ex-ministro.

De acordo com Moro, em seguida o presidente Bolsonaro “passou a reclamar da indicação da Superintendente de Pernambuco”.

Segundo ele, “os motivos da reclamação devem ser indagados ao Presidente da República”.

Segundo o ex-ministro da Justiça, “o presidente lhe relatou verbalmente no Palácio do Planalto que precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de inteligência”.

Moro afirmou que a pressão para substituir Valeixo “retornou com força em janeiro de 2020, quando o presidente disse que gostaria de nomear Alexandre Ramagem [diretor da Agência Brasileira de Inteligência] no cargo de Diretor Geral da Polícia Federal.”

O ex-ministro disse que a cobrança foi feita verbalmente no Palácio do Planalto e “eventualmente” na presença do ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). “Esse assunto era conhecido no Palácio do Planalto por várias pessoas”, disse Moro.

Moro afirmou ainda que “cogitou” aceitar as trocas na direção-geral da PF e na superintendência do Rio, mas que “depois, porém, entendeu que também não poderia aceitar a troca do SR/RJ sem causa”.

“Que a partir de então cresceram as insistências do PR (Bolsonaro) para a substituição tanto do Diretor Geral quanto do SR/RJ”, declarou Moro.

“Como Ramagem tinha ligações próximas com a família do presidente isso afetaria a credibilidade da Polícia Federal e do próprio Governo, prejudicando até o presidente”, disse o ex-ministro.

“Essas ligações são notórias, iniciadas quando Ramagem trabalhou na organização da segurança pessoal do presidente durante a campanha eleitoral.”

O ex-ministro disse que o presidente o cobrou em reunião do conselho de ministros, ocorrida em 22 de abril, a substituição da Superintendência do Rio e do diretor-geral da PF.

Bolsonaro ainda teria voltado a pedir relatórios de inteligência e informação da Polícia Federal.

“O presidente lhe relatou verbalmente no Palácio do Planalto que precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de inteligência”, disse Moro no depoimento.

De acordo com Moro, o presidente afirmou que iria interferir em todos os ministérios, e quanto ao Ministério da Justiça, se não pudesse trocar o Superintendente do Rio de Janeiro, “trocaria o diretor geral e o próprio ministro da Justiça”, relatou o ex-juiz da Lava Jato.

Moro disse ainda que a informação de que o presidente não recebia informações ou relatórios de inteligência da Polícia Federal “não era verdadeira”.

“Em relação ao trabalho da Polícia Federal, informava as ações realizadas, resguardado o sigilo das investigações.”

“Fazia como ministros do passado e comunicava operações sensíveis da Polícia Federal, após a deflagração das operações com buscas e prisões”, afirmou.

Moro ressaltou que todas as indicações feitas às superintendências da PF passavam pelo crivo da Casa Civil. E que em nenhum momento nomes indicados pelo ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo foram questionados pela pasta.

Ele explicou que Bolsonaro não tinha o mesmo interesse em mudanças de outros postos dentro do Ministério da Justiça.

“O presidente não interferiu, ou interferia, ou solicitava mudanças em chefias de outras secretarias ou órgãos vinculados ao Ministério da Justiça, como, por exemplo, a Polícia Rodoviária Federal, DEPEN, Força Nacional”, disse.

Moro foi questionado pelos investigadores se via relação entre as trocas solicitadas pelo presidente com a deflagração de operações policiais contra pessoas próximas a Bolsonaro e ao seu grupo político.

O ex-ministro disse que “desconhecia” relação e que “não tinha acesso às investigações” em curso.

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza, em um de seus primeiros atos, decidiu trocar a chefia da superintendência da PF no Rio, como revelou o Painel. O novo superintendente do Rio ainda não foi definido.

Em agosto do ano passado, Bolsonaro provocou uma crise na PF ao anunciar que Ricardo Saadi seria substituído por Alexandre Silva Saraiva na Superintendência da PF no RJ.

A direção da PF, contudo, havia escolhido para o cargo o delegado Carlos Henrique Oliveira Sousa, da Superintendência da PF em Pernambuco.

O anúncio de Bolsonaro foi malvisto pela corporação como uma interferência do presidente em assuntos internos.

Desde então, Bolsonaro passou a dar diversas declarações reforçando a intenção de intervir na Polícia Federal. Também alfinetou Moro ao afirmar que cabe a ele, e não ao ministro, fazer nomeações no órgão.

À época, apesar da pressão de Bolsonaro, Carlos Henrique virou superintendente do Rio por decisão de Maurício Valeixo, ex-diretor-geral.

O pedido de demissão de Moro foi revelado pela Folha de S.Paulo no dia 23 de abril. No depoimento, Moro contou que avisou Bolsonaro que sairia do governo com a confirmação da saída de Valeixo.

Segundo ele, Bolsonaro “lamentou, mas disse que a decisão estava tomada”. Moro disse que, em seguida, reuniu-se com os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Heleno (GSI) e Braga Netto (Casa Civil).

Ele disse à PF que informou então “os motivos pelos quais não podia aceitar a substituição e também declarou que sairia do governo e seria obrigado a falar a verdade”.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (4) liberar a divulgação do depoimento prestado por Sergio Moro à Polícia Federal.

O depoimento é considerado um dos principais elementos do inquérito que pode levar à apresentação de denúncia contra o ex-ministro da Justiça ou contra o presidente Jair Bolsonaro.

O documento foi tornado público após a defesa de Moro informar que não se opunha à sua divulgação. O ex-juiz da Lava Jato depôs por mais de oito horas na Polícia Federal em Curitiba.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu nesta segunda-feira ao ministro Celso de Mello que três ministros do governo Jair Bolsonaro sejam ouvidos no inquérito que apura se o presidente tentou interferir indevidamente em investigações da PF.

Ele também solicitou ao STF cópia do vídeo da reunião realizada entre o presidente, o vice-presidente Hamilton Mourão e ministros de Estado, além de presidentes de bancos públicos, no último dia 22, no Palácio do Planalto.

Aras entendeu ser necessário colher os depoimentos dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) para o esclarecimento dos fatos.

Bolsonaro convocou a reunião ministerial para discutir o programa Pró-Brasil. Ela foi gravada pela própria Presidência.

O procurador-geral também requer a oitiva da deputada federal Carla Zambeli (PSL-SP). Moro entregou mensagens trocadas por ela, via celular, como prova de que não teria aceitado ingerência sobre o órgão de investigação.

Moro permitiu no sábado que a PF copiasse dados de seu telefone.

Nesta segunda, Aras solicitou ao ministro do Supremo a elaboração de um laudo pericial da PF sobre o conteúdo, “bem como um relatório de análise das mensagens de texto e áudio, imagens e vídeos”.

A necessidade das diligências será analisada por Celso de Mello.

Aras também pediu outras providências, como as oitivas do ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo -cuja demissão levou Moro a romper com o presidente- e as dos delegados Ricardo Saadi, Carlos Henrique de Oliveira Sousa, Alexandre Saraiva, Rodrigo Teixeira e Alexandre Ramagem Rodrigues.

O objetivo é que eles prestem informações acerca de “eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal, visando ao provimento de cargos em comissão e a exoneração de seus ocupantes”.

O procurador-geral solicitou ainda comprovantes de autoria das assinaturas da exoneração de Valeixo, publicada no Diário Oficial da União em 23 de abril, além de eventual documento com pedido de exoneração, a pedido, encaminhada por Valeixo ao presidente. O propósito é checar se houve fraude.

O diário oficial registrou a demissão como “a pedido” do diretor-geral e com a assinatura eletrônica de Moro. Mas o ex-ministro disse que não houve manifestação do delegado nesse sentido e que, como chefe da pasta da Justiça, não subscreveu o ato.

O pedido de Aras é para que o inquérito seja encaminhado à PF e que as oitivas sejam agendadas dentro de um prazo de cinco dias úteis, contados a partir da intimação, com prévia comunicação da PGR.

Ao deixar o cargo no último dia 24, Moro acusou Bolsonaro de tentar substituir Valeixo para interferir em investigações da Polícia Federal.

Ele disse que o presidente estava preocupado com inquéritos em curso no STF e que têm potencial de atingir seus filhos e aliados.

 

FOLHAPRESS

 

 

Bolsonaro critica Moro e diz que quando precisar pedir autorização para demitir alguém, deixa de ser presidente

Criticando a justificativa que Moro usou para deixar o cargo de ministro da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro, disse durante pronunciamento na tarde desta sexta-feira (24) que é dever dele colocar e tirar quem bem entender: “Eu não tenho que pedir autorização de ninguém para trocar diretor ou qualquer outro que esteja na pirâmide hierárquica do poder executivo. Quando precisar pedir autorização para demitir alguém eu deixo de ser presidente”, desabafou. O Portal ClickPB acompanhou todo o pronunciamento feito presidente.

O presidente repetiu várias vezes a frase de que “uma coisa é admirar uma pessoa, outra coisa é conviver com ela”, se referindo ao ex-ministro. Bolsonaro deixou claro que se decepcionou com Moro em vários momentos durante sua gestão. Para ele, o ex-ministro está “procurando uma maneira de colocar uma problema entre eu e o povo brasileiro”, explicou.

“Poderosos se levantaram contra mim. Eu estou lutando contra um sistema. Coisas que aconteciam no Brasil não acontecem mais. Em grande parte pela minha coragem de indicar ministros comprometidos com o futuro do pais.”

Bolsonaro ainda avaliou como desgastante sua relação com o ministro dando como exemplo diversos pedidos. “Cobrei dele que tomasse decisões, mas a PF se preocupou mais com Marielle do que com o seu presidente”, disse.

O presidente ainda ironizou: “Quero dizer a Moro, que assim como ele disse que tem uma biografia, eu também tenho uma a zelar.”

Bolsonaro ainda revelou que Sergio Moro teria pedido para ficar a frente do Supremo Tribunal Federal, tentando barganhar a troca de Valeixo no comando da PF, desde que ela ocorresse em novembro, mediante a indicação dele para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “Me desculpe, mas não é por aí. Reconheço suas qualidades, chegando lá, se um dia chegar, pode fazer um bom trabalho. Mas não troco (uma coisa por outra). Outra coisa: é desmoralizante para um presidente ouvir, mais ainda, externar, ou não trocar, porque não foi trocado”, acusou.

“Torci muito para dar certo, mas infelizmente não deu”, avaliou.

“Não posso aceitar minha autoridade sendo confrontada por qualquer ministro. Confiança é uma via de mão dupla. O governo continua e não pode perder sua autoridade para alguém que se antecipa a projetos outros. Travo o bom combate. A minha preocupação é entregar o Brasil para quem vier a me substituir bem melhor que que peguei em janeiro do ano passado. O nosso dever é de servir a Pátria”, concluiu.

 

clickpb

 

 

“Saída de Moro é notícia ruim para o governo e pior para o Brasil”, avalia Efraim

O deputado federal Efraim Filho (DEM) avaliou como negativa a saída do ministro Sérgio Moro do comando do Ministério da Justiça, sobretudo após as alegações feitas pelo ex-juiz federal de que o presidente tinha interesse em interferir politicamente na Polícia Federal, solicitando acesso a informações sigilosas de processos.

Segundo o parlamentar, a notícia foi ruim não apenas para a gestão Bolsonaro, mas, sobretudo, para o Brasil.

Sergio Moro renunciou ao cargo de juiz federal para servir ao país e sua saída significa decepção no sonho de milhões de brasileiros. Saída é notícia ruim para o governo e pior para o Brasil, afirmou.

A avaliação foi publicada em sua página, nas redes sociais.

PB Agora

 

 

Moro desembarca na Paraíba para manifestar apoio ao trabalho do Gaeco

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, desembarcou em solo paraibano na manhã desta segunda-feira (17). O auxiliar do Governo Bolsonaro chegou no Avião da Força Aérea Brasileira, no Aeroporto Castro Pinto, por volta das 08h30 acompanhado de cerca de 15 seguranças.

A presença do ministro acontece em uma sinalização de apoio ao trabalho do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Moro foi direto para a sede do Ministério Público onde se reuniu como Procurador Geral Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho.

Uma entrevista coletiva foi marcada para as 11h. A vinda do ministro acontece um dia antes do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça, do recurso do Ministério Público contra decisão que resultou na soltura do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), em dezembro de 2019.

 

PB Agora

 

 

‘Não preciso fritar ministro para demitir’, diz Bolsonaro após sugerir pasta que esvaziaria Moro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (24) que não precisa “fritar” seus ministros caso queira demiti-los. A afirmação foi feita em resposta a um questionamento sobre a situação do ministro da Justiça, Sergio Moro, durante entrevista à TV Bandeirantes.

“Eu não preciso fritar ministro para demiti-lo. Nenhum ministro meu vive acuado com medo de mim. Minhas ações são bastante pensadas e muito bem conversadas antes”, disse.

A declaração foi feita horas depois de Bolsonaro recuar e dizer que não pretende desmembrar a área de segurança pública do Ministério da Justiça, o que enfraqueceria Moro.

O presidente desembarcou nesta sexta em Déli, na Índia, onde participa do Dia da República. Ele mudou de tom sobre a recriação da pasta depois de passar dois dias dizendo que a medida era estudada por seu governo.

Como a Folha de S.Paulo revelou um dia antes, o pedido de recriação da Segurança foi articulado com Bolsonaro antes de sua reunião com secretários estaduais da área, ocorrida na quarta (22) e que reacendeu o processo de fritura de Moro.

Embora tenha negado que esteja “fritando” Moro, o presidente reafirmou sua autoridade ao dizer que cabe a ele dar o norte e nomear seus ministros. Bolsonaro afirmou ainda que o ex-juiz da Lava Jato tem o mesmo peso que os demais 21 titulares da Esplanada.

“O assunto tomou uma proporção eu não sei por que, parece que toda viagem que eu faço tem uma polêmica. Não tem qualquer problema. Agora, repito, todos os ministros têm o mesmo valor para mim e eu interfiro em todos os ministérios. Não existe qualquer fritura ou tentativa de esvaziar o senhor Sergio Moro”, disse.

O ex-juiz da Lava Jato, no entanto, se consolidou como o ministro mais bem avaliado no primeiro ano do governo Bolsonaro, com apoio popular maior do que o do próprio presidente.

Entre os que dizem conhecê-lo, 53% avaliam sua gestão no ministério como ótima/boa. Outros 23% consideram regular, e 21%, ruim/péssima. Já Bolsonaro tem indicadores mais modestos, com 30% de ótimo/bom, 32% de regular e 36% de ruim/péssimo.

Sobre afirmação feita na quarta-feira (22), de que poderia recriar o Ministério da Segurança Pública, Bolsonaro minimizou sua fala e disse que ela foi feita durante encontro com secretários estaduais. De acordo com o mandatário, na ocasião ele não podia dar uma resposta definitiva ao pleito apresentado por parte dos secretários.

“Tudo bem, vou despachar, não posso falar ali não ou sim de imediato, eu jamais poderia falar isso aí. E agora? Em função disso foram para a maldade, como se tivesse já interessado”, disse.

Durante a entrevista, o presidente afirmou que Moro está fazendo um “bom trabalho” na segurança pública, mas enfatizou a importância da atuação dos secretários estaduais.

“[Moro] está fazendo um bom trabalho no tocante à segurança, juntamente com os secretários de estado. Não é o trabalho nosso apenas. Ele faz o trabalho dele, temos batido o recorde na apreensão de drogas, a questão de isolar os cabeças do crime organizado de São Paulo foi uma decisão judicial do estado de São Paulo, e nós demos a cobertura, se não não poderia ser cumprida; ajudou e muito a questão de combater a violência no nosso país e está indo bem. Nada mais além disso.”

Apesar das negativas, Bolsonaro fritou publicamente três dos quatro ministros que demitiu em seu primeiro ano de governo: Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação). O único deles que foi demitido sem que houvesse um amplo desgaste público foi Floriano Peixoto, que deixou a Secretaria-Geral para assumir a presidência dos Correios.

REGINA DUARTE

Ainda durante a entrevista, Bolsonaro voltou a falar que a nomeação da atriz Regina Duarte para a pasta da Cultura deve sair na próxima semana, após sua volta ao Brasil. Ele deixou em aberto a possibilidade de devolver à Secretaria Nacional de Cultura o status de ministério.

“A tratei como se [ela] fosse uma ministra. Ela até falou: ‘dá para ser um ministério?’ Poxa, a nossa política é de não criar novos ministérios. Nós vamos perder um ministério agora, que é o do Banco Central, que vai tornar independente. Então quem sabe nessa oportunidade se possa conversar sobre isso, desde que haja um apoio por parte da sociedade. Eu acho que ninguém estaria contra essa possibilidade de ver a namoradinha do Brasil como a terceira ministra mulher do nosso governo.”

 

FOLHAPRESS

 

 

Alegando ‘compromissos’, ministro Moro cancela agenda em João Pessoa

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, cancelou a viagem para João Pessoa. Ele viria hoje a capital paraibana para inaugurar a nova sede da Polícia Federal.

Moro precisou suspender o compromisso por causa de “compromissos urgentes” em Brasília. A nova data para entrevista ainda será definida.

Não foi informado se o ministro virá a capital paraibana em outra data.

pbagora

 

 

 

PF investigará incêndios criminosos na Amazônia, diz Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública,Sergio Moro, afirmou neste domingo que a Policia Federal investigará possíveis ações incendiárias criminosas na região da Amazônia, após solicitação do presidente Jair Bolsonaro de apuração rigorosa sobre possíveis atos nesse sentido.

De acordo com reportagem publicada no site da revista Globo Rural, mais de 70 pessoas — de Altamira e Novo Progresso, no Pará — entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros, combinaram em um grupo do WhatsApp incendiar em 10 de agosto as margens da BR163, rodovia que liga essa região do Pará aos portos fluviais do Rio Tapajós e ao Estado de Mato Grosso.

“A Polícia Federal vai, com sua expertise, apurar o fato. Incêndios criminosos na Amazônia serão severamente punidos”, escreveu Moro no Twitter.

A intenção do grupo, conforme a reportagem da Globo Rural, era mostrar ao presidente Jair Bolsonaro que apoiam suas ideias de ‘afrouxar’ a fiscalização do Ibama e quem sabe conseguir o perdão das multas pelas infrações cometidas ao Meio Ambiente. A data ficou conhecida como o “dia do fogo” no Pará.

Também no Twitter, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acrescentou que Bolsonaro determinou “abertura de investigação rigorosa para apurar e punir os responsáveis pelos os fatos narrados”.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que acompanham as queimadas afirmaram à Reuters no começo da semana que registraram aumento dos focos nos dias 10 e 11 nas regiões de Novo Progresso e Altamira.

O governo brasileiro vem sofrendo forte pressão externa em razão dos recentes incêndios e do aumento no desmatamento na Amazônia. Mais cedo, Bolsonaro afirmou no Twitter que o Brasil é um país comprometido “com a proteção ambiental”.

Neste domingo, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que os líderes do G7 estavam próximos de um acordo sobre como ajudar a combater os incêndios na floresta amazônica e tentar reparar a devastação.

 

Reuters

 

 

Governadores do Nordeste assinam carta pedindo a liberdade de Lula e o afastamento de Moro

Os governadores do Nordeste divulgaram, neste domingo (30), uma carta sobre os diálogos entre membros do Judiciário e do Ministério Público, publicados pelo site Intercept Brasil e outros veículos de comunicação. No documento, eles cobram “a pronta e ágil apuração de tudo, com independência e transparência”.

Leia a íntegra da carta:

As seguidas revelações de conversas e acordos informais entre membros do Judiciário e do Ministério Público, em Curitiba, divulgadas pelo TheIntercept.com e outros veículos de comunicação, são de muita gravidade. As conversas anormais configuram um flagrante desrespeito às leis, como se os fins justificassem os meios.

Não se trata de pequenos erros; são vidas de seres humanos e suas histórias que se revelam alteradas em julgamentos fora das regras constitucionais, legais e éticas. Todos sabem que um juiz deve ser imparcial e por isso não pode se juntar com uma das partes para prejudicar a outra parte. Acreditamos que a defesa da real imparcialidade dos juízes é um tema de alto interesse inclusive para eles próprios. Assim, manifestamos nossa confiança de que a imensa maioria dos magistrados e membros do Ministério Público que, com seriedade e respeito à lei fazem o verdadeiro combate à corrupção e outros crimes, podem apoiar as necessárias investigações nesse caso.

Agora, um dos trechos das conversas divulgadas destacam o Procurador Deltan Dallagnol sugerindo busca e apreensão na residência do hoje Senador pela Bahia, Jaques Wagner. E a justificativa do coordenador da Lava Jato? “Questão simbólica”, ou seja, ao lixo o direito. É mais uma revelação de extrema gravidade.

É inadmissível uma atuação que se denuncia  ilegal entre membros do Ministério Público e do Judiciário, combinando previamente passos de uma importante investigação, com o intuito de perseguir e prender pessoas. Em discurso recente, na Cúpula Pan-Americana de Juízes, o Papa Francisco já demonstrou a sua preocupação com atos abusivos e de perseguição por meio de processos judiciais sem base legítima.Reivindicamos a pronta e ágil apuração de tudo, com independência e transparência. É preciso também avaliar o afastamento dos envolvidos. Defendemos, ainda, a revisão ou anulação de todo e qualquer julgamento realizado fora da legalidade.

Outrossim, sublinhamos a relevância de o Congresso Nacional concluir a votação do Projeto de Lei sobre Abuso de Autoridade.

Apoiamos firmemente o combate à corrupção, porém consideramos que também é uma forma de corrupção conduzir processos jurídicos desrespeitando deliberadamente a lei. 

Governadores do Nordeste do Brasil”

 

Brasil 247

 

 

Mais de 2,5 mil pessoas participam de ato em defesa de Moro e da Lava Jato, em João Pessoa

Mais de 2.500 pessoas se reuniram na orla de João Pessoa para declarar apoio ao ministro da Justiça Sérgio Moro e à Operação Lava Jato, de acordo com informações do Movimento Renovação Patriótica repassadas ao ClickPB. O ato público aconteceu neste domingo (30), no Busto de Tamandaré, no bairro de Tambaú.

Os manifestantes de direita se concentraram ao lado do Pão de Açúçar da Avenida Epitácio Pessoa, às 16h, e saíram em direção ao Busto de Tamandaré às 18h, ainda segundo relatou ao ClickPB um dirigente do Movimento Renovação Patriótica.

O ato foi encerrado às 19h. Os participantes fizeram adesivagem em veículos.

O protesto de apoio ao ministro surge após Moro ser questionado pelos diálogos com o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, através dos quais ele é acusado de interferir na operação enquanto era juiz. Moro nega interferência e questiona a autenticidade das conversas de Telegram vazadas pelo site The Intercept Brasil.

Veja vídeo

 

Veja fotos do ato público

 

 

clickpb

 

 

Cantor paraibano Chico César solta o verbo contra Moro e diz que Governo Bolsonaro vive um curto circuito diário

Nacionalmente conhecido pelo hit “Mama Africa”, o cantor paraibano Chico César, que já exerceu o posto de Secretário de Cultura na gestão Ricardo Coutinho, no Estado da Paraíba, concedeu entrevista essa semana após participar de um show e acabou soltando o verbo quando o assunto é a política, a gestão Bolsonaro e o ministro da justiça, Sérgio Moro.

Primeiro sobre o ex-juiz federal, Sérgio Moro, que por muitos ainda é conhecido como herói nacional, Chico lembrou que da mesma forma que Lula também teve seu tempo de herói, e virou vilão para alguns, Moro também pode repetir a história. César ressaltou que a vida dá voltas e recriminou a conduta do ex-juiz com relação aos processos que tiveram como alvo o ex-presidente petista.

“Eu acho que a vida dá muitas voltas e acho que o herói de hoje pode ser o vilão de amanhã. Como Lula foi o herói de ontem e virou o vilão de ante-ontem. A vida dá voltas. A figura do Moro é bem representativa disso. O vazamento é uma benção, as conversas é que são horríveis. É horrível você pensar que você tem um juiz mancomunado com os promotores para impedir que um cidadão seja candidato à presidência da República para que um outro grupo possa ser.”, disse.

Chico ainda acredita que a própria direita não acreditava que elegeria Bolsonaro e pode também estar arrependida.

“Eu acredito que não era exatamente para ser Bolsonaro, mas poderia ser qualquer um de Centro de Direito para direita. Mas acabou ganhando um da extrema direita. Acho que isso surpreendeu até mesmo a própria direita. Chegou o momento que eu penso, que o PSDB imaginou que mesmo que o Brasil quebrasse, mas se tirasse o PT era melhor para eles. E não foi bom para eles, não foi bom para o Brasil, não foi bom para ninguém”, emendou.

Sobre a nova gestão, César aponta que hoje quem assumiu a ponta da lança foi o quinto escalão da política, um grupo que considera despreparado.

“Você tem um grupo ali de pessoas muito conservadoras, que não entendem bulhufas. O quinto escalão da política brasileira assumiu a ponta de lança, e é curto circuito diário”, desabafou.

Nesse fim de semana Chico César fechou o festival Forró da Lua Cheia, em Altinópolis (SP), Na ocasião ele também fez alusão à campanha “Lula Livre”. “Daqui a 6 meses vai ter a campanha ‘Moro Livre’”, disse aos risos durante a apresentação.

 

PB Agora