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RAMALHO LEITE – Moreno, Vila Branca, Solânea

 

ramalhoEntre os historiadores que compulsei, resta uma dúvida a esclarecer. Todos contam a mesma lenda. O português colonizador perdeu-se pelas terras das bananeiras e aprisionado por índios antropófagos, estava sendo preparado para servir de banquete aos seus carcereiros. Era Gregório da Costa Soares, vindo  da serra do Cuité.Salvo por uma índia, ao clarear o dia alcançou a Aldeia de Santo Antonio da Boa Vista e, agradecido, casou com a índia e prometeu erigir uma capela à Nossa Senhora do Livramento. Há uma escritura publica que comprova a doação e o doador do terreno onde surgiu a capela. A mesma lenda serve de alicerce à historia do surgimento de Sol ânea. A “Planeza”, como Celso Cirne queria que fosse chamada, nasceria justamente nessa Aldeia de Santo Antonio, onde aportou Gregório ao fugir do cativeiro. Essa a versão de Novais Junior corroborada por Humberto Nóbrega. Luis Pinto, porém, conta a mesma história mas se refere a Gregório Soares Moreno. Bastos de Azevedo, por sua vez, acusa o surgimento do povoado de Moreno e já com essa denominação, em razão da presença ali de um Soares Moreno, parente de Gregório da Costa Soares, justamente o doador das terras para a capela de Bananeiras. Lailton Oliveira acrescenta um Antonio ao nome do citado Soares Moreno, um cearense que resolveu fincar raízes no lugar que, em virtude da sua presença e fama, passou a ser chamada de Chã de Moreno. Existiram dois Gregório ou misturaram os sobrenomes?

Nessa chã nasceria, a partir de 1953, uma cidade progressista e rebelde, herdeira dos ideais de Celso Cirne, Leôncio Costa e José Pessoa da Costa. A vitória do epitacismo em 1915   daria a Solon de Lucena, com os votos de Moreno, a hegemonia política de Bananeiras, derrotando o poderio dos Rocha que vinha da ação política e força econômica do comendador Felinto Rocha, filho do Barão de Araruna. Foi no discurso de agradecimento à  vitória que Solon de Lucena previu o seu crescimento político a partir “desta Vila Branca onde fincarei a mi nha bandeira triunfante”. Celso Cirne era cunhado de Sólon de Lucena e genro do Comendador Felinto, o que o deixava em situação incômoda na política do brejo. Contudo, foram os dois eleitos deputados em 1912. Seu entusiasmo pelo progresso da Vila de Moreno, onde plantara vários empreendimentos, o coloca frente à Solon na disputa pela estrada de ferro. Chegou a obter aprovação para o seu projeto da chegada do trem a Moreno, deixando Bananeiras à margem. Solon, porém, esbravejou: “o trem chegará a Bananeiras, nem que seja por debaixo da terra”. E chegou em 1925, após dez anos de construção do túnel da Serra da Viração. A rivalidade entre o distrito e sua sede começou daí, sendo Celso Cirne o maior incentivador.

Entendo que Solânea comemora em data errada a sua emancipação política. A lei que cria o município é datada de 26 de novembro, todavia, sua vigência somente ocorreu a partir de 30 de dezembro de 1953, quanto teve lugar a instalação do município, como consta do artigo 10 do edito sancionado pelo governador João Fernandes de Lima. Uma lei só tem validade quando entra em vigor, logo, a data a ser comemorada deveria ser 30 de dezembro, como está explícito, com a posse do prefeito nomeado, o solanense Tancredo de Carvalho. Com a renúncia deste, assumiu Luiz Ferreira de Melo. O primeiro prefeito eleito, como candidato único, foi o empresário Waldemar Alves da Nóbrega, seguido por João Elísio da Rocha, Epifân io Plácido da Silva, Jocob Soares Pereira,Waldomiro Jayme da Rocha e  Arnóbio Alves Viana. João Rocha e Waldomiro seriam prefeitos em duas oportunidades. Com o desaparecimento das lideranças tradicionais, surgiram  Beto do Brasil,nascido em Serraria com o nome de Sebastião Alberto Cândido da Cruz, prefeito pela terceira vez, e Francisco de Assis Melo, dr.Chiquinho. Antes desses dois últimos, foram eleitos Francisco de Freitas Chaves, que não concluiu o mandato e Arnaldo Alves Viana, segundo membro do clã Viana a ocupar a municipalidade.

Solânea repetiu comigo o que no passado fizera com Solon de Lucena. Ficou ao meu lado no enfrentamento às oligarquias familiares que imperavam  há décadas. Como os votos de Solânea tornei-me majoritário no antigo município de Bananeiras e me mantive deputado até que um filho de Solânea-Arnóbio Viana, pleiteou a vaga. Parabéns, Solânea, pela comemoração dos seus 62 anos de liberdade e independência.

 

 

 

 

Moreno desafia atacantes do Grêmio: ‘Vamos ver se é fácil fazer 22 gols’

(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)

Fora dos planos de Vanderlei Luxemburgo e da direção do Grêmio, Marcelo Moreno segue sem entender os motivos que o afastaram da equipe titular. Com o objetivo de reconquistar espaço, ainda pretende permanecer no clube gaúcho. E promete ser “guerreiro” e esperar por oportunidade até junho, quando definirá o futuro na carreira.

Como alegação, Moreno lembrou a marca atingida em 2012: 22 gols com a camisa azul, preta e branca. E, em entrevista à Rádio Gaúcha, desafiou os demais atacantes do grupo a baterem esses números.

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– Sei que fiz um grande ano, com 22 gols. Vamos ver se nossos atacantes superarão essa marca, se é fácil fazer 22 gols. Tomara que sim para ajudar o Grêmio, que é o mais importante – desafiou. – Não entendo a situação que estou passando. Respeito a todos, acho que é uma opção técnica. Tenho que respeitar o momento, com humildade.

Moreno não atua desde 24 de fevereiro – tem cinco partidas, nenhum gol em 2013. A perda de espaço para Barcos, Vargas, Welliton e Willian José irritou o pai do boliviano. Após a frustrada negociação com o Palmeiras, Mauro Martins criticou publicamente a decisão de Luxa e da direção. Posteriormente, o próprio centroavante disse que, pela atual situação, achava que não atuaria mais com o atual treinador. Desta vez, no entanto, amenizou o discurso.

Sei que fiz um grande ano, com 22 gols. Vamos ver se nossos atacantes superarão essa marca
Marcelo Moreno

– Não foram exatamente essas palavras. Está difícil atuar com esses jogadores. Vou ser guerreiro e esperar até junho. Combinei isso com minha família e meu empresário. Estou esperando oportunidade para as coisas melhorarem para mim – contou.

Desde então, Flamengo, Santos, Botafogo e Cruzeiro demonstraram interesse nele. No entanto, Moreno se diz “apaixonado” pelo clube gaúcho:

– Agradeço o interesse de outros clubes, mas preciso esperar pela oportunidade para poder jogar. É o time que gosto, sou apaixonado. Quero ficar no Grêmio.

Nesta terça-feira, o atacante se integrará à delegação da Bolívia. Estará em campo no amistoso contra o Brasil, no próximo sábado. Moreno, aliás, também fez questão de negar o pedido de afastamento da seleção nacional.

– Em nenhum momento, tinha falado isso. Além de tudo, fui escolhido o capitão. Estava orgulhoso naquele momento.

 

 

 

Globoesporte.com

Muricy elogia Marcelo Moreno, mas lamenta valores do negócio: ‘Difícil’

(Foto: Reprodução SporTV)
(Foto: Reprodução SporTV)

A tentativa do Santos de contratar o atacante boliviano Marcelo Moreno, do Grêmio, esbarra principalmente no alto salário do jogador. Após acertar com sete reforços, o clube não tem dinheiro para fazer novo investimento. Por isso, nesta sexta-feira à tarde, em entrevista coletiva no CT Rei Pelé, o técnico Muricy Ramalho admitiu que a negociação é inviável.

A informação que chegou aos dirigentes do Alvinegro era de que Moreno recebia cerca de R$ 400 mil mensais, mas na verdade somando luvas e salários o valor chega a aproximadamente R$ 500 mil.

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– Ele é um grande jogador, mas pelo salário fica complicado. No nosso orçamento fica difícil (encaixar), a não ser que o Grêmio abra mão de alguma coisa. Se ele viesse seria excelente, pois é um grande jogador.

Nascido na Bolívia, Moreno tem dupla nacionalidade, pois seu pai é brasileiro. Por isso, segundo o próprio jogador, ele não conta como um atleta estrangeiro, algo que confundiu Muricy. Como cada clube só pode relacionar três atletas do exterior em uma partida, o Santos procura um centroavante brasileiro, pois tem o trio argentino Patito Rodriguez, Miralles e Montillo.

– A dificuldade é que ele (Moreno) é estrangeiro. Estamos tendo dificuldades porque nos oferecem atletas estrangeiros, e estamos dando preferências aos jogadores brasileiros. Está difícil, pois algum time sempre leva oferecendo mais. Está correndo muito dinheiro. Os centroavantes estão empregados.

Na última quinta-feira, o Grêmio perdeu para o Huachipato, do Chile, por 2 a 1, pela Taça Libertadores, e Marcelo Moreno entrou no segundo tempo no lugar do volante Adriano, ex-Santos. O jogador ficou chateado por ter seu nome envolvido como moeda de troca na negociação com o Palmeiras por Barcos. Apesar disso, ainda prioriza a permanência no clube gaúcho.

Reserva, Moreno tem a concorrência de Kleber, Barcos, Vargas e Welliton no ataque do Tricolor. No Peixe, brigaria com André e Miralles. O próprio atleta se disse animado com a possibilidade de atuar com Neymar.

 

 

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