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“Sim, viralizar”, teria dito Bolsonaro ao orientar militância para atacar deputado paraibano nas redes sociais; veja prints

Por meio de suas redes sociais o deputado federal Julian Lemos (PSL-PB) que também preside a sigla estadualmente, mostrou prints de conversas em redes sociais onde supostamente o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) aparece orientando sua militância, por meio do assessor do seu filho o deputado federal Eduardo Bolsonaro, conhecido como Eduardo Guimarães, a atacar o parlamentar paraibano.

“Antes que um desavisado me pergunte o óbvio, afirmo e reafirmo. Sou radicalmente a favor da livre Liberdade de expressão! Liberdade de expressão: É o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões sem medo de represálias. Igualmente, autoriza que as informações sejam recebidas por diversos meios, de forma independente e sem censura. Não é para você criar contas ou perfis fakes, destruir reputações, forjar áudios e narrativas mentirosas contra quem quer que seja isso é crime! Não seja manipulado ao ponto de achar que isso é a mesma coisa de você dizer o que pensa. Sou um democrata, e jamais irei admitir que um cidadão seja impedido de dizer o que pensa, mas ninguém está a cima da lei, nem eu que sou político nem você”, disse Julian por meio das suas redes sociais. Veja: https://www.instagram.com/p/CAuH1x4Ji7y/?igshid=16gd92akj0gqj

Julian se referia à conversa abaixo publicada, onde Eduardo Guimarães orienta supostos ataques a Julian e é, supostamente, referendado pelo presidente Bolsonaro que teria dito: “Sim, viralizar.”

PB Agora

 

 

Ex-deputado convoca militância para rejeitar rompimento com o governo da Paraíba

O ex-deputado federal Luiz Couto e agora secretário da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido do governo do Estado resolveu romper o silêncio e criticou a atitude do presidente estadual do PT da Paraíba, Jackson Macedo, que segundo ele, convocou de forma equivocada os diretorianos, contrariando o que é importante para PT, que é o processo democrático e o diálogo com todas as forças.

Para Couto, a hora não é de dividir, mas sim, somar e que o PT não pode se isolar, mas sim unir forças para que o partido possa trabalhar na perspectiva de que a Paraíba continue assegurando para o seu povo a sua dignidade e qualidade de vida que merece.

A manifestação de Couto se deu através de um vídeo gravado e publicado na internet , no qual ele diz da sua preocupação com o fato da possibilidade do PT sair da aliança com o governo do Estado.

“O PT não é dono de ninguém. Ele é uma obra construída por toda ação dos seus dirigentes, mas principalmente pela sua militância. Por isso, convido a todos para que no dia 7, nós votemos pela rejeição dessa proposta de rompimento do PT com o governo João Azevedo”, disse.

Couto lembrou ainda que o Partido dos Trabalhadores foi responsável pela promoção e votação que teve João Azevedo e onde esteve presente ainda o PPS, que agora é o Cidadania. Por isso, disse que é preciso estar antenado e refutar a pecha de que o governador é bolsonarista.

“João e os demais governadores estão apenas trabalhando para que o Nordeste possa crescer porque se depender do governo federal, nada virá e nesse sentindo não tem nada disso ou que ele não esteja cumprindo aquilo que disse que cumpriria no plano de trabalho colocado para a sociedade e que agora está implementando”, explicou.

Ele lembrou ainda que é preciso cuidar para que o PT continue com a Secretaria da Agricultura Familiar, que agora está organizada e desenvolvendo diversas ações.

“Vamos fazer com que a Paraíba se torne o celeiro das sementes “Crioulas da Paixão”, que possamos investir cada vez mais na certificação dos produtos da agricultura familiar. Não é hora de romper. É hora de se unir. Vamos derrotar essa proposta de rompimento”, enfatizou o ex-deputado.

 

paraibaonline

 

 

Ciro Gomes: Militância perplexa corre o risco de ser engolida pela direita

manifestaçãoAo pensar em nossos desafios presentes e futuros, tento entender as perplexidades que fizeram, em pouco mais de uma década, nossa militância progressista e de esquerda deixar de ser estilingue, baladeira para os cearenses, e tornar-se vitrine. O moralismo de goela, é indisfarçável, virou-se contra seus apologistas e desde o assim chamado “mensalão” o grosso da militância de esquerda apanha no canto do ringue com a denúncia multifacetada da corrupção, para ficar no exemplo mais malcheiroso.

Não é só isso. Valores como ordem, segurança pública, austeridade fiscal e comportamental, eficiência, juntam-se à moralidade como temas que foram ou têm sido usurpados pela direita reacionária, sem que a nossa militância de esquerda reaja ou até mesmo se dê conta.

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Na verdade, ainda estamos sob a influência de uma geração que viu esses valores serem agitados pelo pensamento golpista, quando não truculento, para justificar a ruptura da ordem democrática e do Estado de direito e as violações chocantes das mínimas liberdades e franquias inerentes ao ser humano.

Compreende-se, portanto. Não se justifica mais, entretanto, sob pena de desertarmos da agenda popular e cairmos de novo no equívoco de transferir valores universais e progressistas à militância reacionária. Pior, sob pena de pautarmos nossa prática pela forma vesga com que o mundo conservador interpreta esses valores como creio, comovidamente, que fazemos hoje.

Tomemos a forma com que, perplexa e atabalhoadamente, boa parte de nossas autoridades reagiu à violência física de pequenos grupos protofascistas infiltrados nas manifestações populares.

Uma forçada tolerância, uma inibição desrespeitosa da polícia, um descumprimento generalizado da lei que, ao lado de garantir plena liberdade de manifestação, garante também o direito de ir e vir nas vias públicas, a incolumidade de seus patrimônios públicos ou privados, a inviolabilidade do domicílio, mesmo que seja de um político impopular, a eleição de prioridades por aqueles que têm legitimidade para tanto controladas pelas instituições da democracia.

Crimes de ação pública cometidos à frente das câmeras de tevê, em vez de resultarem no devido procedimento legal, trazem integrantes politiqueiros, felizmente ínfima minoria, do Ministério Público à ribalta com um discurso de demagogia pura, enquanto pequenos comerciantes choram impotentes a destruição de suas lojas e ao assalto de suas mercadorias.

Daqui a pouco, e em meio às manifestações já surgiram os primeiros cartazes, o povo começará a chamar de volta os militares. Ou nossa demagogia revogará a história para desconhecer as imensas manifestações populares que antecederam 1964 sob o jargão da Marcha com Deus e a Liberdade? Estamos muito longe disso, claro, mas minha reflexão é sobre valores. E esses só se afirmam na militância permanente e no exemplo.

Ao transpor essa mesma inquietação para a administração pública, de novo encontramos a perplexidade a nos colocar cada vez mais distantes do clamor popular. Ao lado da saúde, o desejo generalizado da família brasileira em toda parte é uma resposta à explosão relativamente recente dos indicadores de violência, especialmente dos assaltos à mão armada e dos homicídios.

Incrível. Não há uma única iniciativa institucional ou administrativa que guarde a mais remota coerência ou proporção com a agenda do medo que se dissemina pelo País afora. No nosso vácuo, ideias toscas ganham popularidade imensa. A redução da maioridade penal ou a pena de morte são as respostas da reação. E as nossas?

Na economia não é diferente. Ao contrário, aqui se pratica o crime perfeito. Ou a tentativa dele. O mundo reacionário colocou a esquerda quase toda na defensa e prática de seu modo de interpretar o equilíbrio fiscal, austeridade monetária e integração internacional.

Aqui a tragédia cobrará um preço histórico. O atual e inexplicável aumento de meio ponto porcentual na taxa de juros gera uma excedente no gasto corrente do País de cerca de 8 bilhões de reais por ano.

Valores… Coordenação estratégica do governo, iniciativa privada e academia para executar um projeto pactuado de desenvolvimento. Substituição de importações, compras governamentais, desenvolvimento regional, legislação antitruste, crítica aos atuais marcos de propriedade intelectual e remessa de lucros… Heresia pura?

 

por Ciro Gomes, em CartaCapital