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CNBB convida brasileiros a plantarem uma árvore no dia de finados em memória dos que se foram

No próximo dois de novembro, Dia de Finados, os brasileiros são convidados a plantarem uma árvore em memória dos entes falecidos. De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, “esse gesto, além de evitar as tradicionais aglomerações nos cemitérios, liga-se também à triste destruição ecológica decorrente das queimadas em algumas regiões do país”.

A campanha convida as pessoas a também publicarem a sua foto no Instagram plantando a árvore e contando a história de quem recebe a homenagem. Basta fazer uma foto e publicar na plataforma usando a hashtag #CuidarDaSaudade.  As fotos serão publicadas no hotsite da campanha, que está hospedado no site da CNBB: https://www.cnbb.org.br/cuidardasaudade/

Cuidar da saudade e da Casa Comum

A iniciativa tem como slogan “É tempo de cuidar da saudade e da Casa Comum” e faz parte da Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil “É Tempo de Cuidar”. A Ação Solidária, criada pela CNBB e pela Cáritas desde o início da pandemia da Covid-19, tem como objetivo estimular diversas iniciativas de cuidado com o próximo, desde a arrecadação e distribuição de doações até a ajuda nos campos religioso, humano e emocional. A ação do Dia de Finados também conta com a participação da Pascom Brasil e da Signis Brasil.

O convite para plantar uma árvore no Dia de Finados, segundo dom Joel, é feito a “todos que experimentam a saudade e se angustiam com a devastação ambiental”. Dentro da perspectiva ecológica, a CNBB indica o plantio de árvores nativas de cada região e, se possível, árvores alimentícias. Além disso, é recomendável que se evitem sementes, fazendo o plantio a partir de mudas, com procedência garantida.

CNBB

 

Quatro formas de driblar o problema da memória cheia no WhatsApp

O WhatsApp pode consumir mais espaço no seu celular do que você imagina. Por padrão, o mensageiro salva todas as imagens, áudios e documentos que você recebe em conversas, o que pode lotar a memória do smartphone com arquivos desnecessários. A boa notícia é que você pode alterar as configurações do app para driblar o problema da memória cheia.

Listamos, a seguir, quatro dicas para ajudar você a liberar espaço que foi ocupado pelo WhatsApp no celular. Todos os procedimentos contam com tutoriais detalhados, realizados em smartphones com Android e iPhone (iOS).

[marca] WhatsApp (Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo)WhatsApp: dicas permitem configurar o mensageiro para evitar que arquivos desnecessários ocupem o armazenamento do celular (Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo)

 

1) Desativar o salvamento automático de mídia

Desativação do salvamento automático de mídia no WhatsApp (Foto: Reprodução/Raquel Freire)Desativação do salvamento automático de mídia no WhatsApp (Foto: Reprodução/Raquel Freire)

O download automático de mídia do WhatsApp oferece praticidade ao usuário, mas consome muito espaço no dispositivo. Ao desativá-lo, é possível controlar melhor quais arquivos baixar, deixando de lado aquelas fotos e vídeos recebidos em massa nos diversos grupos dos quais participa. Quando alguma mídia for interessante para você, bastará tocar sobre ela para fazer o download.

Os usuários do iPhone (iOS) devem ir em “Ajustes” > “Uso de Dados”, onde os tipos de arquivo devem ser definidos como “Nunca”.

No Android, o recurso está em “Configurações” > “Uso de Dados”. Nessa tela, é preciso entrar nas opções “Quando utilizar rede de dados” e “Quando conectado ao Wi-Fi” e desmarcar todos os tipos de arquivo.

As orientações detalhadas estão neste tutorial, que reproduz o procedimento no iOS, Android e Windows Phone.

2) Apagar a galeria de mídia do WhatsApp

Apagar mídias de chats individuais e em grupo do WhatsApp libera espaço no celular (Foto: Reprodução/Raquel Freire)Apagar mídias de chats individuais e em grupo do WhatsApp libera espaço no celular (Foto: Reprodução/Raquel Freire)

É comum recebermos mídia em excesso de determinadas pessoas ou grupos. Uma opção para liberar armazenamento é excluir os arquivos desses chats específicos. Para isso, basta entrar no menu da conversa e selecionar a opção “Mídia” (ou “Mídia do grupo”, se você estiver em uma conversa conjunta).

A janela mostrará todos os arquivos já enviados e recebidos; basta selecionar os indesejados e clicar na lixeira para apagá-los. Os passos estão descritos em detalhes neste tutorial feito no Android, mas o caminho é idêntico no iPhone.

3) Apagar cópias “escondidas” das fotos

Cópias ocultas de imagens enviadas pelo WhatsApp sendo apagadas com o gerenciador Clean File Manager (Foto: Reprodução/Raquel Freire)Cópias ocultas de imagens enviadas pelo WhatsApp sendo apagadas com o gerenciador Clean File Manager (Foto: Reprodução/Raquel Freire)

Apagar os arquivos recebidos em uma conversa pode não liberar espaço suficiente no seu celular, já que o WhatsApp cria uma cópia escondida das fotos que você envia. Para apagar essas imagens de vez, uma opção é usar um gerenciador de arquivos como o ES File Explorer Manager ou o Clean File Manager, ambos disponíveis para Android.

Após instalar o gerenciador, selecione o armazenamento do celular e localize a pasta do WhatsApp. Abra a subpasta “Media”, entre em “WhatsApp images” e verifique que dentro dela há outra pasta chamada “Sent”. Selecione os arquivos que desejar apagar e clique na lixeira.

Outra maneira de realizar o procedimento é pelo computador, o que pode ser feito também pelos usuários de iPhone.

4) Usar um app para limpar seu WhatsApp

App Limpador para WhatsApp calcula espaço gasto pelo mensageiro no celular (Foto: Reprodução/Raquel Freire)App Limpador para WhatsApp calcula espaço gasto pelo mensageiro no celular (Foto: Reprodução/Raquel Freire)

Gerenciadores de arquivos podem te ajudar a excluir arquivos em excesso do WhatsApp, mas há aplicativos voltados exclusivamente para realizar limpeza no mensageiro. Um deles é o Limpador para WhatsApp, disponível gratuitamente para Android. O app calcula quanto espaço é gasto com cada tipo de mídia no celular e identifica arquivos duplicados, tornando mais simples o processo de exclusão.

O uso é simples e está detalhado neste tutorial do TechTudo. Após a instalação, ele irá somar automaticamente o tamanho dos arquivos do WhatsApp salvos no dispositivo. Entre no item desejado (imagens, áudio ou vídeo, entre outros) e selecione os arquivos que serão apagados. Se quiser deletar apenas as mídias repetidas, toque na aba “duplicados” e exclua os conteúdos exibidos.

techtudo

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Além de mantê-lo vivo, respirar ajuda a reconhecer medo e melhora memória

memoriaPela primeira vez, cientistas descobriram que respirar tem outra função além de trazer oxigênio para o corpo. Um estudo publicado no Journal of Neuroscienceafirma que o ritmo da respiração cria atividade elétrica no cérebro humano e potencializa a memória e os julgamentos emocionais.

Quando o assunto é recordar, a respiração se mostra importante durante a inalação. Segundo a pesquisa, somos mais propensos a nos lembrar de um objeto, por exemplo, se nós tivermos olhado para ele enquanto inspirávamos, e não quando expirávamos. Mas este efeito desaparece se a respiração for feita pela boca.

Os cientistas usaram 60 voluntários para testar a memória – ligada ao hipocampo do cérebro. Os participantes olhavam rapidamente para a imagem de um objeto na tela de um computador, e, mais tarde, os pesquisadores pediam para eles relatassem tudo que lembravam sobre a foto.

Após o teste, foi possível concluir que os que viram a imagem enquanto inspiravam tinha mais recordações do que aqueles que observaram a fotografia enquanto expiravam.

Os pesquisadores também avaliaram as relações entre atividade cerebral e respiração em sete pacientes com epilepsia que tinham cirurgias no cérebro programadas. Uma semana antes das operações, um médico implantou eletrodos no cérebro dos pacientes para identificar a origem das convulsões.

O método permitiu que os cientistas recebessem centenas de informações vindas diretamente dos cérebros. Assim, foram registrados sinais elétricos que mostraram a atividade cerebral mudando de acordo com a respiração.

As mudanças foram captadas em áreas do cérebro onde as emoções, a memória e os cheiros são processados, sugerindo também que as funções desempenhadas por essas áreas cerebrais (hipocampo e amígdala, responsáveis respectivamente pela memória e pelo processamento do medo) sejam diretamente afetadas pela respiração.

Respiração ajuda a detectar o medo?

iStock

No mesmo estudo, feito na Northwestern Medicine, os 60 voluntários foram testados para ver se a respiração os ajudava a identificar o medo, já que a parte do cérebro chamada amígdala está fortemente ligada ao processamento das emoções relacionadas ao medo.

Os indivíduos viam fotos de rostos com expressões de medo ou surpresa e tinham que indicar o mais rápido possível qual emoção cada face tinha.

Quando os voluntários olhavam as fotos durante a inalação, eles reconheciam caras assustadas mais rápido do que quando expiravam. Isso não acontecia com os rostos que expressavam surpresa. E ambos efeitos diminuíam quando a mesma tarefa era executada enquanto respiravam pela boca.

“Há uma diferença dramática na atividade cerebral na amígdala e hipocampo durante a inalação em comparação com a expiração”, disse uma das autoras do estudo, Christina Zelano. “Quando você respira, descobrimos que você está estimulando os neurônios dessas áreas e ativando o reconhecimento do medo e a memória”.

Agora quando você precisar lembrar algo ou estiver em uma situação de perigo, inspire fundo para respiração te ajudar.

Uol

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3 formas de melhorar a sua memória

memoriaSe você é daqueles que só não esquece a cabeça porque está colada no corpo, essa matéria é especialmente para você.

Selecionamos alguns truques que vão te ajudar a melhorar a sua memória. Confira:

1. Compreenda ao invés de decorar

Apesar de ser a forma mais usada pelas pessoas, a repetição não é a melhor conselheira na hora de se lembrar das coisas. Isso porque, quando se decora algo, se algum detalhe foge ao roteiro, acaba-se esquecendo tudo.

Dessa forma, a melhor técnica para melhorar a memória e não se esquecer é compreender! Por exemplo, para apresentações, tente entender o conceito a respeito do qual precisa ser falado e você se sairá muito melhor do que se passar horas decorando suas anotações.

2. Rabisque

Outro truque que não parece grande coisa mais que ajuda muito na hora de melhorar a memória é rabiscar. Isso mesmo, fazer desenhos, linhas e traços aleatórios em pedaços de papéis podem ajudar a lembrar das coisas porque ajudam a ‘digerir’ informações não visuais (de novo, o cérebro funciona muito bem com abstrações).

3. Faça associações com objetos

Uma das coisas mais fáceis de se esquecer na vida são nomes de pessoas que acabamos de conhecer. O pior de tudo é que ficar perguntando várias vezes ‘qual é mesmo o seu nome?’ vai criando um clima chato, não é mesmo? Nesses casos, dá para evitar o constrangimento associando o nome da pessoa com alguns objetos físicos, que vá ajudar você a se lembrar. Se, por exemplo, a Ana estivesse sentada, você poderia pensar: “Ana do sofá”.

Claro que parece uma coisa boba, mas esse truque é um dos mais eficazes possíveis quando o assunto é melhorar a memória. Isso porque nosso cérebro é mais eficaz com realidades que com abstrações.

Fonte: Segredos do Mundo

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Como diferenciar a perda de memória comum de uma complicação

memoriaCom a população mundial envelhecendo, inclusive a brasileira, surgem cada vez mais questões relacionadas à memória. Parte dos neurocientistas acreditam que o desfecho inexorável do envelhecimento para o cérebro seria o desenvolvimento de uma doença neurodegenerativa, entre elas, a doença de Alzheimer. Bastaria, para isto, que todos nós vivêssemos por mais de 120 anos.

Pessoas que nunca tiveram facilidade para guardar nomes, dados, datas, ou informações no geral, não têm mais ou menos risco de desenvolver alguma doença neurodegenerativa, como Alzheimer, no futuro

À medida que a idade avança ocorre um processo natural (fisiológico) de morte das células nervosas (neurônios). Isto não significa, entretanto, que um indivíduo de 60 anos tenha um desempenho cognitivo necessariamente pior que um outro de 30 ou 40. Ao contrário, embora ocorra este processo de perda de neurônios, o “amadurecimento” do cérebro proporciona um maior número de contatos (conexões) entre cada uma das células (plasticidade neural).

A plasticidade neural é a diferença que faz com que uma pessoa, aos 60 anos de idade, diga que está na melhor fase de sua vida cognitiva, embora talvez não tenha mais a velocidade e capacidade de armazenamento de informações de uma pessoa mais jovem.

A preocupação com a memória deve começar quando esta queixa é percebida pela própria pessoa e seus familiares ou pessoas próximas, mas, principalmente, quando começa a interferir nas atividades do cotidiano. Cabe aqui ressaltar que pessoas que nunca tiveram facilidade para guardar nomes, dados, datas, ou informações no geral, não têm mais ou menos risco de desenvolver alguma doença neurodegenerativa, como Alzheimer, no futuro.

O segredo, no final das contas, é proporcionar para o cérebro desafios cognitivos constantes como aprender coisas novas e adotar hábitos de vida saudáveis ao longo da vida. Na dúvida, consulte sempre o seu médico.

minhavida

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Cirurgia de Alzheimer feita na Paraíba freia evolução do mal e recupera memória

AlzheimerPela primeira vez, na Paraíba, foi realizada a ‘estimulação cerebral profunda’ em paciente com mal de Alzheimer. A cirurgia é capaz de frear a evolução da doença e recuperar as funções da memória quando o problema está em estágio inicial. A intervenção aconteceu no dia 11 de dezembro, no Hospital Napoleão Laureano, em um paciente de 77 anos. Estima-se, no Brasil, 1 milhão e 200 mil pessoas com Alzheimer.

De acordo com o neurocirurgião Rodrigo Marmo, que realizou a cirurgia, a melhora da função da memória é comprovada e tem se mostrado em ressonâncias realizadas nos pacientes um ano depois da operação. “Há um aumento do volume do hipocampo, que é a parte do cérebro que controla a memória”, observou. Os médicos também se baseiam num exame chamado PET-Scan, que mede o metabolismo cerebral. Ele se modifica após a cirurgia no paciente com Alzheimer, e áreas da memória que estavam com pouco metabolismo se tornam mais ‘quentes’, segundo o especialista.

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Antes do paciente se submeter à cirurgia, a família até pensou em ir para o Canadá, mas o médico explicou que ela poderia ser feita aqui e, após todos os exames necessários, realizou o procedimento. O idoso estava perdendo a memória e a medicação que tomava há um ano e meio fazia pouco efeito.

A família preferiu não identificar o paciente, mas a esposa dele afirmou que, ao saber da possibilidade da cirurgia, todos ficaram entusiasmados. “Tínhamos a opção de investir na cirurgia, cujos benefícios ainda não podemos ver, ou ficávamos na administração normal da medicação sem saber o destino. Optamos por lutar pela cirurgia. Fomos à Justiça e conseguimos que fosse realizada”, comemorou.

Resultados. O paciente paraibano foi operado na manhã da sexta-feira e recebeu alta no domingo, sem intercorrência neurológica. A melhora é progressiva, mas só após 30 dias é possível perceber alguma evolução. “Acho que o grande desafio foi o fato de ter sido uma primeira cirurgia desse porte no Brasil”, destacou o neurocirurgião Rodrigo Marmo.

Lucilene Meireles

Paraibana estuprada em Pernambuco perde memória e trauma dificulta investigação, diz PC

Imagem compartilhada por WhatsApp
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A paraibana de 31 anos que foi sequestrada, estuprada e atropelada, na cidade em Goiana, na Zona da Mata do estado de Pernambuco, teve perda de memória. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (29) pelo delegado da Polícia Civil de PE, Hebert Martins, que investiga o caso. O crime se iniciou no sábado (20), em João Pessoa, onde duas mulheres e um bebê foram sequestrados e finalizou no domingo (21), em um canavial pernambucano. Uma das vítimas morreu e o bebê da sobrevivente passa bem.

Segundo o delegado, a mulher segue internada na UTI de um hospital particular em Recife-PE e não há previsão de alta médica. A jovem está recuperando a memória de forma gradual e a polícia aguarda uma melhora no quadro de saúde delas para colher mais detalhes do crime.

“Ela teve um bloqueio mental. A vítima não se lembra de nada do momento do crime. Isso pode durar uma semana, um mês, um ano e o resto da vida. Segundo os médicos, o nome para esse tipo de perda se chama ‘transtorno pós-traumático’. Isso prejudica e muito as investigações porque ela é testemunha ocular do caso. Não podemos forçá-la a lembra do ocorrido porque isso pode trazer danos psicológicos irreversíveis. Vamos esperar a melhora mental dela para aprofundar as investigações”, comentou o delegado.

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Martins disse que o inquérito está transitando e sendo investigado. “As polícias da Paraíba e Pernambuco seguem investigado com os poucos recursos. Mas, esperamos elucidar o crime o mais breve possível”, falou.

A sobrevivente teve múltiplas fraturas e lesão esplênica (baço), em consequência do atropelamento, além do abuso sexual. Ela deverá passar por cirurgias. “Os médicos do hospital revelaram que a vítima sobreviveu novamente. O estado de saúde dela é delicado e ainda não foi feita cirurgia devido o quadro clínico dela. A jovem fala de forma lenta e muito baixa”, comentou o Hebert William.

De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, as duas mulheres e o bebê de uma delas foram sequestrados por homens que ainda não haviam sido identificados. As vítimas foram abordadas e conduzidas no carro de uma delas, um Fiat Siena, até a Zona Rural da cidade de Goiana, na Zona da Mata do estado de Pernambuco, a 62 km de Recife, na fronteira com a Paraíba. “Os dois jovens estavam em uma motocicleta. Um deles foi no carro e outro na moto. Quando chegaram no canavial em Goiana cometeram o crime”, falou Walter Brandão.

Segundo oficiais da 3ª Companhia de Polícia Militar de Goiana e do 2º Batalhão da PM de Nazaré da Mata, que atuam na região, as mulheres foram conduzidas a um canavial às margens da rodovia BR-101, próximo à fábrica da Jeep, onde foram e estupradas. Após o abuso sexual, os bandidos amarraram as mulheres e passaram com o carro por cima das duas, causando a morte de uma delas.

 

portalcorreio

Alerta: pressão alta na meia idade pode afetar a memória na velhice

pressãoNovo estudo sugere que a pressão alta na meia idade tem relação com a perda de memória na velhice. Pesquisadores americanos descobriram que um histórico de pressão alta na meia idade, e principalmente uma alta sistólica (o número mais alto da pressão, que mede quando o sangue bombeado passa pela veia) e alta diastólica (quando ela relaxa), resultam em risco aumentado de lesões cerebrais.

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Para o estudo, 4.057 participantes idosos e sem demência tiveram a pressão arterial medida quando estavam com 50 anos. Mais tarde, quando atingiram 76 anos, eles tiveram a pressão arterial medida novamente e também foram submetidos a exames de ressonância magnética para analisar pequenos danos em vasos do cérebro. Além disso, fizeram testes que mediram a memória e a capacidade de pensar.
Os resultados mostraram que há uma intrincada relação entre pressão alta na meia idade e a forma como a hipertensão vai afetar a memória na velhice. Os pesquisadores afirmam que as lesões cerebrais foram mais perceptíveis em pessoas sem histórico de hipertensão na meia-idade, mas que tinham alta pressão arterial diastólica na velhice eram 50% mais propensos a ter lesões graves do cérebro do que pessoas com baixa pressão arterial diastólica na velhice.
No entanto, pessoas com histórico de hipertensão na meia-idade, e baixa pressão arterial diastólica em idade mais avançada apresentaram menores volumes totais de cérebro e massa cinzenta. Isto refletiu na memória e medidas de desempenho de pensar também. Já pessoas com hipertensão na meia-idade e baixa pressão arterial diastólica tiveram pontuação no teste de memória 10 % menor.
“Nossas descobertas trazem novos insights sobre a relação entre o histórico de hipertensão arterial, pressão arterial em idade avançada, os efeitos da pressão arterial na estrutura do cérebro e memória e pensar,” disse o autor do estudo Lenore J. Launer, do Instituto Nacional sobre o envelhecimento, em Bethesda, e membro da Academia Americana de Neurologia.
“Idosos sem histórico de pressão alta, mas que atualmente têm pressão arterial elevada têm risco aumentado para lesões do cérebro, sugerindo que a redução da pressão arterial nestes participantes pode ser benéfico. Por outro lado, as pessoas mais velhas, com uma história de pressão arterial elevada, mas que atualmente têm pressão arterial mais baixa podem ter danos nos órgãos mais extensivo e correm o risco de encolhimento do cérebro e memória e problemas de pensamento,”disse Launer.

Cássio responde a ataques de Tião Gomes: “Saberei honrar a memória do meu pai”

cassioO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) quebrou o silêncio e comentou a polêmica envolvendo o PSDB e o deputado estadual Tião Gomes (PSL), que atacou os Cunha Lima ao declarar que o grupo não teria feito nenhuma obra durante os dez anos que esteve a frente do Governo da Paraíba. A fala de Tião Gomes causou revolta no ninho tucano e foi considerada uma afronta e desrespeito a memória do ex-governador Ronaldo Cunha Lima e foi motivo de uma nota de repúdio por parte do PSDB.
Usando sua conta do Twitter, Cássio saiu em solidariedade ao presidente do PSDB, deputado federal Ruy Carneiro, e afirmou que o parlamentar “fala e zela pelo PSDB”.

No entanto, a frase mais enigmática do senador tucano foi em relação ao que foi dito sobre Ronaldo Cunha Lima.

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“Eu saberei honrar a memória do meu pai e defender o meu legado”, disparou Cunha Lima em uma única tuitada.

A postagem de Cássio Cunha Lima só vem a aumentar as especulações de racha entre o ex-governador e o grupo do governador Ricardo Coutinho.

Roberto Targino – MaisPB

Marcadas para morrer: Laísa luta pela terra e pela memória da irmã

marcadas para morrerNa periferia de Marabá, cidade no sudeste do Pará, o projeto inicial para a localização de ruas e casas previa o formato de uma castanheira, com um grande caule e as folhas apontando para diversas direções. Seria uma forma de homenagear a árvore símbolo das primeiras ocupações em Marabá e adjacências. Como é costume ocorrer, o planejamento piloto original descambou para um amontoado de casas, vielas e becos, com o inchaço populacional aglomerando mais e mais pessoas em áreas quase insalubres. É num labirinto de ‘folhas’, quadras e lotes em Nova Marabá que Laísa Santos Sampaio passa a maior parte dos dias, ao lado de alguns dos 12 filhos – quatro biológicos, os outros adotados – e quatro cachorros pequenos que recolheu das ruas. Tem sido assim desde a manhã de terça-feira, 24 de maio de 2011.

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Naquele dia, dez anos de ameaças foram cumpridas. O casal extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, do Projeto de Assentamento Praia Alta/Piranheira, no município de Nova Ipixuna, equilibravam-se em uma moto na tortuosa e lamacenta estrada de terra que liga o assentamento ao centro de Nova Ipixuna, também sudeste do Pará, quando foram surpreendidos por tiros vindos da mata.

José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo foram tocaiados quando passavam de moto numa estradinha de terra que ligava o centro do município de Nova Ipixuna a casa deles. Ele teve a orelha cortada, talvez para indicar que o crime havia sido executado. Arrastados, os corpos ficaram à beira da estrada durante horas.

Dois anos depois, o crime foi a julgamento. Apenas o autor dos disparos, Alberto Lopes do Nascimento e o ajudante dele Lindonjonson Silva Rocha foram condenados. Nascimento recebeu pena de 45 anos em regime fechado. Rocha, 42 anos e oito meses. O principal acusado de ter sido o mandante do crime, José Rodrigues Moreira, recebeu absolvição.

Selando o terceiro caixão

Antônio Cícero/ Diário do ParáIrmã de Maria do Espírito Santo, Laísa recebeu o resultado do julgamento quase como uma sentença de morte. Aos 47 anos, sabe que a própria vida está em grave risco. As ameaças ao casal assassinado estenderam-se a ela também. “Eu defino o final do julgamento como o pior dia da minha vida”, diz ela na sala da casa quase sem decoração em Marabá. “O julgamento foi pior porque no dia do assassinato ninguém sabia de nada. Só sentimos a dor. Quando chega na Justiça e o resultado é o que se viu, é muito mais forte que o dia do assassinato. Estão selando três caixões”, diz.

Isso que Laísa Santos Sampaio e o marido, José Maria Gomes Sampaio, o Zé Rondon, estão sendo ameaçados de morte desde o assassinato. As ameaças vêm de pessoas que provavelmente fizeram parte do consórcio dos proprietários de terras, madeireiros e carvoeiros que assassinaram o casal.

Professora no projeto de assentamento, Laísa teve que alterar drasticamente a rotina. Quando vai até Nova Ipixuna, precisa avisar a polícia. Uma viatura a acompanha. Em casa, evita ficar; e sozinha também não sai de casa. Em Nova Ipixuna, recusou proteção porque “só existe uma viatura no município, não tem como eu ficar querendo que ela cuide só de mim”.

O lote de Laísa e Zé Rondon fica a 50 km do centro do município de Nova Ipixuna. Área de antigos castanhais, cada vez mais raros. O marido permanece lá. No projeto de assentamento, ele coordena o Grupo de Trabalhadores Extrativistas, fabricantes de produtos retirados diretamente do que a floresta oferece: sabonetes, óleos, fitoterápicos, cremes. Os produtos foram testados e aprovados pela Universidade de São Paulo, uma prova concreta da possibilidade de outros usos para a mata, além da extração ilegal de madeira e das carvoarias.

No momento da entrevista, Zé Rondon liga; no curto diálogo Laísa diz estar bem, falando com jornalistas.

Só depois do assassinato da irmã e do cunhado de Laísa, devido à forte repercussão que o caso teve no Brasil e no exterior, o Ibama desencadeou uma operação no assentamento para destruir fornos de fabricação de carvão e fechar as sete serrarias clandestinas localizadas no município. A partir daí, as ameaças a Laísa aumentaram. Um cachorro seu foi baleado. E um pequeno memorial de homenagem aos parentes assassinados, no justo local da emboscada, amanheceu um dia cravado de balas.

Uma trajetória de migrações e conflitos

A violência não é tão estranha à família de Laísa, desde que o pai largou o Maranhão atrás de uma terra prometida pelo governo militar no início dos anos 70. Vieram para trabalhar na agricultura, mas o pai, como num inventário das atividades típicas da região, arriscou ser castanheiro e garimpeiro. Chegaram como agregados na terra de um conhecido. Terra era artigo barato no period, e logo a família conseguiu 20 alqueires de terra, próximo à rodovia PA-70, em São João do Araguaia.

Época de guerrilha, confrontos de militares e militantes do PCdoB. Tempo de toque de recolher, medo e prisões. Mesmo assim, havia confiança e esperança aos migrantes chegados ao Pará. O pai de Laísa conseguiu a terra dando de entrada uma máquina de costura Vigorelli. Terminou de pagar com a colheita da primeira produção de arroz.

“Eu tinha oito anos e muito medo de sair de casa, porque meu pai falava dos ‘terroristas’. Ele dizia ‘tevorista’. Meu pai defendia os militares. É engraçado, porque o pai do meu companheiro escondia guerrilheiros. Minha mãe sempre lembrava uma fala do Padre Cícero, dizendo que no final dos tempos apareceriam os que iriam tomar a terra dos outros. Meu pai achava que os guerrilheiros iam fazer isso”.

A história e as histórias de migração no Pará, principalmente a partir da implantação da ditadura militar, refletiram-se em projetos grandiloqüentes e incentivos a práticas de monocultura. Madeireiras e fazendas de boi tiveram todo o apoio oficial para se instalar no sul e sudeste do estado. Ao mesmo tempo, homens sem terra principalmente do nordeste, eram incentivados a fincar os pés na ‘terra de leite e mel’, como a Amazônia era alcunhada na propagando oficial.

Mas a história de violência na região vem de antes. Desde o desbravamento feito nas matas do sul Pará com os ciclos de castanha e garimpos de diamante e ouro, a bala fez parte da abertura de caminhos.

Meio século atrás, o projeto de assentamento Praia Alta/Piranheira não passava de uma extensa área de castanhais, onde moravam índios da etnia Gavião. Foram aniquilados por gente como Coriolano de Sousa Milhomem, o Coriolano, nome lendário em Marabá por ser considerado um dos maiores exterminadores de índios na região. Tinha como companheiro um homem chamado Argemiro que, reza a lenda, alimentava os cachorros com fígado de índios mortos por ele. Foram esses ‘desbravadores’ que expulsaram os Gavião e começaram a dividir os lotes de terra.

O pai de José Cláudio Ribeiro adquiriu um lote de um homem que havia comprado a terra diretamente de Argemiro. Em 1991, uma pesquisa sócio-econômica feita na região por um órgão do Governo Federal constatou a forte presença ainda de castanha, açaí e cupuaçu. Com esses dados em mãos, entidades como a Comissão Pastoral da Terra e Fetagri iniciaram a ideia de implantar um projeto extrativista que utilizasse os recursos florestais sem desmatamento. em 1997 o projeto implantado. As terras não eram mais devolutas.

José Cláudio e Maria estavam entre os contemplados no projeto, e Zé Cláudio tornou-se presidente da associação que congregava os extrativistas. “Foi quando Maria disse que ‘nasceu’ para o movimento social”, lembra Laísa. Começaria a luta contra os fazendeiros, pois cinco grandes áreas haviam sido ocupadas por fazendas. Três foram logo desocupadas pelo Incra, num intenso processo de negociação. Mas foram o estopim para que as tensões fossem acumuladas gradativamente.

Em 2005 a área do projeto passou a ser alvo de invasões para a retirada clandestina de madeira. Os próprios assentados também começaram a vender madeiras nobres que ainda existiam na mata. Os conflitos ganharam proporções maiores quando entraram em cena as carvoarias. “Os madeireiros ainda deixam o resto da floresta, mas as carvoarias destroem tudo”, diz Laísa.

Mais enfrentamentos, mais inimigos. Zé Cláudio e Maria passaram a receber repetidas ameaças de morte. Em 2001 Laísa também adquiriu um lote no projeto e, convidada por Maria, passou a lecionar na escola multidisciplinar do assentamento. O nome da escola foi uma ideia de Maria do Espírito Santo: em vez do nome anterior, Costa e Silva, conseguiu mudá-lo para Chico Mendes.

Foi numa manhã de 2003 que Laísa sentiu que a irmã realmente poderia vir a ter um final trágico. No barracão da escola cuja parede chega até a metade da altura, enquanto lecionava, Laísa percebeu a moto se aproximando. O uso de capacetes, algo incomum nas estradas de terra dos municípios paraenses, chamou a atenção. A camisa larga do homem à garupa também. “Professora, não vai que é pistoleiro”, alertou um aluno. “Eu fui falar com eles. Era tudo ou nada. Dei bom dia e eles perguntaram pela Maria do Espírito Santo. Eu disse que ela não estava por lá, mas como nosso tom de voz era parecido, deu para perceber que eles achavam que talvez eu pudesse ser ela. Ficaram fazendo perguntas para ver se eu entrava em contradição”. O condutor da moto ficava acelerando, enquanto fixava os olhos em Laísa. “Diga ao Zé Cláudio que a gente volta no sábado”, avisaram antes de partir.

Ao saber, Zé Cláudio disse que estaria esperando.

A morte avisada

Oito anos depois, em 24 de maio de 2011, a morte anunciada se fez cumprir. Laísa lembra: “Eram oito horas quando o ônibus parou e a servente da escola veio com as mãos na cabeça, dizendo ‘ele acabou de morrer, é o Zé Cláudio’. Não sou de chorar, mas fiquei tremendo. Pedi carona de moto pra um aluno e fui até o local. O primeiro que vi foi o corpo do Zé Cláudio. Eu acho que tentava me enganar, porque achava que a Maria não tinha morrido. Vi uma poça de sangue na frente do corpo do Cláudio, mas não era dele. ‘Cadê ela?’, perguntei. Aí virei e vi o pé dela”.

“Foi assassinato. Tua irmã está morta”, ouviu não sabe de quem. “A sensação de desamparo foi grande, mas na hora pensei: ‘tinha de ser assim. Dois meses antes ela tinha me dito que se encontrasse um pistoleiro queria que ele a matasse primeiro para não ver o Zé Cláudio tombar”.

A partir daí, Laísa relata que “tudo de ruim” passou a ocorrer. Ela e o marido começaram a receber recados. Pessoas de dentro do assentamento que conheciam os que viriam a ser acusados avisavam que ela devia tomar cuidado. “A gente não recuou, mas o pessoal do assentamento pedia para que me calasse, que eu iria acabar como minha irmã”.

Teve de sair do assentamento, passou sete meses em Marabá. Depois desse período voltou ao lote. Retornou às aulas, sem saber se voltaria para casa ao fim de cada dia. Vivia sob tensão. Um dia, uma aluna perguntou se ela não podia deixar de se locomover de moto no trajeto, pelo menos uma vez. “Perguntei por que e ela disse que depois eu iria saber”. No dia seguinte, Laísa saiu de casa às quatro da manhã, “antes que os pistoleiros acordassem”.

A organização Anistia Internacional soube da situação de Laísa Sampaio, e ela entrou no Programa de Proteção de Defensores Humanos. Sempre que precisa se deslocar a algum lugar mais distante, como o próprio assentamento, é acompanhada por policiais. Em casa recusou a proteção permanente por achar que ‘isso não é vida’.

Nada que a deixe tranquila. Mas Laísa não se abate. Ainda em 2011 teve uma surpresa indesejada: descobriu um aneurisma no lado esquerdo do cérebro. Especialistas em Belém e Recife, ao analisarem os exames, chegaram à mesma conclusão. Uma intervenção cirúrgica poderia produzir sequelas como cegueira, sem que as chances de cura do mal chegassem a 40%.

Laísa segue em frente. É ativa em casa e no assentamento. Organiza as mulheres extrativistas, assume a linha de frente que pertenceu à irmã. Sabe que o tempo pode ser pouco para tanta coisa que precisa fazer ainda. “Em 2012, passei o ano correndo da morte. Em 2013 estou correndo em busca da vida. Sei que diante das ameaças e de tudo o mais tenho que ter fé e coragem”, diz.”Nesse momento só tenho a fé”.

 

 

Adital