Arquivo da tag: manifestam

Atores de Hollywood manifestam apoio a Dilma e Aécio na internet

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto, as campanhas a favor de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) ultrapassaram as fronteiras do país, repercutindo inclusive em Hollywood. Nos últimos dias, a candidata petista à reeleição e o presidenciável tucano receberam, respectivamente, o apoio dos atores Danny Glover e Lindsay Lohan em redes sociais.

Um dos protagonistas da franquia “Máquina Mortífera”, Danny Glover aproveitou na semana passada o intervalo das gravações de um filme no México para posar para uma fotografia segurando um cartaz de apoio à candidata do PT. Glover, que já veio diversas vezes ao Brasil, é um conhecido militante político. O perfil de Dilma no Facebook, administrado pelo PT, publicou a imagem na última sexta-feira (17).

“O Brasil é o maior país do mundo em combate à miséria e, nestes 12 anos, deu um exemplo para a humanidade. Espero que o povo saiba reconhecer e vote corretamente!”, publicou o perfil de Dilma, atribuindo a frase a Glover.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Nesta terça-feria (21), foi a vez da polêmica atriz Lindsay Lohan, que gravou filmes como “Sorte no amor”, publicar uma mensagem em sua conta no microblog Twitter em apoio a Aécio Neves.

“Eu apoio Aécio Neves para a candidatura presidencial. A plataforma dele leva mudanças positivas para o Brasil”, publicou.

O ator ativista Mark Ruffalo participa da Marcha Popular pelo Clima em Nova York (Foto: Craig Ruttle/AP)

O ator Mark Ruffalo participou da Marcha Popular
pelo Clima em Nova York (Foto: Craig Ruttle/AP)

Em setembro, o ator Mark Ruffalo chegou a gravar vídeo apoiando a candidata derrotada do PSB à Presidência, Marina Silva. Defensor do casamento gay, o intérprete da última versão de “Hulk” nos cinemas retirou seu apoio após a presidenciável tirar de seu programa de governo trecho em que defendia a aprovação de uma lei regulamentando a união entre pessoas do mesmo sexo.

Em seu blog, Ruffalo disse não ser especialista em política brasileira, mas ponderou que os direitos das mulheres, dos homossexuais e os direitos ambientais fazem parte de um pacote de visão de mundo que ele tem.

G1

 

Entidades do campo manifestam apoio a reforma política

fábio rodrigues pozzebom/abr
fábio rodrigues pozzebom/abr

A presidenta Dilma Roussef recebeu na tarde dessa sexta (5), durante reunião com integrantes de entidades dos trabalhadores no campo, apoio formal para a convocação do plebiscito. Os representantes entregaram documento com solicitações de problemas e questões que afetam as áreas rurais no país e, ao mesmo tempo, reiteraram a importância das manifestações das ruas e da realização de consulta popular para realização de uma reforma política. Lembraram, também, que ainda existe grande desigualdade social no interior brasileiro e deixaram claro que querem participar da reforma.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O encontro contou com a participação de integrantes de 11 entidades, dentre as quais, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento Mulheres Camponesas (MMC), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, (Contag), Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
A reunião, com duração de mais de duas horas, foi considerada positiva pelos participantes que elogiaram a atitude do Executivo de buscar maior diálogo com as organizações sociais. Um dos pontos destacado foi a postura da presidenta, no sentido de fazer uma autocrítica do seu governo e dizer que, daqui por diante, o contato com a sociedade será intensificado, conforme contaram. “Explicamos que não estamos contra
a presidenta Dilma, mas consideramos que só conversa não basta. São necessárias políticas públicas voltadas para transporte, educação e saúde”, afirmou um dos coordenadores do MST, Alexandre Conceição.
Escolhido para falar em nome do grupo que participou da reunião, Conceição disse que as entidades enfatizaram seu apoio ao plebiscito e discutiram com a presidenta, inclusive, os pontos defendidos pelo governo, mas querem uma reforma política mais ampla. Além disso, chamaram a atenção para a necessidade de passar a haver maior participação popular em debates sobre outros temas, como o novo Código de Mineração, a legislação referente ao uso agrotóxicos e aos produtos transgênicos e a própria reforma agrária.
“Não queremos ser chamados para discutir somente pontos relacionados ao plebiscito, mas também assuntos igualmente importantes, principalmente porque não nos sentimos mais representados por este Congresso que está aí, financiado pelo grande capital”, acentuou o coordenador.
Mesmo tendo considerado bom o resultado da reunião, as entidades confirmaram que vão participar do movimento a ser realizado na próxima quinta-feira (11), em todo o país, pelas centrais sindicais. “Vamos às ruas pedir por melhores condições para os trabalhadores e também pelo plebiscito. Estamos lutando pelo país”, enfatizou Marcílio
Miranda, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

Menos burocracia

A maior queixa feita à presidenta pelos movimentos, no entanto, foi a burocracia do governo – sobretudo na questão da reforma agrária. No documento entregue a Dilma (que além destas entidades presentes à reunião é endossado por outras nove) foram especificados em 10 itens, com pedidos setorizados sobre questões variadas, referentes a gargalos antigos observados no Brasil.

Fazem parte das demandas, por exemplo, a desapropriação de terras pertencentes  a estrangeiros, a revisão da lei que regula os produtos transgênicos e a retirada do projeto de urgência para apreciação do novo Código Nacional de Mineração – que vem sendo aguardado com ansiedade pelo Planalto.
Já em relação às terras compradas por estrangeiros, as entidades pediram que o governo anule as compras e desaproprie as terras compradas e controladas por empresas de outros países, argumentando que essa iniciativa objetiva resgatar “a soberania nacional”. Também foram feitas solicitações para programas estruturais voltados para jovens e mulheres do campo; garantia dos direitos dos povos do campo, com reconhecimento e demarcação imediata das terras indígenas e quilombolas, além de políticas sobre os direitos dos brasileiros atingidos por barragens e territórios pesqueiros.
Outros itens inclusos foram o banimento dos agrotóxicos; proibição de pulverizações aéreas e revisão da política de liberação dos transgênicos no Brasil; uma política de controle do desmatamento das florestas em todo país e apoio à recuperação de áreas degradadas e de reflorestamento pela agricultura familiar.

Afinando a viola

O encontro foi tido como uma vitória para a presidenta Dilma, que passou o dia dedicada a aumentar o debate com a sociedade civil organizada e também com os parlamentares. Durante a manhã, a presidenta recebeu em seu gabinete deputados da base aliada, a quem pediu para evitar atritos. “Precisamos afinar a viola e ajudar na recomposição da base no Congresso”, disse o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE).

De acordo com Guimarães, ficou acertado que a estratégia no Congresso, daqui por diante, deve ter o intuito de trabalhar pela agenda positiva, mas ao mesmo tempo avaliar os projetos que estão sendo apreciados e votados, de forma a evitar que determinadas matérias aprovadas não venham a “comprometer o rigor fiscal que o momento impõe”, acrescentou. Dentro desse sentido, a presidenta continua, na próxima semana, com a sua agenda de reuniões com parlamentares e também representantes dos movimentos sociais – como movimentos de mulheres, negros, indígenas e lideranças evangélicas.
por Hylda Cavalcanti, especial para a RBA