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Comer frutas pode prevenir o câncer de mama

O câncer é o principal problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura (antes dos 70 anos de idade) na maioria dos países. A incidência e a mortalidade por câncer vêm aumentando no mundo, em parte pelo envelhecimento, pelo crescimento populacional, como também pela mudança na distribuição e na prevalência dos fatores de risco de câncer, especialmente aos associados ao desenvolvimento socioeconômico.

Para o Brasil, a estimativa para cada ano do triênio 2020-2022 aponta que ocorrerão 625 mil casos novos de câncer (450 mil, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma). O câncer de pele não melanoma será o mais incidente (177 mil), seguido pelos cânceres de mama e próstata (66 mil cada), cólon e reto (41 mil), pulmão (30 mil) e estômago (21 mil). O cálculo global corrigido para o sub-registro, segundo MATHERS et al. (2003), aponta a ocorrência de 685 mil casos novos.

A melhor forma de evitar o câncer é seguindo um estilo de vida saudável, o que inclui hábitos como praticar atividade física. Embora muitas pessoas pensem que o autoexame e a mamografia sejam formas de prevenção, na verdade esses são cuidados que permitem o diagnóstico precoce da doença. “Para que realmente seja possível evitar, é necessário incluir os alimentos certos na sua dieta,” garante a nutricionista Luanna Caramalac.

  1. Frutas vermelhas

Frutas como morango, amora, framboesa e mirtilo têm sua coloração característica devido à presença de pigmentos chamados antocianinas. Essas substâncias têm poder antioxidante e evitam a formação dos radicais livres, moléculas que prejudicam o DNA das células e favorecem o desenvolvimento do câncer. Além disso, essas frutas oferecem boas quantidades de vitamina C, que também é um antioxidante poderoso.

  1. Frutas amarelas e alaranjadas

A coloração amarela ou alaranjada de alimentos como, manga, nectarina e mamão se devem à presença do betacaroteno, um pigmento que protege nosso material genético dos danos causados pela oxidação. “Outro benefício desses alimentos são as altas concentrações de vitaminas, minerais e fibras, que permitem o bom funcionamento de todo o organismo,” informa Caramalac.

  1. Frutas cítricas

As frutas cítricas são as campeãs quando o assunto é vitamina C, um micronutriente capaz de evitar o estresse oxidativo nas células e prevenir o desenvolvimento de diversos tipos de tumor maligno, inclusive o câncer de mama.

De acordo com a nutricionista, vale a pena investir em frutas como abacaxi, acerola, maracujá, kiwi, laranja, limão e tangerina, ingerindo pelo menos uma porção todos os dias.

  1. Tomate

Além de fornecer fibras e vitamina C, o tomate é uma excelente fonte de licopeno, uma substância antioxidante que contribui para a proteção do material genético celular em relação aos radicais livres.

O licopeno é mais bem absorvido pelo corpo quando o tomate passa por um processo de cozimento, de forma que o molho caseiro também pode entrar na lista de alimentos para prevenir o câncer de mama. Contudo, é preciso manter o fogo baixo, pois temperaturas muito altas diminuem suas propriedades antioxidantes.

“É importante lembrar que, embora o licopeno se torne mais disponível, o cozimento pode destruir outros micronutrientes, de forma que o mais interessante é manter um equilíbrio no consumo de tomates crus e cozidos,” indica a nutricionista.

O câncer pode ser causado por diversos fatores, seja genético, endócrino ou até comportamental e um dos agravantes da doença é a má alimentação, que ocasiona muitas vezes, o sobrepeso e a obesidade. De acordo com Luanna Caramalac, além de contribuir para a manutenção do peso e a prevenção da doença, alimentos naturais como frutas e verduras possuem fibras, vitaminas, minerais e diversos fitoquímicos que podem atuar no combate e na prevenção do Câncer de Mama.

Dra. Luanna Caramalac Munaro – CRN-3 49383 – Nutricionista pela UNIDERP, pós-graduada em nutrição clínica funcional, pela VP – Centro de Nutrição Funcional, pós-graduanda em adequação nutricional e manutenção da homeostase, pós-graduanda em nutrição comportamental pela IPGS, formação em modulação intestinal.

Atua na área integrativa com foco em prevenção e tratamentos de doenças crônicas degenerativas e emagrecimento saudável.

 

 

Mariana Durante

 

 

Pandemia reduz exames de mama no SUS em 62%, diz pesquisa

Há sete anos, a dona de casa Maria Aparecida de Sousa, moradora de Valparaíso de Goiás, descobriu o câncer de mama após um autoexame. Anos depois da retirada e reconstrução da mama, Maria Aparecida segue com o acompanhamento médico e exames de rotina no Sistema Único de Saúde (SUS). Em uma das visitas à unidade hospitalar durante a pandemia, foi infectada pelo coronavírus e teve todos os compromissos no sistema público de saúde cancelados.

“Fui para a consulta e duas semanas depois comecei a sentir os sintomas. Fiz o exame e deu positivo. Fiquei em isolamento. Depois fiz outro teste e deu negativo. Meus exames foram todos cancelados depois que tive a Covid-19. Foi a época que tinham mais cuidados com os pacientes, cancelaram consultas e exames. Psicólogo e psiquiatra só por vídeo chamada e buscar receita é com o maior cuidado”, conta a dona de casa.

O caso da dona Maria Aparecida ilustra o resultado da pesquisa do Ibope Inteligência, a pedido da farmacêutica Pfizer, que revela que 62% das mulheres não foram realizar exames de detecção de câncer de mama este ano devido à pandemia. As mulheres com mais de 60 anos foram as mais afetadas de acordo com o estudo, 73% disseram não ir ao médico ginecologista ou mastologista por medo da Covid-19. “Agora em outubro, tinha consulta com mastologista e não fui. Tinha psiquiatra, não fui porque fiquei com medo de sair de casa. Meus filhos têm medo que eu pegue a Covid-19 novamente”, diz Maria Aparecida.

Entre as mulheres de 30 a 39 anos, 59% disseram estar aguardando a pandemia passar para ir ao médico, a menor taxa entre as entrevistadas. Dados da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Amama (FEMAMA) revelam que a principal reclamação das pacientes atendidas desde o início da pandemia foi o cancelamento de consultas.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil tem mais de 66 mil novos casos de câncer de mama todos os anos, com taxa estimada em 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Cirurgias

Em números gerais as cirurgias de câncer no Brasil reduziram em 70% os procedimentos entre março e maio, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) – redução de 116 mil cirurgias.

Os dados se estendem a outras áreas da medicina atendidas pelo SUS. As doenças cardíacas tiveram 70% das cirurgias canceladas em abril, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista (SBCI). Em relação a doenças renais, que provocam 35 mil mortes por ano, as cirurgias caíram 70% e os exames tiveram redução entre 50% e 80%, dependendo da região do país, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Para Maira Caleffi, mastologista e presidente voluntária da FEMAMA, os efeitos da pandemia no cancelamento de procedimentos no SUS serão sentidos a médio e longo prazo. “Os efeitos serão devastadores. Já tínhamos problemas de agilidade no acesso a diagnósticos e biópsias de lesões suspeitas antes da pandemia.

Piorou muito a espera. Isso certamente vai impactar, a médio e longo prazo, na sobrevida, na chance de cura dos pacientes com câncer. No caso de pacientes com câncer de mama isso é dramático. Talvez tudo que conseguimos com alerta da população em identificar o diagnóstico precoce, perdemos”, diz.

Na avaliação de Caleffi, um dos caminhos para o poder público conseguir minimizar os impactos da pandemia no sistema de saúde é através das parcerias público-privadas. “O setor privado está aparelhado e sob protocolos mais rígidos. Quem vai ter menos chance de cura são aquelas pessoas que só contam com o sistema público”, relata.

Mesmo com a pandemia e os efeitos no pós-crise, o Governo Federal planeja cortes no orçamento da saúde para o ano que vem. A intenção do Executivo é destinar ao Ministério da Saúde R$ 127,7 bilhões de reais, R$ 7 bilhões a menos do que em 2020. Com o acréscimo de gastos por conta da pandemia, o orçamento da saúde deste ano é de aproximadamente R$ 175 bilhões.

Fonte: Brasil 61

 

 

Autoestima, psicoterapia e fé: conheça alguns aliados do tratamento de câncer de mama

Receber o diagnóstico de um câncer de mama é extremamente desafiador para mulher que terá que lutar contra a doença e para os familiares e amigos que compartilham a vivência diária. O psicólogo da MedPrev do Hapvida em João Pessoa, Andersson Felipe, explica que manter a autoestima mesmo diante do impacto pessoal e emocional gerado pela confirmação da doença é fundamental. “Manter a autoestima elevada proporciona um empoderamento à mulher e faz o processo do tratamento ficar um pouco menos difícil”, declara, aprontando que psicoterapia e fé são aliados importantes nessa jornada de luta contra o câncer.

O especialista esclarece que a autoconfiança, mesmo que debilitada por hora, necessita de reparos com a parte psicológica e momentos que agreguem bons pensamentos e diálogos produtivos. “Em alguns casos os próprios pacientes demonstram que não irão se abalar e que existem muitos motivos para se viver, impulsionando assim outros fatores que favorecem a manutenção da autoestima e a não desistir”, esclarece.

Andersson Felipe lembra que além da psicoterapia se torna uma aliada forte nesse processo de tratamento, a fé também é um dos principais suportes na luta da mulher com câncer de mama e está presente em boa parte das pessoas que se submete ao tratamento. “Trabalhos artesanais em ONGs com enfoque na causa e encontro de amigos estão também entre os pontos importantes para a melhora da auto estima e relatos de experiências”, elenca o psicólogo.

Familiares e Amigos – Outro aspecto que está ligado diretamente ao tratamento é o apoio de familiares e amigos, em estar promovendo momentos felizes e que favoreçam o bem-estar e a saúde psíquica. O psicólogo do Hapvida reforça que proporcionar momentos atrativos e adversos que envolva a mulher e promover diálogos que tragam outras temáticas e assuntos do interesse da mesma, que sejam leves e que seja algo sobre o que a mulher goste de falar, ocupando assim a mente de forma mais saudável.

Andersson Felipe explica também que é de extrema importância a participação dos entes queridos em todo o processo do tratamento. “A mulher se enxerga muito sensível e vulnerável, muitas vezes sem esperança e boas perspectivas ao tratamento submetido, principalmente quando se depara com uma situação de mastectomia, necessitando de encorajamento, apoio psicológico, tratando-se principalmente contexto emocional”, reforça.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Entenda a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

Mariane Teodoro, oncologista da Unimed João Pessoa, reforça o autoexame e os hábitos saudáveis para a prevenção da doença

Com o tema ‘Quanto antes, melhor!’, o Outubro Rosa, campanha de prevenção ao câncer de mama da Unimed João Pessoa, reforça a importância do diagnóstico precoce para permitir um tratamento menos agressivo e maiores chances de cura. Para a oncologista Mariane Teodoro Fernandes, especialista em câncer de mama e integrante da equipe da Unidade de Oncologia da Unimed JP, este ano, a campanha tem um significado ainda mais especiais. “Devido à pandemia da covid 19, tivemos uma diminuição de exames de rastreamento. Por isso, é tão importante lembrar a sociedade sobre a importância do exame, da prevenção e do tratamento correto”, alerta a médica.

Segundo ela, a adoção de hábitos saudáveis é a forma de prevenir e diminuir riscos. “Alimentação saudável e exercícios físicos são fundamentais, e também é importante a diminuição do consumo de álcool”, disse.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que em 2020 sejam descobertos mais de 66 mil novos casos de câncer de mama. O número de óbitos por esta doença deve ultrapassar os 17.500. As sociedades brasileiras de Oncologia e Mastologia recomendam que a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos de idade.

Autoexame – A maior parte dos casos de câncer de mama é descoberta pelas próprias mulheres, durante o autoexame. Por isso, todas devem conhecer o seu corpo para saber o que é e o que não é normal na sua mama.

É preciso lembrar que o autoexame é apenas a primeira precaução. A mulher deve ficar atenta também ao aparecimento de secreções e dores, além da consulta ginecológica anual.

O autoexame pode ser realizado em frente ao espelho, em pé ou deitada. Depois de fazer, caso sinta algum nódulo ou mudança na textura ou tamanho, deve ser procurar um ginecologista. Ele realizará o exame clínico de mama e poderá solicitar a mamografia.

Confira alguns sinais e sintomas:

• Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
• Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
• Alterações no bico do peito (mamilo);
• Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
• Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

 

Assessoria

 

 

Fatores genéticos são responsáveis por 10% dos casos de câncer de mama e especialista lista fatores de risco para doença

O câncer de mama, excluídos os tumores de pele não melanoma, é o mais incidente entre as mulheres. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam uma estimativa de 66.280 novos casos em todo país para este ano. Na Paraíba, serão 46,17 novos casos para cada 100 mil mulheres, totalizando 1.120 pessoas que devem descobrir a doença este ano.

Apesar de muito se falar sobre a ocorrência de casos de mama por uma questão de fator genético, neste 1º de outubro, dia que marca o início da campanha Outubro Rosa, que tem por objetivo conscientizar a população acerca da doença e necessidade do diagnóstico precoce, a mastologista do Hapvida em João Pessoa, Josivania Felipe Santiago, afirma que o câncer de mama de caráter hereditário corresponde apenas de 5 a 10% de casos.

“Os fatores genéticos/hereditários estão relacionados à presença de mutações em determinados genes, especialmente BRCA 1 e 2. Mulheres que possuem vários casos de câncer de mama ou pelo menos um caso de câncer de ovário em parentes consanguíneos, sobretudo em idade jovem, ou câncer de mama em homem também em parente consanguíneo, podem ter predisposição genética e são consideradas de maior risco para a doença”, esclarece.

A mastologista explica que os principais fatores de risco para ocorrência de câncer de mama são: idade, histórico familiar – ter irmã ou mãe com câncer de mama (fator genético); menarca precoce e menopausa tardia (a mulher fica exposta mais tempo a ação hormonal); não ter filhos (maior tempo sob ação hormonal, pois não tem as paradas dos ciclos de gravidez); história de exposição à radiação, obesidade e tabagismo.

Josivania Santiago aproveita o momento para reforçar a importância da obtenção de um diagnóstico precoce. “O câncer de mama é a segunda forma mais comum de câncer nas mulheres. Importante causa de mortalidade também. Só através do diagnóstico precoce da doença poderemos diminuir a alta taxa de mortalidade desta doença e possibilitar cirurgias cada vez menos agressivas e melhor qualidade de vida”, pondera.

Identificando e Diagnosticando – A mastologista do Hapvida explica que sinais podem indicar um possível câncer de mama. “Nódulo único, irritação ou abaulamento de uma parte da mama, inchaço de uma parte ou toda a mama, dor na região da mama e mamilo, inversão do mamilo, vermelhidão na pele, espessamento da pele ou retração da pele ou mamilo. Além da presença de secreção sanguinolenta ou cor de água pelo mamilo. Esses são alguns sinais que merecem atenção”, elenca.

Já para o diagnóstico da doença podem ser realizados o core biopsy – que é uma biópsia com agulha grossa e um procedimento que dá o diagnóstico definitivo –, mamografia, ultrassonografia das mamas, ressonância magnética, tomossíntese mamária são alguns dos testes e exames que contribuem para fechar o diagnóstico da doença.

Josivania Santiago reforça que a realização do autoexame das mamas, atividade física regular, alimentação balanceada, mamografias de rastreamento, evitar o consumo de álcool e fumo são algumas práticas diárias que ajudam a prevenir o surgimento do câncer de mama.

 

Assessoria 

 

 

Paiva Netto: Câncer de Mama

O Dia Mundial Contra o Câncer e o Dia Nacional da Mamografia (respectivamente em 4 e 5 de fevereiro) chamam-nos a atenção sobre um mal que acomete cada vez mais pessoas.

Segundo informa o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quase 60 mil novos casos de câncer de mama deverão ser diagnosticados no país a cada ano. E ainda ressalta que este é o “tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença”.

Conforme ressalta o Inca, “o exame clínico da mama deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres entre 40 e 49 anos. E a mamografia deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica”. E mais: “Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo deve ser acompanhado por um médico a partir dos 35 anos (…)”.

Quando detectado nos estágios iniciais, as chances de cura são de aproximadamente 95%. Contudo, aponta Ricardo Caponero, presidente do Conselho Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), “ainda falta conscientização das mulheres para a importância da realização periódica da mamografia. (…) Apenas 30% das mulheres fazem o exame”. Desde 2009, o procedimento tem cobertura gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), direito assegurado pela Lei no 11.664/2008. Em prol de sua saúde, as mulheres não podem abrir mão desse benefício.

Prevenção

Para melhor conhecimento de todos sobre o assunto, vale consultar o site do Inca (www.inca.gov.br). Vejam, por exemplo, algumas dicas de prevenção: “Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor”.

Não prescindamos igualmente de recorrer ao Amparo Celeste, que tem em Jesus, o Divino Médico, o inesgotável manancial da saúde almejada por todos. Saúde espiritual e corpórea.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com

 

 

Equipes multidisciplinares para o tratamento contra o câncer de mama são fundamentais

Os tratamentos são mais focados, são menos agressivos aos tecidos e com resultados mais expressivos

De acordo com a pesquisa publicada por médicos do Hospital Sírio-Libanês no International Journal of Radiation Oncology, os protocolos cirúrgicos atuais são menos invasivos poupando mais a região operada priorizando a estética e mantendo tecido mamário.

Segundo o cirurgião plástico, Dr. Marco Cassol, a radioterapia é uma das áreas da medicina que mais teve modificações nos tratamentos e protocolos nos últimos tempos. “Hoje os tratamentos são mais focados, são menos agressivos aos tecidos e com resultados mais expressivos”. Informa

O estudo questiona o quanto a mastectomia deve efetivamente remover e o quanto de pele remanescente é ideal prevalecer de acordo com os protocolos oncológicos. Além disso, a pesquisa defende a importância de ter médicos diferentes para a retirada do tumor e da reconstrução. “Equipes multidisciplinares para o tratamento contra o câncer de mama, são fundamentais, sendo um radiologista responsável pelo tratamento radioterápico, oncologista responsável pela retirada do nódulo, setorectomia, quadrantectomia ou mastectomia e um cirurgião plástico responsável pela reconstrução da mama com prótese ou sem prótese ou dependendo do tipo de cirurgia necessário”. Concluí Dr. Cassol

Dr. Marco Cassol, cirurgião plástico. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) com mais de 20 anos de experiência. É formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em plástica facial.

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Ginecologista alerta sobre câncer de mama por mutações somáticas

80% dos casos de câncer de mama em mulheres com idades entre 20 e 35 anos podem ser por causa de alterações genéticas nas células da mama

Para comemorar o Dia Mundial de Câncer, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) lançou a publicação Estimativa 2018 – Incidência de Câncer no Brasil. Com exceção do câncer de pele não-melanoma, os tipos de câncer mais frequentes serão os cânceres de próstata (68.220 casos novos) em homens e mama (59.700 mil) em mulheres. Além dos citados, completam a lista dos dez tipos de câncer mais incidentes: cólon e reto (intestino – 36.360), pulmão (31.270), estômago (21.290), colo do útero (16.370), cavidade oral (14.700), sistema nervoso central (11.320), leucemias (10.800) e esôfago (10.970).

Embora os homens também possam ser acometidos, as mulheres são as principais vítimas do câncer de mama. “Existem diversos fatores de risco que podem ajudar a diagnosticar a doença: o histórico familiar, quando a mulher corre um sério risco em desenvolver a doença se dois ou mais parentes de primeiro grau teve ou tem câncer de mama; idade, já que mulheres entre 40 e 69 anos são mais propensas; menstruação precoce; obesidade; colesterol alto; ausência de gravidez; reposição hormonal; entre outros”, explica a Ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres – a estimativa é de 59 mil novos casos no Brasil em 2018 – e ocorre principalmente naquelas que têm mais de 50 anos e já se encontram na menopausa.  Porém, cerca de 80% dos casos de câncer de mama em mulheres jovens, com idades entre 20 e 35 anos, podem ser causados por mutações somáticas – alterações genéticas nas células da mama que não têm origem hereditária. Foi o que constatou um estudo feito no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (LIM 24) do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com apoio da FAPESP.

“A maioria dos tumores da mama, quando estão no início, não apresenta sintomas, o que pode passar como despercebido. Mas ao fazer o autoexame de mama, se a mulher sentir o nódulo ao toque é sinal de que ele tem cerca de 1 cm. Por isso é importante fazer os exames preventivos na idade adequada, com a finalidade de evitar o aparecimento de qualquer sintoma da doença “comenta a Dra. Erika.

Por ter diagnóstico mais difícil e ser pouco esperado, 4,5% dos casos da doença acometem mulheres jovens, entre 20 e 35 anos de idade e normalmente o tratamento nesses casos é iniciado quando a doença já está em estágio mais avançado e apresenta maior taxa de mortalidade que em mulheres mais idosas.

O exame clínico da mama é indicado para mulheres com menos de 49 anos. Ele é realizado por um médico e pode detectar caroços de até 1 cm. Já a mamografia é uma radiografia da mama que detecta lesões em fase inicial. Ela é realizada em um aparelho de raio X apropriado, que comprime a mama de modo a fornecer melhores imagens. “Apesar do desconforto provocado, esse exame causa uma redução de até 30% na mortalidade de mulheres acima de 50 anos. Ele deve ser feito por mulheres a partir dos 40 anos a cada ano ou de acordo com as prescrições do médico”, afirma a ginecologista.

Nos resultados do estudo, publicado na revista Oncotarget, são destacados os dois fatores mais importantes para o câncer de mama: o hereditário, quando a pessoa herda uma mutação genética dos pais, que predispõe ao câncer; e as mutações somáticas, que ocorrem na célula da mama ao longo do tempo.

Se o câncer de mama for diagnosticado precocemente, as chances de cura chegam até 95%. É importante que toda mulher entre 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos. Além disso, adotar um estilo de vida saudável, cuidar da alimentação e fazer atividade física também é uma medida de prevenção à doença, finaliza Dra. Erica Mantelli.

Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual – Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br

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Câncer de mama: cinco fatos importantes que todos devem saber

A­­­­­­ ingestão de verduras e frutas e praticar exercícios podem diminuir a incidência da doença

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são diagnosticados no Brasil cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama por ano e aproximadamente 12 mil mulheres morrem em decorrência dessa doença. Motivado pelas altas taxas de incidência, que não param de crescer desde a segunda metade do século XX, o mês de outubro foi escolhido para serem realizadas atividades educativas e de prevenção para o câncer de mama, o chamado Outubro Rosa.

De acordo com Alfredo Barros, mastologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a redução do número de filhos, a primeira gestação tardia e os curtos períodos de amamentação tornaram a mulher exposta a um maior número de ciclos menstruais e, consequentemente, a intenso e repetido estímulo hormonal estrogênico. “Esse estímulo promove a multiplicação de células mamárias, geneticamente modificadas, na direção do câncer. Além disso, a ausência de gestação implica que o tecido mamário deixe de receber proteção de certos hormônios da placenta como a gonadotrofina coriônica, que tornam as células da mama refratárias à lesão do DNA cromossomal, evento inicial do determinismo do câncer”, conta o médico.

Confira abaixo cinco fatos importantes relacionados à doença ressaltados pelo especialista:

Tendências: a obesidade, o sedentarismo, dieta gordurosa, ingestão alcoólica em excesso e a reposição hormonal prolongada na menopausa são condições que elevam o risco da incidência de câncer. “Pode-se diminuir a chance de formação do câncer de mama evitando estes fatores e aumentando a ingestão de verduras e frutas. Os vegetais contêm substâncias flavonoides, que dificultam a ligação dos estrogênios com proteínas receptoras no tecido mamário. Também é muito provável que agrotóxicos, pesticidas, poluentes orgânicos de diversos tipos e anabolizantes nos alimentos contribuam para a lesão no DNA e a proliferação celular”, afirma o mastologista.

A mamografia pode salvar vidas: para o diagnóstico na fase pré-clínica a mamografia é fundamental. Ela permite o reconhecimento de tumores a partir de 1 milímetro, muitos anos antes dele se tornar perceptível ao toque, por meio da identificação de sinais de suspeição, como microcalcificações ou pequenos nódulos. “Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a chance de cura, menor a extensão da cirurgia e mais simples o tratamento complementar. Desde a primeira divisão celular anômala até um nódulo chegar a ser palpável com 1 centímetro, existe um intervalo aproximado de 10 anos. Se o tumor for descoberto nesse período, as possibilidades de cura oscilam ao redor de 95%”, ressalta o médico. A mamografia é indicada anualmente a partir dos 40 anos de idade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Quem tem caso de câncer na família, deve redobrar o cuidado: nas pacientes de alto risco familiar, a rotina do exame de mamografia precisa ser iniciada mais cedo, também com ultrassonografia e a ressonância magnética. “Geralmente solicita-se a mamografia nas pacientes de alto risco depois da idade correspondente a 10 anos antes quando foi diagnóstico o câncer na mãe ou nas irmãs, por exemplo”, conta o médico.

O autoexame não deixa de ser tão importante quanto a mamografia: o exame físico das mamas realizado pelo especialista permite o diagnóstico precoce de tumores a partir de 1 centímetro de diâmetro. “Já o autoexame das mamas, realizado pela própria paciente, todos os meses na semana após a menstruação, identifica nódulos geralmente maiores que 2 centímetros de diâmetro e deve ser ensinado e praticado especialmente para quem não tem acesso à mamografia. Tem a virtude de estimular a atenção com o próprio corpo e o autocuidado”, afirma Alfredo.

Não tenha medo: o receio das doenças, quando enfrentado com racionalidade, pode levar à uma atitude pragmática sadia e à adoção de medidas preventivas úteis. Ainda existe muita falta de informação. “Quando a mamografia é repetida anualmente o medo do câncer vai diminuindo porque a mulher sabe que depois de um exame normal qualquer anormalidade que surgir no próximo ano deverá ser muito inicial e, portanto, curável”, conta o mastologista.

A mama é órgão muito especial para a mulher. Mais do que fonte de nutrição para recém-nascidos, desempenha papel essencial para a autoestima e autoimagem. “Por isso, é possível uma mudança de hábitos para redução de risco e é muito importante o diagnóstico precoce para um tratamento altamente eficiente e geralmente não mutilante. Os próximos outubros serão certamente mais cor-de-rosa se recomendações simples como as aqui mencionadas forem seguidas por mais e mais mulheres”, finaliza o médico.

Sobre a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo

A Beneficência Portuguesa de São Paulo agora é BP, um polo de saúde moderno e atualizado que valoriza a vida de todos e de cada um. Composto por 4 hospitais com foco em alta complexidade e que atendem diferentes perfis de clientes e outros 3 serviços que contemplam medicina diagnóstica, atendimento ambulatorial e educação e pesquisa, a BP compreende mais de 220 mil m² construídos, 7.500 colaboradores e 4.500 médicos distribuídos em 8 edifícios e cerca de 50 clínicas nos bairros da Bela Vista, onde são concentrados os serviços privados, e da Penha, onde são oferecidos os serviços para clientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O polo de saúde é composto pelo Hospital BP, referência em casos de alta complexidade, pronto-socorro geral e corpo clínico especializado para clientes de planos de saúde e particulares; pelo BP Mirante, hospital que oferece um corpo clínico renomado, pronto atendimento privativo, hotelaria personalizada e cuidado intimista para clientes particulares e de planos de saúde premium; pelo BP Essencial, hospital que tem foco na qualidade assistencial e oferece acomodações compartilhadas para clientes de planos de saúde básicos e particulares; pelo BP Hospital Filantrópico, que oferece cuidado humanizado e eficaz para clientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); pela BP Medicina Diagnóstica, um completo e atualizado centro de diagnósticos e de terapias, que oferece exames laboratoriais, de imagem, métodos gráficos e de todas as outras especialidades diagnósticas; pelo BP Vital, um conjunto de iniciativas da BP com foco em promoção de saúde por meio do cuidado integral, num um olhar atento e acolhedor da instituição para fora dos seus muros, contribuindo para a melhoria das condições de saúde da população como um todo; e pela BP Educação e Pesquisa, tradicional formadora de profissionais de saúde que capacita profissionais por meio de cursos técnicos e de pós-graduação, residência médica, eventos científicos e é responsável por gerenciar mais de 100 estudos e pesquisas na área da saúde com o intuito de contribuir para a evolução da Medicina no País.

LLYC – LLORENTE & CUENCA

 

 

Paraíba já registra 210 mortes de mulheres por câncer de mama

Em 2019, já foram registrados 210 óbitos por câncer de mama e 85 óbitos por câncer de colo do útero na Paraíba. Os dados são da Secretaria de Saúde e revelam ainda que só no ano passado, foram 260 óbitos por câncer de mama e 147 óbitos por câncer de colo do útero. Já em 2017, foram registradas 217 mortes por câncer de mama e 148 por câncer de colo do útero.

Na Paraíba, estima-se que no biênio 2018/2019 terão 880 novos casos de câncer de mama e, desses, 240 ocorrerão na capital. No que se refere ao câncer de colo do útero estima-se 370 novos casos para o Estado e 80 novos casos para a capital.

De acordo com a médica Roseane Machado, diretora do Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer (CEDC) estão disponíveis para atender a rede SUS 18 serviços com mamógrafos, sendo 13 públicos e cinco privados, conveniados com o Sistema Único de Saúde. Os exames de mamografias são ofertados pelos municípios.

Ela ainda informou que o estado possui cerca de 304.415 mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, mas que abaixo dessa faixa etária as mamografias diagnósticas são para os grupos com fatores de risco elevado para câncer de mama e que os exames de rastreamento no CEDC são realizados em mulheres a partir de 40 anos de idade.

 

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