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Cafezinho aponta novas ligações entre Globo e máfia da FIFA

globoO Cafezinho teve acesso, com exclusividade, a documentos que ilustram as relações comerciais íntimas, societárias, entre a Globo e J. Hawilla, o bandidão confesso preso pelo FBI no recente escândalo de corrupção da Fifa.

Os nomes da família global são João Roberto Marinho e Flávia Daudt Marinho, filha de José Roberto Marinho.

Os irmãos Marinho tem usado seus filhos para burlar o decreto lei 236, que limita o número de emissoras em mãos de um proprietário.

A própria Traffic, empresa diretamente ligada aos esquemas de corrupção da Fifa, traz fortes ligações com a Globo, na pessoa de José Geraldo Góes, um dos sócios da Traffic.

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Góes aparece em todas as listas de membros societários nas empresas onde os J. Hawilla (ele ou seus filhos) tem participação, incluindo a TV Aliança Paulista e TV Bauru, da qual os Marinho também são sócios.

As tvs dos Hawilla em São Paulo retransmitem o sinal da Globo. São duplamente, portanto, controladas pela Globo: via conteúdo, que é dela, e via participação societária.

A TV Tem, também do interior de São Paulo, reúne a turma toda na lista de sócios: João Roberto Marinho, dois filhos de J.Hawilla, o onipresente José Geraldo Góes, e a empresa Bonanza.

As empresas Bonanza e Lunar aparecem sempre associadas aos Marinho; são usadas para controlar afiliadas da Globo no interior de São Paulo.

José Geraldo Góes é também presidente do Desportivo, um clube de futebol administrado pela Traffic.

Quer dizer, não só administrado. O Traffic é dono do Desportivo, através da empresa T Desenvolvimento, que possui uma participação na sociedade no valor de R$ 102 milhões.

Sempre que você olha para as empresas de J. Hawilla, esbarra com o nome de José Geraldo Góes, em posição superior, como diretor, secretário ou acionista. Góes também é sócio de várias tvs controladas pela Globo.

A mídia não vai investigar isso? Não vai sequer dar a informação de que os Hawilla e os Marinho são sócios diretos em várias empresas no Brasil?

E que, através de Góes, todos eles, Hawilla e Marinho também tem ligações uns com outros em paraísos fiscais?

Ou será que a mídia brasileira continuará insistindo em qualquer factóide barato contra o PT, inventado às pressas, em conluio com setores políticos da PF, para abafar investigações que liguem Hawilla aos negócios da Globo?

Há muitos detalhes picantes e mal explicados. Por exemplo, José Geraldo Góes, que nessa história toda aparece como um laranja oficial de todos esses empreendimentos, é sócio da Continental Sports Marketing, com sede nas ilhas Cayman, uma das empresas que aparecem como sócias da Traffic.

Aliás, é incrível a velocidade como as empresas da Globo vivem mudando seus quadros, fundindo-se, mudando de nome, transferindo valores para outras, sempre com intuito de não pagar impostos.

É preciso entender uma coisa: o poder da Globo, que é excessivo e prejudica a democracia, além de ter nascido de uma ditadura, tem como principal fonte de renda o futebol brasileiro, que a emissora vampiriza há décadas.

Os clubes ficam cada vez mais endividados, e a Globo cada vez mais rica. A cartolagem de José Maria Marin, Ricardo Teixeira, J. Hawilla, entre outros, responde por essa situação. São todos aliados da Globo.

O esporte que os brasileiros mais amam é exibido em horários antipáticos ao trabalhador, porque a Globo não quer perder audiência de suas novelas.

E ainda temos o esquema de venda de jogadores, outro negócio milionário explorado por Hawilla e, portanto, também pela Globo.

Não podemos esquecer que o esquema de sonegação da Globo nas Ilhas Virgens Britâncias, que lhe valeu multa de R$ 615 milhões da Receita Federal (a qual até agora a Globo não provou que pagou), envolveu também o futebol. A emissora tentou comprar, sem pagar impostos, os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

Esses direitos de transmissão são o núcleo da corrupção da Fifa.

Tem mais: nos documentos que vazamos, contendo o processo de sonegação da Globo, há listas com as transferências milionárias da Globo para o clube dos 13, que durante anos controlou os direitos de transmissão dos campeonatos brasileiros. São valores impressionantes, bem maiores, inclusive, que aqueles relacionados à Copa do Mundo, mostrando a importância essencial do futebol para o orçamento da Globo. Procurem lá.

Mas sobre isso falaremos depois.

Essa história espalha pontas incandescentes de manipulação, corrupção, sonegação, para todos os lados. Todos vão tem que ajudar a examinar esses documentos e entendê-los, já que a Polícia Federal do Zé está ocupada demais fabricando factoides anti-PT para a Globo…

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brasil247

Criada Comissão para investigar desvios no SUS/PB e apurar “Máfia das Próteses”

juizEmbora sem exposição pública, o Tribunal de Justiça do Estado mais o Tribunal de Contas, Ministérios Público Federal e Estadual, CGU, etc acaba de constituir uma Comissão Especial para promover o mais forte levantamento de dados sobre o SUS na Paraíba visando combater desvios de recursos e, ainda, apurar a ação da “Máfia das Próteses” atuante na rede hospitalar do Estado.

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A constituição do Grupo de Trabalhos é resultado de uma recomendação formal feita dias atrás pelo Conselho Nacional de Justiça ao presidente do TJ, desembargador Marcos Cavalcanti, que já acionou os demais órgãos de investigação para atacar as ações de desvios no SUS.

Fontes disseram com EXCLUSIVIDADE ao portal WSCOM, que a primeira reunião de trabalho se dará no próximo dia 12 de marços no Tribunal de Contas do Estado.

– Trata-se de uma ação inusitada mas de forte impacto para buscar resolver a sangria, os desfalques por ventura existentes diante de fortes indícios de malversação com o dinheiro público – disse a Fonte, que pediu para não idêntifica-la publicamente.

Walter Santos
WSCOM Online

Suspeito de integrar máfia de ingressos pede liberdade ao Supremo

rayA defesa do executivo da Match Services Raymond Whelan, suspeito de integrar uma máfia internacional de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo, entrou com pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Match foi a única empresa autorizada pela Fifa para a venda de pacotes de ingressos e camarotes da Copa no Brasil, e Whelan é suspeito de ter facilitado a obtenção dos ingressos por parte de criminosos.

Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia negado soltura ao executivo, preso desde segunda (14) no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio. Depois, ele recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também negou liberdade.

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Ao recorrer ao Supremo, a defesa alega que o cliente está “sofrendo constrangimento ilegal” porque a Copa já acabou e não há motivo para ele ficar detido. O pedido foi registrado no sistema do STF nesta segunda-feira (21) e distribuído ao ministro Marco Aurélio Mello. Em razão do recesso de meio de ano do Judiciário, a decisão será tomada pelo presidente em exercício do Supremo, Ricardo Lewandowski.

O CEO da Match havia sido detido no dia 7 de julho, mas obteve liberdade horas depois por decisão do plantão judiciário no Rio. Após ser solto, teve nova prisão decretada e ficou foragido por alguns dias. A defesa tentou no TJ nova libertação, mas não conseguiu e recorreu ao STJ, que também negou.

O habeas corpus protocolado no Supremo foi apresentado pelo advogado Fernando Fernandes, investigado por suspeita de ter facilitado a fuga do cliente.

No documento, a defesa argumenta que as autoridades tentam “a qualquer preço” manter a prisão de Whelan. Segundo a defesa, ingressos foram comercializados pela Match com autorização da Fifa. Ele cita que o tipo de ingresso “hospitality” permite o acesso do torcedor a um setor Vip e com alimentação diferenciada. Por conta disso, sustenta, não há preço fixo para o bilhete.

“O que é absolutamente fundamental que se compreenda é que a Match tem o direito, assegurado por contrato com a Fifa, de vender esses ingressos de hospitality pelo preço que bem entender, para quem quer que seja”, afirma a defesa.

Ainda conforme o advogado, não é interesse da Match que exista “um mercado negro de ingressos”.

“Vender ingresso hospitality para o francês Lamíne Fofana, ou para quem quer que seja, vem a ser exatamente a atividade comercial da Match, lícita, contratada e autorizada pela Fifa. Mais do que isso, a existência de um mercado negro de ingressos afronta diretamente os interesses da Match, dificultando o cumprimento de suas obrigações contratuais com a Fifa.”

Investigação
De acordo com a polícia, escutas telefônicas apontaram que o esquema ilegal era operado pelo argelino Mohamed Lamíne Fofana, que tinha como contato Raymond Whelan. Segundo as investigações, três empresas de turismo localizadas em Copacabana, interditadas por policiais, faziam contato com agências de turismo que traziam turistas ao país e vendiam ingressos acima do preço.

Eram ingressos VIPs, fornecidos como cortesia a patrocinadores, a Organizações Não Governamentais (ONGs) e também destinados à comissão técnica da Seleção Brasileira. Desde bilhetes de camarotes até entradas de assentos superiores. Uma entrada para a final da Copa no Maracanã chegava a custar R$ 35 mil e a quadrilha chegava a faturar mais de R$ 1 milhão por jogo.

A defesa destaca, no pedido ao Supremo, que ainda não obteve acesso às gravações telefônicas que mostram conversas entre Whelan e Fofana. “Fica difícil falar com mais profundidade sobre as ditas 900 ligações a que só polícia, Ministério Público e imprensa têm acesso.”

G1

Executivo suspeito de liderar máfia do ingresso se entrega no Rio

whelanO CEO da empresa Match, Raymond Whelan,se entregou à Justiça do Rio na tarde desta segunda-feira (14). Ele estava foragido desde quinta-feira passada (10), quando teve a prisão preventiva decretada por ser acusado de integrar uma máfia internacional de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo.

De acordo com a assessoria de imprensa do advogado Fernando Fernades, que representa o executivo, Whelan se apresentou à desembargadora Rosita Maria de Oliveira Netto, da 6ª Câmara Criminal da capital, relatora do processo contra os 12 denunciados pelo Ministério Público do Rio.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) informou, às 15h15, que Whelan estava na carceragem do TJ-RJ à espera da polícia para ser levado para a Polinter, na Cidade da Polícia, no Subúrbio.

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Segundo a nota da defesa, ao se entregar Raymond Whelan estava acompanhado de seu advogado, Fernando Fernandes, para quem teria dito: “Enfim, poderei iniciar minha defesa criminal”.

O executivo teve a prisão preventiva decretada na quinta-feira pela Justiça, mas deixou o Copacabana Palace momentos antes de a polícia chegar. Imagens de câmeras de segurança do hotel mostram o momento que ele sai do local, pela área de funcionários. O inglês estava hospedado lá junto com a delegação da Fifa, que cedeu à Match os direitos sobre a venda de ingressos da Fifa.

O britânico era o único que não estava preso entre os 11 que tiveram a prisão preventiva decretada por integrar a quadrilha internacional que, segundo a Polícia Civil, era liderada pelo franco-argelino Mohamed Lamine Fofana. Fofana e mais nove estão no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. Outro denunciado, o advogado José Massih ficou 10 dias presos e responderá em liberdade, por ter colaborado com as investigações.

Desvio de ingressos Fifa esquema arte cronograma (Foto: Editoria de Arte / G1)

O esquema
Deflagrada no dia 1º de julho, a operação da 18ª DP prendeu 12 pessoas. No dia 1º, 11 suspeitos foram detidos no Rio e em São Paulo. Na segunda (7), Whelan também foi preso por suspeita de ser o facilitador da obtenção dos ingressos. Devido a um habeas corpus, no entanto, ele foi solto no dia seguinte e se tornou foragido quando teve a prisão preventiva decretada.

Com a listagem de celulares da Fifa em mãos, um dos agentes policiais digitou no aparelho celular apreendido do argelino Lamíne Fofana o prefixo 96201, que precede os telefones da entidade. Apareceu, então, o nome “Ray Brazil”, para o qual havia 900 registros entre telefonemas e mensagens. Ao todo, a operação está lendo e escutando 50 mil registros telefônicos, dos quais mais de 50% já foram apurados.

Segundo as investigações, três empresas de turismo localizadas em Copacabana, interditadas pela polícia, faziam contato com agências de turismo que traziam turistas ao país e vendiam ingressos acima do preço.

Eram ingressos VIPs, fornecidos como cortesia a patrocinadores, a Organizações Não Governamentais (ONGs) e também destinados à comissão técnica da Seleção Brasileira – desde bilhetes de camarotes até entradas de assentos superiores. Uma entrada para a final da Copa no Maracanã chegava a custar R$ 35 mil e a quadrilha faturava mais de R$ 1 milhão por jogo.

Segundo a polícia, Fofana também conseguia entradas vendidas pelos agentes oficiais da categoria “hospitalidade”, pacotes de luxo, controlados pela Match Hospitality. Até carro forte foi usado para abastecer a quadrilha que vendia entradas para todos os jogos da abertura à final do torneio.

Segundo o delegado Fábio Barucke, responsável pelo caso, os presos já atuaram em pelo menos quatro mundiais e estimativas apontam que a quadrilha poderia movimentar cerca de R$ 200 milhões por Copa do Mundo.

Presos
Além de Fofana e Whelan, estão presos o policial militar reformado Oséas do Nascimento; Alexandre Marino Vieira; Antônio Henrique de Paula Jorge, um dos contatos de Fofana no Brasil (antes de ser preso, Henrique tentou retirar de um banco R$ 177 mil em dinheiro vivo); Marcelo Pavão da Costa Carvalho; Sérgio Antônio de Lima, que teria tentado subornar um dos agentes; Ernane Alves da Rocha Júnior; Júlio Soares da Costa filho; Fernanda Carrione Paulucci e  Alexandre da Silva Borges. O advogado José Massih, indiciado inicialmente pela Polícia Civil, responderá em liberdade por ter colaborado com as investigações.

G1

Inclusão de lucros da Máfia no PIB deve aumentar taxa de crescimento na Itália

cigarroO faturamento com atividades ilegais como tráfico de drogas, extorsão, prostituição e contrabando de cigarros e bebidas alcoólicas deverá ser incluído regularmente no Produto Interno Bruto (PIB) da Itália, levando a economia a crescer mais que o esperado em 2014.

O anúncio de que o instituto italiano de estatísticas Istat está se preparando para incluir uma estimativa da economia ilegal no PIB do país a partir deste ano causou polêmica.

“PIB vai crescer em mais de 10%”, noticiou eufórico o jornal italiano Il Giorno em sua primeira página, exagerando o impacto da medida. “Com a ajuda da Máfia, nós passaremos de país em crise a locomotiva da Europa”, ironizou o editorialista Roberto Coscetti no blog “Italians”, do jornal Corriere della Sera.

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No entanto, o ministério italiano das Finanças frustrou as expectativas mais otimistas dizendo que o impacto na economia deverá ser mínimo, sem especificar uma cifra.

Na verdade, a adição da economia criminosa ao PIB da Itália não é uma idéia tão nova assim. Em 1987 o país já tinha incluído um valor estimado nos cálculos, o que resultou em um crescimento estatístico de 18% de um ano para outro.

A novidade é que agora esse valor vai ser estimado de acordo com regras da União Européia (UE), mais especificamente do Sistema Europeu de Contabilidade (European System of Accounts, em inglês, abreviado ESA). Esse organismo é responsável por harmonizar os sistemas contábeis na UE.

A medida é exigida não só pelo ESA, mas também pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), organismo internacional que estimula o progresso econômico e o livre comércio. O argumento é que, apesar de serem ilícitas, atividades como tráfico de drogas e contrabando acabando gerando um valor para a economia.

Estimativa difícil

As regras exatas para o cálculo, propostas pelo ESA, deverão ser divulgadas no fim do ano e estão sendo aguardadas com muita expectativa.

O tamanho da economia ilícita na Itália é objeto de grande discussão, já que é difícil estimar o que não passa por nenhum livro contábil. Os métodos para chegar às estimativas variam muito. A maioria delas se baseia em apreensões feitas pela polícia.

Um método comum é, por exemplo, multiplicar as capturas de drogas por dez e calcular seu valor de acordo com os preços de mercado. Alguns estudos preferem não incluir atividades difíceis de quantificar, como jogos de azar, corrupção ou extorsão.

Um estudo de 2012 feito para o Banco Central italiano estimou que o faturamento total do crime organizado equivaleria a 10,9% do PIB, ou cerca de 150 bilhões de euros. Já um estudo mais novo para o Ministério do Interior redimensiona esse número para cerca de 1,7% do PIB.

Consequências concretas

O faturamento de organizações mafiosas como Camorra e ‘Ndraghetta equivale a cerca de 0,7% do PIB, revelou um estudo do centro acadêmico de pesquisas Transcrime, da Universidade de Milão. O estudo diz também que a Máfia é responsável por cerca de metade das atividades do crime organizado no país.

Seja qual for o método aplicado, um crescimento do Produto Interno Bruto poderá ter consequências concretas para a economia italiana – positivas e negativas.

Por um lado, isso diminuiria os subsídios recebidos da União Européia (UE). Mas, por outro, poderia ajudar o país a ficar com seu endividamento dentro do limite imposto pela UE.

A Itália está em crise e acaba de sair de uma recessão que durou cinco anos. Segundo a OCDE, o PIB do país deverá volta a crescer em 2014, mas apenas em 0,5% – sem a inclusão da economia ilegal.

BBC Brasil

MÁFIA DAS AMBULÂNCIAS: Justiça condena ex-prefeito de Pombal por superfaturamento em licitações

MPFederal-300x278O Ministério Público Federal em Sousa (MPF) obteve a condenação do ex-prefeito de Pombal (PB) Abmael de Sousa Lacerda e de Gilberto Ismael Lacerda, em razão da prática de crime de responsabilidade previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto Lei n. 201/67. A decisão foi proferida pela Justiça Federal em 29 de outubro de 2013.

Abmael de Sousa Lacerda foi condenado a pena de prisão de 4 anos e 1 mês, devendo iniciar o cumprimento dela em regime semiaberto. Já Gilberto Ismael Lacerda foi sentenciado em 3 anos e 6 meses, mas a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas e prestação pecuniária de cinco salários mínimos. Esse valor deve ser revertido em favor da entidade assistencial a ser indicada pela Justiça.

Após o trânsito em julgado da sentença, devem ser impostas aos réus como efeitos da condenação a inabilitação, por cinco anos, para o exercício de cargo e função pública, eletivo ou de nomeação, bem como a perda dos cargos públicos que porventura ocuparem. Também foi fixado o pagamento de R$ 14.377,34 como valor mínimo de reparação dos danos causados. Os réus responderam o processo em liberdade e podem recorrer em liberdade.

Sobre o caso – Na ação penal, o MPF argumentou que em 1º de julho de 2004 foi celebrado o convênio nº 1.684/2004 entre a União e o município de Pombal (PB), para aquisição de unidade móvel de saúde. O valor total do convênio foi de R$ 84 mil, sendo R$ 80 mil em recursos federais e R$ 4 mil em contrapartida municipal.

Ocorre que o ex-prefeito e o então presidente da Comissão Permanente de Licitação, Gilberto Ismael Lacerda, fracionaram a aquisição da ambulância por meio de duas licitações sob a modalidade carta-convite (nºs 33/2004 e 36/2004). A primeira no valor de R$ 63.520,00 para a aquisição do veículo e a outra de R$ 20.480,00 para a compra e instalação dos equipamentos (gabinete da ambulância). No entanto, em razão do valor do convênio, o correto seria utilizar licitação na modalidade tomada de preços.

Na sentença, a Justiça afirma que as práticas delitivas ocorreram nas duas licitações, que houve superfaturamento de preços no valor de R$ 14.377,34 e que o argumento de que o então prefeito apenas assinava os documentos, sem verificar a regularidade dos procedimentos licitatórios ou a forma como as verbas federais eram aplicadas, não convence. “O acusado, enquanto gestor do município, era o responsável pela administração dos recursos públicos, não sendo razoável admitir que tais recursos fossem empregados de uma forma ou de outra sem o seu acompanhamento ou, ao menos, seu consentimento”.

Já no tocante aos atos praticados por Gilberto Lacerda, a sentença destaca que ele não agiu por ignorância ou ingenuidade, pois “possuía conhecimento do regramento aplicável às licitações, até mesmo a respeito das situações em que cada modalidade licitatória deveria ser utilizada”.

Máfia das Ambulâncias – Além do fracionamento, houve ainda o direcionamento da licitação para que fossem vencedoras empresas vinculadas ao esquema criminoso de fraude na aquisição de ambulâncias conhecido como Máfia das Ambulâncias (ou Máfia dos Sanguessugas), bem como superfaturamento dos preços, causando prejuízo ao erário no montante de R$ 14.377,34.

Inclusive, o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) destacou que ocorreram irregularidades como celebração de convênio em data anterior a da aprovação do plano de trabalho, contrariando os procedimentos legais; inexistência de prévia pesquisa de preços; e ausência de identificação dos responsáveis pelo recebimento do convite.

Assessoria da PRPB

Construtoras da máfia do ISS recebem multa de R$ 1,7 milhão

brasil-corrupcao-fraude-iss-prefeitura-sp-20130521-04-size-598Duas construtoras investigadas por suspeita de beneficiamento na máfia dos auditores fiscais foram multadas em mais 1,7 milhão de reais pela prefeitura de São Paulo. A Secretaria Municipal de Finanças informou nesta sexta-feira, por meio de nota, que emitiu dois autos de infração – que somam 1.697.000 reais – para dois empreendimentos em que foram encontrados indícios de fraude no pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS).

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As multas são as primeiras aplicadas pela prefeitura paulistana desde a descoberta do esquema de corrupção operado por auditores fiscais que cobravam propina de empresas do ramo imobiliário em troca de descontos de até 50% no pagamento do ISS e da emissão do Habite-se para os prédios. A administração municipal estima que o rombo nos cofres públicos possa chegar a 500 milhões de reais.


A força-tarefa montada na pasta de Finanças emitiu 88 notificações formais aos responsáveis legais por empreendimentos para nova checagem de notas fiscais. As intimações começaram neste mês. Do total, 33 empresas pediram prorrogação do prazo legal de dez dias para apresentar a documentação que comprova o pagamento do ISS (notas fiscais, guia de recolhimento do imposto e certificação de quitação). Os donos de dezesseis obras entregaram os documentos no prazo, mas o material ainda está em análise.

“Um empreendimento foi autuado por ter obtido certificado com 100% de dedução do imposto sem possuir documentos que comprovassem a possibilidade de desconto. O outro foi autuado por não comparecimento à prefeitura com os documentos devidos dentro do prazo estabelecido”, informou a prefeitura em nota. “Um terceiro empreendimento teve os documentos analisados e foi dispensado por demonstrar conformidade entre as notas fiscais e valores deduzidos.”

Nesta sexta, a prefeitura deve mandar ofícios a mais quarenta construtores. O grupo de trabalho da secretaria vai analisar de novo toda a documentação que foi aprovada pelos auditores corruptos entre 2007 e 2012. São mais de 650 empreendimentos somente entre as grandes construções. A prefeitura manteve a identidade das construtoras e dos responsáveis sob sigilo legal.

 

Veja

A máfia dos fiscais e os bastidores de um vazamento

Os fatos relatados abaixo foram testemunhados por repórteres que estavam na sede do Ministério Público Estadual, na rua do Riachuelo, em São Paulo, na terça-feira, 12 de novembro, dia em que o Jornal Nacional noticiou com exclusividade que um dos fiscais integrantes da máfia do ISS na Prefeitura de São Paulo, Eduardo Barcellos, acusou o ex-secretário de Governo do prefeito Fernando Haddad, Antonio Donato, de receber mesada de 20 mil reais quando ainda era vereador e cuidava da transição entre governos. Barcellos fez acordo de delação premiada. Forneceu ao promotor, segundo o JN, os números de telefone a partir dos quais ligava para Donato. Disse que outro fiscal envolvido, Ronilson Bezerra Rodrigues, também pagava a Donato.

Os bastidores do vazamento é que são curiosos. Lá embaixo, na sala de entrevistas, repórteres aguardavam a presença do promotor para obter novidades sobre o caso. Sabiam que o depoimento estava em andamento. Porém, não sabiam que uma equipe da Globo tinha subido.

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A explicação oficial é que o repórter da Globo foi ao sétimo andar conversar com outro promotor e, ao descer pelas escadas até o segundo, onde fica a sede do Grupo Especial de Delitos Econômicos (GEDEC), encontrou o promotor Bodini e o convenceu a gravar entrevista.

Revoltados com privilégio dado à Globo, jornalista chegaram a cogitar um acordo informal para não mais entrevistar Bodini, nem citar o nome dele na cobertura do caso (Reprodução)

Além de obter os dados relativos ao que disse Barcellos, o repórter da emissora gravou lá mesmo sua participação.

Outro detalhe curioso: ao descer, o promotor Bodini não contou aos repórteres presentes todos os detalhes do que havia dito à Globo, ou seja, que Bacellar testemunhara sobre o pagamento de mesada de 20 mil reais a Donato. Ele simplesmente omitiu essa informação, sobre a qual os outros repórteres só ficaram sabendo no Jornal Nacional. Pelo menos é o que dizem os jornalistas.

Revoltados, chegaram a cogitar um acordo informal para não mais entrevistar Bodini, nem citar o nome dele na cobertura do caso.

Mais um detalhe que a alguns repórteres pareceu relevante: os jornalistas tiveram acesso a uma lista com o nome de 600 empreendimentos  que teriam sido beneficiados pelo fiscal Carlos Alberto di Lallo, outro dos envolvidos no escândalo, com descontos na cobrança do ISS.

Na lista consta o nome da Globo Comunicações e Participações S.A., que recolheu apenas 50,51% do valor devido em uma obra, ou cerca de R$ 158 mil. Ou seja, a Globo teve desconto de 49,49%!

A presença do nome na lista não é prova de qualquer irregularidade. Trata-se apenas de uma compilação de casos em que di Lallo atuou.

Porém, a lista era antes considerada peça-chave para a elucidação do caso, já que poderia levar a eventuais corruptores. Nela constam, por exemplo, os nomes de construtoras que simplesmente não recolheram nada de ISS relativo à mão-de-obra empregada. Isso mesmo: 0%. Há empresas que recolheram apenas 1%, 2% ou 3% do devido. Na página em que o nome da Globo aparece, só pagou mais que ela — que recolheu pouco mais de 50% — a Tucana Empreendimentos Imobiliários, com 53,02%.

Hoje os repórteres voltaram a questionar o promotor Bodini a respeito da lista e ele enfatizou que pode ter havido corrupção apenas “em um minoria” dos casos relacionados. A lista, parece, já não é tão importante assim.

Os repórteres também ficaram sem resposta sobre quem, afinal, chefiava a quadrilha, que atuou por muitos e muitos anos antes que Fernando Haddad assumisse o cargo, arrecadando cerca de R$ 500 milhões em propinas.

Os fiscais contaram que lidavam com dinheiro vivo na repartição em que trabalhavam, no décimo primeiro andar do prédio da Prefeitura, no centro de São Paulo.

No décimo segundo andar do mesmo prédio ficava o gabinete do secretário das Finanças. Na gestão de Gilberto Kassab, primeiro o cargo foi ocupado por Walter Aluisio Morais Rodrigues, depois por Mauro Ricardo, o braço direito de José Serra.

É plausível que os fiscais tenham atuado durante tanto tempo sem despertar nenhuma desconfiança? Ou eles pagavam propina a outros destinatários? Se dizem ter pago mesada a Antonio Donato, não teriam nunca, no passado, pago propina a outras pessoas? O delator não contou tudo? Escolheu um alvo para sair no Jornal Nacional? Contou mais do que o promotor revelou?

Muitas perguntas ainda a responder.

Por coincidência, a acusação contra Donato veio à tona no JN — “mesada” — bem na véspera da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre réus petistas — “mensalão”.

Abaixo, relembramos o caso do vazamento das fotos do dinheiro apreendido com petistas — que supostamente queriam comprar um dossiê anti-José Serra — no período eleitoral de 2006, com um trecho da gravação em que o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno combina com repórteres o vazamento das fotos bem na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais, que foram para o segundo turno.

Detalhe: o delegado diz aos jornalistas que vai contar a superiores que as fotos foram furtadas! Protege é o nome da empresa de segurança que ficou encarregada de guardar o dinheiro.

revistaforum

Vereador denuncia máfia do táxi na Paraíba com ramificações no Rio Grande do Norte e em Pernambuco

taxiA ação de uma “máfia” que tem ramificações por toda Paraíba e Nordeste – com destaque para os estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco – começou a ser investigada pelo Ministério Público desde o início de 2013, a partir do município de Alhandra. No município paraibano há denúncia de que foram emitidos mais de mil alvarás para novos táxis, quando a cidade só comporta pouco mais de 30. O objetivo é a compra de carros luxuosos por meio do Plano Taxista, que concede isenção do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

As estimativas iniciais são de prejuízos de cerca de R$ 2 milhões para a União, Estados e Prefeituras. O Departamento de Comunicação Social da Polícia Federal informou que a instituição ainda não entrou no caso, mas o Sinditaxi-PB fará pedido oficial nesse sentido.

O esquema começou a ser investigado após denúncias que foram feitas pelo vereador João Ferreira da Silva, mais conhecido por João Sufoco, de Alhandra, município localizado na microrregião do Litoral Sul da Paraíba. Após a denúncia, o prefeito do município, Marcelo Rodrigues, via decreto, determinou a suspensão da concessão de novos alvarás de táxi, além de verificar a validade dos já existentes.

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Posteriormente, o procurador geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, determinou que as denúncias feitas pelo vereador – sobre a venda ilegal de alvarás para compra de táxis durante a gestão do ex-prefeito Renato Mendes, e outras supostas irregularidades – sejam devidamente apuradas. A primeira audiência para tratar do tema foi realizada o dia 22 de janeiro, e uma segunda está marcada para a próxima terça-feira (26) a partir das 9h, no Fórum Manoel Fernandes da Silva.

Verdadeira máfia – O vereador João Sufoco garantiu que “essa é a maior fraude em imposto federal que eu tenho conhecimento na Paraíba, com a venda de alvarás no nosso Município. A previsão é de um prejuízo de mais de R$ 2 milhões, nos últimos quatro anos, na última gestão da Prefeitura de Alhandra, onde existia uma quadrilha organizada lá instalada, com o único objetivo de fraudar os cofres públicos”, revelou.

A expectativa de João Sufoco é a de que “se a Polícia Federal ainda não entrou nas investigações que em breve entre para desbaratar essa quadrilha que é uma verdadeira máfia com ramificações por todo o Nordeste. Tem policial de Pernambuco e Rio Grande do Norte envolvido. Quem andar no Alto Sertão paraibano hoje vai encontrar veículos de placas vermelhas de Alhandra”.

Na denúncia, o vereador João Sufoco, garantiu que “o esquema de venda ilegal de alvarás que existia na Prefeitura de Alhandra possibilitou a compra de automóvel no Plano Taxista com a isenção do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) e ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por pessoas que não exercem a profissão, nem nunca exerceram. Essas pessoas compraram carros de luxo irregularmente para uso particular”, confimou.

Jornal Correio da Paraíba

Anísio ameaça detonar ‘máfia’ no PT da PB após ter filiações barradas

anisio maiaAliados de primeira hora, os petistas Anísio Maia (deputado estadual) e Rodrigo Soares (presidente do PT da Paraíba) protagonizaram cenas dignas de dois inimigos ontem à noite. Foi durante reunião da Executiva Estadual pra deliberar sobre filiações partidárias. Em votação, decisão de diretórios municipais que barraram filiações feitas por Anisio Maia, a exemplo de Cabedelo para onde o deputado respaldou 91 filiações que foram rejeitadas.

Por maioria, incluindo o voto de Rodrigo Soares, a Executiva resolveu referendar a decisão de Cabedelo, assim como fez com outros casos semelhantes em cidades do brejo paraibano. Foi quando Anísio estourou. E passou a protestar contundentemente. Disse que tudo não passava de um arrumadinho pra dificultar sua disputa no PED (Processo de Eleição Interna), onde ele pretende sair candidato a presidente, e disse que iria à imprensa “detonar a máfia que existe no PT”.

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Com os ânimos exaltados, petistas bateram boca. Pedindo respeito à unidade e com medo de comprometer a paz no partido. Soares resolveu então suspender a reunião e tirar o assunto de pauta. Ganhou o silêncio de Anísio em troca. Mas outros membros da Executiva mantém a tese de que as filiações devem ser furtadas nos municípios. “Não podemos usurpar tais prerrogativas”, declarou Wallene Cavalcanti, que votou contra Anísio. E a favor de Rodrigo Soares.

 

Blog do Luís Tôrres