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Oswaldo é demitido do Corinthians após 2 meses; Guto e Luxa são cotados

oswaldoDois meses depois de ser anunciado, o treinador Oswaldo de Oliveira foi demitido do Corinthians nesta quinta-feira (15). O treinador tinha contrato até o final de 2017 com o clube, mas a diretoria decidiu rescindir o vínculo. Seu substituto ainda não foi definido, mas os principais cotados são Guto Ferreira, do Bahia, e o veterano Vanderlei Luxemburgo, desempregado.

A saída de Oswaldo, definida na quarta-feira, foi consequência da grande pressão política sobre os ombros do presidente Roberto de Andrade. Ele tinha compromisso pessoal com o treinador a respeito da continuidade e a defendia até a manhã de quarta, mas foi convencido de que a demissão traria paz ao Corinthians para iniciar 2017.

A demissão de Oswaldo é consequência do fraco desempenho do clube sob seu comando. O Corinthians falhou no objetivo de se classificar para a Libertadores com uma queda de rendimento notória desde que o técnico estreou, no dia 16 de outubro, na vitória por 2 a 0 sobre o América-MG.

No Campeonato Brasileiro, foram duas vitórias, quatro empates e duas derrotas, aproveitamento que deixou o clube na sétima colocação, uma abaixo da zona de classificação para a Libertadores. O time chegou à última rodada ainda com chances, mas a derrota por 3 a 2 para o Cruzeiro frustrou a busca pela vaga.

Sob seu comando, o Corinthians também foi eliminado das quartas de final Copa do Brasil em derrota por 4 a 2 para o mesmo Cruzeiro. No primeiro duelo, ainda sob comando de Fábio Carille, o time corintiano venceu por 2 a 1, o que dava a vantagem do empate no duelo do Mineirão. Seu aproveitamento geral foi de 37%.

Esta foi a terceira passagem de Oswaldo de Oliveira ao Corinthians, a segunda precoce e ruim. Após auxiliar Vanderlei Luxemburgo no título brasileiro de 1998, ele foi efetivado pela primeira vez no cargo em 1999 e, em um ano e meio de trabalho, conquistou o Campeonato Paulista, o Brasileiro e o Mundial de Clubes. Na segunda passagem, em 2004, o treinador teve menos sucesso e se despediu sem conquistas.

Os candidatos para a sucessão de Oswaldo

Dois nomes de perfis bem distintos são os mais comentados no Parque São Jorge. O favorito até aqui é Guto Ferreira, do Bahia e recomendado há bastante tempo por Tite para o presidente Roberto de Andrade. Ele tem vínculo com o clube baiano, pelo qual recentemente conquistou o acesso à Série A. Recentemente, também fez bons trabalhos por Chapecoense e Ponte Preta.

No momento, Guto Ferreira está em visita a clubes na Alemanha para aperfeiçoamento de métodos de trabalho. A direção do Bahia já tem ciência de que o nome dele é bastante cotado no Corinthians.

Quem também é bastante citado é Vanderlei Luxemburgo. Ele se ofereceu para o Corinthians após a saída de Tite e conta com o lobby de várias pessoas próximas à diretoria. O próprio Roberto de Andrade já declarou admiração por Luxa, que também é muito amigo do ex-presidente Andrés Sanchez e do consultor médico Joaquim Grava. Os vários trabalhos ruins recentes e a metodologia centralizadora são pontos que jogam contra Vanderlei.

Uol

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Sem abrir mão de ser flamenguista, Luxa diz: ‘Hoje sou profissional’

Vanderlei Luxemburgo concede entrevista coletiva nas Laranjeiras (Foto: Rafael Cavalieri)
Vanderlei Luxemburgo concede entrevista coletiva
nas Laranjeiras (Foto: Rafael Cavalieri)

Vanderlei Luxemburgo não perdeu tempo. Quase 24 horas depois de Abel Braga deixar o comando técnico do Fluminense, o novo treinador assumiu o clube, arregaçou as mangas e foi para o campo. Teve orientação a Fred, ensaio de saída de bola, aprimoramento de cobranças de falta, pênaltis e algumas jogadas ensaiadas. Depois de colocar a mão na massa, o técnico concedeu entrevista coletiva para ser apresentado nas Laranjeiras.

Um dos problemas encontrados é em relação ao seu time de coração. Rubro-negro assumido, ele já comandou o Flamengo três vezes. A torcida ficou dividida quanto ao nome do substituto de Abel. Muitos não queriam a contratação. Mas Luxemburgo argumenta:

– Todos nós temos um time. Cansei de ir ao estádio torcer pelo Flamengo. Mas hoje sou profissional. O Fla é meu adversário, não meu inimigo. Em 1986 eu vivi uma situação engraçada. O presidente do Flu disse que no clube não entrava rubro-negro. Eu perguntei: ‘Por onde saio (risos)’?. Eu não vou abrir mão de ser flamenguista. Mas hoje eu quero bater no Flamengo toda vez que eu o enfrentar no comando do Fluminense.

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Com passagem pelo profissionais do Fluminense, Luxa teve a experiência, embora curta, de dirigir o time principal tricolor em sua carreira. Na década de 1980, o treinador, então comandante dos juniores do Flu, viajou com a equipe pó-de-arroz para excursão pela Europa e comandou o time contra o Manchester United, da Inglaterra, e o Bayern de Munique, da Alemanha, entre outros jogos. Agora ele espera reescrever a história e diminuir a rejeição por parte dos tricolores.

– A rotina de treinador é essa mesmo. A rejeição ontem era uma, hoje já diminuiu e amanhã, se vencermos, tudo melhora ainda mais. Não podemos esquecer que o Abel, mesmo com toda sua identificação com o Fluminense, foi questionado após algumas derrotas.

O novo técnico dividiu opiniões no clube também. Desejado pelo presidente da patrocinadora, Celso Barros, não ganhou a simpatia de algumas pessoas. O próprio presidente tricolor, Peter Siemsen, tinha suas restrições. O contrato vai até o fim do ano, data em que o mandato de Siemsen será encerrado.

– A opção do contrato foi porque o mandato da diretoria termina no fim do ano. Foi por isso. Queremos chegar à Libertadores e se posível conquistar algum título em 2013. Depois vamos conversar. No Grêmio tive esse problema. Fui contratado por um presidente e meses depois entrou uma nova diretoria – explicou.

Luxemburgo treino fluminense (Foto: Roberto Filho)Luxemburgo já comandou o treino do Fluminense
(Foto: Roberto Filho)

O desafio é grande. O treinador pega o time na zona de rebaixamento, com cinco derrotas seguidas. Para afastar a crise, Luxa espera repetir o sucesso do elenco campeão brasileiro no ano passado.

– Estou chegando para substituí-lo (Abel Braga) e dar continuidade a um trabalho vencedor. Um grupo de muita qualidade que está vivendo um momento ruim. Mas é um time que perdeu apenas três jogos até ser campeão brasileiro em 2012. Vamos tentar reviver isso e trazer o Fluminense de volta ao espaço que ele deve estar, no topo da tabela.

Um dos problemas apontas pelo treinador é o fato de a torcida ter se acostumado com títulos recentes. Em 2010 e 2012, vieram o Brasileiro. Também no ano passado, o Carioca.

– Um time que está acostumado a ganhar fica indignado com a derrota. Quem ganha muito relaxa inconscientemente. Tudo vai acontecer de forma natural. Ele vai ter que praticar ganhar. Você não ganha porque foi campeão no ano passado. Só vai ganhar se quiser ganhar. Esse é o ponto importante.

Luxemburgo chegou acompanhado do auxiliar técnico Junior Lopes e do preparador físico Antônio Mello. A nova comissão representará ainda um alívio para os cofres tricolores. O valor na folha de pagamento que será de responsabilidade do clube vai cair em cerca de R$ 120 mil em relação ao que era pago para a comissão técnica de Abel Braga. Aos funcionários demitidos na última segunda, o Tricolor deve mais de R$ 2 milhões em salários e premiações atrasadas.

Luxemburgo, fred e deco treino fluminense (Foto: Roberto Filho)Vanderlei Luxemburgo comandou o treino desta terça-feira no Fluminense (Foto: Roberto Filho)

Técnico busca volta por cima

Treinador que mais vezes conquistou o Campeonato Brasileiro (venceu cinco no total: 1993/1994, com o Palmeiras; 1998, com o Corinthians; 2003, com o Cruzeiro e 2004, com o Santos), Vanderlei Luxemburgo vive um momento de baixa e busca a volta por cima na carreira. Desde 2006, só levantou taças estaduais. Foi campeão paulista três vezes, duas com o Santos e uma com o Palmeiras, campeão mineiro com o Atlético-MG e campeão carioca com o Flamengo.

Em seu último trabalho no Grêmio, os números até foram positivos. Luxa foi demitido há exatamente um mês, no dia 30 de junho, com 64,8% de aproveitamento: 52 vitórias, 21 empates e 18 derrotas em 91 jogos. Mas foram as derrotas em momentos importantes que minaram o trabalho do treinador. Em um ano e meio, o clube foi eliminado antes da final de dois Campeonatos Gaúchos, caiu na semifinal da Copa do Brasil, nas quartas de final da sul-americana e nas oitavas da Libertadores. A única “conquista” foi o terceiro lugar no último Campeonato Brasileiro e a consequente vaga na competição sul-americana.

 

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Grêmio vira sobre São Paulo, garante Libertadores e torcida grita ‘fica Luxa’

Um grande estádio merece um grande jogo. Um grande jogo merece grandes duelos. E grandes duelos merecem grande público. Em uma grande virada contra um grande rival, o Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, assumiu a segunda posição do Brasileirão, confirmou a vaga matemática na Libertadores 2013 e ainda viu a consagração de Vanderlei Luxemburgo no Sul: o treinador ouviu mais de 45 mil vozes gritarem ‘fica’ para a próxima temporada, embora negocie uma complicada renovação de contrato com o novo presidente de Fábio Koff.

Rogério Ceni abriu o placar, de pênalti, cometido por Saimon depois de uma falha gritante. No segundo tempo, André Lima saiu do banco e empatou o jogo. E aos 39, Marcelo Moreno, em uma linda cabeçada, garantiu a vitória aos donos da casa.

Com o resultado, o São Paulo estacionou nos 59 pontos, chegou ao terceiro jogo sem vitória no Brasileirão e já vê a aproximação do Botafogo, que tem 54. Já o Grêmio acumula o retrospecto de 12 rodadas sem derrota na competição e alcançou 66 pontos, um a mais que o Atlético-MG. Na próxima rodada, os paulistas recebem o Náutico no Morumbi, enquanto os gaúchos visitam a Portuguesa.

Marcelo Moreno comemora gol pelo Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Divulgação, Grêmio)Marcelo Moreno comemora o gol decisivo pelo Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Divulgação, Grêmio)

Falha e gol

Sem quatro titulares (Werley, Gilberto Silva, Elano e Kleber), Luxa se viu obrigado a mudar não só a escalação como a forma de o Grêmio atuar. Em função do adversário, que atua com os três atacantes Lucas, Luís Fabiano e Osvaldo. Então, o tradicional 4-4-2 deu lugar ao 4-3-2-1.

A tática deu certo, afinal, a marcação dobrada nas laterais impediu os ataques rivais. Na direita, Souza ajudou Pará a controlar Bruno Cortez e Osvaldo. Léo Gago fez o mesmo, pelo lado esquerdo com Anderson Pico, em relação a Douglas e Lucas. Se marcou bem, faltou força para atacar.

Basta ver que a primeira finalização foi registrada apenas aos 17 minutos, e pelo São Paulo – desfalcado apenas por Wellington. Em cruzamento da esquerda, Osvaldo achou Luís Fabiano livre, dentro da área. Ele cabeceou para boa defesa de Marcelo Grohe. Àquela altura, Lucas levava vantagem sobre Pico.

Um chute de fora da área, três minutos depois, de Léo Gago animou o time e a torcida. Sem reação, Rogério Ceni contou com o certeiro golpe de vista. A partir daí, o Grêmio foi superior. Sempre com cruzamentos na área. Moreno e Souza ganharam da zaga, porém, erraram o alvo.

Só uma jogada individual, no panorama, poderia mexer no placar. E ela aconteceu. Não de habilidade ou de inteligência, mas de falha e decisão equivocada. Saimon dominou mal. Tentou recuar, mas o passe foi curto. Grohe precisou sair do gol, mas antes de tocar na bola, o zagueiro derrubou Osvaldo. Pênalti. Mesmo com a pressão da torcida, Ceni manteve a tranquilidade e a habilidade habitual: bola no lado esquerdo, goleiro no lado direito e 1 a 0 no placar.

Segundo tempo arrasador

Atrás no placar, o Grêmio manteve a estrutura tática e a escalação após a volta do intervalo – o São Paulo não tinha motivos para mudar. O que alterou foi a postura. Luxa adiantou a marcação e teve em Zé Roberto o seu comandante. Com três minutos, o meia já tinha chutado de fora da área com perigo.

O entusiasmo foi diminuindo com o passar do tempo. Até porque o time do Morumbi é um rival e tanto. Jadson acertou o poste em chute da intermediária. Então, os treinadores começaram a mudar o rumo da partida. Luxa sacou Souza (volante) e apostou em André Lima (atacante). Ney Franco fez o inverso: trocou Osvaldo (atacante) por Maicon (volante). E aí…

Zé Roberto fez grande jogada, passou por três marcados e serviu André Lima, livre na entrada da área. O domínio foi seguido por um chute seco, forte e em curva que venceu Ceni: 1 a 1 aos 15 minutos. Delírio no Olímpico, palco do pen~ultimo jogo de sua história no Nacional – dará lugar a Arena em dezembro.

O Grêmio continuou melhor. Moreno, de cabeça, e Pico, em chute de fora da área, fizeram Ceni trabalhar. Pressionado e sem força para sair de trás, o São Paulo ficou refém das escapadas de Lucas. Melhorou após Ney Franco mandar a campo Ademilson – no lugar do volante Casemiro. Tanto que Luís Fabiano, após milimétrico passe de Jadson, só não marcou porque Grohe fez ótima defesa.

Então, a persistência foi premiada. Aos 39, em ótima jogada de Pará, Moreno tocou de cabeça após cruzamento da direita, no ângulo esquerdo de Ceni: 2 a 1, de virada. O gol, a vitória, a vaga confirmada na Libertadores e a chance de ser segundo colocado no Brasileirão.

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