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Leão mata leoa na frente de visitantes de zoológico na Polônia

leãoAs crianças que visitaram o zoológico de Gdansk, na Polônia, ficaram traumatizadas quando viram um leão atacar violentamente e matar uma leoa. As famílias ficaram horrorizadas ao verem o macho Arco se lançar contra Berghi e prender sua garganta até ela não conseguir mais respirar e morrer. Confira aqui o vídeo. As informações são do jornal Austrian Times.

Mãe de uma das crianças que presenciaram a cena, Anna Malkowska, de 28 anos, disse que achou que os animais estavam brincando. “Mas depois ficou bem claro que o macho não estava. De repente, tudo virou um show de horrores. Minha filha começou a chorar e nós conseguimos ver que a fêmea estava sangrando”, lembrou.

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De acordo com o diretor do zoo, Michal Targowski, afirmou que não esperava que algo tão terrível pudesse acontecer. “Esse foi o mais trágico e infeliz incidente da história do zoológico e nós pedimos desculpas às famílias que o testemunharam. Nós gastamos os últimos meses preparando a jaula para a chegada dos leões, mas não previmos isso. Infelizmente, trabalhar com animais é sempre imprevisível”, lamentou.

Os leões foram levados ao zoo de Gdansk para comemorar o aniversário de 60 anos do parque. Arco viera de um outro zoológico de Portugal, enquanto outras duas leoas, da França.

 

radioglobo

Serra Leoa confina 6 milhões de pessoas em casa para conter ebola

ebolaUm toque de recolher de três dias foi iniciado em Serra Leoa para permitir que agentes de saúde encontrem e isolem novos casos de ebola, doença que já causou 2.600 mortes na África Ocidental.

O objetivo é manter as pessoas confinadas em casa durante a operação e prevenir que a doença se espalhe ainda mais. Críticos, no entanto, dizem que a medida diminuirá ainda mais a confiança entre público e autoridades médicas.

Seis milhões de cidadãos não poderão sair às ruas até domingo. Cerca de 30 mil voluntários farão uma busca de porta em porta para encontrar pacientes e vítimas.

Autoridades disseram que as equipes não entrarão nas casas, mas chamarão serviços de emergência para lidar com pacientes e corpos.

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Equipes distribuirão sabonetes e informações para prevenir novos contágios.

Serra Leoa é um dos países mais atingidos pelo surto do ebola na África Ocidental, com mais de 550 mortos. Dos 14 distritos do país, 13 registraram casos da doença.

Nas horas que antecederam o toque de recolher, as ruas da capital, Freetown, ficaram congestionadas. Pessoas estocaram óleo de cozinha, arroz e outros mantimentos.

Segundo a correspondente da BBC Umaru Fofana, nem mesmo a forte chuva na cidade conteve as milhares de pessoas que lotaram mercados. Uma atendente disse que prateleiras tiveram que ser repostas cinco vezes em apenas dois dias.

A agência Médicos Sem Fronteiras (MSF) criticou a medida, dizendo que, no final, ela ajuda a espalhar a doença, e não a contê-la, já que oculta potenciais casos da doença.

Autoridades, no entanto, dizem que o toque de recolher reduz a disseminação da doença, e que milhares de oficiais serão deslocados para garantir que moradores cumpram as restrições.

A porta-voz do Ministério da Saúde, Sidie Yahya Tunis, disse à BBC neste mês esperar o cumprimento do toque de recolher. “Ou você cumpre ou você está descumprindo a lei. Se você desobedecer, você está desobedecendo ao presidente”, disse.

Ebola (EPA)Autoridades africanas têm enfrentado dificuldades em conter o surto do ebola

Ebola (AP)Equipes em Serra Leoa distribuirão informações para prevenir a disseminação do ebola

Na vizinha Guiné, foram encontrados os corpos de nove agentes médicos e jornalistas desaparecidos e que participavam de uma campanha para conter o ebola.

Um porta-voz do governo disse que alguns dos corpos foram encontrados em uma fossa no vilarejo de Wome. A equipe foi atacada por moradores na terça-feira.

Correspondentes dizem que muitos moradores desconfiam dos esforços oficiais para combater a doença e o incidente mostra as dificuldades que equipes médicas enfrentam.

‘Ameaça à paz internacional’

O Conselho de Segurança da ONU declarou o surto do ebola uma “ameaça à paz e segurança internacional” e adotou por unanimidade uma resolução pedindo por mais recursos para combater a epidemia.

Integrantes do Conselho foram informados que a resposta internacional tem que ser 20 vezes maior do que atualmente e que o número de casos está dobrando a cada duas semanas na África Ocidental.

Ebola (Getty)Conselho da ONU se reuniu e declarou surto do ebola “ameaça à paz e segurança internacional”

A resolução também pediu que restrições a viagens sejam canceladas, dizendo que os países afetados necessitam ter acesso à ajuda ao invés de serem isolados.

Em uma apresentação em vídeo, um médico que estava na Libéria alertou que se a comunidade internacional não aumentar seus esforços, “nós seremos eliminados”.

BBC Brasil

O medo do ebola alimenta a expansão do vírus na África; Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria já foram afetados

medicos-ebola-africaA epidemia de ebola que atinge a África Ocidental desde o começo do ano e que já provocou ao menos 672 mortes tem um perigoso efeito colateral: o medo, que, alimentado pela falta de informação, contribui em boa medida para que o surto esteja sendo tão difícil de controlar. Frente a uma situação que não melhora, seus sintomas pioram: os mais recentes são um ataque ao pessoal dos Médicos sem Fronteiras (MSF) e o fechamento das fronteiras da Libéria.

Não é algo novo. Em abril, um centro dos MSF em Macenta, no sul da Guiné, foi atacado a pedradas por uma multidão enfurecida. Há alguns dias, no vilarejo de Kolo Bengou, onde se acredita que haja várias pessoas infectadas, um grupo de jovens armados com pedras e facas bloqueava a passagem dos agentes sanitários, segundo informa o jornal The New York Times. “Por todos os lugares onde essas pessoas passaram a comunidade se viu afetada pela doença”, garantia um deles, culpando precisamente pelo surto aqueles que vieram socorrê-los.

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Em Serra Leoa, o segundo país em vítimas mortais depois da Guiné, a situação não é muito melhor. No fim de semana passado aconteceram distúrbios diante do hospital de Kenema depois de que se espalhasse o rumor de que uma enfermeira havia dito que “o ebola não existe e foi inventado para ocultar rituais canibais nos hospitais”. Neste fim de semana morreu Saudatu Koroma, a primeira paciente infectada na capital, Freetown, que fugiu do hospital em pleno tratamento com a ajuda da família. Aqui, o médico chefe responsável pela luta contra a doença, Umar Khan, está em isolamento depois de ter sido contagiado.

Por seu lado, na Libéria, o terceiro país mais afetado pela epidemia, que já se tornou a mais mortal e a de maior amplitude de toda a história, o Governo continuou com o fechamento das fronteiras iniciado no domingo. Salvo o aeroporto, onde foram implementadas medidas especiais de detecção da doença mediante a aferição da temperatura corporal e de outros sintomas, praticamente todos os pontos fronteiriços foram afetados por essa medida, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselhar estas medidas fronteiriças porque, garante, são ineficazes em uma doença com um período de incubação que pode ser de até 21 dias.

Cerca de 15 agentes sanitários, entre eles o conhecido médico Samuo Brisbane, e o ugandês San Mutooru Muhumuza, especializado na enfermidade, morreram por causa da doença na Libéria há poucos dias. Nas últimas horas foi divulgado que há dois norte-americanos infectados pelo ebola nesse país. Trata-se da missionária Nancy Writebol e do médico Kent Brantly, também em quarentena na capital liberiana. Pela primeira vez, dois cidadãos ocidentais foram afetados diretamente pela epidemia, o que fez aumentar a preocupação fora da África.

A Nigéria reagiu com rapidez ao surgimento do primeiro caso em seu território, na terça-feira da semana passada. Depois de se confirmar que o liberiano Patrick Sawyer havia morrido de ebola, o Governo decidiu fechar o hospital de Lagos onde ele foi internado e isolar o pessoal sanitário que esteve em contato com ele antes de seu falecimento, assim como os que viajaram com ele da Libéria até Lagos, com escala no Togo. A maior companhia aérea da Nigéria, Arik Air, decidiu suspender todos os voos para a Libéria e Serra Leoa como medida de prevenção frente ao ebola.

 

 

El País