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API realiza VII Encontro Estadual de Mulheres Jornalistas

O evento acontecerá partir das 14h, no Restaurante do Hardman Praia Hotel
Screenshot_3A Associação Paraibana de Imprensa (API) realiza no próximo sábado (14), o VII Encontro Estadual de Mulheres Jornalistas da Paraíba. O evento acontecerá partir das 14 horas, no Restaurante do Hardman Praia Hotel, localizado à Avenida João Maurício, 1341 – Praia de Manaíra, em João Pessoa.
A sétima edição do Encontro de Jornalista terá como tema: Mulheres Conectadas. A palestra de abertura do evento será ministrada pela jornalista, Bia Barbosa, representante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, e ainda terá a participação especial da stand-up comedy, Shirley McLuhan.
O tema foi escolhido pela Comissão Organizadora numa alusão a esse tempo das tecnologias e da necessidade de as mulheres jornalistas estarem antenadas com as redes sociais, com os acontecimentos mundiais, com as oportunidades que o mercado e a academia oferecem e dominarem espaços nesse novo cenário de convergência de mídias.

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O acesso ao evento se dará mediante a compra de uma camiseta, que teve a arte elaborada pela jornalista, Rebeca Melo. Ela é estagiária do Laje – Laboratório de Jornalismo e Editoração – do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UFPB. A compra da camiseta dará ainda o direito a saborear um super lanche da melhor qualidade preparado pelo Hotel e participar de vários sorteios de brindes.
As camisetas estarão à venda a partir desta quarta-feira (11), na sede da API, localizada à Avenida Visconde de Pelotas -149, Centro da Capital, no Centro Acadêmico de Jornalismo da UFPB, que fica no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), ou poderá ser adquirida no dia do evento, na entrada do restaurante do Hotel Hardman.
Conforme a vice-presidente da API, Sandra Moura o encontro representa um momento de confraternização entre as mulheres que militam na mídia do Estado.
“Esperamos contar com as presenças de todas as mulheres jornalistas para podermos trocar ideias, dividirmos experiências, bater um bom papo e nos divertir. O objetivo é fazer uma confraternização entre nós, já que fui eleita como vice-presidente da API, o que nos dá a oportunidade de uma maior aproximação com a categoria feminina”, destacou.
Serviços:
Data: 14/11/2015
Hora: 14 horas
Local: Hotel Praia Hardman (Orla de Manaíra)
Ingresso: Camiseta do evento R$30,00
Locais de Venda: API, no período da manhã, com Leila Oliveira, no CAJ da UFPB ou no Hotel no dia do evento.

Andréia Barros

Crise na mídia impressa: Folha corta 50 jornalistas

folhaDesde a última quinta-feira (9/4), a Folha de S. Paulo iniciou o corte de profissionais na redação. Na semana passada, o jornal Agora São Paulo, pertencente ao mesmo grupo, já havia demitido sete funcionários. A empresa alega diminuição da verba publicitária como motivo para a redução do quadro de trabalhadores.

IMPRENSA apurou que Diógenes Campanha, da Agência Folha; Rodrigo Machado e Bia Bittencourt, da TV Folha; e Paulo Peixoto, correspondente em Belo Horizonte (MG); Luisa Alcântara, editora de “Turismo”, e Giovanna Balogh, de “Cotidiano”, estão na lista de demitidos.

A previsão é que cerca de 50 profissionais sejam cortados. Até o momento, sabe-se que o jornal pretende demitir seis profissionais do banco de dados, dois jornalistas de “Cotidiano”, quatro repórteres do caderno de “Esporte”, dois do Folhapress e um de “Mercado”.

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Mudanças estruturais

Além da diminuição do quadro de funcionários, a Folha também fará mudanças estruturais no jornal. A partir de agora, todos os suplementos serão descontinuados e incorporados a outros cadernos, com exceção de “Turismo”. Por exemplo, o suplemento de “Ciência” terá espaço em “Cotidiano”.

Com esta alteração, os suplementos continuam como páginas em seus respectivos dias, mas feitos por uma editora unificada, que agregará todos os repórteres que sobreviverão ao corte. Eles serão comandados pela jornalista Laura Mattos, que era editora da “Folhinha”.

Procurada, a secretaria de redação do jornal ainda não comentou os cortes e as mudanças estruturais do diário.

 

brasil247

Venderam o caos e quem paga são os jornalistas

jornalistasA semana que terminou nesta sexta-feira escancarou a crise dos meios de comunicação brasileiros. Primeiro, foi a Abril, em São Paulo, quem entregou metade dos andares que ocupa e viu o busto do fundador Victor Civita ser removido (leia aqui). Em seguida, o Estado de Minas demitiu 11 profissionais experientes e foi repreendido pelo sindicato dos jornalistas por ter misturado jornalismo e política, de forma tão explícita (leia aqui). Agora, é o Globo que corta 100 profissionais, dos quais 30 na redação (leia aqui).

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Há um ponto em comum entre esses três grupos editoriais. Todos, no último ano, adotaram o discurso de que o Brasil rumava para o caos. Engajados na campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da República, o que foi feito de forma explícita por Zeca Teixeira da Costa, diretor do Estado de Minas, esses veículos venderam a ideia de que a economia brasileira, mesmo com pleno emprego e inflação na meta (ainda que no topo), mais cedo ou mais tarde afundaria.

Tal discurso contaminou as expectativas empresariais, reduzindo investimentos. E os primeiros a sofrer foram os grupos de comunicação. Os patrões venderam o caos, mas os jornalistas e profissionais de outras áreas é que pagam o pato.

Leia, abaixo, notícia do Comunique-se sobre o Globo:

O jornal O Globo realizou mais de uma centena de demissões nesta quinta-feira, 8. Conforme informações extraoficiais repassadas à reportagem do Comunique-se, ao todo, o veículo de comunicação dispensou cerca de 160 profissionais, atingindo vários departamentos da empresa, como administrativo e comercial. Na redação, os cortes alcançaram aproximadamente 30 pessoas, entre repórteres e diagramadores.

Na lista de jornalistas que se despediram do dia a dia do impresso mantido pela Infoglobo estão profissionais premiados e com longo tempo de casa, caso da editora-assistente de ‘Rio’, Angelina Nunes, que estava na empresa de comunicação desde 1991. Ela usou o perfil que mantém no Facebook para confirmar a sua saída. “A partir de hoje não estou mais no Globo. Vou concluir o mestrado e me preparar para quando o Carnaval chegar”, publicou. Durante os 23 anos de trabalhos dedicados ao Globo, somou conquistas como Prêmio Esso, Prêmio Embratel e Prêmio Vladimir Herzog.

Integrante da galeria ‘Mestres do Jornalismo’ do Prêmio Comunique-se desde 2013, o colunista de cultura Artur Xexéo também foi dispensado pela direção do jornal. No Globo desde 2000, o articulista parece ter pressentido que iria deixar de colaborar com a publicação. No blog que leva o nome do jornalista, o último texto (publicado no domingo, 4) recebeu o título de “Despedidas”. No artigo, ressalta-se que a despedida era de 2014, mas o autor chega a citar a sua situação profissional em determinado trecho. “Se o assunto não for minha aposentadoria, o leitor sempre pode imaginar que fui demitido. Que demoraram 22 anos, mas, enfim, descobriram que sou uma farsa”, escreveu Xexéo.

Leia, abaixo, notícia do Portal Imprensa sobre a Abril:

Lucas Carvalho* 

Após cortes de gastos e reestruturações em seus produtos editoriais, a editora Abril tem esvaziado andares de sua sede em São Paulo (SP). Uma parte do prédio teria sido entregue a um fundo investidor do Banco do Brasil, dono do imóvel.

O principal motivo para as mudanças teria sido a diminuição de operações na editora desde 2013 – envolvendo desde a transferência de dez publicações para a Editora Caras até o fim da versão impressa da revista Info. Em 2014, a editoria já havia divido parte de suas atividades com o prédio localizado na Marginal Tietê, que pertence à Abril e não é alugado.

IMPRENSA teve acesso ao comunicado interno divulgado pela empresa, que explica aos funcionários os detalhes das mudanças. Nele, a editora diz que decidiu não renovar o contrato de locação do primeiros andares da chamada Torre Alta. Assim, as atividades da Abril ficarão concentradas do 13º ao 26º andar do prédio, além do 8º piso.

Com a reorganização do espaço comum do condomínio, o busto de Victor Civita, fundador da Abril, que ficava na recepção, foi transferido para o mezanino do prédio. O terraço e o auditório seguem sendo de uso exclusivo da editora. O corte de custos seria uma estratégia natural do grupo e não indicaria uma suposta “crise financeira”. Com redações cada vez menores, a empresa decidiu “compactar” suas instalações.

Procurada, a Abril ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

Leia, abaixo, notícia do Portal Imprensa sobre o Estado de Minas:

Vanessa Gonçalves, Jéssica Oliveira e Lucas Carvalho*

O jornal O Estado de Minas, um dos principais veículos de comunicação de Minas Gerais, promoveu nesta quarta-feira (7/1) um corte em seu quadro de funcionários. De acordo com o sindicato dos jornalistas do Estado, 11 jornalistas foram demitidos.

Segundo a entidade, os profissionais desligados tinham grande experiência profissional, sendo que alguns trabalhavam no jornal há décadas. Os cortes atingiram cinco editoriais, que perderam repórteres, editores, fotógrafos e um ilustrador. Uma secretária também foi demitida.

Em nota, o sindicato solidarizou-se com os demitidos e suas famílias e manifestou grande preocupação com os cortes, que “enfraquecem” o jornalismo mineiro.”A preocupação do Sindicato não se limita à perda do emprego desses jornalistas e fechamento de postos de trabalho, mas também pelas circunstâncias recentes que cercam a decisão da empresa. No final de 2014, num ato que teve grande repercussão, o mesmo jornal dispensou o então editor de Cultura João Paulo Cunha, que se recusou a ter seus artigos censurados”.

A entidade diz entender que o fortalecimento da profissão e da liberdade de imprensa passa pela produção de um jornalismo vigoroso, informativo e democrático, masa, ainda de acordo com ela, o jornal tem realizado “exatamente o oposto”. “A renovação urgente do jornalismo mineiro não pode prescindir de profissionais experientes como estes que acabam de ser dispensados. O Sindicato informa ainda aos dispensados que transmitirá orientações jurídicas a serem tomadas e em relação ao plano de saúde, que também foi motivo de litígio recente dos jornalistas com a empresa”.

À IMPRENSA, Kerison Lopes, presidente do sindicato, afirma que as demissões ocorrem em decorrência da crise financeira enfrentada pela publicação, que vai além dos problemas enfrentados pelos veículos impressos em todo o mundo.

“O jornal passa por uma crise financeira, e uma crise de gestão e credibilidade. Nos últimos tempos, O Estado de Minas adotou uma linha editorial atrelada a um grupo político e acabou perdendo assinantes e, consequenemente, diminuindo sua venda em bancas”, disse ele.

Procurado por IMPRENSA, o jornal não retornou as ligações para comentar os cortes.

 

brasil247

Mais de 200 jornalistas estão presos em todo o mundo, denuncia CPJ

jornalistas-tapa-olhoEm relatório divulgado na tarde dessa quarta-feira, 17, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) registrou que 220 jornalistas estão detidos em algum lugar do planeta. A China surge no topo da lista, sendo responsável por 44 prisões. Na sequência, o Irã aparece com 32. O Brasil não figura no estudo — o que, segundo a entidade, representa nenhuma detenção de agentes da comunicação.

Editora do CPJ, Shazdeh Omari lembra que, no ano passado, houve troca de comando na dupla de nações que soma o maior número de jornalistas mantidos em cárcere. As alterações no poder não resultaram na liberdade de imprensa. “Juntos, China e Irã estão mantendo presos um terço dos jornalistas aprisionados no mundo todo, apesar das especulações de que os novos líderes que assumiram o poder em ambos os países em 2013 poderiam implementar algumas reformas liberais”.

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O estudo do CPJ destaca que o número apresentado neste ano representa o segundo pior desde que a organização passou a mensurar a quantidade de jornalistas aprisionados pelo mundo, a primeira versão foi feita em 1990. O levantamento de 2014 só não é pior do que o de 2012, quando, no momento da divulgação da análise da entidade internacional, 232 profissionais da imprensa estavam presos – com a Turquia responsável por 49 das detenções.

shawkan.prison.apUm manifestante egípcio pede a libertação do fotógrafo freelance Mahmoud Abou Zeid,
também conhecido como Shawkan, que está preso desde agosto de 2013 (AP/Amr Nabil)

Além de China e Irã, os outros países que estão entre os 10 primeiros em número de jornalistas detidos são: Eritreia (23), Etiópia (17), Vietnã (16), Síria (12), Egito (12), Myanmar (10), Azerbaijão (9) e Turquia (7). Na América Latina, Cuba e México são os dois únicos países que aparecem na lista, com uma prisão cada. Assim como o Brasil, nenhum outro Estado sul-americano aparece no estudo – repetindo o feito do último ano.

Os números referentes às nações americanas chamou a atenção da editora do CPJ. “Nos últimos anos, prisões de jornalistas nas Américas têm se tornado cada vez mais raras, com apenas um caso documentado em 2012 e outro em 2013 [nos Estados Unidos]. Este ano, a região tem duas: um blogueiro cubano foi condenado a cinco anos de prisão, em retaliação por seu blog crítico, e no México um jornalista independente e ativista de causas maias foi acusado de sedição [revolta, perturbação]”, avalia Shazdeh.

Além da situação de jornalistas nas Américas, a representante do Comitê para a Proteção dos Jornalistas destaca mais sete pontos em relação ao levantamento de 2014. Confira:

>>Os 220 jornalistas presos em todo o mundo mostram um aumento relativamente aos 211 casos que o CPJ documentou em 2013. O número de 2014 é o segundo mais elevado, atrás apenas de 2012, quando o CPJ documentou 232 jornalistas presos em relação ao seu trabalho.

>>Em todo o mundo, 132 jornalistas, ou 60 por cento, foram presos sob a acusação de desenvolver atividades anti-Estado, como subversão ou terrorismo. Esse número é muito maior do que qualquer outro tipo de acusação, como difamação ou insulto, mas praticamente em linha com a proporção de acusações de atividades anti-Estado observada em anos anteriores.

>>Vinte por cento, ou 45, dos jornalistas presos em todo o mundo estavam detidos sem acusação divulgada.

>>Jornalistas online corresponderam a mais da metade, ou 119, dos jornalistas presos. Oitenta e três trabalhavam na mídia impressa, 15 em rádio, e 14 na televisão.

>>Cerca de um terço, ou 67, dos jornalistas presos em todo o mundo, eram freelances, a mesma proporção de 2013.

>>O número de presos aumentou na Eritreia, Etiópia, China, Bangladesh, Tailândia, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Israel e Territórios Ocupados da Palestina, e na Arábia Saudita.

>>Os países que apareceram no censo de 2014, após não registrarem qualquer prisão de jornalista na pesquisa de 2013, foram: Camarões, Suazilândia, México, Cuba, Myanmar e Belarus.

 

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FENAJ realiza o I Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial

fenajMaceió será sede do I Encontro Nacional dos Jornalistas pela igualdade Racial (I Enjira). O evento, que deve reunir cerca de 100 participantes representando todos os estados do Brasil, é uma realização da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), como parte integrante da programação do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas, que acontecerá no período de 2 a 6 de abril do próximo ano, no Centro de Convenções, em Jaraguá (http://36congressojornalistas.com/enjira/).
Com o tema “Os jornalistas e a construção da Igualdade Racial na Mídia”, o I Enjira tem como objetivo fomentar um diálogo sobre o tema etnia e raça e seus desafios na mídia brasileira, traçando encaminhamentos para a implementação de ações afirmativas voltadas à igualdade racial nos veículos de comunicação social e nas assessorias de imprensa das esferas privada e pública.

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A realização do encontro é uma antiga aspiração dos coletivos de jornalistas que lutam contra o racismo e em defesa de ações afirmativas na mídia existentes nos sindicatos da categoria de vários estados, a exemplo do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Rio Grande do Sul e das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Bahia. Por considerar a importância do tema, a Fenaj criou a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira).
Programação do I ENJIRA
02 DE ABRIL DE 2014 – Quarta feira
09h00 – Credenciamento
09h00 – Abertura
09h30 – Painel “Os jornalistas e a construção da igualdade racial na mídia”
– Cleidiana Ramos – Repórter especial no jornal A Tarde (BA) e premiada na categoria Mídia Impressa do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento – 2013;
– Washington Andrade – Jornalista, diretor-geral do Portal Áfricas;
– Rosane Borges – Coordenadora do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra.
11h00 – Debate
12h00 – Almoço
13h30 – Grupos de Trabalhos (GT’s)
15h30 – Plenária
17h00 – Encerramento
Fonte: premioabdiasnascimento

Jornalistas da Globo dizem ‘não’ à vaga de Carlos Nascimento no SBT

Evaristo Costa na bancada do Jornal Hoje; jornalista era primeira opção do SBT para lugar de Nascimento
Evaristo Costa na bancada do Jornal Hoje; jornalista era primeira opção do SBT para lugar de Nascimento

O SBT está correndo atrás de um apresentador de telejornal. Tem de ser do sexo masculino, ser preferencialmente jovem, possuir alguma fama e prestígio e, principalmente, envergadura para ancorar um debate entre candidatos à Presidência da República. O profissional ocupará o lugar de Carlos Nascimento no Jornal do SBT, exibido no início da madrugada, mas, se for contratado, deverá dizer apenas que é para reforçar o elenco de jornalismo da casa.

Nos últimos três meses, o SBT tocou o telefone de quatro apresentadores de telejornais. A primeira opção era Evaristo Costa, do Jornal Hoje, mas ele recusou a proposta, dizendo que tem contrato a cumprir com a Globo. André Trigueiro, ex-âncora da Globo News e atualmente repórter da Globo, não quis trocar o Rio de Janeiro por São Paulo e deixar de lado sua especialização, o jornalismo ambiental.

O SBT também sonhava com Chico Pinheiro, do Bom Dia Brasil, apesar de ele não ser jovem como pretendido. Ppoderia ser o global mais viável, por causa da carreira já construída e dos rumores de que não estaria bem na Globo. A instabilidade na emissora, no entanto, atrapalhou. O SBT, então, decidiu investir em Eduardo Ribeiro, eventual substituto de Celso Freitas no Jornal da Record. Mas a Record já renovou o contrato dele, encerrando a negociação.

Afastado desde setembro, o jornalista Carlos Nascimento faz tratamento contra um câncer no reto. Mesmo sem poder trabalhar, seu contrato foi renovado, mas por um quinto do salário que ganhava antes.

A falta de um substituto à altura para Nascimento preocupa porque o SBT não tem um jornalista de porte para comandar um debate. Cesar Filho e Hermano Henning não são considerados para essa missão, e Rachel Sheherazade seria rejeitada pelos candidatos de centro e esquerda. Resta apenas Roberto Cabrini, que é mais repórter do que apresentador.

Outro lado

Diretor de jornalismo do SBT, Marcelo Parada nega que tenha procurado jornalistas para a vaga de Carlos Nascimento. “Jamais procurei alguém para o lugar dele. Temos respeito pelo Nascimento e o lugar é dele até ele se restabelecer”, afirma.

Comentaristas demitidos

A demissão dos comentaristas Carlos Chagas, Denise Campos de Toledo José Nêumane Pinto, ocorrida na última sexta-feira, já estava definida pelo SBT desde outubro. Antes de viajar para as férias na Flórida, no final de dezembro, Silvio Santos concordou com os cortes.

Não houve, aparentemente, nenhuma motivação política, apesar de Carlos Chagas e Nêumane Pinto serem críticos do governo Dilma (PT). O fato de o afastamento de Carlos Chagas ter ocorrido na mesma semana em que sua filha, Helena Chagas, perdeu o cargo de ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, teria sido apenas coincidência.

No SBT, avaliava que os três comentaristas já não tinham função. Primeiro, no começo do segundo semestre do ano passado, eles deixaram de aparecer na principal vitrine da emissora, o SBT Brasil, porque o excesso de comentaristas prejudicava a dinâmica do telejornal. Foram para outros telejornais, mas, na avaliação interna, não acrescentaram nada. Optou-se por usar o dinheiro de seus salários (quase R$ 50 mil mensais) na contratação de repórteres e no investimento em produção.

Uol

Levantamento da FIJ aponta 108 jornalistas mortos em 2013

namiraA Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) emitiu, no dia 31 de dezembro de 2013, um apelo aos governos de todo o mundo para acabar com a impunidade da violência contra jornalistas. Em 2013, a FIJ registrou 108 assassinatos de jornalistas e outros na mídia além de 15 mortos em acidentes de trabalho.

De acordo com a lista divulgada pela FIJ, pelo menos 108 jornalistas e outros profissionais da mídia foram mortos em ataques direcionados, bombas, explosões e incidentes de fogo em todo o mundo. A lista anual mostra que as regiões mais perigosas para os jornalistas foram a Ásia-Pacífico, com 29% dos assassinatos, e Oriente Médio e mundo árabe, com 27% do total. A taxa de homicídios é ligeiramente inferior (10%) do que no ano anterior.

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O atual conflito na Síria faz com que este país figure em primeiro lugar na lista dos mais perigosos para a mídia em 2013, com o registro de 15 vitimas. Neste ranking nefasto, aparecem posteriormente o Iraque (13 casos), Paquistão, Filipinas e Índia (10 casos em cada um), Somália (7) e Egito (6).

A FIJ observa que os níveis de violência permanecem inaceitavelmente altos e ainda há uma necessidade urgente de os governos reforçarem a proteção dos jornalistas e assegurar seu direito elementar à vida. Neste sentido, apelou a países como as Filipinas, Paquistão e Iraque para tomarem medidas drásticas para combater a violência contra profissionais de mídia.

A Federação saudou a resolução da ONU, aprovada na Assembléia Geral realizada dia 18 de dezembro último, de estabelecer um dia internacional contra a impunidade de crimes contra jornalistas. A referida resolução “inequivocamente condena todos os ataques e violência contra jornalistas e profissionais de mídia, tais como tortura, execuções extrajudiciais, desaparecimentos e detenções arbitrárias, bem como de assédio e intimidação em situações conflito e fora deles”.

“Após a definição da resolução das Nações Unidas em 2 de novembro como o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade, apelamos a todos os países do mundo a tomarem medidas imediatas para proteger a segurança e a liberdade dos jornalistas”, disse o presidente da FIJ, Jim Boumelha.

A FIJ também observa que os números mostram um aumento da violência contra mulheres jornalistas. Seis delas perderam a vida no ano passado, enquanto muitas outras foram vítimas de assédio moral, discriminação e abuso sexual.

De acordo com estatísticas da FIJ, muitos jornalistas se tornaram alvo selecionado apenas fazendo seu trabalho e as agressões destinavam-se claramente para silenciá-los, o que exige uma melhoria da segurança dos jornalistas para alcançar a correspondente punição dos perpetradores de violência contra os profissionais de comunicação.

Em resposta a esta necessidade, em outubro deste ano a FIJ lançou sua campanha chamada “fim da impunidade para a violência contra jornalistas”. Esta campanha, que continua, começou a se concentrar sobre o Paquistão, no Iraque e na Rússia, e exorta os governos dos países com maiores níveis de violência contra jornalistas para investigar os assassinatos e trazer os responsáveis à justiça.

“Claramente, não há sinais de que tais ações horríveis contra jornalistas irão diminuir”, disse a secretária geral da IFJ, Beth Costa. Segundo ela, o estabelecimento pelas Nações Unidades do dia 2 de novembro como Dia Internacional Contra a Impunidade de Crimes Contra Jornalistas é de grande importância na luta para proteger os direitos, liberdades e segurança da categoria em todo o mundo, incluindo as mulheres jornalistas que enfrentam diariamente a discriminação e violência.

 

 

Fenaj

Prêmio Nacional de Jornalistas sobre Violência de Gênero está com inscrições abertas até o final deste mês

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Em 53% dos 37.582 relatos registrados de violência contra as mulheres, entre janeiro e junho de 2013, o público apontou ter tido conhecimento do serviço pela televisão, rádio, jornal, revista e internet

Com o objetivo de valorizar a produção jornalística sobre a violência de gênero e fomentar novos conteúdos, foi criado o Prêmio Nacional de Jornalismo sobre Violência de Gênero como parte da campanha ‘Jornalistas dão um Ponto final na Violência contra Mulheres e Meninas’. As inscrições do concurso ficam abertas até dia 31 de janeiro.

Segundo a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), em 53% dos 37.582 relatos registrados de violência contra as mulheres, entre janeiro e junho de 2013, o público apontou ter tido conhecimento do serviço pela televisão, rádio, jornal, revista e internet.

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O trabalho da imprensa é essencial para a divulgação do amparo às vítimas de violência e denúncia dos crimes cometidos contra as mulheres. A iniciativa do concurso é da Casa Mulher Catarina e conta com o apoio da SPM, da Rede Feminista de Saúde, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, do Coletivo Feminino Plural, da Rede de Homens pela Equidade de Gênero e da Red de Salud de las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe (RSMLAC).

Serão contempladas reportagens produzidas desde 11 de dezembro de 2012 e o concurso distribuirá R$ 20 mil em prêmios, em quatro categorias: mídia impressa, televisão, rádio e outras mídias.

As reportagens devem incluir as seguintes temáticas sobre a questão da violência contra as mulheres e meninas no Brasil:

– Lei Maria da Penha;

– Violência de gênero;

– Ações afirmativas de enfrentamento a violência contra mulheres e meninas;

– Políticas públicas de promoção da equidade de gênero;

– Direitos humanos e cidadania das mulheres;

– Movimento feminista.

Podem concorrer jornalistas profissionais de todo o país.

O regulamento do concurso está disponível no site http://www.casadamulhercatarina.com.br, do qual deve ser baixada e preenchida a ficha de inscrição que deverá ser enviada para campanhapontofinalsc@gmail.com.

 

Portal Andi

Mortes de jornalistas estão impedindo circulação de informação

“A violência contra profissionais da mídia enfraquece a capacidade dos jornalistas de realizar seu trabalho livremente, além do direito dos cidadãos de receber a informação independente que precisam”, afirmou na última quarta-feira (18) a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova.

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 Diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. Foto: Unesco

Ela lançou um comunicado para divulgar, mais uma vez, a sua campanha para garantir a segurança de jornalistas, após a morte na Síria do repórter cinematográfico freelance Yasser Faysal Al-Joumaili, 35, que trabalhava para o canal de TV Al-Jazeera International e para a agência de notícias Reuters; do assassinato do editor da revista Rayal e correspondente do jornal Awene no Curdistão iraquiano, Kawa Ahmed Germyani, 32; e da morte por espancamento e esfaqueamento do repórter Sai Reddy, do jornal Deshbandhue da Índia.

Bokova condenou, só este ano, os assassinatos de oito jornalistas no Iraque, sete na Síria e quatro na Índia, além de vários outros em diversos países em todo o mundo.

Esta semana, a diretora-geral da Unesco pediu que as autoridades filipinas investiguem os assassinatos de três jornalistas.

“Profissionais e jornalistas cidadãos demais estão perdendo suas vidas no conflito da Síria, em geral como alvos deliberados de várias facções envolvidas”, disse Bokova. “As circunstâncias dos jornalistas freelance é de especial preocupação já que muitas vezes eles têm menos treinamento para lidar com o perigo que enfrentam do que os repórteres contratados.”

A diretora-geral da Unesco pediu que Iraque e Índia investiguem e punam os culpados pelos crimes.

Fonte: ONU Brasil

Nos 110 anos de Ary Barroso, jornalistas comentam seu legado para o rádio no Brasil

Nesta quinta-feira (7/11), Ary Barroso, um dos maiores compositores da música popular brasileira e autor da memorável obra “Aquarela do Brasil”, completaria 110 anos. Foi na década de 30 que ele se esbarrou com o rádio, mas se consagrou apenas na década seguinte. Ele comandou o programa “A Hora do calouro”, na Rádio Cruzeiro do Sul e atuou como narrador esportivo. Torcedor fanático do Flamengo, a imparcialidade praticamente não existia. Nessa época, tornou a gaita uma marca registrada e a tocava a cada gol marcado. Para homenagear essa data, o Doodle de hoje conta com uma ilustração de um pianista e um casal dançando samba que formam a palavra Google.

Crédito:divulgação
Ary Barroso completaria 110 anos nesta quinta-feira (7/11)
Para o jornalista Celso Unzelte, comentarista da ESPN Brasil, Barroso foi um dos precursores da transmissão com sonoplastia. “Ele deixou um incrível legado em todas as áreas em que atuou. Foi um grande compositor, locutor, apresentador de programa de auditório, cronista esportivo e conseguiu imprimir um estilo em todas essas áreas. Acho que o Osmar Santos [ex-radialista] se espelhou muito nele ao usar uma linguagem mais despojada, mas o Ary já fazia isso nos anos 40”, afirma Unzelte.

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Segundo o jornalista, o artista seria alguém que poderia ter tido facilmente um destaque internacional, mas isso só não aconteceu pois, quando foi convidado para ir aos Estados Unidos, negou com a justificativa de que lá não havia Flamengo. “Se fosse para sintetizar o legado dele em uma palavra essa seria criatividade”, pontua.

Crédito:Divulgação
Ary Barroso e a famosa gaita
André Ribeiro, jornalista e autor da obra “Os Donos do Espetáculo – Histórias da Imprensa Esportiva do Brasil”, lembra que Ary Barroso foi o pioneiro a fazer as primeiras narrações, inclusive em cima de telhados. “Como existia o racha político no mundo do futebol, havia o monopólio de algumas rádios, como vemos hoje a Rede Globo na questão da televisão. Então, existia proibição para que algumas emissoras tivessem acesso aos estádios. E ele foi o primeiro a peitar isso e narrar de lugares inusitados”, conta.

Exemplo que justifica o “inusitado” foi quando, proibido de entrar no Estádio Vasco da Gama, mais conhecido como São Januário, transmitiu a partida de cima de um galinheiro da vizinhança. Nessa época foi criada uma vinheta que dizia “Cada gol que eu transmito a galinha bota um ovo”.

“Como ele não tinha uma boa voz para narrar, inventou subterfúgios com as vinhetas. Narrava no meio da torcida, sendo ameaçado muitas vezes por assumir o clube”, completa Ribeiro.

Washington Rodrigues, mais conhecido como “Apolinho”, apresentador do programa “Show do Apolinho” e comentarista titular da equipe de esportes da Rádio Tupi, no Rio de Janeiro (RJ), afirma que Barroso foi o primeiro jornalista esportivo a assumir a paixão pelo clube, o seu querido “rubro negro” e fazia questão de demonstrar isso, bem como sua insatisfação durante as transmissões.
Crédito:Reprodução
Google homenageou o radialista com doodle especial

“Eu o acompanhava desde menino. Lembro-me das narrações na Tupi e do programa “Mesa de Botequim”, que eu nunca perdia. Criou-se a história que o jornalista esportivo não deveria ter clube, mas se o cara gosta de futebol é claro que ele tem. Eu sou Flamengo e digo isso há 50 anos de profissão. Se eu disser que não tenho clube, tudo que eu falar depois pode soar mentira. Isso eu aprendi com ele. Eu o admiro muito por tudo o que ele representou”, finaliza Rodrigues.

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