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Flamengo vence, segue isolado na liderança e aumenta a crise do Cruzeiro

Cruzeiro e Flamengo se enfrentaram neste sábado, no Mineirão, e entraram em campo atravessando momentos completamente distintos. O time da casa, vivendo uma das maiores crises de sua história, precisava do triunfo para sair da zona de rebaixamento. O Rubro-Negro, curtindo uma fase espetacular, mirava os três pontos para seguir isolado na ponta do Brasileirão. Melhor para os cariocas, que venceram por 2 a 1, com gols de Gabigol e Arrascaeta, e seguem, com autoridade, na posição mais cobiçada da Série A: a primeira. O Cruzeiro, com a derrota, segue na 17ª colocação e pode até ser ultrapassado pelo CSA na rodada.

Teve de quase tudo na primeira etapa. E se teve de quase tudo, teve, claro, gol do Gabigol. O artilheiro do Brasileirão abriu o placar logo aos seis minutos, após bom cruzamento de Gerson. O VAR sugeriu a revisão do lance em função de uma possível falta no início da jogada, mas o árbitro confirmou o gol. O Cruzeiro equilibrou as ações, levou perigo com um chute de Pedro Rocha e, aos 35 minutos, o mesmo Pedro Rocha sofreu pênalti de Rodrigo Caio. Dessa vez, o VAR respeitou a decisão da arbitragem e não sugeriu a revisão. Thiago Neves cobrou muito bem, com força, no canto, e deixou tudo igual. O empate por 1 a 1 foi o placar levado pelas equipes para o intervalo da partida.

A etapa final começou muito movimentada, com chances para os dois lados, bola na trave de Diego Alves, grande intervenção de Fábio após cabeçada de Bruno Henrique e uma total imprevisibilidade. O 1 a 1 durou 20 minutos, já que aos 21 apareceu a famosa e quase implacável “lei do ex”. Após linda jogada e cruzamento de Willian Arão, Gabigol, com um lindo corta-luz, deixou Arrascaeta livre para estufar as redes de Fábio. O maior artilheiro do novo Mineirão decretou a vitória flamenguista e, claro, deixou furiosos os torcedores do Cruzeiro que pegavam no pé dele desde o início do jogo. Os dois times ainda tiveram mais algumas chances, mas o 2 a 1 permaneceu até o fim.

 

Globo Esporte

 

 

Após um lance isolado, Neymar sente a perna e cai no gramado durante treino

sustoNeymar deu um susto no treino da seleção brasileira nesta segunda-feira em Teresópolis. Em um lance isolado, o jogador sentiu o pé direito, caiu em campo e a atividade foi paralisada por cerca de um minuto. Bernard foi outro que sentiu, após dividida com Daniel Alves.

O médico José Luis Runco entrou em campo, prestou atendimento e Neymar voltou ao treino. Na hora em que sentiu, Neymar estava correndo ao lado de Fernandinho. Possivelmente, se tratou de um passo dado de mau jeito. Mais tarde, em dividida com Willian, Neymar novamente sentiu dor, mas seguiu em campo.

Em determinado momento do treino, Felipão gritou: “Cuidado para não machucar, pelo amor de Deus”. O grito, porém, não foi para ninguém em específico.

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Bernard, por sua vez, sentiu após dividida com Daniel Alves. Ele ficou fora do treino por alguns minutos, até retornar. Não foi a primeira dividida na preparação da seleção que Bernard dá susto: na primeira semana, ele levou pisão de Paulinho e saiu sentindo dores.

O treino foi separado entre os titulares e os reservas. Os titulares foram os usuais, formação usada desde a Copa das Confederações: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred.

Fred foi substituído durante o treino, e Jô foi passado para o time titular – Robert, 17 anos, do Fluminense, entrou no time reserva em seu lugar. Henrique substituiu Oscar no time titular e Willian Carvalho, também do Fluminense, foi para a zaga reserva.

Ninguém foi poupado da atividade, que teve aquecimento com bola em dois toques. Os goleiros também fizeram treino em separado. O treino acabou 4 a 0 para os titulares: David Luiz, Hulk, Marcelo e Fred marcaram os gols.

 

INVASOR
A reação inicial da imprensa foi pensar que se tratava de um drone – o mini avião que pode ser comandado de maneira remota. O programa Pânico, por exemplo, já usou esse expediente para invadir A Fazenda, reality show da Record.

Nesta segunda ,aparentemente, não foi um drone que “invadiu” a Granja Comary. De longe, o objeto parecia uma mini asa-delta motorizada. O aeromodelo deu rasantes acima das cabeças dos jogadores por alguns minutos e depois deixou o espaço aéreo da granja. Felipão, depois de um momento de surpresa inicial, não deu atenção ao objeto.

180 graus

Isolado, Barbosa confirma saída sem saudações de ministros do STF

NELSON JR/STF
NELSON JR/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, iniciou a sessão desta quinta-feira (29) sorrindo, mas sem conseguir disfarçar o nervosismo para anunciar o que todos já sabiam e esperavam. Ele confirmou oficialmente que vai sair da presidência e deixar o tribunal – onde poderia ficar por mais onze anos – no início de junho. Alegou que os motivos são “de ordem pessoal”. “Me afastarei do serviço público após 41 anos. Quero agradecer e dizer que tive a felicidade de compor esta Corte no seu momento mais fecundo, de maior criatividade e importância no cenário político”, colocou. Como também era esperado, o anúncio não teve a saudação comum, seguida de reverências por parte dos demais ministros.

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Tido como o mais polêmico dos presidentes do STF, ele só contou com os pronunciamentos de Marco Aurélio Mello e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para comentar a decisão. Escalado antecipadamente para falar, de forma estratégica diante da antipatia dos colegas por Barbosa, Marco Aurélio adotou tom lacônico. Nada de elogios, nada de dizer que o colega fará falta. “Meu sentimento pessoal, e sei que é compartilhado por todos, é que a cadeira do Supremo tem uma envergadura maior. Somos 11 pronunciando-se sobre a eficácia das leis e, por isso, é importante uma estabilização na composição do tribunal, mas, por outro lado, a saída espontânea é direito de cada um”, afirmou.

Mello lembrou a chegada do ministro ao STF, em 2003, e destacou a relatoria da Ação Penal 470. “Foi importantíssima para o país”, acentuou. Mas fez questão de passar um recado velado ao frisar que a AP foi julgada por todos os ministros, e não apenas Barbosa, que acabou centralizando decisões sobre os condenados nos últimos meses e bateu boca com colegas que discordaram de suas posições. “Com esse julgamento, o STF provou que o processo em si não tem cara e uma lei é uma lei para todos. A ação não foi julgada pelo presidente nem pelo relator, e sim pelo colegiado deste tribunal”, comentou, ao mencionar que agradecia a atuação dele no julgamento “até mesmo em função do seu estado de saúde”, numa referência ao problema crônico na coluna que acomete o ministro há anos.

Também manifestando-se com brevidade, Rodrigo Janot lembrou o ano de 1984, quando tomou posse no Ministério Público Federal ao lado de Barbosa e do também ministro Gilmar Mendes.

Surpresa do dia

Acostumado a surpreender em várias decisões, o ministro movimentou a manhã no Congresso Nacional e nos órgãos do Judiciário depois da divulgação do teor de conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em clima de despedida. Contudo, sua saída teve como surpresa apenas o dia escolhido, já que era dada como certa desde o início da semana entre os ministros do STF.

“Aguardávamos que fosse anunciada no início do recesso, no mais tardar. Não hoje exatamente, mas era esperada”, confirmou um dos ministros, acrescentando que o clima tenso existente na mais alta Corte do país passou a ficar mais apimentado depois da revogação da autorização para que os condenados na AP-470 a regime semiaberto pudessem trabalhar.

Barbosa teria comentado a intenção com pessoas próximas e vinha se queixando que estava sem estímulo para presidir as sessões até o final da gestão como presidente, que acaba em setembro. Porém o que teria levado à antecipação foram as críticas cada vez mais fortes à sua conduta por parte dos próprios colegas (só Marco Aurélio defendeu a decisão de revogar a autorização de trabalho na AP-470) e associações de magistrados e advogados.

Outra versão é de que o ministro teria analisado o momento como o mais propício para a saída. “Deixando o STF, agora ele fica como vítima. Muitas pessoas vão dizer que foi um herói que lutou para prender os corruptos e saiu porque não conseguiu. Ele sabe jogar muito bem para a plateia e calculou o período como ideal”, enfatizou um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para quem as próximas eleições devem contar com a participação de Barbosa não como candidato, mas dando declarações e apoio a algum dos presidenciáveis – a mesma visão defendida por um colega de STF.

‘Saída precoce’

No Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde estão vários dos principais assessores de Joaquim Barbosa, que também é presidente do órgão, o clima era de novidade. Muitos conselheiros chegaram até a ligar para os gabinetes e a secretaria geral para perguntar se era verdade. “Não esperávamos. Foi uma saída precoce, em razão dos trabalhos que estão sendo realizados, mas esperamos dar continuidade aos projetos”, destacou o conselheiro Gilberto Valente Martins.

Criado para ser o órgão de controle do Judiciário brasileiro, o CNJ viveu momentos de divisão durante a presidência de Barbosa. Um dos principais motivos disso diz respeito ao programa de mutirões carcerários, que acompanha a execução criminal no país, as decisões dos juízes e percorre os presídios para ver como são cumpridas as sentenças.

A decisão do ministro a respeito do trabalho para os condenados ao regime semiaberto e a interpretação que deu à Lei de Execução Penal, principalmente no caso do ex-ministro José Dirceu, foi totalmente contrária ao que vinha sendo defendido pelo conselho desde a sua existência e causou desconforto entre conselheiros e juízes auxiliares.

Terceira renúncia

Joaquim Barbosa, com o anúncio, passa a registrar, assim, a terceira renúncia a um cargo público. Inicialmente, em 2003, renunciou ao Ministério Público Federal para ser empossado como ministro do STF. Em 2009, renunciou ao cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em razão de problemas de saúde. “Parece ser mais uma característica de sua personalidade turbulenta”, comentou um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao longo da passagem pelo STF, o ministro colecionou desafetos. Chamou, durante uma briga no cafezinho, o então colega Eros Grau, hoje aposentado, de “velho caquético”. Também disse ao ministro Gilmar Mendes, quando presidente do tribunal, para “ir às ruas e ver o que o povo estava achando”, depois de afirmar que ao falar com o plenário, Mendes não estava falando “com seus capangas do Mato Grosso”.

Por fim, travou sérios embates com o ministro Ricardo Lewandowski, que o sucederá na presidência, durante a AP-470, muitas vezes com atitudes que levaram outros ministros a defenderem Ricardo Lewandowski.

Num dos casos mais conhecidos, acusou o colegiado de fazer chicana durante o julgamento dos embargos infringentes à AP 470 (que no jargão jurídico significa tentar atrasar o julgamento). Além disso, destratou jornalistas e chegou a mandar um repórter “chafurdar no lixo” as informações que queria.

A atuação de Joaquim Barbosa foi tão combatida que levou o ministro Cesar Peluzo, que tinha por hábito repetir a frase de que um magistrado deveria limitar-se a falar apenas pelos autos a quebrar a própria regra e, durante a última entrevista antes da aposentadoria, em 2012, declarar que ele não se sairia bem como presidente do tribunal por ser “um recalcado”.

Nesta manhã, a maioria dos críticos de Barbosa preferiu o silêncio. Nos ministérios e em alguns gabinetes dos tribunais superiores, no entanto, a saída foi comemorada com uma frase repetida inúmeras vezes ao longo do dia: “que venha a era Lewandowski”, em referência à postura e ao temperamento diferente do ministro que o substituirá.

 

 

Hylda Cavalcanti, da RBA

Secretário do PT afirma que Rodrigo está isolado

rodrigoO secretário geral do PT da Paraíba, Josenilton Feitosa, que tamém é adjunto de Gestão Governamental e Articulação Política da Prefeitura, repreendeu hoje as projeções do presidente do PT da Paraíba, Rodrigo Soares, sobre as eleições do ano que vem. Segundo ele, antes do dirigente pensar no pleito estadual, deveria discutir a eleição interna da sigla, que será realizada em novembro.

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– A inscrição de chapas acontece até julho. É contraditório que o presidente diga que o PED está distante. O que vai acontecer antes? as eleições do PT que são em novembro ou as eleições estaduais, de 2014? Ele não é o comandante da discussão. Esse processo pode ser conduzido por qualquer um dos candidatos a presidente porque Rodrigo se isolou. Dos 10 grupos que estiveram reunidos no sábado no Hotel Xênius, seis grupos votaram nele. Agora, ele está colocando a carroça diante dos bois ao dizer que é preciso pensar nas eleições de 2014 e se recusando a discutir o PED.

A inscrição de chapas para as eleições do PT estadual se dá de julho a agosto deste ano.

 

 

parlamentopb

Dividido e isolado por antigos aliados, PMDB pode correr para os braços de Ricardo Coutinho

ricardo-e-maranhãoNão é um processo fácil. Muito menos previsível. Como também não era a aliança entre PSB e PSDB em 2010. Muita gente apostava que Cássio Cunha Lima jamais se uniria a Ricardo Coutinho, um dos principais apoiadores do processo judicial que lhe tirou o mandato de governador. O final da história, todos já sabem.

Rachado ao meio e isolado por antigos aliados, o PMDB de José Maranhão corre o risco de ficar sem espaço para disputar, em faixa própria, o Governo do Estado em 2014. Não é segredo para ninguém que o ex-senador Wilson Santiago está de malas prontas para deixar o partido. Como também é público que PT, PP e PSC  resolveram formar um bloco sem os peemedebistas.

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Para completar, o ex-prefeito Veneziano Vital do Rego, escolhido pré-candidato a governador, enfrenta um desgaste incontestável dentro e fora do PMDB. Dentro por causa da dissidência aberta por Santiago. Fora por conta do festival de denúncias feitas por seu sucessor, Romero Rodrigues, levadas inclusive aos órgãos de fiscalização como Tribunal de Contas e Ministério Público.

O Cabeludo também terá que se defender em pelo menos trinta ações de improbidade administrativa que a Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Campina Grande anunciou contra sua gestão. Uma fogueira das grandes, capaz de queimar qualquer projeto político a médio e longo prazos.

Diante de um cenário tão negro, nenhuma hipótese pode ser descartada. Nem mesmo as mais remotas. E uma das mais remotas é o PMDB se realinhar ao projeto do governador Ricardo Coutinho. Se antigos aliados como o PT, que agora está no poder, lhe deram as costas e o projeto de candidatura própria não vingar, nada impedirá o PMDB de pensar em outra alternativa. Isso explicaria, por exemplo, porque prefeitos peemedebistas estão abandonando o barco e anunciando apoio à reeleição do Mago.

 

 

blog do vanderlanfarias.