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Em noite contra racismo, Grêmio faz 1 a 0 e encerra série invicta do Bahia

(Foto: Diego Guichard)
(Foto: Diego Guichard)

Não eram poucos os desafios do Grêmio na noite deste domingo na Arena. Precisava se recuperar em campo e fora dele. No primeiro duelo após as injúrias raciais de torcedores contra o goleiro santista Aranha, o Tricolor conseguiu boa parte de seus objetivos. Venceu o Bahia por 1 a 0, gol de Barcos, pela 18ª rodada do Brasileirão, e deu exemplo de conscientização com campanhas institucionais e cartazes erguidos espontaneamente pelos torcedores. Porém, nem tudo foi festa: o time de Felipão não convenceu e parte, mesmo que pequena, da torcida insistiu com cânticos polêmicos, como o que chama os colorados de “macacos”. A minoria acabou vaiada.

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Alheio a tudo isso, o Bahia fracassou na tentativa de embalar o oitavo jogo sem conhecer a derrota. O time de Gilson Kleina não atuou mal, pelo contrário. Inclusive chegou a ser superior em parte do primeiro tempo. Mas passará mais uma rodada na zona de rebaixamento – é vice-lanterna, com 16 pontos.

O Grêmio subiu, é sexto, com 28 pontos e, no sábado, enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro. Antes, jogaria a partida da volta da Copa do Brasil contra o Santos, mas ela foi suspensa pelo STJD até que o clube seja julgado pelas ofensas a Aranha – o que ocorrerá na quarta. O meio de semana será agitado em campo para o Bahia. Na quinta, recebe o Inter, após vencer o Colorado em Porto Alegre por 2 a 0, e tem grandes chances de avançar na Sul-Americana. No domingo, recebe o Coritiba, pelo nacional, em confronto direto contra o fantasma do Z-4.

Vitória minguada na Arena

Grêmio e Bahia entraram em campo com astral bem diferente. O Tricolor tentava se refazer da polêmica partida contra o Santos, de derrota e episódio de injúrias raciais de torcedores contra o goleiro Aranha. Antes de a bola rolar, a primeira parte foi feita, com campanhas, faixas e cartazes de repúdio ao racismo. Quando o jogo começou… passou a prevalecer o embalo baiano, vindo de vitória diante do rival gremista, o Inter, pela Sul-Americana.

A melhor chance do primeiro tempo foi do Bahia, bem liderado por Emanuel Bianchucci. Aos 15 minutos, Rhodolfo perdeu a bola e Guilherme Santos finalizou fraco, com boa defesa de Marcelo Grohe. Sobraram ao Grêmio posse de bola e insistências. Faltou, no entanto, a tão cobrada eficácia. Isolado, Barcos conseguiu um arremate perigoso, aos 17 minutos, que passou perto da meta. Quem também tentou Lomba foi Dudu, mas suas finalizações foram fracas. O 0 a 0 no intervalo deixou a torcida inquieta.

Por falar em torcida, a maioria presente na Arena vaiou os cânticos que surgiram do setor da Geral do Grêmio, que se referiram aos colorados como “macacos”. Numa noite de pouco futebol, alguma tensão e muito a se falar extracampo, o gremista conseguiu sorrir apenas aos 13 minutos do segundo tempo. Giuliano cruzou, Dudu, na raça, escorou, e Barcos, com o gol vazio, abriu o placar: 1 a 0. Depois, os mandantes se recolheram e trataram de manter o resultado. O importante era vencer. E, claro, melhorar a própria imagem.

 

Globoesporte.com

Sem inspiração, Brasil é superado por México e perde série invicta

Foto: Reuters

Acabou a boa fase da Seleção Brasileira. Neste domingo, em Dallas, com uma atuação decepcionante, o time de Mano Menezes foi derrotado por 2 a 0 pelo México e teve uma importante sequência estragada – o time tinha vencido oito jogos seguidos e estava invicto há dez partidas, pois não perdia desde o duelo contra a Alemanha, em agosto de 2011. Já os mexicanos, em preparação para disputar as Eliminatórias da Copa de 2014, contaram com boa atuação de Giovani dos Santos para comemorar a “vingança”, já que tinham perdido para o Brasil no ano passado.

O primeiro tempo teve um Brasil sem inspiração contra um adversário letal. Com apenas duas finalizações e boa atuação de Giovani dos Santos, o México abriu 2 a 0 antes do intervalo e fez o adversário ficar nervoso em campo. Os principais problemas da equipe de Mano Menezes foram a falta de movimentação no ataque e os erros na defesa, já que o time sofreu outro gol pelo lado direita da defesa e alguns jogadores, como Danilo, Juan e Rômulo, decepcionaram. No segundo tempo até houve a tentativa de mandar o time para o ataque, mas a pressão não deu resultado. O próximo teste da Seleção Brasileira será contra a Argentina, no próximo sábado, dia 9 de junho.

Mais uma vez o Brasil começou a partida com marcação sobre pressão e por isso teve maior posse de bola nos primeiros minutos. Isso até resultou em gol aos 9min, quando Hulk fez um lançamento perfeito para Leandro Damião, mas o juiz marcou que o atacante do Internacional estava impedido. Depois disso, a partida continuou sob domínio do Brasil, mas a defesa do México estava bem postada. Até que, aos 22min, o ataque mexicano também funcionou: Giovani dos Santos entrou na área pela esquerda, balançou o corpo e, ao tentar cruzar, encobriu o goleiro Rafael. A bola ainda bateu na trave oposta e entrou.

Depois disso, mais confiante, o México passou a acertar melhor seus contra-ataques, além de neutralizar com facilidade as investidas do Brasil, que logo ficou perdido em campo. Essa evolução mexicana acabou resultando em mais um gol aos 32min: após passe errado de Rômulo, Giovani dos Santos aplicou um drible simples na área e foi derrubado por Juan. O juiz marcou pênalti, que foi cobrado por Javier Hernández, o “Chicharito”. O goleiro Rafael ainda pulou bem na cobrança, mas não conseguiu evitar o segundo gol do México.

Ainda no primeiro tempo, o Brasil até conseguiu assustar o México duas vezes: aos 35min, uma cabeçada de Leandro Damião passou perto do travessão. Já aos 41min, foi a vez de Oscar levar perigo com um chute de fora da área, mas Corona espalmou para fora. A ameaça de reação brasileira parou por aí e o time de Mano Menezes foi para os vestiários em desvantagem.

Mano Menezes optou por não fazer substituições no intervalo e o Brasil voltou com as mesmas dificuldades: não conseguiu aproveitar a maior posse de bola e ainda sofreu sustos na defesa. Aos 6min, por exemplo, Zavala recebeu a bola de frente para o gol, mas foi travado na hora do chute. O rebote ainda sobrou para Hernández, que desviou a bola para fora. A resposta do Brasil veio na sequência, com um lançamento para Oscar, que driblou o goleiro e caiu na área. O juiz não marcou pênalti e despertou a ira dos brasileiros.

Aos 15min, Mano Menezes mandou o time para o ataque, com Lucas no lugar de Sandro e ainda Alexandre Pato na vaga de Leandro Damião. Além disso, ainda foi preciso substituir Thiago Silva por contusão – Bruno Uvini entrou em seu lugar. Apesar de todas essas mudanças, o resultado não foi imediato e as melhores chances só vieram em lances de bola parada. Aos 25min, Hulk cobrou falta que foi defendida por Corona. Aos 28min, Bruno Uvini também levou perigo de cabeça, mas o goleiro mexicano defendeu novamente.

A postura ofensiva do Brasil animou a partida, mas deixou a defesa ainda mais exposta. Por isso o México criou grande chance aos 29min, quando Hernández finalizou em cima do goleiro Rafael. Só que logo depois o susto aconteceu do outro lado: Hulk cruzou na medida para Alexandre Pato, que só precisava tocar para o gol, mas deixou a bola passar. Por fim, o nervosismo tomou conta da Seleção Brasileira e ainda houve tempo para uma confusão, aos 37min, quando Neymar discutiu e trocou empurrões com Meza.

Ficha técnica

BRASIL 0 x 2 MÉXICO

Gols

MÉXICO:
Giovani dos Santos, aos 22min do 1º tempo; e Javier Hernández, aos 33min do 1º tempo

BRASIL: Rafael; Danilo, Thiago Silva (Bruno Uvini), Juan e Marcelo; Sandro (Lucas), Rômulo e Oscar (Casemiro); Hulk (Wellington Nem), Leandro Damião (Alexandre Pato) e Neymar
Treinador: Mano Menezes

MÉXICO: Jesús Corona; Francisco Rodríguez, Severo Meza (Jiménez), Carlos Salcido, Héctor Moreno, Jorge Torres Nilo, Andrés Guardado (Reyna), Jesús Zayala, Pablo Barrera (Edgar Andrade), Giovani dos Santos (De Nigris) e Javier Hernández (Lugo)
Treinador: José Manuel de la Torre

Cartões amarelos
BRASIL: Marcelo e Neymar
MÉXICO: Jorge Torres Nilo, Carlos Salcido e Severo Meza

Público: 84.516 pagantes

Árbitro
Silvu Petrescu (CAN)

Local
Cowboys Stadium, em Dallas (EUA)

Terra