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Cinco termos para conhecer antes de começar a investir

Professor de Gestão Financeira da Uninter, Daniel Cavagnari, simplifica conceitos que podem parecer “técnicos” aos investidores iniciantes

Cerca de 60% dos brasileiros não têm nenhum investimento financeiro – nem na poupança. É o que mostra uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Para facilitar a entrada dessa população no mundo dos investimentos, Daniel Cavagnari, coordenador do curso de Gestão Financeira do Centro Universitário Internacional Uninter, dá algumas dicas.

“Para iniciantes, é sempre melhor buscar as aplicações mais seguras. As mais conhecidas são a poupança e o CDB (Certificado de Depósito Bancário), mas a melhor e mais confiável é o Tesouro Direto. Dá para começar a montar sua carteira com apenas R$ 30”, recomenda.

Por outro lado, a grande maioria dos títulos do Tesouro Direto têm liquidez baixa e o investidor pode sofrer prejuízos em sua lucratividade caso saque o dinheiro antes do tempo, mesmo que tenha tido boa rentabilidade. Não entendeu? O professor tranquiliza. “Esses termos parecem técnicos, mas são fáceis de aprender. Com esse conhecimento, fica mais fácil escolher os investimentos adequados”, diz.

Acompanhe abaixo o significado de cinco termos essenciais para investidores iniciantes.

– Liquidez

A liquidez é a capacidade de um determinado investimento ser convertido novamente em dinheiro. Se a liquidez for alta, o dinheiro pode ser recuperado rapidamente, mas se for baixa, é preciso esperar. A poupança, por exemplo, é um investimento de alta liquidez, pois o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento. Já uma previdência privada, como VGBL ou PGBL, geralmente tem baixa liquidez e cobra altas taxas caso o dinheiro seja sacado antes do tempo.

“Se você tem R$ 100 mil, em mãos ou na conta corrente, esse dinheiro vale R$ 100 mil. Agora imagine que esse valor está aplicado em um terreno. O valor ainda é R$ 100 mil, mas é relativo. Se você tem tempo para buscar um comprador, vai conseguir o valor integral. Mas se está com pressa e precisa do dinheiro rapidamente, pode perder até mesmo metade do dinheiro”, exemplifica.

– Indexador

Indexadores são taxas percentuais que definem quanto o dinheiro vai render. “Por exemplo, hoje a taxa Selic é de 6,5% ao ano. Isso significa que uma aplicação que tenha essa taxa como indexador renderá, daqui um ano, ao menos 6,5% de seu valor inicial”, ilustra.

A taxa Selic é a taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão pertencente ao Banco Central do Brasil. Ela é reajustada, em média, a cada 45 dias – ou oito vezes ao ano. Outro indexador popular é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ele é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mês a mês e reflete a inflação acumulada ao longo do ano.

– Pré-fixado ou pós-fixado

Investimentos pré-fixados são aqueles em que o investidor sabe exatamente quanto vai resgatar ao final, desde que não recupere o dinheiro antes do vencimento. A porcentagem que ele vai render é informada de antemão.

Já investimentos pós-fixados rendem de acordo com algum indexador que sofrerá alterações, como a taxa Selic e o IPCA. Como essas taxas são reajustadas com frequência, o investimento poderá render mais ou menos do que o simulado no momento da aplicação.

– Rentabilidade e lucratividade

“Rentabilidade é o valor que rende um título. Se você aplicou R$ 1 mil e retirou R$ 1,5 mil ao final, a aplicação rendeu R$ 500. O problema é que muitas pessoas confundem rentabilidade com lucratividade”, explica o professor. Para calcular a lucratividade, é preciso deduzir todos os custos do investimento da rentabilidade – taxas de administração, imposto de renda e imposto sobre operações financeiras (IOF).

Por esse motivo, um investimento como o CDB pode ser mais rentável do que a poupança, mas render menos lucros caso seja sacado em um período curto de tempo, em que terá mais taxas. Caso o investidor iniciante esteja montando uma reserva de emergência, por exemplo, precisa ter em vista que o dinheiro pode ser sacado rapidamente e priorizar a liquidez em vez da rentabilidade, para não perder seu lucro.

Sobre o Grupo Uninter

O Grupo Uninter é o maior centro universitário do país, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e a única instituição de ensino a distância (EAD) do Brasil recredenciada com nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC).  Sediado em Curitiba (PR), já formou mais de 500 mil alunos e, hoje, tem mais de 210 mil alunos ativos nos mais de 200 cursos ofertados entre graduação, pós-graduação, mestrado e extensão, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância. Com mais de mil polos de apoio presencial, estrategicamente localizados em todo o território brasileiro, mantém cinco campi no coração de Curitiba. São 2 mil funcionários trabalhando todos os dias para transformar a educação brasileira em realidade. Para saber mais acesse uninter.com.

 

 

Sindicato critica fechamento de agência bancárias na PB: “Fecham lugar de investir na segurança”

(Foto: Walla Santos)
(Foto: Walla Santos)

O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, criticou nesta quarta-feira (06) a decisão dos bancos que estão fechando agências no lugar de investir na segurança. “Ao invés de apresentar um plano de segurança para coibir a violência, estão fechando as agências”.

Marcos Henriques ainda lembrou dois projetos que estão paralisados na Assembleia Legislativa prevendo “obrigatoriedade dos bancos em investimento de equipamento de segurança”, o que ajudaria no combate à violência. De acordo com ele, apenas este ano já foram registradas 26 ocorrências de violência contra agências no estado, sendo que o Banco Bradesco é o mais visado, seguido pelo Banco do Brasil.

O presidente do Sindicato dos Bancários ainda alerta que com o receio iminente de violência, “os funcionários estão temerosos” e que, “principalmente no interior, muitas vezes as ocorrências causam traumas irreversíveis”.

De acordo com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, duas agências foram fechadas permanentemente nas cidades Mogeiro e Serraria. Também há agências fechadas temporariamente em outras cidades devido a período de reforma após terem sido depredadas em ocorrências de violência. Já o Banco Bradesco foi procurado, mas não forneceu as informações solicitadas.

Marcos Henriques lamenta tantas agências fechadas no estado destacando que os clientes “ficam desassistidos e precisam se deslocar muitas vezes para receber aposentadorias pequenas gastando com o deslocamento”.

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Em Alagoa Grande, servidores públicos, aposentados e pensionistas clientes do Banco do Brasil estão tendo que viajar para outras cidades, como Guarabira, para poder sacar os seus salários. A agência foi atacada no dia 23 de fevereiro, quando explodiram o cofre do banco e levaram o dinheiro.

O ClickPB entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança e da Defesa Social para saber o posicionamento órgão sobre a violência contra os bancos, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.

De acordo com o Mapa da Violência do Sindicato dos Bancários da Paraíba, houve entre 2011 e 2016, 528 ataques às agências bancárias. De acordo com o mapa, o Bradesco é o banco que mais sofreu a ação da bandidagem. Nos últimos cinco anos foram 246 investidas. O Banco do Brasil ocupa o segundo lugar no ranking da violência com 164 ataques.

 

 

clickpb

Investir em empreendedorismo desenvolve cidades do interior

 

Prêmio Prefeito Empreendedor divulga vencedores da etapa estadual no dia 13 de abril. Estão concorrendo projetos de 96 municípios do Estado

 

douglasFomentar o empreendedorismo e desenvolver políticas públicas para criação um ambiente favorável para os pequenos negócios no interior do Estado é fundamental para fortalecer a economia local para o enfrentamento de crises econômicas e problemas ambientais, como a diminuição dos repasses da União e as estiagens vividas nos últimos anos na Paraíba.

 

Esse foi um dos destaques do gerente de políticas públicas do Sebrae Paraíba e gestor do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, Luciano Holanda, durante a última etapa de avalaição da premiação, que no próximo dia 13 de abril divulgará os municípios vencedores da 9ª edição. “Investir em empreendedorismo é dar alternativas para que o município possa se desenvolver, sair da prática usual de sempre priorizar o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) como fonte de desenvolvimento e renda”, disse o especialista do Sebrae Paraíba.

 

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Luciano Holanda reforça que, ao implantar políticas públicas ao empreendedorismo, os municípios ganham fôlego para fortalecer a economia local. “A partir do momento que o gestor público consegue implantar modelos de ambiência favorável para prática empresarial das micro e pequenas empresas, ele vai observar a progressão do desenvolvimento de sua economia”.

 

Nesta edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor foram inscritos projetos de 96 municípios do Estado, recorde registrado na história do evento, 28 a mais que na última premiação, quando participaram 68 projetos. Na avaliação do gestor do prêmio, o número exemplifica o potencial empreendedor das cidades do interior da Paraíba.

 

“Estamos na etapa de julgamento dos projetos e ficamos felizes com o robusto volume de inscrições, levando em conta o cenário de estiagem prolongada vivenciado nos últimos anos, a crise nos repasses dos recursos e a retração no FPM. É um resultado que demonstra que o empreendedorismo continua crescente nessas cidades e que os esforços do Sebrae no segundo semestre de 2015 foram valiosos para chegarmos a esse cenário”, destacou Luciano Holanda.

 

Sobre o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor – A cerimônia de divulgação dos vencedores da etapa estadual do IX Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor acontece no próximo dia 13 de abril, no Shopping Sebrae. Os primeiros colocados das seis categorias concorrentes disputarão a etapa nacional do prêmio, que acontece no dia 10 de maio. Na última edição, o projeto da cidade de Bananeiras venceu na categoria Melhor Projeto, tanto na etapa estadual como nacional.

 

UNIDADE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING

Após auditoria do TCE, governo diz investir na melhoria do ensino médio

Governo-Da-Paraiba-1Um dia após o Tribunal de Contas da Paraíba apresentar uma série de distorções no ensino médio estadual, o governo do Estado divulgou uma nota onde afirma que vem trabalhando para elevar a qualidade da educação nesse segmento. A administração estadual não confirmou se vai cumprir a determinação da corte de contas e apresentar um plano de ação contendo medidas para melhoria do ensino médio nas escolas estaduais. Foi dado um prazo de 60 dias para isso.

Os problemas nas escolas de ensino médio foram identificados durante uma auditoria operacional, que analisou o exercício de 2012 e parte de 2013. As principais conclusões foram: recorrente contratação de temporários, insuficiente capacitação dos professores, insatisfação com a carreira do magistério, elevado grau de precariedade da infraestrutura nas escolas e falta de zelo dos alunos com o patrimônio das escolas.

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Na nota, o governo afirma que ofertou, em quatro anos, 130 mil novas vagas para o ensino médio, com a ampliação de 27 escolas para o funcionamento da educação profissional. Diz também que realizou a ampliação do Programa Ensino Médio Inovador (Proemi), em 2012, e que a iniciativa funciona atualmente em 48 escolas de 38 municípios, e beneficia 15 mil alunos.

A administração estadual ressalta que em 2015 estão sendo implementadas ações para aperfeiçoar a política de educação e cita como exemplo o Prêmio Solução Nota 10, que tem o objetivo de fazer uma consulta pública sobre a melhoria no setor.

 

JP

Veneziano afirma que Governo Federal não parou de investir em CG: “gestão atual é incompetente”

veneziano-vitalO deputado federal eleito Veneziano Vital do Rego (PMDB) comentou sobre a possível desfiliação do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, do PSDB para filiar-se ao PSD, partido que faz parte da base aliada de Dilma Rousseff (PT).

Questionado sobre a aparente estratégia dos tucanos de ter mais atenção do Governo Federal, Veneziano desqualificou o motivo e apontou que deve ser outra razão. “Se for isso, não sei o fundamento. O Governo Federal não estabelece prioridades para aqueles que integram ou deixam de integrar partidos”, apontou.

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Veneziano contou que quando deixou a Prefeitura de Campina haviam inúmeros recursos do Governo na cidade. “Lamento que alguns investimentos foram incompetentemente paralisados”, colocou

Além disso, o ex-prefeito de Campina Grande disse que acompanha os investimentos do Governo na Rainha da Borborema e que os recursos não pararam de entrar.

“Seria interessante que os jornalistas busquem motivos que possam convencer melhor essa saída. Porque se for essa a linha, o governo federal nunca deixou de atender as expectativas”, concluiu.

Pedro Callado / Fernando Braz

Agravamento da seca leva Estado a investir R$ 400 milhões para diminuição dos efeitos em 195 municípios

Padre Djacy Brasileiro
Padre Djacy Brasileiro

A secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca da Paraíba contou ao Portal paraiba.com.br nesta quinta (11), que o governo do estado já investiu R$ 400 milhões na agricultura durante o período de seca e destacou que com as políticas públicas, a seca prejudicou menos do que poderia.

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Os maiores destaques para o enfrentamento a seca são a ração animal subsidiada, onde a saca de milho no mercado convencional custa R$ 60 e o governo estadual em parceria com o governo federal, por meio da EMPASA, vendeu a R$ 18 para o agricultor.

 

Outro ponto ressaltado foi a distribuição de sementes para os agricultores que perderam e os que não plantaram guardaram para o próxio ano. Também houve a criação de poços e barragens subterrâneas que ‘contribuiu muito para que os efeitos da seca fossem menos sofridos que se não tivesse essas políticas públicas’.

De acordo com a secretaria são 18 projetos do governo do estado em andamento como o garantia Safra, que já está presente em 33 municípios, arranjos produtivos, distribuição de sementes de cana e palma resistente, além da Tarifa Verde. “O governo investiu na agricultura mesmo, R$ 400 milhões em projetos para reduzir os efeitos”, conta.

Confira os programas:

 

Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

A Lei nº 11.947/2009  determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo FNDE para alimentação escolar, na compra de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações, priorizando os assentamentos de reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas (de acordo com o Artigo 14).

A aquisição de gêneros alimentícios será realizada, sempre que possível, no mesmo município das escolas. Quando o fornecimento não puder ser feito localmente, as escolas poderão complementar a demanda entre agricultores da região, território rural, estado e país, nesta ordem de prioridade.

A nova Lei foi regulamentada pela Resolução nº 38, do Conselho Deliberativo do FNDE, que descreve os procedimentos operacionais que devem ser observados para venda dos produtos oriundos da agricultura familiar às Entidades Executoras (secretarias estaduais de educação e redes federais de educação básica ou suas mantenedoras, que recebem recursos diretamente do FNDE, responsáveis pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Para saber mais, escreva para alimentacaoescolar@mda.gov.br.

Para saber mais, acesse:

http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/programas//alimentacaoescolar

 

Programa Estadual de Defesa Agropecuária

O sistema de defesa agropecuária é, fundamentalmente, um instrumento estratégico e indutor do desenvolvimento da agropecuária, de prevenção da saúde pública e segurança alimentar da sociedade.

Normatiza, cadastra, fiscaliza e inspeciona as condições sanitárias do processo de produção e circulação de bens e serviços da atividade agropecuária, tais como: estabelecimentos agrícolas que criam, cultivam e comercializam animais e vegetais, agroindústrias e estabelecimentos que abatem, processam, armazenam e comercializam produtos e insumos da agropecuária e estabelecimentos de serviços (feiras, exposições, leilões…), potenciais disseminadores de pragas e doenças nocivas à saúde humana e a economia rural.

Em termos práticos, atua no campo da prevenção e controle da sanidade dos animais e vegetais, na qualidade dos seus produtos e subprodutos destinados à alimentação humana, na produção e no trânsito de bens de origem agropecuária que circulam no mercado interno e externo.

Como informação prática, no plano nacional e internacional, destacam-se:

a. Plano nacional: a Paraíba detém o status sanitário de risco médio (BR-3). Conseqüências:

I. É proibido a comercialização de animais, seus produtos e subprodutos para Santa Catarina (área livre sem vacinação);

II. Só pode comercializar animais para os demais estados do sul, estados do centro oeste, sudeste e nordeste (Bahia e Sergipe) que são área livre com vacinação, mediante um conjunto de exigências (quarentena, sorologia…) e

III. Pode comercializar livremente para os demais estados do nordeste que detém, igualmente, status sanitário de risco médio.

b. Plano internacional: qualquer ocorrência de notificação da doença, imediatamente é divulgada na rede mundial de computadores, afetando profundamente o comércio interno e externo do país de ocorrência. Recentemente o sitewww.oie.int divulgou ocorrências na África, Ásia e Europa Oriental.

A defesa sanitária animal executa os seguintes programas e ações:

PNEFA – Programa Nacional de Controle, Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa PNCEBT – Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose PNSA – Programa Nacional de Sanidade Avícola

PNCRH – Programa Nacional de Controle da Raiva e outras Encefalopatias

PNSE – Programa Nacional de Sanidade Eqüídea

PNESA – Programa Nacional de Educação Sanitária

PNSCO – Programa Nacional de Sanidade de Caprinos e Ovinos

PNSS – Programa Nacional de Sanidade Suídea

PNSAA – Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos

PNSAp – Programa Nacional de Sanidade Apícola

Trânsito e Quarentena Animal – fiscalização e controle de eventos agropecuários e do trânsito de animais, seus produtos e subprodutos.

 

Sobre erradicação da Aftosa:

A febre aftosa é uma doença grave que ataca bovinos, caprinos, ovinos, suínos e bubalinos. Sua transmissão acontece através do contato com animal doente, através do ar, das fezes, da saliva e do leite. Pessoas que lidam com animais podem transmitir a doença. Quem erradica a aftosa é você.

Criador, agora é lei: vacine, declare e use a GTA

Leia Mais…

O que é aftosa?

A febre aftosa é uma doença grave que ataca bovinos, caprinos, ovinos, suínos e bubalinos. Sua transmissão acontece através do contato com animal doente, através do ar, das fezes, da saliva e do leite. Pessoas que lidam com animais podem transmitir a doença.

Quais seus sintomas?

Os principais são:

– Aftas na língua;

– Febre;

– Baba em excesso;

– Lesões no casco;

– Lesões nas tetas;

A partir de qual idade o animal deve ser vacinado?

A vacinação deve acontecer já no primeiro dia de vida do animal e depois, a cada 6 meses uma nova dose deve ser aplicada.

Quando devo comprar a vacina?

As vacinas só podem ser compradas nos meses de vacinação: abril e outubro. O bom acondicionamento da vacina garante sua eficácia por isso quanto menor o tempo de compra e aplicação, menores são os riscos de adulteração e melhores são os resultados

Como devo guardar a vacina?

A vacina deve ser guardada no refrigerador em temperatura que varia de 2º a 8ºC. Nunca coloque a vacina no freezer ou congelador e use sempre isopor com gelo para transportar.

Quando devo aplicar a vacina e qual a dosagem?

A vacina deve ser aplicada na tábua do pescoço, preferencialmente intramuscular. A dosagem é de 5 ml. Lembre-se, ao abastecer a seringa, evite os raios solares e confira sempre a data de validade da vacina que está usando.

Que cuidados devem tomar durante a vacinação?

– Amarre bem o animal;

– Limpe o local da aplicação;

-Se a vacina vazar, aplique outra dosagem;

-Use agulhas 15×18 nos animais maiores, e 15×15 nos animais menores.

Quando devo trocar a agulha?

-Trocar agulha a cada 10 animais;

– Esterilizar as seringas e agulhas;

– Só usar agulhas afiadas.

Por que devo guardar a nota fiscal da vacina?

Toda nota fiscal é importante. A nota de compra da vacina deve ser guardada e apresentada no escritório da Emater ou nas ULSAVS ou na Secretaria de Agricultura do seu município. Sem ela, não é possível fazer a declaração da vacinação. E sem declaração o criador não pode tirar a GTA e sem a GTA não pode transportar nem comercializar animais. A declaração deve ser feita no máximo 10 dias após o término da campanha.

 

Programa Estadual da Defesa Sanitária Vegetal

A Defesa Sanitária vegetal tem como missão a prevenção, monitoramento, controle e erradicação de pragas dos vegetais, ou veiculadas por seus produtos, subprodutos, derivados, insumos, e resíduos em geral, de importância econômica e social, visando preservar a sociedade de moléstias que comprometam a qualidade de vida do homem, bem como o meio ambiente.

A Defesa Sanitária Vegetal do Estado da  Paraíba, está focada em algumas culturas de maior expressão e interesse econômico-social para o Estado. São: cultura da banana, citrus, uva, além da cana-de-açúcar e da palma forrageira.

A Defesa Sanitária Vegetal executa os seguintes programas/ações:

Manutenção de área livre:  vigilância sanitária das pragas quarentenárias A 2 dos citros (greening, pinta preta, cancro cítrico), vigilância sanitária das pragas quarentenárias A 2 da banana (Sigatoka negra e moko da bananeira), vigilância sanitária da praga quarentenária A 2 da uva (Cancro da videira), vigilância sanitária da praga quarentenária A 2 da cana-de-açúcar (Ferrugem alaranjada);

Monitoramento e controle sanitário: pragas quarentenárias A 2 da palma forrageira (Cochonilha do carmim) e dos citros (Mosca negra) para o monitoramento e controle das pragas no estado e atendimento a determinações do Ministério da Agricultura;

Trânsito: fiscalização e controle do trânsito de plantas e produtos relacionados a pragas quarentenárias. (CFO/CFOC/PTV/UPC/PVA);

Agrotóxicos: fiscalização de agrotóxicos e afins: registro de marcas comerciais de agrotóxicos, registro e inspeção de estabelecimentos produtores e comerciais de agrotóxicos e fiscalização do uso dos agrotóxicos pelos produtores rurais.

Garantia-Safra

A seca é um fenômeno arrasador e preocupa constantemente as autoridades públicas e os agricultores familiares, que têm na agricultura o sustento da sua família. Para minimizar os prejuízos dos agricultores em anos de seca, e conseqüentes perdas da lavoura, o Poder Público, através Pronaf instituiu, na safra 2002/2003, o Programa Garantia-Safra.

Na Paraíba, o Programa Garantia Safra é operacionalizado pela Secretaria do Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), através da gerência Executiva de Organização Rural e visa garantir renda mínima de até R$ 600 a agricultores familiares, com perdas acima de 50% nas lavouras de arroz, feijão, milho, algodão e mandioca. Trata-se de uma espécie de seguro para compensar pequenos produtores de prejuízos, decorrentes de estiagem e excesso de chuvas.

Programa é uma ação solidária que envolve os agricultores familiares, os Municípios, os Estados e a União. Todos colaboram para que em casos de perdas os agricultores familiares tenham uma renda mínima garantida. O agricultor familiar que aderir ao Programa colabora com R$ 5,50; o Município com R$ 16,50, por cada agricultor aderido; o Estado com R$ 33,00 e a União com R$ 110,00, por cada agricultor.

Agricultores que podem participar

Ser agricultor familiar nos moldes do Pronaf (www.mda.gov.br/saf);

Tiver renda bruta familiar mensal de até 1,5 (um e meio) salário mínimo;

Cultivar áreas não irrigadas;

Cultivar área entre 0,6 ha e 10 ha;

Efetuar a adesão ao Garantia-Safra antes do plantio.

 

Programa Leite da Paraíba

O Programa do Leite na Paraíba foi criado em 2003 e beneficia a 120.000 famílias que vivem abaixo da linha da pobreza nos 123 municípios do Estado. Cada família assistida recebe 1 litro de leite por dia e essa distribuição é feita seguindo os critérios estabelecidos pelo Programa.

Por isso, recebem o leite: gestantes, nutrizes, crianças até seis anos e idosos sem aposentadoria. Para auxiliar na distribuição, o Programa do Leite conta com vários parceiros voluntários espalhados por todas as cidades, entre eles, igrejas, associações de bairros, prefeituras e a pastoral da criança.

Os benefícios trazidos pelo Programa do Leite são muitos. Já foi constatado que o leite contribui para a diminuição da mortalidade infantil; melhora as condições da gestante na hora do parto e auxilia no desenvolvimento mental das crianças em idade escolar. Sem falar, que o leite doado é, para muitas crianças, o único alimento do dia.

As vantagens não param por aí. Ao todo, 3.600 produtores locais têm mercado garantido e preço justo para comercializar seu produto, já que vendem para os 26 laticínios responsáveis pela industrialização, pasteurização e empacotamento do leite e entrega nos pontos de distribuição. O Programa também contribui para a geração de empregos, pois nestes laticínios são gerados mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.

O Programa do Leite existe em 10 estados brasileiros. Na Paraíba, o Programa também incentiva o associativismo, contribuindo assim para o melhoramento genético do rebanho e enfatizando sobre a importância da sanidade animal.

Programa Estadual de Distribuição de Sementes

O Programa Estadual de Distribuição de Sementes tem o objetivo de assegurar o atendimento da demanda de agricultores familiares, cuja renda é de até meio salário mínimo e engloba um montante de cerca de 90 mil agricultores em todo o Estado. Neste ano de 2011, a Paraíba deverá atingir um contingente de 53.983 famílias, distribuindo sementes de milho, feijão e algodão. E a meta da Sedap é dobrar esse atendimento no ano de 2012.

Programa Estadual de Produção de sementes

A Paraíba pode se tornar, nos próximos anos, auto-suficiente na produção de sementes. A Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca (Sedap), está elaborando um Programa de Produção de Sementes no próprio Estado, em parceria com produtores rurais privados. O programa visa acabar, em médio prazo, a dependência da importação de sementes de outros estados para os agricultores paraibanos.

O Programa aumentará a capacidade de produção e de assistência ao agricultor, com distribuição mais rápida, além de mais qualidade e volume. A proposta do Governo do Estado é estabelecer parcerias com empresas privadas, através da Emepa, e oferecer técnicos qualificados para orientação do  programa.

A Secretaria vai oferecer o trabalho de técnicos qualificados e treinados para que possam produzir uma semente de qualidade e garantir a compra da produção, além de cumprir um papel social de fundamental importância. Além de reduzir os custos com a produção agrícola em 50%.

Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é sediado em Roma na Itália. É um órgão da ONU (organização das Nações Unidas), que financia projetos de desenvolvimento e apoio à agricultura no mundo.

O FIDA tem como objetivo mobilizar e fornecer condições, recursos financeiros suplementares para o desenvolvimento agrícola dos Estados Membros em desenvolvimento.

O projeto para o Estado da Paraíba abrange uma população de 380 mil habitantes, de 55 cidades, compreendendo cinco microrregiões: Cariri Ocidental e Oriental, Seridó Ocidental e Oriental e o Curimataú Ocidental. Serão atendidas, com recursos da ordem de US$ 48 milhões, sendo a participação do FIDA em 50% desse montante, enquanto que o Governo do Estado, participará com 34% e as associações envolvidas participam com os 16% restante.

A proposta do Programa é gerar 28 mil empregos diretos. O foco são as pessoas que estão abaixo da linha da pobreza. E serão capacitadas, profissionalizadas e terão oportunidades de empregos, inclusive com a criação de cooperativas.

 

Projeto de Irrigação Várzea de Sousa

O Projeto de Irrigação Várzea de Sousa (Pivas), é coordenado pela Secretaria do desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca e visa promover o desenvolvimento da região do Alto Sertão.

O Perímetro Irrigado Várzeas de Sousa é uma iniciativa do Governo do Estado da Paraíba com a finalidade de impulsionar e dinamizar a agricultura na sua área de influência, com efeitos positivos sobre a economia estadual, através de ações voltadas para o desenvolvimento das atividades agrícolas e agro-industriais.

Localizado entre os paralelos 6º 19’ e 7º 24’ S e os meridianos 37º 55’ e 38º 46’W, com altitude média de 225 m e inserida na sub-bacia do Rio do Peixe e bacia do rio Piranhas, o Perímetro Irrigado Várzeas de Sousa está situado em terras dos municípios de Sousa e Aparecida, na mesorregião do Sertão do Estado da Paraíba. Distante 420 km da capital do Estado – João Pessoa, a região do Perímetro está ligada a esta e aos demais principais centros populacionais e portos da Região Nordeste do país por estradas pavimentadas. Uma ferrovia que cruza a área do perímetro também oferece acesso às cidades de Fortaleza, Campina Grande e ao Porto de Cabedelo.

O Perímetro tem como finalidade a irrigação de uma área total de 4.390,79 ha com 178 lotes para pequenos produtores, sendo 156 com cerca de 5 há/lote (fruticultura) e 22 com cerca de 10 há/lote (ovinocultura), 18 lotes empresariais com áreas variando de 27 a 293 há, 5 lotes com áreas variando de 10 a 27 há destinados a pesquisa/experimentação/extensão e 1 lote com área de 1.007 há cedido ao INCRA para o assentamento de 141 famílias. As áreas são destinadas à produção de culturas de alto valor comercial, com elevado nível tecnológico, proporcionando a produção de alimentos e matérias primas com geração de riqueza e emprego para o desenvolvimento da região e do Estado da Paraíba.

Os 178 pequenos produtores assentados estão organizados em 14 Associações que foram fundadas para viabilizar captação de recursos para fins sociais tendo sido construídas casas nos 178 lotes com eletrificação e abastecimento d’água e realizados cursos de capacitação como comercialização da produção e agricultura orgânica.

 

 

 

 

 

 

 

 

Marília Domingues

Equipe de Aécio Neves diz que não vale a pena investir na região Nordeste

aecioA campanha de Aécio Neves (PSDB) reconhece que um de seus maiores erros foi descuidar de Minas Gerais. Ele contava com uma vitória histórica em seu Estado, mas desabou para o terceiro lugar, com apenas 22% no Datafolha.

“Nós relaxamos. Achamos que ele venceria por gravidade, pela força da natureza”, admite o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). Já de olho no pós-2014, o candidato pediu esforço máximo para evitar que um fiasco em casa comprometa suas ambições futuras.

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Pesquisas encomendadas pelo PSDB detectavam a queda em Minas desde que Marina Silva (PSB) entrou na disputa. Mas ninguém esperava que Aécio caísse para o terceiro lugar.

O comitê tucano vai concentrar a distribuição de material no Centro-Sul. Além de Minas, os principais focos serão São Paulo e Paraná, dois Estados governados pelo PSDB.

Aecistas acreditam que seria inútil tentar investir no Nordeste. Dizem que “ninguém vai perder tempo” para reerguer o presidenciável em Estados como Pernambuco, onde ele encolheu para míseros 2%.

Folha de SP

Governo da Paraíba vai investir mais R$ 16 milhões na melhoria do Sistema Prisional do Estado

DinheiroNos próximos dias o Sistema Prisional do Estado ganhará um novo reforço financeiro para sua melhoria funcional e manutenção diária dos detentos. Isso porque, o Governo da Paraíba, através do Decreto Nº 34.073, abriu crédito suplementar no valor de mais R$ 16 milhões para reforço de dotação orçamentária da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária.

Do total a ser liberado pelo Executivo Estadual, R$ 7.350.000,00 será aplicado na aquisição de Vale Refeição/Alimentação. Outros R$ 135.963,02 serão destinados na qualificação de mão-de-obra prisional em serviço. Como ainda outro valor de R$ 8.668.959,32 servirá para a Assistência ao Custodiado no Sistema Prisional, ou seja, em beneficio direto aos detentos.

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O referido crédito suplementar que ultrapassa a casa dos 16 milhões está publicado no Diário Oficial do Estado.

Fonte: Adaucélia Palitot – PolíticaPB

Analistas avaliam: governo deve investir na pequena agricultura para controlar inflação

Divulgação / Gov. Piauí
Divulgação / Gov. Piauí

Diante da inflação no preço dos alimentos, que atinge uma variação de 10% desde 2008, o governo brasileiro busca medidas em relação ao abastecimento para tentar conter o aumento.

O governo, por meio do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep), analisa a retomada de mecanismos de regulação por meio do estoque.

Uma medida estudada é a venda direta de alimentos pelo governo em caso de elevação de preços de determinados alimentos ou a criação de uma faixa de preços.

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Assim, o governo poderia intervir caso o preço dos alimentos esteja fora do preço determinado, por meio da ação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que compraria ou venderia esses alimentos, com ênfase especial nos que compõem a cesta básica.

Analistas avaliam que cresce os preços dos alimentos porque o governo brasileiro não vê na agricultura um elemento estratégico para garantir a soberania alimentar de sua população, deixando os rumos políticos e econômicos da agricultura nas mãos do agronegócio.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Gerson Teixeira, “os produtos do agronegócio subtraem áreas dos alimentos básicos da população. Nos últimos 10 anos, as áreas de cana e de soja aumentaram em 100%, e houve redução nas área de mandioca, arroz, feijão, trigo. Em 2012, importamos US$ 334 milhões de dólares em arroz, que é 50% do valor aplicado no custeio da lavoura em nível nacional, e US$ 1,7 bilhões em trigo, o dobro do custeio da lavoura da agricultura no Brasil”.

A vulnerabilidade criada pela dependência das importações de alimentos básicos, aliada à falta de incentivos para a produção interna pela agricultura familiar e pela deficiência dos estoques, agrava o processo inflacionário dos alimentos.

Segundo Débora Nunes, da Coordenação Nacional do MST, as medidas do governo só serão efetivas caso leve em conta a agricultura familiar. “Se houver garantia de oferta de alimentos vindos da pequena agricultura, com uma produção diversificada, conjugada com outras medidas que impulsionem a organização e intensificação da produção nos assentamentos e comunidades rurais, resolveríamos grande parte do problema. Mas se as medidas estiverem desagregadas das demais necessidades e políticas, dificilmente terão resultados a curto e médio prazos”, avalia.

Estoques

Os estoques de alimentos, apesar de sua importância tanto em momentos de crise de alimentos, como as secas, quanto para servirem como elemento de regulação do mercado, são praticamente inexistentes no Brasil.

Segundo Valter Israel da Silva, da Direção Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), “a política de estoques para controlar os preços para o consumidor primeiramente existia, mas no período do avanço do neoliberalismo foi desmontada. O governo Lula retomou algumas delas, mas os estoques são ínfimos em relação à necessidade. Além disso, há o controle dos estoques de alimentos pelo capital. As empresas particulares compram os alimentos a preços baixos no período de safra dos agricultores, estocam e vendem a preços abusivos na entressafra”.

O controle pelo agronegócio dos estoques afeta diretamente o funcionamento da Conab, já que a formação dos estoques reguladores, que têm como função manter a estabilidade interna dos preços, e dos estoques estratégicos, que garantem o abastecimento alimentar nas situações de insuficiência da oferta interna de alimentos, partem não de um planejamento governamental, mas sim da demanda dos produtores.

“A Conab também é objeto da pressão dos setores do agronegócio. Os estoques são formados em função dos produtores com problemas circunstanciais de renda. Em contrapartida, a Conab faz compras da agricultura familiar. Ela é importante como alternativa de mercado institucional para uma fração dos agricultores familiares, mas ela não tem um alcance para garantir uma política de estoque regulador e estratégico”, afirma Gerson Teixeira.

Programas do governo

Um dos fatores que pode diminuir a inflação dos alimentos e dar mais condições para os agricultores familiares produzirem é o fortalecimento dos programas do governo que garante a comercialização dos pequenos agricultores, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“O PAA e o PNAE são importantes do ponto de vista dos produtores e de boa parte da população, principalmente quem está em insegurança alimentar e é beneficiado. No entanto, não são ainda uma política muito abrangentes”, afirma Valter Israel.

A avaliação é que o PNAE deveria passar por uma ampliação de orçamento e reestruturação em seus procedimentos para garantir sua efetividade. “O PNAE depende de interesses de uma comissão local do município, que pode dizer que a oferta não pode ser atendida pela agricultura familiar. O programa fica refém de avaliações tendenciosas. Há projetos de lei para garantir consistência política no PNAE, mas a escala ainda é pequena demais para que esses programas tenham um impacto efetivo nas políticas de abastecimento”, afirma Gerson Teixeira.

Em relação ao PAA, o governo lançou novo edital, que prevê apoio à produção agrícola, beneficiando cooperativas e associações de agricultores familiares, com itens vinculados às atividades produtiva e comercial, como máquinas agrícolas, veículos automotivos e equipamentos de informática.

“O PAA precisa aumentar o limite no valor que pode ser acessado por cada família ao ano ou o teto das cooperativas. Essa operação permite que as famílias ou cooperativas tenham disponível um recurso que serve como capital de giro a ser investido na produção ou na agroindustrialização. E isso só é possível se o governo entender que politicas como esta ajudam no fortalecimento das famílias e investir mais recursos”, propõe Débora.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tem que sofrer alterações. O programa deveria tratar de forma diferenciada aqueles que fazem um modelo alternativo de produção; Atualmente, a sua estrutura induz os camponeses a adotar o modelo de produção mercadológico, que faz uso das mesmas técnicas e ferramentas do agronegócio, como a monocultura e os agrotóxicos.

Para incluir os produtores no meio rural e garantir acesso efetivo ao crédito, o Pronaf precisa enfrentar o problema da burocracia e do endividamento dos produtores muitas vezes impedem que estes sejam beneficiados pelo Pronaf.

Alternativas

Para os movimentos sociais do campo, as saídas para uma política efetiva de estoques e a diminuição da inflação dos preços dos alimentos se dá com mais investimentos na agricultura familiar e na realização da Reforma Agrária.

“Há várias medidas que devem ser tomadas, como a realização da Reforma Agrária, a mudança no atual modelo de produção para um que fortaleça a produção de alimentos saudáveis, com base na agroecologia, garantindo a oferta de alimentos em abundancia em todo país”, ressalta Débora.

“É uma vergonha um país como nosso importar feijão e arroz. Basta ter incentivos e garantir o acesso à terra a quem quer trabalhar nela, que com certeza nós seremos autossuficientes nesses produtos. Dentre esses incentivos está acesso à terra, água e sementes, a criação de uma política de crédito adequada, para incentivar o processo produtivo, com assistência técnica em torno da produção”, afirma Valter Israel.

Para Gerson Teixeira, a Reforma Agrária e os investimentos na agricultura familiar são cada vez mais estratégicos. “Proponho um programa de autossuficiência alimentar, e quando digo autossuficiência não é só a busca do nivelamento entre produção e consumo, mas é a produção mesmo em escala, pois os cenários futuros são sombrios. Um país como o Brasil, tem condição de não apenas ter uma política de soberania alimentar para sua população, mas também de ser solidário com os países que tem dificuldade para isso. É inaceitável que o país não veja essa questão como estratégica”.

Os movimentos sociais cobram também medidas do governo para desenvolver os assentamentos e pequenas propriedades, modernizar a produção e garantir logística para a comercialização.

“Temos que garantir infraestrutura social para a permanência de povo no campo, com educação, água, energia elétrica, sistemas de irrigação, tecnologia adequadas às necessidades da pequena agricultura, como as agroindústrias e as cooperativas”, ressalta Débora.

“A questão logística, que envolve secagem, armazenagem, distribuição, políticas de estoques e de preços mínimos, tem que ser melhorada para que o alimento chegue à população que necessita a preços acessíveis e que o agricultor possa vender a preços justos”, afirma Valter Israel.

 

 

Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST

Folião deve investir em alimentação saudável para pular o carnaval

Foto: Reprodução/Tribuna da Bahia
Foto: Reprodução/Tribuna da Bahia

Muita fruta, hidratação reforçada, alimentação leve e moderação no consumo de álcool, são as principais dicas do nutricionista Paulo Costa da Silva. Segundo ele, é fundamental que as refeições sejam leves para evitar transtornos intestinais. O ideal é consumir várias refeições pequenas em intervalos de no máximo quatro horas.

Para não desperdiçar tempo na cozinha, o folião pode apostar em pratos rápidos em versões saudáveis. O lanche, por exemplo, pode ser preparado com pão integral, queijo cremoso magro, peito de peru (substituível por rosbife magro), folhas de alface, fatias de tomate e cenoura ralada.

Outro lanche prático e energético é a salada de frutas salpicada com granola, quinoa em flocos, grãos de chia e iogurte batido com mel e canela. Quem busca uma refeição efetivamente, pode optar ainda por massa integral com molho de tomate fresco, ervilhas, brócolis e iscas de peito de frango.

Sinal Vermelho

Segundo Costa da Silva, alimentos ricos em gordura (carnes gordas e frituras), temperos prontos, molhos gordurosos (o branco, por exemplo) devem ser evitados.

“Estes alimentos são de lenta digestão e podem causar desconfortos intestinais, que é tudo o que o folião não quer ter nesses dias. O excesso de sal também deve ser evitado para não causar a retenção de líquido”, diz o nutricionista.

Quem não consegue resistir às tradicionais feijoadas de carnaval deve montar o prato colocando 1/4 de feijoada, 1/4 de arroz e o restante de couve-manteiga refogada e outros vegetais.

O abacaxi e mamão papaia ajudam o estômago e o intestino a trabalharem de forma mais eficaz. No caso de bebidas alcoólicas, o folião jamais deve começar a beber de estômago vazio.

É importante alternar a bebida com o consumo de copos grandes de água. O consumo máximo diário preconizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de duas doses para homens e uma para mulheres. Uma dose equivale a uma lata de cerveja ou um copo de batida.

Quem eventualmente exagerar na bebida alcoólica deve, necessariamente, eliminar alimentos gordurosos para não sobrecarregar o fígado. O órgão é responsável por metabolizar as toxinas do álcool. Vale a pena investir em frutas, sucos, verduras, legumes, peixes e cereais. Costa da Silva sugere duas receitas de sucos. Uma para a desintoxicação e outra para desinchar o corpo.

Para desintoxicação:
1 fatia média de abacaxi
100 ml de suco de laranja
100 ml de água de coco
2 folhas de couve
1 colher de sobremesa de salsa
1 colher de sobremesa de mel
Bater tudo no liquidificador

Para ‘desinchar’ o corpo: 
1/2 talo pequeno de erva doce
1 fatia de abacaxi
1/2 talo de salsão
200 ml de água
Bater tudo no liquidificador

 

 

iG