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Carreira de professor desperta cada vez menos o interesse de jovens

Valorização do professor deve começar na educação básica, diz o MEC Elza Fiuza/Arquivo/Agência Brasi

A falta de reconhecimento e de condições de trabalho tem atraído cada vez menos alunos para uma profissão que já esteve entre as mais valorizadas no país: a de professor. O Dia do Professor é hoje, mas há motivo para comemorar?

A cada 100 jovens que ingressam nos cursos de pedagogia e licenciatura no país, apenas 51 concluem o curso. Entre os que chegam ao final do curso, só 27 manifestam interesse em seguir carreira no magistério. As informações foram levantadas pelo movimento Todos Pela Educação, com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“Temos um apagão de professores, principalmente pela desvalorização. A gente já atrai pouco e, dos que vão para a formação inicial, poucos permanecem na carreira. E não se consegue ter uma área de atuação que consiga atrair os melhores alunos do ensino médio”, diz a presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.

Na opinião de Priscila, entre as políticas de atratividade necessárias para aumentar o interesse na profissão está a melhoria dos salários. Segundo Priscila, atualmente o professor ganha metade do que os profissionais de outras áreas com ensino superior completo. “Realmente fica difícil atrair os melhores alunos do ensino médio para a carreira se a gente não conseguir fazer com que o salário melhore”, acrescenta.

Priscila destaca que é preciso melhorar também as condições de trabalho do professor. A proximidade dos jovens com a profissão faz com que eles vejam de perto a realidade dos professores, que nem sempre é atrativa. “O fato de o jovem verificar no seu dia a dia que os professores não são valorizados, e muitas vezes são atacados pelos próprios jovens, pelas famílias, pela sociedade, pelo governo, isso faz com que o jovem desista da profissão”, lamenta Priscila.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, a falta de políticas que valorizem os profissionais da educação desmotiva os profissionais. Segundo Heleno, existe atualmente um processo de disputa muito grande com outras profissões, que oferecem melhor remuneração.

“Até os profissionais de pedagogia estão fugindo dessa profissão, porque os salários são diferentes, e vão fazer o seu trabalho em outros espaços, que têm uma valorização maior”.

Ele ressalta que, apesar de alguns avanços nos últimos anos no processo de valorização dos profissionais da educação, como a lei do piso nacional do magistério, ainda há dificuldades, como o descumprimento, em alguns estados e municípios, da legislação que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, além do achatamento da carreira de professor.  “Há estados que pagam o piso para o professor do nível médio e o mesmo valor para nível superior”, diz Heleno Araújo.

De acordo com a CNTE, em 2004 o salário dos professores no país representava cerca de 60% da média salarial de outras profissões – atualmente é 52% da média. “Este é o movimento inverso do Plano Nacional de Educação, que diz que, até 2020, o salário médio dos professores deve ser equiparado ao salário médio de outras profissões”, afirma.

Plano nacional

O Ministério da Educação (MEC) deve lançar nos próximos dias uma política nacional de formação de professores, já articulada à Base Nacional Comum Curricular, que vai focar na valorização dos profissionais. Segundo o MEC, está em estudo a ampliação das oportunidades das licenciaturas para a nova geração de docentes da educação básica e também para os que já estão em sala de aula.

Para o MEC, a valorização do professor é fundamental para a educação. “Existe a clareza de que o professor tem um papel central no desenvolvimento educacional de nossos estudantes e de que, para exercer essa profissão, ele precisa ser valorizado em todas as suas dimensões”, diz o ministério, em nota.

Agência Brasil

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Walter desconversa sobre interesse do Fla, mas quer resolução rápida

(Foto: Bruno Haddad/Fluminense FC)
(Foto: Bruno Haddad/Fluminense FC)

Não é apenas Conca que pode deixar o Fluminense. Walter também é ligado a outros clubes e, neste momento, tem o nome falado na Gávea. Ao desembarcar no aeroporto do Galeão na manhã desta segunda-feira, junto com o restante da delegação tricolor, o jogador desconversou sobre o interesse rubro-negro.

– Por enquanto não estou sabendo de nada. Vou continuar meu trabalho aqui no Fluminense e essas coisas deixo nas mãos do meu empresário – afirmou.

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No entanto, o atacante pretende ter o futuro decidido rapidamente. Ele mencionou que apesar de estar interessado em seguir nas Laranjeiras, há dificuldades para que isso seja concretizado, como o contrato com a Unimed, por exemplo. O camisa 18 disse esperar que a situação se resolva o quanto antes:

– Ainda não estou resolvendo isso (se fica ou não no Flu). Sem dúvida (o desejo) é ficar, mas tem muitas coisas envolvidas. Tem muitos contratos para resolver. Tem esse contrato da Unimed… Tem um monte de coisas e estou conversando com o meu empresário para resolver isso o mais rápido possível – comentou.

 

Como a permanência de Fred, atacante teoricamente titular e que possui elevados vencimentos, é dada como certa nas Laranjeiras, para os dirigentes não seria interessante manter Walter, que também custa caro aos cofres do clube.

Além do contrato com a Unimed, Walter também possui vínculo com o Porto (de Portugal) – e até 2017. Ele está no Tricolor por empréstimo até o fim desta temporada.
LANCENET!

62% dos brasileiros não têm interesse pelas eleições

urnaApenas 10% dos brasileiros tem interesse em conhecer melhor as propostas dos políticos que tentam entrar em cargos públicos nesta eleição e conhecer o que acontece no cenário político do país. É o que mostra uma pesquisa da agência de mercado Hello Research. O levantamento feito com mil pessoas de 70 cidades do país mostrou que 62% da população têm pouco ou nenhum interesse pelas eleições de outubro.

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O estudo foi feito com homens e mulheres que têm entre 16 e 70 anos (idade até a quando o voto é obrigatório) e mostrou que os jovens são os mais desinteressados em política. Entre os pesquisados, somente 31% dos entrevistados com idade entre 16 e 24 anos disseram ter interesse pelo pleito. Em contrapartida, entre os maiores de 65 anos essa porcentagem sobe para 45%.

A análise também dividiu os entrevistados entre classes sociais e mostrou que a classe mais interessada nas eleições é a B, com 48% de muito ou médio interesse. A classe D/E é a que menos se preocupa com a votação, com 70% de desinteressados.

Fazendo coro a pesquisas anteriores, o levantamento viu que 61% dos entrevistados são contrários ao voto obrigatório e que 55% ao votariam se fosse possível. Também são os jovens os maiores opositores á obrigatoriedade, eles são 66% dos contrários ao voto como é hoje.

A pesquisa tem margem de erro de 5 pontos percentuais para mais ou para menos.

180 Graus

Veneziano Vital rechaça interesse em aliança com Cássio e ratifica candidatura a governador da Paraíba

venezianoO pré-candidato ao Governo do Estado, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), negou nesta terça-feira (3) que exista um orquestração por parte de lideranças do PMDB para ele integrar a chapa do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) nas eleições estaduais.

As especulações já acontecem a algum tempo mas aumentou após uma reunião ontem em Brasília dos deputados federais e estaduais do partido, mas o ex-prefeito de Campina Grande disse que o encontro foi específico para discutir a chapa proporcional junto com PT e outras agremiações partidárias.

Durante participação no Correio Debate, da 98 FM, Veneziano Vital do Rêgo disse que nunca desconfiou do projeto do PMDB e considerou natural os ataques especulativos que sua pré-candidatura vem sofrendo.

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“Eu não vou fraquejar e nunca fraquejei. Dificilmente vai se encontrar muitos exemplos de pessoas que tenham passado por tamanhos desafios e tamanha exploração como eu”, disse Veneziano lembrando que em 2004 ninguém acreditava no seu nome e, mesmo assim, ele conseguiu vencer as eleições.

No entanto, Veneziano não escondeu a falta do sentimento de companheirismo e participação efetiva por parte de alguns colegas de legenda pelas pretensões da agremiação partidária.

“Alguns de nossos companheiros cruzarem os braços pelo sentimento do imediatismo. Daquela impressão que muitas das vezes leva a gente a uma análise equivocada”, disse Veneziano alegando que essa fase foi superada através das lideranças que abraçaram a causa do PMDB mesmo sobre pressão dos concorrentes.

“Não é apenas o governo que está trabalhando para um lado. Existe outra instituição que trabalha para o outro lado. Mas ele nunca arredaram o pé pois sabem muito bem que a diferença está na verdadeira oposição”, desabafou.

Roberto Targino – MaisPB

Interesse sexual diminui após um ano de namoro, diz pesquisa

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Manter a chama acesa é algo que todo casal deve pretender ao longo da relação. Mas o fato é que após um ano de relacionamento, o desejo sexual começa a diminuir. Os dados são de uma pesquisa realizada pela empresa Lloydspharmacy Online Doctor e divulgada pelo Daily Mail.

 

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O levantamento mostra que 15% dos casais mantêm relações sexuais todos os dias no primeiro ano de relacionamento. Após esse período, a frequência é mantida por apenas 5% dos parceiros.
Entre um e quatro anos de relacionamento, 53% dos casais afirmaram manter relações algumas vezes por semana. Depois disso, a frequência é de algumas vezes por mês, segundo 43% dos entrevistados.

Após 15 anos de relacionamento, 15% afirmaram que o sexo acontece algumas vezes por ano. Entre todos os pesquisados, 40% classificam a vida sexual como ‘ok’ e 76% admitem que poderiam se esforçar mais na cama.

 

 

Ponto a Ponto Ideias

Fla tem interesse em Jorge Henrique, do Corinthians, e inicia conversas

Jorge Henrique foi titular do Corinthians na final do Mundial contra o Chelsea (Foto: Reuters)

O vice de futebol do Flamengo, Wallim Vasconcellos, espera a chegada do empresário Roberto Gomes ao Rio para uma reunião sobre o atacante Jorge Henrique, do Corinthians. O dirigente rubro-negro fez contato telefônico com o agente do jogador no penúltimo dia de 2012 e as partes ficaram de se encontrar até o fim de semana para tratar do assunto.

Na conversa inicial, Wallim ouviu de Roberto Gomes que Jorge Henrique tem mais dois anos de contrato com o Corinthians e decidiu abrir negociação. O jogador, que já defendeu o Botafogo, tem vontade de voltar a jogar no Rio e, aos 29 anos, gostaria de firmar um contrato de pelo menos quatro temporadas. Jorge recebe um salário de cerca de R$ 280 mil no Timão e foi peça importante nas conquistas recentes do clube, como a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2012.

O empresário confirma o contato do Rubro-Negro, mas diz que o avanço no caso depende da reunião.

– Tive essa primeira conversa com o Wallim por telefone e ficamos de conversar quando eu chegar ao Rio. Quero conversar com ele até o fim de semana. Só depois vou falar com o Corinthians, já que respeitamos o compromisso que temos com o clube. Se for algo bom para o Jorge e o Corinthians também se interessar, o assunto pode evoluir – disse Roberto Gomes.

O GLOBOESPORTE.COM apurou que o desejo do atleta poderia fazer o clube paulista facilitar a liberação. O Flamengo teria de entrar em acordo com o Corinthians. Na renovação de contrato em junho de 2011, ficou estabelecido que Jorge Henrique receberia quatro parcelas de luvas referentes ao novo vínculo. O atacante já recebeu duas delas, e o valor total seria de aproximadamente R$ 600 mil. O Flamengo poderia ter de ressarcir o Corinthians pelas duas parcelas pagas ao jogador e quitar as restantes. A maior preocupação de Jorge Henrique é ter garantias de que receberá o salário em dia, já que é o que ocorre no Corinthians.

A reportagem fez contato com o vice de futebol Wallim Vasconcellos, mas ele não atendeu o telefone. Wallim concenderá entrevista coletiva no fim da manhã desta quinta, no Ninho do Urubu, na reapresentação do grupo de jogadores.

Via Twitter, Jorge Henrique frisou que tem apresentação marcada no Corinthians.

– Me apresento dia 14 no Corinthians! Acho que isso responde todas as perguntas! – escreveu.

Globoesporte.com

‘Democratizar a universidade é servir ao interesse público’, diz Cristovam Buarque

"Estamos cheios de mosteiros democráticos", disse Cristovam Buarque (Foto:Wilson Dias/ABr)

Uma universidade democrática não é aquela que tem um reitor eleito pela maioria dos estudantes, professores e funcionários, mas aquela que serve aos interesses da sociedade. Essa é opinião do senador e economista Cristovam Buarque (PDT), o primeiro reitor da Universidade de Brasília (UnB) eleito diretamente pelos integrantes da instituição, após a Ditadura de 1964.

Ele acredita que, mesmo com democracia interna, pode ocorrer de a comunidade acadêmica não se importar com os problemas sociais – que, para ele, devem ser os maiores alvos de estudo do ensino superior. De acordo com Buarque, a universidade brasileira se tornou “burocratizada”, com integrantes que pensam somente em seus próprios interesses, fazendo uso dela como escada para superar as barreiras da desigualdade social. Para ele, o papel da instituição não é só superá-las – mestres e alunos devem servir ao país.[bb]

Antes de ser governador do Distrito Federal em 1995, ministro da Educação do governo Lula, entre 2003 e 2004, e candidato à presidência da República em 2006, Buarque ocupou a cadeira da reitoria da UnB entre 1985 e 1989. Isso ocorreu na redemocratização da instituição cujo projeto de ensino, elaborado pelos educadores Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, fora destruído durante o regime militar, período em que a universidade acabou ocupada pelo Exército, por ser considerada um centro de formação subversiva.

Buarque ficou conhecido em círculos acadêmicos de todo o mundo por conta de sua gestão na UnB. Além de ampliar a infraestrutura e o número de vagas e cursos, ele criou núcleos temáticos que abordavam conflitos sociais do Brasil de maneira multidisciplinar. Alunos de arquitetura passaram a estudar problemas de moradia e trabalhar nos mutirões dos movimentos socais, enquanto estudantes de medicina passaram a prestar atendimento em comunidades menos favorecidas, entre outras inciativas.

Ele é um obcecado por educação. Quando governava o DF, implantou o programa Bolsa Escola, que seria praticamente reproduzido em escala nacional por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em seu segundo mandato. Buarque também é quem segura a bandeira da federalização da educação e é um dos autores brasileiros que mais escreve sobre a relação entre democracia e universidade.

No artigo “Universidade e Democracia”, ele aponta como a universidade fez o conhecimento ultrapassar as barreiras dos conventos na Idade Média. Mas ao passo que historicamente democratizou o conhecimento, neste novo milênio, segundo ele, a universidade está servindo de ferramenta antidemocrática, “no ponto de vista social”, o que nada tem a ver com eleição direta para reitores. Para ele, a ciência e a tecnologia que o ensino superior produz serve aos ricos e à ampliação da desigualdade social. Em vez de derrubar privilégios, a universidade está mantendo-os.

Em entrevista à RBA, Buarque fala sobre a crise atual da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Estudantes, funcionários e professores entraram em greve, num movimento chamado “Democracia na PUC-SP”. Eles protestam contra a atitude do grão-chanceler da universidade, o cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, de nomear uma reitora que não foi eleita com a maioria dos votos da comunidade acadêmica. No regimento da PUC-SP, o cardeal, que é o presidente da Fundação São Paulo, sua mantenedora, escolhe o reitor a partir de uma lista tríplice encaminhada pela comunidade. Tradicionalmente, o grão-chanceler aponta o nome mais votado. Dessa vez, contudo, esse princípio não foi seguido, e ele escolheu a menos votada.

Confira a entrevista:

Qual é a importância da eleição direta para as reitorias nas universidades?

Vou responder. Mas antes tenho que fazer uma consideração para você. Ela é necessária, mas não permanentemente. A eleição direta é absolutamente necessária no atual momento da história do Brasil e da história da universidade brasileira. Por quê? Porque eleição direta permite o debate da comunidade sobre qual universidade se deve construir daqui pra frente. Nossas universidades não estão prontas. Têm universidades com mil anos, com 500, 400, que já se consolidaram, em países cuja democracia está consolidada, sem apartheid social. Nosso país tem desigualdade, tem uma sociedade com quase duas castas e tem universidades muito jovens – nenhuma tem cem anos ainda. E em países como o nosso, é preciso fazer uma reorientação do projeto da universidade. A eleição direta ajuda nisso.

Quando ela não será mais necessária?

Espero que dentro de algumas décadas, não muitas, uns 20 anos, a gente já tenha encontrado esse projeto. E aí não vai mais ser necessária a eleição direta. A gente poderá inclusive chegar ao ponto de fazer como as universidades americanas. Elas buscam dirigentes no mercado. Publicam um anúncio, dizendo que querem contratar um dirigente, e selecionam. Mas por enquanto a eleição direta é necessária pra promover o debate na comunidade sobre que tipo de universidade a gente quer. Posso concluir minha resposta ou tem outras perguntas?

Fique à vontade.

Vou continuar. Dito isso, quero dizer que, lamentavelmente, nas últimas eleições de reitores, que acompanhei, perdeu-se o debate sobre o projeto que se deseja da universidade. O debate ficou muito corporativizado. As pessoas estão votando, levando em consideração o que interessa mais ao professor, ao aluno ou ao funcionário, a quem oferece mais benefícios para cada um desses. Isso quebrou a razão que justifica a eleição direta, que é a questão de qual é a universidade que queremos, e não quais os benefícios para cada qual desses grupos. Durante as eleições, não tem mais esse negócio. Ninguém mais discute o que desejamos da universidade. Um tema a se debater, por exemplo, é como democratizá-la.

O que é democracia na universidade?

Democratizar a universidade não é fazer com que a sua comunidade tenha o controle dela. Democratizar a universidade é fazer com que ela sirva aos interesses públicos, do país, como instituição, e das populações carentes, como propósito. O propósito de uma universidade ser democrática não é necessariamente o reitor ser eleito, é o currículo do curso de medicina, por exemplo, ter um compromisso com a saúde pública. É o compromisso dos formados em economia entenderem os problemas específicos do Brasil, entenderem e se preocuparem em como reduzir a pobreza e não só aumentar a riqueza, como se faz nos países que já são ricos. Então, democratizar a universidade é fazê-la formar pessoas que vão ter um papel fundamental na mudança da sociedade brasileira. Costumo dizer que o que faz uma universidade elitista não é o estacionamento dela ter muitos carros de rico, é o fato de que os que se formam nela trabalham para servir aos ricos. Uma universidade que tenha um filho de rico estudando medicina para trabalhar no SUS é mais democrática do que uma universidade que tenha um filho de pobre estudando para servir aos ricos.

Em um artigo, o senhor comenta que a universidade pode ser democrática, mas burocrática. É isso que o senhor queria dizer?

São duas coisas diferentes. Uma universidade pode ser democrática e corporativa no sentido de que ouve apenas a comunidade, e não ao país inteiro. Essa é uma contradição. Mas tem outra: ela pode ser democrática e elitista, do ponto de vista do conteúdo, da formação dos seus alunos. São duas coisas diferentes. O corporativismo impede-nos de ouvir o que o país deseja. Isso é ruim. Mas o elitismo impede que a universidade sirva ao conjunto da sociedade. Ela é estruturada para servir à reprodução do atual sistema de desigualdade.

Democracia interna não pressupõe democracia externa? Não é imprescindível que a universidade tenha uma gestão democrática interna da universidade, com eleição direta para reitor, para cumprir um papel democrático com a sociedade?

Nem sempre. A gestão democrática interna pode ser alienada em relação aos interesses do povo. Pode ser uma democracia corporativa. Seria imprescindível, se nós tivéssemos feito uma revolução no Brasil, e o Estado representasse, de fato, a população pobre. Mas não é o caso. Nossa estrutura política é comprometida com os interesses da minoria privilegiada. Qual é a vantagem da eleição direta? E qual é a necessidade? É o fato de que, com ela, debate-se o futuro da universidade. Fora dela, não se tem uma visão clara do que se quer com a universidade, então vamos debater dentro. Por isso, é importante que o reitor escolhido tenha passado por uma série de debates, um processo de contestações e de análise dos alunos. Mas pode ser – e acontece – que se escolhem reitores, administrações e projetos de universidade sem nenhuma preocupação com os que estão fora dela. Tem acontecido ultimamente, e isso é muito preocupante. A eleição direta não é para que quem está dentro dela ordene-a em seu benefício. A eleição direta é para que quem está dentro dela reflita, pense em como a universidade pode servir ao país.

No caso da PUC-SP, a comunidade estudantil acusa a Igreja de querer intervir na orientação ideológica da universidade. O grão-chanceler, Dom Odilo Pedro Scherer, tampouco esconde sua intenção. A influência da Igreja pode impedir que a universidade seja democrática?

Nós estamos cheios de mosteiros democráticos, em que sua comunidade elege o abade, no nosso caso, o reitor, mas a universidade é fechada, não olha pra fora, não ouve a população, não pergunta como será o futuro e forma profissionais que, daqui a dez anos, estarão completamente obsoletos. Então, o que faz uma coisa ser mosteiro não é a influência da mantenedora, não. É o projeto que a universidade tem. Mas, de novo, eu não sei o que está acontecendo na PUC-SP direito. De qualquer maneira, tendo a querer que se nomeie o primeiro, o mais votado. Aliás, defendo que se eleja só um, pelo menos por enquanto, como eu disse. Daqui a dez, 20 anos, quando a universidade tiver encontrado seu rumo e o Brasil saber que tipo de desenvolvimento quer, aí a gente não vai mais precisar de eleição direta, não. Talvez, nem precise de eleição.

Mas a PUC-SP é uma entidade privada? Ela deve ser democrática, mesmo assim?

Acho que toda universidade deve ser pública, o que não quer dizer estatal. Tem universidade federal que é de interesse privado, não serve ao público. E há universidades e faculdades particulares, com donos, que o fazem. Um curso de medicina, em uma faculdade particular, que forma médicos para o SUS, é público, sobretudo se a gente consegue que o governo faça o que deve: pagar a mensalidade desses alunos. Toda faculdade que forma professor com qualidade é pública, porque o país precisa de professor desesperadamente. Eu defendo que a universidade pública, inclusive as estatais, para serem públicas, devem ter gratuitas apenas nos cursos que o país precisa. O país precisa de professor, de médico, de enfermeiro, mas nesse momento, com toda franqueza, estão sobrando advogados. Então, não devia ser gratuito um curso de uma profissão que está sobrando. É um desperdiço de dinheiro público. Melhor seria colocar esse dinheiro na educação de base.

Em 2008, a PUC-SP tinha uma dívida de R$ 300 milhões. Hoje, não sabemos o tamanho do débito, mas sabe-se que há desafios administrativos. Alguns estudantes da PUC-SP afirmam que o projeto de sua mantenedora é transformá-la em uma empresa, embora o próprio cardeal tenha afirmado não esperar que a instituição sirva exclusivamente ao mercado. Há problemas, se as universidades funcionarem como empresas?

Se for uma empresa que trabalha só para o imediato, a formar profissionais para o mercado de hoje, vai prejudicar, porque a universidade é feita para pensar também a longo prazo. Se ela for uma empresa que só admite alunos ricos, seria absurdo. Mas se você chama de “empresa” uma gestão eficiente, é positivo. Até porque, veja bem, se há dívida, tem de pagar mesmo. Ou aumenta a mensalidade, que não vai ser bom, ou reduz custos, que às vezes não é bom, ou entrega isso ao Estado. Quando um banco vai quebrar, o governo, imediatamente, assume-o, não deixa-o quebrar. Por que vamos deixar uma universidade quebrar? Mas quando quando o governo intervem no banco, assume o controle do banco, então teria de assumir o controle da universidade também, dizendo o que espera dela e colocando a serviço do público.

redebrasilatual

Campina Grande: Romero visita bispo e trata de assuntos de interesse da população


O prefeito eleito de Campina Grande, deputado federal Romero Rodrigues, dando continuidade a rodada de visitas às autoridades do Município e do Estado esteve na manhã desta sexta-feira, acompanhado do presidente e do vice-presidente da Câmara Municipal, respectivamente vereadores Nelson Gomes Filho e Antonio Pimentel, na sede da Cúria Diocesana.

 

Na oportunidade Rodrigues visitou o bispo diocesano de Campina Grande, Dom Manoel Delson, tratando de assuntos de interesse da sociedade e dando as boas vindas ao sacerdote ao Município e se colocando à disposição para através da Prefeitura Municipal campinense, apoiar as ações da Diocese e do povo católico campinense a partir de primeiro de janeiro. Esta foi a primeira vez oficialmente que Romero Rodrigues visitou o novo bispo campinense.

 

Romero disse também que estará visitando outras autoridades eclesiásticas, civis e de todos os segmentos da sociedade, para discutir e buscar apoios em prol do desenvolvimento de suas atividades a partir de janeiro próximo.

 

Afirmou Dom Delson sobre a reunião que aconteceu sem pauta previamente estabelecida que “este primeiro encontro foi uma forma de acolhimento, uma oportunidade para nos conhecermos, e colocarmos em prática uma conversa inicial”.

 

Dom Delson, desde sua chegada ao final de setembro deste ano, vem realizando encontros com as autoridades locais. Além disso, o bispo ainda cumpre uma agenda diária de atendimentos para contemplar todas as 50 paróquias, duas Áreas Pastorais, além dos diversos setores e serviços espalhados pelas 61 cidades que fazem parte do território diocesano.

 

 

Assessoria de imprensa para o Focando a Notícia

Candidato a prefeito de Solânea concede entrevista e trata de assuntos de interesse da população

 

Edvanildo Júnior (PMDB) respondeu a dez perguntas; Beto do Brasil (PPS) optou por não gravar entrevista

O FOCANDO A NOTÍCIA abriu espaço para que o eleitor de Solânea (PB) pudesse conhecer um pouco mais sobre seus candidatos a prefeito.

Foram elaboradas dez perguntas – com questões iguais – para os candidatos Beto do Brasil (PPS), colicação “Vontade do Povo” (PP / PDT / PR / PPS / PSDC / PRTB / PMN / PV / PSDB / PSD), e Edvanildo Júnior (PMDB), da coligação “Solânea Unida” (PRB / PT / PTB / PMDB / PSL / PTN / DEM / PHS / PTC / PRP / PCdoB).

Ficou acertado com as representações dos dois concorrentes, que inclusive assinaram recebimento do ofício enviado pela direção do FN, que os candidatos concederiam entrevista ao repórter Luís Carlos na segunda (10). Constatado alguns problemas de agenda, a data foi alterada de comum acordo para essa terça-feira (11).

Encerrado o prazo – até meia noite da data firmada – apenas Edvanildo Júnior gravou a entrevista que está disponível na seção ENTREVISTA (ÁUDIO), onde permanecerá por seis dias.

A direção do jornal lamenta que Beto do Brasil não tenha comparecido para gravar, mesmo depois de ter assumido o compromisso na segunda, por meio de contato telefônico. Infelizmente perdeu a oportunidade de respondeu os questionamentos de cunho informativo para a população.

Confira as perguntas repassadas aos dois candidatos:

1 – Por que quer ser prefeito de Solânea? Como você se definiria?

2 – No seu plano de governo estão previstos investimentos e ações diretas para Saúde? Quais são?

3 – As cidades do Interior sofrem muito com a falta de médicos nos PSFs. Como você pretende lutar contra essa realidade?

4 – Ainda na saúde: Embora não se denuncie, há uma queixa de que muitos agentes comunitários não fazem visita regular às famílias. Haverá uma fiscalização neste sentido?

5 – Vamos falar de educação. Quais são seus planos para essa área?

6 – Atualmente um número cada vez maior de mulheres precisam deixar suas casas para trabalhar e muitas vezes não têm com quem deixar os filhos. Em seu plano de governo está prevista a abertura de creches na cidade? Quantas e em que condições?

7 – A questão da segurança tem sido um problema grave nas cidades do interior, principalmente na Zona Rural. O que você pretende fazer para garantir mais segurança para a população do seu município, caso seja eleito?

8 – Ainda na segurança: Qual será a política para o combate às drogas?

9 – A prática esportiva é um dos meios que possibilita a socialização das pessoas e também contribui para que os jovens se afastem das drogas. Como será tratado o esporte em seu mandato?

10 – Qual o plano para fortalecer o agricultor familiar?

 Ouça a entrevista na seção “Áudio” ou clicando aqui.

Redação/Focando a Notícia

Marisa: Lula ‘não tem interesse’ em candidatura

A ex-primeira-dama Marisa Letícia disse que o marido “não tem interesse” em disputar novamente a Presidência da República em 2014. Em maio, Lula dissera que, se Dilma Rousseff não desejasse recandidatar-se, ele poderia se animar. “Não vou permitir que um tucano volte à Presidência do Brasil”, afirmara.

Segundo Marisa, “foi uma brincadeira” de Lula. Em conversa com a repórter Karen Marchetti, ela disse que “Dilma é quem deve disputar a reeleição.” Acha que a sucessora do marido “está fazendo um bom governo, com boa aprovação.” De resto, Marisa jura que, longe de Brasília, sua vida “mudou para melhor.” Disponível aqui, a entrevista vai reproduzida abaixo:

– Como está sua vida após deixar a presidência? Mudou muito a sua rotina?
 Mudou para melhor. Gostei muito de ser a primeira-dama durante os oito anos. Mas hoje posso pensar mais em mim e na minha família. Como primeira-dama, tinha de cumprir uma agenda e agora posso focar mais no particular, diferentemente de quando estava na Presidência. Era muita pressão e exigia muito de mim. Por isso falo que hoje é melhor. Hoje foco a minha vida na minha agenda e me dedico ao meu marido, filhos e netos.

– Como primeira-dama, o que foi importante durante os oito anos?
Foi uma experiência inexplicável. Tive a oportunidade de conhecer o mundo todo. O Brasil eu já conhecia, quando fiz a Caravana da Cidadania e nas campanhas de Lula. Mas eu não conhecia o mundo e tive essa grande oportunidade, mesmo com as agendas oficiais. O importante disso tudo foi ver a transformação no País durante esses oito anos e a valorização do nosso povo. Ninguém vai esquecer desse homem (Lula). O Brasil mudou e para melhor. O povo brasileiro é respeitado no mundo todo e isso mudou durante as duas gestões de Lula. O povo ser respeitado é o meu e o nosso grande orgulho. Lutamos tanto e conseguimos. Não fizemos para nós, fizemos para o povo. Vai ficar para história. Não tem jeito. Foi uma experiência de vida e que valeu a pena toda dificuldade e luta que fizemos.

– Em São Bernardo, a senhora tem participado de eventos oficiais e é anunciada como uma liderança política. A senhora se reconhece como uma liderança?
Eu não vou para este lado de ser uma liderança política. Eu gosto de fazer e trabalhar. Ser uma militante mesmo. Muitos falam que deveria me candidatar e participar de fato da vida política, mas eu não gosto. O meu interesse é ajudar, trabalhar e ser uma militante. Sempre gostei de política, ajudei a criar o PT, ajudei a criar a bandeira, participei de reuniões importantes e momentos históricos do partido, mas como Marisa militante e não como liderança.

– Na descoberta do tumor na laringe do Lula, qual foi a sua reação e o que pensou naquele momento?
Foi muito difícil. Na verdade, um dos mais difíceis da minha vida. Nem me fale dessa doença. Tudo nessa vida é difícil, mas se você tem força, luta e sai da dificuldade. Diferente de uma doença, que não depende só da gente. A gente fica refém da doença. E a descoberta do câncer foi difícil e me abalou muito. Mas estava firme e forte ao lado de Lula. Foram cinco meses de tratamento sem passear, sem sair e no pé. O momento mais difícil para mim foi quando Lula não podia comer. Eu o proibi de falar, mas ficar sem comer mexeu muito comigo.

– Foi difícil segurar o Lula para evitar os excessos durante o tratamento? Muito. Eu que tive que segurar as rédeas. Dizer não para muitas coisas e muita gente. Falei para muitos amigos não irem em casa, porque o Lula não iria receber ninguém. Os médicos me pediam isso, porque o Lula não podia falar e estava um pouco fraco, pois não podia comer. O Lula estava sempre de mau humor e não era porque ele queria estar, mas era uma das consequências dos remédios. Neste período fui muito rude com os amigos, mas agora estamos todos de bem. Eles entenderam o motivo.

– A cura da doença e a liberação dos médicos foram recebidos com alívio por vocês? A senhora avalia que Lula está bem para dedicar-se à campanha? Recebemos a notícia com muita alegria e alívio. Sempre acreditamos na recuperação, mas foi muito bom ter essa liberação. Lula tem de retomar a agenda e participar da campanha, senão ele fica doente dentro de casa. Agora que os médicos liberaram, tenho de soltar ele. Antes, os próprios médicos pediam para eu segurar, agora não tem mais jeito. É claro que a agenda não será tão sacrificada. Será uma programação que ele possa ter um tempo para ele. Ele vai ter um tempo pela frente para se restabelecer. Os médicos liberaram o Lula para campanha, mas pediram bom senso. Esses dois meses de campanha são para a garganta desinflamar. Vamos fazer uma reunião e a agenda mesmo será definida nos próximos dias. Por enquanto, não temos datas e locais.

– Na sua avaliação, o Lula deveria disputar outra eleição para presidente ou qualquer outro cargo?
Não. Ele também não tem interesse. Há alguns meses ele falou brincando que se a Dilma não quiser, ele sairia, mas foi uma brincadeira. Lula não precisa mais disputar eleição. Dilma é quem deve disputar a reeleição. Está fazendo um bom governo, com boa aprovação. Ela está ótima e representando bem as mulheres.

A senhora lembra como foi a última noite antes de Lula ser empossado presidente da República e da última noite antes de deixar a Presidência?
Foi um mix de emoção nessas duas noites. Antes da posse de presidente, foi mais chocante. Não estávamos acreditando. A gente falava, me belisca para ver se é verdade. Na primeira noite no Palácio, não dormi. Era tudo muito grande e era uma euforia. Mas deu tudo certo, era trabalho e trabalho. Por isso, quando fomos passar a faixa para Dilma, foi mais fácil. Diferentemente da posse, na última noite em Brasília conseguimos dormir.  Sempre soube que o Palácio não era a minha residência. A minha casa é em São Bernardo. Eu e o Lula saímos de cabeça erguida. Sentimos falta no começo, porque trabalhamos muito, mas logo depois Lula começou a trabalhar no Instituto Lula e teve uma agenda lotada.

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