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João Azevêdo divulga dados da Covid na Paraíba e alfineta Bolsonaro: ‘informação é fundamental’

O governador João Azevêdo (Cidadania), na noite deste sábado (06), publicou em sua conta no Twitter a atualização nos dados da Covid-19, doença causada pelo novo Coronavírus, na Paraíba.

O gestor fez questão de ressaltar que as informações são repassadas sempre às 18 horas “porque informação é fundamental”.

A postagem parece ter sido uma indireta ao presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) que mandou o Ministério da Saúde excluir o número total de infectados pelo novo coronavírus e acumulado de óbitos no país desde o início da pandemia.

Na mesma semana, o Ministério passou a atrasar em cerca de cinco horas a distribuição dos boletins, para às 22h, horário depois do fim do Jornal Nacional e depois do horário de fechamento das edições impressas dos principais jornais do país.

“Acabou matéria do Jornal Nacional”, disse Bolsonaro ao ser indagado sobre a estratégia.

João Azevêdo

@joaoazevedolins

Dados da Paraíba, todos os dias às 18:00h, porque informação é fundamental.

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Yves Feitosa

 

 

Governo de Solânea alerta sobre a importância da quarentena e lança a “Central de Informação Coronavírus”

Para informações, esclarecimentos, dúvidas, e sugestões da população, o Governo Municipal lançou a “Central de Informação Coronavírus” através do número 3363 2859.

Atualmente Solânea registra 51 casos de pessoas em quarentena domiciliar com e sem histórico de viagem. Os casos estão sendo monitorados por uma equipe da Vigilância Epidemiológica e acompanhados pelos agentes de saúde e profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde do município.

No último boletim epidemiológico foram registrados 38 casos de quarentena com histórico de viagem e 13 sem histórico de viagem. Durante Live divulgada na última segunda-feira, 27, o Prefeito de Solânea, Kayser Rocha, alertou para a importância da quarentena. “Para manter a disseminação controlada na cidade precisamos da colaboração de todos”, disse. Segundo informações do Secretário de Saúde de Solânea, João Rocha, os casos de quarentena domiciliar com histórico de viagem aumentaram devido à chegada de um número significativo de pessoas de outros estados onde são registrados casos de Covid-19. “Pedimos encarecidamente que quem estiver chegando fique em casa, se resguarde e nos procure caso necessite. Pedimos também à população que nos ajude a identificar onde essas pessoas estão ficando para fazermos o monitoramento”, disse o secretário. Chamando a atenção para a importância dos cuidados de prevenção, isolamento social e medidas de higiene.  Após exames, três casos que estavam sendo investigados foram descartados em Solânea, por testarem negativos para Covid-19.

Central de Informação Coronavírus

Para informações, esclarecimentos, dúvidas e sugestões a população pode entrar em contato com a “Central de Informação Coronavírus” pelo número 3363 2859 das 08h00 às 15h00 ou  pelo email secsaudesolanea@gmail.com.

 Assessoria de Comunicação

 

Vereador Napoleão Maracajá faz pedido de informação para obter cópias dos Códigos de Talão da STTP

napoleãoO vereador Napoleão Maracajá protocolou na última terça-feira(10), um pedido de informação junto a STTP, a fim de obter cópias dos Códigos de Talão, que se encontram anexos ao pedido. A solicitação partiu depois de inúmeras denúncias recebidas pelo vereador, referente às supostas irregularidades do referido órgão. O pedido de informação é direcionado ao superintendente José Marques Filho e refere-se a 183 CTs que foram encaminhados na denúncia.

Conforme o parlamentar, fez-se necessário de forma urgente e em resposta ao clamor social, essa medida, para que de forma legal e comprometida, a Câmara de Vereadores possa investigar a fundo o teor das denúncias.

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Essas informações são importantes para fundamentar a abertura da comissão parlamentar de inquérito (CPI), também proposta pelo vereador Napoleão Maracajá, em sessão realizada no dia 24 de Fevereiro.

Maracajá afirmou que “Nós não estamos acusando ninguém, estamos nos utilizando da prerrogativa de parlamentar para dar a oportunidade ao povo de Campina Grande de aferir este fato. Se você pegar os últimos 5 anos, a STTP arrecadou 18 Milhões em multas e a função principal da superintendência é educativa e não punitiva,” finalizou o parlamentar.

Assessoria de Imprensa

PF vai investigar se Graça Foster omitiu informação sobre Pasadena

graça FosterA Polícia Federal abriu inquérito para investigar se a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, omitiu informações durante depoimentos prestados ao Congresso sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e a existência de contratos entre a estatal e uma empresa do marido dela. O inquérito foi aberto a pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal.
Em depoimento a senadores em abril, Graça Foster negou que seu marido, Colin Foster, tenha negócios com a Petrobras. Ela também esteve no Congresso nos últimos meses para responder a questionamentos sobre a compra da refinaria de Pasadena,em 2006, investigada por duas CPIs, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Polícia Federal.

Em fevereiro de 2006, o conselho de administração da Petrobras aprovou a aquisição de 50% de Pasadena, por US$ 360 milhões. O valor é muito superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela compra da refinaria: US$ 42,5 milhões. Depois, a Petrobras foi obrigada, por decisão de uma corte de arbitragem, a comprar 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga. Ao final, aponta o TCU, o negócio custou à Petrobras US$ 1,2 bilhão.

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A Petrobras argumenta que o valor total pago pela Astra no negócio fechado em 2005 foi superior aos US$ 42,5 milhões. Segundo a estatal, após a aquisição, houve outros pagamentos, em valores estimados em US$ 248 milhões, além de investimentos de US$ 112 milhões, antes da venda à Petrobras.

O caso ganhou destaque porque a presidente Dilma Rousseff presidia o conselho de administração da Petrobras em 2006. Na época, ela era ministra da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A presidente Dilma afirmou, após a abertura de investigações no Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal e Ministério Público, que só aprovou a compra dos primeiros 50% porque o relatório apresentado ao conselho pela empresa era “falho” e omitia duas cláusulas que acabaram gerando mais gastos à estatal.

 

Camila Bomfim

Discriminação e falta de informação elevam casos de Aids no Brasil, diz ONU

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

O número de novos casos de infecção por HIV no Brasil aumentou 11% e o índice de mortes no país atribuídas à Aids subiu 7%, entre 2005 e 2013, segundo relatório divulgado na quarta-feira pela Unaids (Programa da ONU para HIV e Aids).

Os dados chamaram a atenção porque vão na contramão da média global, em que os casos de infecção caíram 13% nos últimos três anos e o número de óbitos relacionados diminuiu 35% de 2005 a 2013, segundo o relatório.

Para especialistas ouvidos pela BBC Brasil, entre as causas do aumento estão a desinformação entre jovens, a discriminação contra gays e problemas de foco nas campanhas do governo.

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Segundo a Unaids, a prevalência do HIV na América Latina é concentrada em determinados grupos mais vulneráveis, como gays, profissionais do sexo e usuários de drogas. Além disso, ao menos um terço das novas infecções na região ocorre em jovens, com idade entre 15 anos e 24 anos.

Jovens gays

A diretora do Unaids no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, disse que os números do Brasil na pesquisa não a surpreenderam totalmente, já que dados oficiais já vinham apontando uma maior ocorrência de infecção por HIV entre jovens homossexuais.

“Muitos jovens de hoje se protegem menos, acham que não precisam de camisinha, até por acreditarem que Aids é uma doença do passado ou de pessoas mais velhas. Eles não viram ídolos morrerem, como [os cantores] Cazuza ou Renato Russo”, disse Georgiana.

Para ela, a desinformação sobre a doença não diz respeito apenas ao governo. “Hoje, se fala menos sobre a Aids também nas escolas e até na mídia, em que o assunto acaba entrando em pauta apenas na página de ciência.”

O governo brasileiro confirmou à BBC Brasil que existe um “crescimento de casos novos, concentrados nesses grupos e [isso] está de acordo com o cenário que o Ministério da Saúde tem apresentado nos últimos boletins epidemiológicos”, porém não informou o que influenciou o seu aumento.

Preconceito

Além da falta de informação entre jovens, a diretora da Unaids também cita a discriminação contra grupos como os homens gays, o que faz com que eles demorem para fazer testes e procurar tratamento precocemente.

“Um problema é que, por enfrentarem discriminação, muitos homossexuais não procuram ajudam ou procuram tardiamente”, afirma Georgiana.

 

Medicamento antirretroviral (Getty)Tratamento pode reduzir capacidade de transmissão em até 96%

“É preciso ver de perto por que essas pessoas não estão procurando tratamento, visto que o Brasil temos tudo: tratamento gratuito, remédios feitos aqui, testes rápidos também gratuitos.”

A médica infectologista e pesquisadora do Laboratório de Pesquisas Clínincas DST/AIDS da Fiocruz Brenda Hoagland avalia que se trata de uma realidade nacional: “O que acontece no Brasil é que o diagnostico é tardio. Se o diagnostico é tardio, aumenta risco de transmissão e também de óbitos”.

Ela explica que o tratamento é importante na política de prevenção, uma vez que “estudos mostram que quando a pessoa realiza o tratamento corretamente o vírus pode se tornar indetectável e ter sua capacidade de transmissão reduzida em até 96%”.

 

Testagem

Segundo o governo, os números da Unaids apontam também para o fato de o Brasil, no mesmo período, ter aumentado os testes de HIV feitos em sua população.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que “a cobertura da realização dos exames passou de 28% da população sexualmente ativa (15 a 64 anos), em 2005, para 37%, em 2013”.

A pesquisadora da Fiocruz avalia que a captura de dados também melhorou no período e pode ter influenciado no aumento do número de pessoas diagnosticadas.

Brenda, contudo, critica as campanhas de orientação e mostra preocupação com o crescimento do vírus em um dos grupos mais vulneráveis à doença: os homens que fazem sexo com homens.

“A gente tem que mudar a maneira de fazer campanha. Primeiro, porque ela só acontece no Carnaval. Depois porque é preciso ter campanhas educativas e mais elucidativas sobre onde o risco é maior. As campanhas apontam que o risco é igual, mas o risco ao fazer sexo anal ou sexo oral é diferente, por exemplo”, considera.

A pesquisadora frisa que é importante conscientizar a todos. “A realidade é que o número de vezes que a pessoa se protege não muda muito, independente da orientação sexual”. Depois de 30 anos da epidemia, ela acredita que “é preciso falar as coisas como elas são para que as pessoas individualmente trabalhem o risco”.

 

BBC Brasil

A Internet tornou-se o segundo veículo de informação

internet-news-pic1A Internet já passou o rádio e se consolidou como o segundo meio mais consultado pelos brasileiros atrás de informação – perdendo apenas para a TV aberta.

É a conclusão da “Pesquisa Brasileira de Mídia 2013”, um amplo trabalho do Ibope Inteligência contratado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para balizar sua estratégia de comunicação.

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Houve entrevistas nos 27 estados nacionais, com um total de 18.312 entrevistados em 848 municípios, com uma margem de erro de um ponto.

A ponderação dos entrevistados foi por sexo, grupos de idade, instrução e atividade.

Cada entrevistado poderia indicar até três meios de comunicação preferidos. em uma lista que incluía TV aberta, Internet, rádio, jornal impresso, revista impressa.

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A primeira questão foi sobre o meio de comunicação mais usado. Pela ordem de preferência:

1. TV aberta, com 78% de primeira opção, 13% de segunda e 2% dse terceira.

2. Internet, com 12% de primeira opção, 17% de segunda e 9% de terceira.

3. Rádio, com 8% de primeira opção, 32% de segunda e 6% de terceira.

4. Jornal impresso, com 1% de primeira opção, 5% de segunda e 7% de terceira.

5. Revista impressa, com 1% de segunda opção e 2% de terceira opção.

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A segunda questão foi sobre o meio de comunicação mais usado para se informar sobre o Brasil.

A única mudança relevante é no item rádio, que 6% apresentam como primeira opção de informação e 22% como segunda. A diferença de 32% para 22% como segunda opção provavelmentte se deve aos que usam o rádio como entretenimento apenas.

No caso das revistas, o percentual dos que a usam para se informar cai para zero porcento como primeira e segunda opção; e para 1% como terceira opção.

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Por faixa etária, os dados surpreendem.

Na faixa de 16 a 25 anos, depois da TV aberta, há um franco predomínio da internet. 25% das pessoas consultadas a consideram como primeira opção de uso, contra 4% do rádio e zero porcento de jornais impressos e revistas.

Até a faixa de 55 anos, a Internet supera o rádio e até a faixa dos 65 anos supera os jornais impressos. É superada levemente pelos jornais impressos na faixa de mais de 65 anos – mas apenas 2% dos leitores dessa idade privilegiam os jornais.

Embora preponderante em todas as faixas de idade, é significativo o fato de que enquanto 85% do público com mais de 65 anos trata a televisão como primeira opção, para a faixa dos 16 aos 25 anos esse percentual cai para 70%.

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No recorte por renda, a Internet cresce expressivamente nas faixas de maior renda.

Para a faixa até um salário mínimo, a primeira opção é a TV aberta, com 83%; a segunda é o rádio, com 10%; a terceira, a internet, com 5%; jornais e revistas impressos tem menos de 1%.

Quando se salta para o outro extremo, de renda superior a 5 SM, a TV cai para 65%, a internet sobe para 25%, o rádio cai para 6%, jornais impressos para 3% e revista impressa continua abaixo de 1%.

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Na frequência de uso, a internet também supera o rádio. 65% dos que preferem a TV assistem todos os dias da semana, contra  19% do rádio, 25% da Internet, 5% dos que lêem jornal e 1% dos que lêem revista.

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Na média de uso por dia, a Internet é campeão. A Internet é usada 3:48 horas por dia no final de semana, 3:44 horas durante a semana, contra 3:27 da TV no final de semana e 3:25 durante a semana.

 

 

jornalggn

Mortes de jornalistas estão impedindo circulação de informação

“A violência contra profissionais da mídia enfraquece a capacidade dos jornalistas de realizar seu trabalho livremente, além do direito dos cidadãos de receber a informação independente que precisam”, afirmou na última quarta-feira (18) a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova.

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 Diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. Foto: Unesco

Ela lançou um comunicado para divulgar, mais uma vez, a sua campanha para garantir a segurança de jornalistas, após a morte na Síria do repórter cinematográfico freelance Yasser Faysal Al-Joumaili, 35, que trabalhava para o canal de TV Al-Jazeera International e para a agência de notícias Reuters; do assassinato do editor da revista Rayal e correspondente do jornal Awene no Curdistão iraquiano, Kawa Ahmed Germyani, 32; e da morte por espancamento e esfaqueamento do repórter Sai Reddy, do jornal Deshbandhue da Índia.

Bokova condenou, só este ano, os assassinatos de oito jornalistas no Iraque, sete na Síria e quatro na Índia, além de vários outros em diversos países em todo o mundo.

Esta semana, a diretora-geral da Unesco pediu que as autoridades filipinas investiguem os assassinatos de três jornalistas.

“Profissionais e jornalistas cidadãos demais estão perdendo suas vidas no conflito da Síria, em geral como alvos deliberados de várias facções envolvidas”, disse Bokova. “As circunstâncias dos jornalistas freelance é de especial preocupação já que muitas vezes eles têm menos treinamento para lidar com o perigo que enfrentam do que os repórteres contratados.”

A diretora-geral da Unesco pediu que Iraque e Índia investiguem e punam os culpados pelos crimes.

Fonte: ONU Brasil

Secretaria desmente informação sobre denúncia de ameaça de morte ao deputado Luiz Couto

luiz coutoA Secretaria de Segurança desmentiu a informação de que teria recebido denúncia relacionada a ameaça de morte ao deputado federal Luiz Couto (PT). Em nota, a secretaria informa que a presença de policiais militares na escolta do parlamentar na data de sua última vinda ao Estado deveu-se a apoio de rotina à Polícia Federal e não à denuncia que fundamentasse a necessidade de reforço na proteção do deputado.

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Confira a nota na íntegra:

Com relação ao pronunciamento do deputado federal Luiz Couto, na sessão de ontem na Câmara Federal, a Secretaria de Estado da Comunicação Institucional vem a público esclarecer que:

A Secretaria de Estado da Segurança não detectou ou recebeu nenhuma denúncia de ameaça às vidas do deputado nem da ex-ouvidora Valdênia Paulino, portanto, não partiu da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social qualquer informação ao parlamentar ou à Polícia Federal sobre supostas ameaças destinadas aos mesmos.

A presença de policiais militares na escolta do deputado federal Luiz Couto na data de sua última vinda ao Estado deveu-se a apoio de rotina à Polícia Federal e não à denuncia que fundamentasse a necessidade de reforço na proteção do deputado.

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária abriu sindicância para investigar o suposto uso do veículo do Grupo Penitenciário de Operações Especiais, bem como solicitou ao Ministério Público apuração dos fatos narrados na denúncia do deputado Luiz Couto.

As denúncias feitas pelo parlamentar carecem de fundamentação para auxiliar as investigações que serão realizadas pelas secretarias de Estado da Segurança e Defesa Social e Administração Penitenciária.

O Governo do Estado ressalta ainda que, no limite de suas competências, qualquer ameaça à integridade do deputado será apurada de maneira enérgica pelas forças de segurança da Paraíba.

 

FONTE: POLÍTICAPB COM SECOM-PB

Contratada no governo FHC, Booz-Allen já operava como gabinete paralelo da comunidade da informação dos EUA

boozA porta giratória entre as grandes corporações e o governo norte-americano reflete a eficiente sinergia entre o Estado e o mercado, no capitalismo mais poderoso do planeta.

Cargos estratégicos na administração pública são regularmente ocupados por altos executivos e presidentes de gigantescos complexos industriais ou instituições financeiras dos EUA.

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Atividades teoricamente específicas da esfera estatal são terceirizadas com absoluta desenvoltura para engordar negócios privados. Desde a guerra, até operações de segurança e espionagem transformam-se em canais de sucção de fundos públicos para a contabilidade privada.

É nessa dissipação de fronteiras e de recursos que se viabiliza a balela do Estado mínimo, maximizado em lucros privados.

Nesse intercurso de dinheiro, poder e influencia emerge o nome da Booz-Allen, velha parceira do Departamento de Estado na área de espionagem e consultoria.

Desde os anos 40, no entorno da Segunda Guerra, o grupo trabalha em estreita colaboração com o complexo militar norte-americano.

A ponto de ser reconhecida como uma espécie de gabinete paralelo da comunidade de inteligência dos EUA.

A condição de braço do Estado e dos interesses norte-americanos, portanto, é um traço constitutivo na história da Booz-Allen, do qual o governo Fernando Henrique não poderia alegar desconhecimento, quando enganchou estrategicamente o interesse público brasileiro à empresa.

A Booz-Allen nasceu em 1914, em Chicago, tornando-se rapidamente uma das gigantes do setor de consultoria.

Como muitas das grandes corporações dos EUA, engatou seus lucros ao suculento orçamento do Estado, a partir da Guerra.

O livro “Spies for Hire: The Secret World of Intelligence Outsourcing” (“Espiões de aluguel: o mundo secreto da terceirização do serviço de inteligência”, New York: Simon and Schuster, 2009), de Tim Shorrock, Dick Hill, dedica um capítulo inteiro à Booz-Allen. Dá detalhes de como a empresa engendrou seu trabalho de consultoria nas teias da comunidade de informação dos EUA.

O livro relata que, em 1998, uma funcionária de carreira do serviço secreto, ao assumir uma diretoria da CIA, já considerava a Booz-Allen uma verdadeira extensão da comunidade de inteligência norte-americana.

Segundo Dempsey, em uma declaração pública registrada e divulgada por revistas especializadas em assuntos de defesa, era mais fácil encontrar ex-secretários e diretores do sistema nacional de inteligência americana na Booz-Allen do que em reuniões do governo.

Em 2005, comprovando o fundamento de suas afirmações, ela se tornaria vice-presidente da Booz-Allen, que já contabilizava 18.000 profissionais (é assim que a turma supostamente defensora do Estado mínimo esconde o real tamanho de seu Estado gigante) e US$3,7 bilhões anuais de faturamento. Em 2012 esse faturamento havia saltado para US$ 5,76 bilhões (mais de R$ 12 bilhões). O número de funcionários passava de 25 mil pessoas (agentes?) espalhados pelos quatro cantos do planeta.

Metade-metade
Ainda segundo o livro de Shorrock e Hill, pelo menos 50% dos negócios da Booz-Allen são financiados pelo governo dos EUA.

Os outros 50% são contratos de consultoria com grandes empresas do setor privado, nas áreas de energia ao setor químico, passando por bens de consumo.

Uma de suas especialidades é auxiliar a influenciar governos e órgãos públicos de outros países a seguir políticas que representem oportunidades de negócio para grandes corporações e fundos de investimento norte-americanos.

Um dos eixos mais lucrativos, como ela própria explicita em seus relatórios, tem sido o dos programas de privatizações.

Foi esse o principal alicerce de penetração da versátil corporação no Brasil durante o governo FHC.

As relações entre a Booz-Allen e o Departamento de Defesa, que já eram estreitas de longa data, tornaram-se ainda mais explícitas e se aprofundaram na presidência de George W. Bush.

A partir de então, a empresa se envolveu nas atividades mais sensíveis da inteligência dos EUA e do Pentágono.

Mais que isso, encabeçou os projetos mais importantes do Departamento de Defesa após os ataques de 11 de setembro.

Esse foi o gatilho para a montagem do megaesquema de espionagem denunciado por Edward Snowden.

Bush e seu vice-presidente, o todo-poderoso Dick Cheney, passaram um recado claro ao Departamento de Defesa: as corporações privadas, coordenadas pelas consultorias da Booz-Allen, estavam avalizadas na condição de gerentes do sistema de inteligência norte-americana.

Os profissionais da Booz-Allen, notoriamente conhecidos como mais do que simples consultores, foram chancelados internamente como atores-chave do alto escalão da comunidade de inteligência.

O que já era um gabinete paralelo tornou-se unha e carne da comunidade de informação.

Nosso homem na Casa Branca
Figura central desse relacionamento íntimo foi Mike McConnell. Depois de se aposentar na Marinha dos Estados Unidos, McConnell tornou-se vice-diretor da Booz-Allen na área que a empresa chama de “cyber business”: http://www.boozallen.com/about/leadership/executive-leadership/McConnell

Em 2007, tornou-se nada mais, nada menos do que o vice-diretor do Departamento Nacional de Inteligência (DNI), administrando um time de 100 mil profissionais (agentes secretos, arapongas, informantes, analistas de informação) e 47 bilhões de dólares (pelo menos a parte contabilizada).

Na apresentação de seu currículo, a Booz-Allen se vangloriava de tê-lo como um líder no governo, responsável pela interlocução do gabinete presidencial na Casa Branca com o Congresso, líderes internacionais e a “comunidade de negócios” dos EUA. Em 2009, na presidência Obama, ele retornou à Booz-Allen.

Unindo o útil ao agradável
No portfólio da Booz-Allen, estão algumas das áreas em que a empresa atuou e que, a partir de agora, dadas as acusações de espionagem ampla, geral e irrestrita, estão sob suspeita. Veja:

http://www.booz.com/br/home/who-we-are/42544269

As “reformas governamentais” dos anos 1990 aparecem em destaque.

A empresa ainda orientou a reforma do sistema eleitoral do México e a privatização de empresas em diferentes áreas de atuação e países: bancos, no Brasil e no México; energia (além do Brasil, Argentina, Peru e Bolívia), ferrovias (na Argentina), petroquímica (Brasil), portos (México e Venezuela), siderurgia (Argentina e Brasil) e telecomunicações (Brasil, México e Uruguai).

Esses setores, como a maioria se lembra, não foram considerados mais como polos estratégicos para o desenvolvimento e o Estado nacional – termo em desuso no ciclo tucano, tratado com derrisão pelos seus teóricos e operadores.

Algo semelhante ocorreria nas demais presidências neoliberais que infestaram os governos latino-americanos.

Estratégicos, porém, eles se tornariam para os interesses norte-americanos, conforme as recomendações de seu braço de informação e dublê de consultoria.

Para os EUA, foi uma ação orquestrada de inteligência. Para a América Latina, foi um exemplo da imensa estupidez da sapiência neoliberal que deixou cicatrizes profundas e, como se vê agora, abriu flancos estratégicos no aparato público das nações.

 

 

cartamaior

Ministro da CGU defende maior divulgação da Lei de Acesso à Informação

Para o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, o balanço apresentado na última quinta-feira (16/5) pela instituição mostra o quanto é importante tornar mais conhecidas em todo o Brasil a Lei de Acesso à Informação (LAI) e suas possibilidades de uso pelo cidadão comum.

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Crédito:Agência Brasil
Ministro defendeu ampla divulgação da Lei de Acesso à Informação (
Segundo a EBC, aproximadamente 70% das solicitações encaminhadas aos órgãos do Poder Executivo federal, com base na LAI, são provenientes de apenas seis estados, localizados principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Líder do ranking, São Paulo responde por 21% dos 87.119 pedidos registrados pela CGU, entre 16 de maio de 2012 e 8 de maio deste ano. Em seguida, aparecem Distrito Federal (16%), Rio de Janeiro (13%), Minas Gerais (9%), Rio Grande do Sul (6%) e Paraná (4%).
“Os dados apontam para a importância de uma maior divulgação e disseminação da lei para outras regiões do país”, disse o primeiro-ministro, enfatizando o papel da imprensa, principalmente emissoras de rádio e televisão, na divulgação da lei.
De acordo com a CGU, o percentual de pedidos feitos por pessoas que têm nível superior também é mais elevado. Eles representam 60% das solicitações em que foi informado o nível de escolaridade do demandante. Solicitantes sem instrução formal corresponderam a 1% e os que concluíram apenas o ensino fundamental representaram 5%. Vale lembrar, que para fazer um pedido com base na LAI, não é obrigatório informar o grau de escolaridade.
Questionado sobre se uma possível regulação da mídia poderia prejudicar o processo de disseminação da legislação pelo país, Hage enfatizou que o Brasil tem um dos maiores graus de liberdade de imprensa. “Não se pode comentar a regulação em tese, sem saber de que exatamente se está falando, em que representa. Regulação que signifique restrição ou censura é absolutamente impensável, mas no Brasil a mídia é livre e o país tem um dos maiores graus de liberdade de imprensa do mundo”, disse.
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