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Secretário pede que pais não deixem filhos voltar às aulas presenciais no Estado e alerta para risco de infecção por Síndrome Inflamatória grave

O secretário de Estado da Saúde (SES-PB), Geraldo Medeiros, através de vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (5), pediu aos pais que tenham alunos matriculados nas redes de ensino da Paraíba que não liberarem o retorno às aulas presencias. O anuncio veio após os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande autorizarem o retorno do ensino médio a partir do dia 13, além das aulas em universidades que começam nesta segunda.

No vídeo, ele aponta que através da 9ª avaliação do Plano Novo Normal, que passa a vigorar a partir desta segunda, com base em seu Comitê Cientifico, com o retorno das aulas existe um risco das crianças desenvolverem a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica após uma possível infecção pela Covid-19.

“Nos Estados Unidos por exemplo, no espaço de cinco meses houve um aumento de 500% no número de crianças contaminadas. Além disso, nós temos uma nova manifestação tardia da Covid-19 em crianças que é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica em que as crianças manifestam um quadro tardio, geralmente 15 dias após adquirir o novo coronavírus e que se apresenta com sintomas graves, como choques e queda da pressão arterial necessitando de cuidados intensivos.

Geraldo aleta ainda que apesar de ser um percentual pequeno, de 0,6 à 0,7% dos casos, há uma mortalidade elevada nesses casos. Ele citou que o Ministério da Saúde garantiu a vacinação até Janeiro e que, pregando cautela no retorno gradativo das atividades.

“O assessor especial do Ministro Eduardo Pazzuello nos confirmou que em janeiro nós teremos 6 milhões de vacinas e, entre janeiro e junho, temos mais de 100 milhões de vacinas distribuídas em todo o país pelo Ministério da Saúde, digo que esse é mais um elemento de nós termos cautela e aguardamos um pouco mais para liberar as aulas presenciais”, concluiu.

Confira:

 

‘Fumantes são vulneráveis à infecção do novo coronavírus’, afirma o INCA

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é celebrado nesta sábado (29 de agosto) em todo o país. A data foi criada em 1986 pela Lei Federal 7.488 com a finalidade de conscientizar a população sobre os danos causados à saúde e reforçar ações nacionais para prevenção e combate ao tabagismo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública.

Este ano, a data destaca o tema “Tabagismo e coronavírus (Covid-19)”. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) publicou uma nota técnica orientando sobre o tabagismo e o risco potencial para Covid-19, na qual afirma que os fumantes são mais vulneráveis à infecção. Médico pneumologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU), Thúlio Marquez destaca que os fumantes podem ter mais doenças pulmonares e cardiovasculares e, por isso, apresentarem maior chance de complicações com a Covid-19.

Várias outras doenças podem surgir ou se agravar em decorrência do cigarro, sendo uma importante causa de mortalidade. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o tabagismo é responsável por mais de 8 milhões de óbitos todos os anos.

O pneumologista do HC afirma que o fumo causa várias doenças respiratórias, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de ser a causa de vários tipos de câncer como de pulmão, boca, esôfago, laringe e fator de risco para câncer de estômago, pâncreas e mama. “O cigarro é responsável por 90% dos cânceres de pulmão. Um terço dos outros 10% está relacionado com o tabagismo passivo; ou seja, se paramos de fumar acabamos com 93% dos cânceres de pulmão”, destaca Marquez.

De acordo com os especialistas, o uso constante do tabaco causa dependência em virtude da presença de nicotina, que, além de malefícios à saúde, é capaz de provocar dependência similar à provocada pela cocaína. Por isso, parar de fumar pode ser um grande problema e muitas pessoas precisam de ajuda especializada. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante tratamento gratuito, disponibilizando medicamentos, além de fornecer acompanhamento profissional.

O Hospital de Clínicas tem um Serviço de Pneumologia que atende pacientes que desejam parar de fumar. O tratamento consiste na prescrição de medicamentos e em orientações sobre estratégias que ajudam a deixar de fumar. “Os medicamentos são divididos em dois tipos: os nicotínicos, com reposição de nicotina, basicamente, adesivo, mas podem ser utilizados chiclete ou pastilha. E os não nicotínicos, como a bupropiona e a vareniclina. A bupropiona e o adesivo de nicotina são oferecidos, gratuitamente, pelo SUS”, explica o pneumologista.

Estudos mostram que, ao parar de fumar, o organismo pode se recuperar e os riscos para doenças cardiovasculares e câncer diminuem com o tempo. “Parar de fumar é a medida que mais impacta na saúde das pessoas. É fundamental para quem não tem problema de saúde e principalmente, para quem já tem e, assim, evitar que descompense com o hábito de fumar”, afirma Marquez.

Redação/com informações do Portal Comunica UFU

 

 

Bebê de 1 ano morre com suspeita de infecção pelo vírus H1N1 no Sertão da Paraíba

Um bebê morreu com suspeita de gripe causada pelo vírus H1N1, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Ele foi internado no Hospital Universitário Júlio Bandeira na noite dessa terça-feira (3) e veio a óbito na madrugada desta quarta-feira (4).

As primeiras informações são de que a criança de um ano de idade teve paradas cardiorrespitarórias.

A causa da morte do bebê está em investigação e amostras foram enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (LACEN/PB) para que seja verificado se, de fato, ele foi infectado pelo vírus H1N1.

 

clickpb

 

 

Infecção urinária: bactéria pode afetar os rins e exige tratamento

A condição que habitualmente chamamos de infecção urinária, na verdade, representa um processo infeccioso, onde ocorre o crescimento de bactérias em algum local do trato urinário (rins, ureter, bexiga e uretra). Na verdade, as bactérias entram no trato urinário a partir da uretra e começam a se multiplicar na bexiga. Essas bactérias podem ficar apenas na bexiga ou progredir no trato urinário até chegar ao rim. Portanto, apesar de parecer que as infecções urinárias sempre surgem nos rins ou os afetam, essa afirmação não é correta.

As infecções urinárias podem ocorrer no trato urinário inferior (bexiga e uretra) ou trato urinário superior ou alto (rins). Os quadros que envolvem a bexiga são as conhecidas cistites e os quadros que envolvem os rins são chamados de pielonefrite.

As cistites são, na maioria das vezes, causadas por um tipo de bactéria proveniente do trato gastrointestinal, chamada Escherichia coli, e as uretrites também podem ser decorrentes de bactérias provenientes do trato gastrointestinal, mas pelo fato da uretra nas mulheres estar mais próxima da vagina, algumas infecções como herpes, gonorreia e infecção por clamídia podem levar à uretrite.

Apenas para se ter uma ideia da frequência das duas condições, os quadros de pielonefrite aguda ocorrem em frequência cerca de 18 vezes menor que os quadros de cistite, o que é importante, pois o quadro clínico da pielonefrite em geral é mais grave e requer, em muitos casos, a hospitalização do paciente.

Existem algumas diferenças relacionadas ao sexo quanto à frequência das infecções urinárias. De modo geral, no primeiro ano de vida, as infecções urinárias ocorrem em maior frequência entre os meninos em função de malformações congênitas como na válvula de uretra posterior. Já a partir da idade pré-escolar e na vida adulta, as mulheres costumam apresentar mais episódios de infecção urinária que os homens.

Sabe-se que entre as mulheres o pico de ocorrência das infecções urinárias ocorre no início da atividade sexual, durante a gestação ou após a menopausa, de forma que os estudos indicam que em cerca de 40% das mulheres ocorrerá pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida. Os fatores que explicam essa maior propensão das mulheres a esta doença são uretra mais curta, maior proximidade do ânus ao vestíbulo vaginal e uretra e uso, por exemplo, de gel espermicida que altera a acidez e flora vaginal da região.

Por outro lado, entre os homens, são descritos alguns fatores benéficos que os protegeriam de desenvolver este quadro, sendo eles o maior comprimento da uretra, maior fluxo urinário e o fator antibacteriano prostático. Há ainda, apesar de controverso, o fato de que a circuncisão diminuiria o risco de infecção por não ocorrer ligação das bactérias ao prepúcio. No entanto, a partir da quinta ou sexta década de vida, algumas condições podem favorecer o surgimento das infecções urinárias, como alterações na próstata e necessidade de colocação de sonda vesical, que favoreceria a migração das bactérias.

As infecções urinárias podem ser classificadas em não complicadas e complicadas, e entre as infecções não complicadas está, por exemplo, a cistite. Nessa situação, tanto a estrutura quanto a funcionalidade do trato urinário são normais, não havendo, portanto, comprometimento dos rins. Já entre as infecções complicadas podemos usar como exemplo a pielonefrite, ou seja, a infecção que envolve o rim. A ocorrência de pielonefrite aguda complicada é maior entre as mulheres, tanto em ambiente não hospitalar quanto em pacientes hospitalizados.

Existe uma grande variedade de situações ou doenças que se associam com as infecções complicadas como, por exemplo, aquelas relacionadas a processos obstrutivos da uretra (como a hipertrofia prostática benigna, presença de tumores, cálculos renais, estenoses ou estreitamento ureterais, cistos renais, ou presença de divertículos na bexiga), alterações funcionais do trato urinário (bexiga neurogênica, refluxo vesicoureteral, uso de cateter uretral de demora) e alterações metabólicas (diabetes melito, insuficiência renal, transplante renal, etc.).

O tratamento das infecções urinárias em geral envolve o uso de um antibiótico que será escolhido de acordo com a bactéria encontrada nos exames que serão solicitados.

Assim, nos quadros de obstrução urinária, o que acontece é que a urina fica retida por mais tempo na bexiga, propiciando o crescimento das bactérias e, além disso, à medida que a bexiga se distende pelo acúmulo de urina, a mucosa que reveste a bexiga perde a capacidade de destruir as bactérias.

Para se entender o que ocorre nos quadros de refluxo vesico-ureteral, é bom lembrar qual é o caminho normal que a urina segue desde a sua formação. Depois de produzida nos rins, a urina passa pelo ureter para ser acumulada na bexiga e quando sentimos vontade de urinar, essa urina é eliminada para o meio exterior pela uretra. Quando urinamos, a bexiga se esvazia e, portanto, não deve haver volume (urina) residual. No entanto, quando ocorre um quadro de refluxo, estamos indicando que a urina volta da bexiga para o ureter. Nesta situação há persistência de volume residual de urina na bexiga que em última instância propicia o crescimento de bactérias.

Além dessas situações as infecções urinárias podem evoluir com complicação nos quadros de infecções recorrentes, isto é, quando ocorrem três ou mais infecções por ano ou quando há lesão renal permanente resultante de uma pielonefrite aguda ou crônica decorrente de uma infecção urinária não tratada adequadamente.

Alguns fatores são conhecidos como predisponentes para o aparecimento das infecções urinárias como a gravidez, doenças como a diabetes melito e a menopausa.

Saiba diferenciar os sintomas

Engana-se quem acredita que as infecções urinárias sempre cursam com sintomas. Nesses casos, podem ser observadas alterações ao exame de urina com a presença de grande número de bactérias (bacteriúria assintomática), o que especialmente em mulheres grávidas, pacientes que serão submetidos a procedimentos urológicos ou sondagem, requer tratamento com antibióticos.

Entre os sintomas mais comuns podemos citar uma vontade forte e persistentes de urinar, sensação de queimação ao urinar, eliminação de pequena quantidade de urina em cada micção, ás vezes a urina tem aspecto turvo, pode eventualmente aparecer avermelhada, com escura, indicativa de perda de sangue na urina, e com odor forte, além de dor suprapúbica. Em homens a dor retal pode ocorrer.

Para diferenciar a infecção urinária em suas diferentes formas de acordo com a sintomatologia podemos, de forma simplificada, dizer que as infecções uretrais (uretrite) costumam cursar com sensação de queimação ao urinar, as cistites costumam cursar com pressão na região pélvica, desconforto em abdômen inferior, micção frequente e dolorosa, e a pielonefrite apresenta uma sintomatologia mais exuberante com dor em flanco e lombar, febre alta, calafrios e tremores, náuseas e vômitos. Portanto, como se pode ver, as infecções urinárias que acometem os rins são mais ricas em sintomas e, como dito antes, em geral, precisam de hospitalização para o tratamento.

Opções de tratamento

O tratamento das infecções urinárias em geral envolve o uso de um antibiótico que será escolhido de acordo com a bactéria encontrada nos exames que serão solicitados.

Nas infecções não complicadas o tratamento pode variar de um a três dias, mas pode ser indicado por mais tempo, dependendo de cada caso. Além dos antibióticos pode-se prescrever um analgésico para alívio da sensação de queimação à micção. Em geral, este medicamento tinge a urina de laranja. Além disso, a hidratação adequada permite a remoção das bactérias mais rapidamente, diminuindo a possibilidade de proliferação.

Outras medidas que podem ser empregadas no tratamento das infecções urinárias envolvem ciclos de antibioticoterapia mais longos (profilaxia), ou tratamentos por curto prazo assim que os sintomas começarem ou, para mulheres após a menopausa, o uso de cremes vaginais com estrogênios pode diminuir o risco de infecções recorrentes, e o uso de produtos de cranberry em algumas indicações tem mostrado efeito protetor.

No caso das infecções urinárias graves, em geral, o tratamento é feito em ambiente hospitalar, com medicação endovenosa, o tempo de tratamento é variável, mas em torno de 14 a 21 dias e a escolha do antibiótico baseia-se no perfil de resistência da bactéria, condição clínica do paciente e gravidade da infecção.

O melhor remédio

Prevenir é sempre a melhor opção especialmente para as mulheres que habitualmente cursam com maior incidência das infecções urinárias, assim, seguem algumas recomendações:

  • Ingerir quantidades adequadas de líquidos, especialmente água: A água ajuda a diluir a urina e fazer com que urine mais vezes ao longo do dia, assim, as bactérias serão removidas do tato urinário antes que a infecção possa se instalar
  • Depois de urinar e evacuar a higiene deve ser feita da frente para trás. Isto impedirá que as bactérias provenientes do trato gastrointestinal (região anal) se espalhem para a vagina e uretra
  • Esvaziar a bexiga após a relação sexual ajudará a remover possíveis bactérias
  • Evitar o uso de roupas muito justas (calças) e desodorantes ou produtos em pó na região genital. Tais produtos podem irritar a uretra e facilitar a migração de bactérias e sua possível proliferação.

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43 casos de microcefalia apresentam evidência de infecção pelo vírus zika, diz CDC

microcefaliaO governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta terça-feira (17), no Palácio da Redenção, com representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), para apresentar os resultados da pesquisa de caso-controle sobre microcefalia iniciada em fevereiro de 2016, com mães e bebês de 52 municípios da Paraíba. O estudo confirmou 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika em 22 municípios da Paraíba e que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação.

A pesquisa intitulada “Casos de microcefalia possivelmente associados à infecção por arbovírus no Brasil: Um estudo de caso-controle” foi realizada em parceria entre o Governo do Estado, o Ministério da Saúde e o CDC. A secretária da Saúde, Cláudia Veras, ressaltou que esta etapa da pesquisa trouxe resultados importantes e terá continuidade com outras ações que visam o melhor acompanhamento das crianças com microcefalia.

Além da secretária da Saúde, Cláudia Veras, também estiveram presentes na reunião o cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter, a representante da Embaixada dos Estados Unidos, Amy Dubois, o representante do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, a coordenadora da Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba, Sandra Mattos, e outras autoridades na área da saúde.

Na ocasião, Ricardo Coutinho destacou a importância da pesquisa e frisou que os resultados devem ser utilizados como base para a continuidade do acompanhamento das crianças com microcefalia no Estado. “Fomos pioneiros nas pesquisas em relação à microcefalia, dando as condições adequadas para que este estudo fosse realizado no nosso Estado. Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, pontuou o governador.

A pesquisa – O estudo na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo. A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

De acordo com a pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, o resultado geral do estudo demonstra a confirmação de 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika, em 22 municípios da Paraíba. A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Este é um momento importante, porque mostra o resultado de uma pesquisa toda conduzida aqui na Paraíba e que contou com várias parcerias. Vamos dar prosseguimento pensando em como oferecer uma melhor assistência às crianças com microcefalia. Faremos reuniões com os gestores de saúde dos municípios onde há presença da microcefalia para mostrarmos os resultados do estudo e também levarmos ao conhecimento das famílias envolvidas na pesquisa. Posteriormente daremos continuidade ao trabalho de acompanhamento das crianças”, frisou Claudia Veras.

“Este é um trabalho de grande relevância, já que busca entender a relação da microcefalia com a zika e como podemos investir no atendimento mais apropriado para estas crianças. Foi uma pesquisa muito bem feita aqui na Paraíba e por isso parabenizo a todos e agradeço ao Governo do Estado por dar todas as condições para que este trabalho fosse realizado em parceria com o CDC”, disse o Cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter.

Microcefalia na Paraíba – De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, 933 casos foram notificados na Paraíba, no período 01/08/2015 a 31/12/2016, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

Secom

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Saiba o que é mito e verdade sobre a infecção urinária

infeccao-urinariaA Infecção do Trato Urinário (ITU), mais conhecida como Infecção Urinária, é um quadro infeccioso que aumenta a frequência para ir ao banheiro, além de causar ardor ao urinar. Pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, nas vias urinárias superiores (rins e ureteres) e nas vias urinárias inferiores (bexiga e uretra).

A doença pode gerar dúvidas. Para esclarecer sobre a patologia, a ginecologista Regina Paula Ares lista alguns mitos e verdades. Confira:

1. Urinar depois do sexo!  – VERDADE
Durante o sexo, o corpo humano entra em contato com muitas bactérias que, por consequência, podem acabar entrando tanto no canal urinário feminino quanto no masculino. Eliminar o xixi após a prática pode ajudar a remover as possíveis bactérias que se acumulam durante a relação.

2. Sempre que houver ardor ao urinar o motivo é a infecção urinária – MITO
Segundo pesquisas, apenas 20% dos casos de dor e ardor são infecções urinárias. Os outros 80% não apresentam alterações que comprovem. Esse problema pode estar relacionado a infecções ginecológicas, traumatismo local ou irritações.

3. Evitar segurar a urina –  VERDADE
O fato de reter a urina favorece um aumento da população bacteriana da flora local, podendo ocasionar a infecção. O nosso trato urinário tem uma flora bacteriana própria, que coloniza o sistema e é eliminada periodicamente ao urinar.

4. A limpeza após a evacuação não pode causar infecção urinária – MITO
Em quase 90% das vezes a bactéria Escherichia coli, que habita o intestino, é a culpada. Por isso, é tão importante fazer corretamente a higiene íntima, limpando sempre da vagina em direção ao ânus.

5. Os problemas ginecológicos favorecem o surgimento da patologia –  VERDADE
As mulheres com infecções vaginais ou corrimentos estão mais predispostas à infecção urinária. A proximidade entre a vagina, ânus e uretra, facilita a contaminação.

6. A ingestão de álcool e cafeína não influenciam na contaminação – MITO
É necessário reduzir consumo desses itens pois eles podem enfraquecer o sistema de defesa do organismo.

7. Evitar o uso de biquíni molhado por longos períodos –  VERDADE
O uso prolongado de peças molhadas, como biquínis ou bermudas, aumentam as chances de contrair a doença, devido à proliferação facilitada de bactérias patogênicas (agressoras) no sistema urinário.

8. Usar roupas justas ou de fibras sintéticas não interfere no desenvolvimento da patologia –  MITO
O hábito pode, sim, contribuir para o aparecimento dos sintomas, uma vez que a falta de ventilação pode facilitar na proliferação das bactérias.

9. Trocar o absorvente íntimo com frequência  – VERDADE
A presença de umidade e sangue aumenta muito o risco de proliferação de bactérias. Portanto, o correto é não deixar o absorvente íntimo ficar cheio por muito tempo, principalmente se for um absorvente externo, que pode deixar a pele ao redor da uretra úmida e com sangue. Ainda há controvérsias entre os especialistas sobre qual tipo de absorvente é o mais perigoso: internos ou externos. Na dúvida, independentemente do absorvente usado, troque-o com frequência.

tribunadoceara

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Infecção pelo zika pode causar tremores e perdas cognitivas

Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo
Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo

Pacientes adultos infectados com zika, que contraíram encefalite e outras complicações neurológicas após a infecção, sofrem para realizar pequenas atividades diárias como beber um copo d’água. Mesmo depois de livres da encefalite, muitos ainda apresentam síndromes neurológicas variadas, tremores (característicos do mal de Parkinson) e perdas cognitivas típicas de demências.

Os casos geraram preocupações na equipe do médico e cientista Osvaldo Nascimento, professor titular de Neurologia e coordenador de pesquisa e pós-graduação em Neurologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. A equipe está entre os pioneiros no Brasil na identificação da ligação entre o zika e a síndrome de Guillain-Barré e complicações como encefalites, encefalomielite disseminada aguda, meningoencefalite e encefalomielite.

Após um ano da descoberta dos primeiros casos, os médicos encontram outros desafios: “Cerca de 40% dos pacientes que acompanhamos apresentaram síndromes neurológicas variadas depois de sofrer encefalomielite ou meningoencefalite. A infecção pelo vírus zika continua um grande mistério. Aprendemos muito em um ano, mas o desafio continua imenso. Não sabemos ainda que reações o vírus é capaz de produzir para afetar os pacientes dessa maneira”, disse Osvaldo Nascimento, chefe do serviço de referência para a doença no Hospital Universitário Antônio Pedro, em entrevista ao Globo.

A equipe de neurologia do hospital diagnosticou, cerca de 50 pacientes com Guillain-Barré e encefalites associadas ao vírus zika, sendo que 20 apresentaram sintomas inesperados.

“Nossa amostra ainda é pequena, mas estamos preocupados e intrigados. É perturbador ver um adulto jovem ter sintomas semelhantes, por exemplo, aos da doença de Parkinson. Mas não se trata de Parkinson, e, sim, de uma síndrome neurológica distinta. O vírus zika parece permanecer no sistema nervoso como um terrível desafio” afirma o médico.

No entanto, os custos dificultam o tratamento para doença: “Estamos no limite. Pacientes chegam em estado grave, e o tratamento é caro. Um ciclo de imunoglobulina custa cerca de R$ 30 mil para um paciente de 70 quilos. Há pessoas que precisam de dois, três ou até mais ciclos. Fora os custos com CTI. Hoje, temos 20 pacientes que ainda precisam de atenção. A situação já era ruim no verão passado. No próximo, poderá ser crítica”, completa Osvaldo Nascimento.

Além disso, os médicos reclamam da burocracia que atrasam o tratamento e os cortes de recursos para pesquisa “A ciência do Rio fez muito e poderia ter realizado ainda mais se houvesse recursos. Mas não há. Este ano não recebemos um tostão do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ou da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). Grande parte do conhecimento gerado sobre zika no Brasil veio do estado do Rio”, comenta o neurocientista.

As pesquisas geram descobertas como a cloroquina droga contra a malária que teve bons resultados no combate do vírus zika em estudos. “A cloroquina é promissora. Assim como a identificação de um indicador de gravidade da inflamação causada pelo vírus. Esperamos muitas coisas: que as pesquisas avancem, que drogas tenham mais sucesso, que tenhamos condições de atender a pacientes graves. E para tudo é preciso recursos para a ciência. Ela salvará vidas”, esclareceu ele.

minhavida

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Estudo aponta que mulheres têm maior risco de infecção pelo Zika

zikaO novo estudo liderado por cientistas dos Institutos Gladstone, ligados à Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos, constatou que os vírus de RNA, como o presente no Zika, enfraquecem o sistema imunológico vaginal, retardando a resposta das defesas do corpo à infecção e dificultando a detecção do vírus na vagina.

A descoberta mostra que o vírus pode aumentar o risco de infecção do feto durante a gravidez. Os pesquisadores sugerem que as mulheres são mais suscetíveis à transmissão sexual de vírus de RNA e que elas têm mais dificuldade que os homens para eliminar a infecção do organismo.

Para a análise, os cientistas infectaram camundongos de forma sistêmica -generalizada- e também através da vagina. O processo de células infectadas costuma liberar moléculas de interferon. A molécula funciona como uma defesa inicial conta a infecção, alertando as células vizinhas que o corpo está sendo atacado, desencadeando a reação de todo o sistema imunológico.

Após três dias, notou-se que os animais que foram infectados sistemicamente apresentaram uma forte resposta do interferon e começaram a eliminar o vírus do organismo. Porém, aqueles infectados pela vagina ainda tinham níveis altos do vírus e nenhum sinal na molécula no organismo.

“Ficamos muito surpresos com a ausência de resposta de interferon. Essa molécula é liberada como um primeiro passo da resposta imune e o fato de ela não ter sido detectada na vagina é muito alarmante. Sem interferon, o resto do sistema imune não pode ter sua ação desencadeada de forma eficiente, tornando extremamente difícil para o corpo lutar contra infecções virais”, disse o autor do estudo, Shahzada Khan, para revista científica Journal of Experimental Medicine.

O sistema imunológico só começou a responder cerca de uma semana depois da infecção, quando o vírus já havia se espalhado pelo corpo. Os cientistas decidiram aplicar na vagina uma droga anti-inflamatória, fazendo com que os interferons sejam liberados na vagina e os camundongos sendo protegidos do vírus da Zika, eliminando o vírus completamente após dois dias da infecção.

De acordo com os pesquisadores, as drogas anti-inflamatórias podem ser um caminho para a proteção das mulheres contra a Zika transmitida sexualmente, porém novas pesquisas precisam ser realizadas para ver a eficácia.

“Há algo único acontecendo no trato reprodutivo feminino, que faz com que as mulheres sejam particularmente vulneráveis aos vírus de RNA. Nosso próximo objetivo é descobrir por que isso acontece – se é um mecanismo de defesa liberado pelos próprios patógenos, ou uma lacuna imunológica no tecido vaginal”, disse o pesquisador Shomyseh Sanjabi.

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Estudo aponta que infecção por zika também afeta células cerebrais de adultos

neuroniossUma nova pesquisa realizada por cientistas norte-americanos revela que a infecção por zika mata células-tronco neurais em camundongos adultos. De acordo com a pesquisa, publicada nesta quinta-feira, na revista científica “Cell”, ainda não foi estudado se a morte dessas células tem algum efeito de curto ou longo prazo nos animais adultos.

Os fetos têm quantidade muito maior das células que dão origem aos neurônios e já foi provado que o vírus zika as destrói, causando microcefalia e outras más-formações. Em adultos, em menor quantidade, essas células são fundamentais para a memória e para o aprendizado.

A pesquisa foi feita por pesquisadores da Universidade Rockefeller e do Instituto La Jolla de Alergia e Imunologia, ambos nos Estados Unidos. Segundo eles, a maior parte dos adultos humanos não apresenta sintomas quando são infectados por zika, exceto febre e vermelhidão na pele.

No entanto, a crescente incidência da Síndrome de Guillain-Barré ligada à zika tem levantado suspeitas de que o vírus produza impactos negativos no cérebro adulto.

“Nós queríamos saber se o zika tem mais efeitos em neurônios em formação do que em qualquer outra parte do cérebro adulto. Descobrimos que há algo especial nessas células que permite que o vírus entre nelas e afete sua proliferação”, declarou um dos autores da pesquisa, Joseph Gleeson, da Universidade Rockefeller.

“Esse é o primeiro estudo a investigar o efeito da infecção por zika no cérebro adulto. Com base nas nossas descobertas, ser infectado pelo vírus pode não ser tão inócuo para os adultos como se pensava.”

Gleeson teve a colaboração da infectologista Sujan Shresta, do Instituto La Jolla, que criou modelos de camundongos para estudar a ação do zika, “desligando” as moléculas antivirais que naturalmente ajudam os roedores a resistir à infecção. Os cientistas então injetaram uma linhagem atual do vírus na corrente sanguínea dos animais.

Três dias depois, segundo o estudo, os camundongos adultos foram analisados e os pesquisadores usaram anticorpos para identificar a presença do zika. Os cientistas descobriram que as partículas do vírus estavam cercando as células-tronco neurais. Nos seus cérebros, a proliferação dos neurônios em formação havia caído de quatro a 10 vezes.

“A formação dos neurônios em adultos está ligada ao aprendizado e à memória. Nós não sabemos o que isso significa em termos de doenças humanas, ou se os comportamentos cognitivos dos indivíduos podem sofrer impacto depois da infecção”, afirmou Shresta.

Diário de Pernambuco

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Graciella Carvalho faz primeiro ensaio sensual após infecção com hidrogel

gracieleO segundo ensaio de Graciella Carvalho para o Paparazzo teve gostinho de estreia. Isso porque este é o primeiro ensaio sensual da vice-Miss Bumbum 2011 após ela ter passado por um susto no final do ano passado. Em novembro, ela teve de ser internada às pressas no devido a uma infecção após a aplicação de 100 ml Hidrogel Aqualift no bumbum. “Não tive problemas com o produto, mas tive uma infecção hospitalar. Fiquei internada por quatro dias para drenar o liquido da infecção”.

Nos bastidores das fotos, Graciella contou que já tirou todo o produto. “Estou tendo de tomar antibióticos até hoje e já tirei todo o produto do meu corpo”, disse ela, acrescentando: “Não me arrependo de ter colocado porque meu corpo não teve rejeição ao produto. O que aconteceu foi uma fatalidade, uma infecção hospitalar”.

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Por causa da operação, a paulista ficou dois meses sem poder fazer exercícios físicos. “Gostaria de fazer este ensaio bem mais magra, com seis quilos a menos. Não estou satisfeita com meu corpo porque ganhei uns quilinhos com o problema de saúde. Gosto do meu corpo malhado, com gominhos”, explicou ela, que fez questão de levar sua marmita para a locação do ensaio, o Bar Flutuante, no Zona Sul do Rio.

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“Sempre fiz dieta, mas só que aprendi a começar a fazer uma de forma correta há dois anos. Ela não tem muitas variações, é frango, peixe, ovo e batata doce. Dá uma enjoada, mas dificilmente eu saio da dieta porque agora carrego minha marmita onde quer que eu vá”.

Graciella contou que dias antes das fotos deu uma intensificada no treino e ficou ainda mais rígida quanto à alimentação. “Comi pouco carboidrato, bebi bastante líquido e trabalhei a definição na academia”, disse ela, que segue uma rotina puxada de exercícios. “Treino todos os dias, sete dias por semana e duas vezes por dia. Primeiro, faço 25 minutos de aeróbico, ainda em jejum. À tarde, volto para a academia para fazer minha série e mais 40 minutos de aeróbico”. Tudo isso para ficar bonita na foto e voltar a ter sua amada barriga de gominhos. “Falavam que parecia de homem, mas não tô nem aí. Estava, antes da operação, com o corpo mais bonito que tive e quero voltar. Sei que meu bumbum chama mais atenção dos homens, mas a parte do corpo que mais gosto são os gominhos”, diverte-se ela.

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