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Pelo menos 82 pessoas morrem após terremoto atingir a ilha turística de Lombok, na Indonésia

Um terremoto de magnitude 7 atingiu a ilha turística de Lombok, na Indonésia, neste domingo (5), de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor também foi sentido na ilha de Bali, segundo a Reuters.

Na manhã de segunda (6) na Indonésia, a Agência Nacional de Mitigação de Desastres do país atualizou o balanço preliminar de mortos e afirmou que pelo menos 82 pessoas morreram em decorrência do terremoto, segundo a agência de notícias Reuters.

Desabamentos

O chefe regional da agência de gestão de desastres do país, Mohammad Rum, afirmou que algumas vítimas morreram na hora devido a desabamentos de edifícios, e outras após serem levadas a hospitais.

Sobe pra 82 o número de mortos em terremoto na Indonésia

Sobe pra 82 o número de mortos em terremoto na Indonésia

As autoridades chegaram a emitir um alerta para tsunami após o tremor, que atingiu a costa norte da ilha no começo da noite de domingo (no horário local). O alerta já foi suspenso.

O epicentro do terremoto foi registrado a 10,5 km de profundidade a 2 km ao sul de Loloan.

O tremor, cujo hipocentro foi detectado a 10 metros de profundidade, aconteceu uma semana depois de outro terremoto de magnitude 6,4, que deixou 16 mortos e mais de 300 feridos, também em Lombok.

Alerta de tsunami é acionado depois de terremoto na Indonésia

Alerta de tsunami é acionado depois de terremoto na Indonésia

Como Bali, Lombok é conhecida por praias e montanhas. Hotéis e outros edifícios em ambos os locais não podem exceder a altura dos coqueiros.

O ministro do Interior de Singapura, K. Shanmugan, que se encontra em Mataram, maior cidade de Lombok, afirmou que houve cenas de pânico e danos no hotel onde está hospedado.

“Estava no meu quarto, no décimo andar, trabalhando em meu notebook. De repente, o quarto balançou violentamente, abriram-se rachaduras nas paredes, era praticamente impossível ficar de pé. Ouvi gritos”, narrou Shanmugan no Facebook.

Várias imagens postadas em redes sociais mostram escombros nas ruas de Lombok devido ao terremoto, além de cenas de pânico no aeroporto internacional de Bali.

Além de Lombok e Bali, o tremos também foi sentido na ilha de Sumbawa e na província de Java Oriental, segundo Sutopo.

Fogo do Pacífico

A Indonésia está em uma das regiões mais propensas a tremores e atividade vulcânica do mundo: o Círculo de Fogo do Pacífico. Cerca de 7 mil tremores atingem essa área por ano, em sua maioria de magnitude moderada.

A região, de cerca de 40 mil km de extensão, tem formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além de Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul.

Em 2004, um tremor de magnitude 9,1, perto da costa noroeste da ilha de Sumatra, gerou um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países no Oceano Índico.

G1

Avião militar cai e deixa 49 mortos na Indonésia; veja vídeo

A queda de um avião de transporte, do tipo Hércules, do Exército da Indonésia, em uma área residencial da cidade de Medan, na ilha de Sumatra, provocou a morte de pelo menos 49 pessoas. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.

De acordo com informações do chefe de polícia de Medan, Mardiaz Dwihananto, a queda dos destroços do avião provocou um incêndio. Os corpos foram retirados por equipes que já realizam trabalho de buscas pelo local.

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No avião, que teria caído minutos após decolar, haviam 113 pessoas, incluindo 12 tripulantes. “Eu vi o avião que saiu do aeroporto e já estava inclinado. Depois vi a fumaça que soltava”, afirmou Januar, morador da região. O número de mortos ainda não foi divulgado oficialmente.

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FONTE:

  • Com informações do G1

Após crise, Dilma adia início da atuação do embaixador da Indonésia

dilma_wf2A presidente Dilma Rousseff informou nesta sexta-feira (20), durante cerimônia de entrega das credenciais dos embaixadores de cinco países, que o governo brasileiro decidiu adiar o início da atuação do embaixador da Indonésia em Brasília, Toto Riyanto, em razão do estremecimento nas relações entre os dois países. Em janeiro, a execução do brasileiro Marco Archer por parte do governo indonésio gerou um mal-estar diplomático entre Brasília e Jacarta.

O recebimento das credenciais dos embaixadores pelo presidente da República é uma formalidade que marca oficialmente o começo das atividades dos diplomatas. Na prática, com o ato, o presidente passa a reconhecer que o embaixador representa o Estado no Brasil.

Na solenidade desta sexta, era para o diplomata indonésio ter entregado suas credenciais à Presidência, habitando-o a atuar no país. Porém, o governo brasileiro optou por postergar o ato, o que deixa a Indonésia, temporariamente, sem embaixador no Brasil.

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Segundo o G1 apurou, o diplomata indonésio chegou a ir na manhã desta sexta ao Palácio do Planalto para participar da cerimônia. Porém, antes do início evento, ele foi chamado para uma conversa reservada e avisado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, da decisão da presidente Dilma de adiar o recebimento das credenciais.

A presidente, entretanto, recebeu as credenciais de diplomatas de cinco países: Edwin Emílio Vergada Cárdenas (Panamá), Maria Lourdes Urbaneja Durant (Venezuela), Diana Marcela Vanegas Hernández (El Salvador), Amadou Habibou Ndiaye (Senegal) e Nikolaos Tsamados (Grécia).

A própria Dilma explicou, ao final da cerimônia, o motivo de ela ter decidido “atrasar” o recebimento da documentação do embaixador. Segundo Dilma, antes de autorizar a atuação do diplomata, ela quer ter clareza sobre a situação das relações diplomáticas entre as duas nações.

“Achamos importante que haja uma evolução na situação para que a gente tenha clareza em que condições estão as relações da Indonésia com o Brasil. Na verdade, o que fizemos foi atrasar um pouco o recebimento de credenciais, nada mais que isso”, ressaltou a presidente.

Fantástico mostra os últimos passos de brasileiro executado na Indonésia (Foto: Reprodução TV Globo)
Marco Archer foi executado em janeiro na Indonésia
(Foto: Reprodução TV Globo)

Crise diplomática
No mesmo dia em que o brasileiro Marco Archer foi executado, Dilma divulgou nota oficial na qual se disse “consternada e indignada”com a decisão do governo da Indonésia e anunciou que havia decidido chamar o embaixador brasileiro em Jacarta para “consultas”. Na linguagem diplomática, chamar um embaixador para consultas representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador.

Um dia antes da execução de Marco Archer, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que o fato de o governo indonésio não aceitar os pedidos de clemência criaria “sombra” nas relações diplomáticas entre os países. Dilma havia apelado pessoalmente ao colega da Indonésia para tentar evitar a execução.

Atualmente, o governo brasileiro está empenhado em tentar livrar outro brasileiro da pena de morte na Indonésia. Preso na Indonésia por tráfico de drogas, Rodrigo Gularte também pode vir a ser fuzilado pelas autoridades indonésias.

Em janeiro, Marco Aurélio Garcia disse ainda ter “esperança” de evitar a execução de Gularte. “A preocupação do governo brasileiro, já que não conseguimos ser exitosos na questão do primeiro executado, é que tenhamos pelo menos possibilidade de resolver esse caso [de Rodrigo Gularte] […] A esperança é sempre a última que morre. Então vamos trabalhar nessa direção”, ponderou o assessor especial da Presidência.

Prefeito de Caracas
Ao final da solenidade, Dilma foi questionada sobre se houve algum tipo de “constrangimento” entre ela e a embaixadora da Venezuela, Maria Lourdes Urbaneja Durant, em razão da prisão, nesta quinta (19), do prefeito de Caracas, Antônio Ledezma. Na resposta, a presidente foi taxativa, dizendo que não houve constragimento.

Ledezma foi preso sob a acusação por parte do governo do presidente Nicolás Maduro de tentar promover um golpe de Estado na Venezuela e agir em parceria com os Estados Unidos. A chefe do Executivo classificou a prisão de Ledezma de “questão interna” da Venezuela.

“Eu não posso receber um embaixador baseada nas questões internas do país. Eu recebo os embaixadores baseada nas relações que eles estabelecem com o Brasil. Então, o nosso foco é, fundamentalmente, essas relações. E é isso que explica o fato de a gente ter postergado o recebimento das credenciais da Indonésia. [A morte de Marco Archer] não é nenhuma questão interna na Indonésia”, argumentou Dilma.

 

Filipe Matoso

Indonésia não atende a apelo de Dilma e brasileiros serão executados no domingo

dilmaO presidente da Indonésia não atendeu a apelos da presidente Dilma Rousseff para poupar a vida de dois brasileiros presos no país asiático e condenado à morte por tráfico de drogas, segundo informou nesta sexta-feira (16) o assessor especial para assuntos internacionais do Brasil, Marco Aurélio Garcia.

Os dois brasileiros são Marco Archer e Rodrigo Gularte. Segundo Garcia, Dilma conversou por telefone nesta sexta com o presidente indonésio, Joko Widodo. Ainda de acordo com o assessor, a execução de Archer deve ser neste domingo (18).

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“Não houve sensibilidade por parte do governo da Indonésia para o pedido de clemência do governo brasileiro. Em princípio, a execução deve se dar à meia-noite de domingo, hora de Jacarta, às 15h no horário de Brasilia”, informou Garcia.

Ainda de acordo com o assessor de Dilma, o govern brasileiro fez uma série de tentativas para conversar com o presidente indonésio antes de ser finalmene atendido.

“A presidente manifestou seu desejo de conversar por telefone com o presidente da Indonésia e, particularmente, há cerca de oito dias, nós convocamos o embaixador da Indonésia no Brasil aqui no Palácio do Planalto para transmitir esse desejo da presidente Dilma. Como não havia resposta, nós convocamos o embaixador uma segunda vez para informar que para nós parecia urgente que essa conversa telefônica pudesse ocorrer. Depois de uma série de iniciativas, hoje, pela manhã, às 8h pelo horário de Brasília, a presidente pode conversar por telefone com o presidente da Indonésia”, informou.

Em nota (veja íntegra abaixo), o governo brasileiro informou que o presidente Widodo disse “compreender”  o apelo da presidente Dilma com os cidadãos brasileiros, mas ressaltou que não poderia reverter a sentença de morte imposta a Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal.”

Garcia disse que Dilma lementou profundamente a decisão da Indonésia e que a postura do país asiático joga uma “sombra” nas relações entre os dois países.

“A presidente lamentou essa posição do governo indonésio e chamou atenção para o fato de que essa decisão cria, sem dúvida, sombras nas relações entre os dois países”, completou o assessor da Presidência.

Garcia concluiu a entrevista coletiva dizendo que o governo brasileiro espera que “um milagre reverta essa situação”.

G1

Província da Indonésia pretende punir sexo gay com 100 chibatadas

lesbicasOs legisladores da província indonésia de Aceh, a única do país onde se aplica a lei islâmica, aprovaram neste sábado (27) uma lei que permite o uso do castigo físico contra pessoas que mantenham relações homossexuais, informou a imprensa local.

De acordo com o novo decreto aqueles que tenham relações com alguém do mesmo sexo serão punidos com até 100 chibatadas, em uma decisão qualificada como “um enorme passo atrás” pelas organizações de direitos humanos.

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O parlamento regional aprovou por unanimidade a lei que proíbe explicitamente o sexo anal entre homens e o atrito das partes do corpo da mulher para estimular-se.

A Anistia Internacional, que pede o fim dos castigos físicos na região, instou os legisladores locais em comunicado a retirar imediatamente ou revisar a disposição do ordenança que viola os direitos humanos.

“Criminalizar os indivíduos segundo sua orientação sexual é um duro golpe para a igualdade na Indonésia”, disse Richar Bennett, diretor da Anistia Internacional na Ásia e o Pacífico.

A nova regulação será aplicada também contra não muçulmanos e estrangeiros.

O castigo físico já é utilizado nesta região autônoma da Indonésia por delitos como beber álcool, apostar e manter relações fora do casamento.

“O açoitamento é cruel, desumano e um castigo degradante que está claramente proibido pela legislação internacional. As vítimas não só experimentam dor e humilhação, mas frequentemente também enfrentam danos físicos e psicológicos de longo prazo”, lembrou Bennett.

Desde 2010, pelo menos 156 pessoas foram condenadas a castigos físicos em Aceh, segundo dados da organização.

A ‘sharia’ ou lei islâmica se impôs em Aceh em 2001 em uma tentativa de apaziguar o conflito armado entre o exército e o movimento separatista muçulmano desse antigo sultanato de quatro milhões de habitantes e rico em recursos energéticos.

G1