Arquivo da tag: indecisos

Dilma e Aécio respondem a indecisos e mantêm acusações no debate final

debateOs presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) participaram na noite desta sexta-feira (24) na TV Globo do último debate antes do segundo turno da eleição. Além das perguntas entre si, os candidatos responderam a questões do dia a dia formuladas por eleitores indecisos. Nas respostas, ambos mantiveram a troca de acusações e ironias de outros debates.

(Veja a íntegra do debate no vídeo acima e, bloco a bloco, ao final desta reportagem.)

O debate começou às 22h08 e durou uma hora e 50 minutos. Terminou pouco antes da meia-noite, horário limite permitido pela Lei Eleitoral.

Foram quatro blocos: o primeiro e o terceiro tiveram perguntas entre os candidatos; no segundo e no quarto, Dilma e Aécio responderam a questões de eleitores indecisos selecionados pelo instituto de pesquisa Ibope, que estavam no auditório e foram escolhidos por sorteio pelo mediador William Bonner. No quarto bloco, os candidatos também fizeram as considerações finais.

Por sorteio, Aécio abriu o primeiro e o terceiro blocos, Dilma, o segundo e o quarto. Nas considerações finais, em ordem também definida por sorteio, Dilma falou primeiro. Veja a íntegra das afirmações de cada um:

Dilma (Foto: Arte/G1)
Aécio - considerações finais (Foto: Arte/G1)

G1

Indecisos e infiéis são alvo de campanha eleitoral na reta final; Nordeste tem maior contingente de indecisos

urnaEstrategistas de campanhas e especialistas em análises de cenários eleitorais trabalham com um número decisivo nesta reta final de campanha: 28 milhões de votos. Segundo analistas ouvidos pelo GLOBO, este número representa o índice histórico de eleitores que iniciam a última semana de campanha antes da eleição sem ter definido em quem votar para presidente. Eles constituem cerca de 20% dos 142.822.046 brasileiros aptos a ir às urnas no próximo domingo, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A última rodada de pesquisas, na semana passada, estimou que entre 7 milhões (Ibope) e 8,5 milhões (Datafolha) de eleitores não respondem ou dizem não saber em quem vão votar para presidente. Só em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, são 3 milhões de indecisos, segundo o Ibope, ou 10% do eleitorado no estado.

Além do perfil clássico de indecisos, há ainda um grupo de eleitores chamados pelos analistas de infiéis — são aqueles que apontam um candidato de preferência, mas não declaram ter certeza absoluta da escolha e dizem que ainda podem mudar de ideia. A análise da pesquisa Ibope divulgada semana passada mostra que só essa fatia alcançava 51 milhões de eleitores. Ou seja, a dez dias da eleição, nada menos do que 58,2 milhões de pessoas, 40% do eleitorado que podem ser classificados como infiéis ou indecisos, não tinham uma decisão firme de voto. Se os padrões dos analistas políticos se repetirem, esse contingente cairá para cerca de 28 milhões esta semana. Mesmo assim, uma estatística considerável para mexer com o resultado final.

Os votos voláteis se espalham por todas as candidaturas. De acordo com o Ibope, 43% dos que declaravam voto em Marina Silva (PSB) admitiam que ainda poderiam trocar de candidato. Entre os eleitores de Aécio Neves (PSDB), 39% disseram ainda não estarem totalmente certos da opção. Já entre os que escolheram a presidente Dilma Rousseff (PT), o índice de incerteza é de 31%. Segundo analistas, a vantagem da candidata à reeleição tem explicação. Como é presidente e portanto, tem um alto grau de exposição, as críticas feitas pelos rivais durante a campanha são igualmente mais conhecidas e, assim, têm impacto menor do que as que recaem sobre os adversários.

Com a diminuição da distância entre Marina e Aécio na disputa pela vaga no segundo turno mostrada nas pesquisas recentes, aumenta a relevância dessa parcela do eleitorado na última semana antes do primeiro turno. A vantagem de Marina sobre o tucano, que girava em torno de 25 milhões no início do mês, é, hoje, de 14 milhões de votos, segundo o Ibope, e de 12,8 milhões, de acordo com o Datafolha.

A análise mais detalhada dos dados do Ibope só sobre o grupo de indecisos mostra que são mais numerosos entre os eleitores com escolaridade mais baixa (7% na parcela que completou a 4ª série do Ensino Fundamental) e com renda familiar mensal de até um salário mínimo (8%).

NORDESTINOS MAIS INDECISOS

Por região, o índice é mais elevado no Nordeste, onde 7% do eleitorado ainda não decidiram em quem votar. Entre os estados, São Paulo, onde 10% estão indecisos, tem um número elevado de votos que ainda podem ser conquistados: 3 milhões. Entre os que avaliaram o governo Dilma como “regular”, 8% estão indecisos, acima da média geral de 5%. A margem de erro da pesquisa Ibope é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A sondagem divulgada pelo Datafolha na sexta-feira indica Dilma com 45% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos), o que torna indecisos e infiéis também decisivos para a campanha petista, mesmo na liderança, em busca de uma definição no primeiro turno.

— Cerca de 20% do eleitorado devem decidir na última semana. Quando temos uma situação como a desta eleição, que pode ter fim mais apertado, uma pequena margem de votos faz muita diferença na reta final — analisa o professor Valeriano Ferreira Costa, do Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp, que vê como ponto mais sensível a disputa pela segunda vaga no segundo turno.

O filósofo e cientista político José Augusto Guilhon Albuquerque, do Centro de Estudos Avançados da Unicamp, acredita que os 20% de eleitores que vão decidir o voto nesta semana podem provocar mudanças surpreendentes no resultado das eleições.

— Desde o início desta campanha, nunca esteve muito claro o resultado. A incerteza tem sido bem maior. O voto por oposição tem um peso muito grande. É um voto útil e, numa situação de incerteza, é difícil definir quem tem chance de ir ao segundo turno. As curvas de Aécio e Marina podem acelerar nesta reta final.

A diretora-executiva do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, diz que, ao contrário do senso comum, que atribui o voto do indeciso ao líder nas pesquisas, a observação mostra que o comportamento do eleitor é outro.

— Esse contingente de eleitores indecisos não se distribui igualmente entre todos os candidatos. Geralmente, quem está indeciso vota no segundo ou no terceiro colocado, ajudando a levar a decisão para o segundo turno — destaca.

Já o cientista político Paulo Baía, professor da UFRJ, afirma que os indecisos constituem um eleitorado “absolutamente descrente dos políticos”. Segundo ele, é um eleitor que não se sente representado e que vai às urnas movido pela rejeição.

— É um eleitorado refratário à política. Quando vota, é contra alguém, não a favor. Acho difícil que as campanhas se beneficiem de uma corrida em direção a esse eleitor, a não ser que estimulem um voto útil contra determinado rival. Mas acredito que as campanhas, nesta última semana, vão trabalhar para tentar diminuir os índices de rejeição dos candidatos — opina.

O Globo

Josa cresce 15 pontos e percentual de eleitores indecisos pode decidir campanha em Guarabira

O candidato Josa da Padaria (PMDB) subiu 15 pontos percentuais na corrida pela Prefeitura de Guarabira. É o que mostra a segunda rodada da pesquisa Ipespe, realizada nos dias 16 e 17 de setembro. Ele aparece com 38% das intenções de voto contra 23% obtidos na pesquisa anterior. Apesar do crescimento, o candidato Zenóbio Toscano (PSDB) se mantém na liderança, com 45%. Os números revelam que ele caiu dois pontos percentuais. Na primeira pesquisa, divulgada em julho, o tucano contava com 47%.

De acordo com o novo levantamento, os eleitores indecisos somam 11% e os votos brancos e nulos totalizam 6%. O Ipespe ouviu 500 eleitores da cidade de Guarabira. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, sob o número 00073/2012. A margem de erro é 4,5 pontos, para mais ou para menos.

O eleitorado onde Zenóbio mais se destaca se situa entre as mulheres (47%), nos que têm 25 e 44 anos (54%), com o ensino médio (53%) e com renda familiar mensal superior a cinco salários mínimos (53%).

Josa, por sua vez, se destaca entre os homens (41%), entre os jovens (48%), os que têm da 5ª à 8ª série do ensino fundamental (46%) e com renda de até dois salários mínimos (43%).

O pleito na maior cidade do Brejo paraibano está sendo disputado pelos grupos Paulino e Toscano. Zenóbio já foi prefeito de Guarabira, deputado estadual e agora tenta voltar ao comando da Prefeitura. Sua esposa, a deputada Lea Toscano (PSB), já governou o município. O seu adversário, Josa, tem o apoio da prefeita Fátima Paulino (PMDB), que está no seu segundo mandato.

Levando em conta a margem de erro e o percentual de eleitores indecisos, o resultado das eleições pode sofrer alteração e apresentar definição contrária ao exposto na coleta.

Da Redação 
Com Nordeste1