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“Eu não acredito na volta do futebol tão cedo”, diz presidente do Sousa, em meio a incertezas da volta do Paraibano

O futebol brasileiro foi interrompido no mês de março por causa da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas semanas, muito tem se falado de como (ou se vai ter como) prosseguir com a temporada. Muitas são as variáveis: quanto tempo vai durar o isolamento social, calendário, situação econômica dos clubes, etc. Mas uma das possibilidades – e talvez a mais forte – é que os estaduais fiquem simplesmente sem conhecer os seus campeões em 2020.

Quem comenta esse caso na Paraíba é Aldeone Abrantes, presidente do Sousa. Para ele, a situação é grave e não havia como os clubes renovarem os contratos com os atletas, além disso, o dirigente afirmou que não acredita no retorno da competição em curto prazo e a solução encontrada foi dialogar com alguns atletas para que, caso haja o retorno, eles possam assinar novos vínculos com o clube de Sousa.

“Estamos conversando e resolvendo com alguns atletas para um possível retorno, pois nossa intenção é que caso isso ocorra possamos remontar o elenco com a maior parte deles. Vamos aguardar a definição do cenário, mas eu não acredito na volta do futebol tão cedo”, disse Aldeone.

O Campeonato Amazonense foi o primeiro a indicar isso. Logo após a suspensão, a FAF decidiu que a competição não seria mais retomada, seja qual for o cenário daqui a alguns meses. Com isso, Manaus (campeão do primeiro turno) e Amazonas (time de melhor campanha) pleiteiam o título. Na Paraíba, o Atlético de Cajazeiras segue o mesmo caminho e também quer ser reconhecido campeão.

Na Paraíba o primeiro clube a esvaziar o seu elenco foi o Nacional de Patos que, ainda no dia 20 de março, anunciou a dispensa de todo o elenco e comissão técnica – assim que a Federação Paraibana de Futebol (FPF) anunciou a paralisação do estadual. O clube ainda defendeu o cancelamento da competição e a manutenção das equipes sem rebaixamento, mas foi voto vencido diante da perspectiva de disputa das vagas nas competições nacionais.

 

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OAB enfrenta incertezas de CPI para explicar fraudes no exame,diz Gisa Moura

Com certeza, cada organização carrega sua marca e sua identidade. A presidenta do Movimento Bacharéis Em Ação, Gisa Moura, se destaca não só pela capacidade de articulação política e planejamento nas ações em defesa do fim do exame de ordem…

O Movimento Bacharéis Em Ação, é hoje a grande marca dos estudantes e bacharéis de direito. Na entrevista concedida ao site Justiça em Foco, podemos perceber o que levou a presidenta do Movimento Bacharéis Em Ação, Gisa Moura, a conquistar respeito e liderança dos bacharéis em todo Brasil.

Os Bacharéis estão no caminho certo para o fim do exame de ordem, via o Projeto de Lei(PL), de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Agora, a OAB enfrenta incertezas, já que após o recesso até 31 de julho, a Câmara dos Deputados – deve receber requerimento de pedido de CPI.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com a presidenta do Movimento Bacharéis Em Ação, Gisa Moura.

Justiça em Foco(Editor/Ronaldo Nóbrega Medeiros): Qual será o foco agora, após encaminhamento dos documentos ao Presidente da Câmara, Deputado Marco Maia, que pode culminar com a abertura de uma CPI contra a OAB?

Gisa Moura: Em primeiro lugar, a audiência foi solicitada pelo Movimento dos Bacharéis em Ação. Convidei bacharéis e representantes de ONGs para audiência. O foco continua sendo o mesmo, o fim do exame de ordem, e apoio ao deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que apresentou o projeto de lei. Encaminhei a documentação e as informações conforme havia prometido, ao presidente da Câmara. Agora a abertura de CPI é uma questão a ser decidida pela Câmara dos Deputados.

Justiça em Foco: Com a divulgação da matéria “Câmara ouve Bacharéis e pode abrir CPI para investigar OAB” a OAB Nacional vai se empenhar pela não apresentação de requerimento para sua possível instalação. Como a Dra. Gisa Moura recebeu as criticas sobre a antecipação?

Gisa Moura: Na Polícia Federal, há inquéritos sobre fraudes envolvendo dirigentes da OAB – algumas Seccionais, sobre o Exame de Ordem. Dizer que eu antecipei, é algo sem sentido. Agora, a OAB forme sua tropa de choque para evitar a CPI da OAB. Se algo tem probabilidade de dar errado, certamente dará.

Justiça em Foco:  Então as informações sobre a possível CPI da OAB, comunicadas pelo Movimento dos Bacharéis em Ação, ao Justiça em Foco,  foi para ocupar a OAB?

Gisa Moura: Risos… Acredito que agora a OAB terá um desafio, evitar que a “Caixa Preta” da OAB seja aberta, e deixar de dedicar-se unicamente pela manutenção  do Exame de Ordem, ou até mesmo pelo projeto de lei que propõe eleições diretas para a OAB.

Justiça em Foco:  Então está otimista, na aprovação do projeto pelo fim do exame de Ordem?

Gisa Moura:  Claro que sim. O provimento de nº 144 do Conselho Federal da  Ordem  dos  Advogados  do  Brasil(CFOAB), fere frontalmente o principio da Igualdade (Cláusula Pétrea). Recentemente outro provimento, do CFOAB,   foi para privilegiar os membros do Ministério Publico e da Magistratura, que hoje são dispensados de prestar a prova da OAB, quando de suas aposentadorias, exigindo dos demais, como: delegados,  parlamentares(que fazem as leis nesse país), militares e funcionários públicos (ambos formados em direito), o tal exame de ordem, para receberem suas carteiras. Na verdade, não podemos aceitar no Brasil o cidadão de primeira e segunda categoria, pois todos somos iguais perante a Lei conforme nossa Carta Magna.

Justiça em Foco:  Qual número de advogados no Brasil, que exercem a profissão sem exame de Ordem?

Gisa Moura: Não sei. Gostaria que a OAB revelasse o grande número. Por sinal, já enviei requerimento ao Conselho Federal da Ordem  dos  Advogados  do  Brasil, neste sentido. Espero em breve, ter acesso as  informações.

Justiça em Foco:  Quem fez a prova de Direito do Trabalho no último Exame de Ordem está reclamando do enunciado. Qual sua opinião?

Gisa Moura: É incrível. Mas o fato é que o Mercado para advogados trabalhistas cresceu com a crise econômica mundial. Daí fica claro, a agressão ao princípio da isonomia e a intenção de prejudicar quem escolheu o direito trabalhista. Aliás, acredito que o único e verdadeiro propósito é para continuar a explorar os bacharéis de Direito nos grandes escritórios especializados em direito do trabalho. A Balança da OAB que investiga e controla o mercado de trabalho, conseguiu colocar ao seu lado, um excelente aliado, ou seja, a Fundação Getúlio Vargas, que também se dedica à produção de estatísticas. E certamente sabe frear um crescimento de mercado, com a intenção de prejudicar os jovens bacharéis capacitados para exercer com independência o Direito Trabalhista.

Justiça em Foco