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Prevenção é inadequada em presídio feminino da Capital

 

 

Apenas uma médica, clínica geral, atende população carcerária do presídio feminino de João Pessoa uma vez por semana.

 


Francisco França
Presídio tem apenas uma médica uma vez por semana

 

Quando se trata de saúde preventiva feminina, a situação é ainda mais precária. Apenas uma médica, clínica geral, realiza procedimentos uma vez por semana, para atender a população carcerária do presídio feminino de João Pessoa, que, segundo dados da Gerência de Planejamento, Segurança e Informação da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), tem 387 detentas. “A médica clínica realiza apenas o exame normal. Só quando precisa de exame ginecológico é que a gente marca para fazer fora do presídio”, afirma a gerente do Programa de Saúde nos Presídios (PSP), Sílvia Suassuna.
A clínica geral Emília Porto Miranda disse que o problema é grave e cobra da prefeitura da capital providências para sanar o problema. “Meu presídio de atendimento mesmo é o Sílvio Porto, mas como o Júlia Maranhão não tem PSP ainda, faço a cobertura até que formem a equipe. Lá não tem condição nenhuma. A gente fica fazendo o acompanhamento, mas não tem como realizar exames. Como quando a gente encaminha vai através do Sistema Único de Saúde (SUS), acho que as prefeituras deveriam assumir a responsabilidade pela saúde dos presos”, afirma.
A diretora do Centro de Reeducação Maria Júlia Maranhão, Cínthia Almeida, também questiona a falta de acompanhamento médico, não apenas das presas grávidas, como das demais mulheres que vivem em situação de cárcere. “Vivo batalhando para que seja instalada uma Unidade de Saúde Penitenciária como tem em outros presídios com maior porte como o nosso, mas até agora nada”, disse.

A condição de vida da população na Paraíba não é diferente dos outros Estados, argumenta a gerente do PSP, Sílvia Suassuna. “Essa população tem acesso insuficiente e deficiente aos serviços da saúde, por isso o governo está empenhado em desenvolver as ações de promoção à saúde da população prisional confinada em unidades masculinas e femininas, bem como psiquiatria favorecendo a melhoria do perfil epidemiológico e sanitário nesses ambientes”, afirmou.

Angêlica Nunes/Jornal da Paraíba
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