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Brasil chega a quase 154 mil mortes pela Covid-19, aponta consórcio de imprensa

O Brasil registrou 195 novas mortes pela Covid-19 e 8.874 casos da doença neste domingo (18). O país, com isso, chegou a 153.885 óbitos e a 5.232.541 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Nos finais de semana e nas segundas-feiras, os números do consórcio costumam ser mais baixos por causa de atrasos de notificações nas secretarias.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 483, o que representa um cenário de queda em relação à média de 14 dias atrás. Recentemente, o país chegou a estar em situação de queda da média, mas, em seguida, retornou ao patamar de estabilidade dos dados de mortes.

Com 230 óbitos registrados nas últimas 24 horas, os dados do governo federal mostram que o Brasil tem 153.905 mortes confirmadas pela Covid-19 até este domingo (18), segundo boletim do Ministério da Saúde.

O balanço aponta 10.982 novos casos, totalizando 5.235.344 registros da doença no país. O estado de São Paulo ainda soma o maior total de registros -são 38.020 mortes e 1.063.602 casos até este domingo. Em seguida, com relação a mortes, aparecem Rio de Janeiro (19.765), Ceará (9.210) e Pernambuco (8.487).

O governo avisa, entretanto, que os dados deste domingo são parciais porque houve um problema no sistema na atualização dos dados de quatro estados: Rondônia, Pernambuco, Paraíba e Goiás. “Os dados estão preservados, e serão atualizados no boletim [de segunda-feira, 19]”, diz o ministério.

Os dados mostram ainda que há 4.650.030 pessoas recuperadas da doença e 2.362 mortes em investigação.

O Brasil tem uma taxa de 73,2 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (218.448 ), e o Reino Unido (43.519 ), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 66,9 e 65,5 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente. O país também já ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (60,3).

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

 

FOLHAPRESS

 

 

Bolsonaro tem nova irritação com a imprensa: “Não tem pergunta decente para fazer?”

Em visita nesta quarta-feira (26) à cidade de Ipatinga (MG), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se recusou a comentar os repasses de R$ 89 mil feitos à sua mulher, Michelle Bolsonaro, pelo policial militar aposentado Fabrício Queiroz, suspeito de comandar um esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

“Com todo o respeito, não tem uma pergunta decente para fazer? Pelo amor de Deus”, disse o presidente, ao ser questionado pela reportagem se falaria desta vez sobre os depósitos de R$ 89 mil na conta de Michelle.

Neste domingo (23), durante uma visita de cinco minutos a ambulantes da Catedral de Brasília, um repórter do jornal O Globo questionou o presidente sobre os motivos para Queiroz e sua mulher terem repassado esse valor para a conta de Michelle.

Após a insistência do repórter, sem olhar diretamente para ele, afirmou: “A vontade é encher tua boca com uma porrada, tá?”.

Amigo do presidente há 30 anos, Queiroz atuou como assessor de Flávio na Assembleia, quando o filho do presidente era deputado estadual.

Queiroz está em prisão domiciliar e, assim como Flávio, é investigado sob suspeita dos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Na segunda-feira (24), em conversa reservada relatada à reportagem, o presidente reconheceu que exagerou na declaração, mas ele ainda não definiu se pedirá desculpas públicas.

Ele tratou do assunto com ministros como Fábio Faria (Comunicações) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Nas conversas, disse que não pretende repetir nos próximos dias a retórica inflamada, já que, na avaliação dele, ela pode prejudicar o anúncio de pautas positivas, como o Renda Brasil.

“Conversei agora com o presidente. Aviso aos torcedores do caos e do conflito diário: perderam. A paz continua”, escreveu Faria nas redes sociais.

Bolsonaro também foi lembrado de que o aumento de sua popularidade ocorreu justamente quando ele adotou uma postura “paz e amor” e deu uma pausa em confrontos diretos com veículos de imprensa e com o STF (Supremo Tribunal Federal).

A declaração do presidente foi avaliada como desastrosa tanto por integrantes da cúpula militar como da equipe econômica.

Para eles, Bolsonaro criou sem motivo uma pauta negativa contra a sua própria gestão em um momento no qual vinha recuperando a sua imagem pública.

O ideal, na opinião de assessores do governo, é de que o presidente viesse a público pedir desculpas.

Também na segunda-feira, o presidente divulgou em seu canal do YouTube um vídeo que tem sido usado por apoiadores para dizer que o profissional de imprensa teria dito ao presidente “vamos visitar sua filha na cadeia”.

Os simpatizantes de Bolsonaro que divulgaram o vídeo dizem que isso teria motivado a resposta do presidente, sugerindo a agressão física contra o profissional.

O vídeo republicado por Bolsonaro não traz legendas e é intitulado “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”. Também foi publicado na conta de Facebook do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente e influente na estratégia de mídias sociais do governo.

No vídeo, não consta a pergunta do repórter, mas é possível ouvir a voz de um homem não identificado que diz “vamos visitar nossa feirinha da Catedral?”.

Em seguida aparece a resposta do presidente: “Vontade de encher sua boca com uma porrada, tá?”.

O mesmo vídeo foi utilizado mais cedo pelo portal bolsonarista Terra Brasil Notícias. O site, falsamente, identificou a fala desse homem não identificado como sendo a do repórter e indicou, também de forma falsa, que a pergunta tinha sido sobre a filha do mandatário.

Mais tarde, ainda na segunda-feira, o mesmo site publicou uma errata e reconheceu que, no vídeo, não aparecia nem a voz do repórter nem se a pergunta era sobre a filha de Bolsonaro.

QUEBRA DE SIGILO
A quebra do sigilo bancário de Fabrício Queiroz revela novos repasses do amigo de Jair Bolsonaro à primeira-dama Michelle Bolsonaro, segundo mostrou a revista Crusoé no início deste mês.

De acordo com a revista, os extratos colocam em dúvida a justificativa sobre empréstimos apresentada até aqui pelo presidente Bolsonaro.

Entre as transações de Queiroz, até o momento se sabia de repasses que somavam R$ 24 mil para a mulher do presidente.

Em entrevistas após a divulgação do caso, Bolsonaro disse que o ex-assessor repassou a Michelle dez cheques de R$ 4.000 para quitar uma dívida de R$ 40 mil que tinha com ele (essa dívida não foi declarada no Imposto de Renda).

Também afirmou que os recursos foram para a conta de sua mulher porque ele “não tem tempo de sair”.

Mas, segundo a revista, os cheques de Queiroz que caíram na conta de Michelle somam R$ 72 mil, e não os R$ 24 mil até então revelados nem os R$ 40 mil ditos pelo presidente.

A reportagem confirmou as informações obtidas pela revista e apurou que o repasse foi ainda maior. Queiroz depositou 21 cheques na conta de Michelle de 2011 a 2016, no total de R$ 72 mil.

De outubro de 2011 a abril de 2013, o ex-assessor repassou R$ 36 mil à primeira-dama, em 12 cheques de R$ 3.000.

Depois, de abril a dezembro de 2016, Queiroz depositou mais R$ 36 mil em nove cheques de R$ 4.000.

A reportagem também apurou que a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, repassou para Michelle R$ 17 mil de janeiro a junho de 2011.

Foram cinco cheques de R$ 3.000 e um de R$ 2.000. Assim, no total, Queiroz e Márcia depositaram R$ 89 mil para primeira-dama de 2011 a 2016, em um total de 27 movimentações.

A quebra de sigilo atingiu a movimentação financeira de Queiroz de 2007 a 2018. Nesse período, porém, não há depósitos de Jair Bolsonaro na conta do ex-assessor que comprovem o empréstimo alegado. Assim, se o empréstimo ocorreu depois de 2007, foi feito em espécie.

 

Foto: Isac Nóbrega/PR

FOLHAPRESS

 

 

Brasil supera 100 mil mortes por Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa

O Brasil superou neste sábado (8) a triste marca de 100 mil mortes pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O total de óbitos registrados é de 100.240, com 2.988.796 casos de Covid-19.

A primeira vítima foi uma mulher de 57 anos, que morreu em São Paulo em 12 de março – a morte foi divulgada no dia 17 daquele mês. Desde então, foram menos de cinco meses até a marca de 100 mil mortes. A Covid-19 deixou mortos em 3.692 dos 5.570 municípios brasileiros, ou 66,2% do total.

O Brasil é o segundo país em todo o mundo a atingir esse indicador com o Covid-19: em maio, os Estados Unidos chegaram a mais de 100 mil mortos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. Hoje, são mais de 160 mil vítimas nos EUA. Da primeira morte, em fevereiro, à de número 100 mil, em 27 de maio, se passaram pouco mais de três meses.

Os números que colocam o Brasil em destaque negativo já superam o total de mortos em eventos como a Gripe Espanhola e a Guerra do Paraguai. Em outro comparativo, é possível apontar que apenas 324 dos 5.570 municípios brasileiros tinham, em 2019, mais de 100 mil habitantes, segundo o IBGE.

Famílias impactadas

São também, no mínimo, 600 mil pessoas impactadas: segundo estudiosos, o luto pode atingir de seis a dez pessoas por família. A pandemia impôs um sofrimento sem precedentes para centenas de milhares de brasileiros, que perderam entes queridos muitas vezes sem poder se despedir — velórios e enterros passaram a ter restrições para reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.

São histórias tristes como a do casal Francisca, 64 anos, e José Ariston, 69 anos, do Distrito Federal, que estavam juntos havia 42 anos e morreram na última semana com 14 horas de diferença. Nenhum dos dois pôde ser velado; foram enterrados no cemitério do Gama. A família acompanhou o sepultamento a distância. Rose Castro, de Marília, o interior de São Paulo, tampouco pode estar com a família no enterro do pai, Orioswaldo.

Francisca Vieira Lima e José Ariston Nogueira de Lima, vítimas da Covid-19, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Francisca Vieira Lima e José Ariston Nogueira de Lima, vítimas da Covid-19, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Ou de Flávia Carvalho, que morreu em 15 de julho em Teresina, no Piauí, deixando o marido e cinco crianças pequenas: Maria Cecília, que nasceu pouco antes de a mãe morrer, Isadora, de 2 anos, João Lucas e Miguel, de 3 anos, e Gerson, de 5 anos. Desempregado e com cinco filhos para criar, o homem ganhou a ajuda de vizinhos, que organizaram uma campanha para ajudá-lo.

Flávia Carvalho, 29 anos, morreu vítima da Covid-19 em Teresina — Foto: Arquivo Pessoal/Flávia Carvalho

Flávia Carvalho, 29 anos, morreu vítima da Covid-19 em Teresina — Foto: Arquivo Pessoal/Flávia Carvalho

Uma das questões que a pandemia impõe é como lidar com a dimensão das mortes. “Existe uma máquina de insensibilidade, e a gente tem o tempo todo o trabalho de reverter essa máquina de insensibilidade”, disse o psicanalista Tales Ab’Saber ao podcast O Assunto sobre as 100 mil mortes. “Se a gente fizer uma reflexão, a Guerra do Vietnã matou 59 mil pessoas em dez anos. A gente tem 100 mil brasileiros mortos em quatro, cinco meses.”

G1

 

Dados do consórcio de imprensa mostram que Paraíba está entre os 11 Estados que estabilizaram mortes por Covid-19

Os dados sobre a evolução no novo coronavírus no Brasil, divulgados ontem à noite no Jornal Nacional pelo consórcio de veículos de imprensa, mostram que a Paraíba está entre os 11 estados brasileiros que apresentam estabilidade no número de mortes causados pelo vírus.

Segundo afirmou ao JN, Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da SBI., os especialistas descobrem quando os números da doença estão aumentando, diminuindo ou em estabilidade a partir do tempo de incubação do novo coronavírus.

,Os especialistas recomendam comparar a média móvel de hoje com a de 14 dias atrás. Esse é o modelo adotado, por exemplo, pelo jornal americano “The New York Times”.

Segundo os infectologistas, a dinâmica da infecção é 5 dias de período de incubação, 7 dias para a pessoa procurar assistência médica. Então em média de 12 a 14 dias, você pode ter variações importantes desde o primeiro contato.

“Quando a gente faz essa curva, a gente entende se essa curva está aumentando muito ou pouco. Se ela estiver num aumento muito importante, significa que a gente não tem nenhum controle da doença. Se a gente tem uma transmissão mais baixa, significa que a gente consegue ou está conseguindo controlar a doença”, diz Otsuka.

Assim, vai ser possível identificar mais claramente os estados que estão conseguindo combater a doença e também onde a pandemia está fora de controle.

Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS), decretou o novo coronavírus como pandemia, a Paraíba já confirmou 57.614 ,contaminação pelo vírus segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta quinta-feira (9). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 1.196 no estado desde o início da pandemia. Já são 218 cidades da Paraíba com casos registrados da doença.

Foram registradas mais 25 mortes em decorrência do coronavírus desde o último boletim. A cidade de João Pessoa é o epicentro da doença no Estado e passou das 400 mortes por Covid-19 na quinta-feira (9), conforme os dados divulgados pela SES. Quase 90% dos bairros de João Pessoa já registraram mortes causadas pelo novo coronavírus.

Severino Lopes
PB Agora

 

 

Fenaj repudia declarações caluniosas de Wallber Virgolino contra imprensa

Em nota emitida nesta terça-feira (19), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba e a Federação Nacional dos Jornalistas declararam repudiar declarações feitas pelo deputado estadual Wallber Virgolino contra a imprensa.

No texto, as entidades classificaram como “caluniosa e agressiva” as falas do parlamentar. De acordo com a nota, Wallber teria afirmado que “na imprensa paraibana profissionais que desrespeitam a classe por práticas abomináveis, denominando-os, pejorativamente, de ‘banda podre’.”

Na nota, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas dizem não aceitar “que a categoria seja aviltada e humilhada por quem quer que seja.

Confira nota na íntegra:

NOTA

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam a forma caluniosa e agressiva que o deputado estadual Wallber Virgolino vem dispensando à imprensa da Paraíba, particularmente, aos jornalistas, inclusive em tom de ameaça àqueles que façam críticas ao seu mandato, o que já caracteriza censura e afronta à liberdade de expressão.

Na última declaração que fez, na segunda-feira última (19), o parlamentar acusa que existem na imprensa paraibana profissionais que desrespeitam a classe por práticas abomináveis, denominando-os, pejorativamente, de ‘banda podre’. Em abril de 2019, o parlamentar ameaçou instalar uma CPI contra jornalistas.

Sobre essas graves acusações, as entidades representativas dos jornalistas reiteram a importante função social do jornalismo e a integridade da categoria para desempenhar as suas atividades e colocam à disposição do deputado as Comissões Estadual e Nacional de Ética das duas entidades, a fim de acolher as denúncias, acompanhadas pelos nomes desses jornalistas para as apurações devidas. Caso comprovadas as irregularidades, os responsáveis receberão as penalidades previstas no Código de Ética da nossa profissão.

Porém, enquanto não forem comprovadas as denúncias contra esses profissionais, o Sindicato dos Jornalistas e a Fenaj não poderão aceitar que a categoria seja aviltada e humilhada por quem quer que seja.

O Jornalismo da Paraíba é composto por dignos e valorosos profissionais, seja nas redações dos órgãos de Comunicação privada, seja nas Assessorias de Imprensa dos órgãos públicos, que orgulham nossa categoria, que não merece se ver constantemente maculada.

Portanto, caso V.Ex.ª permaneça só com as acusações vagas e genéricas, sem comprovações, o Sindicato dos Jornalistas poderá entrar com uma representação junto ao Ministério Público.

A DIREÇÃO

 

PB Agora

 

 

Sindicato dos Jornalistas lamenta decisão do deputado Wallber Virgolino de buscar assinaturas para CPI contra a imprensa

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba distribuiu nota pública em que “lamenta profundamente” a iniciativa do deputado estadual Wallber Virgulino (Patriotas), que anunciou a coleta de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a imprensa estadual, na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

“A entidade entende que se o parlamentar tem queixas em relação à atuação de algum profissional ou veículo de comunicação deve citar os nomes e os fatos desabonadores cometidos por um ou outro para que sejam apurados no Conselho de Ética do Sindicato ou mesmo pela FENAJ [Federação Nacional de Jornalismo]”, pontua trecho da nota.

ENTENDA

Neste domingo (17), o deputado estadual se manifestou pelas redes sociais demonstrando descontentamento com alguns veículos de comunicação da Paraíba, que cometeram a chamada “barrigada” – jargão usado no meio jornalístico para configurar uma informação veiculada com erros graves – ao noticiar o seu envolvimento em confusão registrada em desfile de um bloco de Carnaval, na última sexta-feira (14), no Folia de Rua, em João Pessoa. O que, de fato, não aconteceu.

O parlamentar garantiu que buscará assinaturas entre os demais deputados para instalar a Comissão, denominada por ele como “CPI do Toco/Imprensa”. “Não é de hoje que os maus profissionais dessa área precisam de enquadramento”, escreveu.

Nesse item, o Sindicato dos Jornalistas endossa a fala do deputado e “repudia totalmente as práticas não condizentes com o Código de Ética e a responsabilidade social dos jornalistas e defende que estas sejam apuradas com amplo direito à defesa e, caso procedentes, punidas exemplarmente”.

Veja na íntegra a nota do deputado

 

Infelizmente, alguns sistemas de comunicação da Paraíba que se acostumaram com o dinheiro farto e fácil da CALVÁRIO, se transformaram num valhacouto de vagabundos inclinados a marginalizar quem não é marginal e a transformar corruptos em inocentes mediante paga.

Não sou de briga e se me virem agarrado com homem: são meus filhos. Sou adepto da teoria de que homem não se desmoraliza, não troco tapas, troco tiro!!!

Terça-feira irei começar a colheita das assinaturas para instaurar a CPI DO TOCO/IMPRENSA, não é de hoje que os maus profissionais dessa área precisam de enquadramento.

Terão que justificar contratos de pessoas jurídicas e físicas com entes públicos e o patrimônio incompatível com o que recebem.

Confira a nota do Sindicato dos Jornalistas:

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DA PARAÍBA

NOTA

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba lamenta profundamente a iniciativa do deputado estadual Wallber Virgulino que anunciou a coleta de assinaturas para uma CPI da Imprensa da Paraíba. A entidade entende que se o parlamentar tem queixas em relação à atuação de algum profissional ou veículo de comunicação deve citar os nomes e os fatos desabonadores cometidos por um ou outro para que sejam apurados no Conselho de Ética do Sindicato ou mesmo pela FENAJ.

Por outro lado, o Sindicato repudia totalmente as práticas não condizentes com o Código de Ética e a responsabilidade social dos jornalistas e defende que estas sejam apuradas com amplo direito à defesa e, caso procedentes, punidas exemplarmente.

A DIRETORIA

 

Portal WSCOM

 

 

Bolsonaro se queixa da imprensa e faz gesto de banana para jornalistas

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a imprensa, incluindo a Folha de S.Paulo, neste sábado (8) e, na porta do Palácio da Alvorada, cruzou os braços com as mãos fechadas, dando uma banana para os jornalistas.

Bolsonaro deixou a residência oficial no fim da tarde com destino a um evento evangélico no estádio Mané Garrincha, área central de Brasília. Na saída de casa, parou para falar com apoiadores que enfrentaram a chuva para esperá-lo. Ao se aproximar dos jornalistas, afirmou que não responderia a perguntas e começou a criticar a imprensa.

O presidente reclamou das reportagens publicadas na quarta-feira (5), quando ele, ao defender o programa de prevenção à gravidez na adolescência da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), afirmou que uma pessoa com HIV –vírus da Aids– representa “uma despesa para todos no Brasil”.

Ele se referiu às pessoas com o vírus como aidéticas e disse ter pena delas. “Eu falei: o que que faltou? Faltou uma mãe, uma avó que pudesse dar orientação para não começar a fazer sexo tão cedo. Qualquer pessoa com HIV é uma pessoa que, além do problema de saúde gravíssimo, que temos pena, é custoso para todo mundo. Vocês focaram que o aidético é oneroso no Brasil. Estou levando porrada de tudo quanto é grupo de pessoas que têm este problema lamentavelmente”, disse.

Segundo Bolsonaro, “este não é o papel da imprensa”. “Vocês não podem continuar agindo assim, destruindo reputações. Vê se vai ter alguma retificação de vocês no jornal amanhã? Não vai deixar porque o editor não vai deixar ir para frente. Eu quero conversar, quero ser amigo de vocês, mas não dá”, protestou.

O presidente da República perguntou se a imprensa queria a volta “daqueles que nos governavam no passado que faziam aquela governabilidade que vocês sabem como, mergulhando o país em corrupção, em desesperança para o povo”.

Depois de desafiar governadores a reduzir o ICMS (imposto estadual) para baixar os valores dos combustíveis, Bolsonaro também reclamou desta cobertura, dizendo que não ouviu “uma matéria legal, decente”.

“É só fofoca, é só intriga. Fica ruim conversar com vocês. Sei que muitos de vocês não têm culpa porque passa pela mão do editor, que está rindo”, afirmou.

Na parte final de seu pronunciamento, direcionou suas reclamações à Folha. Ele criticou a publicação, no sábado (8), do artigo “Fábio Lula da Silva e o peso de um sobrenome”, de Marco Aurélio de Carvalho, advogado que atua na defesa do filho do ex-presidente Lula.

“Para encerrar, Folha de S.Paulo de hoje. Inacreditável. Defendendo o filho do Lula. Está sendo perseguido porque é filho do Lula. Agora, esculhambaram com a avó da minha esposa, com a mãe da minha esposa, esculhambam meus filhos”, afirmou.

Nos últimos dias, uma série de reportagens da Folha revelou detalhes do material apreendido pela Polícia Federal durante a fase Mapa da Mina da Lava Jato, deflagrada em dezembro e que apura se dinheiro repassado pela Oi a sócios do filho de Lula foi usado para a compra do sítio de Atibaia (SP).

Antes de entrar no carro, Bolsonaro fez o gesto de banana para os jornalistas. “Vou dar uma banana para vocês, tá ok?”, disse Bolsonaro, seguindo para o estádio sob a escolta de batedores.

No evento evangélico no estádio Mané Garrincha, o presidente subiu ao palco sob o Hino Nacional cantado pelo público, que o aplaudiu. Aos fiéis, Bolsonaro disse estar entre amigos e que, sob seu governo, o Brasil havia mudado.

“Palavras antes proibidas começaram a se tornar comuns: Deus, família, pátria”, afirmou, acrescentando à plateia que ela havia sido o “ponto de inflexão” nas eleições.

O presidente disse ainda que “o Estado pode ser laico, mas Jair Bolsonaro é cristão”.

“Ninguém esperava uma pessoa da minha origem, da minha atividade política conseguir vencer o verdadeiro mecanismo, mais conhecido como establishment. Chegamos lá, mas não basta. Peço mais que sabedoria a Deus todos os dias. Peço coragem para bem decidir o futuro do nosso Brasil”, afirmou no discurso.

 

FOLHAPRESS

 

 

Ataques à liberdade de imprensa explodem com Bolsonaro, diz Fenaj

ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República afetou significativamente a liberdade de imprensa no Brasil. Em 2019, o número de casos de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas chegou a 208, um aumento de 54,07% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 135 ocorrências.  

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulga, no próximo dia 16, seu Relatório da Violência contra Jornalistas e liberdade de imprensa – 2019.  A apresentação do relatório será às 14 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas no Município do Rio de Janeiro.

A presidenta da FENAJ, Maria José Braga, alerta para a gravidade da situação. “Há, de fato, uma permanente ameaça à liberdade de imprensa no Brasil e à integridade física e moral dos jornalistas. É preciso urgentemente frear o arbítrio instalado no país”, diz.  

Em um ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro, sozinho, foi o responsável por 121 casos (58,17% do total) de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas. Foram 114 ofensivas genéricas e generalizadas, além de sete casos de agressões diretas a jornalistas, totalizando 121 ocorrências.  

A maioria dos ataques de Bolsonaro foi feita em divulgações oficiais da Presidência da República (discursos e entrevistas do presidente, transcritos no site do Palácio do Planalto) ou no Twitter oficial de Bolsonaro. Foram 116 casos, já denunciados pela FENAJ em divulgação específica. A esses, somaram-se outros cinco casos de agressões feitas em entrevistas/conversas com jornalistas que não foram reproduzidas no site do Palácio do Planalto.      

Além do número geral de casos de violência contra jornalistas e ataques à liberdade de imprensa ter crescido em 2019, também cresceu o número de assassinatos, a violência extrema contra a categoria. Os jornalistas Robson Giorno e Romário da Silva Barros, ambos com atuação em Maricá (RJ), foram assassinados. Em 2018, havia ocorrido um assassinato e, em 2017, nenhuma morte em razão do exercício profissional fora registrada. 

Das categorias de agressões diretas a jornalistas, além dos assassinatos, registrou crescimento em 2019, em comparação com o ano anterior, a categoria das injúrias raciais. Em 2019, houve dois casos de racismo e, em 2018, nenhum.  

Foi registrado o mesmo número de ocorrências que no ano passado nas categorias das ameaças/intimidações e das censuras, respectivamente, 28 e dez casos. Houve diminuição numérica nas demais categorias de violência direta contra jornalistas. 

As agressões físicas – tipo de violência mais comum até 2018 – , foi uma das categorias em que houve diminuição no número de ocorrências. Foram 15 casos, que vitimaram 20 profissionais, contra 33 ocorrências no ano anterior 

Em 2019, foram registradas também 20 agressões verbais, dez casos de impedimentos ao exercício profissional, cinco ocorrências de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais e dois casos de violência contra a organização sindical dos jornalistas. Em 2018, foram, respectivamente, 27, 19, dez e três casos.

 

Fenaj

 

 

Advogado de casal acusado de atropelar e matar um pedreiro bate-boca com jornalista e diz que imprensa cria factoide

A polêmica em torno do acidente que resultou na morte do pedreiro Walmir Pedro de Brito, de 43 anos, continua, pois a defesa do casal acusado de causar o atropelamento, feita pelo advogado Genival Veloso, bateu-boca, com o radialista Emerson ‘Môfi’ durante seu programa radiofônico.

Segundo o advogado ele ainda está tomando conhecimento do caso.

“O que eu posso adiantar é que era ela, mesmo que vinha dirigindo e isso não há mais nenhuma dúvida e não adianta ficar especulando isso Mofi, por que isso é maldade”, disse Genival Veloso.

Em rebate o jornalista indaga de quem seria a maldade alegada. Para Genival Veloso, a maldade viria da imprensa. “O seu trabalho é nessa condição de fazer essa pressão toda”.

O repórter destacou, porém, que só estaria noticiando o fato, pois houve a morte de um pai de família. Veja o desenrolar da discussão no link:

pbagora

 

 

Federação de jornalistas aponta 111 ataques de Bolsonaro à imprensa

O presidente da República Jair Bolsonaro, próximo de completar o primeiro ano de mandato Jair Bolsonaro soma 111 ataques à imprensa em 2019, o levantamento foi realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que analisou o discurso do gestor entre 1º de janeiro e 30 de novembro.

No último mês, por exemplo, foram registradas 12 ocorrências, classificadas como “descredibilização da imprensa”. O presidente realizou um ataque à imprensa a cada três dias no governo, conforme média do levantamento.

A pesquisa leva em consideração discursos e entrevistas oficiais, que constam no site do Planalto, além de publicações postadas no Twitter de Bolsonaro.

A Fenaj classificou 100 que ataque foram feitos com o intuito de tirar a credibilidade da imprensa e os outros 11 dirigidos diretamente a profissionais de imprensa. Uma publicação realizada no mês de novembro pelo Twitter, o presidente disse que “um veículo de imprensa qualquer faz sua análise e divulga suas mentiras”.

MaisPB