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Comuna de Paris: Há 143 anos, a primeira república proletária era massacrada

Em 1871, Marx e Engels escreveram: "A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: 'A nossa vitória é a vossa única esperança'"
Em 1871, Marx e Engels escreveram: “A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: ‘A nossa vitória é a vossa única esperança'”

Nesse domingo (18) se marca o massacre dos revolucionários da Comuna de Paris, o primeiro governo operário, fundado em 1871, através da resistência popular à invasão prussiana. Trata-se de uma das mais importantes afirmações revolucionárias da história, em que o povo francês contestou os monarquistas favoráveis à capitulação ante o avanço da Prússia e instalou a primeira república proletária, de caráter socialista. Naquele ano, Karl Marx e Friedrich Engels escreveram sobre a experiência.

 

Em 1871, Marx e Engels escreveram: “A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: ‘A nossa vitória é a vossa única esperança'”

Os resistentes contaram com o apoio da Guarda Nacional francesa e derrotaram as forças legalistas, expulsando as autoridades a fugirem de Paris. Instalava-se a primeira república proletária da história, com base na Primeira Internacional dos Trabalhadores. Entretanto, a repressão ao projeto foi extremamente cruel e cerca de 20 mil revolucionários foram massacrados.

Leia a seguir o artigo de Marx e Engles sobre o experimento revolucionário, dois dias após o seu derrube brutal, em 28 de maio de 1871, liderado por Louis Adolphe Thiers, chefe do gabinete conservador, que se aliou ao Império Alemão.

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Na alvorada de 18 de Março, Paris foi despertada por este grito de trovão: VIVE LA COMMUNE! O que é, pois a Comuna, essa esfinge que põe tão duramente à prova o entendimento burguês?Os proletários da capital – dizia o Comitê Central no seu manifesto de 18 de Março – no meio das fraquezas e das traições das classes governantes, compreenderam que chegara para eles a hora de salvar a situação assumindo a direção dos assuntos públicos… O proletariado… compreendeu que era seu dever imperioso e seu direito absoluto tomar nas suas mãos o seu próprio destino e assegurar o triunfo, apoderando-se do poder.

Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de Estado tal como ele é e de o pôr a funcionar por sua própria conta.

O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura, órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à sociedade burguesa nascente de arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.

Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como o engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho. Na sua cruzada permanente contra as massas dos produtores, foi forçada não só a investir o executivo de poderes de repressão cada vez maiores, mas também a retirar pouco a pouco à sua própria fortaleza parlamentar, a Assembleia Nacional, todos os meios de defesa contra o executivo.

O poder de Estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo tempo, o foco de todas as corrupções.

O primeiro decreto da Comuna foi pois a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas.

A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. Eram responsáveis e revogáveis a todo o momento. A maioria dos seus membros era naturalmente de operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser não um organismo parlamentar, mas um corpo ativo, ao mesmo tempo executivo e legislativo.

Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários.

Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objetivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o “poder dos padres”; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes.

Os padres foram remetidos para o calmo retiro da vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos. Todos os estabelecimentos de ensino foram abertos ao povo gratuitamente e, ao mesmo tempo, desembaraçados de toda a ingerência da Igreja e do Estado. Assim, não só a instrução se tornava acessível a todos, como a própria ciência era libertada das grilhetas com que os preconceitos de classe e o poder governamental a tinham acorrentado.

Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos funcionários públicos, os magistrados e os juízes deviam ser eleitos, responsáveis e revogáveis.

Após uma luta heroica de cinco dias, os operários foram esmagados. Fez-se então, entre os prisioneiros sem defesa, um massacre como se não tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da República romana. Pela primeira vez, a burguesia mostrava a que louca crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afrontá-la, como classe à parte, com os seus próprios interesses e as suas próprias reivindicações. E, no entanto, 1848 não passou de um jogo de crianças, comparado com a raiva da burguesia em 1871.

Proudhon, o socialista do pequeno campesinato e do artesanato, odiava positivamente a associação. Dizia dela que comportava mais inconvenientes do que vantagens, que era estéril por natureza e até mesmo prejudicial, pois entravava a liberdade do trabalhador; dogma puro e simples… E é também por isso que a Comuna foi o túmulo da escola proudhoniana do socialismo.

As coisas não correram melhor aos blanquistas. Educados na escola da conspiração, ligados pela estrita disciplina que lhe é própria, partiam da ideia de que um número relativamente pequeno de homens resolutos e bem organizados era capaz, chegado o momento, não só de se apoderar do poder, mas também, desenvolvendo uma grande energia e audácia, de se manter nele durante um tempo suficientemente longo para conseguir arrastar a massa do povo para a Revolução e reuni-la à volta do pequeno grupo dirigente.

Para isso era preciso, antes de mais nada, a mais estrita centralização ditatorial de todo o poder entre as mãos do novo governo revolucionário. E que fez a Comuna que, em maioria, se compunha precisamente de blanquistas? Em todas as suas proclamações aos franceses da província, convidava-os a uma livre federação de todas as comunas francesas com Paris, a uma organização nacional que, pela primeira vez, devia ser efetivamente criada pela própria nação. Quanto à força repressiva do governo outrora centralizado, o exército, a polícia política, a burocracia, criada por Napoleão em 1798, retomada depois com prontidão por cada novo governo e utilizada por ele contra os seus adversários, era justamente esta força que devia ser destruída por toda a parte, como o fora já em Paris.

Para evitar esta transformação, inevitável em todos os regimes anteriores, do Estado e dos órgãos do Estado em senhores da sociedade, quando na origem eram seus servidores, a Comuna empregou dois meios infalíveis.

Primeiro, submeteu todos os lugares, da administração, da justiça e do ensino, à escolha dos interessados através de eleição por sufrágio universal e, evidentemente, à revogação, em qualquer momento, por esses mesmos interessados. E segundo, retribuiu todos os serviços, dos mais baixos aos mais elevados, pelo mesmo salário que recebiam os outros operários. O vencimento mais alto que pagou foi de 6000 francos. Assim, punha-se termo à caça aos lugares e ao arrivismo, sem falar da decisão suplementar de impor mandatos imperativos aos delegados aos corpos representativos.

Esta destruição do poder de Estado, tal como fora até então, e a sua substituição por um poder novo, verdadeiramente democrático, estão detalhadamente descritas na terceira parte de A Guerra Civil.(Karl Marx) Mas era necessário voltar a referir aqui brevemente alguns dos seus traços, porque, precisamente na Alemanha, a superstição do Estado passou da filosofia para a consciência comum da burguesia e mesmo de muitos operários.

Na concepção dos filósofos, o Estado é “a realização da Ideia” ou o reino de Deus na terra traduzido em linguagem filosófica, o domínio onde a verdade e a justiça eternas se realizam ou devem realizar-se. Daí esta veneração que se instala tanto mais facilmente quanto, logo desde o berço, fomos habituados a pensar que todos os assuntos e todos os interesses comuns da sociedade inteira não podem ser tratados senão como o foram até aqui, quer dizer, pelo Estado e pelas suas autoridades devidamente estabelecidas. E julga-se que já se deu um passo prodigiosamente ousado ao libertarmo-nos da fé na monarquia hereditária e ao jurarmos pela república democrática.

Friedrich Engels: Introdução à Guerra Civil na França

Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho

A constituição comunal restituiria ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita que se alimenta da sociedade e lhe paralisa o livre movimento

A unidade da nação não deveria ser quebrada, mas, pelo contrário organizada pela Constituição comunal; ela deveria tornar-se uma realidade pela destruição do poder de Estado que pretendia ser a encarnação desta unidade mas que queria ser independentemente desta mesma nação e superior a ela, quando não era mais do que uma sua excrescência parasitária.

Em vez de se decidir de três em três, ou de seis em seis anos, qual o membro da classe dirigente que deveria”representar” e calcar aos pés o povo no Parlamento, o sufrágio universal devia servir um povo constituído em comunas, tal como o sufrágio individual serve qualquer patrão à procura de operários, de capatazes ou de contabilistas para a sua empresa.

A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo ativo, ao mesmo tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento.

O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários. Os benefícios habituais e os emolumentos de representação dos altos dignatários do Estado desapareceram ao mesmo tempo que os altos dignatários. Os serviços públicos deixaram de ser propriedade privada das criaturas do governo central. Não só a administração municipal, mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado, foi posta nas mãos da Comuna.

Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objetivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o “poder dos padres”; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da sua vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos.

A Comuna realizou a palavra de ordem de todas as revoluções burguesas, um governo barato, abolindo essas duas grandes fontes de despesas que são o exército permanente e o funcionalismo de Estado.

A supremacia política do produtor não pode coexistir com a eternização da sua escravatura social. A Comuna devia pois servir de alavanca para derrubar as bases econômicas em que se fundamenta a existência das classes e, por conseguinte, a dominação de classe. Uma vez emancipado o trabalho, todo o homem se torna um trabalhador e o trabalho produtivo deixa de ser o atributo de uma classe.

A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: “A nossa vitória é a vossa única esperança”.

O domínio de classe já não se pode esconder sob um uniforme nacional, pois os governos nacionais formam um todo unido contra o proletariado.

A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a gloriosa percursora de uma sociedade nova. A recordação dos seus mártires conserva-se piedosamente no grande coração da classe operária. Quanto aos seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho eterno, e todas as orações dos seus padres não conseguirão resgatá-los.

Portal vermelho

Mulher acha em missa do Dia das Mães acusado de matar filha dela há um ano, no Sertão da Paraíba

jovemUma ocorrência chamou a atenção dos moradores do município de Nazarezinho, no  Sertão do estado, distante 460 quilômetros de João Pessoa, nesse domingo (11), Dia das Mães.

Uma mulher que há cerca de um ano perdeu a filha em um acidente de trânsito em que o responsável pela tragédia estava foragido, avistou e reconheceu o suspeito nas ruas da cidade, que tem cerca de sete mil habitantes, e o denunciou à polícia.

De acordo com informações do tenente Leandro, do 14º Batalhão, a mãe ligou para o Copom por volta das 11h, informando que tinha avistado o responsável pelo acidente que matou a filha dela.

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Os policiais foram até o local e deram voz de prisão ao suspeito que estava em um estacionamento de um posto de combustível e não esboçou nenhuma reação.

O militar disse, ainda, que contra ele havia um mandado de prisão em aberto e ele foi levado para a delegacia de Sousa, também no Sertão e de lá foi para o presídio regional da cidade.

O acidente

Maria de Lourdes Ribeiro Casimiro, 23 anos, estava com um amigo na porta de uma residência na zona rural de Nazarezinho, quando um veículo desgovernado teria batido contra duas motos estacionadas e os dois amigos que estavam parados em frente à casa.

A jovem foi arremessada a uma distância de 15 metros, chegou a ser socorrida, mas morreu horas depois.

O responsável pelo acidente fugiu do local e, segundo testemunhas, estaria com sintomas de embriaguez. O acidente aconteceu em março do ano passado e as informações sobre o caso, como os dados da vítima, foram divulgados pelo 14º Batalhão da PM..

 

portal correio

Nobel de Economia, Paul Krugman, diz que Brasil não é mais vulnerável há muito tempo

paul-krugmanA ex-deputada estadual Nadja Palitot declarou, nesta terça-feira (18) que o adiamento do encontro Partido dos Trabalhadores (PT) não muda sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições 2014. Ontem, o presidente estadual do PT, Charlinton Machado, anunciou que a reunião petista, que ocorreria no próximo dia 22 de março, só será realizado no dia 12 de abril.

“O adiamento da reunião não mudou em nada a minha pré-candidatura, continuo sendo o nome do PT para a disputa ao Governo do Estado. Esse adiamento foi bom, pois precisamos saber qual postura o PMDB irá adotar nacionalmente, se fica ao lado do PT ou não”, explicou Nadja Palitot.

Um dos motivos do adiamento é a relação nacional entre PT e PMDB, e com isso, continua colocada a pré-candidatura da ex-deputada estadual Nadja Palitot para o Governo do Estado.

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A ex-deputada, que integra o quadro de secretários da Prefeitura de João Pessoa como coordenadora do Procon Municipal, enfatizou que o PT pode fazer muito pela Paraíba.

“Estamos fazendo um ótimo trabalho na Capital paraibana. Somos uma administração diferente, todas as nossas ações são pensadas nas pessoas, na melhoria da qualidade de vida da população da nossa cidade. Em praticamente um ano e meio, a gestão petista ampliou os investimentos na Saúde, aumentando as USF para melhorar o atendimento, colocou famílias em moradias dignas, beneficiando 46.500 pessoas. Não podemos esquecer da nomeação dos 743 agentes de saúde, que esperavam há mais de uma década o cumprimento da lei e agora eles e suas famílias podem dormir tranquilos, pois não existe mais o medo de serem demitidos da noite para o dia, como aconteceu na gestão do PSB”.

Nadja também acrescentou que, mesmo não sendo um papel obrigatório da Prefeitura, Luciano Cartaxo demonstra preocupação com a segurança pública, e além de nomear mais 250 guardas municipais, adquiriu equipamentos que irão auxiliar no trabalho da segurança preventiva.

“A educação também não deve ser esquecida. As mães de João Pessoa poderão contar com mais 44 Creis, que estão sendo construídos com todo o cuidado para receber os seus filhos. São tantas coisas que estamos conseguindo fazer em João Pessoa, e por qual motivo não poderemos fazer pela Paraíba? Precisamos apenas que a população acredite que é possível fazer diferente, e que o nosso Estado merece algo novo. Nós paraibanos merecemos uma gestão que pense nas pessoas com o cuidado que elas merecem”, destacou a pré-candidata.

MaisPB

com assessoria de Nadja Palitot