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Quatro grávidas testam positivo para Covid-19 em maternidade de Campina Grande

Quatro mulheres grávidas que estavam hospitalizadas no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), localizado em Campina Grande, testaram positivo para Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, segundo informações confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Ainda segundo a SMS, duas delas receberam alta medida e outras duas permanecem hospitalizadas em uma área específica da unidade de saúde para tratamento da doença.

Após a confirmação dos casos, a rotina na triagem de pacientes na maternidade mudou. As usuárias passam por uma entrevista para identificar possíveis sintomas da doença.

À TV Paraíba, o ISEA informou que possui uma ala específica para acomodar pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus. No espaço, as medidas de prevenção à doença são intensificadas para mães e bebês. A recomendação é de que elas não passem por cirurgia para realização de partos.

Já o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina a Paraíba (CRM-PB), Antônio Henriques, informou que o órgão reforçou a fiscalização nas unidades de saúde para evitar que outras gestantes não sejam contaminadas.

G1

 

Número de grávidas com HIV aumenta quase 40% em dez anos

O número de grávidas com HIV no Brasil vem crescendo desde 2008, de acordo com os últimos dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registradas 6,7 mil gestantes com HIV, o que representava 2,1 casos para cada 1 mil nascidos vivos. Em 2018, esse número passou para 8,6 mil, o equivalente a 2,9 casos a cada 1 mil pessoas.

Enquanto o número de casos notificados de aids, que é a síndrome causada por este vírus, cai entre a população em geral, desde 2014, em todo o Brasil, o número de gestantes com HIV aumentou quase 37% nos últimos dez anos.

De acordo com o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Fernando Pereira, essa diferença se deve ao aumento das notificações, mas também aos avanços no tratamento da síndrome.

“A aids, no passado, tinha uma mortalidade alta. Hoje, a pessoa infectada tem a mesma sobrevida de uma pessoa não infectada, desde que tome o medicamento. Mulheres que tomam o medicamento podem ter crianças por parto normal. Elas têm estímulo para engravidar.”

Hoje, em todo o país, todas as mulheres grávidas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devem, obrigatoriamente, fazer o teste de HIV. Os casos positivos devem ser notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Mudanças no atendimento

Com a obrigatoriedade do teste, muitas mulheres só descobrem o HIV quando engravidam. Foi assim com Aninha*, em 1992. “Não havia quase nada para mulheres na época, não tinha uma política específica para nós. Muito sobre o HIV era voltado para gays, mulheres trans, etc. As mulheres que descobriam ficavam isoladas, poucas pessoas falavam que estavam passando pela mesma situação.”

Quando engravidou, na década de 1990, Aninha passou por uma série de dificuldades para ter o filho. “Foi bem difícil, porque tinha pouca informação, eu não sabia se teria um bebê saudável.” Ela contou que recebeu do médico que a acompanhava no pré-natal, uma carta com a indicação de que o parto deveria ser feito por cesariana.

“Passei por algumas unidades hospitalares enquanto estava tendo contrações. Quando eu entregava a carta, as pessoas diziam que não estava ainda no momento de ter o bebê e me mandavam voltar para casa. Fui a quatro lugares e recebi a mesma resposta. Percebi o preconceito”, disse.

Ela acabou tendo o filho de parto normal. Como tomava a medicaçãocontra a Aids e fazia o devido acompanhamento, o filho não foi infectado pelo vírus HIV.

Hoje, mais de 20 ano depois, o cenário está diferente e, ainda que seja preciso melhorar, mais pessoas estão fazendo o teste de HIV e mais pessoas estão recebendo o tratamento.

Natália*, por exemplo, é soropositiva e tem duas filhas, uma de 4 anos e outra de 2 anos. “Eu já sabia do diagnóstico e já fazia tudo direitinho. Quando tive minhas filhas, recebi leite, tudo pelo hospital”, disse.

Ela brinca que tem mestrado e doutorado em partos. “Eu tive duas experiências. A mais velha foi por parto normal. A mais nova foi por cesariana, porque a bolsa já havia estourado há algumas horas. Assim que entrei no centro cirúrgico, tive que fazer cesárea, mas [dependendo apenas do HIV] poderia ter sido normal também”.

Certificação

A prova de que o país avançou no atendimento às gestantes é a redução da chamada transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho na gestação, no parto ou durante a amamentação. A taxa caiu de 3,6 casos a cada 100 mil habitantes, em 2008, para 1,9 mil casos, em 2018, o que corresponde a uma queda de 47,2%.

Três municípios brasileiros receberam a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV. No Paraná, Curitiba e Umuarama receberam a certificação em 2017 e 2019, respectivamente, e, mais recentemente, São Paulo. A capital paulista, com 12,1 milhões de habitantes, é a cidade com maior população no mundo a receber tal título, segundo o Ministério da Saúde.

No Rio de Janeiro, o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, vinculado à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), é referência no atendimento a gestantes com HIV. “Desde 2008 não nasce nenhum bebê com HIV aqui. A maternidade é a melhor maternidade pública do Rio de Janeiro”, ressaltou o diretor do hospital, Fernando Ferry.

Para Ferry, o aumento de notificações entre grávidas deve-se principalmente à obrigatoriedade do exame. “Muita gente hoje vive com HIV e não sabe. Com tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais, a geração mais nova não tem medo da aids.”

Ele defende, no entanto, que a síndrome merece atenção e que é necessário educar a população. “Existe um tabu de que é errado, que é feio, é pecado e, por isso, não se discute sexualidade. Isso deveria ser ensinado nas escolas, de forma técnica por professores preparados e capacitados”, disse.

Ações nacionais

Os dados do Ministério da Saúde mostram que há ainda grupos mais vulneráveis que outros à síndrome. Em 2018, cerca de 56% dos casos de aids foram registrados entre pessoas negras e, cerca de 60%, entre aqueles com até o ensino médio completo.

“O Brasil tem uma epidemia concentrada de aids/HIV. O que quer dizer que 0,4% da população tem HIV”, diz Pereira, que ressalta que as populações mais vulneráveis à infecção são homens que fazem sexo com homens, mulheres trabalhadoras sexuais, pessoas transsexuais e usuários de drogas.

De acordo com Pereira, a estimativa é que 86% das pessoas infectadas estejam diagnosticadas e 78% estejam em tratamento. A meta é elevar ambas proporções para 90%.

O ministério trabalha também com distribuição gratuita e com campanhas para incentivar o uso de preservativos nas relações sexuais, que são a principal via de transmissão do vírus HIV.

A pasta pretende ainda zerar os casos de transmissão vertical e, para isso, em parceria com estados e municípios, incentiva a formação de pessoal para a realização adequada do pré-natal.

*As entrevistadas pediram para não se identificar

Agência Brasil

 

 

Mais da metade das grávidas do Nordeste têm dúvidas sobre mitos da amamentação

Pesquisa aplicada pelo IBOPE Conecta, a pedido de Pfizer e Nestlé, mostra que 61% das gestantes do Nordeste[1] têm dúvidas sobre a influência de mitos, como o consumo de canjica, na produção do leite materno

Não é à toa que as gestantes ficam tão preocupadas com a produção do leite: o alimento é principal fonte de nutrientes para os bebês até os 6 meses de idade, além de atuar na prevenção de doenças nos recém-nascidos. Em meio a tanta informação, o aleitamento materno pode gerar dúvidas nas mães, levando-as a crer, muitas vezes, em falsas estratégias para aumentar a quantidade de leite produzido.

A pesquisa “Como vai a alimentação das gestantes brasileiras? A mãe moderna e o desafio da nutrição equilibrada”, conduzida pelo IBOPE Conecta, a pedido de Pfizer e Nestlé, para entender os hábitos alimentares e nutricionais das gestantes do País, mostra que mais da metade das grávidas entrevistadas no Nordeste acredita ou não sabe que algumas crenças populares sobre o aleitamento materno são falsas. Entre as gestantes consultadas na região, 61% acreditam ou não sabem se comer canjica aumenta a quantidade do leite.
Já 45,7% acreditam ou se questionam sobre a influência da cerveja preta na amamentação.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), não há evidências científicas que comprovem que determinados alimentos aumentem a produção de leite[2]. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, ainda, que o consumo de bebidas alcoólicas seja suspenso durante a gravidez, a fim de prevenir o parto prematuro e a síndrome fetal[3]. A SBP reforça também que, para a manter a saúde de mãe e bebê durante a gravidez, é essencial manter uma alimentação saudável[4], já que há um aumento do gasto de energia para a produção do leite e um incremento na intensidade da atividade fisiológica e necessidades nutricionais para o desenvolvimento da criança.

No Nordeste, 88% das grávidas entrevistadas desconhecem a importância da suplementação vitamínica para suprir as necessidades do corpo durante a gestação, 5 pontos acima da média nacional (83%).
A OMS recomenda que as grávidas adotem a suplementação diária de ácido fólico e de ferro[5]. O primeiro atua no desenvolvimento placentário[6] e na formação do tubo neural do bebê[7], prevenindo possíveis malformações, como coluna aberta e anencefalia[8]. Já o ferro contribui para a produção de hemoglobinas e proteínas responsáveis pelo suprimento de oxigênio do organismo[9], além de auxiliar na prevenção da anemia na mãe e no bebê. A demanda pelo mineral crescerá cinco vezes do início ao fim da gestação[10].

Larissa Ribeiro

 

Grávidas devem usar preservativos em tempos de zika vírus, dizem especialistas

gravidaA administradora de empresas Karine Suzuki, de 24 anos, está com 27 semanas de gestação. A gravidez foi planejada e, por isso, questionou seu obstetra dos riscos de se fazer isso bem quando a zika ainda é um dos temas que mais preocupam as autoridades. O profissional a tranquilizou, já que ela mora em São Paulo, mas fez recomendações que todas as grávidas devem seguir: sempre usar repelente e preservativos.

A relação entre o vírus e o sexo começou a preocupar especialistas no início de 2016, quando uma mulher nos Estados Unidos, onde não havia a presença do mosquito Aedes aegypti, foi diagnosticada com a doença após o marido voltar de uma viagem a uma área de contaminação por zika. A transmissão teria sido feita sexualmente , e a preocupação com as grávidas surgiu na mesma hora.

O problema é que a infecção, quando transmitida para o feto, pode causar graves problemas neurológicos, s endo o mais conhecido a microcefalia . O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda mulheres gestantes sempre usarem camisinha ao fazer sexo. A orientação é a mesmo do Ministério da Saúde brasileiro, que ressalta que o uso do preservativo feminino ou masculino é recomendado não apenas para evitar a possível transmissão sexual da zika, mas para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis também.

“O Ministério da Saúde recomenda fortemente a inclusão do pai ou parceiro no acompanhamento pré-natal (pré-natal do parceiro) reforçando sua corresponsabilizade na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e promovendo seu envolvimento com a gestação, o parto e o cuidado com a criança,” diz ainda a pasta em resposta ao portal iG .

Gravidez planejada

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis
Shutterstock

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

O médico geneticista Dr. Ciro Martinhago afirmou que a procura por reprodução humana caiu, em média, 30% por causa da epidemia de zika. “Diferente da dengue, que a mãe corre risco até de morte por possíveis hemorragias, a zika não compromete a saúde do pai ou da mãe, mas gera um efeito catastrófico no bebê.”

Os dados comprovam o que disse Dr. Martinhago. De acordo com pesquisa publicada no “Journal of Family Planning and Reproductive Health Care, mais da metade das brasileiras em idade reprodutiva está tentando evitar a gravidez por causa da epidemia. Se considerada só a região Norte, onde o surto foi mais grave, a proporção é ainda maior: 66% das mulheres. O levantamento foi realizado em junho de 2016, com 2.002 mulheres com idades entre 18 e 39 anos.

+ Após um ano, repelentes ainda não foram distribuidos a grávidas do Bolsa Família

O especialista acredita que a melhor época para uma mulher engravidar é após o verão. Deste modo, ela passará a fase mais delicada da gravidez, o primeiro trimestre, no outono e inverno, quando a incidência de insetos é menor – principalmente nas regiões Sul e Sudeste. No caso da reprodução assistida, é feito um teste antes do procedimento para verificar se há presença do vírus no sêmen do homem.

Outra medida que ele concorda ser essencial é o uso da camisinha durante toda a gestação. “É uma medida muito simples e eficaz. Não é nada de extraordinário e as pessoas já sabem como se usam o preservativo. É uma coisa barata e tem até em posto de saúde.”

Como se prevenir

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas
Shutterstock

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lembra que a primeira atitude contra o mosquito Aedes aegypti é combater os focos de reprodução do inseto em casa. Mas como não é possível ter certeza que outras pessoas estão fazendo o mesmo, é importante se prevenir da picada do vetor da zika, dengue, chikungunya e febre amarela.

Segundo a fundação, o mosquito tem predileção por voos de manhã e no fim da tarde. Ele também não gosta de frio ou muito vento. É importante instalar telas nas janelas e, em alguns casos, nas portas. Aquelas raquetes elétricas podem ser uma boa opção para matar o mosquito, e se a mulher estiver em um lugar com muitos insetos, pode optar por um mosquiteiro na hora de dormir.

As grávidas e seus parceiros também devem lembrar de usar repelentes indicados para o período de gestação – lembrando de repassar ao longo do dia. O uso de roupas de manga comprida é outra medida que evita o contato com o mosquito.

O Ministério da Saúde reforça às grávidas que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal adequado, de preferência iniciando o acompanhamento assim que descobrir a gravidez.  “Em caso de febre ou dor – sintomas da zika –, deve-se procurar um serviço de saúde e qualquer alteração que perceber durante a gravidez deve ser relatada ao profissional de saúde que realiza o acompanhamento pré-natal.”

 

iG

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STF pode julgar aborto para grávidas com zika este ano, diz Cármem Lúcia

carmen-luciaA possibilidade de aborto para mulheres infectadas pelo vírus Zika pode ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ainda este ano. A questão foi levada à Corte em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), que questiona as políticas públicas do governo federal na assistência a crianças com microcefalia, malformção provocada pelo vírus.

A previsão de julgamento foi feita hoje (23) pela presidente do STF e relatora da ação, Cármen Lúcia, em conversa com jornalistas. “Chegou da procuradoria [Procuradoria-Geral da República] e agora tem a medida cautelar. Estou trabalhando nisso. Esse é um caso sério. Acho que dá [para julgar este ano], mas não sei.

Ontem julgamos bem, julgamos oito processos, depende muito”, disse a ministra, referindo-se à pauta da Corte.

No começo de setembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STFparecer favorável à autorização do aborto para gestantes com o vírus Zika, que pode causar microcefalia nos bebês.

“A continuidade forçada de gestação em que há certeza de infecção pelo vírus da zika representa, no atual contexto de desenvolvimento científico, risco certo à saúde psíquica da mulher. Ocorre violação do direito fundamental à saúde mental e à garantia constitucional de vida livre de tortura e agravos severos evitáveis”, escreveu Janot no parecer.

Em 2012, o STF julgou uma ação levada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) sobre aborto em caso de anencefalia do feto. Por maioria dos votos, a Corte decidiu que a mulher pode interromper a gestação em caso de fetos anencéfalos.

Perguntada sobre semelhanças entre as ações sobre anencefalia e microcefalia, Cármen Lúcia disse que a discussão é muito diferente. “É outra coisa. É completamente diferente. Acho que é mais delicado até por causa do momento que estamos vivendo, em que aconteceu isso e que a sociedade quer participar”, disse.

Agência Brasil

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Janot defende aborto para grávidas com vírus da zika

BBC/Associated Press
BBC/Associated Press

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu o aborto para mulheres infectadas pela zika. A continuidade forçada da gestação nos casos em que há certeza da infecção pelo vírus, segundo ele, representa risco “à saúde psíquica da mulher”.

A argumentação foi apresentada em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre ação movida pela Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep), que pede direito à interrupção da gravidez para infectadas pela doença.

Na opinião de Janot, a recomendação não significa “desvalor à vida humana ou à das pessoas com deficiência”. Isso porque, diz ele, a decisão será sempre da gestante. No parecer, a Procuradoria também ponderou que a Anadep não é o autor adequado para ações judiciais que tratem desse assunto.

A Advocacia-Geral da União, na mesma ação, se posicionou contra a interrupção de gravidez para mães com zika. Em meio à epidemia de zika iniciada no ano passado, o Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas já pediu às nações afetadas que liberem às mulheres o aborto e métodos contraceptivos.

Estadão

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Pesquisa diz que grávidas acham exames do SUS insuficientes para microcefalia

gravidaPesquisa sobre a relação entre o vírus Zika e os direitos das mulheres revela que 70% das grávidas acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gostariam de ter feito mais exames de ultrassom para detecção de microcefalia em seus bebês. O assunto foi debatido nesta terça-feira (9) na capital paulista, durante evento promovido pelo Instituto Patrícia Galvão.

O levantamento ouviu 3.758 mulheres, sendo 3.155 grávidas, 466 mulheres tentando engravidar e 137 que pretendem engravidar em breve. Os questionários foram distribuídos entre junho e julho deste ano.

Maíra Saruê Machado, pesquisadora do Instituto Locomotiva, explicou que os questionários respondidos online levaram a uma amostra com escolaridade acima da média da população, ouvindo, portanto, mulheres com maior acesso à informação.

Pesquisadora

Na rede particular, o percentual de grávidas que gostariam de ter realizado mais exames de ultrassom para diagnóstico da microcefalia também é alto (43%).

“É um momento de bastante tensão. Elas querem ver o tamanho da cabeça do bebê. Como não há disponibilidade no SUS, acabam pagando para fazer na rede privada. Vemos que, na epidemia de Zika, não é secundário facilitar o acesso aos exames”, afirmou a pesquisadora.

Além disso, 60% das grávidas admitiram ter medo de fazer o exame de ultrassom e descobrir que o bebê tem microcefalia. “Por isso, o momento do ultrassom é tão importante. É quando elas verão o tamanho da cabeça do bebê. Tem bastante angústia e ansiedade. Os médicos deixam a desejar no atendimento”, disse Maíra. A pesquisa indicou ainda que 90% das grávidas gostariam de fazer um teste capaz de detectar se ela teve ou tem o vírus Zika no período de gestação.

Saneamento básico

Segundo a pesquisadora, o problema do saneamento básico no Brasil gera muito impacto na reprodução do mosquito vetor do vírus Zika. Entre as entrevistadas, 56% disseram que moram próximo a um terreno baldio e 26% têm um córrego sujo nas proximidades de suas casas.

A pesquisa revelou também que as mulheres discordam da maneira como o governo trata o assunto, já que 64% entendem que o correto seria usar o recurso gasto com propagandas sobre a doença para, efetivamente, resolver o problema de saneamento. Das mulheres ouvidas, 76% acham que o governo culpa a população pela epidemia, mesmo quando não há coleta de lixo e água encanada em certas localidades.

“Como cobrar da mulher cuidados com vasos com água parada, se as autoridades não cuidam de prover nos bairros onde elas vivem o saneamento e a coleta de lixo? Temos a missão de advogar para que as mulheres tenham voz. Essa pesquisa mostra isso. A mídia tem de falar dos seus direitos reprodutivos, da autonomia econômica. Isso tem a ver com o Zika. Não podemos desvincular a epidemia das questões sociais”, acrescentou Linda Goulart, da ONU Mulheres.

Agência Brasil

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Ministro acha prudente restrição de turismo de grávidas onde tem vírus Zika

gravidaO ministro da Saúde, Marcelo Castro, considerou que a recomendação do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, para que mulheres americanas grávidas avaliem a ida para países onde há circulação do vírus Zika, entre eles o Brasil, não se trata de uma determinação para que não viagem para esses locais. Na avaliação dele, é uma recomendação para tomar os devidos cuidados, da mesma forma que o ministério vem fazendo no país.

“Acho uma decisão prudente [do CDC dos Estados Unidos]. Aqui no Brasil as pessoas estão se precavendo e nós estamos recomendando todos os cuidados que o CDC está recomendando”, disse, durante a apresentação do kitNAT Discriminatório para Dengue, Zika e Chikungunya, hoje (16), na sede da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Castro esclareceu que não recomendaria a um estrangeiro evitar uma viagem ao Brasil, para não correr risco de contrair a doença, e destacou que de maneira nenhuma é o caso de deixar de vir ao país. “A estrangeira que vier ao Brasil para engravidar, ou já vier grávida, é a mesma situação de qualquer brasileira. [Deve] tomar todas as providências necessárias para não ter contato com o mosquito Aedes aegypti [transmissor da zika, dengue e chikungunya]”, concluiu.

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Castro destacou que a vontade de engravidar tem que ter uma decisão responsável e discutida entre a família, e no momento em que o Brasil passa por uma epidemia de microcefalia causada pelo vírus, que chegou ao país em maio de 2015, os cuidados de todas as gestantes terão que ser reforçados. “A gestante deve fazer todas as ações necessárias para que não seja picada pelo mosquito durante a sua gestação”, disse ele.

Entre as recomendações estão vestir calças, roupas de mangas compridas e usar meias e sapatos. “Ou seja, cobrir o máximo as partes do corpo, usando repelente e tomando providências para que não entre em contato com o vírus”, completou.

O ministro lembrou que as crianças que nascem com a doença farão parte de uma geração de pessoas que sempre precisarão de cuidados especiais. “São pessoas que vão sempre precisar de auxílio, de apoio de outras pessoas, familiares, de fisioterapeutas, de médicos. Então, é realmente uma situação gravíssima, e temos que fazer todo o esforço para evitar o máximo que isso aconteça. A nossa expectativa é de que venceremos a batalha final quanto tivermos uma vacina eficaz”, indicou.

Apesar de reconhecer que existe também no país uma epidemia de chikungunya, ele ressalvou que no momento o grande foco das autoridades de saúde é a zika, por causa da microcefalia. “Estamos preocupados com a dengue? Estamos. Estamos preocupados com a chikungunya? Estamos. Estamos preocupados com a zika? Preocupadíssimos, porque a gravidade é muito maior, mas tanto faz uma como a outra, a maneira de combatê-las é uma só: evitar que o mosquito venha a nascer.”

Castro disse que tem costume de fazer caminhadas pela manhã, em Brasília, e durante o percurso sempre observa se há possibilidade de locais de reprodução do Aedes aegypti. “Eu já estou neurótico. Ando com um radar ligado. Vou vendo o tempo todo, se tiver um copo, uma garrafa, qualquer coisa solta na rua já vou pegando para botar na lixeira. Todos nós temos que ter este sentimento, porque se o mosquito vier a ser criado e sair voando é um terror”, avaliou.

 

 

As informações são da Agência Brasil.

Medo da microcefalia: Paraíba já tem 45 casos e grávidas procuram diagnóstico

gravidaOntem, 18 gestantes procuraram o Hospital Pedro I, em Campina Grande, para realizar exames que detectam se os fetos estão com microcefalia. Desde ontem, o hospital é o serviço de referência na cidade para as grávidas nessa situação, por causa do surto de microcefalia na Paraíba. A Secretaria de Saúde do Município informou que já são 23 casos detectados de bebês com a malformação, sendo 13 nascidos e vivos, um morto e 10 ainda sendo gerados. São três casos a mais do que os registrados até a sexta-feira passada.

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As mulheres atendidas ontem, tiveram a urina colhida e congelada. “Através dessa urina será feito um exame para verificar se elas tiveram zika. As que forem confirmadas, serão chamadas para realizarultrassonografias especializadas na próxima sexta-feira. Nós receberemos esses exames e os que tiverem o diagnóstico de microcefalia receberão a notícia por meio de uma psicóloga”, disse a diretora administrativa do Hospital, Malba Kaline Vieira Damaceno.

Duas das 18 grávidas já tinham ultrassonografia com o diagnóstico de que os fetos têm microcefalia, uma de Campina e a outra de Parari, no Cariri.

A dona de casa Maria de Fátima Araújo, 28, está gestante de cinco meses e foi atendida ontem. Ela estava bastante apreensiva já que teve a zika no terceiro mês de gravidez. “Depois que eu soube desses casos de bebês com microcefalia, fiquei muito preocupada. Vou ficar tranquila quando receber os exames”.

A angústia era comum nas gestantes que procuraram o Pedro I, ontem. “Todas estavam muito tensas, ansiosas e algumas até mesmo durante os exames choraram com medo de passarem pelo problema”, disse a enfermeira Clarissa Emanoele Gonzaga.

Quando nasce. “Depois que nasce está sem jeito. Viemos para casa na última sexta-feira e até agora estou esperando me ligarem para levar meu bebê no médico de cabeça. Dizem que ele tem que fazer uma ressonância, mas não sei quando vai ser isso. Os irmãozinhos dele olharam meio desconfiados porque ele tem a cabeça pequenininha, mas está tudo bem”, disse Francicleidede Lima, 30 anos, mãe de bebê microcéfalo nascido em 10 de novembro, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea).

Giovannia Brito/Fernanda Figueiredo/Correio da Paraiba

Sete adolescentes bósnias ficam grávidas durante viagem escolar

 (Foto: Arquivo/Reuters)
(Foto: Arquivo/Reuters)

Sete adolescentes bósnias ficaram grávidas durante uma viagem escolar de cinco dias. A escola havia levado um grupo de 28 meninas da pequena cidade de Banja Luka para visitar a capital Sarajevo, mas um quarto das alunas engravidou durante o passeio.

Nenad Babici, coordenador nacional para a saúde reprodutiva, afirmou que as adolescentes têm entre 13 e 14 anos de idade, segundo a imprensa local.

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O caso revoltou os pais das jovens, que questionaram a falta de supervisão na viagem.

Para Babici, o fato de várias garotas terem ficado grávidas não é culpa apenas da escola. Babici diz que os pais precisam falar com seus filhos sobre sexo.

O caso chamou a atenção nacional para o aumento do número de adolescentes grávidas na Bósnia e Herzegovina.

O ginecologista Senad Mehmedbasic disse que o aumento é preocupante, porque as adolescentes enfrentam maiores riscos, tanto na gravidez quanto no parto.

 

g1