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Garçom é baleado dentro de alojamento de funcionários em restaurante em Intermares

Reprodução/Facebook
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Um garçom de 24 anos foi baleado dentro do alojamento de funcionários de um Bar e Restaurante localizado na praia de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, na noite desse sábado (18). De acordo com a Polícia Militar, a tentativa de homicídio aconteceu por volta das 23h.

Segundo o tenente Frazão, da Companhia de Polícia Militar de Cabedelo, a vítima foi atingida por um tiro nas costas. No momento do crime, não havia testemunhas no alojamento de funcionários. A polícia acredita que o autor do disparo seja conhecido da vítima.

“A vítima foi socorrida por uma viatura da PM, estava consciente, mas não quis falar sobre o ocorrido. Acreditamos que ele conhece o autor do tiro, mas por algum motivo que desconhecemos não quis identificar ou descrever a pessoa que atirou contra ele”, disse o oficial.

O garçom foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. O estado de saúde dele não foi divulgado.

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Ainda conforme o tenente Frazão, o caso já foi entregue a Polícia Civil, que vai investigar o crime. Imagens do circuito de câmeras do estabelecimento devem ser solicitadas para possibilitar a identificação do autor do disparo.

Por telefone, o Portal Correio tentou entrar em contato com a gerência do bar, mas foi informado que não havia ninguém autorizado a comentar o caso no local.

 

Portal Correio

Acusado de humilhar garçom, desembargador vira alvo de críticas

dilermandoO desembargador do Rio Grande do Norte, Dilermando Motta, ganhou os noticiários e virou alvo nas redes sociais após se meter em uma confusão na padaria Mercatto, em Natal.

Vídeo que circula na internet e foi postado no YouTube mostra Dilermando discutindo com o cliente Alexandre Azevedo que, ao ver o desembargador destratar um garçom da padaria, ficou revoltado e foi tirar satisfações. A discussão é áspera e tem xingamentos dos dois lados.

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Alexandre afirmou que vai entrar com uma representação contra Dilermano no Conselho Nacional de Justiça. O desembargador, por sua vez, nega ter maltratado o garçom. Sob a justificativa de ter sido alvo da confusão, o garçom foi afastado.

“A verdade é que um simples e moderado pedido de esclarecimentos de um cliente a um garçom, que já havia sido solucionado, gerou uma reação de um terceiro com ameaças, gritos e total desrespeito ao público presente”, afirmou em nota.

Veja a nota de Alexandre:

“A respeito do incidente na Padaria Mercatto, envolvendo o Des. Dilermano Mota, ocorrido no último domingo (29/12/2013), venho a público externar a minha versão, objetivando esclarecer os fatos.

Por volta das 10 hs, estávamos, eu e minha esposa, lanchando na Padaria quando presenciamos um senhor, que até então não sabia de quem se tratava, levantar-se bruscamente de sua mesa e ir de encontro ao garçom que acabara de servi-lo. Este senhor, aos gritos, no meio do salão, dizia ao garçom que este não o havia atendido direito, deixando de colocar gelo em seu copo, e gritava pelo gerente, exigindo que o punisse naquele momento, e ele queria presenciar. Não satisfeito com esse escândalo, este senhor puxou o garçom pelo ombro e exigiu que lhe olhasse nos olhos e o tratasse como Excelência, e disse que deveria “quebrar o copo em sua cara”. Tal fato foi testemunhado por dezenas de pessoas que ali se encontravam.

Presenciando aquela agressão injustificada, eu me levantei e intervi, dizendo ao senhor que ele não poderia fazer aquilo; não poderia humilhar alguém que estava ali para servir. Nesse momento, o senhor se voltou contra mim, chamando-me de “cabra safado”, “endiabrado”, “endemoniado”, que “merecia ser preso”, chegando, inclusive, a pegar uma cadeira e dizer que iria “quebrar minha cara”, tendo sido contido por várias pessoas. Eu repudiei a conduta deste senhor veementemente, perguntando quem ele pensava que era e se não tinha vergonha de ofender seus semelhantes daquela forma.

O Desembargador Dilermano Mota, identificando-se como tal, acionou a Polícia Militar, que deslocou imediatamente quatro viaturas para atender o chamado, tendo, o oficial que atendeu a ocorrência, depois de sondar as dezenas de pessoas que se aglomeravam no salão da Padaria, identificado a inexistência de qualquer crime cometido por mim. Em razão dos policiais não terem me prendido, o desembargador, aos gritos, adjetivou-os de “um bando de cagão”.

Devo deixar claro que não conhecia o Desembargador, tampouco o garçom. A minha atitude de revolta e indignação ao presenciar uma profunda injustiça foi a de um cidadão consciente, como todos devem ser. E teria a mesma reação, ainda que não se tratasse de um magistrado. Quem quer respeito, se dá o respeito. Finalizo citando Darcy Ribeiro quando dizia “só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”.
Veja a nota do desembargador:

“Em respeito à opinião pública, venho esclarecer o que de fato aconteceu nas dependências da padaria Mercatto, em data de ontem (29), que ocasionou uma série de comentários nas redes sociais, alguns desmedidos e distanciados da realidade.

A verdade é que, um simples e moderado pedido de esclarecimentos de um cliente a um garçom, que já havia sido solucionado, gerou uma reação de um terceiro com ameaças, gritos e total desrespeito ao público presente.

Não houve abuso de autoridade como o propagado, mas somente uma atitude de defesa pessoal e da família presente, inclusive uma filha menor de dois anos de idade.

Sem nenhum propósito revanchista, as medidas judiciais cabíveis serão adotadas”.

 

brasil247