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‘Fumantes são vulneráveis à infecção do novo coronavírus’, afirma o INCA

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é celebrado nesta sábado (29 de agosto) em todo o país. A data foi criada em 1986 pela Lei Federal 7.488 com a finalidade de conscientizar a população sobre os danos causados à saúde e reforçar ações nacionais para prevenção e combate ao tabagismo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública.

Este ano, a data destaca o tema “Tabagismo e coronavírus (Covid-19)”. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) publicou uma nota técnica orientando sobre o tabagismo e o risco potencial para Covid-19, na qual afirma que os fumantes são mais vulneráveis à infecção. Médico pneumologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU), Thúlio Marquez destaca que os fumantes podem ter mais doenças pulmonares e cardiovasculares e, por isso, apresentarem maior chance de complicações com a Covid-19.

Várias outras doenças podem surgir ou se agravar em decorrência do cigarro, sendo uma importante causa de mortalidade. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o tabagismo é responsável por mais de 8 milhões de óbitos todos os anos.

O pneumologista do HC afirma que o fumo causa várias doenças respiratórias, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de ser a causa de vários tipos de câncer como de pulmão, boca, esôfago, laringe e fator de risco para câncer de estômago, pâncreas e mama. “O cigarro é responsável por 90% dos cânceres de pulmão. Um terço dos outros 10% está relacionado com o tabagismo passivo; ou seja, se paramos de fumar acabamos com 93% dos cânceres de pulmão”, destaca Marquez.

De acordo com os especialistas, o uso constante do tabaco causa dependência em virtude da presença de nicotina, que, além de malefícios à saúde, é capaz de provocar dependência similar à provocada pela cocaína. Por isso, parar de fumar pode ser um grande problema e muitas pessoas precisam de ajuda especializada. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante tratamento gratuito, disponibilizando medicamentos, além de fornecer acompanhamento profissional.

O Hospital de Clínicas tem um Serviço de Pneumologia que atende pacientes que desejam parar de fumar. O tratamento consiste na prescrição de medicamentos e em orientações sobre estratégias que ajudam a deixar de fumar. “Os medicamentos são divididos em dois tipos: os nicotínicos, com reposição de nicotina, basicamente, adesivo, mas podem ser utilizados chiclete ou pastilha. E os não nicotínicos, como a bupropiona e a vareniclina. A bupropiona e o adesivo de nicotina são oferecidos, gratuitamente, pelo SUS”, explica o pneumologista.

Estudos mostram que, ao parar de fumar, o organismo pode se recuperar e os riscos para doenças cardiovasculares e câncer diminuem com o tempo. “Parar de fumar é a medida que mais impacta na saúde das pessoas. É fundamental para quem não tem problema de saúde e principalmente, para quem já tem e, assim, evitar que descompense com o hábito de fumar”, afirma Marquez.

Redação/com informações do Portal Comunica UFU

 

 

Fumantes devem redobrar atenção contra coronavírus

Os fumantes estão incluídos no grupo de risco que pode ter sérias complicações se for infectado com o novo coronavírus, causador da Covid-19. Segundo especialistas, devido ao entupimento das mucosas das vias respiratórias, que inflamam por causa da fumaça e das partículas do fumo, esse grupo de pessoas é mais propenso a infecções por vírus, bactérias ou fungos.

Para os fumantes que contraírem o coronavírus, as chances de desenvolver complicações são bem maiores. “Por já ter a mucosa inflamada pelo tabagismo, quando o fumante tem qualquer infecção, ele terá uma inflamação maior. Portanto, há riscos de desenvolver a pneumonia grave, no caso de Covid-19”, explicou a médica pneumologista, Vanessa Teotônio.

A recomendação para os tabagistas neste período é manter o isolamento social, com todas as medidas de higiene. A médica pneumologista ainda ressaltou que é importante tomar a decisão de parar de fumar e procurar um médico para que o auxilie no início do tratamento, que incluiu acompanhamento psicológico e medicamentos. As opções de medicações de primeira linha são as reposições de nicotina, principalmente através de adesivo, ou uso de bupropriona. A melhor opção de tratamento é feita após consulta médica.

Cigarro eletrônico

O uso e compartilhamento do narguilé e do cigarro eletrônico devem ser evitados. “É importante alertar também sobre o cigarro eletrônico, pois há substâncias nele que tem causado lesões graves no pulmão, levando a internação, onde geralmente é preciso o uso de oxigênio e também ventiladores mecânicos”, ressaltou Vanessa Teotônio.

 

portalcorreio

 

 

Medidas antitabaco diminuíram em 40% o número de fumantes no Brasil

A implementação de medidas estabelecidas pelo Tratado Internacional para Controle do Tabaco, como os aumentos de preços e impostos, reduziram em até 40% o número de fumantes no país, de acordo com a médica do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), Tania Cavalcante. Segundo ela, também contribuem para o alerta do perigo do tabaco, as advertências sanitárias nas embalagens também, a proibição de saborização dos cigarros e a proibição das propagandas.

“Apesar de o Brasil ter reduzido muito a prevalência de fumantes para 9,3%, em números absolutos são 19 milhões de pessoas, então precisamos ajudar esses fumantes a deixarem de fumar e muitos deles precisam de tratamento, que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora ainda tenhamos muitos desafios, não temos propaganda e promoção dos produtos de tabaco”, disse durante o Simpósio Internacional Sobre Formas Alternativas de Exposição ao Tabaco.

De acordo com ela, as medidas adotadas, incluindo a proibição de fumo em locais fechados, estão fazendo o efeito previsto e mudando a percepção da sociedade de que fumar não é glamoroso e positivo e sim um problema de saúde pública. “Se perguntarmos hoje para qualquer criança ou adolescente, eles sabem disso, e são eles que pressionam seus pais, avós para que não fumem.

Para Tania, as medidas preventivas contra o tabaco não foram adotadas antes porque existe pressão da indústria do tabaco, já que muitas das medidas dependem de leis. “Se tivéssemos adotado anteriormente tudo o que temos hoje, teríamos menos fumantes e menos mortes e doenças. Hoje são 157 mil mortes [anuais] devido ao tabagismo, todas evitáveis, e um gasto de R$ 57 bilhões com as doenças por ano, enquanto as empresas lucram”.

Cigarro eletrônico

A médica ressaltou que é preciso ainda ficar atento aos cigarros eletrônicos, que têm sido difundidos como algo interessante para reduzir os danos aos fumantes, mas que é igualmente perigoso. Segundo ela, quando usado para tratar um fumante que está tentando parar com o convencional, o cigarro eletrônico pode ser utilizado, mas é importante não esquecer que ele não é inócuo e as empresas mantém seu interesse em expandir seu mercado da nicotina.

“Os cigarros eletrônicos são vendidos em lojas vistosas, são coloridos, bonitos, tentando passar uma percepção para a população de que aquilo não tem dano, mas tem. Estamos vendo nos Estados Unidos crianças e adolescentes morrendo por dano pulmonar e ninguém sabe o que está acontecendo exatamente”, destacou.

Tania disse que os pais devem ficar atentos para evitar que a novidade entre em suas casas e na vida de seus filhos. “Os formatos são os mais diversos possíveis e podem passar despercebidos e os pais não identificarem. Os pais precisam estar vigilantes e informar e orientar as crianças para que não usem e principalmente lembrar que pulmão nós só temos dois e é um órgão extremamente vital para a vida”.

Agência Brasil

 

 

Metade dos fumantes quer deixar o cigarro

Nos próximos seis meses, 49% dos fumantes do país planejam deixar o cigarro, o maior índice registrado entre todos os países que compõem o Projeto ITC Brasil – pesquisa que mede o impacto psicossocial e comportamental de políticas para o controle do tabaco. Os resultados foram divulgados hoje (29) durante o Congresso Instituto Nacional do Câncer (Inca) 80 anos, realizado no Rio de Janeiro.

Os dados do Projeto Internacional de Avaliação das Políticas de Controle do Tabaco (Projeto ITC Brasil) englobam informações relativas a 24 países. Entre os principais motivos apontados pelos fumantes para deixar o hábito estão a preocupação com a própria saúde, com os danos que possam vir a causar em outras pessoas pelo tabagismo passivo e com a possibilidade de dar mau exemplo a crianças. A pesquisa indica, entre outros aspectos, que os fumantes brasileiros estão altamente motivados para deixarem de fumar e apoiam novas ações governamentais de combate ao tabagismo.

Para a diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho, os dados significam um “pedido de socorro” por parte dos fumantes do país, que querem deixar o vício mas não conseguem. “Os números mostram com muita clareza o que significa a dependência física e psíquica de uma droga. O fumante tem a consciência de que o tabaco é danoso à sua saúde, mas não consegue se libertar da dependência”.

Para a diretora-geral do instituto, “o fumante tem a consciência de que fumar é nocivo à sua saúde  e à de sua família, e todo o impacto social envolvido. Os números constituem sim em um pedido de socorro por parte dos que querem deixar o vício”, enfatiza.

De acordo com a pesquisa, os resultados relativos aos que planejam deixar o vício nos próximos seis meses no Brasil  indicam “um índice bastante elevado, principalmente se comparado ao de países desenvolvidos com programas estruturados de controle ao tabaco como Estados Unidos (índice de 37%), França (34%), Inglaterra (33%) e Alemanha (apenas 10%)”.

Além de registrar o maior percentual de entrevistados que planejam deixar o cigarro nos próximos seis meses, o estudo revela que fumantes e não fumantes apoiam a criação de novas ações governamentais para o combate ao tabagismo.

A secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), Tânia Cavalcante, destaca que a mudança de visão da sociedade brasileira em relação ao cigarro é fruto do trabalho de diversos atores ao longo dos anos. “Essa mudança na postura em relação ao hábito de fumar, que era bem visto e amplamente estimulado no Brasil entre as décadas de 70 a 90, é fruto de um longo trabalho desenvolvido pelo Inca e pelo Ministério da Saúde, em parceria com secretarias de saúde e a sociedade civil”, aponta.

Proibição e regulamentação

Outra constatação da pesquisa é a de que existe um forte apoio até mesmo para a proibição total da comercialização dos produtos de tabaco. O Projeto ITC perguntou a todos os 1.358 entrevistados, entre setembro de 2016 e março de 2017, se eles apoiam ou se opõem a uma proibição total de produtos de tabaco nos próximos 10 anos caso o governo forneça tratamento para ajudar fumantes a deixarem o vício. Os resultados mostram que 68% dos fumantes e 77% dos não fumantes pesquisados “apoiam” ou “apoiam fortemente” essa proibição.

Vera Luiza da Costa e Silva, chefe do secretariado da Convenção do Controle de Tabaco da Organização Mundial de Saúde (OMS), ressaltou durante o congresso que a proibição do tabaco não está em pauta.

“Os dados do ITC não propõem essa proibição, eles simplesmente utilizam este indicador como medida da não aceitação social do produto por parte do fumante e do não fumante. E quando você vê que uma parte grande da população acha até que proibir seria uma solução, é porque a situação está chegando a um ponto em que o produto não está sendo bem aceito”, disse.

Para ela, os resultados da pesquisa são um estímulo para se discutir como avançar na regulamentação do uso de outras substâncias, como o álcool e alguns produtos alimentícios. “[Pensar] em como se avançar dentro da mesma lógica de regulamentar. Não é proibir, é regulamentar. E ter um olhar, dentro desta regulamentação, voltado principalmente para os adolescentes e para a população de baixa renda”, disse.

A importância da regulamentação também foi defendida pela diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho. Para ela, ao contrário das drogas ilícitas, no caso do cigarro o que se pretende é reduzir o consumo via estrangulamento do acesso ao produto.

“É o caso de dificultar o consumo via estrangulamento, dificultando o início do hábito, daí a importância de uma política educativa tendo como meta dificultar o vício do hábito de fumar: e aí o público-alvo é a criança e o adolescente, porque 90% dos fumantes adquirem o hábito nesta fase da vida”, destaca.

No entendimento de Ana Cristina, “é necessário primeiro desmistificar, tirar o glamour do hábito pelo tabaco”. Esse trabalho passa por medidas relacionadas à indústria tabagista, como a padronização das embalagens e a questão dos aditivos que adicionam sabores aos cigarros. No entanto, ações desse tipo envolvem a formulação de legislação específica.

“Já existem muitos projetos que contemplam algumas dessas medidas, mas o lobby no Congresso Nacional é muito forte por conta de parlamentares ligados diretamente à indústria tabagista. E eles [projetos] estão lá parados e são de difícil aprovação. Mas é um desafio que precisa ser encardo porque o custo para o país é muito alto”, argumenta.

Agência Brasil

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PB tem mais de 450 mil fumantes e Saúde faz testes e exames gratuitos

cigarroA Paraíba tem 453.546 fumantes (11,5% da população) e, destes, 89.784 estão em João Pessoa, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta – cerca de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas – seja de fumantes. Nesta terça-feira (15) ocorre o Dia Estadual de Combate ao Fumo, com ações em todo o estado;

Em João Pessoa, o Hospital Universitário Lauro Wanderley tem programação a partir das 8h até as 11h30, com o objetivo de trabalhar a prevenção do tabagismo.

Serão oferecidos testes de espirometria (mede a função pulmonar); Fagerstrom (avalia o grau de dependência à nicotina) e monoximetria (avalia a concentração de monóxido de carbono no ar expirado); além de orientações sobre os malefícios do tabagismo e distribuição de material educativo.

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As atividades serão realizadas por meio de parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa; Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa); Associação Médica da Paraíba (AMPB); Conselho Regional de Medicina (CRM); Sociedade Paraibana de Pneumologia; Sociedade Brasileira de Cardiologia/Região Paraíba; Liga os planos de saúde – que vão desenvolver atividades alusivas em seus respectivos espaços, também no dia 15 de março – Unimed, Afrafep, Cassi e Geap.

A nicotina, presente no cigarro, causa dependência e age na região do cérebro cerca de 50 doenças graves estão relacionadas ao tabaco, entre elas: câncer de pulmão, boca, laringe, estômago; leucemia; infarto; bronquite; infecções respiratórias; trombose vascular. A fumaça do cigarro tem mais de 4600 substâncias, entre elas 40 são cancerígenas.

Na Paraíba, existem hoje 37 Centros de Referência para Tratamento dos Fumantes, onde se pode buscar apoio para se livrar do vício em nicotina. O serviço é oferecido em Unidades de Saúde da Família; em Centros de Atenção Psicossocial (Caps); Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais); Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e Centros de Saúde. Em alguns casos, os pacientes abandonam o cigarro com menos de um mês de acompanhamento.

O tratamento nesses locais é mantido pelo Ministério da Saúde, que repassa medicamentos ao Estado. Este, por sua vez, é responsável pela qualificação das equipes, monitoramento do trabalho nos centros e pelo encaminhamento do material enviado pelo Ministério. Os municípios entram com a administração das unidades de saúde.

Referência – Os hospitais de referência no Estado no combate aos tipos de câncer relacionados ao uso do tabaco – pulmão, esôfago e laringe – são o Napoleão Laureano; Oncoclínica e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa; e Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (Fap) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande.

 

 

portalcorreio

Cientistas explicam mistério dos raros fumantes de pulmões saudáveis

fumantePor que algumas pessoas parecem ter pulmões saudáveis apesar de fumarem muito e por muitos anos? Após analisarem mais de 50 mil casos, cientistas britânicos chegaram a uma conclusão.

O estudo, feito pela equipe da agência de pesquisa do governo Medical Resarch Council, mostrou que mutações no DNA das pessoas aprimoram as funções pulmonares e mascaram o impacto mortal causado pelo cigarro.

Segundo os cientistas, a descoberta pode culminar na criação de novos medicamentos para melhorar as funções pulmonares.

No entanto, eles fizeram questão de ressaltar que não fumar será sempre a melhor opção.

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Usando dados de condições de saúde e informações genéticas de voluntários, os pesquisadores analisaram problemas como a chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), que pode causar falta de ar, tosse e infecções.

Ao se comparar fumantes e não fumantes, e também pessoas com e sem DPOC, os pesquisadores descobriram trechos do DNA que reduzem o risco da doença.

Assim, fumantes com “bons genes” tinham um risco menor de desenvolver DPOC do que os que tinham “genes ruins”.

Segundo o professor da Universidade de Leicester Martin Tobin, um dos pesquisadores do estudo, os genes parecem afetar a maneira com que os pulmões crescem e respondem aos danos.

— Não há nenhuma solução mágica que garanta proteção contra o fumo. Essas pessoas ainda terão pulmões menos saudáveis do que teriam se não fumassem. A melhor coisa que alguém pode fazer para evitar a DPOC e outras doenças relacionadas ao cigarro, como o câncer, é parar de fumar.

O hábito de fumar também aumenta o risco de doenças do coração e de vários tipos de câncer — nada disso foi analisado no estudo.

Os cientistas também descobriram parte do código genético que é mais comum em fumantes do que em não fumantes.

Ainda é necessário mais pesquisa, mas os cientistas afirma que essa diferença parece alterar as funções cerebrais e o grau de facilidade que cada um se vicia em nicotina.

“(A descoberta) traz fantásticas novas pistas sobre como o corpo trabalha, em áreas que tínhamos pouco conhecimento antes. São descobertas que podem culminar em incríveis progressos em termos de desenvolvimento de novos remédios”, afirmou Tobin.

O estudo foi apresentando em um encontro da European Respiratory Society e publicado na revista científica Lancet Respiratory Medicine.

O chefe de pesquisas da British Lung Foundation, Ian Jarrold, afirmou à BBC:

— Essa descoberta representa um passo significativo para obtermos uma visão mais clara sobre o fascinante e intrincado funcionamento dos pulmões. Entender a predisposição genética é essencial não apenas para nos ajudar a desenvolver novos tratamentos para pessoas com doenças no pulmão, mas também nos ensina sobre como pessoas saudáveis podem cuidar melhor de seus pulmões.

 

 

BBC Brasil

PB faz ações no Dia Nacional de Combate ao Fumo; estado tem 453 mil fumantes

cigarroO tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, cerca de 1,2 bilhão de pessoas, seja de fumantes. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer, a Paraíba possui 453.546 fumantes e, destes, 89.784 estão em João Pessoa. O Dia Nacional de Combate ao Fumo é neste sábado (29), com atividades especiais.

A programação prevê atividades no Shopping Manaíra, das 10h às 16h, em Manaíra, na Capital. O objetivo é trabalhar a prevenção do tabagismo, principalmente com crianças e adolescentes.

Como parte das ações de prevenção, foi feito o lançamento de uma plataforma de jogos educativos sobre tabagismo ao logo dessa semana em escolas do Estado.

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Em Campina Grande, das 9h às 10h, os moradores do bairro Itararé que são assistidos pelas Equipes de Saúde da Família do local participam de uma ação educativa ena Facisa. A cidade registrou 35 casos de câncer de pulmão em 2014.

Cigarro

A nicotina, presente no cigarro, causa dependência e age na região do cérebro relacionada com o prazer. Além das alterações físicas, emocionais e comportamentais, cerca de 50 doenças graves estão relacionadas ao tabaco, entre elas: câncer de pulmão, boca, laringe, estômago; leucemia; infarto; bronquite; infecções respiratórias; trombose vascular. A fumaça do cigarro tem mais de 4.600 substâncias, entre elas 40 são cancerígenas.

Tratamento

Na Paraíba, existem hoje 37 Centros de Referência para Tratamento dos Fumantes, onde se pode buscar apoio para se livrar do vício em nicotina. O serviço é oferecido em Unidades de Saúde da Família; em Centros de Atenção Psicossocial (Caps); Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais); Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e Centros de Saúde. Em alguns casos, os pacientes abandonam o cigarro com menos de um mês de acompanhamento.

O tratamento nesses locais é mantido pelo Ministério da Saúde, que repassa medicamentos ao Estado. Este, por sua vez, é responsável pela qualificação das equipes, monitoramento do trabalho nos centros e pelo encaminhamento do material enviado pelo Ministério. Os municípios entram com a administração das unidades de saúde.

Referência

Os hospitais de referência no Estado no combate aos tipos de câncer relacionados ao uso do tabaco – pulmão, esôfago e laringe – são o Napoleão Laureano; Oncoclínica e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa; e Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (Fap) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande.

 

portalcorreio

Embalagens de cigarro terão mais um alerta para fumantes

cigarroAs embalagens de cigarro terão mais um alerta sobre os riscos do vício para fumantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana resolução determinando que 30% da parte inferior frontal dos maços trarão os dizeres “Este produto causa câncer. Pare de fumar. Disque Saúde 136”.

“O 136 traz ao consumidor a informação de que ele tem um local para buscar outras informações, para buscar um auxílio em relação àqueles que querem parar de consumir esse tipo de produto”, destacou o diretor da Anvisa, Renato Porto, durante reunião colegiada no mês passado.

A medida está prevista no Decreto 8.262 de 2014, que regulamenta a Lei Antifumo (Lei 12.546 de 2011). Faltava apenas a determinação do modelo e da mensagem. O novo alerta vem se somar às normas que obrigam os fabricantes a colocar em toda a parte de trás da embalagem uma foto que ilustra os riscos do fumo e em uma das laterais uma advertência.

A Lei Antifumo entrou em vigor em dezembro do ano passado. O dispositivo proíbe, entre outros pontos, fumar em locais fechados, públicos e privados, em todo o país.

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Ainda segundo a resolução da Anvisa, fica proibido o uso de qualquer dispositivo que impeça ou dificulte a visualização da advertência, inclusive no momento da abertura do maço de cigarros.

As novas embalagens com o número do Disque Saúde começam a ser vendidas no dia 1º de janeiro de 2016.

 

portalmidia

Cigarro traz consequências graves à aparência dos fumantes

cigarroAlém de ser responsável por graves doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer, o cigarro também causa danos à beleza. Pele envelhecida precocemente, queda de cabelo, linhas de expressão ao redor dos lábios, mau hálito, dentes, unhas e pontas dos dedos amarelados são sinais visíveis que aparecem no corpo e no rosto daqueles que passam anos de suas vidas ingerindo as substâncias tóxicas do tabaco. Entre os componentes do cigarro, podemos destacar dois grandes vilões: a nicotina, causadora de dependência física e psíquica, e o alcatrão, que contém substâncias cancerígenas.

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Quem não quiser estragar a saúde e deseja manter sempre uma aparência jovial, deve ficar bem longe do cigarro. Para as mulheres que fumam o prognóstico não é nada bom. Nelas, as consequências são notadas mais rapidamente devido à flacidez da pele.

Os especialistas explicam que o fumo afeta a quantidade de vitaminas antioxidantes naturais presentes na pele. Isso diminui a resistência da pele aos radicais livres, afetando a produção de colágeno, provocando a flacidez. Até mesmo a cicatrização da pele após cirurgia fica mais complicada para quem fuma, alertam os cirurgiões plásticos.

Os cabelos e o couro cabeludo também são atingidos pelo uso do cigarro. As pessoas que fumam sofrem mais com a queda de cabelo e com a descamação do couro cabeludo. Além disso, os cabelos brancos podem surgir mais cedo em decorrência do fumo. As unhas e dedos ficam com a tonalidade amarelada devido à má circulação sanguínea, enquanto os dentes tendem a ficar escuros e manchados.

Ou seja, o impacto causado pelo cigarro é devastador. O bom é saber que todas essas consequências podem ser evitadas com uma só atitude: apagar o cigarro para sempre.

Processo doloroso

Mas parar de fumar não é fácil. Que o diga a servidora pública Rita de Cássia Luna, 66 anos, moradora do Geisel, e cliente da Unimed João Pessoa. Ela contou que começou a fumar muito cedo por influência das amigas e só parou há dois anos quando o médico sentenciou: “ou deixa o cigarro ou morre.

Segundo Cássia Luna, foi um processo muito difícil, doloroso, mas hoje ela sente na pele e no ar o bem que fez ao acatar a determinação de seu médico cardiologista. “Respiro muito melhor, fico menos cansada. Também senti melhora na minha pele, no cabelo e até no meu cheiro. Lutei muito para largar o vício, mas foi a decisão certa, pois, caso contrário, hoje eu estaria morta”, disse.

Lei Antifumo

Não são só a vontade, a persistência e a perseverança que fazem o fumante parar. Nos últimos anos, os programas públicos de controle do tabagismo têm contribuído para a redução do consumo do cigarro no País. Para proteger ainda mais a saúde da população e fechar o cerco contra o tabagismo, entrou em vigor em dezembro do ano passado a lei federal 12.546, a Lei Antifumo, com regras que proíbem o uso de cigarros em recintos fechados públicos ou privados em todo o território nacional.

Como forma de conscientizar a população no sentido de cobrar o cumprimento da lei que protege o não fumante, o Comitê de Tabagismo da Associação Médica da Paraíba (AMPB), que é formado pela Unimed João Pessoa e outras instituições, promoverá uma série de atividades nesta quinta (29) e na sexta-feira (30) em João Pessoa.

Na quinta-feira à tarde, um grafiteiro fará a pintura da logomarca da campanha no muro da Secretaria Municipal de Saúde e no Terminal Rodoviário de Integração, no Varadouro. Já na sexta-feira, as atividades serão realizadas na Praça Vidal de Negreiros, o Ponto de Cem Réis, das 8h às 12h, com uma programação extensa que inclui distribuição de material educativo, contendo informações sobre os maléficos do cigarro à saúde.

Essa campanha da lei Antifumo foi desenvolvida pela ONG Aliança de Controle do Tabagismo e Saúde (ACT) para ser divulgada nacionalmente.

Pesquisa animadora

Fumar é um vício que afeta milhares de pessoas e mata cerca de 200 mil por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Dentro desse universo de mortes causadas pelo cigarro surgiu um fato animador em dezembro do ano passado. Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em parceria com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o índice de pessoas que consomem cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás.

Essa pesquisa reflete uma nova mentalidade da população em relação ao cigarro que pode ser atribuída ao desenvolvimento de campanhas educativas e programas para livrar as pessoas desse mal.

“A sociedade brasileira, ao longo dos últimos anos, vem absorvendo uma nova mentalidade em relação ao cigarro, em que fumar passou de charmoso e elegante a uma atitude nociva e antissocial”, afirmou o médico pneumologista Sebastião Costa, que está à frente das ações que serão realizados nesta quinta e sexta-feira para divulgar a Lei Antifumo na capital paraibana. Médico cooperado da Unimed JP, Sebastião Costa é presidente do Comitê de Tabagismo da AMPB a e coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paraibana de Pneumologia e Tisiologia (SPPT)

Benefícios

Os benefícios obtidos ao se parar de fumar são muitos e já podem ser observados nos primeiros minutos sem o cigarro. Confira abaixo alguns benefícios listados pelo Ministério da Saúde.

– Após 20 minutos sem fumar, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;

– Após 2 horas, não há mais nicotina no sangue;

– Após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza;

– Após 2 dias sem fumar, o cheiro e o sabor dos alimentos olfato percebe melhor os cheiros o paladar já degusta a comida melhor;

– Após 3 semanas, a respiração fica mais fácil e a circulação melhora;

– De 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto pode ser comparado ao de pessoas que nunca fumaram.

Assessoria

Secretaria de Saúde disponibiliza medicamentos para tratamento de fumantes

medicamentoA Secretaria de Estado da Saúde (SES) disponibiliza, a partir de segunda-feira (26), o terceiro lote dos medicamentos para tratamento de fumantes aos 197 municípios que aderiram ao Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), do Ministério da Saúde. São comprimidos de bupropina; adesivos e gomas de mascar de nicotina para um público estimado em 14.870 pacientes.

O PNCT é um programa criado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), coordenado em conjunto com o Ministério da Saúde, que visa a redução da população de fumantes no país e a melhoria no acesso ao tratamento na Rede SUS.

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Desde 2013, quando houve a adesão de 197 municípios paraibanos ao PNCT, através do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), o serviço de tratamento do fumante passou a ser oferecido nas Unidades de Saúde da Família dessas localidades.

“Devido ao grande impacto das doenças crônicas no país, este programa possibilita um maior acesso do usuário ao tratamento, de forma integral, visto que a atenção básica configura-se em cenário oportuno para a execução das ações de controle do tabagismo”, disse a técnica da Gerência Executiva de Atenção a Saúde, referência para Atenção Básica – SES/PB, Mayara Dinamine.

Além das Unidades de Saúde da Família, o atendimento ao fumante também é feito na Capital, nos Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais), dos bairros de Jaguaribe, Mangabeira e Cristo; no Centro de Saúde, de Mandacaru e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), do Rangel e nos CAPS de Guarabira; Cuité; Patos; Piancó; Cajazeiras; Princesa Isabel; Sousa; Monteiro; Catolé do Rocha e Itabaiana.

Secom-PB