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Entenda a vontade frequente de urinar na gravidez

Dr. Alberto Guimarães explica sobre o xixi na gestação

A vontade constante de urinar pode começar logo no início da gestação. Muitas vezes, é um dos sintomas que ajudam a mulher a identificar a gravidez. Inicialmente, é consequência do aumento do volume do útero.

“A partir da 35ª semana, as futuras mamães sentem muita urgência em fazer xixi e em períodos curtos. A culpa é do hormônio (HCG), que aumenta o fluxo sanguíneo na área pélvica e para os rins que se tornam mais eficientes durante a gravidez, ” informa o Dr. Alberto Guimarães: ginecologista, obstetra e precursor do Parto sem Medo.

Nas duas últimas semanas, a frequência se intensifica por causa do encaixe da cabeça do bebê na bacia da mãe, o que é chamado de “queda do ventre, pois a bexiga é comprimida pelo útero conforme ele aumenta de tamanho para suportar o crescimento do bebê.

“O útero em crescimento também é um pouco responsável pelas corridas ao banheiro pois ele exerce pressão na bexiga, dando menos espaço para armazenar o xixi,” complementa o médico.

Dr. Alberto Guimarães: ginecologista, obstetra e precursor do Parto sem Medo

Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (RJ) e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o médico atualmente encabeça a difusão do “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas. Atuou no cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo e na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Site: https://www.partosemmedo.com.br/

Assessoria

 

 

Consumo frequente de antibióticos favorece surgimento de pólipos

 Foto: REUTERS/Srdjan Zivulovic)
Foto: REUTERS/Srdjan Zivulovic)

Pessoas que tomaram antibióticos de maneira importante entre os 20 e os 60 anos apresentaram maior frequência de pólipos, pequenas lesões benignas na parede do intestino que podem, a longo prazo, se transformar em câncer, revela um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista médica “Gut”.

O estudo analisou 16.600 mulheres americanas com mais de 60 anos que realizaram colonoscopia, incluindo 1.195 que apresentaram pólipos ou adenomas colorretais.

Os autores do estudo, publicado na revista do grupo British Medical Journal, observaram que mulheres submetidas a tratamento com antibióticos durante ao menos dois meses acumulados entre os 20 e os 39 anos tinham 36% mais probabilidade de ter pólipos no cólon ou no reto em relação às demais.

Entre as mulheres que receberam antibióticos durante ao menos dois meses entre os 40 e os 59 anos, a possibilidade de pólipos é 69% maior em relação às demais, segundo os autores do estudo, da Harvard Medical School e da Harvard TH Chan School of Public Health, em Boston.

Alteração da flora intestinal

O estudo constata uma situação estatística, mas não estabelece uma relação de causa e efeito entre o consumo de antibióticos e o surgimento de pólipos. Mas esta relação teria uma “explicação biológica plausível”, já que os antibióticos alteram a flora intestinal ao reduzir a quantidade e a diversidade das bactérias presentes.

Outros estudos já observaram a redução de algumas bactérias e a proliferação de outras em pacientes com câncer colorretal.

“A estes dados se somam o que já se conhece sobre sobre a importância da flora intestinal para nossa saúde”, comentou Sheena Cruickshank, especialista em imunologia da Universidade de Manchester, que não participou do estudo.

Mas os autores não levaram suficientemente em conta a contribuição dos hábitos alimentares das mulheres que apresentaram pólipos, e nem o eventual impacto da presença de antibióticos em sua alimentação, provenientes dos tratamentos aplicados a animais de abate.

Os antibióticos são “medicamentos essenciais para tratar as infecções bacterianas e, quando utilizados corretamente, podem salvar a vida”, acrescenta Cruickshank.

 G1

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OMS adverte que depressão é a doença mais frequente na adolescência

adolescentesA depressão é a principal causa de doença e de inaptidão entre os adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, anunciou a OMS (Organização Mundial da Saúde).

“A depressão é a causa predominante de doença entre os adolescentes”, afirma um documento da OMS, que destaca que os três principais motivos de morte no mundo nesta faixa de idade são “os acidentes de trânsito, a Aids e o suicídio”.

Em 2012, 1,3 milhão de adolescentes morreram no mundo. Esta é a primeira vez que a OMS publica um relatório completo sobre os problemas de saúde dos adolescentes. Para elaborar o documento, a organização utilizou os dados fornecidos por 109 países.

 

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Os problemas nesta faixa de idade estão relacionados, com o cigarro, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, a Aids, os transtornos mentais, a nutrição, a sexualidade e a violência.

 

Para a médica Flavia Bustreo, subdiretora geral para a saúde das mulheres e das crianças na OMS, “o mundo não dedica atenção suficiente à saúde dos adolescentes”.

 

Os homens sofrem mais acidentes de trânsito que as mulheres, com uma taxa de mortalidade três vezes superior. A morte durante o parto é a segunda maior causa de mortalidade entre as jovens com idades entre 15 e 19 anos, depois do suicídio, segundo a OMS.

 

Entre 10 e 14 anos, a diarreia e as infecções pulmonares representam a segunda e quarta causas de falecimento.

O documento destaca ainda que pelo menos um adolescente em cada quatro não realizam exercícios físicos suficientes, pelo menos uma hora por dia, e que em alguns países um em cada três é obeso.

AFP

Consumo de cocaína, mesmo pouco frequente, eleva o risco de infarto

O consumo ‘social’ de cocaína, ou seja, ao menos uma vez ao mês, já é o suficiente para aumentar o risco de um ataque cardíaco. Mesmo esporádico, o consumo provoca o enrijecimento das artérias e causa pressão alta. “É a droga perfeita para um infarto”, afirmou Gemma Figtree, coordenadora da pesquisa apresentada nesta segunda-feira (05/11) em um encontro da Associação Americana do Coração, em Los Angeles.

No estudo, Figtree e sua equipe, da Universidade de Sidney, na Austrália, recrutaram 20 pessoas que consumiam cocaína pelo menos uma vez ao mês e outros 20 indivíduos que não eram usuários da droga. Os participantes tinham, em média, 37 anos.

Os pesquisadores realizaram exames de ressonância magnética, mediram a pressão sanguínea e o funcionamento das artérias de todos os participantes — no caso dos usuários de cocaína, ao menos 48 horas após eles terem consumido a droga.

Os resultados mostraram que os consumidores de cocaína apresentaram um aumento de até 35% na rigidez das artérias — ou seja, quando elas ficam mais espessas e menos elásticas, quadro que está intimamente ligado a doenças cardiovasculares, como arteriosclerose e hipertensão.

Esses participantes também tinham as paredes do coração cerca de 18% mais espessas, o que compromete o bombeamento do sangue para o resto do corpo, e pressão arterial mais elevada do que os participantes que não eram usuários da droga.

“A combinação de todos esses efeitos coloca os usuários de cocaína em um alto risco de sofrer um ataque cardíaco”, disse Figtree. Ela explica que esses resultados mostram que os efeitos da droga persistem mesmo dias depois de ela ser consumida, um dado que preocupa ainda mais os especialistas. “Estamos vendo repetidamente casos de jovens que sofrem ataques cardíacos em decorrência do uso de cocaína.”

Para a pesquisadora, os resultados do estudo ressaltam a necessidade de programas de educação sobre os efeitos da droga a curto prazo e entre pessoas que consomem a droga ‘socialmente’.