Arquivo da tag: fraudes

CGU identifica fraudes no pagamento do auxílio e governo já tem economia de R$ 4,5 bi

O ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), afirmou nesta quarta-feira (16) que trabalho de identificação de fraudes no pagamento de auxílio emergencial já resultou numa economia de R$ 4,5 bilhões aos cofres do governo federal.

Segundo ele, a identificação de irregularidades no pagamento desses benefícios tem ocorrido por meio do cruzamento da grande base de dados disponíveis pelo governo federal.

“Esse trabalho já resultou numa economia ao Governo de cerca de 4.5 bilhões de reais, em um total de recursos empregados de R$ 240 bilhões. Então todas essas bases estão sendo cruzadas. No cruzamento de informações a gente identifica tanto irregularidades quanto fraudes”, afirmou o ministro Wagner Rosário, durante o programa Voz do Brasil.

Rosário destacou as principais fraudes identificadas pela CGU. “As fraudes mais comuns têm sido a utilização de CPFs de pessoas que já morreram ou então CPFs de pessoas que não fazem jus ao programa e tentam passar nesses crivos, né”, contou.

Ele esclareceu, no entanto, que há algumas irregularidades que não são classificadas como sendo fraudes. “Algumas irregularidades estão sendo identificadas, que não se caracterizou fraudes. São pessoas que não fazem jus ao programa, não tem idade ainda, ou não tem renda familiar que se adeque ao programa”.

O ministro explicou que é função da Controladoria-Geral da União (CGU) combater a corrupção e fraudes em contratos, além de dar transparência às ações e gastos do governo, inclusive durante a pandemia.

 

Voz do Brasil

 

 

Ministério Público Eleitoral fiscaliza fraudes e segurança sanitária durante eleições

Uma portaria publicada pelo Ministério Público Eleitoral define como será feita a fiscalização das Eleições Municipais de 2020. Além de garantir que a votação não será alvo de fraudes, o MP Eleitoral, neste ano, também vai fiscalizar a aplicação das medidas de segurança contra o novo coronavírus. O documento define que servidores que compõem os grupos de risco vão poder trabalhar de casa e que o atendimento ao público pelo MP Eleitoral será feito preferencialmente pela internet.

A portaria também define que os membros do MP vão enviar recomendações aos partidos e candidatos para que as orientações das secretarias de Saúde sejam respeitadas. Não são recomendados eventos que causem aglomerações e o contato físico com o eleitor.

Caso irregularidades sejam detectadas, o membro do MP deve solicitar à Justiça Eleitoral autorização para que seja feita uma intervenção e uma multa seja aplicada.

Fonte: Brasil 61

 

 

Operação da PF investiga fraudes em aposentadorias rurais da Paraíba

Uma operação da Polícia Federal cumpriu uma ordem judicial na manhã de hoje (19), no município de Capim, no Brejo da Paraíba. A polícia investiga a emissão de documentos falsos para a obtenção de benefícios previdenciários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Esta é a segunda fase da operação Capim Fértil no estado.

Na primeira etapa, a PF afirmou que o prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 4 milhões. A Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários afirma que um proprietário rural emitiu mais de 60 declarações falsas para pessoas que nunca trabalharam em suas terras, com objetivo de obter benefícios rurais previdenciários.

Entenda o caso –  Essa operação trata-se de desdobramento da Operação “CAPIM FÉRTIL” iniciada para investigar fraudes contra o INSS por requerentes de benefícios rurais previdenciários, que utilizavam documentos e declarações falsas para obter benefícios irregulares junto àquela Autarquia Previdenciária, totalizando mais de 60 empregados – conforme declarações expedidas.

O indício de fraude foi constatado a partir de denúncia anônima narrando que o proprietário do imóvel rural cobrava para emitir referidas declarações, sendo que nessa fase da operação foi possível identificar uma das autoras intelectuais e documentais do crime, que articulava a parte formal do delito.

Embasado nas provas constantes dos autos, a Autoridade Policial que preside o feito representou por mandado de busca e apreensão na casa de um(a) investigado(a), deferido pela Justiça Federal e cumprido pela Superintendência de Polícia Federal na Paraíba.

O crime resultou em um rombo de aproximadamente cinco milhões de reais aos cofres públicos, conforme divulgado pela Secretaria da Previdência. As investigações permanecem e a partir desse desdobramento, os materiais apreendidos serão analisados e confrontados para identificar eventuais participantes e sua posterior responsabilização.

pbagora com PF

 

TJDF determina investigação sobre supostas fraudes em resultados do futebol paraibano

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB), Raoni Lacerda Vita, determinou nesta terça-feira (28) a abertura de inquérito civil para investigar suposta fraude nos resultados de partidas no Campeonato Paraibano. A decisão foi tomada após áudios vazados pelo presidente do Sousa Futebol Clube, Aldeone Abrantes, denunciarem suposta tentativa de cooptação do clube para a combinação de resultados.

Alguns áudios com os supostos organizadores das apostas foram compartilhados através de aplicativo de troca de mensagens. As falas de duas gravações dão a entender que havia uma tentativa de manipular o resultado de Sport-PB x Sousa. Aldeone Abrantes é citado em ambos os áudios. Em um deles, é citado como o “cara que mais fez falcatrua na história do nosso futebol” e que agora está dando “uma de bonzinho”.

Áudio 1

“A gente ia trabalhar nesse jogo bem direitinho. Ele ia botar um dinheiro na banca. Ele me procurou e tinha muita gente interessada. Mas o Aldeone Abrantes, querendo dar uma de honestão… um cara que mais fez falcatrua na história do nosso futebol, tá pagando de certinho, cuspindo no prato que comeu”.

Áudio 2

“Deu errado, viu? O placar da partida era para ser 3 a 0 para o Sousa. Tava tudo planejado. Procuramos o Aldeone e ele não aceitou a nossa proposta. Ia sair R$ 20 mil para o Sousa. Eles iam vencer por 3 a 0. Várias e várias foi ele quem nos propôs esquema no futebol paraibano. Aí agora vem dar uma de bonzinho”. O jogo terminou 1 a 0 para o Sousa.

O autor dos áudios não foi revelado, mas, de acordo com Aldeone Abrantes, há imagens do suspeito que facilitariam a identificação.

As revelações lançaram suspeitas sobre supostas combinações de outros resultados. A presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, enviou ofício ao TJDF com solicitação para que o caso fosse investigado. A combinação de resultados serviria para favorecer apostadores em sites especializados em apostas destinadas a adivinhar os placares dos jogos de futebol.

No despacho, o presidente do TJDF cita a necessidade de se esclarecer as supostas irregularidades. O prazo dado para que a investigação seja concluída pela auditoria é de quinze dias. A investigação tem caráter sigiloso, de acordo com determinação do presidente do TJDF.

Esta é a segunda denúncia relacionada a irregularidades para a combinação de resultados no futebol paraibano. A último dizia respeito à compra de árbitros para definir o resultado das partidas. O caso resultou na Operação Cartola, desencadeada pelo Ministério Público da Paraíba. O caso foi apurado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

G1

 

Prejuízos por fraudes aos Correios ultrapassam R$13 milhões

Cálculos iniciais da Polícia Federal indicam que os prejuízos dos Correios com as fraudes identificadas na Operação Postal Off, deflagrada nesta sexta-feira (6) chegam a R$ 13 milhões, mas para o delegado Christian Luz Barth, da Delegacia de Combate à Corrupção da Superintendência Regional em Santa Catarina os valores podem ser bem maiores.

“A gente estima que esses valores vão subir, e muito, após a análise do material apreendido”, disse durante entrevista coletiva à imprensa para explicar a Operação e a ação da organização criminosa.

Macaque in the trees
O delegado da regional de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro, Rodrigo Alves, presta esclarecimentos sobre as operações Postal Off e Radio Pirata na sede da Polícia Federal (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Polícia Federal cumpriu 9 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro; 2 mandados de prisão preventiva e 5 mandados de busca e apreensão no Estado de São Paulo; além de 1 mandado de prisão temporária e um mandado de busca em Minas Gerais, todos expedidos pela 7ª Vara Federal de Florianópolis/SC. “Todos os alvos da operação estão presos, as buscas foram realizadas e agora partimos para análise do material”, disse o delegado.

Esquema

A organização criminosa investigada trabalhava com postagens de grandes clientes, de grandes empresas que têm volume de postagem muito alto, com um fluxo elevado de objetos por mês. “Eles criaram uma sistemática que foi evoluindo com o tempo em que eles conseguiram colocar no fluxo postal dos Correios encomendas, cartas comerciais, sem faturamento ou então com faturamento muito abaixo do que efetivamente era postado”, revelou.

Para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos Correios, a justiça determinou os bloqueios de contas bancárias e o arresto de bens móveis e imóveis, incluídos carros de luxo e duas embarcações, sendo uma delas, um iate avaliado em R$ 3 milhões. “Só com os bloqueios, para se ver o poder econômico da organização criminosa, de bens móveis e imóveis, embarcações inclusive, chegamos a uma cifra de R$ 40 milhões, que podem garantir o ressarcimento aos Correios”, apontou.

Segundo Barth as apurações indicaram também que alguns cargos nos Correios tinham preço para facilitar a operação da organização. Ele afirmou que além de funcionários da estatal e laranjas, havia a participação de empresários com empresas também de fachada.

“A organização estava tão bem estruturada que tinha inúmeras empresas laranjas, que firmavam contratos com os Correios para fazer as suas postagens e quando essas empresas laranjas eram descobertas e identificada alguma irregularidade, as empresas eram abandonadas, dívidas tributárias, dívidas com os Correios. A gente tem uma lista gigantesca de empresas para analisar”, explicou.

O delegado acrescentou que a investigação está sob sigilo e, por isso, não poderia citar nomes de envolvidos na organização, que atuava desde novembro de 2016 com suporte de funcionários de alto escalão dos Correios. “A função básica deles era dar suporte para a organização criminosa, evitando fiscalizações, avisando quando haveria alguma fiscalização. Temos informações inclusive de participarem de reuniões com clientes que eram dos Correios para que saíssem dos Correios, em contratos próprios, e passassem para as empresas da organização criminosa, ou seja, os Correios perdiam dos dois lados”, detalhou.

Apesar de não citar nomes, o delegado adiantou que entre os alvos dos mandados de prisão havia um “elemento político” sendo investigado.

Investigação

Prejuízos por fraudes aos Correios ultrapassam R$13 milhões Prejuízos por fraudes aos Correios ultrapassam R$13 milhões Segundo Christian Luz Barth, a investigação começou em novembro de 2018 em Santa Catarina, quando foi identificada a tentativa de uma organização criminosa de cooptar servidores públicos no estado. De acordo com o delegado, as investigações apontaram para duas bases da organização, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. “Observamos que Santa Catarina, na verdade, foi uma tentativa de chegar lá e começar a implementar os seus crimes. Basicamente estamos falando de fraudes contra os Correios”, disse.

Agência Brasil

 

 

Saiba quais os golpes e fraudes mais comuns praticados contra aposentados

Após anos de trabalho e quando pensam que vão aproveitar a vida, os aposentados ainda têm de enfrentar um outro problema: tentar se proteger de golpes. Os idosos costumam ser constantemente alvo de golpistas e fraudadores. Resultado: é cada vez maior o número de golpes praticados contra os aposentados. O pior é que muitas vezes os segurados ficam endividados e até com o nome sujo sem saber.

“Uma grande parte das fraudes acontece por conta de vazamento de informações da Previdência Social. O Governo tem feito esforços para evitar este tipo de coisa. Mas o mais difícil é saber como dados e até listas de aposentados chegam aos fraudadores. O aposentado ou pensionista que teve seu nome incluído na lista de devedores pode até entrar na Justiça com ação de dano moral. Já há várias condenações neste sentido”, explica o advogado previdenciário André Luiz Moro Bittencourt.

Os golpes mais comuns são do empréstimo consignado e de associações e entidades que fazem filiações prometendo benefícios que vão desde assistência médica até auxílio-funeral. Na maioria dos casos os fraudadores pedem o empréstimo em locais diferentes da residência do aposentado, o que poderia ser utilizado pelos bancos até como forma de identificação da fraude.

Atualmente, em torno de 23 milhões de pessoas têm direito de pedir empréstimo com desconto direto no benefício pago pelo INSS. Deste total, 18 milhões já pediram empréstimo, com valor médio de R$ 3.000, o que soma R$ 54 bilhões em dinheiro disponível (dados divulgados pelo INSS).

De acordo com o advogado, a maior parte dos golpes acontece de forma semelhante. “Com o número do cartão do INSS do beneficiário, os fraudadores pedem ao banco um empréstimo consignado em nome de outra pessoa e indicam uma conta corrente para o crédito do valor. Mas o problema mesmo é que existem deficiências na verificação da identidade da pessoa que pediu o empréstimo e falhas no cruzamento da informação com a base de registros do INSS fazem com que o número fornecido não seja checado devidamente. Isso permite que o dinheiro do empréstimo seja liberado, seja debitado mensalmente do pagamento da vítima e caia na conta indicada pelos golpistas”, revela.

Como solução, ele indica que é preciso instituir outras formas de verificação de dados, como o cruzamento de informações – data de nascimento, nome da mãe, número do benefício, residência declarada do beneficiário e até região de solicitação do empréstimo.

Outros golpes

Mas há ainda o golpe nos terminais de auto-atendimento. O golpista fica próximo aos caixas eletrônicos observando quando o aposentado vai sacar o benefício. Na maioria dos casos, o golpe é praticado porque o fraudador consegue obter a senha do segurado, ao observar a digitação no caixa eletrônico.

“Há casos de envolvimento do familiar nos golpes, como filhos, netos e até genros e noras que pegam os dados do aposentado para sacar dinheiro ou até comprar coisas em nome do segurado”, conta o advogado.

Outro tipo é quando os criminosos usam informações e documentação dos aposentados para praticar algum tipo de fraude. Os criminosos se apresentam como vendedores nas casas dos aposentados e oferecem todo tipo de produto. “Os idosos costumam ser mais inocentes e acabam fornecendo todo tipo de informação, cópias de documentos, cartão do benefício e até assinam documentos em branco”.

Há ainda o golpe do andamento processual. Os idosos são procurados por “falsos advogados ou escritórios de advocacia que garantem apressar andamento do processo previdenciário na Justiça, liberar valores atrasados e até apressar concessão de aposentadoria em agências do INSS”.

O golpe do recadastramento também é comum. Pessoas que se fazem passar por funcionários do INSS visitam as residências dos aposentados e tentam “roubar” dados sigilosos, como número da senha e conta bancária sob a alegação de que precisa ser feito recadastramento.

Orientação:

– Em caso de dúvida na operação do caixa eletrônico, a orientação é que o segurado se dirija a um funcionário do estabelecimento bancário e nunca aceite ajuda de estranhos ou de pessoas não autorizadas.

– O segurado não deve fornecer “nunca” a senha do banco e nem o número do benefício terceiros;

– Não permitir que estranhos examinem o cartão sob qualquer pretexto, pois pode haver troca sem que se perceba;

– Não anotar a senha em papéis ou rascunhos.

– Ao escolher a senha, não utilizar números previsíveis (data de nascimento, número de telefone residencial, placa de automóvel)

– Nunca guardar cartão e senha no mesmo lugar.

– Em caso de assalto, furto, roubo ou perda do cartão magnético, o segurado deve comunicar imediatamente à central de atendimento do banco onde recebe, solicitando o seu cancelamento. Neste caso, o aposentado deve fazer o registro da ocorrência na delegacia policial mais próxima de onde o fato ocorreu e a comunicação à agência do INSS onde o benefício é mantido. Vale lembrar que nas grandes cidades há as delegacias do idoso, onde o atendimento é prioritário.

– Outro cuidado é dar preferência a terminais instalados em locais de grande movimentação e, se possível, em ambientes internos como shoppings, lojas de conveniência e postos de gasolina, por exemplo.

– Sempre que possível, o segurado deve evitar o horário noturno. É mais seguro efetuar os saques no horário comercial, quando o movimento de pessoas é maior.

– Em caso de retenção do cartão no interior do terminal de auto-atendimento, o beneficiário deve apertar a tecla anula e comunicar o fato imediatamente ao banco, utilizando o telefone instalado na própria cabine.

– Jamais utilizar celular de terceiros para comunicar-se com o banco, pois a senha fica registrada na memória do aparelho, possibilitando a ocorrência de fraude.

– Aposentados e pensionistas não devem fornecer dados pessoais e documentos a pessoas estranhas que os procurem para oferecer financiamentos, produtos, revisão de benefícios e liberação de pagamentos atrasados.

– Desconfie sempre de quem se apresenta em nome de banco ou do INSS (funcionário)

– Anote tudo e guarde tudo que puder ser usado como prova (documentos, cartões de visita, papéis)

– Qualquer suspeita deve ser denunciada imediatamente à Ouvidoria do INSS, pelo telefone 135, à polícia ou diretamente na agência da Previdência Social da região.

Responsabilidade

O Banco Central costuma informar que a verificação da identidade do cliente que pede empréstimo é responsabilidade de cada instituição bancária. O Banco Central informa ainda que o cidadão que receber um empréstimo não solicitado deve contatar a instituição que enviou o valor e pedir os dados bancários para devolver o valor recebido, e os bancos têm o dever de receber o valor de volta e cancelar a operação imediatamente, sem qualquer custo.

O INSS informa que caso algum segurado se sinta prejudicado em operações de crédito consignado, pode recorrer ao banco em que recebe o benefício; ou denunciar o caso à Previdência por meio da Central 135, da Ouvidoria no portal:www.previdencia.gov.br, ou se dirigir a uma das agências do INSS em todo o País. Se confirmada a ocorrência de fraude, o INSS adota providências imediatas junto à instituição financeira que tem 10 dias de prazo para solucionar o problema e, nos casos de fraudes e erros, interromper o desconto e devolver os valores corrigidos ao segurado.

 

Por André Luiz Bittencourt

Fake clique: fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bi

Malware e bots geram cliques falsos e transformam investimento de anunciantes em desperdício

A indústria de cliques fraudulentos em publicidade digital deve causar um prejuízo de US$ 42 bilhões em 2019, de acordo com a consultoria Juniper Research. O número é 21% maior do que os US$ 35 bilhões registrados no ano passado, o que deixa claro como esse filão tem se tornado sofisticado. Por meio de uma série de técnicas que envolvem desde bots até fazendas de cliques em países pobres, os criminosos faturam em cima de empresas que veem seu orçamento de marketing ser desperdiçado.
“O Brasil é um dos principais mercados mundiais na publicidade digital, então é natural que seja um alvo valioso para esse tipo de golpe”, diz Michel Primo da Clickcease (www.clickcease.com.br), martech israelense especializada na defesa contra ações desse tipo. Não há dados sobre o prejuízo com problemas do tipo no Brasil, mas a estimativa é de que as perdas correspondam a 20% do orçamento total dos anunciantes.
Como os fake cliques acontecem
De modo geral, as fraudes se dividem em duas categorias. As chamadas Click Frauds envolvem ações que forçam o anunciante a gastar com cliques que não foram feitos por consumidores reais. Nesse caso, robôs, por exemplo, clicam de maneira consecutiva em anúncios e fazem o responsável por ele pagar por visualizações que não atingiram potenciais clientes verdadeiros – ou seja, não há ganho direto para o responsável pelo golpe. “É comum que isso seja feito por concorrentes, por exemplo”, afirma Primo.
Ad Frauds, por outro lado, são estratégias que fazem com que as empresas paguem por visualizações e interações com anúncios em sites maliciosos sem obter qualquer retorno publicitário com isso. Um exemplo são páginas com conteúdo fake que recebem um volume alto de tráfego por redirecionamento de links automáticos, mas que não entregam qualquer retorno para o anunciante – aqui sim os fraudadores lucram.
Segundo a Clickcease, as Click Frauds têm crescido a uma taxa de 50% ao ano. No que tange às Ad Frauds, para se ter uma ideia do quanto eles movimentam, o FBI desmontou em 2017 a quadrilha especializada 3ve, cujo faturamento foi estimado em US$ 250 bilhões. “É um panorama preocupante, que exige de empresas que investem em marketing digital que tenham cuidado e tomem medidas de proteção”, explica Primo.
Entre as melhores estratégias para evitar golpes na publicidade digital, estão softwares que monitoram o tráfego e identificam comportamentos anormais, assim como a escolha adequado dos parceiros que fazem parte do ecossistema de marketing da empresa. Por conta própria, o problema não irá embora. Ainda de acordo com a Juniper Research, o prejuízo causado por cliques fraudulentos deve bater a marca dos US$ 100 bilhões anuais em 2023.
Foto: divulgação / Clickcease.
Press Works

 

Prefeituras da PB são alvos de mandados em operação que investiga fraudes em licitações

Foi deflagrada, na manhã desta terça-feira (30), uma operação da Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa responsável por fraudar licitações públicas em vários municípios da Paraíba, desviando recursos públicos em favor próprio e de terceiros. São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na terceira fase da Operação Recidiva.

A operação, que é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), faz parte dos desdobramentos investigativos da Operação Recidiva, com suas duas fases, e Operação Desumanidade.

O trabalho contou com a participação de 55 policiais federais e 8 auditores da CGU, sendo realizado o cumprimento dos mandados nas residências dos investigados, em João Pessoa, Patos e Salgado de São Félix, bem como nas prefeituras dos municípios de Mogeiro, Emas, Patos e Bayeux. Os mandados foram expedidos pela 14ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Patos.

As investigações apontam que o esquema criminoso gerou prejuízo aos cofres públicos em um montante que pode ultrapassar os R$ 5 milhões, relativos a fraudes na execução de obras de construção civil.

Os crimes investigados nesta operação são os de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude a licitação, entre outros.

Foto: Walter Paparazzo/G1

G1

 

Juíza na PB determina que OLX adote medidas de segurança para evitar fraudes em transações

A OLX deve apresentar à Justiça na Paraíba, em um prazo de 10 dias, mecanismos de compliance, para cumprir a legislação, e de checagem da autenticidade da identidade do usuário. A decisão em caráter liminar faz parte de um processo no 6º Juizado Especial Cível de João Pessoa, do Tribunal de Justiça da Paraíba, publicada nesta segunda-feira (15).

G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da OLX Brasil, por e-mail, mas, até as 19h30 desta segunda-feira (15), não recebeu uma resposta.

A determinação é resultado de uma ação de reparação de danos morais, com pedido de liminar. Segundo o documento, o autor do processo afirma que várias publicações foram realizadas no nome dele, por estelionatários, no site da empresa.

Na decisão, a juíza Maria de Fátima Lúcia Ramalho pontuou que o homem informou que recebeu diversas ligações, de outros estados, sobre o uso indevido dos dados pessoais dele, sem nunca ter utilizado os serviços da OLX.

Por isso, o autor solicitou, em tutela de urgência, que medidas para evitar isso sejam adotadas pela empresa. A magistrada declarou ainda, na decisão, que os documentos anexados ao processo mostram os transtornos que o autor da ação tem sofrido, por conta do uso do nome dele por outras pessoas, gerando abalo emocional e outros prejuízos.

Apesar disso, a juíza salientou no documento que a tutela de urgência poderá ser revista ou modificada por decisão fundamentada, caso a empresa justifique a impossibilidade de cumprir a medida. Ela determinou ainda que seja designada uma audiência, com as intimações e advertências legais.

G1

 

Criminosos enviam boletos falsos por mensagem. Saiba como se proteger das fraudes

Vítimas relatam que as cobranças fakes mais comuns são de serviços de telefonia e tevê a cabo. Verificar o remetente e não clicar em links suspeitos estão entre as orientações de especialista em tecnologia mobile, Bruno Ducatti

Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que cerca de 3,7 bilhões de boletos bancários de venda de produtos ou serviços são pagos anualmente. A facilidade de pagar contas por meio de aplicativos no celular conquistou brasileiros há poucos anos. Há quem não mais compareça fisicamente ao banco, já que pode realizar quase todos os serviços bancários em um toque, com o aparelho celular na palma da mão. Acontece que, com um novo golpe, cibercriminososaproveitam o cenário para aplicar fraudes.

Na internet, por meio de um site de reclamações, centenas de vítimas relatam o recebimento de boletos falsos por sms. Os títulos de pagamento costumam vir em nome de empresas prestadoras de serviço, principalmente do segmento de telefonia e tevê a cabo.

Foi o que aconteceu com Renato Torres, estudante de direito. Ele recebeu uma cobrança exorbitante com um código de barras digitado, via sms. “Chamou a atenção o valor elevado. Eu já fui cliente NET e teria que ter aos menos uns 7 contratos para pagar tanto assim em uma mensalidade. Sem contar que a mensagem está muito mal escrita”, contou Renato, que mora em Recife.

O especialista em tecnologia e segurança mobile, Bruno Ducatti, explica que, para não cair em golpes, as potenciais vítimas devem se ater aos detalhes. “Muitas vezes a pessoa quem recebe esta cobrança nem chega a ter vínculo contratual com a falsa fonte cobradora. Mas, se por ventura tiver, ela pode observar outros pontos, como: a grafia da mensagem, o número de origem e suspeitar de urls encurtadas, pois elas são um forte indício de golpe”, alerta o especialista.

No caso de Mariana Xavier, jornalista que vive em Brasília, a fatura falsa recebida tinha valor idêntico a “verdadeira” que ela precisava pagar. “Não cai no golpe porque eu uso o aplicativo da empresa, e esse não costuma ser o canal oficial de comunicação. Não sei como eles conseguem saber o valor real da nossa conta, até os centavos. Se a pessoa não for atenta, sem dúvidas, dá para confundir”, relata a consumidora. Ela contou ainda que, em outro episódio, o que entregou a fraude na SMS falsa foi o link para acesso ao boleto.

O especialista alerta que os golpes podem ser mais sérios que parecem e deixar um prejuízo ainda maior. “Algumas destas mensagens vêm com links para que a vítima acesse e consiga visualizar o boleto. Neste momento é aberta uma nova janela, onde o criminoso instala um vírus, capaz de roubar senhas bancárias e de serviços on-line. A partir de então eles podem clonar os cartões e fazer compras pela internet. Por isso nunca abra links não confiáveis”, orienta Ducatti.

 

Bruno Ducatti reside em São Paulo, é empreendedor e desenvolvedor de novos negócios do segmento digital. É graduado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em publicidade e propaganda. Ducatti possui larga expertise em tecnologia mobile, marketing para dispositivos móveis, marketing digital e publicidade online, além de criação de Modelos de Negócio Digitais.

 

Assessoria de impreensa