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PEC de senador tucano impede volta de Lula e de FHC à Presidência

lula-fhcUma proposta de emenda à Constituição apresentada pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC), líder da legenda na Casa, impede a volta dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso ao comando do País.

A PEC 41/2016 altera o artigo 14 da Constituição Federal para tornar inelegíveis para cargos na mesma esfera quem tiver exercido mandato de chefe do Poder Executivo por duas vezes. Ou seja, quem exerceu duas vezes a Presidência da República não poderia voltar ao cargo.

Ao HuffPost Brasil, o autor da proposta explicou que a PEC também limita repetição de funções em âmbito estadual e municipal mesmo em cidades e estados diferentes.

Por exemplo, uma pessoa pode ser prefeita de São Paulo duas vezes, mas não pode se candidatar para o posto uma terceira vez nem para qualquer outra prefeitura do País. Também quem foi prefeito de Osasco (SP) e de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, não poderia tentar o comando de uma terceira cidade.

O mesmo vale para governador. A PEC mantém a permissão para comandar o mesmo estado ou estados diferentes por duas vezes, mas impede uma terceira candidatura.

Pela proposta, o tucano Geraldo Alckmin, duas vezes governador de São Paulo, não poderia disputar o Palácio dos Bandeirantes novamente, mas poderia ser candidato ao Palácio do Planalto, por exemplo.

Enquete no site do Senado mostra 961 votos a favor e 573 contra a mudança.

De acordo com Bauer, o objetivo é evitar a perpetuação de uma mesma pessoa no poder.

“O que não pode é Lula voltar a ser presidente. FHC voltar. Porque já foram duas vezes”, afirmou. “O propósito é evitar que alguém se eternize no poder, como acontece, por exemplo, na Bolívia”, completou.
A proposta foi apresentada ao Senado em agosto. “Eu apresentei quando ainda não tinham impedimentos para Lula ser candidato de novo porque não tinham avançado as denúncias contra ele e em vários lugares temos exemplos tristes e ruins de repetição de mandato”, afirmou o tucano.

A PEC aguarda um relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se for aprovada no colegiado, será discutida em uma comissão especial sobre o tema antes de ir para o plenário.

Na Câmara, são necessários 308 votos, em dois turnos, para que a medida seja aprovada. No Senado, é preciso o apoio de 49 parlamentares, também em dois turnos.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/

 

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Ao lado de FHC, Barroso condena impeachment

barrosoResponsável pela decisão que obriga a votação das contas da presidente Dilma Rousseff pelo Congresso Nacional, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (17) que o país não pode trocar seu “patrimônio institucional” apenas para realizar o impeachment da mandatária do país.

“Nós precisamos ter o cuidado no Brasil de não trocar o nosso patrimônio institucional para abreviar o tempo de um governo que se tornou impopular”, disse Barroso, durante palestra no Instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo. “O varejo da política não pode derrotar as instituições”, completou o magistrado, ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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Na palestra, Barroso ponderou, entretanto, que o impeachment não é hipótese descartada. “Claro que, se houver alguma coisa que institucionalmente permita a mudança, a vida seguirá o seu curso”, disse. O ministro justificou sua fala ao dizer que “os ministros do Supremo são garantidores da Constitucional e, portanto, das instituições”.

 

brasil247

Justiça encontra conta do PSDB de 64 milhões na Suiça; FHC e Covas estão envolvidos

tucanosUma conta bancária na Suíça, conhecida como “Marília”, foi usada para movimentar as propinas que azeitaram os negócios da Siemens e da Alstom com governos do PSDB, em São Paulo. Por ela, transitaram cerca de R$ 64 milhões em propinas e os recursos foram gerenciados por homens da cozinha dos governos de Mario Covas, em São Paulo, e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Este é o tema de uma reportagem bombástica da revista Istoé, que acaba de chegar às bancas. Até agora, o procurador Rodrigo de Grandis reluta em denunciar tucanos indiciados pela Polícia Federal. Será que vai manter a conduta?

 

O Portal Metrópole revelou quem eram as autoridades e os servidores públicos que participaram do esquema de cartel do Metrô em São Paulo, distribuíram a propina e desviaram recursos para campanhas tucanas, como operavam e quais eram suas relações com os políticos do PSDB paulista.

 

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Agora, com base numa pilha de documentos que o Ministério da Justiça recebeu das autoridades suíças com informações financeiras e quebras de sigilo bancário, já é possível saber detalhes do que os investigadores avaliam ser uma das principais contas usadas para abastecer o propinoduto tucano. De acordo com a documentação obtida com exclusividade, a até agora desconhecida “conta Marília”, aberta no Multi Commercial Bank, hoje Leumi Private Bank AG, sob o número 18.626, movimentou apenas entre 1998 e 2002 mais de 20 milhões de euros, o equivalente a R$ 64 milhões. O dinheiro é originário de um complexo circuito financeiro que envolve offshores, gestores de investimento e lobistas.

 

Uma análise preliminar da movimentação da “conta Marília” indica que Alstom e Siemens partilharam do mesmo esquema de suborno para conseguir contratos bilionários com sucessivos governos tucanos em São Paulo. Segundo fontes do Ministério Público, entre os beneficiários do dinheiro da conta secreta está Robson Marinho, o conselheiro do Tribunal de Contas que foi homem da estrita confiança e coordenador de campanha do ex-governador tucano Mário Covas. Da “Marília” também saíram recursos para contas das empresas de Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas, lobistas que serviam de intermediários para a propina paga aos tucanos pelas multinacionais francesa e alemã.

 

Até 2003 conhecido como Multi Commercial Bank, depois Safdié e, a partir de 2012, Leumi Private Bank AG, a instituição bancária tem um histórico de parcerias com governos tucanos. Em investigações anteriores, o MP já havia descoberto uma outra conta bancária nesse banco em nome de Villas Boas e de Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes Metropolitanos de SP (1994, gestão de Luiz Antônio Fleury Filho) e ex-diretor dos Correios (1997) e de projetos de ensino superior do Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão Fernando Henrique Cardoso. Apesar de estar fora da administração paulista numa das épocas do pagamento de propina, Fagali manteria, segundo a Polícia Federal, ascendência e contatos no governo paulista. Por isso, foi indiciado pela PF sob acusação de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Fagali Neto também é irmão de José Jorge Fagali, que presidiu o Metrô na gestão de José Serra. José Jorge é acusado pelo MP e pelo Tribunal de Contas Estadual de fraudar licitações e assinar contratos superfaturados à frente do Metrô.

 

Para os investigadores, a “conta Marília” funcionaria como uma espécie de “conta master”, usada para gerenciar recursos de outras que, por sua vez, abasteceram empresas e fundações de fachada, como Hexagon Technical Company, Woler Consultants, Andros Management, Janus, Taltos, Splendore Associados, além da já conhecida MCA Uruguay e das fundações Lenobrig, Nilton e Andros. O MP chegou a pedir, sem sucesso, às autoridades suíças e francesas o arresto de bens e o bloqueio das contas das pessoas físicas e jurídicas citadas. Os pedidos de bloqueio foram reiterados pelo DRCI, mas não foram atendidos. Os investigados recorreram ao STJ para evitar ações similares no Brasil.

 

O MP já havia revelado a existência das contas Orange (Laranja) Internacional, operada pelo MTB Bank de Nova York, e Kisser (Beijoqueiro) Investment, no banco Audi de Luxemburgo. Ou seja, “Marília” é mais um nome próprio no dicionário da corrupção tucana. Sabe-se ainda que o cartel operado pelas empresas Siemens e Alstom, em companhia de empreiteiras e consultorias, usava e-mails cifrados.

 

Os novos dados obtidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça dão combustível para o aprofundamento das investigações no Brasil. Além do processo administrativo aberto pelo Cade sobre denúncia de formação de cartel nas licitações de São Paulo e do Distrito Federal, outras duas ações sigilosas, uma na 6ª Vara Federal Criminal e outra na 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, apuram crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Além de altos funcionários do Metrô, como os já citados Lavorente e Fagali, as investigações apuram a participação do ex-secretário de Energia e vereador Andrea Matarazzo, em razão de contratos celebrados entre a Companhia de Energia de São Paulo (CESPE) e a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A. (EPTE).

 

Na documentação encaminhada pelo DRCI ao MP de São Paulo, a pedido do promotor Silvio Marques, também constam novos dados bancários de vários executivos franceses, alemães e brasileiros que tiveram algum tipo de participação no esquema de propinas. São eles os franceses Michel Louis Mignot, Yves Barbier de La Serre, André Raymond Louis Botto, Patrick Ernest Morancy, Jean Pierre Antoine Courtadon e Jean Marcel Jackie Lannelongue e os brasileiros José Amaro Pinto Ramos, Sabino Indelicato e Luci Lopes Indelicato, além do alemão Oskar Holenwger, que operou em toda a América Latina. Na Venezuela, Holenwger é citado junto a Mignot, La Serre, Morancy e Botto em investigação sobre lavagem de dinheiro, apropriação indébita qualificada, falsificação de documentos e suposta corrupção de funcionários públicos do setor de energia.

 

O apoio das autoridades de França e Suíça às investigações brasileiras não tem sido tão fácil, e a cooperação é mais recente do que se pensava. O Ministério da Justiça chegou a pedir o compartilhamento de informações ainda em 2008 – auge da investigação da Siemens e da Alstom. Mas não foi atendido. Os franceses lembraram que, nos termos do acordo bilateral, a cooperação só pode se desenrolar por via judicial. Dessa forma, foi necessário notificar o Ministério Público Federal para que oficiasse junto à 6ª Vara Criminal Federal e à 13ª Vara da Fazenda Pública. O compartilhamento só foi efetivado em dezembro de 2010.

 

A Suíça, ainda em março de 2010, solicitou a cooperação brasileira na apuração das denúncias lá, uma vez que parte do dinheiro envolvido nas transações criminosas teria sido depositada em bancos suíços. Os primeiros dados, relativos à empresa MCA e ao Banco Audi de Luxemburgo, chegaram ao Brasil em julho de 2011. Foram solicitadas ainda oitivas com determinadas testemunhas, o que foi encaminhado ao MPF em São Paulo e à Procuradoria Geral da República (PGR). Paralelamente, a Polícia Federal abriu o inquérito nº 0006881-06.2010.403.6181, mas só no último dia 25 de julho o procurador suíço enviou às autoridades os dados bancários solicitados, por meio de uma decisão denominada “conclusive decrees”, proferida em 14 e 24 de junho. Foi com base nisso que a Suíça já bloqueou cerca de 7,5 milhões de euros que estavam na conta conjunta de Fagali e Villas Boas, no Safdié. Tratou-se de uma decisão unilateral suíça e a cifra não é oficial – foi fornecida ao Ministério da Justiça por fonte informal. A Suíça só permite o uso dos dados enviados em procedimentos criminais.

Isto É

 

Cunha: FHC abriu a porta da corrupção na Petrobras

petrobrasEm entrevista ao jornal espanhol El País, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é um dos investigados pelo Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, eximiu o Congresso Nacional de participação em desvios de dinheiro da estatal. “Esse é um esquema do Poder Executivo. A corrupção está no Governo, não está no Parlamento”, afirmou Cunha.

Segundo o presidente da Câmara, o fato de haver pedidos investigação abertos no STF contra 22 deputados e 12 senadores, além de outros 12 ex-deputados, todos suspeitos de se beneficiarem do esquema de arrecadação de propinas não implica ao Congresso a materialidade sobre os atos ilícitos.

“A corrupção não existiu pelo Poder Legislativo. Alguns parlamentares até podem ter apoiado sem saber que era corrupção, pela natureza política. Outros, podem ter compartilhado”, defendeu Cunha. “Essa crise é do Poder Executivo, não é daqui. Há uma nítida tentativa de transferir ela para cá. Como se fosse aqui que se assinasse a contratação de plataforma, que construísse refinaria, que convidasse cartel de empreiteiras para participar de licitação. Onde se faz isso é lá”, completou.

Eduardo Cunha classificou os atos de corrupção na Petrobras como “sistêmicos”. Para ele, a porta de entrada foi o Decreto 2.745, assinado em 1998 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que mudou o regulamento de licitações na empresa, que deixou de obedecer a Lei 8666 [das licitações públicas] e passou a ter um regulamento próprio, por carta convite.

“Desde que alteraram o regulamento de licitações da Petrobras. Ela deixou de obedecer a Lei 8666 [das licitações públicas] e passou a ter um regulamento próprio, por carta convite. A partir disso se formaram os carteis e foi a porteira da corrupção.”

Questionado se as investigações devem se estender ao governo FHC, Eduardo Cunha afirmou que “ninguém está imune a investigação”. “Todos podem e devem ser investigados”. Mas Cunha se mostrou contrário à proposta da CPI da Petrobras investigar a corrupção no governo tucano.

“O que eu falei em relação à CPI é que a ementa que pediu a criação dela tinha uma destinação. E eu sou regimentalista, não vou alterar. Se quiserem investigar o Governo Fernando Henrique façam uma ementa da CPI e colham as assinaturas para a investigação que envolva o Governo Fernando Henrique”, afirmou.

Leia aqui na íntegra a entrevista de Eduardo Cunha ao El País.

 

brasil247

Mercadante contra FHC: “precisa sair do palanque”

mercadanteO ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, rebateu nesta quarta-feira 12 as críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que a presidente Dilma Rousseff estaria “quebrando o País” com a proposta, enviada ao Congresso, de alterar a meta do superávit primário. Mercadante defendeu que o tucano ‘desça do palanque’.

“Eu acho que é preciso, quando acaba a eleição, a gente sair do palanque, discutir as coisas com mais racionalidade, especialmente para quem foi governo e enfrentou dificuldades, lembrando que as crises enfrentadas no passado eram muito menores do que as que tem hoje”, disse o ministro.

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Mercadante afirmou ainda entender “esse tipo de intervenção”, pois esteve durante muito tempo na oposição, mas ressaltou que o Brasil tem bases sólidas. Segundo ele, o governo Dilma está “pronto para comparar qualquer indicador”.

Mais cedo, durante uma palestra, FHC afirmou, sobre o projeto que altera o cálculo do superávit, que o governo tenta “driblar” a meta fiscal, e ironizou, afirmando que nem mesmo o Rei Pelé conseguiria tal façanha. “É um drible que não dá certo, vai mostrar a incompetência de bem gerir a economia do Brasil, é um gol contra, não tem sentido”, disse.

Ele rebateu também crítica anterior que recebeu da petista durante a campanha eleitoral, de que havia quebrado o País três vezes. “A Dilma falou que eu quebrei o País três vezes, não sei quando. Agora é ela quem está quebrando (o país)”, afirmou o tucano, que proferiu palestra em um evento de tecnologia hoje, em São Paulo.

 

brasil247

Após visitar FHC, Marina adia anúncio de quem deve apoiar no segundo turno

marina-e-fhcTerceira colocada na disputa pela Presidência da República, com 21% dos votos válidos, desistiu de se pronunciar nesta quinta-feira (9) a favor da candidatura de no segundo turno das eleições. A ex-senadora não definiu uma nova data para declarar apoio a Aécio.
Marina o apoio ao tucano em Brasília após a reunião dos partidos que compunham sua coligação, mas desistiu da viagem em cima da hora.
A ex-senadora ficará em São Paulo e avisou a interlocutores que prefere adiar a declaração pública de aliança com o PSDB sem fixar nova data.
Cortejada por tucanos e petistas, Marina avaliou que caso conseguisse construir consenso em torno de Aécio entre os partidos que a apoiaram ao Planalto, poderia ser poupada da fala pública sobre o assunto neste momento e se viria livre para esperar os movimentos do tucano em sua direção.
Marina quer acenos de Aécio à esquerda, principalmente em relação aos índios e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

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O PSB, legenda que abriga Marina desde outubro de 2013, informou nesta quarta-feira (8) apoio ao tucano. O PPS também fechou com Aécio.
A Rede, grupo político liderado pela ex-senadora, deu o aval para que ela se alie ao tucano e liberou os eleitores para votar em branco, nulo ou em Aécio. PHS, PRP e PSL tendem a seguir as outras legendas. A única resistência vem do PPL, que não quer declarar voto nem em Aécio nem na presidente Dilma Rousseff (PT).
A única resistência vem do PPL que não deve declarar voto nem para o senador Aécio neves nem para a presidente Dilma Rousseff.
Marina visitou na manhã de quarta o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conversa, segundo relatos, durou cerca de vinte minutos em que o tucano parabenizou a pessebista pelo resultado nas eleições e se disponibilizou a ser o canal de interlocução entre ela e Aécio.

Folha Online

 

Campos elogia governos FHC e Lula, mas alfineta Dilma: “Nada se altera desde 2011”

Foto: Ascom
Foto: Ascom

Mesmo sendo alvo de críticas constantes do PT, de quem era aliado até bem pouco tempo, o governador Eduardo Campos (PSB), pré-candidato a presidente República, disse que não vai partir para a “briga de rua” eleitoral e que é preciso “humildade” do governo. As declarações do socialista, feitas durante o encontro do diretório nacional do PPS, em Brasília, foram em resposta à presidente Dilma Rousseff (PT) que, na última segunda-feira, classificou seus adversários de “caras de pau” ao se referir aos “pessimistas” da oposição que criticam a gestão do PT.

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Ao rebater as declarações de Dilma, que não teve o nome citado pelo governador, Campos fez referências positivas aos mandatos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas condenou ações de Dilma. “Nos últimos 30 anos, o Brasil viveu ciclos muitos importantes, mas percebemos que nada se altera desde 2011, uma sensação de que nós estamos colocando em risco as conquistas que produzimos como o processo que permitiu refundar a economia e o tempo de expansão e conquistas sociais”, citou. O clima entre PSB e PT tem esquentado nos últimos meses.

Diário de Pernambuco

com Correio Braziliense

Imposto para grandes fortunas une Psol e FHC

fhc_chico_alencarDonos de discursos com divergências insuperáveis, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o Psol concordam em um ponto: é preciso criar o Imposto sobre Grandes Fortunas, único dos sete tributos federais previstos na Constituição de 1988 que ainda não saiu do papel. FHC e a bancada do Psol na Câmara são autores de projetos de lei complementar que preveem a taxação sobre grandes patrimônios. As duas propostas estão prontas para votação no plenário da Câmara, à espera somente de uma decisão política para entrar na pauta. Além delas, há pelo menos outras 12 propostas tratando do assunto.

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Nenhuma, porém, em estado tão avançado de tramitação quanto a de Fernando Henrique. O texto, apresentado em 1989 pelo então senador paulista, foi aprovado no Senado e encaminhado à Câmara naquele mesmo ano. Passou pelas comissões da Casa, mas estacionou no plenário em 2000. Presidente da República por oito anos, entre 1995 e 2002, o tucano não mobilizou seus aliados para retirar a proposta de taxação das grandes fortunas da gaveta.

O projeto do Psol foi apresentado em 2008 pelos três integrantes da bancada à época – os ainda hoje deputados Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP) e a ex-deputada Luciana Genro (RS). O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas, por falta de consenso, acabou não sendo votado pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Está pronto para votação em plenário desde setembro do ano passado.

Pela proposta do Psol, serão taxados em 1% aqueles que têm patrimônio entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões. A taxação aumenta para 2% sobre aqueles cujos bens estejam estimados entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões. Para quem tem entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões, a taxação prevista é de 3%. De R$ 20 milhões a R$ 50 milhões, a mordida será de 4%. E para os felizardos que têm acima de R$ 50 milhões, a cobrança será de 5%.

Ainda de acordo com o projeto do Psol, estariam isentos da taxação objetos de arte ou coleção, segundo percentuais fixados em lei; instrumentos utilizados para trabalho assalariado ou autônomo até R$ 300 mil; e outros bens considerados por lei como de relevante valor social, econômico ou ecológico.

Um dos autores da proposta, Chico Alencar acredita que a matéria só será votada se houver “bom senso e o mínimo de sentimento de justiça tributária” entre os congressistas brasileiros. “É um projeto ameno, moderado. Não é um projeto da esquerda radical. É um projeto da sensatez radical”, afirmou o parlamentar fluminense.

 

Imposto de Renda

Contudo, Psol e FHC desafinam em alguns pontos. Além de o projeto de FHC ter alíquotas e faixas de tributação desatualizadas, por conta do longo tempo de espera, os deputados do Psol também discordam do fato de a proposta do tucano permitir que o valor pago a título de Imposto sobre Grandes Fortunas possa ser deduzido do Imposto de Renda.

“Isto é descabido, uma vez que o objetivo é justamente aumentar a tributação sobre as camadas mais ricas da população, e que possuem capacidade contributiva”, justificam os parlamentares. “Antes de assumir o governo, FHC era o príncipe dos sociólogos. Depois, virou o sociólogo dos príncipes”, alfinetou Alencar.

 

Despropósito”

Para o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), a ideia de se criar um imposto sobre grandes fortunas só teria sentido se o dinheiro arrecadado com o novo tributo servisse para aliviar a carga tributária que recai sobre a parcela mais pobre da população.

“Temos uma tributação regressiva, em que o pobre paga proporcionalmente mais imposto”, explica. “Só criar mais um imposto seria um despropósito”, analisa o tucano, ressaltando que há dez anos a carga tributária correspondia a 32% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, complementa Thame, ela está em 40%. “O Brasil é um dos países que mais cobram imposto no mundo”, resume.

O parlamentar paulista ainda ressalta que é preciso cuidado para que um eventual novo imposto não taxe “médias fortunas”, o que iria “esfolar” a classe média brasileira. Para ele, fundamental é diminuir a taxação no consumo, nas exportações e bens de capital.

Bandeira histórica do PT, a iniciativa nunca chegou a ser tratada como prioridade nos governos Lula e Dilma. Em 2008, lideranças do partido tentaram incluir o assunto na proposta de reforma tributária, relatada à época pelo deputado Sandro Mabel (PMDB-GO). A taxação acabou excluída do relatório do parlamentar goiano. A reforma também naufragou.

Fotos: ABr

Rodolfo Torres,

Congresso em Foco

Após troca de farpas com Lula e Dilma, FHC não falará à imprensa até 19 de maio

Crédito:Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Crédito:Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso não falará à imprensa até o dia 19 de maio. Segundo o Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), após a troca de farpas através da imprensa entre FHC, Lula e a presidente Dilma, a assessoria deseja “preservá-lo”.

 

A polêmica começou quando FHC respondeu à afirmação de Dilma de que o PT não havia herdado “nada” da gestão tucana na presidência, durante o aniversário de dez anos do PT no poder.

 

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Em entrevista ao site Observador Político, FHC rebateu: “O que é que a gente pode fazer quando a pessoa é ingrata? Nada. Cospe no prato que comeu. Meu Deus”. Na última segunda-feira (26/2), Lula entrou na discussão durante o lançamento do livro do jornalista Mino Carta, em uma livraria de São Paulo, dizendo que o ex-presidente “deveria, no mínimo, ficar quieto”.

 

Guilherme Sardas

FHC diz que PT faz picuinha ao celebrar 10 anos da sigla na Presidência

fhcO ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou nesta terça-feira, 19, a comemoração organizada pelo PT ao completar dez anos no governo federal e disse que os petistas fazem “picuinha” ao criticar a gestão tucana no País (1995-2002). Em um vídeo publicado no site Observador Político, mantido pelo Instituto FHC, o ex-presidente diz que mudou “o rumo do Brasil” e que seus sucessores não reconhecem os avanços de seu governo.

“Uma coisa engraçada é o modo de o PT comemorar. Em vez de ficar satisfeito com o que fez, não: ficam falando o que o outro não fez. Eles pensam que o Brasil começou agora. Não começou. No meu governo, eu mudei o rumo do Brasil, que estava muito desorganizado”, afirma FHC, na gravação.

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O PT realiza nesta quarta-feira, 20, em São Paulo, um evento para celebrar seus dez anos à frente do governo federal. São esperados discursos que defendem as políticas públicas adotadas pela sigla, em comparação com marcas alcançadas no governo FHC.

O ex-presidente tucano diz no vídeo que reconhece avanços do governo do PT, mas ataca falhas nas administrações de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014). “Eu sei reconhecer o que no passado se fez de bom no Brasil. Cada vez que o PT acerta, é bom para o Brasil. O mal é quando ele erra. Quando atrapalha a Petrobrás, atrapalha a Eletrobrás. Aí, complica. Complica não é a mim, complica o Brasil.”

FHC também diz que está maduro o suficiente para “deixar para lá” as críticas de seus adversários. “A gente deve comemorar a vitória do Brasil, e não ficar o tempo todo olhando pra trás. Isso é coisa de criança, parece picuinha”, afirma.

Veja a íntegra da fala de FHC:

“Uma coisa engraçada é o modo de o PT comemorar. Em vez de ficar satisfeito com o que fez, não, ficam falando o que o outro não fez. E esquecem… Eles pensam que o Brasil começou agora. Não começou. No meu governo, eu mudei o rumo do Brasil, que estava muito desorganizado. Mas eu sei reconhecer o que no passado se fez de bom no Brasil. E cada vez que o PT acerta, meu Deus, é bom para o Brasil. O mal é quando ele erra. Quando atrapalha a Petrobras, atrapalha a Eletrobras. Aí, complica. Complica não é a mim, complica o Brasil. Mas é curioso. A gente deve comemorar a vitória do Brasil, e não ficar o tempo todo olhando pra trás. Isso é coisa de criança, parece picuinha. Meu Deus. Ainda bem que eu já estou maduro o suficiente para deixar para lá. Eles são assim mesmo. O que eu vou fazer? Preferiria que eles fossem mais espontâneos, mais felizes com o que estão fazendo e com o que o Brasil está fazendo. Mas cada um tem seu jeito. Deixa lá”.

 

MaisPB com Estadão