Arquivo da tag: Fernandes

Após polêmica com evangélicos, P. Fernandes pede respeito e cita Bíblia

Foto: AgNews
Foto: AgNews

Paula Fernandes está decidida a acabar com a polêmica causada após declarar que é espírita. Procurada pelo Terra, Paula, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou apenas:  “o respeito é um exercício diário difundido pela Bíblia. Preconceito é algo que devemos evitar e, quem sabe, substituí-lo por conhecimento e compreensão!”

A confusão começou após uma entrevista concedida pela cantora a João Dória Jr no programaShow Business, a cantora revelou que é seguidora da religião, mas acabou desagradando aos seus fãs, principalmente aos evangélicos, que a criticaram de modo incisivo nas redes sociais.

Respeito é um exercício diário difundido pela Bíblia

Paula FernandesCantora, em resposta após ser criticada por fãs evangélicos

 

Desde que declarou que é espírita, Paula tem sido alvo de comentários como “recebi um e-mail ontem dessa entrevista e joguei tudo que tinha as músicas dela fora… Temos que tomar muito cuidado” e “que coisa horrível, eu gostava dela e ouvia suas músicas, não quero mas nem saber dela”.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

No início da tarde desta quarta-feira (20), ela quebrou o silêncio em seu Twitter. “O que a Bíblia prega? Respeito ou preconceito????? Viva a liberdade de expressão!”, escreveu a cantora no microblog.

 

Ainda segundo a assessoria de imprensa, a postagem de Paula na rede social causou efeito, já que ela recebeu muitos e-mails de fãs evangélicos se desculpando pelas críticas. “Depois da postagem dela no Twitter, começamos a receber alguns e-mails com testemunhas de Jeová contrárias a este movimento”, informou.

 

Em uma das mensagens recebidas por Paula, uma mulher identificada como Annik afirma que a opinião de algumas testemunhas de Jeová não reflete a postura do grupo como um todo. No final da mensagem, ela ainda indica o site oficial da religião evangélica, na página que ressalta a importância do respeito por outras crenças citando trechos dos evangelhos de Pedro e Mateus.

 

“Nós seguimos o conselho da Bíblia de ‘respeitar todas as pessoas’, não importa sua religião” (Pedro 2:17) e “Nem fazemos campanha para que sejam aprovadas leis que obriguem a comunidade a seguir nossas convicções morais e religiosas. Em vez disso, nós tratamos os outros com o mesmo respeito com que gostaríamos de ser tratados” (Mateus 7:12).

 

Terra 

‘Infeliz, nunca fui; eu fiquei doente’, afirma Paula Fernandes

Paula Fernandes teve depressão na adolescência(Foto: Divulgação/Guto Costa)
Paula Fernandes teve depressão na adolescência
(Foto: Divulgação/Guto Costa)

“É um choro que não cessa, um sono e um apetite que não volta”.  Quem vê Paula Fernandes nos palcos nunca imaginaria que essa era a sua rotina na adolescência.

A cantora teve depressão e não acreditava que uma menina de 17 anos poderia estar com a doença.  Durante o período de dois a três anos, Paula deu um tempo na carreira musical e até chegou a fazer um curso de secretariado. Além da depressão, ela também tinha crises de pânico e o simples barulho de uma sirene já lhe provocava medo.

A depressão tem como sintomas a falta de prazer e o sentimento de tristeza profunda. Foi assim que Paula começou a saber que algo estava errado. “Percebi que alguma coisa não estava bem, perdi o apetite, quase não dormia, chorava muito e vivia angustiada”, disse, em entrevista por telefone ao Fantástico, depois de saber que o programa trataria dessa doença no quadro “Males da Alma”.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Paula acredita que teve depressão por causa de seu estilo de vida quando muito jovem. “Eu não fui uma menina comum. Em vez de ir às festinhas, eu era o evento. Eu sentia falta de algo que não sabia o que era. Me relacionar com as pessoas, ter um namorado. Eu não culpo ninguém, mas foi uma consequência das minhas escolhas pela carreira”, contou.

Paula começou a investir na carreira musical aos oito anos e recebeu muitos ‘não’ no começo. Durante a adolescência, a falta de uma vida considerada ‘normal’ pesou e a cantora teve depressão aos 16. “A primeira lembrança que eu tenho é de quando eu tinha 16 anos e comecei a ter uma pequena arritmia. Ninguém acreditava que isso poderia ser sintoma de uma crise de pânico”, conta.

Depois de aceitar o tratamento, Paula começou a tomar os remédios.  “A fase mais difícil é a que você está ignorante sobre o que está sentindo. Acha que vai morrer e não sabe o que está acontecendo. Outra fase é a em que você começa a melhorar, mas não acredita nisso até tomar confiança”, disse.

A cantora deixou o quadro depressivo há cerca de dez anos, mas até hoje faz terapia e se preocupa em manter uma vida saudável. Para ela, o mais importante é acabar com o preconceito e assumir a doença.

“Para aquelas que desconfiam, a primeira coisa que tem que fazer é perder o preconceito. E para aquelas que já descobriram, é continuar o tratamento. O preconceito é o maior dos problemas. Qualquer pessoa pode ter depressão e muita gente jura de pé junto que não tem. Isso é um dos maiores problemas!”, disse.

Se Paula não tivesse aceitado o tratamento, as coisas poderiam ser diferentes, segundo ela. “Eu não estaria aqui, teria feito alguma bobagem”, conta. A cantora também afirma que nunca pensou em se matar: “Eu nunca teria coragem, e uma coisa que não perdi foi a consciência”.

Hoje, ela considera que a doença foi um impulso na carreira e serviu de fortalecimento. “Infeliz, nunca fui; eu fiquei doente”, afirmou.

Paula Fernandes diz que nunca foi infeliz (Foto: Guto Costa)Paula Fernandes diz que nunca foi infeliz (Foto: Divulgação/Guto Costa)
Fantástico

Paula Fernandes recebe homenagem de crianças da LBV

 

Crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade (LBV), na capital mineira, homenagearam, na sexta-feira, 24 de agosto, a cantora e compositora Paula Fernandes, que aniversaria no próximo dia 28.

Na oportunidade, os pequenos entregaram à cantora um livro, feito por eles, contando um pouco da trajetória de sucesso da cantora; e um quadro com felicitações pela data. A artista recebeu as crianças carinhosamente, leu com muita atenção as mensagens e destacou: “É um momento muito especial, agradeço a homenagem. Tudo muito lindo, muito benfeito, adorei os desenhos e vou ler a historinha. Estou muito feliz, fico muito honrada. O fato de atingir este público infantil também é uma grande responsabilidade como formadora de opinião”.

Vale ressaltar que, em 2009, Paula Fernandes já havia visitado as instalações do Centro Comunitário da LBV em Belo Horizonte, quando participou da entrega das cestas de alimentos da campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!. “É muito bom poder ver um trabalho tão benfeito como o da LBV e trazer esta ternura para mim; é como se fosse a lei da ação e reação: a gente faz, a gente recebe. É um momento muito feliz, mesmo! Agradeço, deixo o meu carinho especial e um beijinho para todas as crianças”, finalizou.

Assessoria de Comunicação LBV/PB para o Focando a Notícia

Escola Nacional Florestan Fernandes visa a socialização do conhecimento

Organizada como uma espécie de universidade, a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), fundada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e localizada no município de Guararema (SP), oferece cursos alternativos destinados a grupos organizados da sociedade, como os próprios militantes do MST, os indígenas e também estrangeiros vindos de toda a América Latina e da África.

As atividades e os cursos oferecidos pela escola são organizados para promover a colaboração e a solidariedade por intermédio da socialização do conhecimento e do trabalho.

De acordo com Erivan Hilário, diretor da ENFF, o objetivo da escola é qualificar a luta dos movimentos sociais a partir do conhecimento crítico e da análise da dinâmica social atual. Para isso, a escola oferece cursos que são ministrados por mais de 500 professores voluntários das mais importantes universidades do país – como a Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a UFF (Universidade Federal Fluminense) – nas áreas de Filosofia Política, Teoria do Conhecimento, Sociologia Rural, Economia Política da Agricultura, História Social do Brasil, Conjuntura Internacional, Administração e Gestão Social, Educação do Campo e Estudos Latino-Americanos.

A ENFF conta ainda com uma estrutura de três salas de aula com capacidade para 200 alunos, uma biblioteca com 40 mil títulos (todos obtidos por meio de doações), dois anfiteatros, alojamentos, refeitórios e uma horta para consumo próprio. A manutenção desses espaços é feita pelos próprios alunos. Erivan diz que “na ENFF o coletivo realiza o trabalho que será apropriado de maneira coletiva por todos”.

Pela manhã os alunos têm aulas e durante a parte da tarde todos eles trabalham. Enquanto alguns cuidam da horta, outros se encarregam da organização e limpeza dos espaços. Deste modo, a escola busca criar naqueles que participam de suas formações um sentimento maior de pertencimento e consciência social.

Segundo a Associação dos Amigos da ENFF, os recursos para manter as atividades da escola vem de entidades e simpatizantes do movimento, o que garante a autonomia de seu projeto pedagógico. A Florestan Fernandes não oferece diploma sobre os cursos que ministra. Seu objetivo é capacitar pessoas que desejam trabalhar em prol de interesses e direitos coletivos.

Conservação do meio ambiente

O projeto arquitetônico da Escola Nacional Florestan Fernandes, inaugurada no ano de 2005, foi pensado pela arquiteta Lilian Avivia Lubochinski no sentido de reduzir as agressões ao meio ambiente.

Sendo assim, a construção de todos os espaços foi feita com tijolo ecológico, produzido pela própria escola. Esse tijolo, além de ser mais resistente, reduz a quantidade de ferro, cimento e aço utilizados nas construções.

Os prédios da escola também possuem painéis de captação da energia solar para o aquecimento da água e a utilização da energia elétrica. Além disso, a escola tem em seu campus uma central para o tratamento de toda a água utilizada em suas dependências.

Os alimentos produzidos na horta da escola também seguem a linha ecologicamente correta. As verduras cultivadas ali não utilizam agrotóxicos ou transgênicos, favorecendo o meio ambiente e a saúde humana.

MST