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Realize o sonho de estudar no exterior fazendo refinanciamento imobiliário

Muitos estudantes brasileiros têm o sonho de estudar no exterior. O problema é que muitos deles desistem quando começam a planejar, eles se assustam com os valores cobrados pelas instituições em vários países. Uma das maneiras de conseguir arcar com os custos e realizar este sonho é o refinanciamento imobiliário.

Para lhe ajudar a planejar e realizar o sonho de estudar fora, separamos algumas dicas. Vamos listar os valores cobrados por algumas instituições de ensino pelo mundo e também citar quais são os países mais acessíveis. Além, de claro, explicar como fazer um refinanciamento imobiliário para conseguir estudar no exterior.

Quanto custa estudar no exterior?

Com o real desvalorizado, o custo para estudar no exterior só se eleva. Por isso, pegamos os valores cobrados para estrangeiros nas principais universidades do mundo. Confira abaixo:

Estados Unidos

Estudar nos Estados Unidos é o grande sonho de muitos estudantes. Pensando nisso, checamos os custos das duas principais universidades do país. Confira abaixo:

  • Universidade de Harvard: US$ 73.800, na conversão para reais dá um montante de pouco mais de R$ 283 mil (com todas as taxas, moradia, transporte, etc).
  • MIT: US$ 70.240 com todas as taxas e despesas inclusas, o que dá cerca de R$ 270 mil.

Eu sei que os valores acima, pode ter assustado, mas na média, tanto em faculdades particulares como públicas nos Estados Unidos, o custo gira em torno de US$ 10 mil (cerca de R$ 38 mil) e US$ 30 mil (cerca de R$ 115 mil).

Também existem universidades comunitárias que cobram por um sistema de crédito/hora. O valor de um crédito/hora gira em torno de US$ 159 (cerca de R$ 610).

Europa

A Europa também é o sonho de muitos estudantes que pensam em cursar uma universidade fora do país. Confira abaixo a média de custos para estudar em três dos principais países da Europa:

Alemanha

A grande maioria das universidades públicas alemãs não cobram mensalidade de alunos estrangeiros, seja para cursos de graduação ou mestrado. Uma vantagem é que na maioria dos cursos, as aulas são em inglês. A exceção é a universidade de Daden-Wurtemberg, que cobra cerca de 20.000 mil euros (cerca de R$ 86 mil).

O custo de vida mensal com todas despesas incluídas na Alemanha pode chegar a 800 euros por mês (cerca de R$ 3.500). O governo alemão permite que os universitários brasileiros trabalhem 120 dias em período integral ou 240 dias em meio período para reduzir os custos.

França

Com o alto investimento do governo francês em educação, o país só tem universidades públicas e os estudantes estrangeiros, geralmente, só arcam com a taxa de matrícula, que em média custa, 184 euros (cerca de R$ 800).

De acordo com o governo francês, o custo médio mensal gasto por universitários no país é de 430 euros (cerca de R$ 1.850). Assim como na Alemanha, os estudantes estrangeiros podem trabalhar para reduzir os custos. Na França, a carga máxima de um universitário em um emprego de tempo integral pode ser de 964 horas por ano.

Portugal

Portugal se tornou um dos destinos mais queridos pelos brasileiros nos últimos anos. E estudar no país virou o sonho de muitos estudantes, principalmente, por que cerca de 30 universidades do país aceitam a nota do ENEM.

As universidades públicas em Portugal são pagas e o valor varia de acordo com o curso e a instituição escolhida. A propina (nome dado as taxas de matrículas) custa em média entre 2.000 mil e 7.000 mil euros (algo entre R$ 8.500 e R$ 30 mil).

Em relação aos custos em relação as despesas mensais, um quarto no alojamento da universidade custa em média 150 euros (cerca de R$ 650 por mês). As universidades também possuem restaurantes populares, com valor médio de refeição de 2,50 euros (cerca de R$10). Estudantes de até 25 anos também possuem desconto no valor dos transportes.

Como usar o refinanciamento imobiliário para estudar fora do país?

O refinanciamento imobiliário é uma modalidade de crédito. Na operação, você oferece um imóvel como garantia de pagamento do empréstimo. O valor do crédito pode chegar a até 60% do valor total do imóvel.

Num exemplo básico, uma casa avaliada em R$ 300 mil pode lhe render crédito de até R$ 180 mil, valor suficiente para arcar com os gastos em muitos países do mundo e realizar o sonho de estudar fora.

Por ter garantias, os bancos e financeiras oferecem opções de refinanciamento imobiliário com prazo estendido e juros menos que outras modalidades como o empréstimo pessoal, por exemplo.

Essa pode ser uma maneira viável de realizar o seu sonho de estudar fora do Brasil e não passar perrengue em outro país, além de ter uma ideia dos custos mensais e do prazo para pagamento do refinanciamento definidos antes da sua viagem.

 

Conteúdo Gear Seo

 

 

Municípios da PB irão receber quase R$ 185 milhões com repatriação de recursos do exterior

dinheiroA Receita Federal informou que o programa de regularização de ativos no exterior, também conhecido como repatrição de recursos, trouxe de volta à economia brasileira R$ 169,9 bilhões. Desse total, foram arrecadados R$ 50,9 bilhões, referentes ao Imposto de Renda (IR) e multa da formalização dos valores. O prazo para regularizar os ativos encerrou no dia 31 de outubro. Os municípios da Paraíba irão receber R$ 184.997.946,68.

João Pessoa terá um incremento em seus cofres de R$ 24.263.771,19; Campina Grande receberá um montante de R$ 5.990.685,17; Santa Rita ficará com R$ 2.960.024,26; Patos contará com R$ 2.631.132,67 em seu caixa; Cajazeiras receberá R$ 1.973.349,50.

Veja quanto os demais municípios paraibanos irão receber

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) explica que o valor repatriado é diferente do valor arrecadado. O primeiro refere-se ao montante declarado pelo contribuinte ao governo federal, e portanto, trazido ao Brasil. Já o valor arrecadado é o valor obtido pelo governo com a aplicação das devidas multas.

Sobre o valor repatriado incide uma alíquota de 30%, dos quais metade são referentes à multa e a outra metade referente ao Imposto de Renda. Estados e Municípios têm direito a receber apenas o montante obtido com o IR. Ou seja, apenas R$ 24,580 bilhões são direcionados à partilha com os entes subnacionais. A multa fica inteiramente com a União.

A partilha dos valores do IR respeitam os percentuais do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e, por isso, os Municípios receberão 22,5% desse valor, o que equivale a R$ 5,726 bilhões. Um pequeno montante de R$ 332 milhões de repatriação já foi pago no último decêndio de outubro. A expectativa é de que os valores restantes sejam repassados às prefeituras até o segundo decêndio de novembro, juntamente aos valores normais repassados de FPM.

A entidade elaborou uma projeção dos valores brutos destinados aos municípios. Ou seja, sem o desconto de 20% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

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Uso de documentos no exterior será menos burocrático

foto: Abr
foto: Abr

A partir do próximo dia 14, a utilização de documentos brasileiros no exterior e de documentos estrangeiros no Brasil vai se tornar mais simples para o cidadão. A medida, que vem após a adesão do País, em dezembro de 2015, à Convenção da apostila, vai garantir a redução de tempo e de custos para instituições e pessoas.

A Convenção faz parte da Apostila de Haia, um certificado internacional facilitador de transações comerciais e jurídicas entre os mais de 100 países signatários. Com ela, é possível eliminar a exigência de legalização de documentos públicos estrangeiros.

No Brasil, a coordenação e a regulamentação da Convenção da Apostila de Haia é de responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Inicialmente, a validação só será feita, no País, por cartórios em capitais e no Distrito Federal, com previsão de chegar a todas as cidades até o fim do ano.

Enquanto isso, o CNJ está elaborando um sistema para viabilizar a emissão eletrônica dos apostilamentos. Entre os documentos utilizados bilateralmente estão certificados, procurações, certidões notariais e documentação escolar, entre outros.

“Na prática, o MTur também será beneficiado com a medida, já que enviamos documentos ao exterior para atração de investimentos no turismo ou sobre acordos firmados com empresas internacionais, por exemplo.

Além disso, agências de turismo e empresas aéreas também podem se beneficiar com as novas regras, caso precisem apresentar um documento tanto no Brasil quanto no exterior”, explica Rafael Luisi, Coordenador-Geral de Parcerias Bilaterais e Multilaterais da Assessoria Especial de Relações Internacionais (AERI).

Consular

Com a adesão brasileira, não haverá a necessidade de legalização consular que, atualmente, é necessária para validar o uso de qualquer documento no exterior, como o diploma de uma universidade.

A iniciativa facilitará também a atuação de empresas estrangeiras na validação de documentos para concorrências públicas, bem como a participação de empresas brasileiras no exterior.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, atualmente são legalizados mais de 82 mil documentos por mês para efeito no exterior. Aproximadamente 78% desses documentos são legalizados em Brasília, na sede do Ministério. Já em relação às legalizações realizadas pelas repartições brasileiras no exterior, em 2014 foram 569 mil, um aumento de 8,83% em relação a 2013.

FONTE: Portal Brasil

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Papéis revelam gasto do presidente interino Michel Temer no exterior

michel-temerO presidente interino, Michel Temer fez, no cargo de vice-presidente, viagens internacionais caras, com comitivas grandiosas, que em alguns casos obrigavam diplomatas a solicitar ao Itamaraty recursos extras para pagamento das despesas.

Os dados constam de telegramas produzidos por embaixadas brasileiras e divulgados a partir a Lei de Acesso à Informação.

Em viagem de Temer à Turquia em maio de 2012, a União gastou US$ 16 mil (R$ 52 mil) por três diárias em um quarto duplo no hotel de luxo Conrad, em Istambul, onde ele se hospedou.

De acordo com sua agenda oficial, Temer foi ao país, entre 30 de maio e 2 de junho, para participar de um evento intitulado “2ª Conferência de Istambul sobre a Somália”, da abertura do Fórum de Parceiros da Aliança das Civilizações e de encontros com autoridades.

Foi acompanhado na viagem por cerca de 30 pessoas, entre servidores do Itamaraty, assessores e militares da equipe de segurança. A comitiva gastou US$ 56 mil apenas em diárias em dois hotéis.

O Itamaraty desembolsou mais US$ 21 mil em aluguel de veículos, incluindo duas Mercedes Benz, seis BMW, quatro vans Sprinter com capacidade para 12 pessoas cada, dois Mondeo e até um caminhão-baú para bagagens.

Foram mais US$ 4.000 por aluguel de duas salas no hotel para reuniões e entrevistas e US$ 2.100 por um intérprete em período integral.

Durante dois dias, Temer teve ao seu lado um fotógrafo turco exclusivo, também em período integral.

E gastou US$ 944 pelo serviço prestado pela Kristal Fotograf.

Ao todo, e sem contar despesas com deslocamento por avião e diárias dos servidores, a ida de Temer a Istambul custou cerca de R$ 328 mil.

Todos esses gastos tiveram que ser assumidos pelo Itamaraty, em Brasília, a partir de “solicitações de recursos” enviadas pelo embaixador Marcelo Jardim.

DESCONTRAÇÃO

Entre 2011 e 2016, segundo os documentos, o então vice fez ao menos 15 viagens internacionais. Deslocamentos com grandes comitivas aparecem com frequência nos telegramas enviados pelas embaixadas ao Brasil –muitas não têm os custos revelados porque as próprias embaixadas suportam os gastos.

Mas quando a embaixada pedia mais dinheiro, os valores apareciam. Em setembro de 2011, por exemplo, o cônsul-geral do Brasil em Nova York (EUA), Seixas Corrêa, solicitou US$ 45 mil (ou R$ 145 mil) para que pudesse pagar a empresa de aluguel de carros Peniel Limousine Service, contratada pelo critério do menor preço, para a viagem de Temer.

Corrêa explicou que, “de acordo com o costume local, o pagamento deve ser antecipado”.

Para o deslocamento, o Itamaraty alugou cinco noites de uma suíte luxo para Temer e sua mulher, Marcela, e mais dez apartamentos duplos e seis singles para a equipe de segurança. O motivo foi a participação no “3º Fórum de Desenvolvimento Sustentável”, criado pelo empresário Mario Garnero. Os valores das diárias não foram revelados nos telegramas.

A agenda da viagem a Nova York diz que não houve compromissos oficiais no dia 24 daquele mês. No dia seguinte, um domingo, seu único compromisso foi ir a concerto da Orquestra Filarmônica Bachiana, sob a regência do maestro João Carlos Martins, no Lincoln Center.

CIDADE NATAL

Pouco depois da passagem por Nova York, Temer estava de novo na estrada, desta vez na viagem mais emotiva do ano. Entre 18 e 22 de novembro de 2011, foi a Beirute, capital do Líbano, e a Btaaboura, descrita pela embaixada como “a cidade natal dos Temer”, “local de origem dos pais do vice-presidente, que emigraram ao Brasil na década de 20”.

Os gastos dessa viagem também não foram revelados nas mensagens diplomáticas. Em telegrama, o embaixador resumiu: “Em momentos de descontração e informalidade, Temer inaugurou rua com seu nome, participou de almoço típico oferecido pela comunidade local, visitou a antiga casa dos pais e reencontrou parentes. No retorno a Beirute, passou pela cidade turística de Jbeil (Biblos)”.

OUTRO LADO

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que Michel Temer, quando vice-presidente, “sempre procurou economizar recursos públicos em seus deslocamentos ao exterior”.

Em nota, informou que ele empregava equipes com número reduzido de auxiliares em viagens nacionais e internacionais e optava, sempre que possível, pela hospedagem mais econômica compatível com o seu cargo. “Além do que, em muitos países, a hospedagem era oferecida e paga pelo governo local, como é praxe diplomática.”

A secretaria informou que Temer, na vice-presidência, só fez viagens oficiais com o objetivo de estreitar relações políticas, solucionar problemas diplomáticos e atrair investimentos ao Brasil.

Em Istambul, na Turquia, Temer “participou do 1º Fórum de Parceiros da Aliança das Civilizações e encontrou-se com o então primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan; manteve encontros bilaterais com autoridades participantes do evento”, como com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

“No segundo dia no país, Temer chefiou a delegação brasileira na 2ª Conferência Internacional sobre a Somália. Em 2011, o Brasil doou à Somália 56 mil toneladas de alimentos, além de contribuir para a assistência a refugiados”, diz a nota.

Em Nova York, segundo a secretaria, Temer participou do 3º Fórum de Desenvolvimento Sustentável, “onde fez palestra sobre os desafios do Brasil no contexto dos esforços do país para sediar a Rio+20, organizado pelo Fórum das Américas e pela Associação das Nações Unidas”.

Procurado a respeito dos gastos em um total de 15 viagens internacionais de Temer e comitiva, o Ministério das Relações Exteriores disse que tais informações “são reservadas”. Segundo a Lei de Acesso à Informação, documentos com esse grau de classificação têm prazo máximo de sigilo de cinco anos.

Folha de São Paulo

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Polícia Federal desarticula grupo que ‘roubava’ pedras preciosas da PB e vendia no exterior

Reprodução/WhatsApp Operação acontece em cidades da PB, RN, MG e SP
Reprodução/WhatsApp
Operação acontece em cidades da PB, RN, MG e SP

Uma quadrilha especializada no contrabando de turmalina paraíba, uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo, foi desarticulada na madrugada dessa quarta-feira (27) na Operação Sete Chaves, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal em cidades da Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo. Entre as pessoas investigadas na operação estão um deputado e empresários. Segundo informações repassadas ao Portal Correio, as residências do deputado estadual João Henrique (DEM) em João Pessoa e Monteiro (Cariri do estado, a 305 km da Capital) foram alvos da operação. Policiais federais apresentaram mandados de busca e apreensão para vistoriar as propriedades, mas não apreenderam nada nos locais.  A polícia ainda não divulgou o número de pessoas presas, nem os nomes dos envolvidos no esquema.

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De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha extraía a turmalina paraíba em São José da Batalha, distrito do município de Salgadinho (Borborema paraibana, a 280 km de João Pessoa) e levada à Parelhas, no Rio Grande do Norte, onde era esquentada com certificados de licença de exploração. De lá, as pedras seguiam para Governador Valadares, em Minas Gerais, para a comercialização em mercados do exterior como Bangkok, na Tailândia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas, nos Estados Unidos.

Cerca de 130 policiais federais de todo o Nordeste dão cumprimento simultâneo a 35 medidas judiciais, sendo 8 de prisão preventiva, 19 mandados de busca e apreensão e 8 de sequestro de bens. Na Paraíba, os trabalhos são desenvolvidos em João Pessoa, Monteiro e Salgadinho. A operação também acontece em Natal e Parelhas, no Rio Grande do Norte; em Governador Valadares, nas Minas Gerais; e na capital paulista.

Ainda conforme a Polícia Federal, organização criminosa era formada por diversos empresários e por um deputado estadual, que se utilizavam de uma rede ‘offshore’ (empresas abertas em paraísos fiscais) para suporte das operações bilionárias nas negociações com pedras preciosas e lavagem de dinheiro. Os policiais suspeitam que um gigantesco volume dessas pedras já esteja nas mãos de joalheiros e de particulares no exterior.

Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana provoca fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK). O mercado clandestino da pedra tem gerado uma movimentação milionária de capital ilícito, no Brasil e no exterior. Uma única pedra de turmalina azul pode chegar ao valor de R$ 3 milhões.

A operação contou com a colaboração de fiscais do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Secretaria da Receita Federal. Todos os investigados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, usurpação de patrimônio da União, organização criminosa, contrabando e evasão de divisas.

O termo Sete Chaves é uma referência feita aos negociadores no mercado restrito da pedra, turmalina azul, que guardavam à “sete chaves” o segredo sobre a existência de uma pedra extra valorizada e pouco conhecida no mercado de pedras preciosas.

 

Portal Correio

Gasolina e diesel estão mais caros no Brasil que no exterior

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa

O preço da gasolina está entre 20% e 24% mais alto no Brasil do que no exterior. No diesel, a diferença é de cerca de 15%. O cálculo compara o preço praticado no país e no golfo do México, principal referência internacional.

Os brasileiros estão pagando mais que os estrangeiros pelos combustíveis, porque o petróleo desabou no mercado internacional, mas a queda não foi repassada no país.

O governo foi na contramão e, após a reeleição da presidente Dilma, reajustou a gasolina em 3% e o diesel em 5%. O objetivo do reajuste é fortalecer as combalidas finanças da Petrobras.

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De 2010 até outubro de 2014, a estatal subsidiou o consumidor brasileiro ao vender gasolina mais barata do que no exterior.

O governo resistia a reajustar a gasolina para não elevar ainda mais a inflação. No auge, a diferença desfavorável à Petrobras chegou a 30%.

Editoria de Arte/Folhapress

Conforme o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), a estatal acumulou perdas de R$ 51,4 bilhões no período pelo custo de oportunidade (o quanto poderia ter ganho se vendesse em outro mercado).

Agora, são os consumidores brasileiros que estão subsidiando a Petrobras. Com a atual diferença de preços, o ganho mensal da estatal é de R$ 607 milhões na gasolina e de R$ 1,059 bilhão no diesel.

É preciso ressaltar, no entanto, que nem tudo vai para a empresa, porque o custo do frete encarece o produto brasileiro em cerca de 10%.

Procurada, a Petrobras não deu entrevista.

VULNERABILIDADE

“A estatal está ganhando musculatura, mas depois de anos de perdas ainda falta muito”, diz Fábio Silveira, diretor de pesquisa da consultoria GO Associados.

Segundo Adriano Pires, diretor do CBIE, uma desvalorização brusca do real pode anular a vantagem da Petrobras, pois encareceria os combustíveis em moeda local e elevaria o custo da dívida em dólar.

A queda do preço do petróleo também não favorece os investimentos da Petrobras. Os analistas já têm dúvida sobre qual é o patamar de preços que viabilizaria os altos investimentos no pré-sal.

Só nos últimos 30 dias, o preço do petróleo tipo Brent, referência para o mercado, caiu 15,7% para US$ 72,05 por barril. Um ano atrás, o barril era cotado a US$ 106,4.

A queda se acentuou na semana passada, quando a Opep, cartel dos países petroleiros, informou que não vai reduzir a produção. Nesta segunda (1º), o dia foi de recuperar parte das perdas, e os preços subiram 3,4%.

A derrocada do preço é consequência, sobretudo, da redução do consumo nos EUA com a maior utilização do gás de xisto. Investidores que aplicavam dinheiro em commodities também estão migrando para títulos da dívida americana na expectativa de que os juros subam.

RAQUEL LANDIM

Gastos de brasileiros no exterior batem recorde em setembro

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

As despesas de brasileiros  no exterior chegaram a US$ 2,4 bilhões no mês passado, o maior resultado registrado peloBanco Central, na série histórica mensal, iniciada em 1995 para meses de setembro.

De janeiro a setembro, os gastos no exterior alcançam US$ 19,6 bilhões, contra US$ 24,9 bilhões em igual período do ano passado. Em setembro de 2013, as despesas de brasileiros fora do país totalizaram US$ 1,9 bilhão.

As receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 493 milhões , contra US$ 505 milhões igual mês do ano passado. De janeiro a setembro, as receitas chegaram a US$ 5,4 bilhões, contra US$ 5 bilhões no mesmo período de 2013.

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Com esses resultados de despesas e receitas, a conta das viagens internacionais ficou negativa em US$ 1,8 bilhão, no mês passado, ante resultado negativo de US$ 1,6 bilhão em setembro de 2013.

Agência Brasil

Aécio repete FHC: fala mal do Brasil no exterior e acena com privataria na Caixa e no BB

MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO

O banqueiro dono do BTG Pacual, André Esteves, não esconde de interlocutores próximos o sonho de arrematar o controle acionário de algum dos grande bancos estatais brasileiros – Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil – caso um governo privatista resolva vendê-los. Não por acaso, junto com seu sócio tucano Pérsio Arida, um dos ícones das polêmicas privatizações no governo FHC, promoveu uma conferência em Nova York sobre investimentos cujo palestrante principal foi Aécio Neves, o pré-candidato tucano que tem defendido toda e qualquer privatização realizada de 1995 a 2002, mesmo a polêmica venda da Vale a preço pífio, subavaliada, e o sistema Telebrás, arrecadando menos do que o valor investido nas teles ainda estatais, para saneá-las.

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Aécio, em sua palestra, não chegou a prometer diretamente privatizar a Caixa e o Banco do Brasil, mas não faltaram indiretas quando criticou os governos Lula e Dilma por terem descontinuado pilares da política econômica de FHC e por fazerem o que ele chamou de “intervenção estatal”. Para bom entendedor, meia palavra basta. Afinal, como os dois governos petistas preservaram a estabilidade da moeda no controle da inflação, sobra a interrupção da privatização do controle acionário de empresas estatais estratégicas.

No setor financeiro, os bancos estatais voltaram a crescer e ganhar fatias de mercado nos governos do PT. Aliás, durante o governo FHC, o “Memorando de Política Econômica”, de 08/03/1999, do Ministério da Fazenda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), dizia explicitamente que o plano era deixar o mercado bancário nas mãos dos bancos privados, seja privatizando parcialmente os bancos públicos, seja tornando-os bancos de segunda linha. Felizmente o governo tucano não conseguiu concluir seu plano, pois os bancos públicos foram fundamentais para salvar o Brasil dos efeitos da crise internacional, quando sumiram as linhas de créditos nos bancos privados em 2008. Além disso, sem bancos públicos disputando o mercado também não seria possível baixar significativamente os juros ao consumidor e às empresas, como ocorreu em 2012.

O presidenciável tucano repetiu também um velho costume tucano: falar mal do Brasil no exterior. FHC era useiro e vezeiro nisso. Parece que achava chique.

Aécio, no linguajar tucanês que muitas vezes não tem compromisso com a realidade, disse que “o Brasil se tornou pouco confiável”. Ora, basta olhar o risco-Brasil na era tucana e agora para confirmar que uma declaração destas seria adequada apenas como piada.

O tucano criticou um dos maiores sucessos brasileiros na última década: o crescimento do consumo pela inserção de milhões de brasileiros que saíram da pobreza para ingressar na nova classe média. Criticou também a expansão do crédito, com mais gente tendo acesso a financiamentos, como pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Criticou o que ele chama de “intervencionismo” no setor energético, a renovação negociada da concessão de hidrelétricas tendo como contrapartida a redução na conta de luz, que beneficia não apenas o cidadão em sua residência, mas também a indústria que tem a eletricidade como insumo nos custos de produção.

O discurso soou como música para especuladores que gostam de ver aquilo que desejam comprar depreciado, para comprar barato. O preocupante é quando trata-se do patrimônio do povo brasileiro e esse discurso vem de um candidato a presidente da República. Certamente capta investidores interessados em financiar candidatos para depois recuperar o investimento feito na campanha eleitoral através de negócios privilegiados com o Estado. Os antecedentes dos cartéis que pagavam propinas a autoridades dos governos tucanos paulistas por contratos no Metrô, inclusive para financiar campanhas do PSDB, delatados pela multinacional Siemens, recomendam cuidado redobrado com esse discurso de Aécio Neves.

 

por Helena Sthephanowitz

Narcotráfico é principal causa de prisões de brasileiros no exterior

algemasO número de brasileiros condenados ou aguardando julgamento por crimes cometidos em 50 países chegou a 2.682 no ano passado. Segundo um levantamento do Itamaraty, cerca de 70% deles (1.877) foram condenados por algum tipo de envolvimento com o tráfico de drogas.

A maioria das condenações são de brasileiros que agem como “mulas” – pessoas que moram no Brasil e são contratadas por narcotraficantes para viajar ao exterior com drogas escondidas na bagagem ou no corpo.

Mas, segundo a ministra Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Itamaraty, também há prisões de traficantes propriamente ditos e casos de pessoas condenadas após serem flagradas portando ou consumindo drogas.

Segundo dados do final de 2011 que englobam todos os tipos de crimes, os países que concentram mais brasileiros condenados são o Japão (476), a Espanha (441), Portugal (284) e os Estados Unidos (239).

O número total de brasileiros encarcerados (2.682) é, porém, inferior ao número de estrangeiros presos no Brasil: 3.367. As nacionalidades mais presentes são bolivianos (555), paraguaios (343) e nigerianos (341).

Furtos e álcool

Quanto aos brasileiros, embora o narcotráfico seja o motivo principal de condenação em todos os países, é possível identificar delitos mais comuns praticados por eles em cada região do mundo.

No Japão, por exemplo, os condenados geralmente são jovens que cometeram pequenos furtos.

Nos Estados Unidos, há brasileiros condenados por violência doméstica, crimes de trânsito e violações de ordens judiciais.

Naquele país também são comuns os casos de imigração irregular – que geralmente resultam em um processo de detenção temporária que culmina na deportação.

No final do ano passado 342 pessoas aguardavam esse processo, que pode durar até três meses.

Segundo a ministra, no Oriente Médio – apesar de representarem um número pouco expressivo – há até pessoas condenadas por ferir a lei islâmica, que proíbe, por exemplo, o consumo de álcool.

Sem comida

Nos países da América do Sul, onde há 648 brasileiros presos, são mais comuns os casos de roubo, homicídio, sequestro, extorsão, lavagem de dinheiro, clonagem de cartões de banco e até roubo de gado.

“Identificamos até brasileiros que eram procurados no Brasil e tinham sido presos por outros crimes na Bolívia e no Paraguai. Descobrirmos isso porque eles não quiseram entrar nos acordos de extradição para (cumprir sua pena) no Brasil”, disse Silva.

Segundo ela, parte dos presos em países da América do Sul operavam na região a serviço de organizações criminosas brasileiras, como o CV (Comando Vermelho), do Rio de janeiro, e o PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, além de outras facções menores.

Em seis países sul-americanos (o Itamaraty não especifica quais) os detentos brasileiros enfrentam condições duras. Muitos não recebem alimentação adequada da unidade prisional ou ficam submetidos a facções criminosas locais que restringem suas cotas de comida.

Para remediar a situação, o Itamaraty envia mensalmente a esses presos kits com arroz, feijão, óleo e alimentos não perecíveis – além de colchões, chinelos e produtos de higiene pessoal. Muitos presos dependem desses alimentos para sobreviver, pois não recebem visitas regulares de parentes.

Assistência consular

De acordo com Silva, todos os presos brasileiros no exterior recebem ao menos uma visita de diplomatas brasileiros por ano. Em alguns países, o número de visitas chega a três.

Além do contato com conterrâneos, as visitas são aguardadas pelos presos por significarem uma chance de receber orientação jurídica – prestada por advogados especialmente contratados pelas representações diplomáticas.

Essa orientação é ainda mais necessária em casos nos quais um brasileiro é condenado por ações que não são consideradas crimes no Brasil.

Um exemplo disso, segundo ela, foi o de um homem nos Estados Unidos que manteve relações sexuais com uma americana após uma noitada marcada pelo excessivo consumo de álcool.

Segundo a ministra, ele alegou que a relação foi consensual, porém acabou sendo acusado de violência sexual, com base nas leis locais – porque a moça estava embriagada na hora do “crime”.

Detido, esse brasileiro recebeu a visita de um consultor jurídico do consulado e foi orientado a fazer um acordo com a “vítima”. Ele aceitou ser deportado para não ir a julgamento nos Estados Unidos.

O consultor do consulado orienta o preso, mas não faz sua defesa. “Se a melhor opção for enfrentar o processo, o consultor da embaixada indica um advogado do país”, disse Silva.

Em algumas nações, a assistência ao preso também inclui visitas de psicólogos contratos pelas representações do país. Isso já ocorre na Europa e na Indonésia.

O Itamaraty também incentiva o contato dos presos com voluntários da comunidade brasileira – geralmente religiosos – que aceitam visitar os presídios.

Além disso, diplomatas brasileiros negociam até um projeto piloto de capacitação de presos, que deve começar a funcionar inicialmente na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Ele deve funcionar em duas penitenciárias, uma em Ciudad del Este, no Paraguai, e outra em Foz do Iguaçu, no Brasil. Os presos das duas nacionalidades receberão cursos de capacitação profissional, inicialmente para as carreiras de padeiro e artesão.

Fonte: Notícias UOL

Efeitos da greve são piores para comércio exterior, mas alunos também sofrem

A greve dos servidores federais está prejudicando a atividade econômica brasileira, principalmente as importações e exportações. O cidadão comum sofre menos com a situação, a não ser o caso específico dos alunos de universidades e instituições de ensino federais, cujas aulas estão suspensas há mais de dois meses. A avaliação sobre os impactos das paralisações é de entidades representativas do setor privado e de porta-vozes do próprio movimento grevista. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), atualmente 29 setores do funcionalismo estão de braços cruzados.

As greves que mais estão prejudicando a economia são as da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As duas áreas têm a responsabilidade de fiscalizar e liberar cargas em portos, aeroportos e regiões de fronteira do país. Com a paralisação dos funcionários, está havendo lentidão no trânsito de produtos e insumos. Os auditores fiscais da Receita estão parados desde o dia 19 de junho, e os servidores da Anvisa, desde 16 de julho.

Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em razão das duas paralisações há atraso na chegada e partida de cargas acondicionadas em caminhões nas fronteiras do Brasil com outros países. “Estão retendo muita carga, tanto na importação quanto na exportação”, afirma Fábio Martins Faria, vice-presidente executivo da entidade. Faria cita como exemplo de localidade prejudicada a cidade de Uruguaiana (RS), que faz fronteira com a Argentina e onde fica um dos mais movimentados postos de fiscalização alfandegária do país.

Os efeitos da greve podem ser sentidos também nos portos brasileiros, em especial os de Manaus (AM), Santos (SP) e Paranaguá (PR), onde também há movimentação comercial intensa. “O pólo industrial de Manaus e a indústria farmacêutica e química em geral estão ficando desabastecidos dos insumos para fabricar seus produtos”, diz Fábio Faria. De acordo com o vice-presidente da AEB, como boa parte dessas fábricas trabalham com estoques pequenos e dinâmica  just in time, suas linhas de produção estão paradas.

Ricardo Martins, diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), corrobora a informação de que a greve está causando carência de insumos na indústria. “Estamos pagando uma conta alta. Nossos associados relatam que estão faltando desde insumos para produzir vitaminas, na indústria farmacêutica, até matéria-prima para ração de cachorro. Quem importa tem que arcar com a armazenagem, pois o navio que está no porto não pode descarregar”, reclama.

Como paliativo, nesta semana a presidenta Dilma Rousseff editou o  Decreto n° 7.776, recomendando aos ministros de Estado providências para a continuidade dos serviços, e autorizando inclusive a substituição de funcionários federais pelos servidores das administrações estaduais.

Na opinião de Fábio Faria, a medida é insuficiente para restaurar a normalidade. “O ideal nesse caso não é transferir o serviço. O funcionário estadual não tem experiência nisso, e até agir com a mesma presteza do federal levará tempo”, acredita. Para ele, o ideal seria desburocratizar a fiscalização em caráter temporário. “Libera-se a carga, a empresa assume o compromisso de cumprir as normas, e se coloca à disposição para fiscalização posterior”, defende.

Portaria do Ministério da Saúde e resolução da Anvisa publicadas no rastro do decreto presidencial  preveem algo semelhante ao que é sugerido por Fabio Faria. Os dois documentos determinam a adoção de plano de contingência e de procedimentos simplificados enquanto durarem as paralisações.  A portaria da Saúde estabelece ainda o compartilhamento, mediante celebração de convênio, da execução das atividades com os estados e municípios. Além disso, liminares judiciais expedidas na última semana ordenaram normalidade mínima no funcionamento dos portos.

Para além da esfera empresarial, os estudantes são os mais prejudicados pela onda de greves. Paralisadas desde 17 de maio, 57 de 59 universidades federais e 34 de 38 institutos federais seguem em impasse com o governo federal. A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), principal sindicato que representa a categoria, recomendou rejeição à segunda proposta de reajustes feita pela governo, com percentuais que variam entre 25% e 40%.

O presidente da  Condsef, Josemilton Costa, reconhece que a greve causa prejuízos, mas diz não haver outra alternativa para pressionar o governo a ouvir os trabalhadores. “Esse é um constrangimento que o governo tem causado à população, prejudicada por essa atitude de não conceder reajustes”, afirma Costa.

João Maria Medeiros, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) – entidade que representa 10 autarquias reguladoras e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) – afirma que os órgãos estão cumprindo a exigência legal de manter 30% do contingente trabalhando. Segundo Medeiros, tem havido um esforço para que o cidadão comum seja o menos atingido. “A Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], por exemplo, está com a fiscalização de aeronaves suspensa, mas seus canais para atendimento ao público e reclamações estão disponíveis”, declara.

Os representantes do movimento grevista têm reunião agendada com o governo para o próximo dia 31 de julho, quando espera-se que o Ministério do Planejamento apresente proposta às categorias paralisadas. Segundo o presidente do Condsef, até lá não haverá relaxamento das paralisações. “O governo tem de apresentar proposta. Trégua sem proposta não existe, e até o momento não tivemos nada”, disse.

O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, credita à crise internacional a cautela do governo em abrir a carteira. “Estamos com a mesa de negociação aberta, o governo está avaliando o conjunto de reivindicações. Mas precisamos saber quanto é possível gastar em termos de pessoal em 2013, devido à gravidade da crise financeira internacional”, afirmou.

Agência Brasil