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Bolsonaro proíbe entrada de estrangeiros no Brasil por 30 dias

A pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, obrigou o governo federal a proibir a entrada de estrangeiros no Brasil por 30 dias.

A portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) restringe a entrada de estrangeiros, de qualquer nacionalidade, por rodovias ou outros meios terrestres, por via aérea ou por transporte aquaviário.

O prazo poderá ser prorrogado por recomendação técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que foi a entidade que recomendou a restrição.

 

Metropolis

 

 

Mais dois estrangeiros são presos suspeitos de integrar quadrilha que falsificava documentos

Um libanês e um iraquiano foram presos em um hotel na Praia de Tambaú, em João Pessoa na última sexta-feira (21) suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em falsificar documentos. A quadrilha foi descoberta pela Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF), que desde o dia 12 de abril iniciou as operações para desarticular os criminosos.

A Polícia Civil recebeu denúncias de que os suspeitos teriam vindo a João Pessoa a mando da organização criminosa, para prestar auxílio aos suspeitos presos no dia 12 de abril. No momento da abordagem, os suspeitos receberam telefonemas de um número da Paraíba. Indagados sobre quem ligava para eles, eles confirmaram que partia de Feras Haussn, um dos que já estavam presos. De acordo com o delegado de Defraudações, o acusado foi levado para a DDF, mas negou que tenha feito ligações de dentro da prisão.

Hussein Ali Hussein, iraquiano de 30 anos, é irmão de um dos presos anteriormente, o também iraquiano Feras Haussn. O outro suspeito, Bahaeddine Nasser Rahal, libanês de 31 anos, mora no Brasil há mais de oito anos. Os suspeitos presos confessaram a atuação conjunta, mas se negaram a dar detalhes.

Também foram encontradas diversas conversas entre os suspeitos que foram presos na sexta e os que já haviam sido detidos, o que confirmou a atuação conjunta nas fraudes em investigação. As conversas dos suspeitos permitiram a identificação de outros suspeitos que residem fora da Paraíba, motivo pelo qual permanecerão em sigilo até que todos os suspeitos sejam localizados e presos pela Polícia Civil.

Hussein e Bahaeddine foram presos em flagrante pelo crime de organização criminosa e tiveram sua prisão convertida em preventiva durante o plantão judicial. Ainda assim serão submetidos à realização da audiência de Custódia na tarde desta segunda-feira (24). As novas prisões já foram comunicadas à Polícia Federal, INTERPOL e à embaixada do Iraque.

A organização criminosa, de acordo com a investigação da DDF, atua em diversos estados do Brasil, contando com um elaborado esquema criminoso e com a colaboração de funcionários públicos e de diversos cartórios, negociando documentos públicos brasileiros (certidões de nascimento, identidades, passaportes e outros documentos) que são posteriormente revendidos a estrangeiros de diversos países, dentre eles Arábia Saudita, Iraque, Síria, Líbano e Paquistão, que não preenchem os requisitos para estadia legal no Brasil.

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‘Brasil não vive crise de corrupção’, diz Dilma a jornais estrangeiros

dilmaA presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao Grupo de Diários América (GDA), publicada neste domingo (22) pelo jornal “El Mercurio”, do Chile, que o Brasil não vive “crise de corrupção”, ao comentar as denúncias de irregularidades na Petrobras investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

Segundo o jornal, a presidente concedeu a entrevista por ter recebido o prêmio “Personagem Latino-americana de 2014” pelo GDA. Na edição deste domingo, o jornal diz que a escolha ocorreu antes do anúncio de Estados Unidos e Cuba da retomada das relações diplomáticas entre os dois países – a publicação não explicita, porém, se o título seria dado a outra pessoa.

As suspeitas de irregularidades na Petrobras foram apontadas pela PF na Lava Jato, deflagrada em março deste ano para apurar esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. As investigações resultaram na descoberta de um esquema de desvio de dinheiro e superfaturamento em obras da estatal.

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“O Brasil não vive uma crise de corrupção, como dizem alguns. Nos últimos anos, começamos a pôr fim a um largo período de impunidade. Isso é um grande avanço para a democracia brasileira”, disse a presidente, após ser questionada sobre se o escândalo na Petrobras pode afetar a estabilidade política necessária para o segundo mandato.

Indagada sobre como é possível liderar uma campanha anticorrupção “séria” se o PT é o “protagonista” do escândalo da petrobras, Dilma ressaltou que as suspeitas da Polícia Federal são de que o esquema na estatal começaram antes do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Como já disse, é a Polícia Federal do meu governo que conduz as investigações sobre a corrupção na Petrobras. Foram essas investigações que levaram ao desmantelamento de um esquema do qual se suspeita que tem décadas de existência, com anterioridade aos governos do PT”, afirmou.

Dilma disse estar “indignada” com as denúncias que envolvem a estatal e ressaltou que os brasileiros também sentem-se desta forma. A presidente afirmou querer que os responsáveis pelos desvios de recursos na empresa sejam “castigados”.

A presidente disse também que no Brasil não há “intocáveis” e, como fez em diversas vezes nos últimos meses, defendeu as ações de combate à corrupção adotadas pelo governo e ressaltou ser um compromisso da atual gestão o combate à impunidade.

“Quero ressaltar que somos nós, do meu governo, que temos liderado o processo contra a impunidade no Brasil, pondo fim a uma era de ilícitos que se ocultavam debaixo do tapete. Eu mesma despedi, três anos antes das investigações, o diretor [Paulo Roberto Costa] que confessou diante da Justiça a confirmação do esquema de desvio de dinheiro na Petrobras”, disse.

EUA e Cuba
Na entrevista, Dilma também foi questionada sobre o anúncio feito por EUA e Cuba pela retomada das relações diplomáticas entre os dois países depois de 53 anos. A presidente afirmou que a aproximação terá impacto “forte e positivo” em toda a América Latina.

“É uma expressão de que isso já poderá se constatar na Cúpula das Américas, em abril, no Panamá. O encontro e o aperto de mãos de [Raúl] Castro e [Barack] Obama será o símbolo de que algo novo está ocorrendo no nosso continente”, disse.

G1

 

83% dos estrangeiros aprovaram organização da Copa, diz Datafolha

copaA pesquisa ouviu 2.209 estrangeiros de mais de 60 países nos aeroportos de São Paulo, Rio e Brasília e em Fan Fests e locais de grande concentração nas cidades de Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília entre os dias 1º e 11 de julho. O universo pesquisado não representa o total de estrangeiros que vieram ao Brasil – segundo balanço do governo, 1 milhão de turistas vieram de 202 países.

A aprovação dos estrangeiros foi quase total no quesito hospitalidade: 95% dos entrevistados disseram que a recepção foi ótima ou boa. Outros 92% dos visitantes gostaram dos estádios no que diz respeito a conforto e a segurança.

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No item custo de vida do país, a maioria dos entrevistados deu nota regular: 32%. Outros 29% consideraram ruim ou péssimo; e 29%, bom ou ótimo. 10% não souberam opinar.

Entre os entrevistados, 69% disseram que gostariam de morar no Brasil.

A organização do Mundial foi avaliada como ótima ou boa por 83% dos estrangeiros; 12% a consideraram regular; e 3%, ruim ou péssima.

Uma maioria de 76% achou ótima ou boa a qualidade do transporte até os estádios. A mobilidade urbana foi avaliada como melhor do que o esperado para 46%, dentro do esperado para 40% e pior que o esperado para 11%.

O transporte aéreo recebeu avaliação ótima ou boa de 76% das pessoas ouvidas. 10% deram nota regular; e 4%, ruim.

O custo do setor hoteleiro foi considerado bom ou ótimo por 32%; 26% avaliaramo os preços como regulares; e 27%, ruins ou péssimos. 16% não souberam responder.

Protestos e segurança
Dos entrevistados, 72% consideraram ótima ou boa a estrutura para segurança pessoal no Brasil; 19% deram avaliação regular e 6%, ruim ou péssima.

Quando perguntados especificamente sobre a segurança dos turistas, 82% avaliaram como ótima ou boa; 13% acharam regular; 3%, ruim ou péssima.

71% disseram que não presenciaram protestos contra o Mundial. Outros 29% afirmaram ter presenciado os atos.

O Datafolha também perguntou a impressão dos estrangeiros sobre as manifestações, presenciadas ou não. 43% dos entrevistados afirmaram achar que os protestos foram pacíficos; 19% disseram que foram violentos; 37% disseram que não ficaram sabendo dos atos.

 

G1

Pesquisa do governo diz que maioria dos estrangeiros aprovou Copa

copa-do-mundoPesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Ministério do Turismo diz que 83% dos estrangeiros que estiveram no Brasil durante a Copa avaliaram que o país atendeu “plenamente ou superou as expectativas” em relação ao evento – 61% dos visitantes vieram ao Brasil pela primeira vez. Segundo o levantamento, da Fundação Getúlio Vargas e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 95% dos estrangeiros disseram que pretendem voltar.

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A pesquisa aponta que estrangeiros de 203 nacionalidades passaram por 378 cidades entre os dias 12 junho de 13 de julho. Destes, 188 compraram ingressos para os jogos. Foram ouvidos para o levantamento 6.627 turistas estrangeiros e outros 6.038 brasileiros em 12 aeroportos e 10 fronteiras terrestres desde o início do Mundial.

De acordo com o ministro do Turismo, Vinicius Nobre Lages, a avaliação dos turistas é decorrência dos investimentos em capacitação de profissionais para receber estrangeiros e investimentos em infraestrutura.

“Nós investimos em qualificação profissional, expandimos a qualificação do atendimento ao turista, ampliamos a oferta hoteleira, inclusive com hospedagem alternativa. Eventos dessa magnitude são importantes para a economia do país e o turismo”, disse Lages em balanço do governo federal sobre a Copa do Mundo.

Os pontos altos da visita ao Brasil, segundo os estrangeiros ouvidos na pesquisa, encomendada pelo Ministério do Turismo, foram a hospitalidade do brasileiro e a gastronomia, com 98% e 93% de aprovação respectivamente. A segurança pública, um dos maiores temores dos turistas, foi bem avaliada por 92% dos entrevistados.

A informação turística  e os serviços de táxi receberam 90% de avaliação positiva, enquanto o transporte público, como ônibus e trens, receberam aprovação de 89.2%. Os aeroportos foram bem avaliados por 80%. “Essa foi realmente uma experiência turística de muita aprovação”, disse o ministro.

Brasileiros
De acordo com a pesquisa, os turistas brasileiros demonstraram maior nível de “exigência” que os estrangeiros. Visitaram as cidades-sedes da Copa 3,056 milhões de brasileiros, dos quais 67% conheceram essas localidades pela primeira vez.

A receptividade e o atendimento durante o Mundial foram bem avaliados por 90,5% dos entrevistados, 7,5 pontos percentuais abaixo da avaliação internacional. As opções de lazer e turismo receberam aprovação de 87,2% dos brasileiros, e a segurança foi bem avaliada por 83.8%.

G1

Estrangeiros listam dez exemplos que o Brasil poderia exportar

banhoQuais são os hábitos brasileiros que os estrangeiros gostariam de ver em seus países? Com base nessa pergunta, surgiu esta reportagem, numa proposta similar à dos “Dez exemplos que o Brasil deveria importar”, publicada em 28 de março de 2010. Os exemplos a seguir foram selecionados a partir de entrevistas com mais de 40 pessoas, que visitaram, moraram ou estão no Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul.

Vale lembrar, é claro, que nenhum dos hábitos é unanimidade entre os viajantes de diferentes países – assim, uma prática pode ser exemplo para uns e não para outros. Tudo depende das experiências de cada entrevistado.

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Algumas práticas citadas, inclusive, podem causar um enorme estranhamento, uma vez que nós não as imaginamos como exemplares – como o depoimento de uma grega, que gosta do trânsito daqui, por se buzinar muito menos do que em Atenas. Os aspectos mais lembrados estão ligados ao otimismo, riso fácil e afetividade observados no país.

– Os brasileiros, de modo geral, são alegres. Gosto do modo como encaram os problemas, sempre de bom humor – afirma Elaine de La Sierna, 22 anos, administradora, nascida em Cochabamba, na Bolívia. – O brasileiro é afetuoso, cordial, gosta do riso, do contato humano, mas isso é difícil de exportar – afirma o músico uruguaio Saul Garber, 57 anos.

1 – Festas

As festas no Brasil podem até começar mais tarde, mas com certeza duram mais. Em países da Europa e América do Norte, há leis contra vender bebidas alcoólicas depois de determinado horário. Há bares que abrem a partir das 2h, por exemplo, mas esses são bem mais caros.

–Eu adoro o horário das festas no Brasil, em que se volta para casa às 6h ou 7h da manhã. Na Grã-Bretanha, os pubs fecham às 23h ou 24h. Todos bebem o máximo possível até esse horário e ficam bêbados demais – comenta Harriet Francis, 32 anos, advogada.

– Achamos ótimo não ter que se apressar para beber até as 22h45min, como nos pubs britânicos. A única maneira de continuar a noite é ir a uma boate, onde as bebidas são mais caras e muitas vezes se cobra pela entrada – observa Christine Gaylarde, aposentada, 65 anos.

2 – Abraço

O abraço entre amigos ou até desconhecidos foi lembrado por muitos estrangeiros, dos mais diversos países.

– É muito comum esse hábito no Brasil. Tem o abraço entre homens e o abraço mais carinhoso, com as mulheres. Na França, é muito raro, talvez apenas entre a família. Gostei disso. Pode parecer insignificante, mas muda bastante as relações entre as pessoas, seja entre familiares, amigos ou desconhecidos. Quando voltei para a França, abracei meu pai, e ele estranhou – diz Boris Pravda-Starov, 25 anos, estudante, que morou em Porto Alegre.

– O abraço é muito bom. Ele pode melhorar as relações entres as pessoas. Os chineses não costumam demonstrar emoções, especialmente no que se refere à linguagem corporal: ninguém se abraça nem aperta a mão. É uma grande diferença – comenta Liu Da, estudante chinês, chamado de Miguel no Brasil.

3 – Atendimento

Um dos pontos em que houve mais discórdia entre os entrevistados foi o atendimento ao cliente. Britânicos e franceses, por exemplo, não gostam de ser abordados por atendentes em lojas ou supermercados.

Entretanto, o italiano Alessandro Andreini, 40 anos, conta que uma das frases que mais gostou de ouvir em toda a sua vida foi “Você encontrou tudo o que procurava?”, dita pelo caixa do supermercado. Franco Luis Scandolo, 26 anos, argentino que morou na Itália, também ressaltou esse exemplo.

– O atendimento é um ponto forte do Brasil e se destaca pelo profissionalismo e cordialidade – opina ele.

4 – Jeitinho brasileiro

O tão comentado jeitinho brasileiro não fica de fora dessa lista. Latino-americanos, europeus e um sul-africano ressaltaram o lado bom dessa característica.

– Os brasileiros sempre acreditam que há um caminho para se fazer alguma coisa, e isso os leva adiante – aponta Werner Trieloff, 29 anos, contador sul-africano.

– Quando meus pais me visitaram no Brasil, pude perceber melhor como os europeus realmente se estressam quando algo dá errado. Já os brasileiros ficam tranquilos – conta a estudante Ana González, 22 anos, da Espanha.

O filósofo americano Allan Taylor, 26 anos, resume:

– O jeitinho brasileiro explica o sucesso de quase todo brasileiro no Exterior. A improvisação é a grande arte do brasileiro. Na música, por exemplo, como no chorinho ou no samba, há muito espaço para improvisar. Acho que é por isso que o americano não sabe dançar samba nem jogar futebol.

5 – Compartilhar bebidas

Outro costume do Brasil que poderia ser exportado é o hábito de compartilhar bebidas.

– Compartilhar a cerveja, a caipirinha ou o chimarrão diz muito sobre a generosidade do brasileiro. No início, eu tive dificuldade de me acostumar a isso. O guatemalteco se serve no copo e gruda a mão nele até beber tudo – relata Martin de León McMannis, 22 anos.

Na primeira vez em que veio ao Brasil, a francesa Mathilde le Tourneur du Breuil, 32 anos, passou por um constrangimento por não conhecer esse costume:

– Eu estava com uma amiga francesa e nos deram um copo de caipirinha, numa festa. Nós pensávamos que era só para nós. Muito tempo depois percebemos que era para todos – lembra a professora de francês, hoje moradora de Porto Alegre.

– É um hábito bem legal, que funciona tanto com a cerveja, comprada para todos, quanto com o chimarrão – acrescenta ela.

6 – Estrangeiros são bem tratados no Brasil

A alemã Katharina Ockert, 25 anos, estuda na Unisinos. Apaixonada pelo Brasil, “apesar da grande pobreza e criminalidade”, e fã de vários costumes nacionais, ela avalia que os estrangeiros são bem tratados aqui e que os brasileiros esbanjam disposição na hora de ajudar:

– Lembro uma vez em que eu estava no centro, procurando um banco para retirar dinheiro e pedi informações para uma mulher na rua. Pensei que ela talvez poderia me explicar o caminho, mas ela pegou minha mão e me levou até dentro do banco! Fiquei muito feliz de receber uma ajuda tão legal.

A francesa Clémentine Athanasiadis, 19 anos, ressalta a importância dessa característica:

– Todos foram muito receptivos desde que eu cheguei à PUCRS. Isso é muito importante para os estrangeiros, porque nos sentimos um pouco perdidos no começo. As pessoas sempre me dão informações. Com um sorriso no rosto.

7 – Higiene

Os hábitos de higiene dos indígenas surpreenderam os europeus quando chegaram ao Brasil. Não se pode dizer que ainda se toma banho como os nativos do Brasil faziam naquela época, mas essa característica é uma das 10 coisas da qual Graham Gertz-Romach, britânico casado com uma gaúcha, que viveu por 21 anos no Brasil, sente saudades:

– Os brasileiros são muito limpos. Você não encontra tantos americanos ou pessoas do norte da Europa que tomem um banho por dia e escovem os dentes depois de cada refeição.

A francesa Nathalie Touratier, 25 anos, também percebeu isso:

– Eu fiquei surpresa ao ver todos os meus colegas de trabalho escovarem os dentes depois do almoço. É um hábito muito legal. Os franceses, quando estão no trabalho, geralmente mascam chicletes depois do almoço.

8 – Exercícios

Algo impressionante para estrangeiros das Américas e da África do Sul é a prática de exercícios físicos e o cuidado com a boa forma. Mas só é exemplo se não for excessivo, comenta Matthew Bender, 30 anos, tradutor, morador de Porto Alegre há cinco anos:

– A qualquer hora da noite ou do dia, você vê pessoas caminhando, correndo, jogando bola ou andando de bicicleta. Os brasileiros são muito ativos nos esportes, seja em busca de saúde, seja em busca de beleza.

A estudante Elia Arévalo, 24 anos, da Nicarágua, concorda:

– Acho ótimo quando fecham ruas para as pessoas se exercitarem nos finais de semana. Essa inquietude de se exercitar precisa ser exportada para vários países da América Latina.

O boliviano Mauricio Uriona considera que “o culto ao corpo” algo bom, não importa se por motivos estéticos ou de saúde:

– No meu país as pessoas não cuidam de seus corpos.

9 – Carona

O engenheiro francês Manuel Gourmand, 24 anos, não teve dúvidas ao dizer qual é seu costume brasileiro preferido: o de dar (e receber) carona. A prática pode ser planejada por telefone ou mesmo nos bares ou restaurantes, quando se oferece uma carona inclusive para alguém que acabou de se conhecer.

– É uma coisa tão simples, e que, no entanto, não vi pela Europa. Lá cada um pega seu carro, e quem não tem carro, vai a pé. Mesmo se as pessoas vão para lugares muito próximos – explica Gourmand, que atualmente está em Passo Fundo.

– Na Europa isso não ocorre lá nem entre colegas. Ninguém pensa nessa possibilidade.

10 – Almoço
O almoço como principal refeição do dia é um exemplo para um britânico, um holandês e uma neozelandesa.

– Meu país poderia se beneficiar desse hábito. Os kiwis (neozelandeses) tendem a engolir um sanduíche à mesa do trabalho, e ter uma refeição pesada à noite. Mas um jantar mais leve é muito mais saudável – comenta Victoria Joy Winter, 28 anos, analista de marketing e moradora de Porto Alegre.

Um sanduíche no almoço e um lauto jantar também é algo comum na Holanda.

– Aqui é bom porque geralmente se come algo aquecido no almoço. Eu também gosto do bufê a quilo e rodízio – diz o estudante Marnix van.

 

 

ZH Noticias

Fifa alerta estrangeiros sobre problemas do país da Copa

fifaPara a Fifa, os problemas do país-sede da Copa do Mundo de 2014 não deverão atrapalhar a realização das partidas e não serão capazes de inviabilizar o trabalho de dirigentes, jornalistas e parceiros comerciais da entidade. Os turistas estrangeiros, porém, correm o risco de encarar situações complicadas caso não estejam cientes das deficiências do Brasil. O alerta da Fifa aos torcedores de outros países foi feito nesta sexta-feira por Jérôme Valcke, o secretário-geral da entidade, em uma conversa com jornalistas de agências internacionais em Zurique. “Não apareçam no Brasil pensando que é a Alemanha, que é fácil viajar pelo país. Na Alemanha, você poderia dormir no carro. No Brasil, não pode”, disse ele, comparando a sede de 2014 com o país que realizou uma Copa exemplar em 2006. “O maior desafio será para eles, os torcedores. Não será para a imprensa, não será para os times e nem para os dirigentes. Será para os torcedores.”

O dirigente francês listou como problemas para os estrangeiros a grande distância entre as sedes e a infraestrutura deficiente. Os preços altos, a insegurança e a falta de opções de transporte serão outros obstáculos no caminho dos visitantes. “Sei que é difícil eu falar sobre essas coisas sem criar uma série de problemas”, disse Valcke, que reclamou de aparecer como “vilão” para os brasileiros em função das repetidas críticas ao país. “Mas minha mensagem aos torcedores é a seguinte: tenham certeza de que organizar tudo antes de viajar ao Brasil.” Segundo ele, improvisos possíveis em países como a Alemanha, tanto na hospedagem como nos deslocamentos, não vão funcionar no Brasil. “Não há como dormir na praia, porque é inverno. Garanta sua acomodação. Não há como chegar com uma mochila e começar a andar pelo país. Não existem trens, não se pode dirigir de uma sede à outra”, afirmou o cartola.

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sedes, Valcke quis garantir também que esse problema não fosse atribuído à Fifa, como organizadora do evento. Segundo o francês, essa dificuldade decorre dos pedidos dos próprios brasileiros. Foram o governo brasileiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, que fizeram questão de insistir na realização dos jogos em doze cidades. A Fifa pedia apenas oito sedes. “Você multiplica os riscos ao ter mais estádios. Mas tivemos uma situação em que tínhamos um governo e um presidente, que naquele momento era Lula, que diziam que a Copa deveria ser para todo o Brasil, e não apenas para poucas cidades”, lembrou ele. O dirigente admite que o “lógico” seria dividir os 32 participantes em grupos regionais, justamente para evitar que tivessem de sair de Manaus e jogar em Porto Alegre, por exemplo. “Isso evitaria que eles tivessem de viajar entre diferentes regiões do país.”

A Fifa acabou sendo obrigada a abandonar a ideia de dividir o país em quatro áreas justamente por causa da insistência da CBF e do governo – que queriam que a seleção brasileira percorresse o Brasil em seus jogos. “Eles não queriam que o Brasil jogasse apenas em uma parte do país”, disse. O problema é que, para o calendário da Copa funcionar, todos então teriam de viajar. Ainda assim, a seleção não passará pelo Sul e, se for até a final, repetirá visitas a Fortaleza e Belo Horizonte. Valcke também admitiu que a Fifa sabia há muito tempo dos problemas da infraestrutura aeroportuária do Brasil, mas a aposta era de que haveria tempo suficiente para que todas as reformas fossem feitas. “Isso era em 2009, e o país teria cinco anos para um país garantir que as estruturas estivessem instaladas e entregasse o que havia sido acordado.” Apesar de manter o tom crítico ao Brasil, Valcke lamentou o fato de ser visto como “uma pessoa má”. “Preciso mesmo estar nesta posição em que se entra em conflito com as estruturas do país sistematicamente? Isso não é muito agradável…”

O que ficou só na promessa para o Mundial

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Estádios privados

 O Estádio Nacional de Brasília: o custo se aproxima dos 2 bilhões de reais em verba públicaO ministro do Esporte do governo Lula prometia uma Copa totalmente privada, sem uso de dinheiro público nas arenas. Entre as doze sedes do Mundial, porém, só três (São Paulo, Curitiba e Porto Alegre) são empreendimentos particulares – e mesmo essas obras dependem de financiamento de bancos estatais e generosos incentivos públicos.

veja

 

(Com Estadão Conteúdo e agência Gazeta Press)

Dilma altera regras para estrangeiros que vierem ao Brasil

estrangeirosA partir de hoje (7), estrangeiros que vierem ao Brasil a negócios, como artista ou esportista, não precisarão de visto de turista ou temporário. A norma foi publicada no Diário Oficial da União  e vale para estrangeiros de países que deem o mesmo tratamento aos brasileiros.

O visto já era dispensado a estrangeiros que viessem de países que têm acordo internacional com o Brasil.

O dispositivo, exposto na Lei 1.268, altera a Lei 6.815 – permite que o visto poderá ser tirado por meio eletrônico. A documentação original do estrangeiro que optar por tirar o visto eletronicamente poderá ser pedida pelas autoridades brasileiras, que solicitará  documentação original.

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A norma prevê, que o Ministério das Relações Exteriores poderá editar normas que simplifiquem os procedimentos por reciprocidade, ou por outros motivos que julgar pertinentes, e que normatizem a obtenção de vistos fisicamente separados do passaporte do requerente.

Uol

Mais Médicos termina ano com mais de 6 mil profissionais; vinda de estrangeiros causou polêmica

O Programa Mais Médicos termina o ano com 6.658 profissionais trabalhando em 2.177 municípios e 28 distritos indígenas. A meta é, até março de 2014, ter 13 mil profissionais trabalhando nos municípios que aderiram ao programa. O Ministério da Saúde calcula que cada médico, acompanhado pela Equipe de Saúde na Família, atende cerca de 3.500 pessoas.

Após os protestos populares que tomaram o país,  o governo assinou a Medida Provisória que implantou o Mais Médicos. O principal argumento era que o país sofre falta de médicos, principalmente no interior e nas periferias das grandes cidades.

O programa foi alvo de críticas das principais entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos. Uma delas é que o contrato de trabalho era ilegal, já que os profissionais recebem uma bolsa de ensino para trabalhar, e a vinda de médicos estrangeiros sem precisarem passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida). As entidades recorreram à Justiça, promoveram protestos e postergaram a emissão do registro provisório.

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Em julho, o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, confirmou a validade da medida provisória que instituiu o Mais Médicos.

O Ministério Público do Trabalho abriu investigação sobre o contrato de trabalho, e em janeiro, deve começar a visitar locais de atendimento para avaliar se há vínculo inadequado. Para o Ministério da Saúde, os médicos estão passando por uma formação. Cada um recebe bolsa no valor de R$ 10 mil.

Entre os médicos estrangeiros do programa, a maioria veio de Cuba, e chegou ao país por meio de um acordo do governo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em novembro, cerca de 3 mil desembarcaram no Brasil. Houve situações em que sofreram hostilidades. Os médicos estrangeiros tiveram aulas de português e sobre as doenças mais frequentes nas regiões onde irão atender.

Após negociações, a medida provisória que instituiu o programa foi aprovada pelo Congresso Nacional, e transformada em lei. Na legislação, a emissão do registro provisório passou a ser responsabilidade do Ministério da Saúde.

O programa prevê curso de especialização com duração de um ano. O estado que recebeu o maior número de médicos do programa é a Bahia, com 787 profissionais. Em segundo lugar, vem o estado de São Paulo, com 588 médicos; seguido pelo Ceará, com 572, e pelo Maranhão, com 445.

Na Região Norte, o estado de Roraima solicitou 88 profissionais e, com a chegada de 70 médicos do programa, teve atendida 79% de sua necessidade. Já o estado do Tocantins recebeu 104 profissionais, 77% do solicitado (135). No Nordeste, os estados da Paraíba e de Alagoas receberam, respectivamente, 158 e 131 médicos, e tiveram atendidas 86% e 82% da necessidade, respectivamente.

 

 

Agência Brasil

Quase 70% dos internautas aprovam a decisão de Dilma em trazer médicos estrangeiros

 

Programa-Mais-MedicosO cidadão é, sem dúvida, a melhor pessoa para dizer se a decisão da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), em trazer médicos estrangeiros para atuarem nas pequenas cidades do Brasil é, ou não, acertada. E foi querendo saber a opinião da população que o FOCANDO A NOTÍCIA fez uma enquete perguntando ao povo, o maior interessado na questão, se a medida deveria ser aprovada.

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A pergunta feita pelo site aos internautas foi:

Você apoia a decisão da presidenta Dilma Rousseff de trazer médicos estrangeiros para o Brasil?

Quase 70% (69%) das pessoas responderam que sim, são favoráveis a decisão de Dilma de trazer os profissionais de outros países para atender a população que tanto carece de atendimento.

Ao todo, 873 pessoas votaram, sendo que 601 disseram “sim” e apenas 272 (31%) afirmaram que “não” que são contra a vinda de médicos estrangeiros.

 

Redação/Focando a Notícia