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16,8 milhões de brasileiros vivem com diabetes e especialista afirma que estilo de vida saudável é caminho para prevenir doença

Dados epidemiológicos divulgados pela Sociedade Brasileira de Diabetes, no primeiro semestre deste ano, apontam que 7,9% da população de João Pessoa foi diagnosticada com Diabetes Mellitus por meio do Teste Oral de Tolerância à glicose. Neste sábado (14), Dia Mundial da Diabetes, o endocrinologista do Hapvida em João Pessoa Francilino Leite explica o que é a doença que atinge 16,8 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com dados da International Diabetes Federation. “É uma doença metabólica causada pela falta ou incapacidade da insulina exercer suas funções. É caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, ou seja, hiperglicemia”, esclarece.

O especialista afirma que a grande maioria dos pacientes está classificada em dois tipos da doença: diabetes tipo 1, em que o quadro clínico ocorre com sintomas como fome excessiva, sede, diurese, cansaço e fraqueza. Já a diabetes tipo 2, a evolução do quadro clínico se dá de forma mais lenta e sintomas como sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais, entre outros podem demorar a aparecer. Nesse último caso, geralmente está associada ao ganho de peso e obesidade, além do histórico familiar.

Francilino Leite ressalta que segundo a Organização Mundial de Saúde, (OMS, 2016) existem 422 milhões de pessoas diabéticas tipo 2 no mundo. “Esse número alarmante pode ser relacionado à obesidade, hábitos alimentares e falta de atividade física. Por isso, cuidar da sua saúde, alimentar-se bem, fazer atividade física e priorizar o seu bem-estar é essencial”, sugere.

Diagnóstico e Controle – O endocrinologista do Hapvida explica que o diagnóstico deve ser feito com base na avaliação clínica e laboratorial. “Lembrando sempre que o diagnóstico e acompanhamento devem ser feitos pelo médico, sendo de suma importância para o paciente receber orientações sobre a doença e seu tratamento”, esclarece.

O especialista reforça que o paciente diabético deve controlar o nível de glicose no sangue através de medição, glicosimetro, sendo necessário criar uma rotina de medição seguindo os horários e situações ideais orientadas pelo médico.

Mais Dados – Segundo informações do International Diabetes Federation, divulgados pela Sociedade Brasileira de Diabetes, a estimativa é que na América do Sul e Central, até 2045, haja um aumento de 55% de casos de diabetes, chegando a um total de 49 milhões de pessoas. O estudo mostra ainda que na faixa etária de zero a 14 anos, o Brasil está entre os cinco países com maior número de crianças e adolescentes com diabetes do tipo 1, com um total de 51.500 casos, ocupando a terceira colocação e ficando atrás apenas de países como a Índia, que ocupa a primeira posição (95.600) e dos Estados Unidos, que está como segundo colocado (94.200).

 

Assessoria de Imprensa

 

 

“Poderia se tornar uma grande fragilidade para o SUS o andamento desse tipo de agenda por parte do governo”, afirma especialista em saúde sobre privatização do sistema de saúde

Neste final de outubro, o Governo Federal editou um decreto que permitia ao Ministério da Economia fazer estudos sobre a inclusão de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Após a repercussão negativa do assunto, no entanto, Bolsonaro voltou atrás da decisão.

Para a professora em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas Marques, há uma série de ressalvas na agenda de parceria público-privada na área de saúde. “Estamos falando de um sistema de saúde que é público, que tem sobre a sua égide a CF e Lei 8080, que diz que a participação privada deve ser complementar. Esse complementar não é muito bem especificado, mas entendemos que em especial, quando falamos de Parcerias Público-Privadas (PPP), imaginamos que o investidor vai obter lucro. Isso não é muito adequado quando falamos em saúde, em especial a atenção primária. Penso que poderia se tornar uma grande fragilidade para o SUS o andamento desse tipo de agenda por parte do governo”, destaca.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que “jamais esteve sob análise privatizar o SUS” e que “seria uma insanidade falar isso”. Ele explicou que o decreto visava apenas promover a realização de estudos para que a iniciativa privada pudesse concluir obras inacabadas de UBSs e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Isso deve ter sido uma dessas inúmeras decisões que nós tomamos por dia, que chegam aqui. As coisas que são decisivas vão para o Congresso são examinadas. Uma privatização do SUS teria que ir para o Congresso e o Supremo também teria que opinar”, explicou o titular da pasta, em declaração na comissão mista do Congresso Nacional que trata das medidas de combate à pandemia da Covid-19.

A lei que institui o Programa de Parcerias de Investimentos do governo afirma que a iniciativa é voltada para a ampliação e o fortalecimento entre o Estado e a iniciativa privada, por meio de celebração de contratos, parcerias para execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e outras medidas de desestatização.

O advogado especialista em Direito Público, Leonardo Memória, explica que o decreto que foi editado pelo Executivo é constitucional, embora seja um dos caminhos para a privatização do sistema público de saúde.

“Não é inconstitucional, é uma maneira possível (inclusão das UBS no PPI). Há a situação de passar alguns órgãos para o privado. Não quer dizer que vai ser cobrado, não quer dizer que vai virar privado. A questão é que se vai ter programa de investimento, nenhum privado vai investir sem que haja retorno, ou seja, vai ser praticamente uma concessão administrativa. A administração pública chama o privado para cuidar, porém paga o privado para fazer esse tipo de atualização. Isso é uma forma de privatização”, explica.

Atualmente, algumas unidades de saúde do SUS já contam com a administração da iniciativa privada. É o caso do Hospital do Subúrbio de Salvador, do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) e da Rede de Atenção Primária à Saúde de Belo Horizonte.

Fonte: Brasil 61

 

 

Especialista explica que é preciso viver o luto e traz dicas para ajudar a superar perdas

O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), é sempre um momento em que a saudade e a dor sentida pela perda de alguém tende a apertar mais forte. Apesar de ser um momento difícil, a psicóloga do Hapvida em João Pessoa, Michelle Costa, afirma que a sociedade supervaloriza a felicidade e oculta as manifestações de dor, choro e tristeza. Além disso, é cultural que o sujeito recupere-se logo a fim de retomar a rotina da sua vida. Porém, a especialista ressalta que é necessário viver o luto e que isso demanda tempo.

“Uma morte ocasiona muitas mudanças e a tristeza é inevitável. Nessas horas, também é importante contar com o apoio e o carinho dos mais próximos e quando se perceber que o luto perdura muito tempo e que há uma possibilidade de ter se tornado depressão, a psicoterapia se faz fundamental para trabalhar a dor da ausência”, alerta.

A psicóloga afirma que quando alguém se vai, parece que se perde uma parte de quem se é. Diante disso, é preciso espaço e tempo para sentir a dor da perda, chorar, elaborar sentimentos e ressignificar o sofrimento. “Viver o luto é parte do amadurecimento e fundamental para reunir forças para seguir em frente”, pontua.

Além do luto – É comum encontrar pessoas que perderam um companheiro de vida, amigo ou alguém por quem se nutria um amor, um carinho especial e que não souberam superar este luto. Em casos como este, em que a dor da perda perdura por um longo período de tempo, Michelle Costa alerta para o aspecto patológico do luto. “Se durar anos, onde percebemos que o sujeito não consegue retomar o fluxo normal da vida, deve-se procurar ajuda profissional o quanto antes”, orienta.

Superando o luto – A psicóloga reforça ainda que é preciso superar o luto e assegura que a psicoterapia é um forte aliado para este momento, de modo que é possível trabalhar as emoções como angústia e possível depressão provocados pelo luto.

De forma ampla, algumas recomendações são sugeridas para superação da perda:

•    Dê tempo a si mesmo;

•    Aceite seus sentimentos e saiba que o luto é um processo;

•    Converse com as pessoas;

•    Passe tempo com amigos e familiares;

•    Não se isole;

•    Exercite-se regularmente, coma bem e durma o suficiente para permanecer saudável e energizado.

 

 

Fatores genéticos são responsáveis por 10% dos casos de câncer de mama e especialista lista fatores de risco para doença

O câncer de mama, excluídos os tumores de pele não melanoma, é o mais incidente entre as mulheres. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam uma estimativa de 66.280 novos casos em todo país para este ano. Na Paraíba, serão 46,17 novos casos para cada 100 mil mulheres, totalizando 1.120 pessoas que devem descobrir a doença este ano.

Apesar de muito se falar sobre a ocorrência de casos de mama por uma questão de fator genético, neste 1º de outubro, dia que marca o início da campanha Outubro Rosa, que tem por objetivo conscientizar a população acerca da doença e necessidade do diagnóstico precoce, a mastologista do Hapvida em João Pessoa, Josivania Felipe Santiago, afirma que o câncer de mama de caráter hereditário corresponde apenas de 5 a 10% de casos.

“Os fatores genéticos/hereditários estão relacionados à presença de mutações em determinados genes, especialmente BRCA 1 e 2. Mulheres que possuem vários casos de câncer de mama ou pelo menos um caso de câncer de ovário em parentes consanguíneos, sobretudo em idade jovem, ou câncer de mama em homem também em parente consanguíneo, podem ter predisposição genética e são consideradas de maior risco para a doença”, esclarece.

A mastologista explica que os principais fatores de risco para ocorrência de câncer de mama são: idade, histórico familiar – ter irmã ou mãe com câncer de mama (fator genético); menarca precoce e menopausa tardia (a mulher fica exposta mais tempo a ação hormonal); não ter filhos (maior tempo sob ação hormonal, pois não tem as paradas dos ciclos de gravidez); história de exposição à radiação, obesidade e tabagismo.

Josivania Santiago aproveita o momento para reforçar a importância da obtenção de um diagnóstico precoce. “O câncer de mama é a segunda forma mais comum de câncer nas mulheres. Importante causa de mortalidade também. Só através do diagnóstico precoce da doença poderemos diminuir a alta taxa de mortalidade desta doença e possibilitar cirurgias cada vez menos agressivas e melhor qualidade de vida”, pondera.

Identificando e Diagnosticando – A mastologista do Hapvida explica que sinais podem indicar um possível câncer de mama. “Nódulo único, irritação ou abaulamento de uma parte da mama, inchaço de uma parte ou toda a mama, dor na região da mama e mamilo, inversão do mamilo, vermelhidão na pele, espessamento da pele ou retração da pele ou mamilo. Além da presença de secreção sanguinolenta ou cor de água pelo mamilo. Esses são alguns sinais que merecem atenção”, elenca.

Já para o diagnóstico da doença podem ser realizados o core biopsy – que é uma biópsia com agulha grossa e um procedimento que dá o diagnóstico definitivo –, mamografia, ultrassonografia das mamas, ressonância magnética, tomossíntese mamária são alguns dos testes e exames que contribuem para fechar o diagnóstico da doença.

Josivania Santiago reforça que a realização do autoexame das mamas, atividade física regular, alimentação balanceada, mamografias de rastreamento, evitar o consumo de álcool e fumo são algumas práticas diárias que ajudam a prevenir o surgimento do câncer de mama.

 

Assessoria 

 

 

NOVA GASOLINA: Postos têm prazo de 90 dias para oferecer o combustível; especialista explica a diferença

Na última segunda-feira (03), começou a valer em todo o país a nova gasolina. A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Resolução 807/202 da ANP), afirmou que o combustível tende a ter uma qualidade muito superior com melhor durabilidade, porém o custo será mais alto. A promessa é que a nova gasolina reduza cerca de 6% no consumo. Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro), Omar Hamad, o valor pago pelo novo combustível será ditado pelo mercado e a cadeia dos combustíveis, composta por refinaria, distribuição e revenda, é influenciada por fatores externos e internos alheios ao próprio mercado.

“Os postos, que representam a revenda, são o último elo dessa cadeia e também o mais fraco, já que as margens maiores de lucro se concentram na distribuição. A refinaria é monopolizada pela Petrobras. Dessa forma, introduziu-se de uma massa específica mínima de kg/ m³ para a gasolina. A massa específica é a quantidade de uma substância em um determinado volume. Até então, não havia exigência. Essa mudança garante um rendimento maior da gasolina, contudo, o preço continuará a ser ditado pelo mercado, incluindo a concorrência, já que esse mercado é livre e altamente competitivo a partir das distribuidoras”, disse o presidente da Sindipetro.

Omar destacou ainda que as normas agora estabelecem uma massa específica mínima e um valor mínimo de octanagem RON para a gasolina, o que vai aproximar o produto ao padrão dos Estados Unidos e da Europa. “Na prática, a gasolina é mais densa, ou seja, o rendimento dela é melhor que a antiga, em torno de 6%. A nova gasolina polui menos o meio ambiente. Como ela tem um teor reduzido de enxofre – foi de 800 ppm para 50 – ela poluirá menos”, comentou.

Ela terá que ser oferecida em todos os postos de todo o Brasil. Os postos de combustível têm o prazo de 90 dias para adaptarem a nova resolução, prazo esse que já está contando desde a segunda-feira (03). Ou seja, os locais têm até o início do mês de novembro para efetuarem a regularização.

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Especialista recomenda que candidatos não realizem transmissões ao vivo das convenções partidárias

Iniciou na última segunda-feira (31) o prazo para realização das convenções partidárias que definirão candidatos às eleições municipais deste ano. Até o dia 16 de setembro as legendas precisarão eleger internamente candidatos aos cargos de vereador, prefeito e vice-prefeito, caso haja chapa majoritária. Observando a novidade das realizações de convenções de forma virtual, o advogado eleitoral Ricardo Sérvulo, integrante da Associação de Advocacia Municipalista (Apam), recomenda aos candidatos a não realizarem transmissões ao vivo pelas suas plataformas digitais como Instagram, Facebook e YouTube.

Segundo Sérvulo, mesmo com o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que é permitida a transmissão, ele lembra que a possibilidade dividiu os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TER-PB). “Eu não recomendo fazer as transmissões ao vivo nas redes sociais porque é um risco com base em entendimentos diferentes de juízes eleitorais. Essa iniciativa pode se caracterizar como propaganda antecipada”, destacou.

Para o especialista, é necessário se avaliar o custo benefício nesse quesito das transmissões ao vivo. “É preciso observar que em uma convenção participa quem já é do partido e quem tem a intenção de votar em determinado candidato. Então, temos que pensar o que o candidato vai ganhar afora os eleitores que já estão lá na convenção, fora o risco. Dessa forma, o custo benefício não compensa. É melhor deixar para fazer a propaganda no momento certo, fazendo sua apresentação como candidato”, disse.

Sobre fotos, o advogado Ricardo Sérvulo também recomenda a não postagem nas redes sociais pelos candidatos durante a realização da convenção. “Claro que não tem como controlar isso, pois muitas pessoas e apoiadores podem fazer essa postagem e os candidatos não tem controle. Mas é mais seguro que o próprio candidato não faça essa postagem, deixando para fazê-la após a realização da convenção, no momento certo para a campanha”, observou.

Imprensa – O advogado destacou ainda que os partidos e organizadores das convenções de forma virtual poderão dispor o link para que os jornalistas possam cobrir as definições partidárias para as eleições desse ano. “Fica a cargo de cada legenda essa disponibilização para o acompanhamento da imprensa”, disse Sérvulo.

Número dos candidatos – Durante a convenção é permitida a utilização do número do candidato, dentro do espaço restrito que está sendo realizado o evento, conforme disse Ricardo Sérvulo. Também pode ser utilizada a identidade visual da campanha. “É uma forma de apresentar aos seus correligionários, dentro da convenção, o material que você vai utilizar, mas é bom destacar que isso deve ficar dentro do evento”, informou.

Pandemia – O especialista também recomenda evitar aglomeração durante as convenções, em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus. Ele lembra que além de ser uma medida de saúde pública, é possível que sejam firmados Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre esses atos e as regras podem variar de acordo com cada juiz eleitoral.

Assessoria de Imprensa

 

 

Pandemia muda relação entre empresas e trabalhadores, afirma especialista que comenta sobre o futuro do home office

A pandemia fez muitas empresas mudarem o esquema de trabalho e implantarem às pressas o chamado home office. E algumas delas avaliam manter o teletrabalho depois da pandemia. O isolamento social, ainda segundo a OMS, é a melhor forma de controlar a propagação dessa virose. Com isso, o teletrabalho eventual (trabalho remoto ou home office) passou a ser incentivado em todo o mundo. Sobre esse tema a Danyella Ferreira de Albuquerque, advogada trabalhista, que opina sobre o futuro dessa forma de trabalho, pós-pandemia.

“Em regra, não há qualquer distinção entre este e o trabalho exercido em regime presencial, mantendo-se inalterados os benefícios trabalhistas e as obrigações inerentes ao trabalhador, salvo algumas exceções”, afirmou Danyella Ferreira de Albuquerque, destacando que dentre as exceções, a primeira a ser destacada é com relação ao benefício do vale-transporte.

O valor corresponde às despesas do empregado para se deslocar de casa para o trabalho. “No entanto, quando o empregador adota o trabalho em home office e o empregado passa a não ter mais que deslocar-se de casa para o trabalho e do trabalho para casa, o pagamento do benefício do valetransporte deixa de ser obrigatório”, comentou a advogada.

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Especialista explica como ouvir e lidar com as emoções das crianças durante a quarentena

Mudança da rotina, isolamento social, saudade dos colegas e dos professores, a preocupação dos pais e a falta de respostas sobre o futuro são alguns fatores que mexem com as emoções das crianças em período de quarentena. De uma hora para outra, elas começaram a ouvir adultos falarem sobre perda de emprego e a ver diariamente na TV notícias sobre a situação de pacientes com o novo coronavírus (COVID-19). E tudo isso sem poder sair de casa para brincar e se distrair. Sobre esse tema, a fonoaudióloga Cecília Cavalcanti fala da importância de os pais se desligarem do mundo adulto para se conectar com a diversão e como isso é fundamental para a aquisição da fala que vem através de um tripé: contato visual, a compreensão e a imitação.

“Acredito que as experiências que as crianças estão perdendo irão deixar marcas. O que devemos fazer? Digo aos pais: brinquem! Se sujem, façam bagunça funcional, cozinhem, imaginem, plantem caroços de feijão, façam da sala um acampamento, do lanche um piquenique, cabanas com lençóis, pintem, cortem, cantem, contem histórias… O desenvolvimento infantil precisa de atenção dentro do que podemos oferecer”, disse a fonoaudióloga.

Ao comentar sobre a importância da evolução da fala que vem através do fala que vem através de um tripé: contato visual, a compreensão e a imitação, ela disse: “A imitação é muito importante nesta habilidade. Só que, devido ao isolamento, as crianças não estão tendo acesso aos seus pares e à forma mais simples de aprender uns com os outros”. Ela diz que a procura pela intervenção fonoaudiológica aumentou nos últimos meses porque alguns pais detectaram atrasos e trocas na fala que antes não tinham tempo de observar – ou esperavam o filho desenvolver na escola.

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Testes rápidos aplicados em massa apresentam grandes chances de falsos negativos e são um risco, segundo alerta especialista

Com alta chance de falsos negativos, e sendo incapaz de detectar o vírus desde o primeiro dia de transmissão, a utilização de testes rápidos para controle epidemiológico pode ter efeito contrário ao esperado, criando grande risco no momento de reabertura gradual das atividades

No momento em que várias cidades iniciam a volta às atividades em níveis controlados, ganha ainda mais importância a necessidade de se realizar testes em massa seguros, para que seja possível mapear e conter, de forma 100% eficaz, a disseminação pelo SARS-CoV-2. Contudo, os testes em massa realizados atualmente são imunoensaios – em sua quase totalidade na forma de testes rápidos baseados em antígenos e anticorpos -, que apresentam grandes chances de falso negativo se não aplicados corretamente, e principalmente por não serem capazes de detectar o vírus a partir do primeiro dia de contágio.

O mais indicado para a realização de testes em massa na fase aguda da pandemia, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), é o teste PCR, que detecta com quase 100% de precisão a presença do vírus SARS-CoV-2 já a partir do primeiro dia de contágio. Seguindo os protocolos das instituições internacionais CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças, Estados Unidos) e OMS (Organização Mundial da Saúde, Brasil), é o teste indicado para a contenção do avanço da doença. Aproximadamente 80% das pessoas contaminadas não apresentam sintomas, porém podem disseminar o vírus.

“Sem a testagem pelo método PCR, que permite detectar vírus SARS-Cov-2 já a partir do primeiro dia de contaminação, o vírus continuará se alastrando no País de forma descontrolada”, afirma a biomédica Dra. Alexandra Reis, diretora Científica da Testes Moleculares, expert em padronização e desenvolvimento de exames moleculares em laboratório de rotina, que participou de diversos projetos de saúde, públicos e privados e é Ph.D. em vírus respiratórios pela FM USP. Ela explica que o efeito pode ser o contrário do que se espera com a aplicação em massa de testes rápidos, pois, em vez de controlar, se dará a percepção de falsa segurança, fazendo com que as pessoas continuem contaminando umas às outras.

A questão é que ainda há um desconhecimento grande sobre quais são as características de cada um dos testes e sua eficácia real. “Falta informação sobre qual a melhor metodologia para conduzir a testagem em massa. Muitas vezes a opção é pelo teste de menor custo, mas, ao final, isso pode ter um ônus enorme para a saúde e segurança da população”, acrescenta Alexandra.

A Testes Moleculares está à frente do programa de testes em massa em andamento no município de Parauapebas, no Pará, que já testou cerca de 20 mil pessoas, e a previsão é testar 50% da população. É o maior programa de teste em massa pela metodologia PCR em um único município no País.

Entenda melhor a diferença entre os testes rápidos e o teste molecular:

Teste PCR

Detecta com altíssima precisão a presença do vírus SARS-CoV-2 em tempo real, ou seja, a partir do dia 01 de infecção. Este teste oferece um resultado confiável e definitivo, que corresponde ao exato momento da presença do vírus no corpo do paciente. Não requer coleta de sangue e é considerado o exame padrão-ouro para o diagnóstico da presença do RNA viral do SARS-CoV-2. A metodologia utilizada pela Testes Moleculares prevê a coleta de 2 swabs de nasofaringe e a análise de três pontos do gene do vírus, garantindo total eficácia na análise e nos resultados. Para realizar o teste, o paciente não precisa estar com qualquer sintoma da COVID-19.

Imunoensaio (ELISA)

Os imunoensaios são testes usados para detectar a presença de anticorpos ou antígeno para o patógeno em questão, ou seja, para avaliar a resposta imunológica do indivíduo. Este método é indicado para estágios mais avançados da doença, entre 09 a 10 dias após a infecção pelo vírus, pois ele não é detectado no período de janela imunológica. Nesse prazo, o paciente já desenvolveu os sintomas, e pode ter disseminado para outras pessoas. Ele é necessário em uma fase mais avançada da pandemia, principalmente para mapeamento epidemiológico, e, considerando que há muito a entender sobre a permanência da resposta imunológica das pessoas frente a este vírus.

Teste rápido (Antígeno)

Os testes rápidos por imunocromatografia, que detectam proteínas próprias do vírus na amostra (partícula viral a partir do 5º dia de apresentação de sintomas), é considerado um teste com baixa sensibilidade por ter uma grande chance de apresentar um resultado falso negativo. Isso pode expor a população e contribuir disseminar o vírus mais rapidamente.
Assessoria

 

Coronavírus: Especialista orienta sobre uso de máscaras caseiras

Desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus, as máscaras de proteção sumiram das prateleiras, e diante da emergência da saúde pública para estabelecer medidas de prevenção ao contágio da Covid-19, a orientação por uso de máscaras caseiras tem se intensificado em todo o mundo.

Além de eficiente, as máscaras caseiras são simples de serem produzidas e protegem a pessoa e quem estiver ao redor, já as máscaras profissionais devem ser usadas exclusivamente por profissionais de saúde e pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

A professora de medicina da Unifacisa e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Biossegurança e Segurança do Paciente, Mayara Lima, destacou que para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações.

“É importante ressaltar que o uso das máscaras caseiras é mais uma intervenção que deve ser implementada junto com as demais recomendações propagadas pelo Ministério da Saúde e OMS, como o distanciamento social, a etiqueta respiratória, a higienização das mãos, como formas de prevenção ao vírus. A utilização da máscara não desobriga esses outros tipos de medidas preventivas. É preciso que a máscara tenha pelo menos duas camadas de pano e que seja de uso individual, não podendo ser dividida com ninguém”, pontuou.

As máscaras caseiras são barreiras físicas e têm se mostrado bem efetivas, quando são bem desenhadas, higienizadas e utilizadas de forma correta. Para a confecção, pode ser utilizado alguns tipos de tecido como o 100% algodão.

“O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas, cobrindo totalmente a boca e o nariz, e que estejam bem ajustadas ao rosto. Na questão de higienização, se a máscara ficar úmida, tem que ser trocada. A recomendação é deixar imersa em água e água sanitária por 30 minutos, após lavar com água e sabão e após seca, passar ferro e guardar em sacola ou recipiente fechado. Sempre que for utilizar a máscara, é preciso higienizar as mãos e só tocar nas amarras, nunca na parte de dentro ou frente, e sempre lembrando que ela é de uso é individual”, explicou a professora.

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde e OMS, é preciso evitar sair de casa e promover aglomerações. Caso a pessoa tenha realmente que sair, a recomendação é que se mantenha o distanciamento entre as pessoas.

“Evite tocar objetos sem necessidade, utilize sempre máscaras caseiras e tenha todos os cuidados com a higiene das mãos. Além disso, utilize roupas que cubram mais o corpo, prenda o cabelo, evite maquiagens, leve para rua somente o que for necessário. Ao chegar em casa, redobrar os cuidados, o ideal é que a gente tenha um sapato reservado para sair, tirar a roupa e colocar no saco fechado, tomar banho, lavar os cabelos para evitar risco de contaminação. É essencial higienizar os objetos que levamos para a rua como bolsas, chaves, e principalmente o celular. Tudo que for de fora é preciso higienizar antes de guardar”, explicou.

Orientações sobre o uso de máscaras caseiras

  • A máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc;
  • A máscara pode ser usada até ficar úmida. Depois desse tempo, é preciso trocar;
  • É preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano;
  • É importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz;
  • Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;
  • Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de 30 minutos.

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