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Mulher é presa suspeita de esconder droga dentro da bolsa do filho de 1 ano, na PB

Uma mulher foi presa neste domingo (9)m suspeita de esconder cocaína dentro da bolsa do filho, de um ano e seis meses, em Mamanguape, Litoral Norte da Paraíba. A mulher foi presa durante a abordagem, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a um carro que seguia de Natal para João Pessoa.

Dentro da mochila da criança, a polícia encontrou 715 gramas de cocaína. A droga pertencia a mulher de 24 anos, que já respondia em liberdade por tráfico de drogas.

No sábado (8), uma outra mulher também foi presa fazendo tráfico de cocaína de Natal Para João Pessoa. A abordagem foi feito a um carro com cinco pessoas. A polícia verificou os pertences dos passageiros e encontrou dois tabletes de cocaína, com dois quilos da droga, na bolsa de uma das passageiras.

A mulher tem 21 anos e está grávido de cinco meses. No momento da prisão, ela estava com o filho de quatro anos. Ela já responde, em liberdade, por tráfico de drogas.

Nas duas prisões, as mulheres foram detidas e encaminhadas à Polícia Civil de Mamanguape. As crianças foram levadas para o Conselho Tutelar.

G1

 

Frei Betto: “Lula seria muito burro se tentasse esconder algo indevido”

Carlos Cecconello Folhapress
Carlos Cecconello Folhapress

Para Frei Betto, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e integrante do primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a condução coercitiva do ex-presidente pela Polícia Federal, na última sexta-feira, foi um “abuso de autoridade” e deu mais fôlego ao partido, que estava com a autoestima baixa devido às denúncias de corrupção.

Coordenador do Programa Fome Zero, que ainda no começo do Governo Lula foi substituído pelo atual Bolsa Família, ele escreveu dois livros em que analisou os Governos petistas: A Mosca Azul – Reflexão Sobre o Poder e Calendário do Poder. De Quito, para onde foi nesta semana para ministrar palestras, ele respondeu por e-mail aos questionamentos do EL PAÍS sobre o momento político atual.

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Pergunta. Como avalia a condução coercitiva do ex-presidente Lula?

Resposta. Vejo como um abuso de autoridade. O juiz Sérgio Moro tem o dever de respeitar os ex-presidentes da República, inclusive Lula. O Ministério Público e a Polícia Federal poderiam ter interrogado Lula em sua casa, não havia necessidade daquela pirotecnia de carro de polícia, homens armados etc. A ditadura militar tratou melhor o ex-presidente Juscelino Kubitschek, ao inquiri-lo, do que Lula foi tratado em plena democracia.

P. Como viu a reação do PT de pedir a mobilização de seus filiados nas ruas? Acredita que a polarização entre os lados pode se tornar algo grave para o país?

R. O juiz Sérgio Moro prestou um serviço ao PT que, devido às denúncias de corrupção que envolvem alguns de seus dirigentes, andava com baixa autoestima. O apoio de amplos setores da população ao Lula demonstra que ele continua a ser um líder de massa, talvez o único hoje no Brasil. Não creio que haverá polarizações graves, além de bate-bocas e empurrões e alguns socos. Porém, me preocupa o fato de o PT não ter aproveitado seus 12 anos no Governo para politizar a nação. Por isso, hoje o debate político é mais emocional que racional.

P. Você acha que a base do PT ainda está disposta a defender Lula, mesmo diante das suspeitas de corrupção e dos cortes feitos pelo Governo Dilma?

R. Sim, a base do PT é integrada pelo movimento sindical, movimentos populares, setores das pastorais populares da Igreja Católica e amplo contingente de eleitores. Embora crítica à desastrosa política de ajuste fiscal do Governo Dilma, essa base se mobiliza quando se trata de evitar o impeachment e a volta da direita no Executivo federal.

P. Você acredita na inocência do ex-presidente Lula?

R. Não tenho nenhuma razão para duvidar da integridade de Lula. Ele seria muito burro se, com uma trajetória de vida tão exposta, tentasse esconder algo indevido.

P. Como vê o fato de o ex-presidente morar e usar com frequência imóveis de amigos?

R. É uma opção dele, e isso nada tem de ilegal, ilícito ou imoral.

P. Como vê o futuro do PT? O que o partido precisa fazer para sair dessa crise?

R. Precisa fazer uma profunda autocrítica. Embora os Governos Lula e o primeiro mandato de Dilma tenham sido os melhores de nossa história republicana, muitos equívocos foram cometidos nesses 12 anos de Governo. Um deles, ter priorizado o acesso dos brasileiros a bens pessoais, como carro, linha branca (geladeira, fogão, micro-ondas etc), TV a cores, celular etc. Deveria ter priorizado o acesso aos bens sociais, como educação, saúde, moradia, saneamento, transporte, segurança etc. Resultado: criou-se uma nação de consumistas e não de cidadãos. Daí a raiva de amplos setores que, sacrificados pela alta da inflação e do desemprego (que já superam dois dígitos), já não pode comprar como antes.

P. Lula já se lançou como candidato para 2018. Ele deve mesmo concorrer ou acha que é o momento de o PT se afastar do poder e se reestruturar?

R. Lula só não será candidato a presidente em 2018 se morrer antes ou se Dilma concluir seu Governo com menos de 10% de aprovação.

P. Qual o caminho para o Governo Rousseff?

R. Mudar a política econômica, mobilizar o apoio dos movimentos sociais, promover reformas estruturais, como as política, agrária e tributária.

P. Mudar a política econômica significa voltar ao desenvolvimentismo? Economistas acreditam que isso pode ser perigoso para o país, neste momento.

R. Perigosa é essa recessão agravada pelo aumento da inflação e do desemprego. Não sou economista, mas se é para fazer ajuste fiscal o Governo deveria, primeiro, exigir sacrifícios de quem tem mais. Promover uma reforma tributária que obrigue os mais ricos, as 5.000 famílias brasileiras que detêm 49% do PIB, a contribuírem mais. Há que impor um sistema tributário justo.

 

El Pais

Pastor simula próprio sequestro para esconder da esposa traição, diz polícia

 (Foto: Rádio Catarinense/Divulgação)
(Foto: Rádio Catarinense/Divulgação)

Um pastor de 43 anos simulou ter sido vítima de sequestro, em Joaçaba, no oeste catarinense, porque pretendia enganar a esposa, segundo Polícia Civil. Ele confessou ter inventado a história porque estaria com outra mulher e precisava encontrar uma desculpa para justificar o horário que chegaria em casa, de acordo com a polícia.

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O caso começou na noite desta quinta-feira (5) e seguiu até a madrugada de sexta (6). A história mobilizou cerca de 13 profissionais, entre policiais militares e civis, investigadores e Corpo de Bombeiros, já que um amigo do pastor foi acionado por ele, que dizia-se sequestrado, e ligou para a polícia pedindo ajuda.

Pastor disse que os "sequestradores" teriam amarrado suas mãos com a gravata (Foto: Rádio Catarinense/Divulgação)Pastor disse que os sequestradores teriam
amarrado suas mãos com gravata
(Foto: Rádio Catarinense/Divulgação)

De acordo com a Polícia Civil, o homem, que se identificou como pastor de uma igreja evangélica, estava em uma rua próxima de sua casa, no bairro Jardim das Hortênsias. Ele registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Militar de Joaçaba relatando que fora sequestrado por três homens em um carro azul.

Ao chegar no local, por volta das 2h desta sexta, os policiais desconfiaram que o pastor estava ocultando informações, por apresentar descontrole durante o atendimento. A PM o encontrou dentro do veículo e, por afirmar que estaria machucado, foi levado pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Universitário Santa Terezinha, onde foi atendido e logo liberado.

Em depoimento à polícia, o homem ficou por aproximadamente duas horas sustentando a história do sequestro. Ele contou aos policiais que os suspeitos desferiram um golpe em sua nuca deixando-o desorientado. Disse ainda que os três sequestradores teriam feito isso por represália contra seu trabalho voluntário de recuperação de dependentes químicos, e que havia saído de casa para fazer visitas.

O que aconteceu de fato
Segundo o investigador Edson Luiz Tonielo, durante a madrugada, o pastor desmentiu a versão inicial e confessou não ter sido sequestrado. O homem disse aos policiais que tudo havia sido uma armação, pois ele tinha recebido 13 ligações da esposa enquanto estava fora de casa.

Por ter registrado um boletim de ocorrência alegando sequestro, ele vai responder um Termo Circunstanciado (TC) por falsa comunicação de crime e responder à Justiça. “Durante o período que os policias estavam envolvidos no caso, dois caminhões foram furtados na cidade”, afirma Tonielo.

 

G1

Polícia Militar descobre que mulher ‘alugava’ residência para traficante esconder drogas em Santa Rita

Casos de policiaUma denúncia anônima levou policiais militares da Rotam do 7º Batalhão, em Santa Rita a descobrir uma casa que estava sendo alugada a um traficante para esconder droga.  O imóvel está localizado na Rua da Alegria, no Distrito de Várzea Nova.

A Polícia Militar já vinha investigando o caso há vários dias e na noite desta terça-feira (14) recebeu a informação de que no imóvel se encontrava escondido um traficante.

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O imóvel foi cercado, mas o bandido conseguiu escapar do cerco policial. Os PMs entraram na residência e encontraram a importância de R$ 1.680,00 e drogas.

O imóvel pertence a senhora Severina da Silva que confessou aos policiais que recebia dinheiro do traficante para deixar que ele escondesse a droga dentro da sua casa.

Paulo Cosme\Vinícius Henriques

Estudante ‘criou’ estupro coletivo na Paraíba para esconder homossexualidade da família, conclui Polícia

Delegado Pedro Ivo (Foto: 190PB)
Delegado Pedro Ivo (Foto: 190PB)

Um desfecho surpreendente para as investigações. A Polícia Civil da Paraíba concluiu neste sábado (27), o inquérito policial sobre o suposto estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 14 anos, na cidade de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, no dia 10 de abril deste ano. De acordo com o delegado Pedro Ivo, que presidiu as investigações, ficou comprovado que a estudante criou a história para esconder a homossexualidade.

“Não ocorreu o crime. A estudante confirmou durante depoimento que não foi sequestrada na frente da escola, não foi colocada em van e nem foi estuprada por cinco homens. Ela criou a história para esconder da família que é lésbica. Ela estava em Campina Grande onde foi encontrar com uma ‘namorada’, após marcar um encontro no Facebook. Como demorou para retornar para cassa e temendo reprimenda da família, a garota disse que tinha sido estuprada”, revelou o delegado de Homicídios, Pedro Ivo.

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O delegado revelou que após o crime ser noticiado todo o efetivo investigatório da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba foi mobilizado para elucidar e, possivelmente, prender os supostos envolvidos.

“Durante semanas, a gente se debruçou no caso e a medida que as investigações iam se aprofundando, o desfecho nos levava para um caso inusitado. Ouvimos 12 pessoas entre famílias, amigos da estudante e comerciantes, onde a vítima disse que foi levada, e coletamos muitas provas”.

De acordo com o delegado, a estudante foi submetida a exames periciais onde foram coletados materiais genéticos para prender os supostos estupradores. “A adolescente passou por exames, mas o resultado não ficou pronto. Como ela percebeu que a gente estava perto de descobrir o caso, a estudante abriu o jogo e disse que não foi estuprada”.

Segundo Pedro Ivo, como não houve crime, o caso foi encerrado. “Foi um ato de irresponsabilidade da menor inventar um estupro que não aconteceu. O caso ganhou proporção nacional”.

No dia 10 de abril, a estudante procurou a Polícia Militar informando que foi estuprada por cinco homens quando ela saía do Colégio Carlos Chagas, no bairro do Tibiri II, em Santa Rita. Segundo a PM, a menor disse que estava nas proximidades da escola quando foi abordada por dois homens que a obrigaram a entrar em uma van onde mais três rapazes a esperavam. Em contato os policiais, a adolescente relatou que os acusados colocaram um pano no rosto dela e a doparam.

À época, o pai da garota confirmou que ela teria sido levada para um matagal e supostamente estuprada pelos criminosos. Após ‘a consumação do estupro’, os acusados teriam deixado a adolescente na avenida Campina Grande, três horas depois, no mesmo bairro onde teria sido raptada.

O fato foi noticiado na Paraíba dias depois da repercussão nacional de um estupro coletivo de uma turista no Rio de Janeiro. O depoimento do namorado da turista americana à Polícia carioca ocorreu no dia 9 de abril. Um dia depois, teria ocorrido um caso parecido com a estudante paraibana, que, agora, foi desmascarado.

 

 

Hyldo Pereira

Prefeito assume homossexualidade: ‘Não fazia sentido esconder quem eu amo e respeito’

Edgar de Souza já ocupou a cadeira de vereador por três mandatos consecutivos (Foto: J. Serafim)
Edgar de Souza já ocupou a cadeira de vereador por três mandatos consecutivos (Foto: J. Serafim)

O prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza (PSDB), foi o único candidato homossexual assumido a se eleger nas eleições de 2012 em todo o país ao cargo de chefe do Executivo, segundo levantamento da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Sociólogo formado, ligado à igreja católica e à teologia da libertação, o prefeito começou cedo na política. Em entrevista ao G1, Edgar contou que, apesar dos ataques dos adversários na campanha do ano passado, sua trajetória na vida pública foi o principal motivo para obter 53,23% dos votos válidos e garantir a eleição.

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“Hoje sou muito feliz. Extremamente feliz. Por que se incomodar com a sexualidade alheia? Quem tem convicção da sua não se incomoda com a do outro. No que a minha sexualidade te atrapalha? Essa invasão da vida íntima das pessoas é feita de forma pejorativa. Dizem que sou anormal. Eu sou normal, não sou azul, não tenho três braços. Na vida pública a gente preza pela transparência, não fazia sentido esconder quem eu amo e quem eu respeito”, afirma.

Por que se incomodar com a sexualidade alheia? Quem tem convicção da sua não se incomoda com a do outro”
Edgar de Souza, prefeito de Lins

Atualmente com 34 anos, Edgar começou a conquistar a confiança da população aos 21 anos, com o início do primeiro mandato como vereador. A homossexualidade, no entanto, ainda não era declarada. De lá para cá, ele seguiu como vereador por outros dois mandatos consecutivos até sair candidato a prefeito no ano passado.

Em 2004, na reeleição para vereador, surgiram os primeiros comentários sobre sua posição sexual. Mas não tão forte quanto na eleição para a cadeira principal da prefeitura. A questão da homossexualidade só foi abordada por ele em público na campanha durante o último comício antes do pleito municipal. Ele falou no palanque: “Eu não tenho que esconder com quem eu vivo, quem eu amo. Se eu esconder, não mereço ser prefeito de vocês. Deus me ama como homossexual”.

Já sua vida íntima sempre foi usada para receber ataques dos adversários. Segundo Edgar, os políticos tentaram usar sua opção sexual para atrapalhar a candidatura. “Nunca usei a homossexualidade para levar uma bandeira e tudo o que eles tentaram fazer caiu por terra. Minha opção não define meu caráter e meus votos foram devido à minha história política.”

Na campanha, ele afirmou que a sexualidade não era relevante para o processo eleitoral. Mas para os concorrentes, sim. “Estão rolando dois inquéritos na polícia sobre panfletos distribuídos com fotos minha com meu companheiro. Foram enviados pelos Correios de 5 mil a 10 mil cartazes. No material tinha uma foto minha com Alex. Ele com a cabeça deitada no ombro e com vários corações.”

Prefeito assumiu a homossexualidade em público durante o último comício antes do pleito municipal

Outra ataque político conseguiu ser interceptado às véspera do dia da votação. “É comum que panfletos sejam distribuídos nas ruas. Equipes trabalharam na madrugada para evitar que o panfleto fosse espalhado. Tratava de um panfleto com minha foto como uma drag queen, com uma peruca horrorosa.”

Hoje, depois de mais de 100 dias à frente do comando da cidade, Edgar afirma que só pensa em um futuro melhor para a população de Lins. Como chefe do Executivo, ele fala que vai dar sua cara na administração, mas brinca que não vai pintar as ruas de cor-de-rosa. “Não vou pintar as ruas de rosa. Não tem a menor possibilidade de laço ou de rosa. E o rosa não é a cor do movimento gay: é colorido. Quero fazer uma administração moderna e fazer a cidade dar um salto de qualidade. Lins tem um potencial logístico extraordinário. Você não faz nada de bom se você não pensar grande. Não posso mudar o Brasil, mas esse pedacinho do país vai ser mudado.”

Adolescência
O prefeito contou que sofria demais quando tinha relação com algum homem ainda na adolescência. A primeira relação sexual foi com um rapaz aos 14 anos. “Na hora tem o desejo, mas depois vinha a carga religiosa, a carga moral. Era um sofrimento danado. Chegava em casa chorando. Tomava banho e esfregava o braço até quase sair a pele. Ficava sentindo o cheiro da pessoa e me virava o estômago. Em programas de televisão que discutiam a homossexualidade, as pessoas falavam que se libertavam aos 19 anos. E daí eu falava que precisava me curar. E por coincidência ou algo que a própria mente projetou, aos 19 anos eu me assumo também pra mim. Sair do armário não tem que ser para os outros. Tem que ser para você. Esse é o grande passo porque você rompe a barreira da depressão, do sofrimento”, avisa.

Edgar de Souza afirma que também fez sexo com mulheres. A primeira vez, aos 16 anos. Atualmente, o prefeito de Lins tem uma relação estável há 9 anos com outro homem, Alex, de 31 anos. Os dois trocaram alianças depois da eleição no ano passado e moram juntos em uma casa com dois meninos, de três e dois anos, além damãe das crianças. Elas foram adotadas depois de um problema com o pai, que é dependente químico.

Me senti muito ofendido quando o Marco Feliciano colocou no Twitter que o destino da criança criada por casais homoafetivo é ser vítima de pedofilia. É uma idiotice que não tem tamanho.”
Edgar de Souza, prefeito de Lins

Religião
Na vida pública, Edgar sofreu preconceito dentro da igreja, mas ele diz que está com a consciência tranquila. “A minha formação cristã fez eu reconhecer que Deus me ama como homossexual. Dentro da igreja sempre tive a consciência muito tranquila. Tive um problema de embate pessoal com a doutrina quando houve a publicação de um documento do Vaticano do Papa Bento XVI, que falava que os homossexuais não poderiam atender ao sacerdócio. Mas a vivência nas comunidades é muito maior do que isso.”

A opção sexual dividiu seus apoiadores religiosos na campanha eleitoral. “Durante a campanha tive apoio de vários pastores e de muitas igrejas evangélicas. Não podemos generalizar. Obviamente também tiveram vários pastores que foram contra por conta da minha homossexualidade. Também tiveram católicos mais conservadores que acham que a homossexualidade é um problema.”

Marco Feliciano
O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDH) e é alvo de protestos por todo o país, também deixou o prefeito de Lins indignado com algumas declarações. “Me senti muito ofendido quando o Marco Feliciano colocou no Twitter que o destino da criança criada por casais homoafetivo é ser vítima de pedofilia. É uma idiotice que não tem tamanho. A maior parte de casos de pedofilia acontece em relações heterossexuais, porque a maior parte das pessoas é hetero. Larga a mão de ser idiota falar uma coisa dessa. Ele coloca todo mundo sob suspeição. Sabe aquela coisa, se na rua tem um traficante todo mundo se torna traficante.”

Apoio nas ruas
Nas urnas, Edgar de Souza conquistou 53,23% dos votos válidos. E nas ruas da cidade, os moradores não se incomodam com a homossexualidade do prefeito. O que eles querem é avaliar o trabalho como administrador de Lins. “Acho que não tem nada a ver. Cada um faz aquilo que gosta. Ele é um cara que veio da roça e uma pessoa muito boa. Esperamos que ele faça o bem para a cidade”, disse o funcionário público aposentado, Sebastião Germano da Silva.

Outra moradora também é a favor de discutir apenas o desenvolvimento da cidade. Para a garçonete Tânia Aparecida Rodrigues, a opção sexual de Edgar não deve ser envolvida com a condição de prefeito. “Jamais vai atrapalhar ele na prefeitura. Não interfere nas coisas da cidade. Queremos que ele faça Lins crescer. A opção sexual é um assunto particular. A cidade inteira sabe que ele é gay.”

 

Edgar, de 34 anos, mantém relação há nove anos com Alex, de 31 anos (Foto: Divulgação / Edgar de Souza)Edgar, de 34 anos, mantém relação há nove anos com Alex, de 31 anos (Foto: Divulgação / Edgar de Souza)

G1

Hábito de adiar pode esconder problemas

A procrastinação assume perfis diversos. O procrastinador por criação de problema adia as tarefas para mais tarde porque acha que terá mais tempo. O procrastinador comportamental até faz listas e planos, mas não segue nada do que foi planejado. E o procrastinador retardatário faz várias coisas antes de cumprir uma tarefa determinada anteriormente.

Segundo o psiquiatra norte-americano Bill Knaus em artigo publicado no “Psychology Today”, estes são os três perfis de quem tem mania de deixar tudo para depois. Mas, para a professora-titular da USP e terapeuta analítica comportamental Rachel Kerbay, a definição vai além.

 

 

Daniel Oliveira/ Fotoarena

A publicitária Carina já tem fama de procrastinadora até no escritório e não quis mostrar o rosto: “é fácil começar e terminar o dia fazendo alguma coisa que não tem nada a ver com o trabalho”

 

 

Rachel trabalha há mais de 15 anos com o assunto e define o “autocontrole” – ou melhor, a falta dele – como a palavra-chave para entender este distúrbio. “O procrastinador quer sempre usufruir do resultado imediato. Não sabe planejar e criar condições para que as coisas aconteçam. Como ele segue só aquilo que é de seu interesse, perde o que poderia ganhar a longo prazo”, explica a professora.

Cada um com os seus motivos

É exatamente o que Carina Martins faz repetidas vezes. Redatora publicitária, ela precisa trabalhar em dupla com o responsável pela arte. Mas a fama de “deixar tudo para a última hora” já é bem conhecida entre os colegas e, no último emprego, chegou aos ouvidos do chefe. “Como eu também sou DJ, é muito fácil começar o dia procurando música e, quando me dou conta, passei o expediente inteiro fazendo outra coisa que não era o trabalho”, diz.

Carina também é do tipo que demora muitos dias para cumprir uma tarefa muito fácil, exatamente pelo grau de exigência ser menor. Só que quando o assunto é difícil, ela também trava. Daí o motivo é ter medo de encarar um desafio.

“Geralmente, o procrastinador tem medo do resultado e de uma avaliação pública. Daí o bloqueio e a decisão de não fazer nada. Para isso, ele encontra várias desculpas –muitas vezes externas, como tempo ruim, pouco dinheiro, falta de sorte – ou apela para a emoção para adiar os compromissos”, analisa Rachel.

O problema é que, na maioria dos casos, ele joga o trabalho para frente com a desculpa de que precisa de mais tempo para fazer determinado projeto, e nem por isso faz melhor. “Eu sempre falo, ‘semana que vem eu faço com mais calma’. Apesar da sensação ruim de angústia, acabo me enrolando de novo e dedico menos tempo do que o trabalho de verdade precisa. A saída, então, é o improviso”, confessa Carina.

Getty Images

Telemarketing: um guia para o bom atendimento

Missão dada não é missão cumprida

Nesse nó de desculpas e enrolação, a preguiça – ao contrário do que muita gente acredita – não é a resposta do problema. É só ver a disposição da Carina para pesquisar música e fazer outras atividades que lhe dão prazer. Foi também o que concluiu Christian Barbosa, especialista em produtividade e autor do livro “Equilíbrio e Resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer”. Christian elaborou uma pesquisa e perguntou a mais de 4 mil pessoas a seguinte questão: “você procrastina atividades ao longo da sua rotina?”. 97,4% dos entrevistados responderam “sim”.

De acordo com o levantamento, exercício físico, leitura, saúde e planejamento financeiro são as quatro coisas mais adiadas. Por outro lado, casamento, comprar apartamento, mudar de emprego e férias são aquelas que as pessoas realizam com mais facilidade. “Não há nada de errado em procrastinar de vez em quando, o problema é quando isso começa a ficar crônico e passamos a adiar frequentemente coisas que não poderiam ser adiadas”, define.

“De maneira geral, as coisas pessoais acabam sendo as que mais adiamos. Talvez porque na vida pessoal ninguém fique cobrando que você leia determinado livro ou organize seu armário. Mas, no trabalho, você tem chefe e clientes que esperam o resultado de sua produção”, ressalta Christian.

A falta dessa figura pode ser uma das razões que faz o estudante Marcio Vincler viver sempre no atraso. Há alguns anos, ele passou a trabalhar com a mãe. Como precisa de dedicação semi-integral na faculdade de veterinária, e ainda dá expediente em uma clínica, o tempo disponível para escritório é bem reduzido e as regalias são muitas.

Apesar de admitir que não se incomoda com as brincadeiras dos colegas, ele sabe o quanto esse comportamento cria rótulos. “Eu não consigo chegar no horário em nenhum lugar e as pessoas já contam com a minha demora”, diz.

 

 

Daniel Oliveira/ Fotoarena

Carina brinca com desenho: procrastinadores temem ser tachados de “preguiçosos”

 

 

Rir de si mesmo nem sempre é a melhor saída

A descontração dos procrastinadores vai embora quando é proposta uma sessão de fotos para ilustrar esta reportagem. Aí, a desculpa da imagem a zelar fala mais alto. Situação parecida viveu Christian Barbosa: se na primeira fase de sua pesquisa, que era anônima, não teve dificuldades, tudo mudou quando ele deu início à segunda etapa, que era procurar personagens e entender o dia-a-dia desse grupo. “Eles simplesmente sumiram. Ou pediam para trocar os nomes, a idade, a profissão. A principal preocupação era não ser mal visto pelos colegas de trabalho”, explica.

Mesmo assim, o procrastinador é mais tolerado no Brasil do que em outros lugares. “O que dita a cultura são os costumes, os valores de um grupo. E a nossa não é a do fazer, mas o de empurrar. Temos um histórico de relações cordiais, em que os problemas se resolvem na base da amizade”, pontua Rachel Kerbauy.

O presente é o momento ideal

A pergunta diante deste jogo de empurra-empurra é: há uma luz no fim do túnel? Sim. “É preciso mudar as ações, as habilidades e a fala. Ou seja, o jeito de fazer das coisas”, afirma Rachel. É o que também acredita Christian Barbosa. “Infelizmente, na vida nem sempre teremos apenas coisas interessantes para fazer. É preciso aceitar isso”, diz.

Segundo ele, em muitos casos, adotar uma estratégia de produtividade dá bons resultados. Outra dica valiosa é defendida por Rachel. “Planeje os compromissos, crie alternativas factíveis e avance aos poucos. A recompensa neste caso não é material. É o sentimento de dever concluído que dá impulso à mudança e se torna mais satisfatório do que o mal-estar de um comportamento procrastinador”.

 

Fernanda Tripolli – especial para o iG

SOLÂNEA-PB. Jovem de 19 anos, depois deesconder gravidez por 9 meses, abandona bebê após dá a luz

Polícia em frente a casa da acusada

Absurdo. Foi essa a palavra que o agente de investigação da polícia Civil, Zé Ailton, encontrou para definir o caso que acompanhou na manhã deste sábado (30).
Era fim do plantão na delegacia de Solânea, no brejo paraibano, quando a polícia civil recebeu uma denúncia do hospital local, dando conta de um suposto aborto voluntário, praticado por uma jovem de 19 anos de idade.
Os agentes que estava de plantão, Tarcísio Noberto e Zé Ailton, se deslocaram para o hospital para apurar o caso e, depois da confirmação, por parte da equipe médica, de que havia um crime de aborto, os policiais foram com a mãe da jovem até a residência onde as duas residem, na Rua Ceará, parte periférica de Solânea, com o objetivo de encontrar elementos que confirmassem a denúncia.

Local onde a criança foi encontrada

Os agentes de investigação descobriram que havia uma grande concentração de sangue, no banheiro da casa, provavelmente onde teria ocorrido o suposto aborto. Em seguida, passaram a rastrear marcas de sangue que levaram os policiais até o quintal da residência. A mãe da jovem, acompanhada dos policiais e outra filha, disseram ter ouvido choro de criança e seguiram em direção ao choro. Para a surpresa da polícia, era uma criança recém-nascida que estava jogada em um buraco que fica há poucos metros da residência.
A reação foi de choque entre os policiais e a família da jovem que, custavam acreditar que era real a cena que presenciavam. A criança foi encontrada suja de terra, com gravetos e folhas, grudadas em seu frágil corpo, mas com vida.
O encontro do bebê foi a constatação de que a jovem após dá a luz a criança, a abandonou, jogando-a no buraco, na tentativa de se livrar do filho.
A polícia retornou para o hospital com o Bebê e passou a buscar informações que pudessem elucidar o caso. Sem querer contar o que teria ocorrido, a jovem se limitou apenas em contar que estava grávida há nove meses e escondeu da família, a gravidez e o nascimento da criança, porque temia a reação dos pais. Disse ainda que o pai da criança é casado e que tem mais três filhos. Para a polícia, o pai do bebê pode ter influenciado na atitude da jovem.

Luzia Santos Valeriano, de 19 anos de idade, é estudante e, segundo sua mãe, a auxiliar de limpeza urbana, Terezinha Santos Valeriano, de 50 anos de idade, a jovem nunca demonstrou está grávida. Dona Terezinha disse que sinais de gravidez como enjoou, dores e outros, nunca foram apresentados pela acusada. Acrescentou que a jovem sempre usou roupas apertadas e que por isso, acredita, que não tenha percebido nada estranho.

Dona Terezinha disse que apenas na noite da sexta-feira (29) sua filha teria reclamado de dores, mas não quis ir para o hospital. Na manhã deste sábado, Luzia voltou a reclamar de dores, foi quando Dona Terezinha viu que a filha apresentava início de hemorragia. A funcionária pública municipal, disse que pensou ser algum problema na menstruação da filha, foi quando a acusada foi levada ao hospital. Dona Terezinha disse ter tido 14 filhos, dos quais, 8 ainda estão vivos e que de forma alguma concorda com o que a filha fez. Disse que não teri abandonado Luzia se a jovem tivesse revelado que estava grávida.
De acordo com o delegado de polícia civil, Dr. Diógenes, Luzia será indiciada e pode responder por crimes de abandono de incapaz, maus tratos e lesão corporal; ficando a disposição da justiça, assim que deixar a unidade hospitalar onde se recupera da perca de sangue.
A conselheira tutelar do município de Solânea, Graça, relatou que a mãe da acusada vai ficar acompanhando a criança e o caso será levado a justiça para os procedimentos legais.
O agente de investigação Zé Ailton que pegou o recém-nascido nos braços, assim que foi encontrado, declarou emocionado que em todo o tempo de polícia, esse foi o momento mais forte que viveu.

A criança que foi encaminhada para o Berçário Patológico, ficando na incubadora, foi batizada no hospital, pela equipe médica, de Victor Hugo. Na delegacia, os profissionais de segurança pública, a representante do conselho tutelar e uma das enfermeiras que atendeu a mãe e a criança, comemoraram a vitória do bebê que resistiu a violência sofrida.

Por Júnior Campos