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Erundina confirma compromisso e destina emendas para Bananeiras e Cacimba de Dentro

douglasA deputada federal eleita por São Paulo, Luiza Erundina, que é paraibana, confirmou o compromisso firmado com os prefeitos dos municípios paraibanos de Bananeiras e Cacimba de Dentro.

A parlamentar destinou emendas no valor total de R$ 500 mil para cada município. Erundina recebeu, na semana passada, os prefeitos eleito e reeleito das duas cidades, Valdinele Gomes Costa e Douglas Lucena, respectivamente, e garantiu aos dois que destinaria emendas parlamentares para os dois municípios.

Ela assegurou R$ 250 mil para a estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde em Bananeiras. O mesmo valor foi para apoio à infraestrutura e para a Educação Básica em Cacimba de Dentro.

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Coordenadora da campanha, paraibana Erundina abandona Marina e critica apoio a Aécio: “equivocada e incoerente”

erundinaA deputada federal Luiza Erundina (PSB) está entre os políticos que se afastaram da presidenciável Marina Silva, após as eleições 2014. O fato seria o apoio que a socialista deu ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições, de acordo com matéria da Folha de São Paulo.

De acordo com a Folha, passados três meses da eleição, a ex-senadora, que chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto, submergiu e viu o núcleo político de sua candidatura se esfacelar. Entre esses afastamentos, os dois coordenadores da campanha, Walter Feldman e Luiza Erundina.

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Outra baixa sofrida por Marina Silva, seria na equipe que organiza a fundação da Rede Sustentabilida. Um grupo de militantes rompeu com Marina e agora tenta criar outro partido, o Avante, inspirado no Podemos espanhol.

Parte do isolamento de Marina deve-se à decisão de apoiar o tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial, caminho que dividiu os marineiros. Para Erundina, a opção foi “equivocada” e “incoerente”.

“Marina criticava a polarização entre PT e PSDB, mas decidiu aderir a um dos polos. Foi uma contradição com o discurso que ela fez na campanha”, afirma a deputada, que se aproximou dos dissidentes da Rede engajados na organização do Avante.

Erundina também critica o sumiço de Marina, que não compareceu nem às posses de aliados, como a do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Para a deputada e ex-prefeita de São Paulo, quem recebeu 22 milhões de votos em outubro não deveria se omitir no momento em que o governo anuncia medidas impopulares, como o aumento de impostos e o corte de benefícios sociais.

“A Marina está muito silenciosa, muito calada. A conjuntura é grave, mas não ouço ela se manifestar”, critica. “Ela criou a expectativa de que enfrentaria as questões nacionais, mas lamentavelmente a sociedade está sem resposta”, completa.

Marina deve reaparecer em público nesta segunda-feira (26), no Rio de Janeiro, em ato pela criação da Rede.

MaisPB

Erundina diz que apoio do PSB a Aécio é ‘incoerente’ e ‘vexatório’

erundinaReeleita pelo estado de São Paulo com 177,2 mil votos, a deputada federal Luiza Erundina defendia a liberação dos votos dos militantes e eleitores do PSB no segundo turno das eleições. Mas, nesta quarta-feira 8, a Executiva Nacional da legenda decidiu, por maioria de votos, apoiar o candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves. Em entrevista a CartaCapital, a parlamentar avalia que a decisão dificulta a situação dos governadores Camilo Capiberibe e Ricardo Coutinho, que disputam o segundo turno das eleições estaduais no Amapá e na Paraíba, respectivamente, com o apoio do PT. Além disso, ela considera a posição do PSB “vexatória” e “incoerente” com o que a legenda pregou ao longo da campanha.

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“Desde o início do processo eleitoral, tanto Eduardo Campos quanto Marina Silva defenderam ser preciso superar a velha polarização entre PT e PSDB. É incoerente, depois de tudo que se passou, reforçar um desses polos agora”, diz Erundina. “É ainda mais vexatório declarar voto para uma candidatura notadamente conservadora, que defende posições tão contrárias ao que defendemos, como a redução da maioridade penal.”

Após a decisão pelo apoio ao candidato tucano, por parte de 22 membros da sigla, Erundina e o deputado Glauber Braga, do Rio de Janeiro, decidiram se retirar da reunião. “Saímos no momento em que eles começaram a redigir a carta de apoio a Aécio. Respeitamos a decisão da maioria, mas não queríamos referendar essa posição”, comentou. Além de Erundina, votaram pela neutralidade a senadora Lídice da Mata (BA), o senador Antônio Carlos Valadares (SE), Katia Born, o secretário de Juventude Bruno da Mata, o presidente do partido Roberto Amaral e o secretário da Área Sindical, Joílson Cardoso. O senador João Capiberibe (AP) foi o único que votou pelo apoio a Dilma.

A deputada admitiu que o partido está dividido. Acredita, ainda, que a decisão de apoiar Aécio terá efeitos sobre as eleições internas do PSB, marcadas para a segunda-feira 13. O atual presidente da sigla, Roberto Amaral, disputa a recondução ao cargo, mas desgastou-se ao defender a neutralidade do PSB no segundo turno das eleições presidenciais.

“Vamos ver quais serão os desdobramentos dessa decisão da Executiva do PSB. É inegável que há uma crise interna, uma divisão dentro do partido, e isso emerge num momento em que ainda estamos disputando o segundo turno em quatro estados.”

Carta Capital

Erundina explica como funciona o Conselho Nacional de Comunicação

No Programa Comitê de Imprensa, da TV Câmara, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Imprensa, explicou como está fucionando o Conselho de Comunicação Social. O vice-presidente do Conselho, o jornalista Fernando César Mesquita, também participou do debate exibido em 4 de outubro.


Fonte: TV Câmara

 

Erundina cobra debate sobre problemas de SP no 2º turno e critica aliança PSDB-PSB em 2014

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) lamentou nessa terça-feira (9), em entrevista à Carta Maior, que o primeiro turno das eleições municipais de São Paulo tenha tido pouco espaço para discussões sobre os problemas da cidade, e cobrou esse debate no segundo turno. Ela apoia o candidato do PT, Fernando Haddad, na disputa contra o tucano José Serra.

“É esse o recado que vem das ruas. Na campanha do primeiro turno, participei de dez plenárias na periferia, junto aos movimentos sociais, e as pessoas querem saber o que será da saúde, dos transportes, das questões metropolitanas”, afirmou ela, criticando uma pauta que se teria se focado em “religião e consumo”.

Erundina criticou também a possibilidade de o debate, a partir de agora, focar-se nos casos de corrupção que envolvem PT e PSDB. Essa deve ser uma das estratégias dos tucanos no segundo turno, que ocorrerá durante o julgamento do chamado “mensalão”, pelo Supremo Tribunal Federal. “O Haddad não pode entrar na lógica da disputa moral, porque isso empobrecerá a campanha”, sugeriu.

A ex-prefeita de São Paulo defende que o petista pode se diferenciar de Serra se demonstrar à população que possui propostas “completas e estruturais para o desenvolvimento da metrópole”. Por exemplo, citou a descentralização da gestão, concedendo poder e independência às subprefeituras, o orçamento participativo e o conselho de representantes. “Muito mais do que investimentos sociais, que a direita também pode fazer, são essas iniciativas de gestão que definem um governo democrático e transparente hoje em dia”, disse.

PSB em destaque
Erundina também comentou o crescimento obtido pelo PSB na primeira fase das eleições municipais. O partido foi o que mais cresceu em número de prefeituras sob seu comando, saltando de 310 vitórias, em 2008, para 433, agora, uma expansão de quase 40%. Entre os grandes e médios partidos brasileiros, apenas o PT também avançou: passou de 554 prefeituras para 625, um crescimento de quase 13%.

A cúpula do PSB se reunirá nesta quarta-feira (10), em Brasília, para avaliar esses resultados. Para a deputada federal, as vitórias eleitorais são “o reconhecimento” por administrações de do partido, que, no entanto, continua muito concentrado no Nordeste. “Se quisermos ter um projeto nacional viável, precisamos estar mais presentes nos maiores colégios eleitorais do Sudeste, ou seja, em São Paulo, Minas e Rio”, afirmou.

O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, é constantemente citado como um presidenciável em 2014. “Mas é um debate que não deve ser antecipado”, pondera. Erundina critica, ainda, a hipótese de uma aliança com os tucanos para viabilizar uma alternativa ao PT em 2014. “É um equívoco. A política não é mecânica, é dialética. Não faz sentido repertir modelos que já revelaram seus problemas no passado. Se quisermos um projeto nacional sustentável, precisamos superar outros desafios antes de pensar em alianças eleitorais”, disse ela.

Carta Maior

Quase vice, Erundina faz campanha para Haddad contra onda conservadora em SP

São Paulo – “É claro que não estou apoiando Maluf, estou apoiando um projeto”, reforçou ontem (17) a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina (PSB) ao comentar seu apoio à candidatura de Fernando Haddad, apesar de sua controversa aliança com o também ex-prefeito e seu desafeto de primeira hora, Paulo Maluf (PP). “Estou indo à periferia conversar com movimentos sociais porque me sinto com a possibilidade de cobrar de Haddad para fazer um governo em que nós acreditamos, que ensaiamos durante minha gestão e que deve ser resgatado”, explicou.

Luiza Erundina criticou, porém, a ausência de discussões sobre o ‘método de gestão’ que adotará o petista caso seja eleito. Na visão da deputada, é o método de gestão que vai viabilizar – ou não – a participação popular no governo municipal. “Ainda não ouvi Haddad falar como ele pensa estabelecer a relação entre o núcleo de poder da prefeitura e as administrações regionais, as subprefeituras e os conselhos de representantes”, ponderou. “Um governo realmente popular tem de dar mais peso à população na hora de definir as prioridades orçamentárias e as políticas públicas que vai desenvolver.”

Dizendo-se apenas uma eleitora, a deputada conversou rapidamente com a Rede Brasil Atual após participar de um debate sobre a ascensão conservadora em São Paulo e suas repercussões na educação pública, realizado na Faculdade de Educação da USP. Em sua intervenção, Erundina defendeu a necessidade de mudanças estruturais, como a reforma política e a democratização da mídia, como forma de frear o conservadorismo paulistano. Na avaliação da ex-prefeita, o risco de retrocesso é grande em São Paulo caso se confirmem os resultados das pesquisas eleitorais.

Leia a entrevista.

Como a senhora vê o fenômeno Russomanno?

Há uma série de fatores. Primeiro, a política de alianças, o conservadorismo que existe na própria base de sustentação do governo federal. Como é um governo de coalizão, você tem uma conjugação de forças heterodoxas, entre elas, esse partido ao qual Russomanno está vinculado: um partido de viés ideológico religioso, em que os valores da religião se sobrepõem aos valores da política.

Também temos de levar em conta a forma como se dá a relação entre os partidos que estão juntos nessas campanhas eleitorais. Por isso, defendo a necessidade de mudanças estruturais. Precisamos enfrentar de uma vez por todas a reforma política para mudar as regras de organização partidária, acabar com o princípio das coligações – que distorcem a vontade do eleitor – e a avançar na democratização dos meios de comunicação, que reproduzem essa cultura conservadora reacionária de ver e exercer o poder de forma autoritária, centralizada e hierárquica.

O próprio neoliberalismo, que hoje domina as relações na sociedade, também compõe o caldo de cultura que sustenta, reforça e amplia o conservadorismo, o individualismo, a concorrência, a dominação da lógica do mercado sobre a vida das pessoas, o estímulo ao consumismo.

Russomanno também tem uma proposta de apoio e ajuda aos consumidores, o que é um apelo forte ao segmento que está se introduzindo ao universo do consumo de bens e serviços de forma massiva a partir das medidas de assistência social que o governo federal vem adotando. Enfim, é uma série de fatores que leva essa composição de forças de sustentação que impede, inclusive, uma definição mais clara dos compromissos, das políticas e da gestão pública da forma mais democrática e participativa, que é o que se espera de governos com o perfil dos nossos.

E Haddad, por que não avançou mais?

Não tenho elementos que me autorizem a ter um juízo minimamente objetivo a respeito disso, mas sinto falta de uma campanha diferente, não só dele, mas de um modo geral. Acho que se reproduzem o mesmo estilo, ainda se valoriza muito o marketing, já não se ousa mais, não se associam ao horário eleitoral outras formas de campanha que não seja só carreata… Não há mais tanto diálogo político com os setores organizados da sociedade.

Eu tenho feito a campanha dessa forma: todo final de semana estou em alguma periferia da cidade, com grupos de pessoas, discutindo a política. Não só discutindo a eleição, discutindo reforma política, democratização dos meios de comunicação, controle cidadão da gestão pública. São essas coisas que, numa campanha eleitoral, a gente tem de visar. Não só a conquista de votos e a vitória de candidatos. É uma chance para elevar o nível de consciência política e a politização da sociedade, que está muito deficiente. Os partidos, que faziam isso no passado, já não fazem mais.

A senhora acha que a candidatura do Haddad mais perdeu ou ganhou com sua saída?

Havia, de fato, uma expectativa em relação à minha presença na chapa. De certa forma, tenho vínculo com segmentos da periferia e dos setores populares, com a população nordestina da cidade, tenho uma base. Tanto é que me reelejo sempre muito bem – mesmo com campanhas muito pobres, cheias de dificuldade – por conta dessa base, com a qual me mantenho sempre vinculada.

Tenho sempre uma agenda de final de semana, esteja ou não em campanha eleitoral. Mas, se eu me mantivesse na chapa, com todo aquele desconforto que me deixou aquela manifestação pública de proximidade com o Maluf… Não é o partido dele, é a figura dele. Não acho que ele passe uma mensagem que eduque, que faça sentido político estar junto com ele. Enfim, se eu estivesse lá, não iria ajudar. Ficaria desconfortável, mais atrapalhando, talvez.

E a sra. está pensando mesmo se mudar do PSB para o PSOL?

Não… Eles me convidam muito, mas, meu filho, esse negócio de mudar de partido é tão complicado. Já mudei uma vez, é tão complicado.

redebrasilatual

Efraim Filho rebate Luiza Erundina e diz que deputada está desinformada

O deputado federal Efraim Filho (DEM), candidato a vice-prefeito de Estela (PSB) decidiu rebater as críticas da deputada federal Luiza Erundina (PSB) a aliança dos democratas com os socialistas em João Pessoa. Efraim disse que Erundina ‘está desinformada’.

“Luiza Erundina está um pouco desinformada sobre a relação do PSB e o Democratas em João Pessoa,  que vem desde 2010”, argumentou o deputado lembrando que o DEM foi o primeiro partido a declarar apoio a Ricardo Coutinho (PSB) rumo ao governo do Estado.

Efraim afirmou que a critica da deputada não provocou nenhuma “saia justa” ao DEM, nam tão pouco ao PSB de João Pessoa. “Alguns conceitos precisam ser atualizados”, disse o candidato sobre a deputada.

“A gente tem que buscar aquilo que nos une e não o que nos diferencia”, finalizou.

Mais PB com informações de Mislene Santos

Erundina discorda de aliança com o DEM, mas faz campanha para Estelizabel em JP

Recentemente a deputada rejeitou a candidatura a vice na chapa do PT na Capital paulista

A deputada federal Luíza Erundina (PSB) desembarcou na Paraíba na sexta-feira, 20, já causando polêmica. A deputada declarou discordar da aliança do PSB com o DEM, mas mesmo assim fez questão de vir ao estado declarar apoio a uma candidata mulher e de seu partido. Erundina participou de eventos de campanha da candidata a prefeita Estelizabel Bezerra (PSB).
Ela reforçou que não vem apoiar aliança nenhuma e que isso é uma questão para os diretórios municipal e estadual e que se essa foi a decisão deles, resta a ela respeitar.
Recentemente a deputada rejeitou a candidatura a vice na chapa do PT na Capital paulista, por conta de uma aproximação do ex-presidente Lula com o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf.
Na Paraíba, apesar de declarar que não comunga com formação de aliança, Erundina, veio pedir votos para Estelizabel e para seu vice, deputado federal Efraim Filho, do Democratas.
Fonte: Wscom Online
Focando a Notícia

Luiza Erundina: o que me agrediu foi a foto, mas estou com Haddad

Em entrevista para a TV Fórum, a deputada federal falou sobre sua saída da chapa e reafirmou seu apoio ao candidato petista


Por Felipe Rousselet

Erundina reafirmou seu apoio ao candidato petista Fernando Haddad (Foto: Valter Campanato / Abr)

 

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) concedeu entrevista a TV Fórum, que iniciou parceria com a Pós-TV do Fora do Eixo. A conversa foi mediada pelo editor da Revista Fórum, Renato Rovai, e pelo professor e sociólogo Sérgio Amadeu. O principal tema do debate foi a saída de Erundina da chapa de Fernando Haddad. Mas a deputada também falou sobre sua relação com o PT, democratização do poder e da comunicação, cultura digital e a forma como São Paulo é administrada.

Mesmo declarando que se sentiu agredida pela forma como foi consolidado o apoio do PP, de Paulo Maluf, à candidatura petista em São Paulo, ela reafirmou seu apoio ao candidato Fernando Haddad.

Segundo ela, sua desistência da candidatura foi uma decisão difícil. “Foi um momento traumático. Estava entusiasmada para integrar uma chapa e contribuir com a vitória do candidato que é o melhor neste cenário que está posto nas eleições municipais”, afirmou. Mas “eu faço política preocupada não só com a essência dos fatos, mas também com o subliminar desses fatos. Aquele episódio estabeleceu um padrão médio único de compreensão dos fatos políticos que eu não aceito. Aquela figura e nós, com toda nossa história de resistência à ditadura e reconstrução da democracia, sem dúvida nenhuma estivemos em lados opostos”, explicou.

Erundina deixou claro que o que mais a agrediu neste processo foi a foto de Lula junto com Maluf e não o apoio do PP à candidatura Haddad. “Aquela foto mais que me irritou, me agrediu. Fui perseguida pela ditadura e ele não só apoiou a ditadura, como foi agente e corresponsável pelos crimes de violação de direitos humanos”, frisou.

Para ela, aquela imagem dialoga com símbolos e Maluf foi muito inteligente em manipulá-los. “Política se faz muito com símbolos. E ele aproveitou bem isso. Ele é um mestre. Criou todo um cenário com um simbolismo muito forte, de atrair a principal figura popular da política do país, o Lula, levá-lo à sua casa, fazê-lo almoçar com o dono da casa, posar nos jardins daquela mansão, e fazer gestos de intimidade, de proximidade. A intimidade daquele cenário, o simbolismo do que se passou, aquele afago que ele (Maluf) faz na cabeça do candidato, a presença do ex-presidente Lula que, por motivos de saúde, não pode ir ao lançamento da chapa dois dias antes, eles convencem mais que mil palavras, mil discursos”.

O projeto do Haddad é o melhor para a cidade

Mesmo dizendo-se ofendida e agredida com o apoio de Maluf à candidatura petista, Erundina fez questão de reafirmar seu apoio ao candidato Fernando Haddad. “Não estou negando meu apoio ao projeto, que sem dúvida nenhuma é o melhor. Ou no mínimo iremos fazer com que seja o melhor”. Sobre a forma como se dará o seu apoio na campanha, Erundina afirmou que isso vem sendo estudado, mas que estará nas ruas.

Sobre a sua relação com o PT, afirmou que os princípios que ela aprendeu no partido ainda orientam a sua atuação política. “Quando eu falo que mudei de casa na mesma rua, isso é real. Os princípios que aprendi, incorporei, que eu tentei ser fiel a eles quando vim ao PT. Eu não abri mão deles e eles norteiam a minha militância em relação a tudo”, frisou.

Quando foi questionada por internautas sobre o apoio que recebeu do ex-governador Orestes Quércia na eleição de 2004, afirmou: “Eu não comparo Quércia a Maluf. O Quércia foi perseguido, o Maluf foi artífice, foi um dos atores principais que mantiveram o golpe, que atrasaram a democracia no País. Não dá pra comparar”, disse.

Política higienista de Kassab é repugnante

Além da polêmica sobre sua saída da chapa de Fernando Haddad, Luiza Erundina comentou a política praticada pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e defendeu a descentralização do poder na cidade. “Cada subprefeitura é uma grande cidade. Temos que descentralizar o poder.” Para ela, o número de secretarias deveria ser reduzida e as subprefeituras teriam que ter sua autonomia ampliada. “Não dá para governar uma cidade com quase 12 milhões de habitantes de forma centralizada em secretarias departamentalizadas”.

Sobre a política de Kassab para o centro da cidade, especificamente a região da Cracolândia, a deputada federal afirmou que ela é ineficiente e repugnante. “Essa política higienista é repugnante e não é eficaz. Tem um viaduto perto da onde eu moro e a população da rua ocupa o viaduto pela manhã, desaparecem e voltam à noite. Isso é danoso ao cidadão e fica aquela coisa de gato e rato. Eles se escondem em algum buraco enquanto os guardas estão por lá, e depois voltam. Isso é inaceitável em uma cidade como São Paulo “, afirmou.

Erundina criticou ainda a falta de representatividade da população nas decisões do poder público municipal. “Os cidadão não são tratados como tais e não são chamados a influir no destino da cidade como sujeitos. A cidade é do cidadão”, destacou.

A deputada federal ainda criticou as ações do governo estadual na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos. “O valor maior não é o cidadão, seus direitos fundamentais. São negócios que não aparecem na repressão do estado na defesa de um patrimônio. Um bem que está ocioso se transforma em bem comum. Temos que ter ações efetivas para acabar com a especulação imobiliária. Nós inclusive entramos com um projeto de lei para regular essa questão da propriedade do bem para seu uso social”.

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Fórum

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Haddad lamenta desistência de Erundina em sua chapa

Fernando Haddad e Luiza Erundina durante evento em que o PSB havia formalizado o apoio ao petista na última sexta-feira …

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, lamentou a decisão da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) de desistir da vaga de vice em sua chapa. “Não gostei, gostaria que ela permanecesse”, disse o petista, em tom de desolação. “Não contávamos com essa decisão”, emendou.

Haddad passou esta terça-feira em visita à região de Aricanduva, na zona leste da Capital, e cancelou seu último compromisso de agenda, que era uma plenária com a militância local, para atender a uma reunião de emergência em sua residência, no bairro do Paraíso, na zona sul da cidade.

O petista explicou aos militantes que Erundina ficou incomodada com uma aliança com o PP de Paulo Maluf e que, por isso, teria que se reunir com as lideranças de sua sigla para definir os novos rumos de sua campanha. Assim que se explicou, Haddad ouviu de uma militante: “Maluf não dá, gente.”

Maluf recebe em sua casa o pré-candidato do PT à Prefeitura de SP, Fernando Haddad, e Lula (Foto: Adriana Spaca/Brazil …

O pré-candidato disse que recebeu um telefonema do presidente nacional do PSB, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, dizendo que manterá o apoio integral da sigla à sua candidatura. “Estávamos celebrando a espécie de retorno da Erundina, mas em respeito ao seu sentimento e até agradeço o apoio que ela reiterou à minha candidatura, mas como cidadã”, afirmou.

Indagado sobre como ficará a vaga de vice, aberta com a desistência de Erundina, Haddad afirmou que vai conversar com as lideranças partidárias que o apoiam e que vai aguardar a decisão do PCdoB até o final desta semana. Ele revelou que assim que foi comunicado por Campos, avisou o ex-ministro do Esportes Orlando Silva sobre a desistência de Erundina. “Eu não tinha plano B, até porque seria uma indelicadeza. E porque eu mantinha a expectativa que ela permaneceria conosco.”

O pré-candidato do PT descartou, num primeiro momento, um vice indicado pelo PP. E disse que tem outros nomes em mente. Haddad justificou a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na casa de Maluf sob o argumento de que o PP queria homenagear o ex-presidente por considerá-lo uma liderança à altura do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek. “O apoio à minha candidatura era uma deferência à liderança do presidente Lula.”

Segundo Haddad, o PT é um partido como os outros que buscam suas alianças nessas eleições municipais. E que não seria justo o PP apoiar o governo federal, da presidente Dilma Rousseff, e não servir para apoiar a sua candidatura na Capital. “Nós queremos aliança com todos os partidos (da base do governo Dilma Rousseff), como é que um partido que apoia o governo federal pode não servir para nos apoiar no plano municipal? Não faz o menor sentido do ponto de vista da democracia moderna.”

Estadão