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Conheça as assessoras de imprensa especializadas no segmento erótico

patriciaNa edição deste mês de maio, IMPRENSA trouxe matéria de capa sobre os jornalistas que trabalham no segmento erótico no país. Confira abaixo o perfil de duas jornalistas especializadas que fazem assessoria de imprensa de marcas deste nicho.

SEXO… COM ESTRATÉGIA

 

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Junte tudo na mesma cena: a casa liberal Nefertitti, uma festa de fetiches, uma professora de pompoarismo, uma empresa de chocolates eróticos. O que dá? Os clientes mais recentes da carteira profissional da jornalista e assessora de imprensa freelancer Patrícia Gnipper.

Desde 2010, ela assumiu seu principal cliente, a Erótika Fair, maior feira erótica da América Latina e quarta maior do mundo. Apesar de ser reconhecida hoje pelo mercado como alguém com know how em comunicar para o segmento, sua aréa de atuação nem sempre foi esta. “Eu trabalhava em uma assessoria convencional que pegou uma boutique sensual. Como eu fazia mais bens de consumo, ficou para mim”, conta.

 

Por mais óbvio que possa ser, vale enfatizar: não, trabalhar com a temática do sexo não é sinônimo de farra, libertinagem ou o que mais possa passar pela sua cabeça. Além de trabalho duro – sem trocadilhos, por favor –, assessorar uma marca do tamanho da Erótika Fair exige planejamento sério, definição de público-alvo e estratégia de comunicação.

 

“Quando eu peguei a feira, meu objetivo foi o de divulgar não só para mulheres, mas para homens e casais. Além disso, focar não só editoria de comportamento, mas também de negócios, porque a feira é para negócios também, principalmente atacado.”

 

A considerar o cenário atual da feira, tudo indica que a estratégia é bem-sucedida. Mulheres solteiras, casadas, grupos de amigos, casais apaixonados, empresários, profissionais do segmento sensual (dançarinos, strippers, atrizes pornôs etc.). De tudo um pouco. Afinal, o tabu do sexo de hoje não é mais o tabu do sexo de ontem. “O público gay está também ampliando aos poucos, mas de uma forma um pouco tímida ainda. O mercado erótico é muito heterossexual ainda. Mas, tudo está andando lentamente”, destaca Patrícia.

 

Nesses três anos à frente da assessoria da feira, a jornalista vem acompanhando o aumento gradual de interesse da mídia tradicional. “No início, ouvia com muita frequência das redações que o nome da feira é pesado para colocar no noticiário. Muitos diziam que ‘Sensual Fair’ seria melhor. Mas, desde o ano passado, vários veículos acabaram cedendo”.

 

Nesta 20ª edição, realizada entre 4 e 7 de abril no Palácio de Convenções do Anhembi, a feira recebeu veículos como a TV Globo, a Record, o portal R7, revista Época Negócios, revistas segmentadas femininas, entre outros. Teve até a produção do “Programa Mulheres”, da TV Gazeta. “Esses programas que sempre foram mais conservadores estão mais atentos a esta temática. Cada ano que passa, mais gente se interessa”, finaliza a assessora.

 

POR UM BOM RELEASE, SIM, ELA TESTA OS ACESSÓRIOS

Crédito:Divulgação
Miriam Matos

 

Graduada em jornalismo pela Faculdade Metodista, de São Bernardo do Campo, Miriam Matos aproveitou a experiência adquirida em uma grande assessoria para, em 2007, fundar sua própria: a Notícia Expressa. Há cerca de quatro anos, pegou a conta de uma empresa de cosméticos sensuais, a porta de entrada para conquistar, depois, a Loja do Prazer, maior sex shop erótico da América Latina.

 

Hoje, é a principal agência especializada na área. Assessora ainda Adão e Eva Toys (maior fabricante de produtos eróticos do país), o Sexsônico (buscador virtual do segmento), a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme) e a mais recente delas, a Lello, marca sueca de acessórios eróticos de luxo. “Eles fazem produtos bem caros, como vibradores de ouro. É para o público AAA.”

 

Para chamar a atenção dos jornalistas, ela garante que é essencial ter criatividade – e estratégias bem claras. O que inclui fugir do velho clichê de estimular o “tesão”, apimentar o relacionamento. “Aprendemos a usar emoção nos textos de releases. Além disso, usamos essa linguagem referente à saúde, que chama bastante atenção da mídia. Hoje, a maioria dos ginecologistas indica esses produtos em seus consultórios”, explica.

 

Aliás, falando em emoção, a assessora garante que para transmitir veracidade nos releases que dispara para a imprensa não abre mão de conhecer a fundo as sensações propiciadas por cada produto. De massageadores a… “Testo, sim, os vibradores (risos). Só dessa forma acho que vou conseguir passar essa veracidade”, garante. E a equipe toda – outras quatro assessoras, todas mulheres – têm que acompanhar o “test drive”?  “Elas testam produtos mais leves, como as bolinhas beijáveis, os óleos sensuais, coisas mais light (risos)”, esclarece.

 

Além da divulgação de produtos em si, outra estratégia é direcionar as pautas para mercado e negócios. Aí – ela garante – não há grandes resistências por parte dos coleguinhas. “Não tem limite. Já fizemos ótimas pautas no Estadão, na Folha, na Pequenas Empresas, Grandes Negócios. O pessoal tem acompanhado a mudança de comportamento do brasileiro.”

 

Segundo ela, revistas segmentadas como Sexy, Vip, Playboy e Nova permitem espaço frequente ao mercado. Entre as masculinas, diz que a Status vem gradualmente abrindo espaço, assim como as femininas ligadas à saúde, como Boa Forma e Women’s Health.

 

Por conta de seu cliente mais recente – a Lello – o desafio de Miriam, atualmente, tem sido cavar pautas em revistas de mailing A e AA, como Plantinum e  Cavallino (revista oficial da Ferrari e da Maserati no Brasil). “Nunca até então teve um produto desse patamar para esse mercado de luxo. É um trabalho que ainda tem que ser feito”, finaliza.

 

 

Guilherme Sardas

Autora de livro erótico diz que mulheres liberais assustam homens

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O apetite feminino por livros eróticos é um fenômeno que está à vista na livraria mais próxima. Especialmente depois do sucesso de vendas de 50 Tons de Cinza, que aparentemente foi um “aval” para que até a mais tímida das mulheres investisse no gênero sem ruborizar publicamente.

 

Apesar dessa visível mudança comportamental, a escritora canadense Lisa Gabriele acredita que o interesse por conteúdo erótico sempre existiu por parte das mulheres.

 

Ela é autora do livro S.E.G.R.E.D.O. – Sem Julgamentos. Sem Limites. Sem Vergonha, publicado recentemente no Brasil pela editora Globo, e observa que, apesar de toda a revolução sexual que tirou a mulher de um papel passivo para ser dona das suas escolhas também na cama, as mais liberais ainda podem ser sinônimo de ameaça. “Acredito que os homens mais fortes amam quando as mulheres sabem o que querem e não se sentem envergonhadas para expressar isso”, afirma. E provoca: “eu penso que uma mulher sexualmente confiante pode assustar alguns homens, mas estes são homens que você quer assustar de qualquer forma”.

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O livro foi destaque na última feira de Frankfurt, em outubro de 2012, e, apesar de ter vindo na onda de  ’50 Tons’, em nada se assemelha à relação sadomasoquista que embala a trilogia de E.L. James.

 

Cassie, a protagonista, é uma garçonete que teve um casamento fracassado do ponto de vista sexual. Aos 35 anos, ela não imagina o quanto este aspecto está mal resolvido em sua vida, até conhecer uma sociedade secreta que tem por objetivo ajudar as mulheres a se encontrarem com o seu próprio desejo.

 

A partir de então, ela aceita se entregar a diversas fantasias, como receber sexo oral de um desconhecido dentro da própria a casa ou ser tocada, por debaixo do vestido, no meio de um salão lotado de gente.

 

Em entrevista exclusiva ao Terra, Lisa falou sobre o processo de criação da personagem e os objetivos com o livro, além da importância de a mulher ampliar o conhecimento sobre as próprias preferências entre quatro paredes. “Assistir pornografia ou imagens eróticas é legal, mas ler força você a imaginar cenários, e acho a imaginação muito mais potente do que quando as imagens são mostradas diretamente”. Confira.

 

Terra: O que você pensa sobre o interesse das mulheres sobre livros eróticos?
Lisa Gabriele: Eu questiono se houve um crescimento do interesse ou se os e-books contribuíram para essa ascensão. Eu acho que as mulheres sempre leram literatura erótica, mas acho que simplesmente não demos muita atenção até recentemente, quando o mercado exigiu. Nós também podemos estar entrando em uma era em que, em breve, haverá famílias mais individuais do que as ocupadas por pessoas casadas; certamente na América do Norte é este o caso. A literatura erótica pode ajudar a amenizar a solidão.

 

Terra: Quando você acha que isso começou?
L.G.: Como mencionei, o e-book contribiu para a possibilidade de a mulher ler o que ela quiser, onde quiser, e em completa privacidade. E desde quando isso começou, há alguns anos, um dos mais populares gêneros baixados via dowload foi o erótico, naturalmente. Mas, de novo, eu não acho que existem mais mulheres lendo livros eróticos, mas o e-book tornou os livros mais baratos e, com isso, não é preciso emprestar livros. Então, as mulheres estão comprando mais livros, isso com certeza.

A literatura erótica pode ajudar a amenizar a solidão

 

Terra: Você acha que o livro 50 Tons de Cinza foi importante para isso? 
L.G.: Eu acho que o brilhantismo de 50 Tons de Cinza é que ele começou como uma série online, escrito com paixão e de graça. EL James cortejou os fãs da série Crepúsculo, que cresceu com a pura relação entre Bella e Edward. Quando ela trocou os nomes e pontos da trama, ela ainda manteve a base de fãs  e cresceu de forma extraordinária, como seu romance sexy e sombrio. Ela foi inteligente por tocar em uma base de fãs já existente, mas não foi intencional. Ela estava apenas se divertindo!

Terra: O seu livro traz algumas questões a serem respondidas no final. Você tinha a intenção de incentivar as mulheres a alguma coisa?
L.G.: Bom, este é o primeiro livro de uma série, então eu finalizei de forma a sinalizar que a jornada de Cassie estava apenas começando. E, sem revelar muito, ela está apenas aprendendo o que precisa para ela mesma, e sobre sua capacidade de pedir o que quer para conseguir o que precisa.

No primeiro livro da canadense, protagonista é levada a realizar uma série de fantasias sexuais e reafirmar seus próprios desejos Foto: Divulgação
No primeiro livro da canadense, protagonista é levada a realizar uma série de fantasias sexuais e reafirmar seus próprios desejos
Foto: Divulgação

 

Acho que essa é a chave, e é isso que espero que as pessoas terminem o livro pensando. Ao invés de combinar os seus desejos com os do seu parceiro, quero que elas considerem seus próprios desejos e os coloquem na mesa. É difícil perguntar o que você gosta e o que quer, mas não há nada mais importante quando se trata de ter um bom sexo.

 

Terra: Inicialmente, você usou um pseudônimo para assinar a autoria do livro. Por quê?
L.G.: Eu gostaria de ter uma história melhor. Eu simplesmente assumi que todos os escritores eróticos usam pseudônimo, mas fiquei feliz por isso. Gosto do anonimato. Isso me libertou para realmente sair da minha zona de conforto. Ele desligou aquela voz crítica que dizia: “você não escreve essas coisas”. Acontece que eu escrevo!

 

Terra: Por que você decidiu se revelar posteriormente, com seu nome verdadeiro?
L.G.:
Bem, no Canadá, sou um pouco conhecida, e o pseudônimo fez com que as pessoas começassem a comentar, até o ponto em que o jogo de adivinhação começou a ofuscar o lançamento do livro. Eu senti que eu deveria chegar antes da notícia e revelar quem eu era, para tirar isso do caminho e para começar a falar sobre o livro. Acho que funcionou.

 

Terra: Para você, escrever um livro erótico é uma forma de viver suas próprias fantasias?
L.G.:
Foi realmente uma forma de impulsionar os limites das minhas habilidades de escrita. Eu nunca tinha escrito o gênero de ficção antes, então isso foi um desafio real, e muito mais difícil do que eu imaginava, de ter que se concentrar no enredo e em um ritmo muito maior do que o usual. E descobrir novos caminhos para descrever a intimidade e as relações. Mas as fantasias eram as fantasias dos meus personagens, não minhas. Eu coloquei Cassie em uma jornada erótica que serve para ela, não para mim.

 

Terra: O livro é autobiográfico em algum momento?
L.G.:
Não. Eu também fui garçonete e certamente também já atravessei períodos de celibato acidental entre relações. Mas Cassie tem o seu próprio caráter, sua própria pessoa.  ​

Ao invés de combinar os seus desejos com os do seu parceiro, quero que elas considerem seus próprios desejos

 

Terra: Qual a importância que você acha que o fato de ler livros eróticos pode ter na vida de uma mulher?
L.G.: Gosto do fato de as mulheres lerem mais do que os homens para satisfazer suas necessidades eróticas. Assistir pornografia ou imagens eróticas é legal, mas ler força você a imaginar cenários, e acho a imaginação muito mais potente do que quando as imagens são mostradas diretamente.

 

Terra:Você pretende escrever outros livros eróticos?
​L.G.: 
Sim! Já estou no meio do caminho do segundo livro, e provavelmente haverá um terceiro livro. Então tem mais Segredo vindo aí.

 

Terra:Você tem fantasias sexuais que nunca realizou? Se sim, por que não?
L.G.: Eu acho que uma das melhores coisas sobre ser uma escritora de ficção erótica é poder explorar todas essas ideias e expandir os limites em seus livros. Existem alguns caminhos que ainda não explorei e pretendo fazê-lo com minha nova personagem no segundo livro. Ela é um pouco mais ousada do que Cassie, com um pouco menos de relutância.

 

Terra:No livro, Cassie realiza muitas fantasias audaciosas. Você acha que elas são possíveis na vida real?
L.G.: O livro é uma série de fantasia, assim como uma série erótica, então, não, eu não acho que muitas mulheres fariam as coisas que Cassie faz, como pegar um helicóptero para um iate no meio de um furacão, ou deixar um homem excitar você publicamente. Cassie tem o apoio e a orientação de toda uma equipe de mulheres. Talvez, se as mulheres tivesse isso também, seria mais fácil.

 

Terra:Você acha que os homens estão preparados para lidar com as mulheres que são mais liberais com relação ao sexo?
L.G.: Essa é uma pergunta interessante. Eu acredito que os homens mais fortes amam quando as mulhres sabem o que querem e não se sentem envergonhadas para expressar isso. Eu penso que uma mulher sexualmente confiante pode assustar alguns homens, mas estes são homens que você quer assustar de qualquer forma.

 

Terra:Você conhece muitas mulheres que, assim como Cassie, investiram anos em um casamento sem sexo?
L.G.: Conheço algumas. E parte do problema é nunca dizer o que você quer ou precisa por medo de nao conseguir isso, ou por medo de conseguir isso. Todas as coisas que não são ditas acabam virando ressentimento, e eu acho que isso mata a intimidade. É horrível quando isso acontece, mas acontece.

 

Terra:Que conselho você daria para estas mulheres?
L.G.: Eu sou a última pessoa a dar conselhos; tenho muito o que aprender sobre eu mesma. Eu acho que a coisa mais importante é se manter verdadeira com você mesma, sendo honesta e aberta. E, em caso de dúvidas, seja generosa.

 

 

Terra

Ex-BBB Noemí posa de calcinha e sem sutiã na ‘Sexy’ e faz homenagem ao Brasil com novo brinquedinho erótico

noemiA revista “Sexy” aproveitou a passagem da espanhola Noemí pelo Brasil e a convidou para um ensaio quente. A morena, que teve um breve relacionamento com o campeão do “BBB 12”, Fael, durante sua marcante passagem pela casa, posou de calcinha e sem sutiã para a publicação de fevereiro da revista.

Solteira, ela conta que levará do Brasil uma lembrança inesquecível: seu companheiro vibratório para momentos de solidão, que ela batizou em homenagem ao país. “O próximo vai se chamar Reinaldo, um nome bem brasileiro”, diz.
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