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Possível adiamento do Censo Demográfico para 2022 preocupa entidades ligadas ao movimento municipalista

Após a informação de que o Governo Federal pretende propor um novo adiamento do Censo Demográfico, o movimento municipalista enxergou um problema que pode afetar diretamente o recebimento de recursos destinados à população. A pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevista para este ano, já foi adiada para 2021 em razão da pandemia. Agora, a ideia é que o levantamento seja feito apenas em 2022.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a extensão do prazo para estabelecer o Censo impede que haja uma definição exata dos coeficientes de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que levam em conta o número de habitantes de cada ente.

O consultor de estudos técnicos da CNM, Eduardo Stranz, avalia que a não realização de um Censo Demográfico no próximo ano vai acarretar em prejuízos financeiros para os municípios, que vão além de baixos investimentos públicos para estes entes.

“Será ruim tanto para o poder público, que não terá a base de informação para definir os seus programas e políticas públicas, quanto para o setor privado, que não terá a base de informação para fazer o direcionamento e os investimentos privados necessários para todos”, defende.

“Além de contar a população de cada município, o Censo Demográfico faz uma extensa radiografia de quem somos, como vivemos, que renda temos. Trata-se de toda uma apuração para sabermos que sociedade temos hoje no Brasil”, acrescenta Stranz.

Ainda de acordo com a CNM, o levantamento “é a mais importante radiografia do Brasil, e os indicadores demográficos e socioeconômicos produzidos orientam investimentos e subsidiam políticas implementadas pelas três esferas de governo”.

Eduardo Stranz destaca, ainda, que a entidade compreende o adiamento para o próximo ano devido à pandemia, já que atenção deve ser voltada à saúde da população. No entanto, ela ressalta que é imprescindível que esse orçamento volte a ser disponibilizado em 2021 para a realização do Censo, por este ser um dos mecanismos mais importantes para “sanar injustiças nas informações municipais” e se tratar da base para a definição de todas as políticas públicas no país.

Justificativa do governo

O Censo Demográfico é realizado periodicamente a cada 10 anos e deve ser feito em todo o Brasil. Pesquisadores do IBGE visitam os domicílios para obter dados sobre as características dos moradores. Entre as informações coletadas estão nível de estudo, trabalho e renda, por exemplo.

Para adiar o Censo mais uma vez, o governo apresenta justificativas relacionadas a questões sanitárias, já que a coleta da pesquisa é domiciliar e presencial. A estimativa de visitas é de mais de 180 mil recenseadores a aproximadamente 71 milhões de domicílios em todo o território nacional.

A pesquisa estava prevista para ocorrer entre 1º de agosto e 31 de outubro deste ano. Com o adiamento previsto, o professor do MBA de Políticas Públicas do Ibmec Brasília, Eduardo Galvão, entende que a população pode ser afetada, inclusive com a falta de elaboração de programas essenciais para famílias de baixa-renda.

“A ideia do Programa Minha Casa Minha Vida, só surgiu quando se percebeu um déficit habitacional cujos dados foram levantados pelo Censo. Então, esse volume de informações é que vai direcionar e dar suporte às políticas públicas que vão ser implementadas em um futuro próximo. E, nós sabemos que o cenário de pandemia trouxe uma outra reconfiguração social”, exemplifica.

O valor destinado para a realização do Censo Demográfico, cerca de R$ 2,3 bilhões, deve ser direcionado para outros ministérios, sobretudo para os militares. De acordo com o governo, isso deve ocorrer porque o Orçamento da União previsto para 2020 não tem recursos suficientes para a realização da pesquisa.

Fonte: Brasil 61

 

 

Entidades entregam Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19 ao Ministério da Saúde

O Brasil se aproxima da infeliz marca de 100 mil vítimas pela Covid-19, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde. Apesar de muitos especialistas apontarem que a pandemia no país atingiu o platô — isto é, a estabilização — o número de vítimas diárias segue em um patamar elevado, em torno dos mil óbitos. Diante desse cenário, autoridades sanitárias, instituições e pesquisadores tentam propor soluções para que a curva de contágio e mortes seja arrefecida.

Pensando nisso, 13 entidades científicas da saúde e bioética e o Conselho Nacional de Saúde (CNS) — integrantes do movimento Frente pela Vida — entregaram ao Ministério da Saúde um Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19. A iniciativa traz uma série de propostas e recomendações de pesquisadores e profissionais da saúde para que o país “supere a grave crise sanitária”.

E no entendimento da Frente pela Vida, o primeiro passo para isso é uma coordenação nacional para o enfrentamento à pandemia, que contemple o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais e entidades da saúde. É o que confirma, Gulnar Azevedo e Silva, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“O principal objetivo do plano é a elaboração de uma estratégia nacional integrada com estados e municípios. A inexistência desse plano e de uma voz única de comando, que possa articular todas as medidas necessárias, faz com que o país fique totalmente para trás dos outros que conseguiram enfrentar essa grave pandemia”, explica.

Recomendações

O Plano da Frente pela Vida traz 70 recomendações dirigidas às autoridades políticas e sanitárias, aos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e à sociedade. As ideias se estendem desde o campo sanitário e vão até o econômico.

Ao Ministério da Saúde recomendou, por exemplo, a elaboração de um Plano Estratégico Nacional de Intervenção, que contaria com a participação da comunidade científica. Além disso, pede que o órgão garanta o repasse e aplicação dos repasses para enfrentamento à crise aos estados e municípios. As entidades pedem também que secretários estaduais e municipais elaborem os próprios planos de combate à pandemia da Covid-19.

Na saúde, uma das estratégias indicadas para conter a Covid-19 é fortalecer a vigilância epidemiológica. De acordo com o documento, as equipes de atenção primária do SUS, coordenadas pelas autoridades sanitárias, deveriam fazer uma busca ativa de casos confirmados e suspeitos do novo coronavírus. Com isso, seria mais fácil interromper ou bloquear a cadeia de transmissão, aponta a Frente. Gulnar Azevedo elenca essa e outras medidas.

“Recomendamos que seja feito o isolamento rigoroso de casos da doença ou prováveis, que tenha protocolo de segurança para os profissionais que estão na linha de frente e o fortalecimento dos cuidados para atender aos pacientes nas diferentes fases da doença”, exemplifica.

Neste último caso, há uma recomendação para que os gestores do SUS implementem bons protocolos de atendimento para pacientes em diferentes estágios da doença, desde aqueles que apresentam os primeiros sintomas até os que precisam de internação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Outra sugestão é que os gestores coloquem à disposição da população Centrais de Teleatendimento em regime de 24 horas, com profissionais que orientam as pessoas e distingam casos leves e graves, por exemplo.

Na ausência de vacina e incerteza quanto aos tratamentos eficazes, as entidades entendem que o distanciamento social continua a ser a melhor forma de diminuir o avanço da pandemia da Covid-19. O documento traz críticas a gestores estaduais e municipais que flexibilizaram as normas “mesmo sem queda de casos e óbitos”. E aponta que a reabertura econômica deve se balizar por indicadores epidemiológicos.

Abordagem ampla

O documento assinado pelas 13 entidades e pelo CNS não restringe as propostas a área da saúde. No campo social, por exemplo, pede que a renda básica aos informais garantida pelo governo federal durante a pandemia seja ampliada até que essas pessoas tenham trabalho, por exemplo. Pedem também políticas direcionadas a populações que considera mais vulneráveis, como “negros, indígenas e quilombolas”.

A Frente pela Vida entra em questões mais polêmicas também. Sugere a revogação de PEC 95/2019, que instituiu o teto de gastos públicos. Segundo essas entidades, isso teria limitado o investimento na aquisição de estrutura e insumos para o enfrentamento à pandemia.

A reportagem do Brasil 61 procurou o Ministério da Saúde para saber se o órgão pretendia implementar alguma das propostas que a Frente sugeriu, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

Fonte: Brasil 61

 

 

Prorrogação do Enem 2020 ainda causa questionamentos por parte de entidades educacionais na PB

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram aceitas até a última desta sexta-feira, pela página do participante. O Enem foi adiado “de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais”, de acordo com decisão do Inep e do Ministério da Educação (MEC). Essa decisão apesar de receber o apoio de entidades educacionais do Estado, ainda mereceram ressalvas por estas partes, pois segundo elas ainda há muitas desigualdades sociais no processo.

Para o secretário de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia (SEECT), Cláudio Furtado, apesar de comemorar a prorrogação das provas, ele pontua que existem lacunas a serem repensadas pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para não prejudicar o aluno de ensino remoto. “Estes órgãos precisam esclarecer às instituições de ensino como será a reposição de conteúdos, o retorno após a pandemia e outras questões. A consulta pública sugerida pelo MEC aos candidatos inscritos não reflete a realidade dos estudantes de ensino remoto, tanto da rede pública quanto da rede privada. A maioria dos estudantes que fazem Enem são egressos. Apesar de não terem sido aprovados na universidade viram o conteúdo em circunstâncias normais de ensino, diferentemente, dos alunos que estão em ensino remoto, que estão se adaptando a este período crítico. Essa consulta pública não é justa com eles”, disse.

Assim também pensa a presidente da Associação dos Estudantes Secundaristas da Paraíba (AESP), Milena Caetano, no qual ressalta que o adiamento da prova é resultado da militância e uma vitória de todos. “Apesar de estarmos em isolamento social, a União Brasileira de Estudantes Secundarista (Ubes) e a UNE militaram nas redes sociais oficiais do MEC e do ministro da Educação Abraham Weintraub, solicitando o adiamento do Enem. Nossa luta agora é pela suspensão por prazo indeterminado do Enem, que será votada na Câmara”, ressaltou.

“A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital”, informa o site da prova.

Adiamento da prova
A decisão ocorre depois de o governo enfrentar questionamentos judiciais cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19. Segundo entidades estudantis, universidades e colégios federais, a suspensão das aulas presenciais aumentaria a desigualdade entre os candidatos. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados.

Cronograma
No mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro. As novas datas não foram divulgadas.

pbagora

 

 

Entidades sindicais divulgam nota de repúdio à falta de medidas de isolamento em Guarabira

Várias entidades sindicais de Guarabira assinaram nota de repúdio ao que elas classificam de “tímidas e insignificantes medidas para conter o avanço do processo de contaminação pela população”, por parte da prefeitura local. Por meio de um decreto, o prefeito em exercício, Marcus Diôgo, autorizou a reabertura do comércio, mas, conforme as entidades, não intensificou as medidas de segurança e combate ao Coronavírus.

“Tal postura teve como consequência uma explosão de casos confirmados na cidade. Com a incidência até o dia 04 de maio de 2020, de 24 casos, cujo início se deu com dois casos no dia 23 de abril de 2020, conforme boletins expedidos pela própria Secretaria Municipal de Saúde. Foram apenas 10 dias para os números apresentarem cifras assustadoras com um aumento de mais de 200%”, diz um trecho da nota que você confere abaixo na íntegra.

Nota de Repúdio – Gba

 

Redação FN

 

 

Secretário acredita em acordo com entidades para evitar greve das polícias

Em meio a possibilidade de uma greve das categorias responsáveis pela Segurança Pública do Estado, o secretário da Pasta, Jean Nunes, torce pelo êxito das negociações com as entidades das polícias prosperarem na próxima semana.

O secretário segue confiando no bom senso da categoria para que a população paraibana não venha a sofre com uma possível paralisação. “Estamos na expectativa de chegar em um denominador. Não estamos com expectativa de paralisação. O canal de diálogo está aberto, as entidades podem testemunhar os nossos esforços. Temos a expectativa de resolver, acreditamos no bom senso de todos”, disse.

Nesta sexta-feira (14), representantes dos policiais Civis, Militares e dos Bombeiros disseram em nota que o governador João Azevêdo marcou para próxima segunda-feira (17) uma reunião com toda a equipe econômica para definir o impasse.

No entanto, segundo as entidades, caso não recebam do governo uma resposta positiva, ameaçaram paralisar as atividades na próxima terça-feira (18).

 

PB Agora

 

 

Entidades de segurança dão ultimato a governo e ameaçam paralisação

Integrantes das Forças de Segurança do Estado ameaçam paralisar as atividades na próxima terça-feira (18) caso não recebam do governo uma resposta positiva acerca das negociações em curso desde janeiro.

Em nota emitida nesta sexta-feira (14), as entidades das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros informaram que o governador João Azevêdo marcou para próxima segunda-feira (17) uma reunião com toda a equipe econômica para definir o impasse.

“Diante de tais acontecimentos, demonstrando que o Fórum está aberto ao diálogo e pretende resolver essa situação ao mais rápido possível, atenderemos ao pedido do Governo e aguardaremos uma resposta até a próxima terça-feira”, diz a nota.

A proposta apresentada pelo Governo da Paraíba é de incorporar 30% na bolsa desempenho em 60 meses, além de 5% de reajuste em outubro para os ativos e na bolsa desempenho. Já o Fórum das entidades pede que seja incorporado 100% na bolsa desempenho em 36 meses e um reajuste de 24% pelos próximos dois anos.

No último dia 5, o Fórum deflagrou uma “greve branca” enquanto espera que suas reivindicações sejam atendidas. Estas etapas são vigília, evitar que os policias aceitem serviço extra, duas paralisações sendo uma de 12 e outra de 24 horas e, por fim, a greve geral.

Leia, abaixo, a nota completa do Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros 

NOTA

O Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, representando 20.149 policiais, relata aos seus associados e a quem interessar que:

➢ No dia 07 de fevereiro de 2020, foi aberta uma nova rodada de negociações, momento em que foi apresentada a 5ª proposta ao Secretário de Segurança, Dr. Jean Francisco;

➢ No dia 10 de fevereiro de 2020, os Secretários de Segurança e da Administração receberam as entidades do Fórum, para que a equipe técnica da administração pudesse entender a proposta e fazer o impacto financeiro;

➢ Na quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020, a equipe técnica da Secretaria de Administração apresentou a repercussão financeira, que constatando uma redução de 67,9% do impacto em relação à proposta anterior;

➢ O impacto financeiro da 5ª proposta do Fórum caiu, em relação à anterior, de 1 Bilhão em 400 Milhões para 476 Milhões, segundo estudos realizados pela própria Administração;

➢ No dia 14 de fevereiro, os Secretários de Segurança e da Administração estiveram com o Governador do Estado e apresentaram os dados da repercussão financeira. O Governador marcou para segunda-feira uma reunião com toda a equipe econômica, haja vista que o Secretário da Fazenda estava viajando no dia de hoje e ajustou para a próxima terça-feira, dia 18 de fevereiro de 2020, uma resposta oficial do Governo ao Fórum.

Diante de tais acontecimentos, demonstrando que o Fórum está aberto ao diálogo e pretende resolver essa situação o mais rápido possível, atenderemos ao pedido do Governo e aguardaremos uma resposta até a próxima terça-feira.

Outrossim, comunicamos a todos os policiais e bombeiros da Paraíba que estamos com um cronograma de ações, aprovado na Assembleia Geral Unificada, que prevê no dia 17 de fevereiro de 2020 (segunda-feira), às 07:30, um café da manhã com as esposas e filhas dos policiais, na praça João Pessoa. Caso não consigamos êxito na negociação salarial com o Governo do Estado, na próxima terça-feira, serão agendadas as paralisações de 12h e 24h, conforme deliberado em assembleia.

Frisamos que é de suma importância que todos os policiais e bombeiros estejam mobilizados e preparados, apoiando o movimento, pois a execução das deliberações aprovadas em assembleia, principalmente das paralisações, pode ser comunicada com apenas um dia de antecedência.

João Pessoa, 14 de fevereiro de 2020.
Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros.

MaisPB

 

 

Lançamento da Frente Brasil Popular no Brejo reúne entidades, movimentos e pastorais

 

encontro1Movimentos de mulheres e Negros, LGBT, Levante Popular da Juventude, organizações culturais e de servidores públicos estaduais e federais, estudantes, professores da UEPB e IFPB, CUT, pastorais diocesana (Criança, Operária e CPT), religiosa inserida nas Cebs, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Bananeiras e Juarez Távora, Conselho Tutelar de Belém, e o mandato do deputado federal Luiz Couto prestigiaram, na tarde dessa terça-feira (16), em Guarabira, o lançamento da Frente Brasil Popular no Brejo paraibano.

encontro2A plenária regional, que aconteceu no salão da paróquia da Catedral de Nossa Senhora da Luz, marcou também o nascimento da Frente Brasil Popular de Guarabira, composta por entidades que integraram o extinto ‘Movimento Contra o Golpe’.

encontroA participação da plateia, que discutiram nos grupos a conjuntura política brasileira e como intensificar esse debate nas comunidades rurais e urbanas, e a rodada de diálogo com os coordenadores da FBP na Paraíba – Genaro Leno e Gleyson Melo, e professor da UEPB/Campus III – Agassiz Almeida Filho, foram os pontos centrais do evento.

Por fim, ficou decidido que os representantes de entidades, movimentos e pastorais conversarão com seus pares como fazer para viabilizar a Frente Brasil Popular no seu município. As propostas discutidas deverão ser compartilhadas na próxima reunião regional convocada pela FBP-Guarabira, que poderá acontecer em setembro.

Golpe

Integrantes de várias entidades e de partidos políticos – que engrossam a FBP – advogam que a presidenta Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe dado pelo Congresso Nacional, com apoio da grande mídia e de parte do Judiciário, para beneficiar uma minoria de ricaços e retirar as conquistas adquiridas nos últimos anos pela maioria dos brasileiros.

Ascom do Núcleo da Frente Brasil Popular-Guarabira

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Entidades somam qualidades e fazem um mundo diferente para crianças com câncer

Foto: Rafael Passos e Nalva Figueiredo
Foto: Rafael Passos e Nalva Figueiredo

Um diagnóstico de câncer em um filho nunca é bem-vindo e acaba fazendo o ser humano viver um turbilhão de pensamentos negativos. Agora, imagine um diagnóstico de câncer associado a uma distância de mais de 400 quilômetros do hospital referência no tratamento, nenhum parente na cidade onde ele fica instalado e, na maioria das vezes, nenhuma condição financeira de se manter longe de casa?

Essa é a realidade de incontáveis pacientes paraibanos, que deixam suas cidades no interior do Estado para tratar a doença em João Pessoa. O sofrimento só não é maior porque há lugares especiais que acolhem muitos meninos e meninas que lutam contra o câncer, como é o caso da Casa da Criança com Câncer e da ONG Donos do Amanhã.

E, assim com pacientes e familiares são obrigados a enfrentar desafios diários para se manter de pé, os responsáveis pelas entidades também travam batalhas para fazer com que elas permaneçam com as portas abertas, pois vivem de doações, que nem sempre chegam.

Casa da Criança com Câncer

A Casa da Criança com Câncer começou sua missão atendendo seis crianças. Hoje são mais de 82. E manter esse atendimento custa caro. São, pelo menos, R$ 25 mil por mês para manter as equipes multidiciplinares, enfermeiros, fisioterapeutas e outras especialidades de suporte ao tratamento. Além disso, há também os encargos sociais, que não são dispensados. São dez funcionários que trabalham com a ajuda de 30 voluntários.

Segundo a direção da casa, atualmente a entidade não registra nenhum tipo de dívida. Entretanto, não é fácil manter as contas no azul. “Se fossemos dispensados desses encargos sobraria dinheiro para outras coisas. Mas e graças a Deus as nossas contas estão todas quites”, assegura o coordenador da Casa da Criança com Câncer, Geraldo Vicente, acrescentando que os encargos giram em torno de R$ 7 mil.

Além de ofertar estadia e alimentação, a Casa da Criança também oferece tratamentos odontológico, psicológico e outras especialidades médicas. As crianças recebem, ainda, uma cesta básica e latas de leite para ajudar no consumo familiar. O translado de cada criança até o hospital para o tratamento também é por conta da entidade.

E tudo isso só é realizado porque existem os doadores, que nem sempre se identificam, mas que surgem como verdadeiros anjos vestidos de seres humanos. “No final do ano passado um cidadão chegou aqui, era um servente de pedreiro, mal vestido, queria fazer uma visita a casa. Só que tem que agendar as visitas. Não é normal você chegar e entrar, existe essa organização. Mas ele estava tão aflito para conhecer, que eu permiti a sua entrada. Ele disse: Posso falar com o senhor? Eu: pode. Eu moro no Cristo Redentor, sou ajudante de pedreiro e eu não posso fazer muita coisa, mas vim fazer uma doação, meu coração pede isso. Esse homem nos doou mil reais. E nos emocionou”, contou Geraldo Vicente.

Há também os que nem se identificam, apenas se doam. “Teve um dia que não tínhamos um quilo de carne para as nossas crianças comerem no almoço. Quando foi um tempo depois, parou um caminhão na frente da casa com 300 quilos de carne. Até hoje não sabemos de onde vieram aquelas carnes. Era carne verde de primeira qualidade. Guardamos e fizemos uma grande festa ao ver nosso freezer cheio”, disse o fundador da Casa da Criança, Gilson Espínola.

ajuda

A ajuda e o necessitado

Quem está conhecendo de perto o bem estar de uma casa de acolhimento é a dona de casa Lucileide Rodrigues. Moradora de Itaporanga, 419 quilômetros da Capital, há menos de um mês ela chegou à Casa da Criança com Câncer para cuidar da sua filha no Hospital Laureano. Além de ter que lutar pela cura da doença, Lucileide ainda se preocupa com a sua casa, onde deixou marido e outro filho.

“Eu não queria está por aqui, mas não escolhemos os nossos destinos. E se não fosse esta casa de apoio eu não teria condições de ir e vir para tratar minha filha no Hospital Laureano. Aqui já sinto que é um pedacinho do céu para todos nós que estamos recebendo os cuidados e amor desse povo”, expressou Lucileide.

Ao contrário de Lucileide, Eli Ventura não frequenta a casa por ter algum parente doente. Ele dedica um pouco do seu tempo para a Casa da Criança com Câncer realizando trabalho voluntário na área de comunicação da entidade. “Se cada um fizer um pouquinho por essas crianças, elas agradecerão bastante. Não é preciso só ajudar com dinheiro, ajude com um abraço e bastante carinho. Vale apena ver no rosto das crianças e de sua mãe o lindo sorriso quando recebem uma ajuda, não importa qual o tipo”, diz.

São histórias diferentes, mas duas palavras de ordem rodeiam estas pessoas: superação e solidariedade. Para o fundador da Casa da Criança com Câncer, Gilson Espínola, os 19 anos da entidade se resumem na missão de ajudar as pessoas que precisam de uma boa acolhida para encarar a peregrinação da doença que foi acometida. “Se todos fizessem um pouquinho de cada vez para ajudar essas crianças, todos receberiam a sua gratificação por meio das suas boas ações. O meu desejo maior é que nesta casa nunca falte comida e gente de boa fé que vem nos ajudar para que a nossa entidade continue muito bem”, comentou.

Donos do Amanhã

Há onze anos a ONG Donos do Amanhã oferece acolhimento para mais de 225 crianças de toda parte da Paraíba. A entidade trabalha estimulando a autoestima dos enfermos e do seu acompanhante oferecendo amor e os serviços essenciais médicos, como por exemplo, pagando exames que não esperam pelo tempo do Sistema Único de Saúde (SUS). Além desses serviços, os pacientes recebem ajuda como cestas básicas e latas de leites.

Contudo, para que tudo isso aconteça é preciso doar. “Esses 225 pequeninos recebem cestas básicas, seis latas de leite em pó e duas latas de suplementos alimentares. Quando estão internadas a gente abastece de fraldas descartáveis e alguns exames que eles necessitam. Os recursos para fazermos tudo isso vêm das doações que recebemos”, comentou Cristiani Lemos, gerente administrativa da entidade.

Há mais de seis meses Kátia da Silva teve que abdicar de tudo para ficar ao lado do filho Anderson da Silva, de apenas 12 anos de idade. A luta e o grande desafio neste momento é vencer uma doença genética provocada nas células da pele, xeroderma pigmentoso. “Tive que parar tudo para me dedicar ao meu filho. A Donos do Amanhã é minha segunda casa pelo motivo de nos acolher de nos oferecer coisas boas, depois de um longo dia vendo um tratamento médico que nunca imaginei acontecer com meu filho”, disse.

Anderson da deixou os afazeres escolares e as brincadeiras de criança para se cuidar. O garoto não carrega lamentações e diz que aprendeu a amar o acolhimento das pessoas da ONG Donos do Amanhã. “Por mim ficaria aqui o tempo todo recebendo o amor das pessoas que trabalham neste lugar. Sempre choro quando o carro chega para levar eu e minha mãe para casa”, disse Anderson, acrescentado que o espaço da entidade é a sua fonte para esquecer os passos da peregrinação da doença e seguir sempre sorrindo.

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INCA

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), estimam-se, para o Brasil, neste ano, 12.600 novos casos de câncer em crianças e adolescentes até os 19 anos. No Brasil, em 2013, ocorreram cerca de 2.800 mortes por câncer em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade. As neoplasias ocupam a segunda posição de óbitos ocorridos naquele ano, ficando abaixo somente das mortes por causas externas, configurando-se como a doença de maior letalidade.

Na Paraíba

Segundo a secretaria de Estado de Saúde, do ano passado até o momento foram registrados 72 óbitos por neoplasia em crianças, sendo 54 em 2015 e 18 este ano.

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Entidades realizam audiência pública na Câmara de Solânea para discutir saúde

cordelEntidades formadas pela sociedade civil organizada realizam, nesta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Solânea, uma audiência pública com o intuito de debater questões da saúde. Os organizadores convidam toda a população solanense para participarem da discussão que visa construir alternativas para a melhoria da área no município. O evento será aberto e estão sendo esperadas autoridades locais, assim como a população usuária e trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

No dia 24 de março foi realizada uma plenária de Entidades em Defesa da Saúde Pública organizada pela ONG Cordel da Vida e o Conselho Municipal de Saúde. Participaram entidades do meio urbano e rural, de grupos de terceira idade e da juventude, além de ONGs e usuários do SUS portadores de doenças crônicas.

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Além da comemoração dos 10 anos da ONG Cordel Vida na Paraíba também foram discutidos os pontos positivos e negativos da saúde municipal. Como desafios a serem superados foram relatados pelos presentes: a assiduidade e pontualidade dos profissionais de saúde; a falta de dentistas no serviço público; a problemática dos carros para apoio e transporte de usuários; além de marcação de exames e dificuldades de acesso à medicação.

 

São parceiros nessa atividade: ONG CORDEL VIDA; CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE; SINDSOL; SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE SOLANEA; CATEQUESE FAMILIAR; ASSOCIAÇÃO DE IDOSOS E PENSIONISTAS DE SOLÂNEA; PASTORAL DA JUVENTUDE DO MEIO POPULAR.

 

Focando a Notícia

Vinte e nove entidades apoiam greve da educação na Capital

greveVinte e nove entidades sindicais e movimentos sociais se manifestaram, neste domingo (5), em apoio  aos trabalhadores da educação de João Pessoa, em greve desde do dia 16 de março.

As entidades repudiam nota da Prefeitura da Capital, na qual a gestão,  ameaça os grevistas com cortes de ponto dos efetivos, instauração de processos administrativos para os efetivos em estágio probatório e demissão dos prestadores de serviço.

“Atitudes como estas expressam o desprezo que o governo municipal tem pelo diálogo e deixam visível a falta de compromisso da gestão com a educação pública em João Pessoa”, diz nota encaminhada a imprensa.

Ainda na nota, as entidades criticam a atitude do prefeito Luciano Cartaxo  recorrer à Justiça para punir o movimento.

“Reafirmamos que o diálogo é o caminho para a solução do conflito enquanto que a tentativa de punição aos trabalhadores é o caminho oposto”, diz o texto.

O professores querem reformulação e unificação do PCCR,  reajuste salarial de 16% retroativo a janeiro (data-base), para toda a categoria, e melhorias nas condições de trabalho.

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Assinam esta nota em defesa da Educação Pública do Município de João Pessoa as seguintes entidades:

Assembleia Popular;

Assembleia Nacional dos Estudantes Livres – ANEL;

Associação dos Docentes da UFCG – ADUFCG;

Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas – APES;

CGP/Aduepb – Comissão Gestora Provisória da Aduepb;

Conselho Regional de Serviço Social – CRESS/PB;

Central Sindical e Popular – CSP/Conlutas;

 DCE/UFPB – Gestão Avante por todos os cantos;

Diretório Central dos Estudantes da UFCG – DCE-UFCG;

Fórum de Educação Permanente da Paraíba – FEPP;

Levante Popular da Juventude;

Representantes dos Fóruns de Cultura reunidos no Movimento Cultura é Prioridade;

Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba – ADUFPB;

Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba – SINTEFPB;

Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE;

Sindicato dos Jornalistas da Paraíba – SINDJOR-PB;

Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entregas no Estado da Paraíba – SINDMAE-PB;

Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado da Paraíba SINTEENP/PB;

Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bayeux/PB – SINTRAMB;

Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba – SINTECT/PB;

Sindicato dos Trabalhadores da FUNDAC – SINTAC;

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Estado da Paraíba – STIUPB;

Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Limpeza Urbana no Estado da Paraíba SINDLIMP-PB;

Sindicato de ACS de Cabedelo – Sincab;

Unidade Classista;

Movimento Espírito Lilás – MEL;

Movimento pela Educação – MOVE;

Movimento Luta de Classes – MLC;

Movimento Popular Terra Livre.

MaisPB