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Juiz nega liminar de entidade ambientalista e libera vaquejada em Campina Grande

vaquejadaO juiz Max Nunes de França, de Campina Grande, negou nesta quinta-feira (12) liminar a uma entidade ambientalista que tentou impedir a realização da 39ª Vaquejada do Parque Maria da Luz. O evento começa nesta quinta-feira (13) e termina no domingo (16) no parque instalado na zona rural do município de Massaranduba. O pedido indeferido pelo magistrado foi formulado pela Harpia (Harmonia dos Protetores Independentes dos Animais) em ação civil pública contra o município de Campina Grande e a Associação Parque de Vaquejada Maria da Luz.

A entidade alegou que a vaquejada, embora com viés cultural, não pode ser tolerada por maltratar e impor sofrimento aos animais. Menciona o reconhecimento da crueldade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que no último dia 6 declarou a inconstitucionalidade de lei estadual do Ceará que regulamentava a competição ou espetáculo como esporte. A decisão teria colocado a vaquejada na ilegalidade, por ferir preceitos constitucionais e leis ambientais. O juiz Max Nunes lembra, contudo, que não há julgamento definitivo da decisão nem seu alcance, além de não ter sido publicado o acórdão da sessão realizada quinta-feira passada pelo STF.

Ele argumenta também que o perigo de dano relativo a atos de crueldade é apenas hipotético e deve ser coibido em cada caso com aplicação da legislação já existente. Mas, ao contrário, “impedir liminarmente a realização de um evento que já se encontra na sua 39ª edição, às vésperas de sua realização, pode causar perigo de dano inverso, já que as consequências de seu cancelamento se mostram muito mais evidentes pela dimensão de sua organização, ressaltando que não ficou demonstrada a verossimilhança da crueldade alegada”, afirma o juiz Max Nunes de França em sua decisão.

 

JP Online

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Justiça determina bloqueio de R$ 20 mil do Sindicato dos Bancários e convoca entidade para audiência

eduardo_varandasO juiz titular da 5ª Vara do Trabalho de João Pessoa, Paulo Henrique Tavares da Silva, deferiu pedido do procurador do Trabalho Eduardo Varandas e determinou o bloqueio cautelar de R$ 20 mil nas contas bancárias do Sindicato dos Bancários da Paraíba. O pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho no Estado (MPT-PB) foi em razão da entidade está descumprindo acordo judicial (firmado em 2012) e prejudicando a população, especialmente pensionistas e aposentados.

O magistrado também convocou o sindicato da categoria para uma audiência nesta quarta-feira (5), às 8h30, na 5ª Vara do Trabalho da Capital, com o objetivo de “adotar outras medidas necessárias à gestão do movimento paredista”.

De acordo com o MPT-PB, o movimento grevista, que completa um mês nesta quinta-feira (6), já é um dos mais duradouros.

Após receber denúncias de que a greve estava prejudicando serviços bancários essenciais e que sindicalistas estariam obstaculando alguns serviços, o procurador Eduardo Varandas convocou o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Paraíba, Marcelo de Lima Alves, para uma audiência, que aconteceu no último dia 23 de setembro. Na ocasião, o sindicalista assegurou que os caixas eletrônicos vinham sendo abastecidos normalmente, inclusive com a função ‘depósito’.

O procurador, no entanto, determinou auditoria e diligência nas agências bancárias. No último dia 29 de setembro, oficial de justiça constatou “que o Sindicato está descumprindo o acordo judicial pelo motivo de insuficiência do serviço de abastecimento de terminais e em questões relacionadas à compensação”.

Já nesta segunda-feira (3), peritos do MPT-PB concluíram inspeção em várias agências bancárias de João Pessoa e constaram diversas irregularidades, entre elas “que os depósitos em cheques estão sendo devolvidos sob a alegação de ‘diferença de assinatura’, evidenciando falta de funcionário para esta atividade de conferência”, o que mostra que os serviços mínimos essenciais estabelecidos por lei não estão sendo cumpridos pela categoria em paralisação.

“A greve é uma garantia constitucional da classe operária e tal direito deve ser respeitado. Todavia, o exercício do direito não pode se sobrepor aos direitos fundamentais da sociedade como o acesso a operações financeiras elementares. O MPT ficará vigilante para que atendimentos imprescindíveis à população sejam assegurados”, ressaltou o procurador Eduardo Varandas.

Entenda o caso – O MPT-PB quer comprovar se o movimento grevista continua obedecendo rigorosamente ao acordo judicial firmado em 2012, que institui entre outras obrigações: não impedir o acesso aos caixas eletrônicos ou o seu abastecimento e manter a realização de atividades essenciais em percentuais correspondentes aos exigidos por lei (30%). Caso esteja havendo descumprimento das cláusulas acordadas, o sindicato da categoria pagará multa de R$ 10 mil por dia.

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Justiça proíbe entidade de emitir carteira de estudante na PB

carteiriaO Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) proibiu o Centro Estudantil Universitário Paraibano (Ceup) de emitir carteiras de estudante em Campina Grande. A decisão foi tomada pelo desembargador João Alves, baseada em constatações de que a entidade estaria concedendo o documento de forma irregular.

Com a decisão, as carteiras que já foram emitidas pelo Ceup deixarão de ser aceitos na recarga de créditos para transporte público no Vale Mais Card, em Campina, e também no Passe Legal, em João Pessoa.

Os estudantes que fizeram o documento de identificação estudantil com a entidade devem procurar órgãos de defesa do consumidor e realizar denúncia. Os responsáveis pelo Ceup devem devolver as taxas pagas pelas carteiras.

As únicas entidades habilitadas a emitir carteira de estudante em Campina Grande são Conselho Universitário de Carteiras (CUC), União Estadual dos Estudantes (UEE) e o site Estudante10.

O Portal Correio não conseguiu contato com o Ceup para saber uma posição sobre a decisão da Justiça.

Portal Correio

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Presidente da FPF promete abrir as portas da entidade para a CPI do futebol

presidenteO encontro dos deputados Edmilson Soares (PEN) e Janduhy Carneiro (PTN) com o senador Romário (PSB), na próxima quinta-feira (3), em Brasília, na tentativa de instalar a CPI do Futebol na Paraíba, parece não tirar o sono do presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Amadeu Rodrigues. Ele afirmou que a entidade estará de portas abertas para quaisquer esclarecimentos futuro, caso a Comissão decida investigar a Federação.

“Tenho oito meses de gestão e não tenho nada a dever. A Federação está de portas abertas para qualquer esclarecimento, pois se trata de um processo onde todas as entidades estão sendo ouvidas e a nossa não seria diferente”, disse.

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Ainda segundo o mandatário do futebol paraibano, nada oficial chegou à sede da FPF. “Não tenho conhecimento de nada oficial, apenas soube do discurso feito por eles na Assembléia Legislativa”, acrescentou. “Ambos são bem ligados ao Botafogo-PB, mas desconheço o objetivo deles”, encerrou.

CPI DO FUTEBOL

Anunciada no mês passado pela Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal, a CPI do Futebol iniciará um processo de investigação, focando principalmente no levantamento de irregularidades cometidas pelas federações estaduais de futebol. Na Paraíba, os deputados Edmilson Soares (PEN) e Janduhy Carneiro (PTN) estarão quinta-feira em Brasília, onde visitarão o senador Romário, na tentativa de colocar a Paraíba como prioridade neste processo.

Alvo de intervenção judicial em 2014, a Federação Paraibana de Futebol (FPF) foi comandada durante 25 anos por Rosilene Gomes, que foi afastada do cargo por conta de indícios de irregularidades no processo eleitoral. Mesmo assim, ela ainda conseguiu eleger Amadeu Rodrigues, atual mandatário da entidade. Segundo Edmilson, a CPI vai começar pela Federação Paulista, porém muitas coisas precisam ser investigadas e o órgão paraibano não pode ficar fora.

 

correiodaparaiba

Greve de caminhoneiros é liderada por empresários, diz entidade

caminhoneirosA União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) divulgou nota criticando a paralisação geral da categoria iniciada nesta segunda-feira com o objetivo de fechar rodovias em todo o País. A greve é organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, que tem como presidente o empresário Nélio Botelho. “A Unicam defende as manifestações populares espalhadas pelo Brasil e o direito legal de greve, mas não acreditamos em um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas”, diz o comunicado assinado pelo presidente José Araújo “China” da Silva.

Na nota, a Unicam deixa claro que não apoia o movimento grevista, previsto para ser encerrado somente na próxima quinta-feira. “A chamada paralisação geral dos transportadores de cargas poderá prejudicar o trabalho que vem sendo realizado por aqueles que desejam realmente melhores condições e dignidade em sua atividade”, afirmou Silva.

De acordo com ele, a entidade luta pela melhoria das condições de vida e de trabalho dos caminhoneiros do Brasil e tem participado de todas as negociações e debates sobre a Lei 12.619/12 – que regulamenta a profissão -, o pagamento eletrônico de fretes, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), entre outros assuntos de interesse do setor.

“A Unicam entende que, neste momento específico, a categoria deve defender o aperfeiçoamento da legislação da categoria, e não sua revogação, como defende o grupo que está incitando a greve, e a melhor forma de mudanças necessárias nas legislações do setor é por meio do debate e da busca por soluções conjuntas, e não através de um movimento grevista liderado por uma categoria empresarial travestida de transportadores autônomos”, completa o comunicado.

Terra

Presidente do Sindicado dos Servidores de Bananeiras nega fechamento da entidade

gederlandioO presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Bananeiras, Gerlandio Santos, negou, por meio de nota, que a entidade tenha sido fechada. No documento enviado à imprensa, ele esclarece as mudanças ocorridas e o que vem sendo feito para melhorar o órgão de representação dos servidores.

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Confira a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

              O Presidente do SISEMBANS( Sindicato dos Servidores Municipais de Bananeiras), Prof. Gederlandio Santos, no uso das atribuições que lhe conferem  vem por meio deste, esclarecer algumas dúvidas, relacionadas ao andamento das atividades inerentes á entidade:

*O SISEMBANS( Sindicato dos Servidores Municipais de Bananeiras), é a continuidade do STMB(Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bananeiras), com a mesma ideologia de sempre, ou seja a CONTÍNUA LUTA EM PROL DE QUEM TRABALHA;

*A Presidência do SISEMBANS, bem como sua diretoria foi renovada, via Assembleia, ocorrida no final do ultimo mês de maio, ampliando o número de pessoas na ocupação dos diversos cargos;

*O desconto que outrora ocorria no contracheque de seus filiados e que atualmente não vem ocorrendo, foi bloqueado, em virtude do poder público municipal(prefeitura), solicitar o CADASTRO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO(MTE), para voltar a descontar a contribuição;

*Mesmo sabendo que há um equivoco por parte do poder público municipal em exigir o citado cadastro, já que esta não é um fotor condicionante para tal desconto, o SISEMBANS, vem trabalhando para efetua-lo, pois assim, teremos ainda mais, a cobertura legal em ações futuras;

*Atualmente, dependemos apenas da liberação do CERTIFICADO DIGITAL, para efetuar o cadastro junto ao MTE, voltando assim as ações de responsabilidade do SISEMBANS.

Ao contrário do que vem sendo dito entre os populares DESAVISADOS o sindicato de Bananeiras NÃO ACABOU.  E uma vez vencidas as etapas burocráticas, atuaremos com mais força . O SISEMBANS pede a compreensão e o aguardo do

 

servidor municipal. Juntos alcançaremos o cumprimento de todos os DIREITOS TRABALHISTAS garantidos em POR LEI!!!

 

Bananeiras, 19 de setembro de 2014,

Prof. Gederlandio Santos

Presidente Sindical

Presidente da Fetag-PB não terá direito a votar na eleição da entidade na próxima quinta

liberalinoLiberalino Lucena, atual diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag-PB), e candidato à reeleição pela sétima vez, não tem direito a votar nas eleições marcadas para a próxima quinta-feira (29) por não ser dirigente sindical. A relação de sindicalistas rurais aptos a votar no pleito foi aprovada, nesta sexta-feira (23), pela comissão que está coordenando o processo eleitoral para renovação da diretoria da Federação.

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Segundo o advogado Jonathan Pontes, da Chapa 2 “Por uma Fetag para todos – Fortalecendo os Sindicatos”, encabeçada pelo sindicalista Nelson Anacleto, a comissão analisou minuciosamente o Estatuto Social da Fetag-PB antes de construir a lista de delegados sindicais com direito a voto. “Somente possuem direito ao voto três delegados por cada sindicato, e este não é o caso do atual presidente da Fetag, que não representa qualquer um dos sindicatos rurais da Paraíba”, explicou.

Na relação divulgada pela comissão eleitoral estão 627 delegados sindicais que representam 209 sindicatos aptos a votar nas eleições da próxima semana. De acordo com o estatuto da Federação, os sindicatos que estejam em dia com as obrigações sindicais têm direito a três delegados votantes.

 

Comissão eleitoral

A formação da comissão para conduzir o processo eleitoral da Fetag-PB foi resultado de um acordo firmado entre as duas chapas concorrentes e mediado pelo procurador do trabalho Eduardo Varandas. O acordo definiu uma nova data para a eleição, que passou do dia 27 de março para o dia 29 de maio, e abriu uma exceção para Liberalino Lucena, mesmo não sendo dirigente sindical – requisito necessário para concorrer à direção da Federação -, continuar na disputa.

A comissão é responsável pela direção e coordenação de todo o processo eleitoral, garantindo recursos, veículos e estrutura da entidade a serviço das duas chapas, de forma igualitária.

Antiga reivindicação da chapa de oposição, a comissão é formada por cinco membros, sendo dois representantes de cada chapa e um presidente indicado por Eduardo Varandas, o auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PB) José Cursino.

A suspensão da eleição foi fruto de uma liminar concedida pelo juiz titular da 7ª Vara do Trabalho, Normando Salomão Leitão, em virtude da ação movida pelos representantes da Chapa 2.

Os representantes da Chapa 2 denunciaram uma série de irregularidades no processo eleitoral que comprometeriam a lisura e a disputa equilibrada, como a ausência de uma comissão eleitoral e a condução de todo o processo eleitoral pela atual diretoria da Fetag-PB.

Assessoria

Entidade denuncia extermínio de moradores de rua em Belo Horizonte

morador-de-ruaA violação de direitos humanos e extermínio da população de rua de Belo Horizonte (MG) foi denunciada pelo Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH). Em nota, divulgada na última terça-feira (11), a entidade destaca que teme a intensificação das ações, com a proximidade dos Jogos da Copa das Confederações.

O primeiro jogo agendado na capital mineira está marcado para o próximo dia 17 de junho. De acordo com a CNDDH, houve 100 homicídios de moradores de rua em Belo Horizonte nos últimos dois anos. O número equivale ao assassinato de um em cada vinte moradores, com base em estimativas da Prefeitura que apontam cerca de 2 mil pessoas nessa situação na cidade.

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Na madrugada de segunda para terça-feira, foram registrados mais dois casos de homicídios praticados contra moradores de rua.

Na nota, a entidade também aponta que agentes municipais, com apoio da Policia Militar, estariam passando pelas ruas e recolhendo pertences pessoais dos moradores, como remédios, documentos e cobertores. Além disso, questiona o uso de jatos de água nas operações.

A denúncia é reforçada por uma moradora de rua em vídeo gravado pelo coletivo Fora do Eixo.

“Não estão dando trégua, já chegam querendo carregar os nossos pertences, chegam ameaçando. Estão ameaçando até de bater na gente, se caso a gente não deixar, por livre e espontânea vontade eles levarem nossos pertences.”

Diante da situação, a entidade pede mobilização da sociedade para protestar e requerer das autoridades competentes ações urgentes e efetivas que venham combater a violência cometida contra a população em situação de rua.

Foto: Marcello Casal/ABr

Daniele Silveira,

De São Paulo, da Radioagência NP

Entidade defende educação financeira no ensino fundamental

moedaAdministrar melhor as despesas pessoais, iniciar uma poupança e ser agente multiplicador de uma atitude financeira saudável são alguns dos avanços observados no comportamento de estudantes do ensino médio que participaram de um programa piloto de educação financeira em 450 escolas do país. Os resultados da ação, desenvolvida em 2008 pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), demonstram os benefícios de uma política que trabalhe esse tema de forma transversal nas escolas.

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A avaliação dos alunos apontou que 63% dos jovens que tiveram as aulas pouparam pelo menos uma parte de sua renda. O percentual cai para 59% no caso de estudantes que não participaram do projeto – alunos de 450 escolas que foram selecionados para funcionar como grupo controle. “Os resultados foram muito significativos. Os jovens [participantes do projeto] saíram com um conhecimento muito superior em relação ao grupo controle. Eles transformaram conhecimento em atitude”, destaca Silvia Morais, superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF).

São esses avanços que a associação espera replicar em um projeto piloto com 820 escolas do ensino fundamental. “Percebemos que o tema da educação financeira não é aplicável exclusivamente ao ensino médio. Nessa fase, você já vai para o dia a dia do aluno, são situações práticas. Se você trabalha a educação financeira desde os anos iniciais, você possibilita que o conteúdo seja incorporado à vida dessa criança”, avalia Silvia. Ela informou que o material pedagógico composto de nove livros, construído em parceria com o Ministério da Educação (MEC), está em fase de finalização.

“Ainda não há previsão de quando devemos implementar a impressão dos livros e a capacitação dos professores, porque dependemos do financiamento de parceiros”, explica. Em relação ao projeto desenvolvido como piloto para o ensino médio, Silvia Morais informa que uma parceria com o MEC vai possibilitar a distribuição dos livros para 3 mil unidades que desenvolvem os programas Ensino Médio Inovador e Mais Educação. “Devemos iniciar a capacitação dos professores no próximo ano.”

A superintendente acredita que educação financeira deve ser entendida como um tema estratégico para o país, especialmente considerando a atual conjuntura econômica. “O momento pede que o cidadão brasileiro saiba tomar decisões conscientes quanto à tomada de crédito e quanto ao planejamento do seu futuro. Historicamente, somos uma nação que toma decisões pautadas pelo presente. A educação financeira permite que tenhamos capacidade de colocar os aprimoramentos que o sistema financeiro oferece a nosso favor e não contra”, avalia.

Silvia Morais destaca ainda que a discussão financeira nas escolas propõe o debate sobre consumo sustentável. “Não falamos só sobre o impacto das decisões deles, por exemplo, no crédito, no endividamento. A educação financeira tem a ver com as decisões da vida de um cidadão, mas não só. A forma de consumo tem impacto também no meio ambiente”, aponta. Esse é um dos motivos que leva a associação a defender a adoção do tema como conteúdo transversal nas escolas. “Ele fortalece outras disciplinas. É um elemento desencadeador de diversas discussões”, defende.

A AEF é um organização sem fins lucrativos criada pelas quatro entidades do mercado financeiro que compõem o Conef. Além de oito organismos governamentais, compõem o comitê: Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) e Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

“A Estratégia Nacional [de Educação Financeira, Enef, criada em 2010 pelo Decreto nº 7.397] é um documento que fala que a educação financeira tem três pilares estratégicos de atuação: informação, orientação e formação. Mas não indica projetos”, explica a superintendente. De acordo com ela, os projetos da AEF são submetidos ao Conef, que os avalia. “Firmamos um convênio com o comitê e assumimos a responsabilidade de execução da Enef”, informa.

Além dos projetos nas escolas, a AEF pretende mapear as iniciativas gratuitas de educação financeira nas escolas. “Conseguimos identificar 150 iniciativas no país. Isso foi o que conseguimos com o nosso radar, digamos assim, mas temos certeza de que é muito mais do que isso”, diz Silvia Morais. Ela destacou que, nessa primeira análise, observou-se um número maior de instituições de governo e do setor financeiro. “O que a gente quer ver agora é para além disso, quem é mais que está oferecendo ações e atividades de educação financeira gratuitas”, explica.

A primeira etapa do mapeamento consiste em analisar em profundidade essas experiências já selecionadas. “Queremos saber o que faz, como faz, com que qualidade técnica, qual o perfil de profissionais envolvidos, para qual público”, exemplifica. Em seguida, será divulgado um cadastramento online desse tipo de iniciativas. “A partir daí, vamos poder fazer uma análise do que isso significa: são muitas? São poucas? Como podemos avançar?”, completa.

 

Agência Brasil

Filho de Herzog e Romário irão à sede da CBF entregar petição contra presidente da entidade

Na próxima segunda-feira (1/3), Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, assassinado durante a ditadura nas dependências do DOI-Codi, e o deputado federal Romário (PSB-RJ) entregarão na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a petição “Fora Marin!”.
Crédito:Agência Brasil
Deputado abraçou a causa e pede saída de Marin da CBF
O abaixo-assinado cobra a saída do presidente da entidade, José Maria Marin, devido sua ligação com o regime militar. O documento já conseguiu quase 54 mil apoiadores.
O documento será entregue à CBF no 49º aniversário do golpe civil-militar que instaurou a ditadura no Brasil. Além de Romário, Chico Buarque e Fernando Gabeira assinaram a petição.

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Ivo ainda pretende enviar cópias da petição à direção dos 20 principais clubes que participam do Campeonato Brasileiro e a todas as federações estaduais de futebol.
Histórico autoritário
José Maria Marin era deputado estadual filiado à Arena, partido que garantia sustentação política ao regime. Em 9 de outubro de 1975, Marin pediu providências às autoridades contra a atuação de militantes de esquerda na TV Cultura, onde Herzog trabalhava.
Dezesseis dias depois, o jornalista foi detido e assassinado após se apresentar voluntariamente no DOI-Codi. Um ano mais tarde, Marin fez um discurso de elogio ao delegado Sérgio Fleury, conhecido por sua violência na ditadura.
No pronunciamento, afirmou que “Sérgio Fleury se dedica ao máximo, sem medir esforços nem sacrifícios para honrar não apenas a polícia de São Paulo, mas acima de tudo seu título de delegado de polícia. Ele deveria ser uma fonte de orgulho para a população de nossa cidade”.
Segundo Ivo, em razão desta ligação com o autoritarismo, o presidente da CBF não tem condições de permanecer no cargo.
Portal IMPRENSA